segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sugestão da Semana #301

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Verão Danado, de Pedro Cabeleira. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

VERÃO DANADO


Ficha Técnica:
Título Original: Verão Danado
Realizador: Pedro Cabeleira
Actores: Pedro Marujo, Lia Carvalho, Ana Valentim, Daniel Viana, Sérgio Coragem, Gonçalo Robalo, Cleo Tavares, Isac Graça, Maria Leite, Rodrigo Perdigão
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 127 minutos

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Estreias da Semana #301

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas 10 novos filmes. A Estrela de Natal, I Love You, Daddy e Verão Danado são algumas das estreias.

A Estrela de Natal (2017)
The Star
Um pequeno mas valente burro chamado Bo, gostaria de ter uma vida para além da existência corriqueira na sua aldeia. Um dia, ganha coragem e inicia a aventura com que sempre sonhou. Na viagem, junta-se a Ruth, uma adorável ovelha que se perdeu do rebanho, e a Dave, um pombo ambicioso. Juntamente com três camelos sábios e outros tantos excêntricos animais de estábulo, Bo e os novos amigos seguem a Estrela e tornam-se os improváveis heróis na maior história alguma vez contada – o primeiro Natal.

A Montanha Entre Nós (2017)
The Mountain Between Us
Após um trágico acidente de avião, dois estranhos têm de unir-se para sobreviver em condições atmosféricas extremas numa remota montanha. Quando percebem que a ajuda não vai chegar, decidem começar uma viagem assustadora através de centenas de quilómetros de terra inóspita, encorajando-se mutuamente para aguentar e abrindo espaço a uma atracção inesperada.

Desejo de Mãe (2015)
Äidin Toive
10 histórias de vida de 10 mulheres oriundas de 10 países diferentes, espalhados pelos cinco continentes. Une-as o facto de serem todas mães.

I Love You, Daddy (2017)
Esta comédia segue o género do habitual humor mordaz que o comediante Louis C.K. tem apresentado nas suas séries. A história acompanha Glen, um argumentista televisivo nova-iorquino – interpretado pelo próprio Louis C.K. - e a sua filha (Chloë Grace Moretz). Quando a filha desenvolve uma paixoneta por um realizador que Glen sempre admirou (John Malkovich), surgem os incontornáveis conflitos.

Lucky (2017)
A jornada espiritual de um ateu com 90 anos e as personagens peculiares que habitam na sua cidade desértica, no meio de nenhures. Tendo sobrevivido aos seus contemporâneos, o tempestuoso e independente Lucky encontra-se no precipício da vida, enveredando numa jornada de auto-exploração, em direcção ao que costuma ser inatingível: a iluminação.

O Dia Seguinte (2017)
Geu-hu 
É o primeiro dia de Areum numa pequena editora. Bongwan, o seu chefe, acabou recentemente a relação com a rapariga que estava no lugar de Areum. Como habitualmente, Bongwan sai de casa antes do amanhecer para ir trabalhar. As memória da rapariga que partiu ainda permanecem nele. Nesse dia, a mulher de Bongwan encontra uma carta de amor, vai até ao escritório sem avisar, e confunde Areum com a rapariga que partiu.

O Fim da Inocência (2017)
Aos olhos de todos, mas principalmente dos pais, Inês é a menina perfeita. Estuda num dos mais caros e reputados colégios da Linha de Cascais, e o seu núcleo de amigos é meramente composto por filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Acontece que, por detrás das aparências, a realidade de Inês e do seu grupo de amigos é outra, muito diferente. São todos consumidores regulares de drogas, têm comportamentos sexuais de alto risco e utilizam o lado mais perigoso da Internet. Ainda menores de idade, as suas vidas já se encontram num elevado estado de degradação física e num descontrolo emocional total. E tudo sem que os pais dêem conta.

Pai Há Só Um... Ou Dois (2017)
Daddy's Home 2
O pai Dusty (Mark Wahlberg) e o padrasto Brad (Will Ferrell) unem esforços para oferecerem um Natal perfeito às crianças. A recente parceria sofre um primeiro teste quando o pai machista de Dusty (Mel Gibson) e o pai afectuoso e emotivo de Brad (John Lithgow) chegam para lançar o caos.

Táxi Sófia (2017)
Posoki
Durante uma única noite, e depois de um acto de desespero provocar um debate a nível nacional, o destino e as vidas de várias pessoas cruzam-se em diferentes viagens de táxi pela cidade de Sófia. Pontuadas por um feroz e pungente humor negro, as histórias de cada um destes condutores e passageiros servem-nos de guia, e por entre momentos de amor, de devoção, de indiferença, e de solidariedade, compõe um retrato colectivo de uma sociedade à procura de um caminho e com esperança numa nova direcção. Afinal, a Bulgária é hoje um país de optimistas, depois de todos os pessimistas e realistas terem partido para outros lugares.

O filme acompanha o Verão de Chico, que começa na terra, ao pé dos avós, debaixo dos limoeiros, na atmosfera da infância. Mas o seu lugar agora é na capital, onde terminou o curso e para onde parte à procura de emprego. Pertence a uma geração sem expectativas, à qual a idade adulta começa às portas do nada. É na noite de Lisboa que Chico se perde, entre amores e drogas.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Crítica: Roda Gigante / Wonder Wheel (2017)

"When it comes to love we all turn out to be our own worst enemy." 
Ginny


*7/10*

Woody Allen mantém a inspiração mediana, mas continua a oferecer às actrizes papéis de garra e extremamente emocionais. Desta vez, contudo, o visual do filme eleva-o a um estatuto de que já tínhamos saudades.


O realizador entra literalmente num mundo de fantasia ou não estivéssemos num parque de diversões junto à praia. No entanto, a história não é especialmente fantasiosa: as vidas de quatro personagens cruzam-se no meio da agitação do Parque de Diversões de Coney Island, nos anos 50. Ginny (Kate Winslet) é uma emocionalmente volátil ex-actriz que trabalha agora como empregada de mesa numa marisqueira; Humpty (Jim Belushi) é o severo marido de Ginny e operador de carrossel; Mickey (Justin Timberlake) é um bonito nadador-salvador que sonha ser dramaturgo; e Carolina (Juno Temple) é a filha de Humpty, que se esconde de gangsters no apartamento do pai. 

Os temas habituais na obra de Woody Allen regressam: traição, sonhos desfeitos, paixões impossíveis. Há novamente ligações ao teatro e à interpretação, há a máxima de "o amor não escolhe idades", há adultério, resignação e até mafiosos. Há ainda uma jovem personagem que quebra a já instável rotina da personagem principal, um filho pré-adolescente com tendências pirómanas - um dos melhores elementos de humor.


Tão teatral como os seus personagens, Roda Gigante é expansivo - com Kate Winslet a dominar o ecrã, emotiva e radiosa -, com bons momentos de humor e o estilo do realizador a imperar. O texto chega a ser denso, a roçar o repetitivo, e torna-se, por vezes, um ponto fraco na acção, que não avança. Mas o grande trunfo da longa-metragem reside no director de fotografia: o veterano Vittorio Storaro pinta quadros de emoções com as cores brilhantes, luminosas ou néon que iluminam cenários e actores. Mais do que as expressões faciais, a cor faz-nos ler sentimentos nas mentes das personagens. Também a direcção artística é fabulosa ao retratar a década de 50, sendo que a viagem no tempo é inevitável.


Woody Allen, fiel a si, vai, aos poucos, chamando a magia que caracterizou a sua obra ao longo de alguns anos. Ainda longe do seu auge, o cineasta recupera em Roda Gigante algum do brilho que o caracteriza, mas ainda sabe a pouco.

LEFFEST'17: Cocote (2017)

*6/10*


Nelson Carlo de Los Santos Arias trouxe Cocote ao Lisbon & Sintra Film Festival. Um filme onde religião, costumes e honra se misturam com a Natureza, a da Terra e a dos Homens.

Alberto, um jardineiro evangélico, regressa à sua terra natal para o funeral do pai, que foi assassinado por um homem poderoso da região. Para chorar a sua morte, é forçado a participar em ritos religiosos que são contrários às suas crenças e à sua vontade.

O realizador joga com a alternância de formatos de imagem, bem como cenas a preto e branco e a cores, explorando um lado experimental nesta longa-metragem que, em alguns momentos, parece ter um tom documental (as cerimónias fúnebres são o melhor exemplo disso).


Cocote embrenha-nos numa cacofonia de rezas, choros e gritos, de diferentes origens que se juntam entre os corpos sem forças ou auto-controlo. A luz é intensa e a câmara de Santos Arias acompanha as cerimónias, as discussões familiares e o desconforto do protagonista no regresso à comunidade onde nasceu mas que não sente como sua.

Alberto vagueia entre o dever de vingança que lhe é imposto pelas irmãs, o confronto com a realidade injusta e revoltante da Republica Dominicana e a espiritualidade.

Cocote conquistou o Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa no Lisbon & Sintra Film Festival.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

LEFFEST'17: Os Vencedores

O Lisbon & Sintra Film Festival terminou no passado Domingo e foi o filme russo Tesnota (Closeness) o grande vencedor desta 11.ª edição.


O Prémio de Melhor Filme Jaeger-LeCoultre foi para Tesnota (Closeness), de Kantemir Balagov, e a actriz Olga Dragunova conquistou o Prémio Revelação TAP. Cocote, de Nelson Carlo de los Santos Arias, recebeu o Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa. O Prémio do Público foi para a longa-metragem Chama-me Pelo Teu Nome, de Luca Guadagnino.

Eis a lista completa de premiados: 

Prémio Melhor Filme Jaeger-LeCoultre
TESNOTA, de Kantemir Balagov

Prémio Especial do Júri "João Bénard da Costa" 
COCOTE, de Nelson Carlo de Los Santos Arias

Prémio Revelação TAP – Melhor Actriz
Olga Dragunova em TESNOTA

Prémio NOS Melhor Filme - Escolha do Público
CHAMA-ME PELO TEU NOME, de Luca Guadagnino

Prémio para a Melhor Curta-Metragem (escolas)
A MAN, MY SON, de Florent Gouëlou - LA FEMIS, Paris, França

Menções Honrosas: 
LES YEUX FERMÉS, de Léopold Legrand - INSTITUT NATIONAL SUPÉRIEUR DES ARTS DU SPECTACULE, Bruxelas, Bélgica

HEIMAT, de Emi Buchwald - THE POLISH NATIONAL FILM TELEVISION AND THEATER, Lodz, Polónia

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Sugestão da Semana #300

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme de animação Coco, de Lee Unkrich e Adrian Molina.

COCO



Ficha Técnica:
Título Original: Coco
Realizadores: Lee Unkrich e Adrian Molina
Actores: Anthony Gonzalez, Alanna Ubach, Benjamin Bratt, Gael García Bernal, Edward James Olmos, Jaime Camil, Gabriel Iglesias, Cheech Marin, Alfonso Aráu, Sofía Espinosa
Género: Animação, Aventura, Comédia
Classificação: M/6
Duração: 109 minutos

sábado, 25 de novembro de 2017

Estreias da Semana #300

Esta Quinta-feira chegaram aos cinemas portugueses nove novos filmes. 

Na cidade de Guimarães, um lugar com mais de dois mil anos, três realizadores, Jean-Luc Godard, Peter Greenaway e Edgar Pêra, exploram o 3D e a sua evolução no mundo do cinema. Just in Time, de Greenaway, relembra a história da cidade, atravessando dois milénios ao redor do Paço dos Duques de Bragança num plano sequência de 16 minutos que segue um percurso entre a Praça da Oliveira, a igreja da Senhora da Oliveira e os claustros do Museu Alberto Sampaio. The Three Disasters, é o vídeo-ensaio de Godard que parte de material de arquivo para se debruçar sobre a fragmentação da história e a sua intersecção com a história do cinema. Cinesapiens, de Pêra, é a primeira produção do país a usar o 3D; o filme explora o papel do público na experiência de ver um filme, utilizando um grupo de espectadores dentro de uma sala de cinema em Guimarães. 3X3D é uma produção Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

Centro Histórico reúne quatro curtas-metragens de quatro realizadores: os portugueses Manoel de Oliveira e Pedro Costa, o finlandês Aki Kaurismäki e o espanhol Víctor Erice. O filme resulta de uma encomenda da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura para mostrar "as histórias que a cidade tem para contar". Aki Kaurismäki, em O Tasqueiro, começa com uma comédia agridoce sem diálogos sobre um taberneiro, que vê muito sem realmente experimentar o que quer que seja. Sweet Exorcist, de Pedro Costa, é um mergulho reflexivo na memória colonial através de um elevador onde estão um emigrante cabo-verdiano, o Ventura, e um soldado português. No lado documental, Vidros Partidos, do basco Víctor Erice, presta homenagem à indústria têxtil centenária de Guimarães, fixando-se nos operários de uma fábrica de vidro inaugurada no século XIX e encerrada em 2002. A última palavra é a do eterno Manoel de Oliveira, que em O Conquistador Conquistado brinca com a avalanche de turistas no centro histórico de Guimarães e as suas fotografias.

Coco (2017)
Miguel procura desesperadamente mostrar o seu talento musical contra a vontade da família. Quando toca a guitarra de seu ídolo, o falecido Ernesto de la Cruz, desencadeia uma misteriosa cadeia de eventos e vê-se a atravessar a Terra dos Mortos, através de uma ponte maravilhosa feita de pétalas de margaridas, juntamente com o seu leal cão Dante. Encontra o adorável trapaceiro Hector e juntos iniciam uma extraordinária viagem por um mundo colorido e vibrante a fim de descobrirem o segredo por detrás da família de Miguel.

Gauguin (2017)
1891, Gauguin foi para o Taiti. Quer encontrar a sua pintura como um homem livre, no lado selvagem, longe da moral, da política e da estética dos códigos da Europa civilizada. Embrenha-se na selva, enfrentando a solidão, a pobreza, a doença. Conhece Tehura, que se tornaria sua mulher e o tema das suas principais obras.

O Espírito da Festa (2017)
Le Sens de la fête
Max trabalha em catering há 30 anos e organizou centenas de festas. Hoje trata-se do casamento de Pierre e Helena que terá lugar num castelo do século XVII. Como de costume, Max coordenou tudo: recrutou a sua brigada de empregados e cozinheiros, aconselhou um fotógrafo, reservou a orquestra, organizou a decoração floral, em suma, todos os ingredientes estão reunidos para que a festa seja bem-sucedida. Mas como em todos os eventos, há uma ténue fronteira entre o sucesso e o desastre.

O Homem do Coração de Ferro (2017)
The Man with the Iron Heart
1942: no auge do poder do Terceiro Reich, a resistência decide planear a sua mais ambiciosa operação de sempre: Anthropoid. Dois jovens agentes, Joseph Gacik e Jan Kubis, são mandados para Praga com a missão de assassinarem um dos mais cruéis líderes nazis: Reinhardt Heydrich, líder das SS, da Gestapo, e um dos arquitectos da Solução Final.

O Quadrado (2017)
The Square
Christian é o respeitado curador de um museu de arte contemporânea; divorciado e bom pai dos seus dois filhos, conduz um carro eléctrico e apoia boas causas. A sua próxima exposição, O Quadrado, é uma instalação que pretende evocar o altruísmo em quem a vê, recordando-nos o nosso papel enquanto seres humanos responsáveis pelos nossos congéneres. Mas às vezes é difícil viver à altura dos nossos ideais: a resposta incauta de Christian ao roubo do seu telefone vai conduzi-lo a situações das quais ele se envergonha. Entretanto, os Relações Públicas do museu criam uma campanha inesperada para O Quadrado. A reacção é inflamada e lança Christian, bem como o próprio museu, numa crise existencial.

Só Para Bravos (2017)
Only the Brave
Drama baseado na luta de uma equipa de bombeiros contra o gigantesco incêndio florestal em Prescott, Arizona, em Junho de 2013, que levou a vida de 19 dos seus membros.

Woodshock (2017)
Uma mulher num estado de profunda depressão é arrastada para um estado extremo de paranóia após ingerir uma droga mortal.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Crítica: O Senhor das Moscas / Lord of the Flies (1963)

"Kill the pig! Slit her throat! Bash her in!"

*9/10*

A inocência é perdida após poucos dias numa ilha deserta e os instintos mais selvagens transformam crianças em monstros. O Senhor das Moscas, de Peter Brook, é uma alegoria à anarquia que se instaura quando as regras desaparecem e a figura de liderança não existe. Um filme arrebatador e sem receios que mostra, através dos mais puros, como o mal pode tomar conta do homem.


Depois do avião em que viajavam se despenhar, um grupo de crianças britânicas vê-se isolado numa ilha deserta. O ambiente selvagem e paradisíaco, onde não existe a autoridade dos adultos, faz com que o grupo de divida e se transforme numa organização tribal violenta.

Peter Brook constrói um filme violento e brutal, num retrato cru de como o Homem dito civilizado depressa se pode transformar numa besta primitiva e sem valores, basta que deixe de haver autoridade legítima. Para este retrato, o realizador adapta ao cinema o livro homónimo de William Golding, que coloca as crianças como protagonistas desta história chocante. E se rapazes tão pequenos entram em tal escalada de violência e actos irracionais, não nos espantemos com as ditaduras que por todo o mundo ainda vingam nos tempos que correm. Querem filme mais intemporal?


O Senhor das Moscas é uma chamada de atenção para os perigos a que todos estão sujeitos. Mais incómodo tudo se torna com protagonistas tão jovens. Do inofensivo (?) bullying típico da idade - mas obviamente condenável -, ao confronto de opiniões que resulta numa votação democrática, para que aquela pequena comunidade possa funcionar com regras, depressa um grupo se insurge e quer mais poder, menos responsabilidades. Acima de tudo, o poder. A libertinagem confundida com liberdade.

Tantas serão as metáforas encontradas no filme de Peter Brook que vale a pena ver e retirar a lição devida desta longa-metragem. Para além da fenomenal história, os jovens actores merecem todo o mérito, com interpretações corajosas e a direcção de fotografia proporciona-nos momentos únicos a preto e branco, usando a luz com mestria, fazendo o fogo ganhar vida e brilho no meio da noite. A banda sonora remete-nos para as tribos e seus rituais, e aumenta a tensão que as imagens já de si transmitem.


O Senhor das Moscas leva-nos numa escalada de loucura à criação de uma sociedade violenta e anárquica liderada por crianças. O medo e a ânsia de poder dominam as motivações, crenças e valores do ser humano.