domingo, 30 de setembro de 2012

Sugestão da Semana #31

Das estreias da passada Quinta-feira, destaco a comédia dramática sobre o fim do mundo.

ATÉ QUE O FIM DO MUNDO NOS SEPARE


Ficha Técnica:
Titulo Original: Seeking a Friend for the End of the World
Realizador: Lorene Scafaria 
Elenco: Steve Carell, Keira Knightley, Martin Sheen
Género: Comédia, Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 101 minutos

Queer Lisboa 16: Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean

No Queer Lisboa 16Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean atraiu muitas atenções. Na passada Quinta-feira, às 17h00, uma segunda sessão do filme  levou muitos curiosos à sala Montepio, onde esteve também presente o realizador Matthew Mishory, aberto às perguntas da plateia, no final da projecção. O filme, que é também a estreia do realizador norte-americano nas longas-metragens, debruça-se sobre a estrela dos anos 50, James Dean, antes da fama chegar.


A intimidade do actor antes de se tornar um ícone é aqui revisitada. Passado sobretudo no início da década de 1950 e observando as experiências de Dean enquanto actor emergente em Los Angeles, Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean apresenta uma série de sequências, que juntam biografia com elementos ficcionais. Um retrato do artista enquanto jovem, uma história de amor, e ainda um olhar sobre a indústria de Hollywood do pós-guerra, o filme pretende mostrar um lado de James Dean pouco conhecido. Matthew Mishory pretende redefinir o actor para toda uma nova geração, através de uma abordagem à complexa sexualidade e às suas primeiras relações, onde a bissexualidade surge em destaque.

Um argumento que prometia dar muito acaba por ficar aquém das expectativas, que eram elevadas. As relações surgem perante os nossos olhos, mas sem uma conexão que se sente necessária. A história que nos é contada deixa-nos confusos, pela montagem desordenada das suas cenas. Perdemos, a certo momento, o fio temporal, é difícil perceber o que é que se passou antes do quê e de onde vêm determinadas personagens.

Contudo, a abordagem das relações e da sexualidade do actor é pertinente e poderia ter sido mais bem explorada. O mesmo se pode dizer em relação a Dean, ao seu passado, ao seu interior que dificilmente conseguimos alcançar e conhecer por completo. Pena é também o realizador ter preferido não se debruçar sobre os anos que se seguiram, em Hollywood.

No que toca a questões técnicas, no entanto, Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean só apresenta pontos positivos. Visualmente muito interessante, o filme passa-se, na sua maioria a preto e branco, colocando-nos, mais ainda, na época em que tudo acontece. As poucas, mas muito pertinentes imagens a cores marcam também a diferença no campo visual. A utilização de slow motion por diversos momentos resulta de forma brilhante e apela fortemente aos sentidos da plateia. A banda sonora é mais um ponto a favor, a condizer com todo o ambiente.

Matthew Mishory trouxe-nos um filme visualmente forte, em que o argumento se acaba por perder e nos fazer sentir perdidos, mas onde surge uma interessante exploração da sexualidade de Dean.
*5.5/10*

O artigo completo do sétimo dia do Queer Lisboa 16 pode ser lido no Espalha-Factos.

sábado, 29 de setembro de 2012

Doclisboa'12 com programação de excelência

Foi na passada Quinta-feira que o Doclisboa'12 anunciou, em conferência de imprensa, as novidades da sua programação deste ano, numa 10ª edição que tem lugar entre os próximos dias 18 e 28 de Outubro. A abrir o festival está A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, a encerrar, Cesare Deve Morire, de Paolo e Vittorio Taviani, candidato italiano ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar dos cortes orçamentais, que se sentem mais ainda este ano, o Doclisboa não descurou a programação, que, apesar do fim na retrospectiva histórica, conta com três novas secções.


Verdes Anos, que quer dar voz aos novos realizadores nacionais, apresentando filmes produzidos no contexto académico; Cinema de Urgência, que surge num momento em que cada vez mais pessoas documentam com as suas câmaras a realidade social e política, inquietações e lutas, e, ao mesmo tempo, existem cada vez mais imagens na Internet que surgem como meios alternativos de informação e reflexão; e Passagens, onde as sessões terão entrada gratuita, e que surge da saída do cinema para os museus e da entrada do documentário na arte contemporânea - instalações de Chantal Akerman e de Pedro Costa são alguns dos destaques desta secção, que conta também com um colóquio internacional -, são as três novas secções deste Doclisboa.

Na Competição Internacional (de Longas e Curtas) várias estreias mundiais, e filmes de todos os cantos do mundo (França, Espanha, Tunísia, Burquina Faso, Canadá...) , com destaque para o filme português A Última Vez que Vi Macau (filme de abertura do festival), a marcar presença na Competição Internacional de Longas. Já na Competição Portuguesa de Longas, destaque para Cativeiro, de André Gil Mata, Deportado, de Nathalie Mansoux, Amanhecer a Andar, de Sílvia Firmino, O Pão que o Diabo Amassou, de José Vieira, ou O Sabor do Leite Creme, de Rossana Torres e Hiroatsu Suzuki, por exemplo.

São 68 os filmes portugueses presentes no festival este ano, e cinco deles constam na secção Heart Beat (que em vários anos de existência nunca tinha contado com uma produção nacional), sendo Edgar Pêra a abrir com o filme Visões de Madredeus. Há ainda espaço para um Tributo ao Festival de Curtas de Vila do Conde e, não poderia deixar de ser, uma merecida homenagem a Fernando Lopes, cineasta recentemente falecido, com a projecção de três dos seus filmes: As Pedras e o Tempo, Cinema e Olhar/Ver. "Não há história do cinema documental em Portugal sem Fernando Lopes", como bem referiu Augusto M. Seabra. Dentro da secção Riscos, mais homenagens. Este ano a secção é em memória de três grandes nomes recentemente falecidos: Chris Marker, Marcel Hanoun e Stephen Dwoskin


Chantal Akerman conta com uma retrospectiva integral, que o Doclisboa apresenta em parceria com a Cinemateca Portuguesa. Pretende-se questionar o documentário na sua relação com outras práticas cinematográficas e artísticas. Alguns dos títulos que serão exibidos durante o festival são, por exemplo, Les Années 80, La Chambre, Chantal Akerman par Chantal Akerman, Là-Bas ou Un Jour Pina m'a Demandé... (sobre Pina Bausch). Ainda há lugar para a retrospectiva United We Stand, Divided We Fall: A brief history of the radical collectives from the 60's to the 80's, onde se reflecte sobre o significado de fazer um filme e assiná-lo enquanto colectivo e não enquanto autores individuais e a sua relação directa com uma atitude e responsabilidade política. São de realçar filmes como Vladimir et Rosa, do Groupe Dziga Vertov (de onde fazia parte Godard e Jean-Pierre Gorin), ou mesmo o português Caminhos da Liberdade, da Cinequipa. No âmbito desta retrospectiva, haverá uma mesa redonda sobre o Cinema Colectivo, no dia 24 de Outubro.

A par das sessões, mais mesas redondas, masterclasses e workshops não vão faltar. Andrei Ujica dará uma masterclass a 23 de Outubro, e no dia 21 acontece outra subordinada ao tema da distribuição online legal com Jana Ptackova: Masterclass Online Distribuition: What to (not) Expect. Ao longo do festival acontecerá também um Workshop de Realização. Nas Mesas Redondas irá debater-se A RTP e o Serviço Público de Televisão, que tanta polémica tem gerado nos últimos tempos, Laboratórios de Cinema Independentes, onde se discutirá se estamos ou não a assistir ao fim da película e o que fazer para defender a importância de um laboratório de cinema independente em Portugal, ou, também a propósito da situação vivida por cá, O Cinema e a Crise na Europa do Sul.

O Docs 4 Kids trará ateliers para crianças, e outras actividades pedagógicas vão existir para os mais novos durante o festival. Por outro lado, a Apordoc - Associação pelo documentário e a EDN - European Documentary Network organizam, uma vez mais, o Lisbon Docs, um evento internacional dirigido a profissionais que pretendem apresentar projectos de documentários a potenciais financiadores. 

Novidades e variedade não faltam a este Doclisboa'12, que se dividirá por muitas salas: Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Londres, Cinemateca Portuguesa, Carpe Dien Arte e Pesquisa, Galeria Palácio Galveias e Lux Frágil. As bilheteiras abrem a 4 de Outubro. Mais informações em www.doclisboa.org/2012/

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Crítica: Até que o Fim do Mundo nos Separe (2012)


Multiplicam-se os filmes sobre o fim do mundo. De entre os mais recentes, lembremo-nos de Melancolia, 4:44 – Último dia na Terra ou Procurem Abrigo, por exemplo. Até que o Fim do Mundo nos Separe traz ao grande ecrã um registo mais leve, mas não menos poderoso, dos últimos dias no planeta.

Uma comédia dramática que resulta (talvez inesperadamente) da melhor maneira possível, com Steve Carell e Keira Knightley ao comando da acção. O aparente tom descontraído em que tudo se passa, depressa ganha contornos mais sérios e comoventes. Primeiro filme realizado por Lorene Scafaria, Até que o Fim do Mundo nos Separe pretende levar-nos a reflectir sobre temas profundos, mas sem mergulharmos no mais profundo dos dramas.

Um asteróide está em rota de colisão com a Terra e a derradeira tentativa para o evitar falhou. A notícia de que o mundo vai acabar em 21 dias leva a mulher de Dodge a deixá-lo de imediato. Ele é um homem que sempre jogou segundo as regras, enquanto a sua vizinha Penny é uma extrovertida mulher que nunca o fez. Contudo, ambos encaram o iminente fim do mundo de forma diferente dos restantes. Dodge recusa-se a juntar aos seus amigos que se comportam de forma cada vez mais impensada, enquanto Penny se concentra nos problemas da sua relação. A partir de uma carta de Olivia, uma ex-namorada de liceu de Dodge, que Penny lhe entrega, ele percebe que deve ir à sua procura antes que seja tarde demais, enquanto Penny toma a decisão de passar os seus últimos dias com a família, em Inglaterra. Aproveitando a ocasião, Dodge promete ajudar a vizinha a chegar até à sua família, se ela providenciar transporte imediato para os dois no seu carro. Juntos, pela estrada fora, as vidas destes improváveis companheiros vão florescer, ao contrário do que está a acontecer com o mundo. 

Uma abordagem diferente de um tema que começa a tornar-se mais banal do que o esperado, certo é que Até que o Fim do Mundo nos Separe traz uma lufada de ar fresco aos filmes sobre o apocalipse. E não se pense que, por se tratar de uma comédia, não se leva o assunto a sério. O importante aqui não é o como vai acabar – o asteróide é logo anunciado na primeira cena do filme – mas sim tudo o que resta nos últimos 21 dias de vida na terra.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Doclisboa'12: Cartaz

É já no próximo mês que acontece a 10ª edição do Doclisboa. De 18 a 28 de Outubro o cinema documental chega à Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Londres e Cinemateca Portuguesa.

Aqui fica o cartaz desta edição do festival, da autoria de Pedro Nora, responsável por toda a identidade e imagem gráfica do Doclisboa'12.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estreias da Semana #31

Esta Quinta-feira, dia 27 de Setembro, são sete as estreias nos cinemas portugueses.

A Dupla Pele do Diabo (2011)
The Devil's Double
Baseado numa história verídica de dinheiro, poder e decadência, A Dupla Pele do Diabo oferece-nos um retrato profundo da vida de transgressão, excesso e violência de Bagdad em 1987. Convocado da linha da frente para se apresentar no palácio de Saddam Hussein, o tenente iraquiano Latif Yahia é conduzido até aos mais altos escalões da família real, quando se vê obrigado a tornar-se duplo de Uday Hussein, o filho de Saddam, conhecido por Príncipe Negro. Usay é sinistro, inconsequente e sádico, amante de festas e com uma insaciável sede de sexo e violência. Latif tem de abandonar a sua antiga identidade e aprender a andar, falar e agir como se fosse o verdadeiro Uday. Mas nada o pode preparar para o horror do estilo de vida do Príncipe Negro. Com um movimento errado a poder custar-lhe a vida,  Latif forja uma ligação íntima com Sarrab, a sedutora amante de Uday, ela própria também perseguida pelos seus segredos. Todavia, o começo da guerra no Kuwait e o comportamento cada vez mais depravado de Uday, faz Latif perceber que fugir do covil do demónio só é possível com um custo terrível.

Adeus, minha Rainha (2012)
Les adieux à la reine
Benoît Jacquot, realizador que estará em Lisboa no próximo Domingo para apresentar o filme na sessão das 16h00 no Cinema Medeia King, traz-nos Adeus, minha Rainha. Em Versalhes, em Julho de 1789, a turbulência está a crescer na corte do Rei Luís XVI. O povo manifesta-se e a revolução está iminente. No palácio real, toda a gente está a pensar em fugir, incluindo a Rainha Marie Antoinette. Entre as suas damas de companhia encontra-se Sidonie Laborde que é quem lê para a monarca e se tornou muito íntima dela, e vai viver com grande surpresa as primeiras horas da Revolução Francesa.

As Crianças de Paris (2010)
La rafle
Joseph Weismann tem 11 anos e, na manhã de 6 de Junho de 1942, é obrigado a ir para a escola com uma estrela amarela presa ao peito. O novo decreto anti-judaico do governo francês entrou em vigor. À semelhança de todos os judeus na França, ele descobre que está proibido de ir a parques, cinemas, feiras e jardins públicos mas Joseph e sua família vivem ainda assim em felicidade. Contudo, ao amanhecer de 16 de Julho essa felicidade é destruída, com gritos e murros nas portas. Homens de uniforme preto entram de rompante nos apartamentos, retiram a família das suas camas e colocam-nos em autocarros. 13.000 Judeus são enviados para o Velódromo de Inverno em Paris. Esta é a maior rusga da História praticado pela polícia francesa. Cinco dias sem água, comida ou cuidados de saúde.

Até que o Fim do Mundo nos Separe (2012)
Seeking a Friend for the End of the World
Um asteróide está em rota de colisão com a Terra e a derradeira tentativa para o evitar falhou. A notícia de que o mundo vai acabar em 21 dias levou a mulher de Dodge a deixá-lo de imediato. Ele é um homem que sempre jogou segundo as regras, enquanto a sua vizinha Penny é uma extrovertida mulher que nunca o fez. Contudo, ambos encaram o iminente fim do mundo de forma diferente dos restantes. Dodge recusa-se a juntar aos seus amigos que se comportam de forma cada vez mais impensada, enquanto Penny se concentra nos problemas da sua relação. A partir de uma carta de Olivia, uma ex-namorada de liceu de Dodge, que Penny lhe entrega, ele percebe que deve ir à sua procura antes que seja tarde demais, enquanto Penny toma a decisão de passar os seus últimos dias com a família, em Inglaterra. Aproveitando a ocasião, Dodge promete ajudar Penny a chegar até à sua família, se ela providenciar transporte imediato para os dois no seu carro. Juntos, pela estrada fora, as vidas destes improváveis companheiros vão florescer, ao contrário do que está a acontecer com o mundo.

Cirkus Columbia (2010)
Numa pequena cidade da Bósnia-Herzegovina, a despertar da guerra e depois de anos de domínio comunista, um novo governo democrático é eleito. Todos os “pecadores” do antigo regime são perdoados e este é um sinal para Divko Buntic regressar a casa e começar algumas pequenas vinganças após anos de exílio. Com uma nova mulher, quarenta anos mais nova, um Mercedes novo, um gato preto e imenso dinheiro, a sua primeira vingança bem-sucedida envolve a sua ex-mulher e o filho, que vivem na casa em frente à sua. Inicialmente, parece que Divko e o seu dinheiro levarão a melhor. Contudo, o gato preto, o seu maior orgulho, desaparece numa noite. E Martin, o seu filho, e Azra, a sua nova mulher, apaixonam-se.

Dredd (2012)
De Boston a Washington DC, situa-se Mega City One - uma vasta e violenta metrópole onde os criminosos governam as ruas caóticas. A única força de ordem reside nos polícias urbanos chamados Juízes, que possuem  a capacidade de julgar, condenar e executar de uma só vez. Conhecido e temido em toda a cidade, Dredd é o derradeiro Juiz, determinado em salvar a cidade do seu mais recente flagelo, uma perigosa epidemia de droga, chamada Slo-Mo, que permite aos seus utilizadores experimentarem a realidade numa fracção da sua velocidade normal. Um dia, durante o seu trabalho, Dredd é escolhido para treinar e avaliar Cassandra Anderson. Um terrível crime leva-os a um bairro onde os juízes raramente se aventuram - um edifício de 200 andares controlado pelo clã de Ma-Ma, uma prostituta que controla o trafico da droga. Quando Dredd e Cassandra capturam um elemento do círculo privado do clã, Ma-Ma assume o controlo da acção e inicia uma guerra suja e cruel contra os juízes. Dredd e Cassandra são então obrigados a entrar numa impiedosa batalha pela sobrevivência.

Uma Fuga Perfeita (2009)
A Perfect Getaway
Recém-casados, Cliff e Cydney encontram-se no interior do Hawai a percorrer um trilho de selva quando ouvem a notícia de que a polícia descobriu um macabro crime e que os suspeitos do assassinato se encontram algures nas proximidades daquele trilho. Sem saber se devem ficar ou partir, o par junta-se a outros dois casais no exacto momento em as coisas começam a correr mal.

domingo, 23 de setembro de 2012

Sugestão da Semana #30

Das estreias de Quinta-feira, recomendo o novo filme de Woody Allen.

PARA ROMA COM AMOR

Ficha Técnica:
Titulo Original: To Rome With Love
Realizador: Woody Allen
Elenco: Woody Allen, Alec Baldwin, Judy Davis, Jesse Eisenberg, Ellen Page, Penélope Cruz, Flavio Parenti, Roberto Benigni, Alison Pill, Alessandro Tiberi, Alessandra Mastronardi, Fabio Armiliato
Género: Comédia, Romance
Classificação: M/12
Duração: 112 minutos

sábado, 22 de setembro de 2012

Cinemateca: Histórias do Cinema - João Mário Grilo: Cinegeografias

Em Setembro, na Cinemateca Portuguesa, as Histórias do Cinema trazem, pela mão de João Mário Grilo, uma proposta temática diferente, ligada ao universo de uma mais vasta investigação que o próprio tem em curso: a relação entre Cinema, Paisagem e Realidade. De 24 a 28 deste mês, a Cinemateca recebe o ciclo Histórias do Cinema - João Mário Grilo: Cinegeografias.


João Mário Grilo marca o cinema português desde 1979, e nas últimas décadas tem sido um nome central no pensamento sobre o cinema no nosso país, quer como professor, crítico ou investigador, ao integrar, cada vez mais, esse território nos territórios mais largos e nas interrogações mais recentes da história de arte.

Sobre este programa Grilo escreveu: “A par com a fotografia, o cinema é, de todas as artes, aquela onde é mais empático o compromisso com a realidade do real. Ao longo da sua história, e de forma mais ou menos consciente, o cinema foi, por isso, traçando uma geografia de geografias, nesse processo ganhando, ao mesmo tempo, imaginário e território. Neste programa, serão olhadas algumas dessas geografias primordiais, paisagens incontornáveis desse ‘país-cinema’, que Serge Daney tão bem definiu, e onde se trata, afinal, da fusão sublime e quimérica entre o homem e a vertigem do mundo que, desde Lascaux, o assombra”.

Neste ciclo constam filmes de realizadores como EisensteinJohn FordRenoir ou Rossellini.

O programa, horários, preços e outras informações podem ser consultados AQUI.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Queer Lisboa 16 começa hoje

A 16ª edição do Queer Lisboa - Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa começa hoje e prolonga-se até dia 29 de Setembro, no Cinema São Jorge. Às 21h00 começou a Noite de Abertura do evento, na Sala Manoel de Oliveira. Weekend, de Andrew Haigh, é o filme que abre o Queer Lisboa 16, um dos maiores sucessos do cinema queer de 2011.
Weekend conta a história de Russell, que conhece Glen numa sexta-feira à noite, dando início a um fim-de-semana passado entre bares e consumo de drogas, a contar histórias e a ter sexo. A longa-metragem conquistou um número recorde de prémios e selecções oficiais em festivais internacionais.

Depois da sessão no São Jorge, entre a meia-noite e as seis da manhã acontecerá a Festa de Abertura do Queer Lisboa 16, no Ritz Clube, com entrada livre. Os djs de serviço são Isilda Sanches (Rádio Oxigénio) e Nuno Galopim (Rádio Radar).

O festival promete trazer os mais importantes filmes da temática queer, produzidos no passado ano, em estreia absoluta em Portugal. Serão ainda apresentadas secções temáticas com filmes em retrospectiva, e uma série de actividades paralelas que cruzam diferentes disciplinas, como a dança ou a crítica de cinema, debates e festas. Em Lisboa, estarão presentes realizadores, programadores de cinema, jornalistas, críticos, artistas plásticos ou escritores de todo o mundo.

Com um total de 91 filmes, 20 dos quais são dos EUA e 15 do Brasil. O terceiro país mais representado na programação é Portugal com 13 filmes, o que justificou a criação do Prémio Pixel Bunker para a Melhor Curta-Metragem Portuguesa, integrado na Competição para a Melhor Curta-Metragem, que conta pela primeira vez com um júri internacional.
Para mais informação sobre o Queer Lisboa 16 e programação, consulta: http://queerlisboa.pt/

Crítica: Para Roma Com Amor (2012)

"If something is too good to be true, you can bet it's not."
John

Woody Allen continua a cumprir a máxima de “um filme por ano” a que já habituou o seu público. De Paris viaja agora para Roma, a cidade protagonista do seu novo Para Roma Com Amor. Amores, desamores, sonhos e nostalgia são características que mais uma vez envolvem uma longa-metragem do cineasta.

Meia-noite em Paris, em 2011, trouxe consigo um Woody Allen que já não se via há muitos anos, e a fasquia ficou elevada para o filme seguinte. Para Roma Com Amor não traz consigo o mesmo Allen do ano anterior, – aqui perdeu-se a magia e originalidade que se redescobriram em Meia-noite em Paris – mas o realizador nunca faz um mau filme, muito longe disso. O seu mais recente trabalho oferece-nos, um humor de qualidade e um elenco, como sempre, de luxo, onde Woody Allen regressa ao outro lado das câmaras.

Para Roma Com Amor dá-nos a conhecer uma série de personagens. John, um famoso arquitecto americano, encontra-se a passar férias em Roma, onde viveu durante sua juventude. Ao conhecer Jack, John revê-se nele e nas suas aventuras quando tinha a mesma idade. Ao mesmo tempo Jerry viaja para Roma com sua esposa Phyllis, para conhecer Michelangelo, o noivo italiano da sua filha Hayley. Quando Jerry conhece Giancarlo, pai de Michelangelo, fica deslumbrado com a sua voz e convence-se que ali existe um talento escondido. Já Leopoldo Pisanello é um homem totalmente comum, que, certa manhã, acorda e é um dos homens mais famosos de Itália. Antonio é um recém-chegado a Roma, vindo da província, e quer impressionar os seus familiares ricos através da sua adorável esposa Milly, para assim conseguir mais facilmente um emprego na capital.

Woody Allen deixa de lado a força que caracterizou Meia-noite em Paris e entra num registo mais leve, onde nunca poderiam faltar momentos hilariantes ou sentimentais. Num filme de Allen nunca se deixa de amar ou de sonhar, e uma espécie de melancolia está sempre presente. O argumento não é original, mas continua a arrancar sorrisos e a emocionar, com diálogos fabulosos e personagens muito características. O sonho de ser famoso, a efemeridade da fama, as problemáticas relações amorosas, as saudades do passado, o desejo de agradar, as paixões platónicas, todos estes pontos surgem, de uma forma ou de outra, neste Para Roma Com Amor

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "Muito Amor por Roma"

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Estreias da Semana #30

Quatro novos filmes chegam aos cinemas portugueses na próxima Quinta-feira, dia 20 de Setembro.


Crime e Pecado (2010)
Brighton Rock
Nos anos 60, em Brighton, Inglaterra, Pinkie Brown é um sociopata e um criminoso em ascensão que se vê metido em vários problemas depois de uma mulher assistir a um dos crimes que comete. Para garantir o seu silêncio, Pinkie resolve seduzi-la e casar-se com ela.


O Caçador (2010)
The Hunter

Do Irão chega-nos O Caçador. Num acto de vingança, um jovem assassina dois polícias. Ao fugir para a floresta, é preso por outros dois polícias. Os três homens vêem-se rodeados por árvores e arbustos e perdem-se por entre uma paisagem desoladora, onde as fronteiras entre o caçador e a caça são difíceis de definir.


Para Roma, com Amor (2012)
To Rome with Love
Depois de Paris, Roma é a cidade escolhida por Woody Allen para a sua mais recente longa-metragem. Para Roma, Com Amor dá-nos a conhecer uma série de personagens. John, um famoso arquitecto americano, encontra-se a passar férias em Roma, onde viveu durante sua juventude. Ao conhecer o jovem Jack, John revê-se nele e nas suas aventuras quando tinha a mesma idade. Ao mesmo tempo Jerry viaja para Roma com sua esposa Phyllis, para conhecer Michelangelo, o noivo italiano da sua filha Hayley. Quando Jerry conhece Giancarlo, pai de Michelangelo, fica deslumbrado com a sua voz e convence-se que ali existe um talento escondido. Já Leopoldo Pisanello é um homem totalmente comum, que certa manhã acorda transformado num dos homens mais famosos de Itália. Antonio é um recém-chegado a Roma, vindo da província, e quer impressionar os seus familiares ricos através da sua adorável esposa Milly, para assim conseguir mais facilmente um emprego na capital.


Resident Evil: Retaliação (2012)
Resident Evil 5: Retribution
Num mundo devastado por um vírus que torna as suas vítimas em zombies, a bela e mortal Alice continua a sua busca por sobreviventes. À medida que a sua batalha contra os criadores do vírus ganha uma nova dimensão, Alice vê-se numa Los Angeles cheia de zombies assassinos e prepara-se para enfrentar uma ameaça que nunca imaginou.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sugestão da Semana #29



Dos filmes estreados na passada Quinta-feira é o de animação que me deixa mais curiosa. As críticas têm sido muito positivas.

PARANORMAN
Ficha Técnica:
Titulo Original: ParaNorman
Realizador: Chris Butler, Sam Fell
Elenco:  Kodi Smit-McPhee, Anna Kendrick, Casey Affleck, John Goodman, Christopher Mintz-Plasse
Género: Animação
Classificação: M/6
Duração: 92 minutos

sábado, 15 de setembro de 2012

MOTELx: Os primeiros dias

Depois de três dias de MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa é tempo de se fazer um balanço do que se tem visto. Há um filme que me surpreendeu muito positivamente, certamente um dos melhores do festival, outros dois que merecem destaque por se distinguirem dentro das temáticas que tratam, outros não tão bons, mas todos merecedores de atenção.

CRAWL, de Paul China  *5.5/10*

Primeira obra do realizador Paul China, Crawl causou uma sensação de estranheza na sessão de Quarta-feira, despertando gargalhadas do início ao fim. Se o filme tinha mesmo esse objectivo (o que eu espero que sim) ou não, cada um entenderá à sua maneira. Muito suspense, muito sangue, poucos ou nenhum sustos. As influências notórias de clássicos do cinema de terror deixaram no ar um certo tom de paródia.

A única longa-metragem australiana presente na edição deste ano do MOTELx tem como protagonista um croata que não larga o seu chapéu de cowboy. Contratado pelo dono de um bar para assassinar um seu conhecido e após levar a cabo o crime, algo não corre bem e uma jovem empregada do clube nocturno é tornada refém na sua própria casa, onde terá de adoptar medidas desesperadas para sobreviver. Os irmãos gémeos Benjamin e Paul China tiveram como inspiração para este filme Hitchcock, Polanski e os irmãos Coen.

VAMPIRE, de Shunji Iwai   *7/10*

Bem diferente das histórias de vampiros a que se está habituado, Vampire foi uma óptima surpresa no primeiro dia de MOTELx. A co-produção Japão/Canadá resulta num filme com uma aura muito especial.  Um realizador japonês à frente de um elenco americano resulta numa fusão de grande qualidade. Vampire está repleto de uma sensibilidade muito japonesa, aliada a um ou outro estereótipo mais americanizado, mas com um ambiente muito próprio. 

Longe dos dentes afiados que habitualmente se associam ao género, o filme roda em torno de Simon, um jovem professor de biologia de liceu, dedicado a cuidar da mãe doente. Aparenta ser como qualquer outro rapaz da sua idade, contudo, as jovens suicidas que conhece online, em fóruns e salas de chat, são a chave para saciar a sua sede de sangue.

Shunji Iwai é o realizador, aclamado por filmes como Love Letter ou All About Lily Chou Chou, ele pega num ícone clássico do género de terror e aborda-o de forma muito mais profunda. Conseguimos chegar ao interior do protagonista, o vampiro Simon, encarnado pelo canadiano Kevin Zegers (um dos protagonistas de Frozen, no MOTELx 2011), que nos oferece aqui uma prestação superior ao filme da última edição, onde, inesperadamente, criamos uma grande empatia com o protagonista. A banda sonora, sempre presente, também da autoria do realizador, assim como a fotografia, são outros pontos fortes de Vampire. Uma excelente sugestão para quem gosta de filmes de vampiro, mas, e principalmente, para quem não gosta.

RED STATE, de Kevin Smith   *7/10*

Partir de premissas já muito vistas, mas trabalhá-las de forma original e surpreendente, é o que acontece com Red State, realizado por Kevin Smith que se estreia neste género cinematográfico. A longa-metragem norte-americana mistura thriller, acção e terror e no elenco estão nomes como John Goodman e Melissa Leo, que muito contribuem para a sua qualidade.

Uma seita de fanáticos religiosos leva a sua homofobia ao máximo que se possa imaginar, e captura um grupo de adolescentes. Abin Cooper é o seu pastor e líder que planeia as mais radicais acções para retirar o pecado do mundo. As temáticas da discriminação a um nível extremo e do fanatismo religioso, muito batidas actualmente, surgem aqui com uma abordagem diferente onde nada é previsível. John Goodman como o agente Joseph Keenan e, principalmente, Michael Parks na pele do pastor Abin Cooper têm desempenhos que merecem destaque. Red State é um filme violento onde o terror psicológico impera.

LADDALAND, de Sopon Sukdapisit   *5/10*

O filme tailandês Laddaland foi recebido com a sala Manoel de Oliveira quase cheia. Depois do excelente Who R U?, no último MOTELx, as minhas expectativas eram muito elevadas para o representante da Tailândia nesta edição do festival. Muito se falava da longa-metragem de Sopon Sukdapisit, que foi um sucesso na Tailândia, mas o resultado não foi tão bom como se esperava. Um filme sobre o sobrenatural, que o percorre do início ao fim, mas onde a necessidade de “pregar sustos” impera e sobrepõe-se ao próprio argumento, que parece perder o fio à meada mesmo antes da metade.

A família de Thee está no centro da história. Ele quer o melhor para a esposa, Parn, e para os filhos, Nan e Nat, e para isso mudam-se para uma casa em Laddaland, um condomínio privado, onde acredita que terão uma vida feliz. Todavia, a família nunca poderia imaginar que, numa casa próxima, uma empregada doméstica foi brutalmente assassinada. Os fantasmas parecem ter-se mudado também para aquela vila, e a morte cerca a família de Thee.

Laddaland parece querer manter-se sério e pesado, mas chega à sua cena mais dramática e faz com que a plateia se ria, e isso não se pretende, nem de longe. No que toca a suspense e a sustos, nada a apontar, eles estão lá (são realmente muitos), com a característica banda sonora a adensar (mais ainda) o ambiente, mas a história perde-se numa espécie de “quantos mais fantasmas melhor” e desaparece o desejo inicial de descobrir os mistérios que rondam a primeira morte com tudo o que se sucede. E parece haver uma grande necessidade de juntar uma série de temáticas no mesmo argumento: drama familiar, cidade assombrada, desemprego e endividamento. O resultado é, como já disse, uma mistura de onde não sai uma conclusão aceitável, tudo se vai perdendo ao longo do filme, mesmo os fantasmas.

REVENGE: A LOVE STORY, de Ching-Po Wong   *8.5/10*

A maior surpresa do festival até agora surgiu ao início da tarde de Sexta-feira, com muito pouca gente a assistir a uma longa-metragem que merecia casa cheia. O título resume bem o filme a que se assiste: uma vingança, uma história de amor. O filme de Hong Kong, realizado de forma genial por Ching-Po Wong é, provavelmente, um dos melhores deste MOTELx. Até agora, o meu favorito, e tenho dúvidas se outro o conseguirá destronar.

Revenge: A Love Story, bem ao estilo asiático, oferece-nos uma perturbadora história de vingança, onde, à semelhança de (por exemplo) I Saw the Devil, poderão existir dúvidas sobre de que lado está o bem (e será que ele existe?). Um assassino em série mata polícias e as suas respectivas mulheres grávidas, com as quais demonstra particular sadismo. Chan Kit é capturado pelas autoridades, mas será mesmo ele quem tem cometido tais crimes? E que motivos poderiam desencadear tal violência? Revenge: A Love Story é filme violento e cruel, onde impera um realismo negro de arrepiar, tendo sido classificado para M/18 em Hong Kong. Mas tem em si também uma bela história de amor.

Dividido em cinco capítulos a que acresce um capítulo final, tudo nos é contado no devido momento. Um flashback, que acontece por volta da metade do filme, responde-nos a muitas questões e, de repente, tudo faz sentido. O actor Juno Mak encarna (e muito bem) o excelente protagonista desta trama, e foi ele quem deu também a ideia para o argumento, cheio de detalhes muito interessantes, e com um final imprevisível. Está mais do que recomendado.

GHOST STORY OF YOTSUYA, de Nobuo Nakagawa   *6/10*

Dentro da retrospectiva Japão Retro está Ghost Story of Yotsuya, um clássico do cinema de terror japonês, realizado por Nobuo Nakagawa, em 1959. É um filme que deve ser visto, e pensado, tendo em conta a época em que se insere, trata-se de uma história de terror e de samurais. Iemon é um samurai que faz tudo para alcançar o que ambiciona, mesmo que tenha de descer o mais baixo possível, matando, sem remorsos, todos os que se revelarem um obstáculo no seu caminho. Contudo, os fantasmas das suas vítimas vão querer vingança e não o deixarão em paz. Baseado num conto japonês, o amor e traição, a par da vingança estão bem presentes em Ghost Story of Yotsuya.

Não há grandes desempenhos, e poderão haver momentos um pouco hilariantes aos olhos actuais, mas o certo é que este é um filme de grande dimensão se pensarmos na época em que surgiu. A própria caracterização e efeitos especiais conseguem fazer arrepiar e impressionar. O filme marcou uma importante viragem na linguagem cinematográfica do cinema de terror japonês.

Há ainda mais dois dias e muitos filmes para ver no MOTELx.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

MOTELx: Primeiro dia

Estes foram os filmes a que assisti esta Quarta-feira, dia 12, no MOTELx. Em breve, os comentários.

CRAWL, de Paul China

VAMPIRE, de Shunji Iwai

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Estreias da Semana #29

São muitas as estreias desta Quinta-feira, dia 13 de Setembro. Drama, acção, comédia, aventura e animação não faltam entre os sete novos filmes que vão para as salas portuguesas.


7 Dias em Havana (2012)
7 días en La Habana
Sete realizadores realizadores, sete episódios. Cada episódio acontece num dia da semana e segue a rotina de vida das suas personagens. Um mundo longe dos conhecidos clichés turísticos, 7 Dias em Havana tem como objectivo mostrar a alma da cidade e os seus diversos bairros, atmosferas, gerações e culturas, num estilo emocionante e engraçado. Os realizadores partilham um mesmo propósito: capturar a energia e vitalidade que tornam Havana única. Alguns escolheram ver a cidade através do seu olhar estrangeiro, outros preferiram uma abordagem mais profunda e encontraram a inspiração nos habitantes locais. Todas as sete histórias têm argumentos independentes, mas as muitas ligações entre elas ajudam a criar uma forte unidade dramática.


Jerichow (2008)
Thomas, um veterano do Afeganistão que foi desonrosamente exonerado, regressa à sua terra natal, Jerichow, onde é contratado como motorista por um empresário turco-alemão, proprietário de uma cadeia de snack-bar. Ao apaixonar-se por Laura, a mulher do patrão, nasce um triângulo amoroso, que se desenrola no nordeste alemão. Apanhados pela culpa e pela liberdade, pela paixão e pela racionalidade, os protagonistas perdem a esperança na realização dos seus sonhos.


Paranorman (2012)
A animação chega esta semana com Paranorman. Uma pequena cidade vê-se cercada de zombies e quem poderá ajudar? Apenas o incompreendido Norman, que é capaz de falar com os mortos. Além de zombies, ele terá de lidar com fantasmas, bruxas e, pior que tudo, adultos idiotas, para salvar a sua cidade de uma maldição secular. Mas este jovem que fala com espíritos pode ver as suas actividades paranormais levadas ao limite.



Patrulha de Bairro (2012)
The Watch
Evan um pacato cidadão, que ama a sua mulher e se preocupa com a segurança da cidade, decide criar uma Patrulha de Bairro para juntar quem estivesse preocupado com a segurança da cidade e investigar quaisquer actividades suspeitas que a pequena esquadra de polícia não consiga detectar. E quando acidentalmente descobrem que a cidade está a ser invadida por alienigenas disfarçados de habitantes normais, não têm outra saída que não seja tomar a defesa da cidade e do mundo do extermínio total.



Sempre a Abrir (2012)
Hit and Run
Charlie Bronson, um ex-assaltante de bancos, vive anónimo com sua a namorada Annie numa pequena cidade da Califórnia ao abrigo do programa de protecção de testemunhas. Um dia decide deixar esta protecção e viajar para Los Angeles para ajudar Annie a alcançar o seu emprego de sonho. Mas o que devia ser um calmo passeio de carro acaba por tornar-se numa caótica fuga quando Charlie se vê perseguido pelos seus ex-cúmplices e por um trapalhão U.S. Marshal. Rapidamente a viagem se transforma numa perseguição de alta-velocidade.



Uma Vida Melhor (2011)
Une vie meilleure
Yann, um cozinheiro, e Nadia, uma empregada de mesa e mãe de um rapaz de 9 anos, decidem arriscar tudo na compra de um restaurante. Com talento, energia, amor e sonhos em abundância, mas sem dinheiro, vêem-se no meio de financiamentos e empréstimos bancários que rapidamente os oprimem. Para os socorrer, Nadia aceita um emprego no Canadá, enquanto Yann fica para trás juntamente com o filho para salvar o restaurante.



Veronika Decide Morrer (2009)
Veronika Decides to Die
Baseado no livro de Paulo Coelho, o filme conta a história da jovem Veronika, interpretada por Sarah Michelle Gellar. Apesar de ter uma vida confortável, não consegue encontrar sentido para a sua existência e, como tal, decide morrer. Depois de uma tentativa de suicídio, Veronika acorda numa clínica psiquiátrica, e descobre que seu coração ficou irremediavelmente afectado. E é quando lhe resta apenas uma semana de vida que a jovem viverá uma experiência que a fará encontrar o seu lugar no mundo.





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

MOTELx 2012 está a chegar

Faltam apenas dois dias para o início do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que tem lugar no Cinema São Jorge. O convidado de honra desta edição é o cineasta Dario Argento, que sucede a Eli Roth, o homenageado do ano passado.

São muitos e para todos os gostos (dentro do género em questão, claro) os filmes que ocuparão o tão famoso espaço da capital entre 12 e 16 de Setembro. Para além de Argento, outros nomes internacionais marcarão lugar. Julien Maury, Pascal LaugierPål Sletaune, Alex Chandon e Jonathan Zarantonello também estarão presentes.

[REC] 3 Genesis é o filme de abertura desta sexta edição do festival e é American Mary quem encerra, mas muitos outros filmes se destacam. A retrospectiva de homenagem a Argento, ou filmes de todos os cantos do mundo como Red State, V/H/SThe Raid: RedemptionRevenge: a Love StoryThe Tall Man, entre muitos outros.

Sábado, o quarto dia de MOTELx, será marcado por uma Tarde de Jogos (pouco) Assustadores para toda a família e por uma Noite de Jogos de Terror, para os mais corajosos. Ao longo dos cinco dias de festival, muitas masterclasses terão igualmente lugar.

O programação completa do festival pode ser encontrada AQUI.

domingo, 9 de setembro de 2012

Sugestão da Semana #28

Das estreias da passada Quinta-feira, o meu destaque vai para o novo filme de Oliver Stone.

SELVAGENS
Ficha Técnica:
Titulo Original: Savages
Realizador: Oliver Stone
Elenco: Aaron Johnson, Blake Lively, Taylor Kitsch, Benicio Del Toro, John Travolta, Salma Hayek
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 131 minutos

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Estreias da Semana #28

Amanhã, dia 6 de Setembro, os cinemas portugueses vão receber cinco novos filmes nas suas salas.


Balas e Bolinhos 3 - O Último Capítulo (2012)
A finalizar a trilogia Balas e Bolinhos, Balas e Bolinhos 3 - O Último Capítulo, do português Luís Ismael chega ao cinema. Um tenta enganar, o outro anda a gamar e há até quem não saiba o que anda a fazer. A verdade é que a vida continua difícil para Culatra, Rato e Bino.  No entanto, tudo muda quando Tone, o homem do Mundo, regressa a casa para tentar salvar o pai, que está às portas da morte. Quando o reencontro acontece partem para a mais surpreendente das aventuras. Se tudo estava mal, agora vai ficar pior.



Os Humanos (2011)
The Divide
O terror chega esta semana neste Humanos. Quando uma bomba atómica devasta Nova Iorque, oito desconhecidos refugiam-se na cave do seu prédio. Os moradores começam cedo a sucumbir à elevada temperatura do compartimento, bem como ao medo da radiação e aos jogos psicológicos derivados da privação de alimentos e água. No entanto Julie, a única jovem do grupo, tem as suas próprias preocupações com os homens que começam a regredir para grupos perigosos. Rapidamente aprende que terá de ser cruel se quiser sobreviver, consciente de que o refúgio se está a tornar no seu inferno.




Ruby Sparks - Uma Mulher de Sonho (2012)
Ruby Sparks
Calvin é um jovem escritor que alcançou um grande sucesso no início da sua carreira, mas que agora luta com a sua escrita, bem como com a sua vida amorosa. Finalmente, ele faz uma descoberta e cria uma personagem chamada Ruby na qual se vai inspirar para continuar a escrever. Quando, cerca de uma semana mais tarde, Calvin encontra Ruby, em carne e osso, sentada no seu sofá, a espiral de acontecimentos que se segue é arrebatadora. A sua mulher de sonho, tornou-se realidade.


Selvagens (2012)
Savages
Baseado no best-seller de Don Winslow, Selvagens conta a história de dois amigos: Ben, um budista pacifista, e Chon, um ex-SEAL da Marinha e ex-mercenário, que gerem um lucrativo negócio de marijuana no Sul da Califórnia, onde também partilham o amor de Ophelia. Tudo parece correr bem até que um cartel mexicano, liderado por Elena e o seu braço direito Lado, decide forçar uma parceria, que acabará por colocar à prova o laço inquebrável entre os três amigos. Com a relutante ajuda de um agente corrupto, Ben e Chon irão travar uma batalha selvagem e aparentemente impossível de vencer contra o Cartel.


Terapia a Dois (2011)
Hope Springs
Kay e Arnold são um casal dedicado, mas décadas de casamento levaram Kay a desejar apimentar a relação. Quando descobre a existência de um celebrado especialista de casais na pequena cidade de Great Hope Springs, tenta persuadir o seu céptico esposo, habituado às rotinas, a meter-se num avião para uma semana de terapia conjugal. Só convencer o teimoso Arnold a dirigir-se a este retiro já é um feito difícil de atingir, contudo o verdadeiro desafio para ambos será mesmo deixar de lado as suas desavenças matrimoniais e tentarem reacender a chama que os levou a apaixonarem-se um pelo outro na primeira vez.

domingo, 2 de setembro de 2012

Sugestão da Semana #27


De entre os filmes estreados na passada Quinta-feira, a minha sugestão vai para o drama norueguês de Joachim Trier.

OSLO, 31 DE AGOSTO
Ficha Técnica:
Titulo Original: Oslo, 31. august
Realizador: Joachim Trier
Elenco: Anders Danielsen Lie, Malin Crépin, Hans Olav Brenner, Kjærsti Odden Skjeldal, Johanne Kjellevik Ledang
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 96 minutos