quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Estreias da Semana #49

Cinco são as estreias desta Quinta-Feira nas salas de cinema portuguesas. Lincoln e Barbara são os títulos que se destacam esta semana.

Barbara (2012)
Da Alemanha chega-nos Barbara, que se passa no Verão de 1980 na RDA. Em plena Guerra Fria e Alemanha dividida, a doutora Barbara solicitou uma autorização para sair do país. Todavia, em vez disso, é sujeita a um processo disciplinar e transferida da capital para um pequeno hospital de província. Jörg, o seu amante da Alemanha Ocidental, prepara a fuga de ambos pelo Mar Báltico, enquanto Barbara espera. Ela trabalha na secção de cirurgia infantil sob a direcção de André. É atenciosa para com os pacientes, mas distante com os seus colegas. André causa-lhe confusão. A sua confiança nas aptidões profissionais dela, a sua dedicação, o seu sorriso... Estará incumbido de a vigiar? Ou apaixonado por ela? Barbara começa a perder o controlo sobre si mesmo, sobre os seus planos, sobre o amor. E o dia da fuga aproxima-se cada vez mais depressa.

Freelancers (2012)
Quando um oficial da Policia de Nova Iorque é assassinado em serviço, o seu filho decide inscrever-se na polícia, acabando por se associar ao antigo parceiro do seu pai e a uma equipa de polícias corruptos. Sarcone, o seu novo chefe, decide avaliar se ele tem o que é preciso, através de provas e testes de lealdade, confiança e respeito. Mas quando a verdade sobre a morte do seu pai é revelada, ele decide vingar-se até que a justiça seja feita. Freelancers conta com Robert De Niro, Forest Whitaker e Curtis '50 Cent' Jackson nos principais papéis.

Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas (2012)
Hansel and Gretel: Witch Hunters
Hansel e Gretel ganharam, em criança, o gosto da caça às bruxas. Agora adultos, tornam-se nos grandes vigilantes, determinados a retaliar. Contudo, sem saberem, os dois irmãos passam a ser o alvo, e terão de enfrentar um mal ainda maior que as bruxas… o passado.

Lincoln (2012)
Com 12 nomeações aos Oscars da Academia, Lincoln chega finalmente às salas portuguesas. Spielberg traz ao grande ecrã os últimos quatro meses de vida do presidente norte-americano, nomeadamente na abolição da escravatura e no fim da Guerra Civil Americana. A votação renhida na Câmara dos Representantes pela 13ª emenda, que ilegaliza a escravatura, é um dos pontos centrais do filme.

Parker (2013)
Parker é um assaltante ousado, meticuloso e implacável e especialista em planear e executar assaltos aparentemente impossíveis. Tudo o que exige à sua equipa é lealdade absoluta e estrita adesão ao plano. Quando, durante um assalto, o descuido de um membro do grupo coloca toda a equipa em perigo, Parker recusa entrar num novo golpe, apesar de este ser pedido pelo chefe do crime Melander. Não estando disposto a aceitar um não, Melander ataca Parker, deixando-o como morto numa estrada deserta. Sobrevivendo ao ataque e decidido a vingar-se, segue os seus atacantes até Palm Beach, onde assume uma nova identidade. É lá que conhece Leslie, que detém um enorme conhecimento da região. Ao descobrir que o grupo de Melander pretende roubar mais de 50 milhões de dólares em jóias  Parker elabora um plano para a sua vingança.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sugestão da Semana #48

Dos filmes estreados na passada Quinta-Feira, a minha sugestão recai, sem sombra de dúvidas, no novo de Tarantino.

DJANGO LIBERTADO

Ficha Técnica:
Título Original: Django Unchained
Realizador: Quentin Tarantino
Actores: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Kerry Washington
Género: Aventura, Drama, Western
Classificação: M/16
Duração: 165 minutos

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Crítica: Django Libertado / Django Unchained (2012)

"Django. The D is silent."
Django
*9/10*

Violência, vingança, amor, coragem e muito sangue marcam o regresso de Quentin Tarantino. Original no meio de tantas referências e homenagens, Django Libertado tem presentes em si todas as marcas do realizador. Polémico, como não poderia deixar de ser, Tarantino afirma-se mais uma vez como o excelente autor que é, e prova que da sua mente e mãos nunca sairá um mau filme, bem pelo contrário.
Depois de Sacanas sem Lei (2009), o realizador volta a situar o seu filme num local e época históricos precisos, neste caso, no final do século XIX, dois anos antes da Guerra Civil, no sul dos Estados Unidos, onde a escravatura estava no seu auge.

O mais recente filme de Quentin Tarantino conta a história de Django (Jamie Foxx), um escravo comprado por Dr. Schultz (Christoph Waltz), um ex-dentista e caçador de recompensas alemão, que quer a sua ajuda na captura dos irmãos assassinos Brittle. O seu sucesso leva o dentista a libertar Django, mas os dois decidem, ainda assim, permanecer juntos, perseguindo os criminosos mais procurados do sul. No entanto, Django está concentrado em outro objectivo: encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), a sua mulher, que perdeu no comércio de escravos. E é nesta busca que Schultz e Django chegam a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o proprietário de Candyland, uma plantação onde os escravos são preparados para lutarem entre si…


Para além das recorrentes referências aos clássicos do cinema, Django Libertado faz uma forte homenagem, assumida logo desde o nome do protagonista (que por sua vez o partilha com a longa-metragem), ao sub-género cinematográfico western spaghetti, muito em voga nos anos 60, popularizado por Sergio Leone. Em 1966, Sergio Corbucci realizou Django, fonte de inspiração para Quentin Tarantino criar o seu Django Libertado, e lhe dar a merecida distinção – quer ao filme de Corbucci, quer ao sub-género em que este se insere. Franco Nero, o Django de 1966, tem uma participação especial ao lado no novo Django, Jamie Foxx; a abertura dos dois filmes é muito semelhante, e ambos partilham temas na banda sonora, cenários idênticos ou a própria violência.

Por outro lado, também presente está uma homenagem a outro sub-género cinematográfico, o blaxploitation, popularizado nos anos 70, caracterizado pelo seu elenco ser constituído maioritariamente por actores negros e pela utilização de linguagem agressiva e calão, especificidades que encontramos igualmente em Django Libertado. Há ainda uma referência (na personagem de Broomhilda) a John Shaft, conhecida personagem do género blaxploitation, bem como, por exemplo, ao filme Mandingo.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "Tarantino liberta o Django"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estreias da Semana #48

Quatro novos filmes chegam ao cinema esta Quinta-feira, 24 de Janeiro. Django Libertado, o novo filme de Quentin Tarantino é a estreia mais aguardada da semana.

Django Libertado (2012)
Django Unchained
Leonardo DiCaprio, Christoph Waltz, Jamie Foxx e Samuel L. Jackson são os mais sonantes nomes do elenco deste Django Libertado. Passado no sul dos Estados Unidos dois anos antes da Guerra Civil, o filme conta a história de Django, um escravo comprado por Dr. Schultz, um ex-dentista e caçador de recompensas alemão, que quer a sua ajuda na captura dos irmãos assassinos Brittle. O seu sucesso leva o dentista a libertar Django, mas os dois decidem, ainda assim, permanecer juntos, perseguindo os criminosos mais procurados do sul. No entanto, Django está concentrado num objectivo: encontrar e resgatar Broomhilda, a sua mulher, que perdeu no comércio de escravos. E é nesta busca que Schultz e Django chegam a Calvin Candie, o proprietário de Candyland, uma plantação onde os escravos são preparados para lutarem entre si...

O Impossível (2012)
Lo imposible
Maria, Henry e os seus três filhos viajam até à Tailândia para passarem as suas férias de Inverno, esperando encontrar alguns dias de descanso num paraíso tropical. Mas na manhã de 26 de Dezembro, enquanto a família relaxa na piscina após as festividades de Natal, algo de aterrador acontece. Enquanto Maria permanece paralisada de medo, vê uma enorme parede de água negra, que se abate sobre si e todo o hotel. Inspirado numa história verídica, O Impossível é o incrível relato de uma família apanhada, juntamente com dezenas de milhares de outras pessoas, no caos de uma das piores catástrofes naturais do nosso tempo. Por entre o terror vivido, acontecem inesperados actos de coragem, compaixão e bondade.

Sem Ti (2009)
The Greatest
A morte do filho adolescente Bennett, num acidente de carro, é uma dor demasiado intensa para a família Brewer suportar. A sua vida adivinhava-se promissora e o impacto da sua morte desencadeia uma série de tumultos nas vidas dos que lhe eram próximos. A sua mãe (Susan Sarandon) fica obcecada e não consegue deixá-lo partir e o seu pai (Pierce Brosnan) tem igualmente dificuldade em encarar a situação. Mas é quando a namorada de Bennet aparece, que a família tem de lidar com circunstâncias que complicam ainda mais a sua perda.

Um Porco em Gaza (2011)
When Pigs Have Wings
De França, chega esta semana Um Porco em Gaza. O conflito israelo-palestiniano serve de pano de fundo para a narrativa deste que é o primeiro filme realizado por Sylvain Estibal. Tendo como cenário a Palestina nas vésperas do chamado “plano de retirada unilateral de Israel”, a longa-metragem acompanha a peculiar história de Jaafar (Sasson Gabai), um pescador que, inadvertidamente, se vê com um visitante inesperado no seu barco, um porco preto oriundo do Vietname que promete trazer-lhe muitas dores de cabeça.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Heath Ledger [1979-2008]

Foi a 22 de Janeiro de 2008 que o cinema perdeu uma das suas mais jovens e brilhantes estrelas. Heath Ledger foi encontrado morto, no seu apartamento, em Nova Iorque, por overdose acidental de comprimidos prescritos. Ledger tinha 28 anos e acabara de filmar, poucos meses antes, O Cavaleiro das Trevas, aquele que viria a ser o maior sucesso da sua carreira, valendo-lhe um Oscar póstumo. 


Aquando da sua morte, o actor encontrava-se a filmar Parnassus - O Homem que Queria Enganar o Diabo, realizado por Terry Gilliam, gravações que não chegou a concluir. O realizador optou então por convidar outros três actores – Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell – para interpretarem a mesma personagem que Ledger, Tony, de modo a concluir o filme, incluindo as cenas já filmadas com o falecido actor.

Hoje, no dia que se contam cinco anos da sua morte, o Hoje Vi(vi) um Filme recorda-o, destacando alguns dos seus papéis mais relevantes.

Patrick Verona em 10 Coisas que Odeio em Ti 10 Things I Hate About You (1999)


William Thatcher em Coração de Cavaleiro / A Knight's Tale (2001)


Sonny Grotowski em Monster's Ball - Depois do Ódio / Monster's Ball (2001)
(alerta spoilers


Harry Feversham em As Quatro Penas Brancas / The Four Feathers (2002) 


Ennis Del Mar em O Segredo de Brokeback Mountain / Brokeback Mountain (2005) 


Joker em O Cavaleiro das Trevas / The Dark Knight (2008) 


Tony em Parnassus - O Homem Que Queria Enganar o Diabo / The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009) 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sugestão da Semana #47

De entre as estreias da passada Quinta-feira, vai para o novo filme de Kathryn Bigelow sobre a captura de Bin Laden.

00:30 A HORA NEGRA

Ficha Técnica:
Título Original: Zero Dark Thirty
Realizador: Kathryn Bigelow
Actores: Jessica Chastain, Joel Edgerton, Chris PrattKyle Chandler
Género: Drama, Histórico, Acção
Classificação: M/16
Duração: 157 minutos

domingo, 20 de janeiro de 2013

Audrey Hepburn [1929-1993]

Foi exactamente há 20 anos, no dia 20 de Janeiro de 1993, que o mundo perdeu Audrey Hepburn. Mais do que uma actriz inesquecível, Hepburn foi, e continua a ser, um ícone para muitas gerações.




          





Momentos para Recordar #16

O Momentos para Recordar de hoje recua até 1939, para relembrar Judy Garland a cantar em O Feiticeiro de Oz.

O Feiticeiro de Oz (The Wizard of Oz), Victor Fleming (1939)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Crítica: Anna Karenina (2012)

"Anna isn't a criminal, but she broke the rules!"
Condessa Nordston 
*7.5/10*

Joe Wright quis trazer Anna Karenina, de Tolstoy, uma vez mais para o cinema, mas ousou muito mais, transbordando originalidade e desconstrução, numa longa-metragem que confunde teatro e cinema, sem nunca esquecer para que plateia trabalha.

É inesperado o fulgor que o realizador foi capaz de dar a uma história que pouco tem de extraordinário ou cativante. Todavia, o resultado é um filme com cenas por vezes hipnotizantes, onde as componentes visual e artística se sobrepõem de tal modo ao fraco argumento, que desvanecem o tédio que este poderia gerar.

A história desenrola-se na Rússia, em finais do século XIX, no seio da alta-sociedade, e explora a capacidade de amar, desde a paixão entre adúlteros, à ligação entre uma mãe e o seu filho. Quando Anna (Keira Knightley) questiona a sua felicidade, grandes mudanças ocorrem na sua família, amigos e comunidade.


A par de Karenina, que encontra consolo no Conde Vronsky, para fazer face a um casamento pouco feliz com o político Karenin, é-nos apresentado o jovem Levin que luta pelo amor da princesa Kitty. Uma história que pouco interesse desperta ao lado do triângulo protagonista.

Amor, traições, tragédia, uma época, um país, uma sociedade. Anna Karenina não traz, argumentativamente, nada de novo, mas é sobre esse enredo banal (de duas histórias de amor) que constrói uma estranheza encantadora. Aqui, o teatro entra literalmente dentro do cinema, e os cenários mudam à nossa frente. Os bastidores não nos são escondidos, bem pelo contrário, servindo, constantemente, cada cena, cada movimento, fazendo com que o filme se construa, na sua grande maioria, entre eles e o palco. A ilusão e o artifício que o cinema poderia criar são desmontados perante os nossos olhos. O que pode provocar essa inicial estranheza, depressa se assume como uma ironia natural (onde o expoente máximo será talvez a cena da corrida de cavalos), construída de forma a oferecer um novo fôlego a uma história tão simples.

O motor da longa-metragem é toda a componente técnica, desde a realização, que nos proporciona alguns planos-sequência fabulosos, ou, outras vezes, ilusões de continuidade arquitectadas de forma perfeita; à fotografia, a cargo de Seamus McGarvey, que joga com cenários e iluminação de forma genial, oferecendo-nos, conforme a situação, uma gélida Rússia, escura e repleta de cores frias, os momentos luminosos de amor quente entre Karenina e Vronsky, ou a alternância entre claros e escuros que varia consoante a felicidade/infelicidade da protagonista; à banda sonora a condizer, a cargo de Dario Marianelli; aliada a uma direcção artística de excelência, onde actores e figurantes estão exemplarmente coreografados, conferindo, eles mesmos, uma musicalidade muito especial a Anna Karenina, que poderia ser apelidado como um filme “dançante”, especialmente na sua primeira metade.


Também os pormenores conferem algo de especial a Anna Karenina, desde os espelhos, aos comboios, e mesmo, claro, o subtil tom premonitório presente ao longo da longa-metragem. O elenco, com nomes como Keira Knightley, Jude Law ou Aaron Taylor-Johnson, tem interpretações razoáveis, onde é a actriz que se destaca, provando, uma vez mais, como está à vontade em papéis de época. Knightley veste bem a pele da protagonista cheia de amor e coragem, e ofusca com o seu brilho a história paralela de Levin e Kitty.

É a superioridade técnica e artística de Anna Karenina que dá ao argumento a cor e paixão que lhe faltam, provando o filme ser digno das quatro nomeações que detém aos prémios da Academia, nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Banda Sonora.

Blogs do ano 2012/Aventar - Votação termina hoje

O Hoje Vi(vi) um Filme está na corrida para duas categorias na eleição dos melhores blogues de 2012, organizada pelo blog Aventar.
A votação termina hoje, dia 19, e ainda podem votar no Hoje Vi(vi) um Filme que concorre nas categorias de:

e


Conto com o vosso voto. Para votar, basta clicar acima em cada categoria.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Estreias da Semana #47

Quatro são os filmes que estreiam esta Quinta-feira, dia 17 de Janeiro, nas salas portuguesas. Os dois grandes destaques vão para 00:30 A Hora Negra e Seis Sessões.

00:30 A Hora Negra (2012)
Zero Dark Thirty
Protagonizado por Jessica Chastain, chegou finalmente às salas de cinema 00:30 A Hora Negra, o tão famoso filme sobre a captura de Bin Laden, e nomeado aos Oscars da Academia. A caça a Osama Bin Laden inquietou o mundo e dois Governos americanos durante mais de 10 anos. Contudo, foi uma pequena e dedicada equipa de operacionais da CIA que o conseguiu localizar. Todos os pormenores de preparação desta missão estiveram no mais absoluto segredo e, apesar de alguns dos detalhes terem sido, entretanto, tornados públicos, os aspectos mais relevantes da operação são agora trazidos para o grande ecrã pela dupla criativa vencedora de três Oscars com filme Estado de Guerra - Kathryn Bigelow e Mark Boal.

Reality (2012)
De Itália chega-nos Reality, a história do napolitano Luciano e da sua família que um dia o convence a concorrer ao Big Brother. O filme pretende mostrar como o perseguir de um sonho tolda a sua percepção da realidade.

Seis Sessões (2012)
The Sessions
Com a nomeada ao Oscar de Melhor Actriz Secundária, Helen Hunt, e John Hawks, Seis Sessões é baseado na história verídica do jornalista e poeta Mark O'Brien. A sua história da vida é comovente e, ao mesmo tempo, surpreendentemente divertida. Ainda criança, e ao contrair poliomielite, O'Brien fica paralisado, no entanto, já aos 38 anos, decide perder a virgindade.

Undisputed III: Redenção (2010)
Undisputed III: Redemption
Numa das prisões mais austeras do mundo, os pugilistas mais duros são reunidos para um torneio internacional de artes marciais mistas. Os combates terão de ser clandestinos e, no final, o prémio do vencedor é a liberdade e aos organizadores é garantido um milhão de dólares. Ferido no último combate e moralmente abatido pelas circunstâncias, Yuri Boyka decide entregar-se de corpo e alma aos treinos,  para vencer o combate e usar a liberdade para mudar a sua vida. Contudo, para que tal seja possível, terá de enfrentar não apenas os seus adversários mas também o passado que ficou por resolver.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Globos de Ouro 2013: Red Carpet

Depois da entrega dos prémios fala-se de duas coisas: dos vencedores dos Globos de Ouro e dos modelos com que as estrelas desfilaram na passadeira vermelha. 

Não percebendo eu nada de moda, mas como mulher que sou, farei um breve destaque das escolhas que mais me agradaram, vistas na red carpet no passado Domingo.

NAOMI WATTS num vestido de Zac Posen, mostrou como a discrição se alia perfeitamente ao glamour.
Foto: SARA DE BOER/STARTRAKS


A filha de Clint Eastwood, Miss Globos de Ouro deste ano, FRANCESCA EASTWOOD chegou num vestido de Pronovias. Por muitas parecenças a um vestido de noiva que lhe possam ser apontadas, certo é que o modelo combina perfeitamente com a figura de Francesta Eastwood.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


ZOOEY DESCHANEL vestiu Oscar de la Renta, num vermelho vibrante que contrasta perfeitamente com o seu tom de pele claro.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


AMANDA SEYFRIED chegou num vestido de Givenchy. Discreto e rendado, a actriz de Os Miseráveis foi, provavelmente, uma das mais bonitas e elegantes da noite.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


JENNIFER GARNER esteve deslumbrante num vestido de Vivienne Westwood. Apesar dos inconvenientes que o decote quase provocou, certo é que a mulher de Ben Affleck esteve à altura do galardoado realizador de Argo.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


Nomeada na categoria de Melhor Actriz em Série Dramática, MICHELLE DOCKERY foi uma das mais bem vestidas na noite de Domingo num vestido de Alexandre Vauthier. Uma excelente combinação do branco com um dourado trabalhado.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


Nomeada para Melhor Actriz Secundária num Telefilme ou Minissérie, HAYDEN PANETTIERE desfilou num vestido bordado nude de Roberto Cavalli, e foi uma das mais elegantes destes Globos de Ouro 2013.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


ANNE HATHAWAY, vencedora do Globo de Ouro de Melhor Actriz Secundária, vestiu Chanel e encantou. O modelo "cai-cai" branco trabalhado foi um dos mais bonitos a desfilar pela passadeira vermelha.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES


E aqui fica a minha escolha mais polémica. RACHEL WEISZ vestiu Louis Vuitton, num modelo preto, polka-dots com transparências. Talvez um pouco ousado, certo é que a actriz só saiu favorecida, e esteve à altura do seu Bond, Daniel Craig (que vestiu Tom Ford). De todos os modelos destacados, este seria, certamente, aquele que eu usaria.
Foto: JASON MERRITT/GETTY IMAGES

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Globos de Ouro 2013: Vencedores

Já estão a ser anunciados os vencedores dos Globos de Ouro nesta que é a sua 70ª cerimónia, desta vez conduzida pelas actrizes Tina Fey e Amy Poehler.
Aqui fica a lista de vencedores, actualizada em tempo real:

Prémio Cecil B. DeMille
Jodie Foster

Cinema

Melhor Filme - Drama
Argo

Melhor Filme - Musical ou Comédia
Os Miseráveis

Melhor Actor - Drama
Daniel Day-Lewis por Lincoln

Melhor Actriz - Drama
Jessica Chastain por 00:30 Hora Negra

Melhor Actor - Musical ou Comédia
Hugh Jackman por Os Miseráveis

Melhor Actriz - Musical ou Comédia
Jennifer Lawrence por Guia para um Final Feliz

Melhor Actor Secundário
Christoph Waltz por Django Libertado

Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway por Os Miseráveis

Melhor Realizador
Ben Affleck por Argo

Melhor Argumento 
Quentin Tarantino por Django Libertado 

Melhor Canção Original
007 - Skyfall: Adele, Paul Epworth (Skyfall)

Melhor Banda Sonora Original
Mychael Danna por A Vida de Pi 

Melhor Filme de Animação
Brave - Indomável

Melhor Filme Estrangeiro
Amor


Televisão

Melhor Série de Televisão - Comédia ou Musical
Girls

Melhor Série de Televisão - Drama
Homeland

Melhor Actriz numa Série de Televisão - Drama 
Claire Danes, Homeland

Melhor Actor numa Série de Televisão - Drama
Damian Lewis, Homeland

Melhor Actor numa Série de Televisão -  Comédia ou Musical
Don Cheadle, House of Lies

Melhor Actriz numa Séride de Televisão - Comédia ou Musical
Lena Dunham, Girls

Melhor Minisérie ou Filme de Televisão
Game Change

Melhor Actor em Minisérie ou Filme de Televisão
Kevin Costner, Hatfields & McCoys

Melhor Actriz em Minisérie ou Filme de Televisão
Julianne Moore, Game Change

Melhor Actor Secundário em Série, Minissérie ou Filme de Televisão
Ed Harris, Game Change

Melhor Actriz Secundária em Série, Minissérie ou Filme de Televisão
Maggie Smith, Downton Abbey

domingo, 13 de janeiro de 2013

Sugestão da Semana #46

De entre as estreias desta Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre o filme protagonizado por Denzel Washington.

DECISÃO DE RISCO

Ficha Técnica:
Título Original: Flight
Realizadores: Robert Zemeckis
Actores: Denzel WashingtonNadine Velazquez, Carter Cabassa
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 138 minutos

sábado, 12 de janeiro de 2013

Globos de Ouro 2013: As Previsões


E em véspera de sabermos quem serão os vencedores dos Globos de Ouro 2013 (é já amanhã à noite), comecemos a época de previsões, em jeito de aquecimento para os Oscars. Coloco aqui quem aponto como vencedor de cada categoria, quem tem também possibilidades de ganhar e, em alguns casos, quem é, na minha opinião, o verdadeiro merecedor do prémio.

Melhor Filme - Drama
Vencedor: Argo
Com possibilidades: Lincoln ou 00:30 Hora Negra
Merecedor: Django Libertado

Melhor Filme - Musical ou Comédia
Vencedor: Guia para um Final Feliz 
Com possibilidades: Os Miseráveis
Merecedor: O Exótico Hotel Marigold

Melhor Actor - Drama
Vencedor: Daniel Day-Lewis por Lincoln
Com possibilidades: Joaquin Phoenix por The Master - O Mentor
Merecedor: Joaquin Phoenix por The Master - O Mentor

Melhor Actriz - Drama
Vencedora: Jessica Chastain por 00:30 Hora Negra
Com possibilidades: Marion Cotillard por De rouille et d'os

Melhor Actor - Musical ou Comédia
Vencedor: Hugh Jackman por Os Miseráveis
Com possibilidades: Bradley Cooper por Guia para um Final Feliz
Merecedor: Jack Black por Morre... e Deixa-me em Paz

Melhor Actriz - Musical ou Comédia
Vencedora: Jennifer Lawrence por Guia para um Final Feliz
Com possibilidades: Judi Dench por O Exótico Hotel Marigold
Merecedora: Judi Dench por O Exótico Hotel Marigold

Melhor Actor Secundário
Vencedor: Philip Seymour Hoffman por The Master - O Mentor
Com possibilidades: Tommy Lee Jones por Lincoln
Merecedor: Leonardo DiCaprio por Django LibertadoChristoph Waltz por Django Libertado

Melhor Actriz Secundária
Vencedora: Anne Hathaway por Os Miseráveis
Com possibilidades: Sally Field por Lincoln 
Merecedora: Anne Hathaway por Os Miseráveis

Melhor Realizador
Vencedor: Ben Affleck por Argo
Com possibilidades: Steven Spielberg por Lincoln
Merecedor: Quentin Tarantino por Django Libertado 

Melhor Argumento
Vencedor: Chris Terrio por Argo 
Com possibilidades: David O. Russell por Guia para um Final Feliz  
Merecedor: Quentin Tarantino por Django Libertado 

Melhor Canção Original
Vencedor: 007 - Skyfall: Adele, Paul Epworth (Skyfall)
Com possibilidades: Os Miseráveis: Claude-Michel Schönberg, Alain Boublil, Herbert Kretzmer (Suddenly)

Melhor Banda Sonora Original
Vencedor: John Williams por Lincoln
Com possibilidades: Alexandre Desplat por Argo e Mychael Danna por A Vida de Pi 

Melhor Filme de Animação
Vencedor: Frankenweenie
Com possibilidades: Força Ralph
Merecedor: Frankenweenie

Melhor Filme Estrangeiro
Vencedor: Amor
Com possibilidades: Amigos Improváveis
Merecedor: Amor

Momentos para Recordar #15

Em mais um Momentos para Recordar, viajamos no tempo com Michael J. Fox.

Regresso ao Futuro (Back to the Future), Robert Zemeckis (1985)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Oscars 2013: Os Nomeados - Apontamentos

No rescaldo das nomeações anunciadas ao início da tarde de ontem, a maior surpresa terá vindo da Áustria. Amor, o filme de Michael Haneke, alcançou cinco nomeações, umas mais esperadas que outras. Os mais nomeados foram, no entanto, Lincoln, com 12 nomeações, seguido de A Vida de Pi, com 11, e Guia para um Final Feliz e Os Miseráveis, ambos nomeados em oito categorias.


Não sendo possível fazer previsões certeiras sobre quem serão os vencedores, certo é que entre os nomeados vemos muitos nomes a que já nos habituamos, ou filmes que se enquadram, como é hábito, dentro das conhecidas preferências dos membros da Academia. Lá está a comédia romântica (Guia para um Final Feliz), lá estão os filmes que puxam por um certo nacionalismo americano (Argo, 00:30 Hora Negra ou Lincoln), mas há por lá muito mais do que isso e cá estamos nós para ser surpreendidos.

Amor triunfou com cinco nomeações, no meio de tantos filmes americanos. Para além da já esperada nomeação a Melhor Filme Estrangeiro, o filme austríaco surpreendeu ao ser um dos nove nomeados para Melhor Filme, Michael Haneke conseguiu também uma inesperada, mas totalmente merecida, nomeação para Melhor Realizador e Emmanuelle Riva, aos 85 anos, foi uma das cinco escolhidas para Melhor Actriz, sendo a mais velha actriz de sempre nomeada nesta categoria. Amor está também indicado para Melhor Argumento Original.

Bestas do Sul Selvagem revelou-se outra surpresa, com quatro nomeações. Para além de estar entre os nove concorrentes a Melhor Filme, a protagonista Quvenzhané Wallis, com apenas 9 anos de idade, tornou-se na mais jovem nomeada para Melhor Actriz. Ao mesmo tempo, o também jovem realizador Benh Zeitlin, de 30 anos, é um dos indicados ao prémio de realização, estando o filme igualmente na corrida para Melhor Argumento Adaptado.

Tarantino foi esquecido na realização, mas o seu Django Libertado marca presença em cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Actor Secundário - distinção totalmente merecida para Christoph Waltz -, Melhor Fotografia, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Montagem de Som. Sente-se, contudo, a ausência de Leonardo DiCaprio (uma vez mais deixado de parte pela Academia) também para Melhor Actor Secundário, bem como de Samuel L. Jackson.


David O. Russell repetiu o feito de 2011, e conseguiu estar entre os nomeados para Melhor Realizador, pouco merecido se tivermos em conta os nomes que ficaram de fora como o já referido Quentin Tarantino, Paul Thomas Anderson ou Kathryn Bigelow. Ainda relativamente a Guia para um Final Feliz, é justa a nomeação para De Niro, contudo, o mesmo não se pode dizer de Jacki Weaver, que poderá ter tirado o lugar a Helen Mirren, por Hitchcock, ou mesmo a Judi Dench, por 007 - Skyfall.  

The Master - O Mentor apenas marca presença no que toca a nomeações de interpretação (conta três), sentindo-se a sua ausência em categorias como Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Fotografia, e outras categorias mais técnicas. A Moonrise Kingdom aconteceu pior, merecendo a longa-metragem, no entender da Academia, uma nomeação apenas, para Melhor Argumento Original, o que poderá vir a confirmar que a desilusão que o filme foi para mim é compartilhada por quem votou.


Amigos Improváveis surpreendeu por não constar entre os nomeados para Melhor Filme Estrangeiro. Na animação, foi inesperada a escolha do divertido Os Piratas!. Já nas categorias técnicas pode estranhar-se a total ausência de O Cavaleiro das Trevas Renasce ou Looper - Reflexo Assassino. Cloud Atlas foi um injustiçado desde os pré-nomeados para a categoria de Melhor Maquilhagem.

No meio de tantos apontamentos, e provavelmente outros tantos que possam ter-me escapado, há que aguardar pelo dia 24 de Fevereiro para conhecer os vencedores. Até lá, acompanhemos esta Award Season e façamos as nossas previsões.

Crítica: Guia para um Final Feliz / Silver Linings Playbook (2012)

"I have a problem? You say more inappropriate things than appropriate things."
Tiffany 
*5/10*
Um Guia para um Final Feliz foi o que o novo filme de David O. Russell pretendeu ser para todos aqueles que o vissem. Mas longe ficaram as intenções, e nem os actores o livraram de ser mais uma comédia romântica pouco original e onde já se adivinha o final antes da metade da longa-metragem.

O realizador de The Fighter – Último Round ficou muito aquém do seu último trabalho, mas a crítica internacional continua, porém, a estar-lhe rendida. Certo é que, Guia para um Final Feliz não consegue passar do mediano, apesar de um início que promete. Os problemas mentais do protagonista sobrepõem-se a qualquer ideia romântica, mas cedo percebemos que a tendência se inverte, infelizmente.

Pat Solatano (interpretado por Bradley Cooper) perdeu tudo – a casa, o trabalho como professor e a mulher – e depois de passar oito meses numa instituição estatal para pessoas com distúrbios mentais, regressa a casa dos pais. Pat está determinado a reconstruir a sua vida e reconciliar-se com a mulher e é também isso que os seus pais desejam – e que partilhe com eles a obsessão familiar com o clube Philadelphia Eagles. Todavia, tudo muda quando Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher misteriosa e problemática.

Guia para um Final Feliz é tudo menos novidade quando comparado com o que já foi feito. Quando se espera que no centro do enredo estejam os problemas psiquiátricos de Pat, a sua bipolaridade que o leva às atitudes mais inesperadas, a relação entre ele e Tiffany ganha de tal modo protagonismo que o espectador, e parece que também o realizador, se esquecem do que seria o motor deste filme. Não havendo igualmente profundidade no que toca às personagens, apenas o protagonista e o seu pai se apresentam com especial interesse, devido pois às perturbações que ambos manifestam e que muito se denotam nos pormenores. Contudo, a partir do momento em que se coloca de lado a doença de Pat, tudo perde a razão de ser.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "Um Guia pouco Feliz"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Oscars 2013: Nomeados

Seth MacFarlane e Emma Stone anunciaram há poucas horas os nomeados para a 85ª cerimónia dos Oscars.
Melhor Filme
Amor
Argo
Bestas do Sul Selvagem
Django Libertado
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
Guia para um Final Feliz
00:30 Hora Negra

Melhor Actor
Bradley Cooper por Guia para um Final Feliz
Daniel Day-Lewis por Lincoln
Hugh Jackman por Os Miseráveis
Joaquin Phoenix por The Master - O Mentor
Denzel Washington por Decisão de Risco

Melhor Actriz
Jessica Chastain por 00:30 Hora Negra
Jennifer Lawrence por Guia para um Final Feliz
Emmanuelle Riva por Amor
Quvenzhané Wallis por Bestas do Sul Selvagem
Naomi Watts por O Impossível

Melhor Actor Secundário
Alan Arkin por Argo
Robert De Niro por Guia para um Final Feliz
Philip Seymour Hoffman por The Master - O Mentor
Tommy Lee Jones por Lincoln
Christoph Waltz por Django Libertado

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams por The Master - O Mentor
Sally Field por Lincoln
Anne Hathaway por Os Miseráveis
Helen Hunt por Seis Sessões
Jacki Weaver por Guia para um Final Feliz

Melhor Realizador
Michael Haneke por Amor
Ang Lee por A Vida de Pi
David O. Russell por Guia para um Final Feliz
Steven Spielberg por Lincoln
Benh Zeitlin por Bestas do Sul Selvagem

Melhor Argumento Original
Amor: Michael Haneke
Django Libertado: Quentin Tarantino
Decisão de Risco: John Gatins
Moonrise Kingdom: Wes Anderson, Roman Coppola
00:30 Hora Negra: Mark Boal

Melhor Argumento Adaptado
Argo: Chris Terrio
Bestas do Sul Selvagem: Lucy Alibar, Benh Zeitlin
A Vida de Pi: David Magee
Lincoln: Tony Kushner
Guia para um Final Feliz: David O. Russell

Melhor Filme Animado
Brave - Indomável
Frankenweenie
ParaNorman
Os Piratas!
Força Ralph

Melhor Filme Estrangeiro
Amor (Áustria)
Rebelle (Canadá)
No (Chile)
Um Caso Real (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)

Melhor Fotografia
Anna Karenina: Seamus McGarvey
Django Libertado: Robert Richardson
A Vida de Pi: Claudio Miranda
Lincoln: Janusz Kaminski
007 - Skyfall: Roger Deakins

Melhor Montagem
Argo: William Goldenberg
A Vida de Pi: Tim Squyres
Lincoln: Michael Kahn
Guia para um Final Feliz: Jay Cassidy, Crispin Struthers
00:30 Hora Negra: William Goldenberg, Dylan Tichenor

Melhor Direcção Artística
Anna Karenina: Sarah Greenwood, Katie Spencer
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada: Dan Hennah, Ra Vincent, Simon Bright
Os Miseráveis: Eve Stewart, Anna Lynch-Robinson
A Vida de Pi: David Gropman, Anna Pinnock
Lincoln: Rick Carter, Jim Erickson

Melhor Guarda-Roupa
Anna Karenina: Jacqueline Durran
Os Miseráveis: Paco Delgado
Lincoln: Joanna Johnston
Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira do Que Eu?: Eiko Ishioka
A Branca de Neve e o Caçador: Colleen Atwood

Melhor Maquilhagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
Os Miseráveis

Melhor Banda Sonora Original
Anna Karenina: Dario Marianelli
Argo: Alexandre Desplat
A Vida de Pi: Mychael Danna
Lincoln: John Williams
007 - Skyfall: Thomas Newman

Melhor Canção Original
Before My Time, de J. Ralph, no filme Chasing Ice
Suddenly, de Alain Boublil, Claude-Michel Schönberg, Herbert Kretzmer, no filme Os Miseráveis
Pi's Lullaby, de Mychael Danna, Bombay Jayshree, no filme A Vida de Pi
Skyfall, de Adele, Paul Epworth, no filme 007 - Skyfall
Everybody Needs a Best Friend de Walter Murphy, Seth MacFarlane, no filme Ted

Melhor Efeitos Sonoros
Argo
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall

Melhor Montagem de Som
Argo
Django Libertado
A Vida de Pi 
007 - Skyfall 
00:30 Hora Negra

Melhor Efeitos Visuais
Os Vingadores
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
A Vida de Pi
Prometheus
A Branca de Neve e o Caçador

Melhor Documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor Curta Documental
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor Curta de Animação
Adam and Dog: Minkyu Lee
Fresh Guacamole: PES
Head Over Heels: Timothy Reckart, Fodhla Cronin O'Reilly
O Rapaz do Papel: John Kahrs
Simpsons - Um Longo Dia na Creche: David Silverman

Melhor Curta
Asad: Bryan Buckley, Mino Jarjoura
Buzkashi Boys: Sam French, Ariel Nasr
Curfew: Shawn Christensen
Dood van een Schaduw: Tom Van Avermaet, Ellen De Waele
Henry: Yan England

Crítica: Os Miseráveis / Les Misérables (2012)

 "I had a dream my life would be so different from this hell I'm living!" 
Fantine
*6/10*

Muitas adaptações depois, foi Tom Hooper quem decidiu levar Os Miseráveis, de Victor Hugo, uma vez mais, para a grande tela. Depois de O Discurso do Rei lhe ter valido o Oscar de Melhor Realizador, parece que não ponderou que este musical poderia ser “areia demais para o seu camião”.

Duas horas e meia de canções depois, onde as poucas falas não cantadas quase se contam pelos dedos, o desapontamento inunda a sala de cinema. Uma longa-metragem com a dimensão de Os Miseráveis merecia um tratamento à altura, ainda mais quando estamos perante um elenco de peso, onde os grandes momentos são-nos proporcionados, acima de tudo, por Anne Hathaway.

Com a França do século XIX como pano de fundo, a longa-metragem musical conta uma história de sonhos desfeitos, paixão, sacrifício e redenção, num testemunho intemporal da sobrevivência do espírito humano. Jean Valjean (Hugh Jackman) é um ex-prisioneiro perseguido durante décadas pelo cruel polícia Javert (Russell Crowe), depois de ter desrespeitado a sua liberdade condicional. Quando Valjean aceita cuidar de Cosette (Isabelle Allen/Amanda Seyfried), a filha da sua operária Fantine (Anne Hathaway), as suas vidas mudam para sempre.
Uma obra tantas vezes trabalhada é um desafio e tanto para qualquer realizador, mesmo para o oscarizado Hooper. O argumento não é extraordinário, mas há que fazer por torná-lo interessante e cativante para o espectador. Errada foi a opção de quase todas as falas serem cantadas. O que noutros casos poderia resultar, em Os Miseráveis tanta canção apenas se traduz numa espécie de cansaço e distracção na plateia. Mais diálogos e menos “cantigas” seria uma opção mais viável e certeira.

Os verdadeiros grandes momentos do filme são-nos oferecidos por Anne Hathaway que prova a talentosa actriz (e cantora) que ainda não havia demonstrado ser. Em 2012, O Cavaleiro das Trevas Renasce já nos revelou alguma da sua versatilidade enquanto Catwoman, mas, aqui, Hathaway prova uma sensibilidade que emociona qualquer um. Em todas as cenas onde entra, a actriz enche o ecrã com a sua forte e corajosa Fantine, e atinge o ponto alto de todo Os Miseráveis quando interpreta o tema I Dreamed a Dream de corpo e alma.
O restante elenco não brilha especialmente. Hugh Jackman, inicialmente irreconhecível, encarna de forma competente Jean Valjean, Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen foram óptimas escolhas para o casal mais divertido deste musical tão dramático, e oferecem-nos momentos leves e de algumas gargalhadas, tal como já nos têm acostumado. Amanda Seyfried e Eddie Redmayne, o par romântico da longa-metragem, não se destacam especialmente, mas valem-lhes as vozes agradáveis que possuem. Já Samantha Barks proporciona-nos bons momentos, assim como os estreantes Daniel Huttlestone e Isabelle Allen que conseguem enternecer e cativar a atenção da plateia. Por seu lado, Russell Crowe, apesar do excelente actor que é, revelou-se um erro de casting, tanto pelo péssimo cantor que se revelou, pelo menos para filmes musicais, a que acresce o tom forçado que coloca na sua personagem.

Tecnicamente não há muito a destacar, para lá de uma boa fotografia, a cargo de Danny Cohen. Hooper parece ter ambicionado tornar Os Miseráveis num grandioso espectáculo e descurou tantos aspectos verdadeiramente importantes para o conseguir. Argumentativamente, poucas histórias estão bem desenvolvidas, carecem de explicações, de profundidade, de envolvimento.

Os Miseráveis de Tom Hooper é fraco, ficando muito aquém do esperado. Há momentos intensos, mas quase todos nos são presenteados pela estrela que dá algum brilho à longa-metragem: a Fantine de Anne Hathaway.