segunda-feira, 30 de junho de 2014

Já Vi(vi) este Filme, por João Pinto

Já Vi(vi) este Filme
por João Pinto, do Portal Cinema


Sempre gostei muito de cães e quando finalmente tive a oportunidade de ter um fiquei em êxtase. O meu companheiro de quatro patas, um yorkshire terrier de seu nome Ricky, fez-me companhia durante longos anos e agraciou a minha infância com grandes momentos de diversão. É claro que não era um cão fácil, já que era bastante temperamental e um verdadeiro poço de mimo e carinho, mas mesmo assim era um grande companheiro e quando partiu tive um dos grandes choques da minha vida. Eu revejo muita da minha experiência com o Ricky no filme Marley & Eu, desde os momentos mais felizes aos momentos mais tristes da interacção entre Humanos e Cão. É por isso um filme que me marcou muito e faz-me sempre recordar esses momentos que passei. E aproveito aqui para o recomendar a todas as pessoas que já tiveram ou têm cães, porque certamente irá tornar-se um daqueles filmes que ficará perto do vosso coração. 

_____

Obrigada pela tua participação, João!

Sugestão da Semana #122

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana fala português. Realizado por André Gil Mata, Cativeiro é um retrato íntimo e tocante da rotina e da velhice, que já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme e pode ser lida aqui.

CATIVEIRO


Ficha Técnica:
Título Original: Cativeiro
Realizador: André Gil Mata
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 64 minutos

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Estreias da Semana #122

Em mais uma Quinta-feira de estreias, são sete os filmes que chegam às salas de cinema portuguesas.

1960 (2013)
Através da arquitectura e a partir do Diário de Bordo de Fernando Távora, 1960 revisita a viagem do arquitecto no ano que dá título ao documentário.

Cativeiro (2012)
A primeira longa-metragem de André Gil Mata debruça-se sobre a sua avó, o seu quotidiano, num retrato duro da rotina e da velhice, do passar do tempo, mais ou menos, consciente.

Locke (2013)
Ivan Locke (Tom Hardy) trabalhou arduamente para conseguir a vida que ambicionava, dedicando-se ao trabalho e à família. Na véspera do maior desafio da sua carreira, Ivan recebe um telefonema que desencadeia uma série de eventos que irão pôr em causa a sua família, o trabalho e a sua alma. Com toda a acção a decorrer ao longo de uma viagem de carro, Locke demonstra como uma decisão pode levar ao completo colapso de uma vida.

Minha Alma Por Ti Liberta (2013)
Mon âme par toi guérie
A mãe de Fredi morreu. Ela transmitiu-lhe um dom. Ele não quer falar sobre isso mas é obrigado a reconhecer que as suas mãos têm poderes curativos. Ele questiona-se. De onde surgiu este dom? Não interessa, ele aceita-o.

Para Além das Montanhas (2011)
Yama No Anata
Submerjo nas paisagens do Mondego para onde vim morar com os meus pais em criança, deixando para trás Tóquio, a cidade onde nasci. Através da leitura de cartas que troquei com os amigos e a família que permaneceram no país, reflicto sobre a nossa vinda para Portugal e relembro o passado na tentativa de reter a memória efémera, numa viagem com os espíritos que permanecem comigo.

Por Falar de Amor (2013)
Words and Pictures
O professor de inglês Jack Marcus (Clive Owen) lamenta a obsessão dos seus alunos pelas redes sociais e pelas notas, em vez de se interessarem a sério pela literatura. Escritor com apenas uma obra editada, Jack não voltou a publicar nenhum  trabalho, ocupando o tempo livre entre a erudição e a bebida. Marcus encontra o seu desafio em Dina Delsanto (Juliette Binoche), a nova professora da escola, uma pintora, reconhecida pelos seus quadros. Com a possibilidade de perder o emprego, Jack inventa um plano para galvanizar o interesse dos alunos nos estudos: declara uma guerra entre palavras e imagens, confiante de que as primeiras podem transmitir um significado maior do que as últimas. Dina e os seus alunos de artes decidem aceitar o desafio de Jack e dos seus alunos de inglês, e as linhas da batalha são traçadas…

Transformers: A Era da Extinção (2014)
Transformers: Age of Extinction
Após uma batalha que deixou uma grande cidade devastada e enquanto a humanidade recupera, um grupo obscuro revela-se numa tentativa de tomar o controlo da história. Mas uma antiga e poderosa ameaça coloca a Terra na sua mira. Com a ajuda de um novo elenco de humanos, Optimus Prime e os Autobots erguem-se para enfrentar o seu mais terrível desafio.

terça-feira, 24 de junho de 2014

CineConchas traz cinema ao ar livre a Lisboa

Está de volta mais uma edição do CineConchas. O evento que traz cinema ao ar livre a Lisboa acontece desta vez entre 26 de Junho e 12 de Julho, todas as Quintas, Sextas e Sábados, às 21h45. O local é o mesmo - a Quinta das Conchas - e a entrada é livre.

Aqui fica a lista completa de filmes que podem ser vistos no CineConchas 2014:

Persépolis - 26 de Junho

Os Mestres da Ilusão - 27 Junho

Gru - O Maldisposto 2 - 28 Junho


Os Falsificadores - 4 Julho

A Gaiola Dourada - 5 Julho

A Caça - 10 Julho

Gravidade - 11 Julho

Os Croods - 12 Julho


Para mais informações sobre o CineConchas 2014, basta consultar o facebook ou o twitter oficial.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sugestão da Semana #121

Das estreias da passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme não tem outra hipótese senão fazer uma dupla Sugestão da Semana. Os destaques vão para O Homem Duplicado, de Denis Villeneuve, baseado na obra de José Saramago, e Tom na Quinta, realizado e protagonizado por Xavier Dolan, ambos thrillers complexos e arriscados, com boas interpretações, que merecem a visualização.

O HOMEM DUPLICADO

Ficha Técnica:
Título Original: Enemy
Realizador: Denis Villeneuve
Actores: Jake Gyllenhaal, Mélanie Laurent, Sarah GadonIsabella Rossellini
Género: Mistério, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 90 minutos



TOM NA QUINTA

Ficha Técnica:
Título Original: Tom à la ferme
Realizador: Xavier Dolan
Actores:  Xavier DolanPierre-Yves Cardinal, Lise RoyEvelyne Brochu
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 102 minutos

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Estreias da Semana #121

Seis filmes chegaram esta Quinta-feira às salas de cinema nacionais. A Culpa é das Estrelas, O Homem Duplicado e Tom na Quinta são algumas das estreias desta semana.

Aqui Vem o Diabo (2012)
Ahí va el diablo
Para um casal que luta constantemente para manter um casamento frágil, a realidade do desaparecimento dos seus dois filhos não podia ser mais assustadora. Quando finalmente as crianças são encontradas, a alegria momentânea rapidamente se transforma em medo, quando a mãe começa a notar diferenças no comportamento das crianças, temendo que algo diabólico tenha entrado nos corpos da filha e do filho.

A Culpa é das Estrelas (2014)
The Fault in Our Stars
A Culpa é das Estrelas conta-nos como Hazel (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort) se apaixonam, após se conhecerem num grupo de apoio, e a maneira extraordinária como ambos encaram o pouco tempo que têm para aproveitar a vida.

Golpe de Amor (2013)
Love Punch
Richard Jones (Pierce Brosnan) é um homem de meia idade, divorciado e reformado, que chega ao escritório da sua empresa no último dia de trabalho, ansioso para começar uma vida livre de preocupações. Mas o pânico instala-se quando descobre que a compra da empresa foi fraudulenta. A empresa está agora falida e o fundo de pensão dos seus funcionários – incluindo o dele próprio - foi roubado. Com a ajuda da sua ex-mulher Kate (Emma Thompson), Richard decide perseguir Vincent Kruger, o homem de negócios por trás desta falcatrua. Mas para conseguirem isso, Richard e Kate veem-se envolvidos numa perseguição de gato e rato por toda a Europa, num turbilhão de intrigas e roubo de jóias.

O Homem Duplicado (2013)
Enemy
Adam (Jake Gyllenhaal) é professor universitário e vive refém de uma monótona rotina diária. Uma noite, enquanto vê um filme, descobre a existência de um actor exactamente igual a si. Obcecado por conhecer o seu sósia, parte à descoberta desse outro homem forçando um encontro com consequências imprevisíveis não só para eles mas também para as suas companheiras: Mary (Mélanie Laurent) e Helen (Sarah Gadon).

Tom na Quinta (2013)
Tom à la ferme
Tom, um jovem publicitário, viaja até ao campo a pretexto de um funeral. À chegada, dá-se conta que ninguém sabe quem ele é, nem qual a sua relação com o falecido, cujo irmão rapidamente define as regras de um jogo doentio.

Yves Saint Laurent (2013)
Em Paris, em 1957, Yves Saint-Laurent (Pierre Niney), de apenas 21 anos, é nomeado para dirigir o futuro da prestigiada marca de alta-costura fundada por Christian Dior. Depois do seu primeiro desfile, ele conhece Pierre Bergé (Guillaume Gallienne) e este encontro irá mudar a sua vida. Amantes e parceiros de negócios, os dois associam-se para criar a Yves Saint Laurent.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Já Vi(vi) este Filme, por Miguel Lourenço Pereira

Já Vi(vi) este Filme
por Miguel Lourenço Pereira, do Cinema e Em Jogo

O Cinema é a vida, uma forma perfeita de reflectir no espelho das vaidades o que nos faz sentir. O que nos faz viver. Todos vivemos um filme. Todos vivemos mil. Mesmo aqueles que nunca vimos. Histórias que se cruzam nos canais escondidos da nossa alma e que em celulóide ficam sempre melhor. Se há algo que faz do Cinema algo bigger than life é essa capacidade única de reproduzir episódios e sentimentos que são de muitos. E que são genuínos. A história pode ser filmada no deserto de Gobi com protagonistas estilizados à la Hollywood. Mas a alma é sempre a mesma. A Humanidade (ou a falta dela, tantas vezes) que nos toca a todos.


Poucas cinematografias mundiais entendem melhor esse existencialismo comunitário dentro do individuo como a argentina. Há uma centena de filmes que o representa com o coração, para lá dos postais sacados da Patagónia ou das casas coloridas de Buenos Aires. O cinema, feito em argentino, soa melhor, sabe melhor, vê-se melhor. Que se entranhe na nossa alma não estranha. Afinal, é parte de nós. Dentro de todos esses filmes – a lista não tem principio, nem sequer fim – há um em concreto que tem o poder de reunir tudo aquilo que para mim significa a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice. Na minha escada cronológica vou sensivelmente a meio caminho mas adivinho um fim que não seja muito distante do reproduzido até porque todos os caminhos vão dar a esse momento de definição interna. Luna de Avellaneda é uma obra-prima em tantos sentidos que reduzi-la a tal parece blasfémia. É um exercício dramático, cómico e musical – música que ecoa dentro do coração ao ritmo da batida do sangue na entrada da aorta – que nos desarma e despe. Nus, sem medo ao pudor, ficamos expostos a essa crueza humana que também é nossa. Ramon Maldonado (eu, tu, nós), é a encarnação moderna (com toda a complexidade inerente) do George Bailey capriano. Gere um clube de bairro que foi dos seus pais durante a sua infância e que poderá vir a ser dos seus filhos se encontrar caminho para esquivar a bancarrota impiedosa que se lhe aparece no horizonte. À sua volta, uma corte de homens e mulheres, tão frustrados e ambiciosos com a vida como ele, dá cor a essa busca pela felicidade mais humilde e genuína. Fraternidade, paternidade, carnalidade, tudo se cruza numa passadeira multicolorida onde o desporto, o valor das origens e o amor pela comunidade são mais protagonistas que as caras que lhes dão forma. Juan José Campanella – esse génio que fez de El Secreto de sus Ojos o filme perfeito da década passada – dirige com alma de artesão esse complexo conjunto de fios que se misturam na(s) história(s) de actores imensos como Eduardo Blanco, Valeria Bertucelli, Mercedes Morán, Lopez Vazquez e o inimitável Darin, esse Paul Newman pós-moderno e latino.

Luna de Avellaneda é mais do que um filme. Para mim é um reflexo perfeito da vida, da sua beleza e complexidade. Da sua alma genuína e do seu destino trágico. No fim tudo volta ao principio. No principio ninguém pode antecipar o fim. Sofre-se, ri-se, chora-se, grita-se e dança-se a cada pulsar nas entranhas. Se a vida fosse um filme, seria este. Como a vida, no fundo, são muitos recortes de película, a coisa complica-se. No meu corta-e-pega gigantesco, poucos frames são tão largos como o olhar perdido de Darin a contemplar-me sem o saber.

__________________

Obrigada pela tua participação, Miguel!

domingo, 15 de junho de 2014

Sugestão da Semana #120

Das estreias da passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme coloca os vampiros na ordem do dia. Só os Amantes Sobrevivem é a Sugestão da Semana e a crítica ao filme pode ser lida aqui

SÓ OS AMANTES SOBREVIVEM

Ficha Técnica:
Título Original: Only Lovers Left Alive
Realizador: Jim Jarmusch
Actores:  Tilda Swinton, Tom Hiddleston, Mia WasikowskaJohn HurtAnton Yelchin
Género: Drama, Romance, Terror
Classificação: M/16
Duração: 123 minutos

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Crítica: Só os Amantes Sobrevivem / Only Lovers Left Alive (2013)

*6.5/10*

Dois amantes muito pouco comuns conduzem-nos pelo mundo dos vampiros, muito ao estilo de Jim Jarmusch, que aqui realiza e escreve Só os Amantes Sobrevivem. O ambiente sombrio mas tranquilo e extremamente visual é o que melhor distingue a longa-metragem protagonizada por Tilda Swinton e Tom Hiddleston.

Entre Detroit e Tânger, conhecemos os dois amantes: Adam (Tom Hiddleston), um músico underground, profundamente deprimido pelo rumo das acções humanas, que se reúne com Eve (Tilda Swinton), a sua resiliente e enigmática amante. A história de amor entre ambos dura há alguns séculos, mas este momento idílico é interrompido pela chegada da incontrolável irmã mais nova de Eve

Acima de tudo, é o ambiente nocturno, extravagante e obscuro, que nos cativa para Só os Amantes Sobrevivem, a par das curiosas coincidências históricas que marcam passado e presente dos nossos protagonistas - que começam desde logo ao sabermos os seus nomes - Adam e Eve. As personalidades com que se cruzaram, os conhecimentos que adquiriram com o passar dos séculos e o seu amor que resiste através dos tempos são os aspectos que mais cativarão a plateia.


Narrativamente, contudo, Jarmusch não esteve no seu melhor. O argumento no seu todo não traz originalidade aos filmes de vampiros. A crítica ao mundo actual e aos humanos - aqui chamados de zombies por estes vampiros -, que surge a dado momento, perde-se e não é suficientemente forte para ser sentida. Por outro lado, há opções narrativas desaproveitadas - a bala de madeira é o exemplo mais flagrante - e outras totalmente desapropriadas, sem acrescentar nada à acção principal. Neste segundo ponto, refiro-me à personagem de Mia Wasikowska, Ava, irmã de Eve, que chega e parte sem grandes explicações acerca da sua introdução na narrativa. É certo que são as suas atitudes que levam a uma alteração na rotina de Adam, mas essa mudança também poderia ter acontecido por outro qualquer motivo mais certeiro e menos comum do que uma cunhada inconsequente e nada bem-vinda.

Em geral, os protagonistas mereciam uma história à sua imagem, já que são também eles que nos fazem não desviar os olhos de Só os Amantes Sobrevivem. Como Adam e EveTom HiddlestonTilda Swinton têm uma química poucas vezes vista no cinema. Misteriosos e apaixonados, inseparáveis mesmo longe um do outro, algo os une para lá do espaço e do tempo, e nós somos testemunhas do seu amor. Hiddleston pode aqui distanciar-se do papel que o tornou famoso (Loki), encarnando com talento um vampiro rockeiro suicida, cansado da vida eterna e dos humanos, mas totalmente apaixonado por Eve. Swinton tem aqui mais uma hipótese de mostrar o quão multifacetada é. Veste a pele de uma mulher do mundo, poliglota e descontraída, capaz de atravessar os céus pelo seu amante.


A câmara rodopia sobre os personagens, segue-os, faz-nos caminhar com eles pelos cenários abandonados de Detroit, ou pelos becos e ruelas da enigmática e inebriante Tânger. O trabalho de fotografia, de Yorick Le Saux, é de elogiar, sendo o principal responsável pela criação do ambiente tão característico do filme de Jarmusch. Os tons escuros predominam e o vermelho-sangue destaca-se, obviamente. A banda sonora, à imagem dos protagonistas, é intensa, pesada, por vezes incómoda, mas extremamente envolvente, fundindo-se na perfeição com as imagens.

Só os Amantes Sobrevivem mostra-nos como podem os vampiros sobreviver nos dias de hoje, num mundo alucinado e corrupto, onde deixaram de ter a força de outros tempos. Entre recordações do passado e a antecipação de possíveis futuros, Adam e Eve introduzem-nos o seu mundo, enquanto tentam sobreviver. Nós deixamo-nos conduzir, mas pedíamos mais a Jarmusch.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Estreias da Semana #120

Cinco filmes estreiam esta Quinta-feira às salas de cinema nacionais. Bairro 13, Como Treinares o Teu Dragão 2 e Só os Amantes Sobrevivem são alguns dos títulos em destaque.

A mamã, os rapazes, e eu! (2013)
Les garçons et Guillaume, à table!
Tinha quatro ou cinco anos de idade quando a minha mãe me deu o seu primeiro presente. Quando ela nos chama para o jantar, a mim e aos meus dois irmãos, ela diz: "Rapazes e Guillaume, para a mesa!". A última vez que que falei com ela ao telefone ela desligou dizendo: “Um beijo, querida”. Mas a verdade é que entre estas duas frases há alguns mal-entendidos.

Bairro 13 (2014)
Brick Mansions
Num bairro de Detroit, edifícios de tijolos abandonados servem agora de abrigo aos criminosos mais perigosos. Incapaz de controlar o crime, a polícia construiu um gigantesco muro de contenção em torno desta área para proteger o resto da cidade. Damien Collier (Paul Walker) é um polícia infiltrado, determinado em apanhar Tremaine (RZA), o assassino do pai, e acabar com a corrupção. Para Lino (David Belle), um ex-presidiário que vive no Bairro, todos dias são uma luta para sobreviver e conseguir levar uma vida honesta. Os caminhos de Damien e Lino nunca se deviam ter cruzado, mas quando Tremaine sequestra a namorada de Lino, Damien decide aceitar a ajuda do ex-presidiário, e juntos vão tentar acabar com a sinistra conspiração que ameaça destruir toda a cidade. 

Como Treinares o Teu Dragão 2 (2014)
How to Train Your Dragon 2
Em Como Treinares o Teu Dragão 2, regressamos ao mundo de Viking Hiccup e do seu fiel dragão Desdentado. O inseparável duo tem de proteger a paz e salvar o futuro dos homens e dos dragões da sede de poder de Drago.

Diamantes Negros (2013)
Chegaram com 15 anos à Europa vindos de África, com a promessa de que seriam estrelas de futebol. Amadou e Moussa, amigos de infância, são descobertos no Mali por um olheiro. Separados das suas famílias, são trazidos para Madrid para triunfarem. Uma viagem por Espanha, Portugal e o norte da Europa que nos mostra os podres do mundo do futebol e a exploração das hipotéticas estrelas pelos agentes.

Só os amantes sobrevivem (2013)
Only Lovers Left Alive
Entre Detroit e Tânger, conhecemos os dois amantes: Adam (Tom Hiddleston), um músico underground, profundamente deprimido pelo rumo das acções humanas, que se reúne com Eve (Tilda Swinton), a sua resiliente e enigmática amante. A história de amor entre ambos dura há alguns séculos, mas este momento idílico é interrompido pela chegada da incontrolável irmã mais nova de Eve.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Crítica: O Duplo / The Double (2013)

"...Cause I know what it feels like to be lost and lonely and invisible."
Simon 

*6/10*

Depois de ter conquistado o público e a crítica com Submarino, em 2010, Richard Ayoade regressa mais frenético, cheio de boas ideias, mas com dificuldade em desenvolvê-las. O resultado surge pela forma de O Duplo, uma avalanche de luz, cor e escuridão, com uma premissa aterradora.

Jesse Eisenberg encabeça o elenco na pele de duas personagens. Ele é Simon, um homem tímido, à beira de uma existência isolada num mundo indiferente. É negligenciado no trabalho, desprezado pela própria mãe e ignorado pela mulher dos seus sonhos. A chegada de um novo colega de trabalho, James (também Eisenberg), perturba-o. Fisicamente, James é um duplo de Simon, contudo, em termos de personalidade é o seu oposto: confiante, carismático e um sucesso com as mulheres. Infelizmente para Simon, James começa, aos poucos, a assumir a sua vida.

Ayoade adapta o romance de Dostoievski a uma sociedade mais actual - que surge quase como um futuro imaginado num passado longínquo, onde o trabalho de direcção artística é de louvar -, onde poucos prestam atenção aos que os rodeiam e muitos convivem com a sua própria solidão, desencadeando pensamentos (ou mesmo atitudes) suicidas e depressivas. O desespero chega sorrateiramente e manifesta-se aos poucos, ganhando terreno mesmo do lado seguro do ecrã: o do espectador. A reflexão é angustiante, assistimos aos passos de James, à sua aproximação a Simon e como, aos poucos, vai tomando o seu lugar. Será assim tão fácil usurpar a alguém a sua identidade, a sua existência? O Duplo é principalmente um filme sobre a existência de cada um e alerta para que a preservemos.


Mas a premissa promete bem mais do que a concretização oferece. O Duplo peca pelo descuido com que guia a excelente história, pelo ritmo demasiado frenético com que tudo se diz, com que tudo se mostra. Sente-se essa falta de tempo para respirar, para reagir perante uma temática tão atordoante - é-o para o protagonista, mas também para a plateia. O final, inteligente, não é, todavia, consistente que chegue para sairmos satisfeitos da sala de cinema.

É tecnicamente que a longa-metragem de Richard Ayoade mais se destaca. Os pormenores que já distinguiam o trabalho do realizador em Submarino encontram-se aqui em dobro. O som inconstante, incómodo e perturbador, as cores que vibram, repletas de flashes, os jogos claro escuro, as sombras, que se traduzem num óptimo trabalho de fotografia, de Erik Wilson, tudo está presente em O Duplo e contribui fortemente para o seu ambiente sombrio e de desconfiança. Já o trabalho de montagem incrementa o tom frenético do filme.


Nas interpretações, Jesse Eisenberg tem aqui um desafio. Como Simon, veste a pele ao personagem-tipo a que está relativamente habituado, um homem tímido, inteligente e submisso, com uma falta de personalidade tremenda. Como James, pode experimentar uma faceta mais descontraída, provocadora e um tanto maquiavélica. O actor tem um desempenho competente, mas poderia dar-nos mais. Mia Wasikowska é quem mais se destaca, ao vestir a pele da insegura Hannah. Nos papéis mais pequenos é curioso encontrar as mesmas caras que em SubmarinoYasmin PaigeCraig RobertsSally Hawkins ou Noah Taylor.

Essencialmente, O Duplo poderia ser muito mais do que é. Falta-lhe concentração e um pouco mais de dedicação ao argumento. Tal como Simon, o filme carece de personalidade, de algo que o distinga para além do visual. A existência cinematográfica de Richard Ayoade dilui-se com esta segunda longa-metragem, depois do impulso que Submarino lhe havia dado.

Sugestão da Semana #119

A crítica está dividida, mas o filme está na ordem do dia e, para os mais curiosos, nada como espreitar o resultado desta nova versão da história da Bela Adormecida, contada do lado da vilã. Das estreias da passada Quinta-feira, é Maléfica o destaque da Sugestão da Semana.

MALÉFICA

Ficha Técnica:
Título Original: Maleficent
Realizador: Robert Stromberg
Actores: Angelina Jolie, Elle Fanning, Sharlto Copley
Género: Acção, Aventura, Fantasia
Classificação: M/12
Duração: 97 minutos

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Momentos para Recordar #30

O Momentos para Recordar está de volta com uma das cenas mais marcantes do derradeiro filme de Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados. Estamos perante uma revelação determinante para o desenrolar de toda a acção e Nicole Kidman domina totalmente a cena.

De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut), Stanley Kubrick (1999)

Estreias da Semana #119

Sete filmes chegaram esta Quinta-feira aos cinemas nacionais. Entre as estreias mais esperadas estão títulos como Maléfica, Mil e Uma Maneiras de Bater as Botas ou Quase Gigolo.

A Vida Invisível (2013)
Uma noite, Hugo, um funcionário no Terreiro do Paço, está sentado nas escadas do ministério onde trabalha. Não consegue voltar a casa. Hugo lembra-se da reunião em que António, seu superior no ministério, lhe falou de como temia a proximidade da morte. E como parecera querer dizer algo sobre a vida do próprio Hugo. As imagens de uns misteriosos filmes de 8 milímetros estão sempre a voltar ao seu espírito. Encontrou-os em casa de António depois deste ter falecido. Agora, o desejo de Hugo em adivinhar o que teria ficado por dizer entre os dois traz-lhe outras memórias do passado. Inesperadamente, recorda a mulher que amou, Adriana, reencontrando de novo o sentimento duma vida não vivida.

Maléfica (2014)
Maleficent
Determinada em conseguir vingança e em proteger o reino da floresta que governa, Maléfica lança uma cruel maldição sobre Aurora, a filha recém-nascida do rei. À medida que a criança cresce, Aurora é apanhada no meio do conflito entre o reino da floresta que aprendeu a amar e o reino humano ao qual pertence o seu legado. Maléfica percebe que Aurora pode deter a chave para a paz no reino e vê-se forçada a tomar acções drásticas que irão mudar para sempre os dois mundos.

Mil e uma maneiras de bater as botas (2014)
A Million Ways to Die in the West
Albert é um cobarde pastor de ovelhas. Depois de Albert fugir de um tiroteio, a sua namorada deixa-o por outro homem. Quando uma misteriosa e bela mulher chega à cidade, ela ajuda-o a encontrar a sua coragem e começam a apaixonar-se. Mas quando o marido, um famoso fora da lei, chega à procura de vingança, o pastor vai ter de pôr à prova a sua recém-descoberta coragem.

Mistaken for Strangers (2013)
Em 2010, a banda The National estava prestes a embarcar na sua maior digressão de sempre. Ao fim de dez anos juntos, e após cinco álbuns elogiados pela crítica, a banda estava finalmente a gozar do reconhecimento global. O vocalista, Matt Berninger, convidou Tom, o seu irmão mais novo, para se juntar à equipa da digressão. Tom, realizador principiante de filmes de terror, decidiu levar a câmara consigo. Tom está como peixe fora de água no mundo do indie rock, e viver na sombra do irmão fá-lo agir como irmão mais novo - bebe, queixa-se, e debate-se para equilibrar a sua ambição com as responsabilidades da digressão. O resultado é um filme sobre irmãos e que trata de fazermos algo nosso.

Quase Gigolo (2013)
Fading Gigolo
Por sugestão do seu amigo Murray (Woody Allen), Fioravante (John Turturro) decide entrar na profissão mais antiga do mundo, mas acaba por descobrir algo que não procurava. Este esquema começa quando a dermatologista de Murray, a Dra. Parker (Sharon Stone), confessa estar à procura de um homem para participar num ménage à trois com ela e a sua amiga Selima (Sofia Vergara). Entretanto, Murray depara-se com uma invulgar segunda cliente: Avigal (Vanessa Paradis), a viúva de um rabino que se casou muito jovem.

The Quiet Ones - Experiência Sobrenatural (2014)
The Quiet Ones
Nos arredores recônditos de Londres, Joseph Coupland (Jared Harris), um professor pouco convencional, em conjunto com um grupo de estudantes universitários, decide realizar uma "experiência" com a jovem Jane Harper (Olivia Cooke), uma rapariga que esconde segredos inexplicáveis. Mas as forças negras que encontram acabam por ser mais aterradoras do que poderiam imaginar.

Uma Morte Necessária (2013)
The Necessary Death of Charlie Countryman
Quando a sua falecida mãe lhe aparece numa visão e lhe diz para viajar até Bucareste, Charlie (Shia LaBeouf) resolve embarcar para lá no primeiro avião. Durante o voo, Charlie conhece outro passageiro e acaba por ficar responsável por cumprir mais uma promessa – que o leva a conhecer Gabi (Evan Rachel Wood), por quem fica apaixonado. Só que Gabi namora com um perigoso gangster, que não tem qualquer intenção de a deixar. Determinado em proteger e conquistar Gabi, Charlie entra a fundo no alucinatório submundo romeno, cheio de violência e amor.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sugestão da Semana #118

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana recai sobre o documentário de Gonçalo Tocha, A Mãe e o Mar. O filme debruça-se sobre as "pescadeiras" de Vila Chã e a sua história.

A MÃE E O MAR

Ficha Técnica:
Título Original: A Mãe e o Mar
Realizador: Gonçalo Tocha
Género: Documentário
Duração: 97 minutos