quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LEFFEST'16: Programa e convidados anunciados

A comemorar uma década de existência, o Lisbon & Estoril Film Festival regressa de 4 a 13 de Novembro com antestreias e convidados, percorrendo, como de costume, mais artes para além da sétima.


O Herói de Hacksaw Ridge de Mel Gibson, fará as honras de abertura do LEFFEST'16 e Nocturnal Animals, de Tom Ford, será o filme de encerramento. Dentro das principais títulos Fora de Competição, encontramos ainda Uma História Americana, de Ewan McGregor, Até Nunca, de Benoit Jacquot, Bacalaureat, de Cristian Mungiu, Certain Women, de Kelly Reichardt, Gimme Danger e Paterson, de Jim JarmuschLa Fille Inconnue, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, Ma Loute, de Bruno Dumont, On the Milky Road, de Emir Kusturica, Os Belos Dias de Aranjuez de Wim WendersThe Salesman, de Asghar Farhadi, entre outros. Em Competição encontramos títulos como American Honey, de Andrea Arnold, Dogs, de Bogdan Mirica, Nocturama, de Bertrand Bonello, ou Elle, de Paul Verhoeven, por exemplo.

Jean-Luc Godard, Jerzy Skolimowski, Emir Kusturica, Teresa Villaverde, Pascal Bonitzer, Agustin Díaz Yanes e Daniel Rosenfeld serão alvo de homenagens e retrospectivas das suas obras, nesta edição.

Este ano, o LEFFEST comemora os 30 anos do filme Blue Velvet, de David Lynch, cuja projecção fará parte do programa, bem como a exibição Blue Velvet Revisited, de Peter Braatz. Na secção Descobertas, destaque para o novo filme de Gabe Klinger, Porto, e para O Bosque dos Quincôncios, do actor Grégoire Leprince-Ringuet.


O habitual Simpósio Internacional, este ano com o tema "Godard Vu Par...", vai realizar-se na Sala Luís de Freitas Branco, no CCB, nos dias 11, 12 e 13 de Novembro. Os realizadores Alex Ross Perry, Benoît Jacquot, Daniel Rosenfeld, Jerzy Skolimowski, Olivier Assayas, entre outros cineastas, ensaístas e críticos, participarão no simpósio.

Haverá ainda espaço para um Encontro Internacional de Escolas de Cinema, muita música, literatura (o poeta Adonis vem lançar a antologia poética O Arco-Irís do Instante), teatro, exposições, encontros, debates e masterclasses.

Entre os convidados que marcarão presença no festival encontram-se os realizadores Jim JarmuschJerzy SkolimowskiEmir KusturicaTeresa VillaverdePascal BonitzerBenoit JacquotAlex Ross Perry, Bertrand Bonello, Cristian Mungiu, Elia SuleimanDaniel Rosenfeld, os escritores Adonis, Peter Handke, Enrique Villa-Matas, os actores Willem Dafoe, Anna Karina, Marisa Paredes, Nicoletta Braschi, entre muitos outros nomes das artes.

Este ano, o festival vai dividir-se entre o Cinema Medeia Monumental, Espaço Nimas, Casino Estoril, Centro Cultural de Belém, Centro Cultural de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro da Trindade, Casa das Histórias Paula Rego, Cinemateca Portuguesa, Cinema NOS - Cascais Shopping e P31 - Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

Mais informações sobre a 10.ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival, aqui.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Crítica: Boi Neon (2015)

"'Ta pensando o quê? Eu sou vaqueiro mas gosto de coisa boa." 
Iremar

*9/10*

Um realismo cru mas fantástico, a cavalgar entre os bois, a pobreza, os sonhos e o sexo, assim se pode apresentar Boi Neon, de Gabriel Mascaro. Uma proposta cinematográfica original e envolvente, que deixa um rasto de melancolia por onde passa.

Conhecemos Iremar nos bastidores das vaquejadas brasileiras. Ele prepara os bois antes de os soltar na arena. Levando a vida na estrada, o camião que transporta os bois para o evento é também a casa de Iremar e dos seus colegas de trabalho: , o parceiro de curral, e Galega - dançarina, motorista e mãe da pequena e curiosa Cacá. Juntos, formam uma família improvisada e unida. O quotidiano é intenso e visceral, mas Iremar tem outras ambições. Deitado na sua rede na traseira do camião, ele divaga por sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e modelos.


O vaqueiro e a sua rotina dura, para si e para os animais, mas que se alimenta de sonhos que começam nos esboços sobre as revistas pornográficas do companheiro . Cacá é ela mesma a metáfora da esperança, por muito desencantada com a vida que já pareça estar. Não vai à escola, mas tem muito potencial, perde horas a admirar os cavalos que não pode ter, anseia por reencontrar o pai desaparecido, e Iremar alimenta-lhe os sonhos. Galega é a mãe solteira, mulher de armas que persegue os ideais femininos da actualidade. A moda e a beleza são temáticas que lhe são queridas e, apesar do trabalho pouco feminino e da vida nómada que leva, tudo faz para preservar a sua sensualidade.


As condições decadentes onde dormem, comem ou fazem a sua higiene contrastam com toda a vida que os envolve. Os cenários por onde passam mostram-nos este desequilíbrio, tal qual o próprio Brasil, repleto de desigualdades.

Juliano CazarréMaeve Jinkings e a pequena estreante Alyne Santana entregam-se de corpo e alma às suas personagens, IremarGalega Cacá, respectivamente. Ligam-se à vida que os rodeia como se lhe dessem continuidade - e, efectivamente, uns dependem dos outros. Trabalhadores e sonhadores, cruzam-se paixões e destinos. Deambulam em redor de Boi Neon, o ideal da figura paterna ausente, as necessidades mais primárias do ser humano, a sobrevivência e a continuidade.


Enquanto lutam pelos seus sonhos e batalham para seguir em frente, no dia-a-dia, os protagonistas deixam vir ao de cima o que guardam em si de mais primitivo. O instinto domina-os, tal como aos animais.

A realização de Gabriel Mascaro é corajosa, com recurso a planos-sequência certeiros e intensos, cores a chamar pelo néon do título, que se manifestam em especial à noite, entre sonhos e realidade. De dia, a Natureza domina, entre o quotidiano junto do gado ou a percorrer paraísos perdidos através de planos hipnotizantes.


Boi Neon respira Natureza e verdade. Traz ao cinema o que de mais puro e mais carnal compõe o homem que, perante todas as adversidades, segue em frente, persegue as suas ilusões.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sugestão da Semana #241

Das estreias da passada semana, a Sugestão da Semana destaca o filme brasileiro Boi Neon, de Gabriel Mascaro. Uma surpreendente proposta cinematográfica, original e envolvente.

BOI NEON


Ficha Técnica:
Título Original: Boi Neon
Realizador: Gabriel Mascaro
Actores: Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Josinaldo AlvesSamya De Lavor, Carlos PessoaAlyne Santana
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 101 minutos

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Crítica: Serra Pelada (2013)

*7/10*

A febre do ouro do Brasil chegou ao grande ecrã pela mão do realizador Heitor Dhalia, em Serra Pelada. A longa-metragem partilha o nome com a serra para onde os homens foram em busca do metal precioso que, sonhavam, os faria ricos.

Com nomes sonantes no elenco, onde se destaca Wagner Moura, Serra Pelada junta violência, ganância, romance e sonhos desfeitos, numa espécie de western com muito samba e gangs. Pistoleiros, pelo menos, não faltam, num filme onde o dinheiro e o poder parecem transformar os protagonistas.

Os amigos Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade) deixam São Paulo em busca do sonho do ouro. Estamos em 1980 e os dois amigos chegam à Floresta Amazónica - como tantos outros milhares de homens chegaram -, repletos de sonhos e ilusões. Mas a vida no garimpo muda tudo. A obsessão pela riqueza e pelo poder destrói-os. Juliano torna-se um gangster. Joaquim foge e deixa todos os seus valores para trás.


Um deixa para trás a família, o outro, as dívidas. Um quer dinheiro, o outro, poder. É assim que dois homens passam da vontade de ter uma vida melhor para a ganância sem limites. Como se o ouro pudesse mudar educação e valores, o passado e os laços.

Cores vivas e muito quentes abundam, quer de dia, junto dos homens suados e sujos de terra, debaixo de um Sol abrasador, que vão encontrando o também reluzente e tão desejado ouro, como à noite, entre as danças coloridas, as prostitutas e as lutas de poder.

Serra Pelada é enérgico, prende atenções, num interessante retrato da época. Peca especialmente por aspectos que o ligarão mais à televisão que ao cinema - os dramas românticos do enredo são um deles -, resultando provavelmente melhor como série televisiva.


No elenco, especial destaque para as interpretações dos protagonistas Juliano Cazarré e Júlio Andrade, tão diferentes e tão unidos, numa verdadeira concepção da ideia de que os opostos se atraem, e ainda Wagner Moura, numa personagem tão brutal como cómica.

Heitor Dhalia trouxe-nos um filme dinâmico, com pontos de contacto com a actual realidade brasileira. Não consegue, no entanto, chegar a um patamar que o torne inesquecível no cinema.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

1ª Exposição de Cartazes do Cinema Português até 30 de Novembro em Lisboa

A 1.ª Exposição de Cartazes do Cinema Português vai decorrer entre 20 de Outubro e 30 de Novembro de 2016, em Lisboa. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Academia Portuguesa de Cinema, o ICA e a Cinemateca Portuguesa.

O circuito deverá começar na Cinemateca, com uma exposição dedicada ao cinema mudo e ao cineasta Manoel de Oliveira, seguindo-se depois para a Sociedade Nacional de Belas Artes (em frente à Cinemateca) onde se encontra o maior acervo, que começa em 1940 e acaba no ano 2000. Haverá ainda um núcleo dedicado ao realizador José Fonseca e Costa, no Hotel Tivoli Lisboa, a cerca de 400 metros dos espaços anteriores.

“O objectivo desta exposição é reconhecer não só o mérito dos cineastas que marcaram o cinema português do século passado, como foi o caso de Leitão de Barros, António Lopes Ribeiro, António Pedro Vasconcelos, Paulo Rocha ou Manoel de Oliveira (entre outros), como também de ilustres designers gráficos que, através dos cartazes de cinema, nos deixaram verdadeiras obras de arte, que são um retrato fidedigno de diferentes épocas da cultura portuguesa”, explica o presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso, que destaca também "o trabalho para cinema de artistas plásticos como Almada Negreiros, Manuel Guimarães, João Abel Manta, Manuel Lapa, Judite Cília ou Henrique Cayatte", pouco conhecido do grande público.

 

Doclisboa'16 homenageia Abbas Kiarostami

O Doclisboa - Festival Internacional de Cinema anunciou que irá homenagear Abbas Kiarostami, com a estreia nacional do seu último trabalho Take me Home e a exibição de 76 Minutes and 15 seconds with Abbas Kiarostami, de Seifollah Samadian. Os filmes serão exibidos numa sessão no Cinema São Jorge, dia 29 de Outubro, às 19h00.


Esta alteração na programação do Doclisboa'16 leva a que o filme de Werner Herzog Lo and Behold, Reveries of the Connected World tenha uma sessão única, que se irá realizar no Grande Auditório da Culturgest, no dia 22 de Outubro, às 19h00. A projecção inicialmente prevista para 29 de Outubro, no Cinema São Jorge, foi cancelada.

O realizador Abbas Kiarostami faleceu este ano aos 76 anos e 15 dias. 76 Minutes and 15 seconds with Abbas Kiarostami é o resultado de centenas de horas de filmagens feitas ao longo dos 25 anos de amizade entre Samadian e Kiarostami. O documentário é precedido da projecção do último filme de Kiarostami, Take me Home, um  registo de 16 minutos de uma viagem ao Sul de Itália. Os dois títulos estrearam na passada edição do Festival de Veneza.

Os júris da presente edição do Doclisboa já foram também anunciados. Manon de Boer, Karen Akerman, Kathrin Kohlstedde, Valérie Massadian e Ludovic Lamant serão os jurados da Competição Internacional. A Competição Portuguesa conta com Alexandra Carmo (Xana), Emily Wardill e Mads Mikkelsen. No júri dos Verdes Anos estarão Leonor Teles, Giulio Vita e Nuno Lisboa.

O Doclisboa decorre entre 20 e 30 de Outubro na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Fundação Calouste Gulbenkian. Mais informações sobre o festival, aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Festival Olhares do Mediterrâneo'16: Vencedores

A 3.ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no feminino aconteceu de 29 de Setembro a 2 de Outubro, no Cinema São Jorge, em Lisboa. A actual temática dos refugiados e migrantes forçados foi o principal destaque vencedor de prémios.


Eis a lista de vencedores:

PRÉMIO JÚRI Olhares do Mediterrâneo 2016
- Longa-metragem: LES MESSAGERS, de Hélène Crouzillat e Laetitia Tura
- Curta-metragem: GUEULE DE LOUP, de Alice Vial

PRÉMIO TRAVESSIAS Olhares do Mediterrâneo 2016
- LUOGHI COMUNI, de Angelo Loy
- Menção Honrosa para LES MESSAGERS, de Hélène Crouzillat e Laetitia Tura

PRÉMIO DO PÚBLICO Olhares do Mediterrâneo 2016
- PIRATES OF SALÉ, de Rosa Rogers e Merième Addou

O Festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no feminino promove a exibição de filmes oriundos da bacia mediterrânica e pretende divulgar o papel da mulher na produção cinematográfica. 

O evento regressa ao Cinema São Jorge no próximo ano, de 28 de Setembro a 1 de Outubro. Mais informações sobre este festival, aqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Estreias da Semana #240

Em dia feriado as estreias convidam a ir ao cinema. Estrearam oito filmes no dia 5 de Outubro e chegam mais dois no dia 6.

A Filha (2015)
The Daughter
Longe de casa há anos, Christian volta para o casamento do pai. Relembrando o passado, reencontra o amigo de infância, Oliver, e a sua família, que o levará a descobrir um segredo há muito tempo enterrado. Mas enquanto tenta corrigir os erros do passado, os seus actos ameaçam destruir as vidas dos que deixou para trás anos antes.

Rachel (Emily Blunt) está inconsolável devido ao seu divórcio recente. Diariamente, na sua viagem de comboio a caminho do emprego, tece fantasias sobre um casal aparentemente perfeito que vive numa casa por onde o comboio passa. Um dia, vê acontecer algo que a perturba e envolve-se num mistério que se vai desenrolando.

Irmãs Amadas (2014)
Die Geliebten Schwestern 
No Verão de 1788, em Rudolstadt, o poeta revolucionário Friedrich Schiller e duas irmãs arruinadas da aristocracia da Turíngia vivem um tempo inesquecível que os irá unir para sempre. Caroline von Beulwitz, infeliz no casamento, e a sua tímida irmã Charlotte von Lengenfeld fazem um pacto que levam à risca. Juram partilhar tudo, até mesmo o autor de Ladrões, Friedrich Schiller. Charlotte casa-se com Schiller, possibilitando, sob o manto das convenções, a continuação de uma relação a três. Caroline, cujo romance foi publicado sob anonimato pelo próprio Schiller, deixa o marido. Mas quando esta fica grávida, quebra-se o frágil equilíbrio do triângulo amoroso. No entanto, Schiller continua a lutar pelas duas irmãs…

Mãos de Pedra (2016)
Hands of Stone
Mãos de Pedra é um filme biográfico sobre o pugilista Robert Durán (Edgar Ramirez), que segue a sua ascensão desde as ruas do Panamá até aos grandes triunfos no mundo do boxe. Ao longo desta viagem, Durán ganha fama, fortuna e o amor de Felicidad (Ana de Armas), mas é um encontro fortuito com o treinador Ray Arcel (Robert De Niro) que acaba por mudar a sua vida.  Com a ajuda de Arcel, Durán atinge outro nível de excelência e acaba mesmo por derrotar o campeão americano Sugar Ray Leonard (Usher Raymond).

Masterminds - Golpada de Mestre (2016)
Masterminds
Um segurança numa empresa de transporte de valores envolve-se num dos maiores assaltos a bancos da história americana, mas acaba por ser enganado pelo resto do gangue.

Saqueadores (2016)
Marauders
Um banco é alvo de um assalto brutal e todas as provas apontam na direcção do proprietário (Bruce Willis) e dos seus poderosos clientes. Quando os roubos violentos continuam, três agentes do FBI (Christopher Meloni, Dave Bautista e Adrian Grenier) decidem aprofundar o caso e descobrem que, por detrás da onda de assaltos e homicídios, está em jogo algo mais sinistro.

Serra Pelada (2013)
Os amigos Juliano e Joaquim deixam o Rio de Janeiro em busca do sonho do ouro. O ano é 1978. Os dois chegam à floresta amazónica como tantos outros milhares de homens chegaram. Repletos de sonhos e ilusões. Mas a vida no garimpo muda tudo. A obsessão pela riqueza tornam Juliano num gangster e Joaquim abandona os seus valores. Uma história sobre a febre do ouro, a ganância e a violência. Sobre uma grande amizade e o seu fim.

Um Editor de Génios (2016)
Genius
Tendo encontrado fama e aprovação da crítica ainda jovem, Thomas Wolfe (Jude Law) é um talento incendiário com uma personalidade complexa. Max Perkins (Colin Firth) é um dos mais respeitados e bem conhecidos editores literários de todos os tempos, responsável pela descoberta de romancistas como F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Este filme relata a história verídica da relação entre Wolfe e Perkins, uma afectuosa e complexa amizade que mudou para sempre a vida de ambos.

6 de Outubro:

Boi Neon (2016)
Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar prepara os bois antes de os soltar na arena. Levando a vida na estrada, o camião que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e dos seus colegas de trabalho: , o parceiro de curral, e Galega - dançarina, motorista e mãe da audaciosa Cacá. Juntos, formam uma família improvisada e unida. O quotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições a Iremar: a recente industrialização e o pólo de confecção de roupas na região do semiárido nordestino. Deitado na sua rede na traseira do camião, Iremar divaga por sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e modelos...

Virgem Prometida (2015)
Vergine Giurata
Hana cresce nas montanhas da Albânia. Escapa ao destino de ser casada contra a sua vontade, através de um costume antigo, em que sacrifica a sua feminilidade e jura virgindade eterna. Para ser livre, viverá como um homem e passará a chamar-se Mark. Depois de dez anos, Hana decide mudar de vida e partir para Milão, ao encontro da prima, que fugira da Albânia. É a odisseia dolorosa e difícil de uma mulher, desde o mundo arcaico das montanhas à vida moderna da cidade. Uma mulher à descoberta da sexualidade e da sua vida emocional.