sábado, 28 de fevereiro de 2015

Estreias da Semana #157

Esta Quinta-feira estrearam sete filmes nos cinemas portugueses. O novo trabalho de Tim Burton, Olhos Grandes, é um dos títulos em destaque.

Escobar: Paraíso Perdido (2014)
Escobar: Paradise Lost
Nick (Josh Hutcherson) pensa ter encontrado o paraíso quando se junta ao irmão na Colômbia. Aí conhece Maria, uma bela colombiana, por quem se apaixona loucamente. Tudo parece perfeito, até que Maria lhe apresenta o seu tio Pablo Escobar (Benicio del Toro).

Filho do Crime (2014)
Son of a Gun
Durante uma pena de seis meses numa prisão australiana, o jovem criminoso JR (Brenton Thwaites) conhece o enigmático Brendan Lynch (Ewan McGregor). Em troca de protecção, JR aceita ajudar Brendan a escapar, juntando-se a Sam Lennox para orquestrar uma arrojada fuga, que coloca em liberdade Brendan e os companheiros de prisão Sterlo e Merv.

Hector e a Procura da Felicidade (2014)
Hector and the Search for Happiness
A vida de Hector parece perfeita, mas não é. Hector (Simon Pegg) é psiquiatra reconhecido e bem-sucedido, que vive com a sua namorada, Clara (Rosamund Pike), num apartamento em Londres. Mas está a perder a paciência com seus pacientes que não conseguem ser felizes, ao mesmo tempo que o seu relacionamento romântico parece ter estagnado.

O Amigo do Peito (2014)
The Wedding Ringer
Doug Harris é um adorável noivo, mas socialmente desajeitado: ele não tem padrinho. A menos de duas semanas de se casar com a mulher dos seus sonhos, Doug pede ajuda a Jimmy Callahan, proprietário e CEO da Best Man Inc., uma empresa que fornece padrinhos a indivíduos com essa necessidade especial. O que se segue é uma hilariante charada de casamento. Doug e o seu falso padrinho, que travam conhecimento por causa da cerimónia, acabam por se tornar melhores amigos.

Olhos Grandes (2014)
Big Eyes
No final dos anos 50 e início dos 60, o pintor Walter  Keane  (Christoph  Waltz)  tinha  alcançado  um sucesso inacreditável, revolucionando a comercialização da arte popular com as suas pinturas enigmáticas de crianças com olhos grandes. Mas a verdade acaba por ser descoberta: as obras de Walter não foram criadas por ele, mas pela sua mulher, Margaret (Amy Adams).

A longa-metragem de Luiz Bolognesi acompanha a História do Brasil, ao mesmo tempo que retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. São quatro as fases da história do Brasil em destaque: a colonização, a escravatura, o Regime Militar e o futuro, em 2096, quando haverá guerra pela água. 

Yvone Kane (2014)
Yvone Kane conta a história de Rita, que depois de perder a sua filha volta ao país africano onde viveu a sua infância para investigar um mistério do passado: a verdade sobre a morte de Yvone Kane, uma ex-guerrilheira e activista política.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

3º aniversário do Hoje Vi(vi) um Filme

Três anos. O tempo voa e este "bebé-blog" celebra hoje o seu terceiro aniversário, sempre por altura dos Oscares, que aconteceram no Domingo em que o criei, em 2012. O motor que o faz avançar continua o mesmo: o meu amor pelo Cinema. E, com mais ou menos tempo, vou continuando a fazer os possíveis por manter o Hoje Vi(vi) um Filme actualizado e vivo.

Agradeço aos leitores mais e menos fiéis, aos que comentam ou não, enfim, a todos os que por aqui passam e lêem as minhas opiniões, sugestões ou deambulações. Porque, acima de tudo, faço isto por gosto. Pela paixão pelo cinema e pela escrita. Porque este é o meu cantinho, onde me exprimo, melhor ou pior, e onde gosto de partilhar o que vou vendo e vivendo, tal como o título sugere.

Vamos, então, celebrar, com muitos filmes, como de costume!

Oscars 2015: O Resumo

Neil Patrick Harris foi o anfitrião da 87.ª edição dos Oscars, mas a cerimónia foi apenas morna, com pouca animação, poucos momentos marcantes e poucas surpresas. Todos os nomeados para melhor filme levaram pelo menos um Oscar consigo. Entre os vencedores, Birdman conquistou a Academia (em detrimento de Boyhood), que parece rever-se no actor em decadência que vive iludido pelo artifício (a.k.a. o próprio filme de Iñárritu), e levou para casa quatro estatuetas (Melhor Filme, Realizador, Fotografia e Argumento Original). Boyhood conquistou apenas o Oscar de Melhor Actriz Secundária para Patricia Arquette, mas fica a certeza de que, de todos os nomeados, será o mais (senão o único) lembrado na História do Cinema.


Com quatro estatuetas ficou também Grand Budapest Hotel - Melhor Caracterização, Guarda-roupa, Direcção Artística e Banda Sonora (prémio que roubou a A Teoria de Tudo) -, ficando Wes Anderson sem o seu merecido Oscar para Melhor Argumento Original que lhe foi injustamente roubado por Birdman. Por seu lado, Whiplash conquistou três Oscars, Melhor Actor Secundário, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Montagem, sendo que este último era tido como quase certo para Boyhood, que o merecia, sem sombra de dúvida. Com um Oscar ficaram os restantes A Teoria de Tudo (Actor Principal), Sniper Americano (Montagem de Som), Selma - A Marcha da Liberdade (Canção Original) e O Jogo da Imitação (Argumento Adaptado).

Inesperada foi a categoria de Melhor Filme de Animação onde a longa-metragem da Disney+Marvel, Big Hero 6  - Os Novos Heróis, levou a melhor sobre Como Treinares o Teu Dragão 2, grande vencedor da temporada de prémios na animação.

Para além do interessante número inicial ou da homenagem aos 50 anos de Música no Coração - que trouxe ao palco Julie Andrews, que não parece envelhecer, para apresentar o prémio de Melhor Banda Sonora Original -, o momento mais alto por parte do anfitrião foi, sem sombra de dúvida, ao recriar uma icónica cena de Birdman (com uma breve referência a Whiplash), com Neil Patrick Harris a surgir em cuecas no palco.

Segue um pequeno resumo dos melhores momentos da noite:

Os Discursos da Noite: Patricia Arquette, J.K. Simmons e Common e John Legend


Arquette trouxe preparado um forte discurso feminista, num apelo à igualdade salarial entre homens e mulheres, J.K. Simmons, num tom mais sentimental, lembrou todos os pais e as mães, e Common e John Legend levaram a plateia às lágrimas com a sua canção e discurso, lembrando a luta pela igualdade de direitos entre negros e brancos.

O Beijinho Desconfiado da Noite: John Travolta e Scarlett Johansson
Travolta podia ser o homem da noite pelas cenas que protagonizou. Neste caso, porque estaria Scarlett desconfiada do seu beijinho?

Oprah também venceu um Oscar:
É de Lego mas até eu queria um.

A Mulher da Noite nas Redes Sociais: Lady Gaga
Muitas foram as piadas - especialmente relacionadas com limpezas - que circularam pelas redes sociais acerca das luvas vermelhas de Lady Gaga.

A Vingança da Noite: Idina Menzel e John Travolta
Depois de, na cerimónia de 2014, ele lhe trocar o nome, este ano ela vingou-se e chamou-o ao palco pelo nome: Glom Gazingo

O Mais Fofinho da Noite: Wes Anderson
As imagens falam por si...

O Melhor Momento de Neil Patrick Harris:

Qual Michael Keaton, Neil Patrick Harris recriou esta famosa cena de Birdman, onde não faltou uma banda sonora à bateria de... Miles Teller.

O Mais Nervoso da Noite: Eddie Redmayne
O britânico Eddie Redmayne parecia não esperar conquistar este prémio e foi, certamente, o vencedor mais nervoso da noite.

Os Vencedores da Noite: J. K. Simmons, Patricia Arquette, Julianne Moore e Eddie Redmayne
Ninguém pode negar que todos eles mereciam.

Para o ano há mais!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Os Mutantes, Teresa Villaverde (1998)

*9/10*

Perdidos no mundo e na vida, Os Mutantes que Teresa Villaverde trouxe ao cinema português em 1998 comportou consigo um rasgo de desafio. A proximidade das personagens – que só podem contar connosco, o seu espectador atento e de confiança -, originada pela câmara da realizadora, obriga-nos a olhá-las nos olhos, sentir a sua dor e desespero. Pelo menos aqui não podemos evitar ver estes miúdos de rua “invisíveis”, incompreendidos. Não há julgamentos, nada de juízos de valor. É o realismo duro e cru(el), poucas vezes visto, até então, no cinema português.


Seguimos três protagonistas, Andreia (Ana Moreira), Pedro (Alexandre Pinto) e Ricardo (Nelson Varela), adolescentes que preferem a rua à clausura e às regras das instituições. Sem família, sem casa, sem um porto seguro. Abandonados à sua sorte (e azar), estes jovens tornam-se adultos cedo demais, ainda com o desconhecimento dos riscos que correm, tal como a criança que ainda são. O perigo espreita e estas almas selvagens apenas querem ser livres e aventuram-se, experimentam, e nós gostamos de acompanhá-los. Não há finais felizes, nem salvadores, nem plot twists, tudo é como tem de ser e, se por momentos esquecermos o lado ficcional, Os Mutantes podia ser um documentário (como inicialmente foi pensado pela realizadora que visitou muitas instituições de reinserção social).

Na sua primeira longa-metragem, a promissora Ana Moreira é Andreia e oferece-nos uma interpretação cheia de entrega e mágoa, num sofrimento interior carregado de inocência. Ao seu lado, Alexandre Pinto dá tudo de si na pele do jovem Pedro. Aqui, a maioria dos actores frequentavam realmente instituições semelhantes às que o filme mostra. As crianças e jovens marcam as obras de Villaverde e nesta longa-metragem eles são o motor da narrativa. São eles que nos transmitem a estranha (e quase contraditória) sensação de liberdade que nos contagia e inebria, até ao final.

Os Mutantes passou pela secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, em 1998, e é um marco que importa não esquecer no Cinema Português. A aura que paira sobre o filme é triste, desconfortável, mas envolve-nos, como poucos, e transmite os sentimentos mais fortes e contraditórios, faz-nos pensar. Teresa Villaverde foi uma revelação, com a audácia que o público ansiava, na denúncia de uma crua realidade. Os Mutantes ajudou a construir a História de sucesso do nosso cinema: não há muitas palavras que o definam, mas fica a certeza que todos deviam vê-lo e reflectir sobre ele.

*Texto originalmente publicado na rubrica Hollywood, tens cá disto? do Espalha-Factos. Lê o artigo completo aqui.*

Sugestão da Semana #156

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre o novo filme de Paul Thomas Anderson, Vício Intrínseco.

VÍCIO INTRÍNSECO


Ficha Técnica:
Título Original: Inherent Vice
Realizador: Paul Thomas Anderson
Actores: Joaquin Phoenix, Josh Brolin, Owen WilsonKatherine WaterstonJoanna NewsomEric RobertsBenicio Del ToroJena MaloneReese Witherspoon
Género: Comédia, Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 148 minutos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: Red Carpet

Como de costume, depois de entregues os prémios da grande noite do cinema é por aqui tempo de eleger os meus modelos favoritos que desfilaram pela passadeira vermelha. Sim, porque se todos querem saber quem leva os Oscars para casa, também todos querem ver quem é o/a mais bem vestido/a. 

Não foi um ano especialmente rico em vestidos que me agradassem, mas aqui ficam os que mais me cativaram (como sempre, com a ressalva de que não percebo nada de moda).

A vencedora do Oscar de Melhor Actriz, Julianne Moore, surgiu lindíssima e muito elegante num vestido branco da Chanel, num belo contraste com o seu cabelo ruivo, apanhado, e com pormenores que dão ainda mais brilho à talentosa actriz.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Lupita Nyong'o causa sempre furor em todas as cerimónias pela indumentária que apresenta e os Oscars não foram excepção. A actriz oscarizada desfilou com um vestido branco repleto de pérolas da Calvin Klein Collection e foi uma das mais bem vestidas da noite.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, Rosamund Pike surgiu com um bonito vestido da Givenchy, que ficou especialmente bem com o seu cabelo loiro, apanhado.
Foto: Kevin Mazur/WireImage

Scarlett Johansson surgiu discreta, mas extremamente bonita, com um vestido verde da Versace. A gargantilha, a condizer, deu que falar, mas por aqui, gostámos de ver.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Deslumbrante esteve a actriz e cantora Jennifer Lopez, capaz de roubar as atenções a muitas colegas. O seu vestido cor de pele, com brilhantes, e de decote acentuado em v da Elie Saab deu-lhe um toque de princesa, a condizer com a maquilhagem leve e discreta.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Também a lembrar uma princesa esteve Felicity Jones, nomeada para o Oscar de Melhor Actriz este ano. A britânica vestiu um bonito modelo Alexander McQueen em tons de prata.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Dakota Johnson está nas bocas do mundo pela sua participação no filme As Cinquenta Sombras de Grey. Na red carpet dos Oscars distinguiu-se pelo bom gosto no modelo com que desfilou, um vestido vermelho da Saint Laurent. A cor caiu-lhe bem, contrastando com o seu tom de pele clara e condizendo com o batom, e dotou-a de uma figura elegante.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Sempre elegante e mais uma vez nomeada, Meryl Streep surgiu na red carpet de preto e branco num bonito modelo Lanvin. Mesmo discreta, ninguém consegue tirar os olhos da actriz recordista de nomeações para os Oscars.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Também de preto e branco surgiu Patricia Arquette, a vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária, com um bonito vestido Rosetta Getty.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

O bom gosto de Jenna Dewan-Tatum continua a revelar-se e os Oscars 2015 foram mais uma confirmação do mesmo. A esposa de Channing Tatum surgiu de branco, com um vestido Zuhair Murad, de decote em v, com uma fila de brilhantes.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Estreias da Semana #156

Na passada Quinta-feira chegaram cinco filmes às salas de cinema portuguesas. Vício Intrínseco e Relatos Selvagens cativam as principais atenções.

Kingsman: Serviços Secretos (2014)
Kingsman: The Secret Service
Harry Hart (Colin Firth) integra a organização independente internacional de inteligência Kingsman e recruta um jovem delinquente, mas muito inteligente (Taron Egerton), para fazer parte de um intenso treinamento que forma agentes secretos.

Mil Vezes Boa Noite (2013)
Tusen Ganger God Natt
O realizador Erik Poppe foi, durante vários anos, repórter de guerra para a agência Reuters. Este filme  reflecte a experiência do realizador neste campo perigoso, com Juliette Binoche como protagonista.

Os Cartoonistas – Soldados de Infantaria da Democracia (2014)
Caricaturistes, Fantassins de la Démocratie
Retrato de 12 cartoonistas dos quatro cantos do mundo que defendem a democracia com uma só arma: um lápis, correndo com isso a cada desenho risco de vida. São franceses, russos, mexicanos, americanos, chineses, venezuelanos, palestinianos, israelitas, tunisinos, entre outros, com uma única missão: defender a liberdade e a democracia, fazendo rir.

Relatos Selvagens (2014)
Relatos Salvajes
A história consiste em seis episódios que alternam entre a intriga, a comédia e a violência. Relatos Selvagens é inspirado na série de televisão Amazing Stories (1985-1987) criada e produzida por Steven Spielberg. As personagens vão ser empurradas para o abismo e o inegável prazer de perder o controlo, cruzando a linha que separa a civilização da barbárie.

Vício Intrínseco (2014)
Inherent Vice
Quando a ex-companheira do detective privado Doc Sportello surge do nada com uma história sobre um novo namorado bilionário por quem ela, curiosamente, está loucamente apaixonada, e um plano que envolve a mulher dele e o namorado dela e o bilionário atirado para o manicómio… a história até parece simples. São os psicadélicos anos 60, a paranóia toma conta dos dias, e Doc sabe que palavras como “amor” são, como qualquer outra palavra, tão próprias dos anos que se vivem, como “trip” ou “groovy”, usadas vezes sem fim, mas que a primeira conduz geralmente a problemas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: Os Vencedores

A 87.ª cerimónia dos Oscars já começou e por aqui vamos estar a actualizar a lista de vencedores em tempo real.


Melhor Filme
Sniper Americano (American Sniper)
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)
O Jogo da Imitação (The Imitation Game)
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel)
Selma - A Marcha da Liberdade (Selma)
A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)
Whiplash - Nos Limites (Whiplash)

Melhor Actor
Steve Carell por Foxcatcher
Benedict Cumberbatch por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)
Bradley Cooper por Sniper Americano (American Sniper)
Michael Keaton por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Eddie Redmayne por A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)

Melhor Actriz
Marion Cotillard por Dois Dias, Uma Noite (Deux jours, une nuit)
Felicity Jones por A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)
Rosamund Pike por Em Parte Incerta (Gone Girl)
Julianne Moore por O Meu Nome é Alice (Still Alice)
Reese Witherspoon por Livre (Wild)

Melhor Actor Secundário
Robert Duvall por O Juiz (The Judge)
Ethan Hawke por Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)
Edward Norton por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Mark Ruffalo por Foxcatcher
J.K. Simmons por Whiplash - Nos Limites (Whiplash)

Melhor Actriz Secundária 
Patricia Arquette por Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)
Laura Dern por Livre (Wild)
Keira Knightley por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)
Emma Stone por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Meryl Streep por Caminhos da Floresta (Into the Woods)

Melhor Realizador
Richard Linklater por Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)
Alejandro González Iñárritu por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Bennett Miller por Foxcather
Wes Anderson por Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel)
Morten Tyldum  por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)

Melhor Argumento Original
Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood): Richard Linklater
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman): Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo
Foxcatcher: E. Max Frye, Dan Futterman
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Wes Anderson, Hugo Guinness
Nightcrawler - Repórter na Noite (Nightcrawler): Dan Gilroy

Melhor Argumento Adaptado
Sniper Americano (American Sniper): Jason Hall
Vício Intrínseco (Inherent Vice): Paul Thomas Anderson
O Jogo da Imitação (The Imitation Game): Graham Moore
A Teoria de Tudo (The Theory of Everything): Anthony McCarten
Whiplash - Nos Limites (Whiplash): Damien Chazelle

Melhor Filme de Animação
Os Monstros das Caixas (The Boxtrolls)
Big Hero 6 - Os Novos Heróis (Big Hero 6)
Como Treinares o Teu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2)
Song of the Sea
The Tale of the Princess Kaguya (Kaguyahime no monogatari)

Melhor Filme Estrangeiro
Tangerines (Mandariinid) (Estónia)
Ida (Polónia)
Leviathan (Rússia)
Relatos Selvagens (Wild Tales) (Argentina)
Timbuktu (Mauritânia)

Melhor Fotografia
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman): Emmanuel Lubezki
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Robert D. Yeoman
Mr. Turner: Dick Pope
Invencível (Unbroken): Roger Deakins
Ida: Lukasz Zal, Ryszard Lenczewski

Melhor Montagem
Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood): Sandra Adair
O Jogo da Imitação (The Imitation Game): William Goldenberg
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Barney Pilling
Whiplash - Nos Limites (Whiplash): Tom Cross
Sniper Americano (American Sniper): Joel Cox, Gary Roach

Melhor Design de Produção
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Adam Stockhausen, Anna Pinnock
O Jogo da Imitação (The Imitation Game): Maria Djurkovic, Tatiana Macdonald
Interstellar: Nathan Crowley, Gary Fettis
Caminhos da Floresta (Into the Woods): Dennis Gassner, Anna Pinnock
Mr. Turner: Suzie Davies, Charlotte Watts

Melhor Guarda-Roupa
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Milena Canonero
Vício Intrínseco (Inherent Vice): Mark Bridges
Caminhos da Floresta (Into the Woods): Colleen Atwood
Maléfica (Maleficent): Anna B. Sheppard, Jane Clive
Mr. Turner: Jacqueline Durran

Melhor Maquilhagem e Cabelo
Foxcatcher: Bill Corso, Dennis Liddiard
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Frances Hannon, Mark Coulier
Os Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy): Elizabeth Yianni-Georgiou, David White

Melhor Banda Sonora Original
O Jogo da Imitação (The Imitation Game): Alexandre Desplat
Grand Budapest Hotel (The Grand Budapest Hotel): Alexandre Desplat
Interstellar: Hans Zimmer
A Teoria de Tudo (The Theory of Everything): Jóhann Jóhannsson
Mr. Turner: Gary Yershon

Melhor Canção Original
Selma - A Marcha da Liberdade (Selma)Common, John Legend (Glory)
Num Outro Tom (Begin Again): Gregg Alexander, Danielle Brisebois (Lost Stars)
O Filme Lego (The Lego Movie): Shawn Patterson (Everything is Awesome)
Beyond the Lights: Diane Warren (Grateful)
Glen Campbell: I'll Be Me: Glen Campbell, Julian Raymond (I'm not gonna miss you)

Melhores Efeitos Sonoros
Sniper Americano (American Sniper): John T. Reitz, Gregg Rudloff, Walt Martin
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman): Jon Taylor, Frank A. Montaño, Thomas Varga
Interstellar: Gary Rizzo, Gregg Landaker, Mark Weingarten
Invencível (Unbroken): Jon Taylor, Frank A. Montaño, David Lee
Whiplash - Nos Limites (Whiplash): Craig Mann, Ben Wilkins, Thomas Curley

Melhor Montagem de Som
Sniper Americano (American Sniper): Alan Robert Murray, Bub Asman
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman): Aaron Glascock, Martín Hernández
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies): Brent Burge, Jason Canovas
Interstellar: Richard King
Invencível (Unbroken): Becky Sullivan, Andrew DeCristofaro

Melhores Efeitos Visuais
Capitão América: O Soldado do Inverno (Captain America: The Winter Soldier): Dan Deleeuw, Russell Earl, Bryan Grill, Daniel Sudick
Planeta dos Macacos: A Revolta (Dawn of the Planet of the Apes): Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett, Erik Winquist
Os Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy): Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner, Paul Corbould
Interstellar: Paul J. Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter, Scott R. Fisher
X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past): Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie, Cameron Waldbauer

Melhor Documentário
Citizenfour
Finding Vivian Maier
Last Days in Vietnam
O Sal da Terra (The Salt of the Earth)
Virunga

Melhor Curta Documental
Crisis Hotline: Veterans Press 1
Joanna
Nasza klatwa
La parka
White Earth 

Melhor Curta de Animação
The Bigger Picture
The Dam Keeper
Festim (Feast)
Me and My Moulton
A Single Life 

Melhor Curta
Aya
Boogaloo and Graham
La lampe au beurre de yak
Parvaneh
The Phone Call

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: Quem poderia estar nomeado e não está

Já preparada para a cerimónia desta noite e (praticamente) refeita do anúncio das nomeações para os Oscars 2015, é tempo de relembrar os principais esquecimentos da Academia, as injustiças que ainda me atormentam.

Esperava, acima de tudo, um ano mais empolgante em termos de nomeados. A ausência de Foxcatcher na categoria de Melhor Filme é uma das grandes falhas deste ano, que não deixa ainda assim de ser compensada pela nomeação de Steve Carell e Mark Ruffalo e de Bennett Miller para Realização (e ainda mais as nomeações para Melhor Argumento Original e Caracterização). Nos actores principais, Jake Gyllenhaal é a ausência mais sentida por estes lados, mas não é a única.

Aqui ficam os nomes que deviam estar entre os nomeados e aqueles que são pouco merecedores dos lugares que a Academia lhes concedeu.

Melhor Filme

Quem poderia estar nomeado:
Foxcatcher
Nightcrawler - Repórter na Noite
Em Parte Incerta
Ida

Quem poderia sair da lista de nomeados:
Sniper Americano
O Jogo da Imitação

Melhor Realizador

Quem poderia estar nomeado:
Damien Chazelle por Whiplash - Nos Limites
Paul Thomas Anderson por Vício Intrínseco
David Fincher por Em Parte Incerta

Quem poderia sair da lista de nomeados:
Morten Tyldum por O Jogo da Imitação

Melhor Actor

Quem poderia estar nomeado:
Jake Gyllenhaal em Nightcrawler - Repórter na Noite
Miles Teller em Whiplash - Nos Limites
David Oyelowo em Selma - A Marcha da Liberdade
Oscar Isaac em Um Ano Muito Violento

Quem poderia sair da lista de nomeados:
Bradley Cooper em Sniper Americano
Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação

Melhor Actriz

Quem poderia estar nomeada:
Amy Adams em Olhos Grandes

Quem poderia sair da lista de nomeadas:
Marion Cotillard em Dois Dias, Uma Noite
Reese Witherspoon em Livre 

Melhor Actriz Secundária

Quem poderia estar nomeada:
Jessica Chastain em Um Ano Muito Violento (A Most Violent Year)
Oprah Winfrey em Selma - A Marcha da Liberdade

Quem poderia sair da lista de nomeadas:
Laura Dern em Livre
Emma Stone em Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Melhor Filme de Animação:

Quem podia estar nomeado:
O Filme Lego

Oscars 2015: Melhor Filme

Chegamos finalmente à análise dos nomeados para Melhor Filme. Tenho dois favoritos assumidos, um deles ainda com possibilidades de levar o grande prémio da noite, o outro com probabilidades quase nulas. Eis os oito nomeados (como sempre, pela minha ordem de preferência).



É o meu favorito dos oito nomeados, mas não o meu favorito à vitória, aí deixo os louros para Boyhood, que os merece. Contudo, Whiplash foi a melhor experiência desta award season, uma autêntica revelação e uma lufada de ar fresco. O batimento cardíaco aumenta ao ritmo do da bateria e o corpo acompanha a sonoridade jazz. No fim, faltar-nos-ão as forças ao ver tanto esforço, raiva e vontade de ser o melhor, mas a motivação não terá limites. Damien Chazelle traz-nos muita teimosia e suor, acompanhados à bateria na sua segunda longa-metragem. Para além de um exercício de estilo cheio de ritmo, somos conduzidos nesta aventura por dois protagonistas fabulosos e de personalidade singular: Andrew Neimann e Terence Fletcher - tão diferentes, mas, afinal, tão iguais - e com duas interpretações estrondosas de Miles Teller J.K. Simmons.

2. Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)


Este sim é o meu favorito à vitória pela revolução que trouxe ao cinema. Richard Linklater fez História. A aparente simplicidade de Boyhood acaba quando tomamos consciência de que a mesma equipa se reuniu todos os 12 anos de produção, dando, cada um deles, um pouco da sua vida, do seu crescimento/envelhecimento a este filme. É isto mesmo que o torna especial: a coragem e comprometimento de actores e técnicos e a persistência de Linklater em levar avante este projecto singular.


Fiel a si próprio e ao seu rigoroso estilo estético, Wes Anderson surpreende com a divertida e colorida comédia, Grand Budapest Hotel. Munido - como sempre - de um excelente elenco e de mais uma história mirabolante, o realizador apresenta-nos uma amizade improvável entre o paquete e o concierge de um hotel. Acima de tudo, é um filme que se distingue pela componente técnica, pelo argumento cheio de humor e pela extraordinária interpretação de Ralph Fiennes.

4. A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)


"Conto de fadas" é uma boa expressão para caracterizar A Teoria de Tudo que, apesar do seu tom positivo e romântico, não deixa de se revelar melhor do que o esperado, assentando especialmente nas surpreendentes interpretações do seu elenco. Acima de tudo, o filme é uma interessante e íntima viagem à vida de um casal e à sua luta para lidar com a doença, que chegou cedo demais.

5. Selma - A Marcha da Liberdade (Selma)


Os norte-americanos gostam de ver a sua história no grande ecrã, isso todos sabemos, e Selma é mais um dos exemplos disso mesmo. Desta vez, o protagonista é Martin Luther King e a sua luta pela igualdade de direitos entre negros e brancos, que já foi tantas vezes alvo de experiências cinematográficas. Realizado por uma mulher, Ava DuVernay, o filme não traz nada de novo ao mundo, mas pode ser um registo histórico-político curioso para os mais jovens - mesmo que, provavelmente, não seja dotado de total sinceridade no relato dos factos. Vale, especialmente, pelas fortes interpretações.

6. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)


Birdman voa alto mas não chega muito longe. A experiência de Alejandro González Iñárritu, onde a técnica predomina, não consegue sustentar-se apenas da sua estética, com o argumento a fazer tudo cair por terra (ou perder-se para sempre nos céus). O argumento fantasioso levanta interessantes mas preguiçosas questões e a magia técnica, por muito competente que seja, não consegue fazer esquecer a monotonia a que assistimos. Destaque para a óptima prestação de Michael Keaton, de que já falamos anteriormente.

7. O Jogo da Imitação (The Imitation Game)


Entre a genialidade dos Homens, a complexidade das máquinas e a homossexualidade na sociedade, O Jogo da Imitação perde-se em várias temáticas, fazendo com que nenhuma seja verdadeiramente valorizada. O ritmo lento dos acontecimentos e os clichés são contrabalançados pela época histórica (a Segunda Guerra Mundial) e pela árdua luta travada para descobrir o código da Enigma alemã. Morten Tyldum deu um tiro ao lado do que podia ter sido um bom filme e ficou-se apenas pelo medianamente interessante. Alan Turing merecia muito mais.

8. Sniper Americano (American Sniper)


Um elogio a um herói de guerra para os norte-americanos, talvez pouco heroicizado pelo resto do mundo, assim é Sniper Americano. Clint Eastwood realizou mais um filme de guerra, com semelhanças a outras longas-metragens recentes, onde o palco é o médio oriente e o lado americano sai sempre valorizado. Menos patriotismo e maior isenção poderia jogar a favor do filme, que, no fim, se revela uma desilusão, sem nada de novo, e nem espaço para a reflexão quer deixar.