domingo, 30 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #144

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme de Richard Linklater, Boyhood - Momentos de uma Vida. Relê a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

BOYHOOD - MOMENTOS DE UMA VIDA


Ficha Técnica:
Título Original: Boyhood
Realizador: Richard Linklater
Actores: Ellar Coltrane, Patricia Arquette, Ethan HawkeLorelei Linklater
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 165 minutos

sábado, 29 de novembro de 2014

Estreias da Semana #144

Sete filmes chegaram esta Quinta-feira às salas de cinema nacionais. Boyhood - Momentos de uma Vida, Saint Laurent e Virados do Avesso são alguns dos títulos em destaque.

Richard Linklater filmou, ao longo de uma dúzia de anos, a vida de uma família fictícia, que podia ser a de qualquer um de nós. Neste caso, o protagonista é Mason (Ellar Coltrane), uma criança de seis anos, que conhecemos até aos 18.

Jessabelle: A Revolta do Espírito (2014)
Jessabelle
Regressando à sua casa de infância no Louisiana, para recuperar de um terrível acidente de automóvel, Jessabelle (Sarah Snook) enfrenta um espírito há muito atormentado e que tem estado à sua espera – e não tem agora nenhuma intenção de a deixar escapar.

O Desaparecimento de Eleanor Rigby: Eles (2014)
The Disappearance of Eleanor Rigby: Them
Outrora casados e felizes, Conor (James McAvoy) e Eleanor (Jessica Chastain) são agora como que estranhos, desesperados por perceber o que aconteceu e como é que a vida pode continuar depois de uma tragédia. O filme explora a história do casal à medida que os dois tentam reclamar a vida e amor que lhes foi comum e apanhar as peças de um passado que pode estar já demasiado longe.

O Guia de Ideologia do Depravado (2012)
The Pervert's Guide to Ideology
Depois de O Guia de Cinema do Depravado, o filósofo e teórico cultural Slavoj Žižek volta a trabalhar com a realizadora Sophie Fiennes noutra viagem ao longo dos cruzamentos entre cinema e filosofia. Recorrem à sua interpretação de um conjunto de filmes para apresentar uma viagem cinematográfica ao coração da ideologia – os sonhos que moldam as nossas crenças e as nossas práticas colectivas.

Saint Laurent (2014)
Saint Laurent conta a história de vida de Yves Saint Laurent entre 1967 e 1976 - como um dos maiores estilistas de todos os tempos criou a sua própria marca, chegou ao auge da sua carreira e inaugurou uma década de liberdade.

Virados do Avesso (2014)
João (Diogo Morgado) é um célebre escritor a atravessar uma enorme crise de criatividade. Também a sua vida afectiva vive momentos de dúvida: a pressão de terminar um novo livro faz com que João acorde um dia sem reconhecer que a pessoa que tem a seu lado, Carlos (Jorge Corrula), é aquela com quem quer continuar a partilhar a vida. João decide afastar-se e, livre de compromissos, assume-se como um verdadeiro solteiro folião. Quem vai aproveitar esta situação é Isabel (Diana Monteiro), a escritora rival de João.

Viva a Liberdade (2013)
Viva la libertà
O secretário do principal partido da oposição, Enrico Oliveri, está em crise já que as sondagens para as próximas eleições não o favorecem. Uma noite, após um longo debate, Oliveri desaparece sem deixar pistas. O seu assessor, Andrea Bottini, e a sua mulher, Anna, começam a investigar a razão da fuga do secretário. A única solução que encontram para evitar a derrota política é substituí-lo pelo seu irmão gémeo, Giovanni Ernani, um filósofo brilhante marcado pelo transtorno bipolar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Crítica: Boyhood - Momentos de uma Vida (2014)

"I just thought there would be more."
Mom
*8/10*

Richard Linklater fez História no cinema. A aparente simplicidade de Boyhood acaba quando tomamos consciência de que a mesma equipa se reuniu todos os 12 anos de produção, dando, cada um deles, um pouco da sua vida, do seu crescimento/envelhecimento a este filme. É isto mesmo que o torna especial: a coragem e comprometimento de actores e técnicos e a persistência de Linklater em levar avante este projecto singular.

O realizador filmou, ao longo desta dúzia de anos, a vida de uma família fictícia, que podia ser a de qualquer um de nós. Neste caso, o protagonista é Mason, uma criança de seis anos, que conhecemos até aos 18. E o que vemos no ecrã é isso mesmo: a passagem do tempo, o crescimento, a mudança de voz, as discussões com a irmã mais velha, os encontros esporádicos com o pai, os novos maridos da mãe, os amigos, as mudanças de casa, os erros, as loucuras, as paixões, os sonhos...


Boyhood leva-nos a recordar a infância e adolescência, leva-nos a querer que também alguém filmasse cada ano da nossa vida, quando as mudanças são imensas, mas o privilegiado foi Ellar Coltrane (e também a filha do realizador, Lorelei Linklater), que se sai especialmente bem para este seu primeiro, longo e desafiante trabalho. Ethan Hawke é o pai ausente e irresponsável, sempre pronto para a diversão e para dar conselhos, apesar de não ser o melhor exemplo a seguir. Hawke é ele mesmo em Boyhood, igual ao que nos tem habituado - por exemplo na trilogia de Antes do Amanhecer. Mas quem se destaca verdadeiramente é a sofrida mãe Patricia Arquette. Sem medo nem vergonha de abraçar um projecto que mostra o seu envelhecimento, as mudanças físicas - e psicológicas - e a sua total entrega à personagem, a mãe sempre presente, que escolhe mal os maridos, Arquette oferece-nos uma das melhores prestações femininas do ano. É com ela que vamos lamentar a passagem do tempo - tão rápida - e compartilhar a revolta e explosão de sentimentos desta mãe, perto do final.

Filmado em 35 mm e com uma nostálgica banda sonora a acompanhar, Boyhood faz-nos viajar no tempo ao longo de quase três horas, com os saltos temporais anuais que a montagem de Sandra Adair nos proporciona, onde avaliamos as diferenças físicas e psicológicas de cada personagem (qual familiar que não vemos há muito tempo). O trabalho da direcção de fotografia, a cargo de Lee DanielShane F. Kelly, tem momentos muito competentes, sabendo aproveitar a luz e as vantagens da película.


Boyhood passa num instante, tal como a vida. Apesar de, na segunda metade do filme, o realizador cair no erro das conversas filosóficas sobre nada (que o aproxima do aborrecimento da trilogia mencionada), Linklater deu à luz um trabalho corajoso e único no cinema e, mesmo que não seja tão emocional como se poderia esperar, é contudo um retrato da banalidade da vida e de todas as fases do crescimento de um jovem.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Crítica: A Grande Beleza / La grande bellezza (2013)

"In fondo è solo un trucco, si è solo un trucco" 
Jep Gambardella
*8.5/10*

É só uma ilusão. Paolo Sorrentino leva-nos a reflectir sobre a vida e os seus excessos através de Toni Servillo como Jep Gambardella. Com ele entramos na mundanidade, num mundo superficial e de excessos, que esconde a saudade de tempos perdidos e a procura desenfreada por esta Grande Beleza do título, que tem como palco a fabulosa cidade de Roma.

Jep Gambardella goza a vida social da cidade ao máximo: frequenta jantares e festas, onde o seu humor e agradável companhia são sempre bem-vindos. Jep é um jornalista bem sucedido e um sedutor inveterado, que, na sua juventude, escreveu um romance de sucesso que lhe valeu um prémio literário e uma reputação de escritor frustrado, embora esconda o seu desencanto por detrás de uma atitude cínica que lhe permite ver o mundo com uma lucidez amarga. Cansado deste estilo de vida, Jep sonha por vezes voltar a escrever, assombrado por memórias de um amor da juventude.

Comparações à parte, A Grande Beleza vai muito mais longe do que a simples crítica ao estilo de vida das classes altas de Roma. É um retrato agridoce da vida - de cada um de nós -, através do passado e presente de Jep, o nosso guia nesta aventura cheia de espiritualidade, onde um realismo mágico espreita em muitos recantos. Entre diálogos especialmente bem construídos e cheios de significação, imagens delirantes - quase animalescas - e momentos mais tranquilos de descoberta - e auto-descoberta -, o filme convida-nos essencialmente à reflexão sobre nós mesmos e sobre a inevitabilidade e efemeridade da vida.


A vida, a morte, as ilusões, as festas, os sonhos, o passado, as memórias, o futuro, os romances, a religião, a saudade... tudo passa à frente dos nossos olhos e tudo constitui A Grande BelezaJep mostra-nos como não vale a pena procurá-la incessantemente, prova disso é o segundo romance que nunca começou. Vamos sempre olhar para trás e encontrar apenas os arrependimentos, o que se fez e o que se deixou por fazer, as pessoas que ficaram e que partiram. Essencialmente, encontramos apenas a vida, esta ilusão que construímos.

A cidade convida à contemplação e a câmara de Paolo Sorrentino para isso contribui, levando-nos a deslizar sob os céus e sobre as águas. Ao mesmo tempo, a direcção de fotografia de Luca Bigazzi apresenta-nos um dos melhores trabalhos do ano, qual obra de arte, onde as cores vibram entre claro-escuro, luz, sombra e cor, dotando os recantos da cidade de uma magia única. A aliança realização-fotografia apresenta-nos uma beleza pouco comum, fazendo-nos mergulhar nesta Roma mundana, artificial, mas, ao mesmo tempo, profunda e espiritual. A banda sonora, por sua vez, é poderosa, convidando aos excessos nocturnos, mas igualmente à espiritualidade e à introspecção.


Toni Servillo é fabuloso nesta interpretação, do êxtase à tristeza, da nostalgia ao arrependimento, assistimos à mudança da sua forma de encarar o mundo, muitas vezes cínica. A chegada dos 65 anos parece trazer consigo tantos sentimentos que pareciam perdidos para sempre. Jep comove-se, reencontra amigos, perde outros tantos, tem muitas perguntas sem resposta, recorda o passado perdido para sempre, vê os jovens partirem e os velhos permanecerem, todos eles desiludidos com a vida, com a ilusão que criaram. A decadência dá lugar à introspecção, à reflexão, à tomada de consciência de que é tempo de viver esta ilusão como nossa e, acima de tudo, como única - e Servillo transmite-nos tudo isto com alma e verdade.

Dificilmente encontraremos A Grande Beleza, mas esta, que Sorrentino criou para nós, dá-nos uma lição de vida e cria uma torrente de emoções e de sentimentos que são quase impossíveis de exteriorizar. Porque o filme é muito mais do que o retrato da vida de um intelectual em decadência e seus semelhantes, mas sim uma personificação da vida de cada um - com as devidas hipérboles mas mantendo as mesmas dúvidas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #143

Numa semana com algumas estreias sonantes, o destaque vai para a mais sonante de todas (especialmente para os fãs da saga) e com a esperança de um último capítulo, pelo menos, ao nível do segundo filme. A Sugestão da Semana recai em The Hunger Games: A Revolta - Parte 1, que já tem crítica publicada.

THE HUNGER GAMES: A REVOLTA - PARTE 1

Ficha Técnica:
Título Original: The Hunger Games: Mockingjay - Part 1
Realizador: Francis Lawrence
Actores: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Elizabeth Banks, Natalie Dormer
Género: Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 123 minutos

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Estreias da Semana #143

Seis filmes chegaram às salas de cinema portuguesas esta Quinta-feira. The Hunger Games: A Revolta - Parte 1 conquista as principais atenções.

20.000 Dias na Terra (2014)
20,000 Days on Earth
O 20 000º dia na vida de Nick Cave – a partir do som do seu despertador, logo pela manhã, até a um passeio nocturno pela praia, após um concerto – transforma-se num retrato de um dos mais criativos artistas do nosso tempo. Na sua estreia cinematográfica, a dupla Jane Pollard e Iain Forsyth combina fantasia e realidade, privado e público, num dia ficcionado, capturando a história de vida deste músico. Algumas cenas dramatizadas - como uma conversa com o psicanalista acerca da sua infância, ou um arquivista a às voltas com as fotografias dos tempos selvagens de Nick Cave – cruzam-se com imagens de ensaios e gravações em estúdio e com testemunhos de outros artistas que colaboraram com Cave, como Blixa Bargeld ou Kylie Minogue.

A Viagem a Itália (2014)
The Trip to Italy
Dois homens, seis refeições em seis locais diferentes numa viagem de carro por Itália: Ligúria, Toscana, Roma, Amalfi e a terminar em Capri. O The Observer pediu a Rob e Steve que fizessem uma série de críticas a restaurantes. Eles falam da vida, do amor, do trabalho e do exílio. Discutem Byron e Shelley, poetas românticos cujas vidas foram definidas pelo tempo que passaram em Itália. Acompanhamos a viagem em que eles embarcam, os hotéis onde ficam, os restaurantes onde comem, as cozinhas e os chefs, e depois a conta no fim.

Campo de Flamingos sem Flamingos (2013)
Os cinco elementos Japoneses são, por ordem de importância: Terra, Água, Fogo, Vento e Vazio. Pessoas e animais estão lado a lado num jogo muito antigo. Há o dia e a noite. Tudo existe simultaneamente. Uma viagem pelas fronteiras Portuguesas.

Sandra vê o emprego ameaçado quando os seus empregadores decidem oferecer um prémio aos restantes trabalhadores se eles votarem para que ela não regresse ao emprego. Com a ajuda do marido, Sandra tem apenas o fim-de-semana para visitar os colegas e convencê-los a abdicarem dos seus prémios para que ela possa voltar ao emprego.

Serena (2014)
Situado nas montanhas da Carolina do Norte na década de 1920, Serena conta a história de amor entre George Pemberton (Bradley Cooper) e a sua mulher Serena (Jennifer Lawrence), uma estreante no mundo dos negócios da exploração da terra e da madeira. A força e capacidade de liderança de Serena surpreende os trabalhadores e as ambições que ela tem sobre o crescimento da empresa aumentam à medida que se prepara para lutar contra o governo para manter as suas terras em vez de as vender para os Parques Nacionais. Mas a tragédia atinge este casal depois de Serena sofrer um aborto e descobrir que não pode mais ter filhos. Esta condição faz com que não consiga suportar a ideia do filho ilegítimo que o seu marido teve de uma relação anterior e acaba por contratar um dos funcionários para assassinar o filho antes de estes se conhecerem.

Quando Katniss (Jennifer Lawrence) destrói os jogos, ela é levada para o Distrito 13, depois do Distrito 12 ser destruído. Ali, conhece a Presidente Coin (Julianne Moore), que a convence a ser o símbolo da rebelião, enquanto tenta salvar Peeta (Josh Hutcherson) do Capitólio.

Crítica: The Hunger Games: A Revolta - Parte 1 / The Hunger Games: Mockingjay - Part 1 (2014)

*6.5/10*

Começou a Guerra. Chegou o terceiro e penúltimo filme da saga The Hunger Games e a fasquia alta deixada pelo segundo capítulo desce agora consideravelmente com The Hunger Games: A Revolta - Parte 1. O ritmo abranda, mas os ânimos continuam exaltados e a revolta começou sob o contra-ataque - como sempre - cruel do Capitólio. Francis Lawrence traz a força de Katniss Everdeen de volta para agrado dos fãs que aguardarão com entusiasmo o capítulo final desta saga.

Encaremos este mais ou menos tranquilo primeiro capítulo de The Hunger Games - A Revolta como a estratégia de preparação para a Guerra aberta propriamente dita - apesar da mesma ter início, sem qualquer dúvida, neste filme. O foco agora é a promoção, o marketing em volta da revolta dos distritos contra o Capitólio. O importante aqui é motivá-los, fazê-los acreditar na possibilidade de vitória através de uma "imagem de marca": o mimo-gaio Katniss Everdeen. Será ela e os que a rodeiam e apoiam os principais alvos a abater pelos vilões da história.

Quando Katniss (Jennifer Lawrence) destrói os jogos, ela é levada para o Distrito 13, depois do Distrito 12 ser destruído. Ali, conhece a Presidente Coin (Julianne Moore), que a convence a ser o símbolo da rebelião, enquanto tenta salvar Peeta (Josh Hutcherson) do Capitólio.


Francis Lawrence surpreendeu pela positiva no segundo filme da saga: as emoções ficaram ao rubro, o público sofreu com as personagens. Agora, perto do fim, os ânimos abrandam para preparar toda uma estratégia de como convencer e motivar as massas, onde a televisão volta a ter um papel importante, sendo o único meio de contactar todos os Distritos e uni-los - aqui, a presença da equipa de filmagens, liderada pela realizadora Cressida (aplausos para a decidida e corajosa Natalie Dormer, numa personagem algo diferente do habitual e com visual a condizer), que acompanha Katniss até nos cenários de guerra, é de extrema importância. O tom opressivo reina, como sempre, com ataques grotescos e impiedosos a marcar este início da Guerra, e com a ideia de tortura por parte do Capitólio sempre a pairar e a semear o medo e o terror.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "The Hunger Games: A Revolta – Parte 1: A Esperança no Mimo-Gaio"

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Festa do Cinema Romeno'14: Dupa revolutie / After the Revolution (2010)

*7.5/10*

A Festa do Cinema Romeno começa amanhã na Culturgest e prolonga-se até dia 23 de Novembro com muito cinema e convidados de honra. Entre as longas-metragens a que podemos assistir está o documentário Dupa Revolutie.


Laurenţiu Calciu tomou as rédeas de Dupa Revolutie e oferece-nos um interessante registo histórico, que vale a pena conhecer, de uma Roménia logo depois da revolução - como o título indica. Curioso por natureza, o realizador pegou na câmara de filmar e foi para as ruas de Bucareste atrás da revolução, em 1989. O que ele viu está neste filme: a população discute furiosamente, por vezes de forma menos coerente, qual será o futuro da Roménia. 

Calciu coloca-nos no centro das emoções, das discussões, das ideias díspares - algumas com pouco sentido - de um povo que se viu livre após mais de 40 anos de ditadura. A desconfiança da população - será que aquele homem, que ninguém sabe quem é, é um infiltrado da Frente de Salvação Nacional? -, os exilados do regime que agora regressam, as opiniões que se discutem de forma acesa em plena rua e que não levam muito longe... acompanhamos ainda alguns candidatos às eleições, conferências de imprensa e mesmo o acto eleitoral e todas as peripécias menos legais que aconteceram.

Através dos rostos e palavras daqueles romenos que celebram e debatem o seu próprio futuro nas ruas, dos jornalistas e dos discursos dos políticos, conseguimos criar um retrato histórico marcante e único de um momento fundamental para um país que tanto mudou nas últimas duas décadas e, acima de tudo, entramos e envolvemo-nos no coração da revolução romena.

Dupa Revolutie é exibido no dia 20 de Novembro, pelas 18h45. O realizador Laurenţiu Calciu estará presente na sessão para partilhar a sua visão desta revolta que mudou a história da Roménia.

Sugestão da Semana #142

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre Nightcrawler - Repórter na Noite, de Dan Gilroy e com Jake Gyllenhaal num arrepiante papel. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida ou relida aqui.

NIGHTCRAWLER - REPÓRTER NA NOITE


Ficha Técnica:
Título Original: Nightcrawler
Realizador: Dan Gilroy
Actores: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Bill Paxton, Riz Ahmed
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 117 minutos

LEFFEST'14: Dois Dias, Uma Noite / Deux Jours, Une Nuit (2014)

*7/10*

Passou pelo LEFFEST'14 e estreia também esta semana nas salas de cinema portuguesas, Dois Dias, Uma Noite é o mais recente filme dos irmãos Dardenne, protagonizado por Marion Cotillard.

A actriz francesa interpreta Sandra, cujo emprego é ameaçado quando os seus empregadores decidem oferecer um prémio aos restantes trabalhadores se eles votarem para que Sandra não regresse ao emprego. Com a ajuda do marido, Sandra tem apenas o fim-de-semana para visitar os colegas e convencê-los a abdicarem dos seus prémios para que ela possa voltar ao emprego.

Dois Dias, Uma Noite é realismo cinematográfico puro, repleto de simplicidade, mas que coloca um dilema muito real ao espectador: escolher entre um bónus no ordenado ou o despedimento de uma colega, em tempos de crise. Vamos seguir Sandra e torcer por ela, ainda que, por outro lado, estejamos tão divididos como os seus colegas de trabalho, ponderando os prós e contras de cada decisão, e conhecendo - apenas em dois dias e uma noite - a protagonista, ela mesma atormentada por uma depressão ainda longe de estar curada.


Marion Cotillard oferece-nos uma interessante interpretação numa personagem frágil (também fisicamente), com problemas psicológicos e numa luta aguerrida - mesmo que com algumas desistências pelo meio - pelo seu posto de trabalho, algo que ainda lhe poderia dar alguma esperança. Vamos querer apoiar Sandra, mas vamos igualmente ficar apreensivos ao verificar que o seu estado de saúde é inconstante e muito preocupante.

Jean-Pierre e Luc Dardenne construíram um trabalho cujo maior trunfo é o dilema que coloca directamente ao espectador que balança entre o bónus e o despedimento, do início ao fim de Dois Dias, Uma Noite.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

LEFFEST'14: Vencedores

O Lisbon & Estoril Film Festival 2014 terminou este domingo (mas os posts por aqui ainda vão continuar) e o júri desta edição (composto por Nan Goldin, Dimítris Dimitriádis, Dorota Maslowska, Philippe Parreno e Francisco Tropa) atribuiu os seguintes prémios:


Prémio Melhor Filme Jaeger-LeCoultre
Amour Fou, de Jessica Hausner

Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa
Phoenix, de Christian Petzold

Prémio Revelação TAP
Heaven Knows What, de Joshua e Ben Safdie

Prémio Melhor Actriz Nespresso
Ingrid García Johnsson (Hermosa Juventud)

O júri do Prémio MEO (Peter Handke, Birgit Hutter e Dulce Maria Cardoso), que premeia o trabalho dos alunos das Escolas de Cinema Europeias, escolheu em ex-aequo os seguintes filmes:

Para pero Sigue, de Lud Monaco (Escuela de Cine Barcelona - Espanha)
Paul e Virginie, de Paul Cartron (Institut des Arts de Diffusion – Bélgica)

Menções Honrosas
Poço das Almas, de Filipa Pinto (Escola Superior de Teatro e Cinema - Portugal)

Saba, de Sara Santos (Escola Superior de Tecnologia de Abrantes - Portugal)

Do Outro Lado, de Artur Maurício (ETIC - Portugal)

Prémio CINEUROPA
Angels of Revolution, de Aleksej Fedorchenko

Estreias da Semana #142

Foram sete os filmes que estrearam na passada Quinta-feira em Portugal. Get On Up - A História de James BrownJohn Wick e Nightcrawler - Repórter na Noite (que já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme) são alguns dos títulos que já estão nas salas de cinema.

De Qualquer Lugar (2013)
Né quelque part
Farid, um jovem francês de 26 anos, deve ir para a Argélia salvar a casa do pai. Descobre então o país onde nunca tinha estado, e fica apaixonado pelo charme de um conjunto de personagens fantásticos cujo humor e simplicidade o vão tocar profundamente. No meio deles, um primo, um jovem cheio de vida e desenrascado que alimenta o sonho de conseguir ir para França.

Deixa o Amor Entrar (2014)
Love, Rosie
Rosie e Alex são os melhores amigos desde os cinco anos, portanto, parecia impossível tornarem-se namorados. No que diz respeito ao amor, à vida e em tomar decisões acertadas, estes dois são os piores inimigos de si próprios. Aos 18 anos deixam passar a oportunidade e a vida troca-lhes as voltas, deixando-os separados por um oceano. Mas nem o tempo, nem o espaço entre dois continentes, consegue desfazer o elo que os liga – mesmo apesar das gravidezes indesejadas, casos amorosos desastrosos, casamentos, infidelidades e divórcios que acontecem pelo meio.

Get on Up - A História de James Brown (2014)
Get on Up
Baseado na história de vida do Padrinho do Soul, o filme revela  um olhar destemido sobre a música, os movimentos e os estados de espírito de James Brown,  conduzindo o espectador na viagem desde a pobre infância à sua evolução numa das figuras mais  influentes do século XX. 

John Wick (2014)
Quando um assassino profissional, já retirado, é forçado a regressar à acção por um gangster russo, caça os seus adversários da forma impiedosa que o tornou uma lenda do mundo do crime.

Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) é um homem ambicioso desesperado por conseguir trabalho, que descobre, por acaso, o mundo do crime de Los Angeles. Quando encontra um grupo de freelancers que filmam acidentes, incêndios, assassinatos e outros casos de polícia, Lou entra na mesma perigosa actividade. Ao ver em Nina (Rene Russo), uma veterana do jornalismo sensacionalista de uma televisão local, uma aliada, após uns primeiros trabalhos bem sucedidos, Lou ultrapassa a barreira do observador ao tornar-se protagonista da sua própria história.

Pontes de Sarajevo (2014)
Les Ponts de Sarajevo
No ano em que se celebra o centenário do assassinato do Arquiduque Francisco Fernando, que deu origem à I Guerra Mundial, 13 cineastas europeus pensam Sarajevo, e o que a cidade representou para a história europeia dos últimos 100 anos. Todos eles realizadores proeminentes, de diferentes origens e gerações, oferecem estilos e visões singulares sobre a cidade, o velho continente, os fantasmas do passado e o seu reflexo no presente.

The Deep - Sobrevivente (2012)
Djúpið
Baseado em factos reais, The Deep - Sobrevivente conta a história de um pescador que sobrevive a um naufrágio nas gélidas águas da costa islandesa. O facto despertou a curiosidade de equipas médicas de todo o mundo uma vez que até à data nenhum ser-humano resistiu a condições tão austeras.

sábado, 15 de novembro de 2014

LEFFEST'14: Hill of Freedom / Jayuui Eondeok (2014)

*6/10*

Hill of Freedom, de Hong Sang-Soo, faz parte da Competição do Lisbon & Estoril Film Festival'14. De um dos realizadores mais sonantes da secção competitiva, o filme apresenta-nos um romance tragicómico contado de forma original.


Kwon, uma professora de línguas, recebe um volumoso envelope que lhe está endereçado, após uma temporada longe de casa. Um instrutor japonês chamado Mori tinha-se declarado a ela há dois anos. Mori tinha partido imediatamente para o Japão, mas agora regressou à Coreia do Sul para a procurar. O envelope continha cartas que ele lhe tinha escrito enquanto a procurava em Seul. Depois de Kwon acabar de ler a primeira carta na recepção, perde o equilíbrio ao descer as escadas e deixa cair as cartas. Reúne-as no chão e repara que estas não têm datas.

O grande ponto forte de Hill of Freedom prende-se com a (des)ordem em que as carta de Mori foram recolhidas do chão, é essa mesma ordem que dita a montagem da longa-metragem de Hong Sang-Soo e, por conseguinte, o modo como toda a estadia de Mori em Seul nos é contada - a nós e a Kwon. À parte do que lemos nas cartas, conhecemos pouco do passado dos dois, o que os uniu, o que aconteceu entre ambos, o que levou Mori a regressar ao Japão e que doença levou Kwon para as montanhas.

Sang-Soo consegue, por momentos, aproximar-nos do espaço da acção e das personagens com planos que lembram um estilo documental. Ainda assim, não fosse a curiosidade da montagem e alguns bons momentos de humor, Hill of Freedom não teria nada que realmente o tornasse especial. 

O filme repete este Sábado às 13h00 no Centro de Congressos do Estoril.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Crítica: Nightcrawler - Repórter na Noite (2014)

"What if my problem wasn't that I don't understand people but that I don't like them?"
Lou Bloom
*8/10*

A monstruosa performance de Jake Gyllenhaal comanda Nightcrawler - Repórter na Noite. Como ele vamos percorrer uma Los Angeles nocturna, entre acidentes, perseguições e crimes sangrentos, em busca do furo perfeito, o mais sensacionalista possível. Com Nightcrawler, Dan Gilroy leva-nos a integrar uma equipa de reportagem liderada por um sádico - ninguém melhor para este trabalho, efectivamente.

Lou Bloom é um homem ambicioso desesperado por conseguir trabalho, que descobre, por acaso, o mundo do crime de Los Angeles. Quando encontra um grupo de freelancers que filmam acidentes, incêndios, assassinatos e outros casos de polícia, Lou entra na mesma perigosa actividade. Ao ver em Nina (Rene Russo), uma veterana do jornalismo sensacionalista de uma televisão local, uma aliada, após uns primeiros trabalhos bem sucedidos, Lou ultrapassa a barreira do observador ao tornar-se protagonista da sua própria história.


Ritmo e emoções fortes não faltam a Nightcrawler - Repórter na Noite. Contudo, quem lhe dá o verdadeiro toque especial é, sem qualquer dúvida, Jake Gyllenhaal na pele do perturbador sociopata Lou Bloom. E quão irónico é este mesmo sociopata vir a fazer as delícias das massas, sedentas de sangue e tragédia. É nesta personagem e na aterradora interpretação do seu actor que reside a magia de Nightcrawler. Gyllenhaal surge aqui visivelmente mais magro, de traços bem vincados, dando a conhecer ao público novas expressões que quase o transfiguram. Desde o início, percebemos que algo está errado com o carácter do protagonista, que o seu discurso é de alguém com dificuldade de conviver socialmente. Vamos repudiar Lou, temê-lo, mas, ao mesmo tempo, queremos que ele vá mais longe, seremos como o seu público que anseia por más notícias sobre outros, afinal, ele é mesmo o nosso protagonista, que seguimos com entusiasmo.

A longa-metragem, escrita e realizada por Gilroy, triunfa por este seu fortíssimo protagonista de má índole, mas igualmente pela acção bem construída, emocionante, que não nos permite desviar os olhos do ecrã, com momentos inteligentes, mesmo que muitos outros sejam francamente previsíveis. Nightcrawler não traz nenhuma história ou feito visual fora do comum, é um bom filme de acção e um assustador retrato do jornalismo sensacionalista  norte-americano - que é provavelmente o mesmo modelo seguido por outros cantos do mundo.


A banda sonora adensa o ambiente sinistro de Nightcrawler, que nos convida a mergulhar na noite de crime, seguindo os rádios da polícia, sempre de câmara na mão, ao lado deste protagonista de arrepiar. Será que estamos a salvo do sensacionalismo desmedido deste lado do ecrã? Uma boa estreia para Dan Gilroy na realização e uma óptima possibilidade para Gyllenhaal conquistar - pelo menos - mais uma nomeação para os Oscars.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LEFFEST'14: Maps to the Stars (2014)

*7/10*

Os fantasmas de cada um surgem no lado mais obscuro da fama e David Cronenberg faz questão de mostrá-los no seu Maps to the Stars. No elenco deste pesadelo cinematográfico temos Julianne Moore, Mia Wasikowska, Robert Pattinson John Cusack.


O passado aqui define, efectivamente, o presente. Na Los Angeles actual, Maps to the Stars apresenta-nos uma jornada negra e satírica em volta de uma família de Hollywood, de uma actriz de meia idade e de um motorista que quer ser actor, entre encontros e desencontros, desequilíbrios e passados atormentadores.

Não simpatizaremos com ninguém, não tomaremos partido, mas ficaremos chocados com os bastidores da fama - aqui marcados pelo incesto. A introdução e ligação entre cada personagem é feita de forma brilhante e sarcástica, onde é o incesto que une os protagonistas desta longa-metragem. É muito o que têm em comum Havana SegrandAgatha Benjie e será neles que as principais atenções vão recair, também muito graças ao excelente desempenho dos seus actores. Julianne Moore tem aqui mais uma das suas grandes performances, na pele de uma mulher capaz de tudo por um papel e totalmente desequilibrada, com uma transformação física que não tem medo de mostrar o cansaço e as marcas da idade. Mia Wasikowska é a sinistra Agatha, numa das sua melhores interpretações, extremamente bizarra e parca de sentimentos. Uma boa revelação é Evan Bird como Benjie, o jovem actor que alcançou o sucesso cedo demais e se deixou deslumbrar pelas drogas e vida fácil, mas que vive atormentado por um passado que teima em não o deixar.


Sexo, drogas, obsessão, loucura, família, alucinações e morte são os ingredientes fulcrais deste Maps to the Stars, que apesar da superficialidade com que nos apresenta a história de cada personagem - queríamos saber mais sobre Havana, sem dúvida -, consegue perturbar e deixar-nos a pensar sobre o outro lado deste sonho que tantos ambicionam. E nesta Hollywood irónica e mordaz, encontramos facilmente marcas de Cronenberg, um pouco por toda a parte.

Depois de passar pelo LEFFEST'14, o filme chegará aos cinemas portugueses ainda este ano.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #141

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana vai para Interstellar, o novo filme de Christopher Nolan.

INTERSTELLAR

Ficha Técnica:
Título Original: Interstellar
Realizador: Christopher Nolan
Actores:  Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica ChastainMackenzie FoyMichael Caine
Género: Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 169 minutos

sábado, 8 de novembro de 2014

Estreias da Semana #141

Seis estreias chegaram ao cinema esta Quinta-feira. Interstellar, de Christopher Nolan, é filme o que cativa grande parte das atenções.

Alexandre e o Terrível, Horrível, Nada Bom, Péssimo Dia acompanha as aventuras de Alexandre Cooper (Ed Oxenbould), de 11 anos, naquele que é o dia mais horrível e terrível da sua curta vida, mas depressa percebe que não está sozinho quando a sua mãe (Jennifer Garner), o pai (Steve Carell), o irmão (Dylan Minnette) e a irmã (Kerris Dorsey) se encontram a viver o seu próprio terrível, horrível, nada bom, péssimo dia.

Belle (2013)
Baseado na história verídica, que alterou a mentalidade sobre a escravatura, da filha ilegítima, Dido Elizabeth Belle, de um capitão da Royal Navy britânica.

Cornos (2014)
Horns
Ig (Daniel Radcliffe) e Merrin conheceram-se ainda crianças e entre eles despertou uma paixão duradoura. Anos mais tarde, Ig decide pedir Merrin em casamento, no entanto, ela acaba a relação na mesma noite em que Ig tinha planeado fazer o pedido. Após uma discussão, Ig sai para ir afogar as suas mágoas no álcool. Na manhã seguinte, sem se lembrar de grande parte da noite anterior, Ig acorda e descobre que Merrin foi violada e assassinada. Na pacata vila onde vivem, todos acusam Ig de a ter matado. Contudo, Ig jura que não o fez e, com a ajuda dos Cornos que inexplicavelmente lhe nascem e lhe conferem um super-poder bizarro, vai lutar para provar a sua inocência e descobrir o verdadeiro assassino de Merrin.

Interstellar (2014)
Com o nosso tempo no planeta Terra a aproximar-se do fim, uma equipa de exploradores é enviada na missão mais importante da história da humanidade: viajar para além da nossa galáxia para descobrir se a humanidade tem futuro entre as estrelas.

Orgulho (2014)
Pride
Estamos no verão de 1984, Margaret Thatcher está no poder e a União Nacional de Mineiros (NUM) está em greve. Durante a marcha do Orgulho Gay, em Londres, um grupo de activistas gay e lésbicas decide angariar dinheiro para apoiar as famílias dos mineiros em greve. Mas há um problema: o Sindicato parece não querer aceitar este apoio, o que não desencoraja os activistas. Eles escolhem uma aldeia mineira profunda no País de Gales e partem num mini autocarro para entregar a doação pessoalmente. E assim começa a extraordinária história de duas comunidades aparentemente opostas, que formam uma parceria surpreendente.

Rio, Eu Te Amo (2014)
Depois de Paris, Je T'Aime e New York, I Love You, a série Cities of Love continua com a sua homenagem às cidades do mundo. Desta vez, o Rio de Janeiro é o centro das atenções de dez realizadores internacionais.

LEFFEST'14: Filmes a não perder

O Lisbon & Estoril Film Festival'14 começou esta Sexta-feira, dia 7, e prolonga-se até 16 de Novembro. A oferta cinematográfica (e não só) é imensa e muito diversificada e se ainda não sabes o que ver, aqui tens algumas sugestões.