terça-feira, 31 de julho de 2018

Sugestão da Semana #335

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o mais recente filme de Michael Haneke, Happy End, com Isabelle Huppert, Jean-Louis Trintignant e Mathieu Kassovitz.

HAPPY END


Ficha Técnica:
Título Original: Happy End
Realizador: Michael Haneke
Actores: Isabelle Huppert, Mathieu Kassovitz, Jean-Louis Trintignant, Fantine Harduin, Franz Rogowski, Toby Jones, Laura Verlinden
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 107 minutos

domingo, 29 de julho de 2018

Estreias da Semana #335

Na passada Quinta-feira, chegaram aos cinemas oito novos filmes. Happy End e Linhas da Sangue foram duas das estreias.

A Gaivota (2018)
The Seagull
Durante o Verão, uma família e os seus amigos partilham um fim-de-semana numa propriedade junto a um lago. Adaptação ao cinema da peça homónima de Anton Chekov.

Blindspotting - À Queima Roupa (2018)
Blindspotting
Collin (Daveed Diggs) deve aproveitar os seus três últimos dias de liberdade condicional para a oportunidade de um novo começo. Ele e seu problemático amigo de infância, Miles (Rafael Casal), trabalham como estafetas e, quando Collin testemunha um tiroteio policial, a amizade dos dois homens é colocada à prova, à medida que lidam com a identidade e as realidades do bairro onde cresceram.

Eu Mato Gigantes (2017)
I Kill Giants
Barbara Thorson é uma aluna do 5.º ano esperta e de língua afiada, que não tem medo de nada. Porque haveria de ter? Afinal de contas, é a única miúda da escola que anda com um martelo de guerra ancestral nórdico na mala e vive a vida a matar gigantes. Pelo menos, é o que ela conta por aí... Adaptado da novela gráfica de Joe Kelly, Eu Mato Gigantes é a história bizarra e agridoce de uma jovem  que tenta derrotar os seus monstros, reais ou imaginários, à medida que o mundo que construiu com empenho começa a desmoronar-se aos pés de gigantes de uma dimensão que nenhuma criança conseguirá alguma vez enfrentar.

Gotti - Um Verdadeiro Padrinho Americano (2017)
Gotti
John Gotti (John Travolta) ascende ao topo do submundo criminoso de Nova Iorque e torna-se líder da família Gambino. A sua vida sofre uma reviravolta após uma tragédia, múltiplos julgamentos e uma pena de prisão.

Happy End (2017)
A história de uma família francesa rica que vive numa zona burguesa no norte da França, alheada da miséria humana que se desenrola nos campos de imigrantes em torno da cidade portuária de Calais, a poucos quilómetros da sua casa.

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas (2018)
Hotel Transylvania 3: Summer Vacation
A já conhecida família de monstros embarca numas merecidas férias num luxuoso navio de cruzeiros. Tudo corre de forma suave a relaxada para o grupo de Drac enquanto os monstros aproveitam a diversão a bordo, do vólei de monstros a excursões exóticas, enormes buffets e até sessões de bronzeado à luz da Lua. No entanto, as férias dos sonho transformam-se em pesadelo quando Mavis percebe que Drac se apaixonou por Erica, a misteriosa comandante do navio que esconde um terrível segredo capaz de levar à destruição de todos os monstros.

Um conjunto de malfeitores ameaça a ordem e a paz em Portugal. A resposta não tarda e logo surge um grupo de heróis mais ou menos acidentais, que salva o dia. Mas como já estamos todos habituados, o pior dos inimigos está a guardar-se para o fim. Será o nosso grupo de bravos corajosos, suficientemente forte para enfrentar a ameaça do Chanceler?

Titã (2018)
The Titan
Num futuro próximo em que a Terra está praticamente inabitável, o antigo piloto da Força Aérea Rick Janssen (Sam Worthington) é seleccionado para participar numa experiência militar com o intuito de criar um ser humano capaz de sobreviver nas condições agrestes de Titã, a lua de Saturno. Na ilha no meio do Atlântico onde decorre o programa secreto, Rick é acompanhado pela mulher, a Dra. Abigail Janssen (Taylor Schilling), e pelo filho, Lucas. No entanto, a família Janssen depressa descobre que o director do programa, o Professor Martin Collingwood (Tom Wilkinson), poderá estar a usá-los para um propósito muito diferente, na sua tentativa de colonizar Titã e expandir os horizontes da experiência humana.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Crítica: Linhas de Sangue (2018)

"Não vai doer nada."

*4/10*

Linhas de Sangue está por toda a parte: televisão, Internet, cinemas e acredito que até à estreia esteja ainda por mais locais. Com uma equipa enorme e um excelente trabalho de marketing - estamos a falar de um filme português (!) -, será quase impossível até ao espectador mais distraído não ouvir falar desta longa-metragem.

A divulgação está a ser certeira, mas esta comédia negra pouco usual em Portugal levou-me ao cinema com mais expectativas do que devia. Confesso que esperei algo semelhante a Capitão Falcão, mas está longe disso. Sérgio Graciano e Manuel Pureza são corajosos e ambiciosos, sem dúvida, mas o resultado não é positivo. Garantido é que todos se divertiram à brava a filmar Linhas de Sangue e imaginação não faltou a ninguém.


Um conjunto de malfeitores ameaça a ordem e a paz em Portugal. A resposta não tarda e logo surge um grupo de heróis mais ou menos acidentais, que salva o dia. Mas o pior dos inimigos está a guardar-se para o fim. Será o grupo de bravos corajosos, suficientemente forte para enfrentar a ameaça do Chanceler?

Ideias e influências cinematográficas não faltam, falta sim alguma organização e contenção. Há demasiado fogo-de-artifício para pouco conteúdo, tudo se mistura, fragmenta e pouco se retém. Mas sente-se igualmente um companheirismo e força de vontade pouco comum nos filmes portugueses.

Entre as referências aos heróis da Marvel, aos filmes de terror slash e giallo dos anos 80 - onde ainda descortino uma pseudo-Carrie interpretada pela talentosa Gabriela Barros -, ao nonsense dos Monty Python, também se encontram alusões à História de Portugal ou à mitologia (a Guerra Colonial, a Batalha de Aljubarrota, as Amazonas...). Tudo isto para Linhas de Sangue se perder em si mesmo. Será que funcionaria melhor numa série de curtas-metragens?


O elenco é infindável (muitas pequenas participações que nos farão sorrir), mas dele destaco quem mais me deu gosto ver no grande ecrã (curiosamente, o elenco feminino destaca-se): Marina Mota, Gabriela Barros, Catarina Furtado e o grande José Raposo.

Muito sangue e decotes, muito sarcasmo, algumas boas histórias pelo meio, mas pouco sumo, pouco conteúdo valorativo. Uma remontagem poderia ajudar a que não sentíssemos cortes tão bruscos entre histórias (por vezes parece que estamos a ver outro filme) e uma duração tão excessiva.

São 54 actores, dois realizadores e uma equipa inteira a divertirem-se a valer. É uma pena que não funcione da mesma forma para a plateia. Ainda assim, um esforço admirável no cinema português.

domingo, 22 de julho de 2018

Sugestão da Semana #334

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Prece ao Nascer do Dia, de Jean-Stéphane Sauvaire.

PRECE AO NASCER DO DIA


Ficha Técnica:
Título Original: A Prayer Before Dawn
Realizador: Jean-Stéphane Sauvaire
Actores: Joe Cole, Vithaya Pansringarm, Nicolas Shake, Billy Moore, Panya Yimmumphai, Somlock Kamsing
Género: Acção, Biografia, Crime
Classificação: M/18
Duração: 116 minutos

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Crítica: No Coração da Escuridão / First Reformed (2017)

"Can God forgive us for what we’ve done to this world?"
Michael

*9/10*

Que estocada no meu sossegado íntimo cinéfilo, que desconforto e vício, que bom voltar a sentir-me viva e em conflito numa sala de cinema. No Coração da Escuridão (First Reformed) merecia um título bem melhor em português e passará pelas salas sem que muitos se dêem conta do grande filme que vão perder.

Paul Schrader ensina-nos como com pouco se faz muito e aponta as câmaras ao que realmente interessa, as personagens e o seu conflituoso e perturbado interior. A plateia aguarda todo e qualquer novo detalhe, incomodada mas presa às personagens, suas dúvidas e dilemas.

O reverendo Ernst Toller (Ethan Hawke) é um solitário pastor numa comunidade a norte de Nova Iorque. A igreja é agora uma atracção turística que recebe uma congregação cada vez menor, eclipsada por um novo templo construído nas proximidades. Atormentado por demónios pessoais e sentimentos de culpa pela morte do filho e pelo divórcio que se seguiu, Toller vê os seus dilemas ganharem uma nova dimensão quando confrontado com as dúvidas de Mary (Amanda Seyfried). A jovem está grávida, mas o marido, um ambientalista radical, não quer ter a criança por considerar que o mundo não tem salvação ou futuro.


Num misto de desespero, obsessão, coragem e esperança, No Coração da Escuridão constrói-se e desabrocha numa jornada de decisões e acontecimentos inesperados. Toca em temáticas fulcrais da forma menos usual, sejam as crises de fé, o luto, o activismo ou os interesses económicos acima de tudo o resto. Nada aqui é cliché, nem simples, nem demasiado complexo. É um trabalho desconfortável mas muito intenso, inteligente e absorvente. O filme não nos irá deixar em paz, nem dormir sossegados.

Ethan Hawke revela-se como nunca o tinha feito. Que grande actor nasceu na pele deste pastor, ex-capelão militar, que se vê assolado em dúvidas e receios. Que turbilhão de sentimentos e sensações ele nos é capaz de transmitir, ao incorporar um homem de meia idade, envelhecido pela dureza da vida, pelos pecados - seus e dos outros -, pela constatação da realidade cruel. Um homem de poucos sorrisos e com pouco a que se agarrar. A igreja vazia e centenária é o seu refúgio, bem como a escrita de um diário em sua casa, quase despida e pouco confortável.


No singelo decorrer da acção, Paul Schrader surpreende-nos, de quando em quando, com planos absolutamente inesperados e extasiantes, surgidos certamente de um lado surrealista que todos devemos ter. Planos de libertação e esperança, inspiradores e corajosos.

Porque a esperança, o desespero e a coragem, de que Toller nos fala numa das avassaladoras conversas (tão bem escritas) que tem durante o filme, são um dos grandes motores da narrativa e, igualmente, aquilo de que mais precisamos para continuar a viver.

Estreias da Semana #334

Cinco filmes chegaram aos cinemas esta Quinta-feira. Mamma Mia! Here We Go AgainThe Equalizer 2: A Vingança são duas das estreias.

À Distância (2016)
Desde Allá
Armando (Alfredo Castro) é um homem de 50 anos, dono de um laboratório de próteses dentárias, que mantém uma vida singular e secreta. Atrai jovens para sua casa com dinheiro. Não lhes quer tocar, só ver, a uma determinada distância. Ao mesmo tempo, segue homens de negócios idosos com quem aparenta ter tido uma relação traumática. O primeiro encontro de Armando com Elder, líder de um pequeno gangue, é violento, mas não desencoraja o fascínio do homem solitário pelo adolescente. Problemas com dívidas impelem Elder a visitá-lo regularmente e uma inesperada intimidade surge. Mas o passado de Armando, que paira sobre a sua vida com cada vez mais intensidade, leva Elder a cometer um derradeiro acto de afecto em seu nome.

Mamma Mia! Here We Go Again (2018)
Na sequela de Mamma Mia!, Sophie descobre que está grávida e procura inspiração para os momentos que se avizinham nas alegrias e tristezas de Donna, a sua própria mãe. Nos anos 70, a jovem Donna viveu inúmeras aventuras com o seu grupo musical, Donna & The Dynamos, na companhia das amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, apaixonou-se e viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry, Sam e Bill.

Os Ingleses Estão a Chegar (2018)
The Con Is On
Um casal foge para Los Angeles a fim de evitar o pagamento de uma enorme dívida de jogo a um mafioso inglês e cria um plano de roubo de jóias.

Prece Ao Nascer do Dia (2017)
A Prayer Before Dawn
Billy Moore (Joe Cole) é um problemático jovem boxeur inglês que durante uma estadia na Tailândia é acusado de posse de droga e enviado para uma das prisões mais duras do país. Recusando-se a morrer nos confins da cadeia, Billy torna-se aprendiz de boxe tailandês para, através desse processo, encontrar uma irmandade que o irá guiar numa história de redenção.

The Equalizer 2: A Vingança (2018)
The Equalizer 2
Robert McCall (Denzel Washington) dedica os seus dias à justiça, defendendo os fracos e oprimidos, mas até onde irá quando se trata de alguém que ama?

terça-feira, 17 de julho de 2018

Crítica: Ilha dos Cães / Isle of Dogs (2018)

"I bite." 
Chief

*8.5/10*

O título em inglês diz tudo, com trocadilhos, é verdade: Isle of Dogs (ou I Love Dogs) e Wes Anderson partilham connosco esse amor, felizmente. Ilha dos Cães (em português, perde o impacto sonoro do original) é uma surpresa animada, com os protagonistas mais meigos e fiéis que poderíamos encontrar.

Mensagens a retirar desta longa-metragem não faltarão. Das ecológicas às sócio-políticas. Revoltemo-nos contra quem maltrata ou abandona animais. Revoltemo-nos igualmente contra todos aqueles que colocam as vidas dos outros em suspenso, um pouco por todo o mundo real, dominado por extremistas e ditadores disfarçados. Revoltemo-nos e mostremos que também somos capazes de lutar como os protagonistas.


Ataru Kobayashi, de 12 anos, enfrenta o corrupto Mayor Kobayashi, de Megasaki City, que com um decreto manda exilar todos os cães numa lixeira chamada Trash Island. Ataru voa até à ilha em busca do seu cão Spots. A partir daí, na companhia de um novo grupo de amigos de quatro patas, inicia uma viagem épica que irá definir o destino e o futuro da cidade.

Persistência e muito amor são os ingredientes para esta animação em stop motion funcionar tão bem. E, no final de Ilha dos Cães, sinto-me eu também como o pequeno Ataru. Wes Anderson consegue criar um universo tão único e, ao mesmo tempo, tão realista, com muitas influências à mistura.

O elenco de vozes não podia ser mais diversificado e é uma experiência divertida associar as personagens aos actores. Harvey Keitel, Bryan Cranston, Edward Norton, Bill Murray, Jeff Goldblum, Scarlett Johansson, Greta Gerwig, F. Murray Abraham, Tilda Swinton, Fisher Stevens, Frances McDormand Bob Balaban são alguns dos nomes do elenco.


Ilha dos Cães deve ser visto e sentido, com coração e cabeça, com amor e justiça. É Wes Anderson em grande forma e inspiração.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Sugestão da Semana #333

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o drama No Coração da Escuridão. Um filme intenso e incómodo protagonizado por Ethan Hawke.

NO CORAÇÃO DA ESCURIDÃO


Ficha Técnica:
Título Original: First Reformed
Realizador: Paul Schrader
Actores: Ethan Hawke, Amanda Seyfried, Cedric the Entertainer, Michael Gaston, Victoria Hill, Philip Ettinger, Bill Hoag
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 113 minutos

sábado, 14 de julho de 2018

Estreias da Semana #333

Seis filmes chegaram às salas de cinema esta Quinta-feira. Amar Pablo, Odiar Escobar e No Coração da Escuridão são duas das estreias em destaque.

Amar Pablo, Odiar Escobar (2017)
Loving Pablo
A história da ascensão e queda do senhor da droga colombiano, Pablo Escobar Gaviria (Javier Bardem), fundador do cartel de Medellín, contada pela sua amante Virgínia Vallejo (Penélope Cruz), já então uma jornalista conhecida com o seu próprio programa de televisão.

Arranha-Céus (2018)
Skyscraper
Will Ford, antigo líder de uma equipa de resgate do FBI e veterano de guerra, é agora um consultor que avalia a segurança em arranha-céus. Na China, o mais alto e seguro edifício do mundo está em chamas e Ford foi injustamente apontado como o responsável pelo desastre. Procurado e em fuga, Will tem de encontrar os culpados, limpar o seu nome e descobrir uma forma de salvar a família que se encontra presa dentro do edifício, acima da linha de fogo.

Deep: Aventura no Fundo do Mar (2017)
Deep
Em 2100, numa era em que a humanidade já abandonou a Terra, uma colónia de criaturas extravagantes ainda prospera no abismo mais profundo do oceano. É aí que vive Deep, um polvo aventureiro, com os seus dois grandes amigos: Evo, um tamboril ingénuo e desajeitado, e Alice, um neurótico camarão (Carolina Deslandes). Quando um acidente destrói o seu lar, Kraken, o avô de Deep e guardião do abismo, envia o neto e os seus amigos numa perigosa viagem em busca de ajuda. Na missão, serão acompanhados por Maura, uma voraz moreia. Juntos, viajarão até lugares espantosos, enfrentando situações hilariantes e inimigos formidáveis, como o Dr. Laird, um cientista responsável pelo exílio de todos os animais do planeta (Diogo Amaral). Conseguirão eles devolver os oceanos à sua antiga glória?

No Coração da Escuridão (2017)
First Reformed
O reverendo Ernst Toller (Ethan Hawke) é um solitário pastor numa comunidade a norte de Nova Iorque. A igreja é agora uma atracção turística que recebe uma congregação cada vez menor, eclipsada por um novo templo construído nas proximidades. Atormentado por demónios pessoais e sentimentos de culpa pela morte do filho e pelo divórcio que se seguiu, Toller vê os seus dilemas pessoais ganharem nova dimensão diante das dúvidas de Mary (Amanda Seyfried). A jovem está grávida, mas o marido, um ambientalista radical, não quer ter a criança por considerar que o mundo não tem salvação ou futuro.

Saraband (reposição) (2003)
Depois de Cenas da Vida Conjugal, Ingmar Bergman volta a reencontrar as personagens que Liv Ullmann e Erland Josephson então personificaram (a que se juntam também Borje Ahlstedt e Julia Dufvenius), num filme que descreve como "um concerto para uma orquestra sinfónica, com quatro solistas". 30 anos passaram desde que Marianne e Johan se separaram. Mas quando Marianne sente que ele precisa dela, decide visitá-lo na velha casa de campo onde vive. Apesar de todos estes anos sem se verem, entre os dois a cumplicidade não esmoreceu. Marianne conhece o filho de Johan, Henrik, e a filha deste, Karin. E muito rapidamente compreende que Henrik tem um amor possessivo pela filha e que Johan só sente ódio e desprezo pelo filho. Poderá a presença de Marianne trazer um pouco de serenidade a esta família atormentada?

Um Senhor Doutor! (2017)
Knock
O doutor Knock é um antigo criminoso que se tornou médico e chega à pequena aldeia de Saint-Maurice para fazer fortuna de acordo com um método particular. Convence os aldeões de que não são tão saudáveis quanto pensam e encontra em cada um sintoma imaginário para assim poder exercer a sua profissão lucrativamente. Sob uma aparência sedutora e após ganhar a confiança da aldeia, Knock está à beira de alcançar os seus fins. Mas o passado alcança-o e um velho conhecido vem perturbar-lhe os planos.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Há Cinema no Jazz em Agosto

Na sua 35.ª edição, o Jazz em Agosto traz uma programação especial intitulada John Zorn Special Edition. Entre 27 de Julho e 5 de Agosto, na Fundação Calouste Gulbenkian, celebra-se a música, com cinema à mistura.


Em torno do trabalho de Zorn estão os 18 concertos e seis filmes que o Jazz em Agosto apresenta e onde marcam presença, para além do próprio músico, vários dos melhores músicos da cena nova-iorquina.

Os filmes com exibição no evento serão Pomegranate Seeds, um filme-concerto, em que Ikue Mori compõe em tempo real a banda sonora para imagens alusivas a um conto sobre a deusa PerséfoneBhima Swarga, igualmente de Ikue MoriJohn Zorn The Book of Heads - 35 etudes for solo guitar performed by James Moore, de Stephen TaylorCelestial Subway Lines / Salvaging Noise, de Ken Jacobs e Between Science and Garbage de Pierre Hébert com música de Bob Ostertag.

A estes cinco títulos, junta-se a estreia mundial do filme John Zorn (2016-2018) de Mathieu Amalric, segundo capítulo do filme estreado no LEFFEST em 2017, que contará com a presença do realizador.

Pela primeira vez na história do festival, toda a programação é organizada em torno de um só músico, o norte-americano John Zorn. O compositor, saxofonista, produtor e responsável pela editora discográfica Tzadik tem abordado todos os géneros e subgéneros musicais, do jazz ao rock, passando pela música clássica, as bandas sonoras, a música ambiente ou a música improvisada.

A 35.ª edição do Jazz em Agosto irá decorrer em vários espaços da Fundação Calouste Gulbenkian, nomeadamente no Anfiteatro ao Ar Livre, no Grande Auditório, no Auditório 2 e na Sala Polivalente do Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna.

Mais informações sobre o Jazz em Agosto podem ser encontradas em https://gulbenkian.pt/jazzemagosto.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Porto/Post/Doc 2018: Retrospectiva de António Reis e Margarida Cordeiro

A 5ª edição do Porto/Post/Doc – Film & Media Festival acontece entre 24 de Novembro e 2 de Dezembro de 2018 e fará retrospectiva integral de a obra dos cineastas António Reis e Margarida Cordeiro.


O ciclo integrará a projecção de todos os filmes dos realizadores, apresentando uma versão restaurada e digitalizada de Trás-os-Montes. A complementar esta programação especial, haverá um painel de conversas que revisita o trabalho dos realizadores, com a participação de figuras ligadas ao cinema, academia e jornalismo.

António Reis e Margarida Cordeiro marcam a História do cinema português com uma obra que levanta as problemáticas da temporalidade, memória colectiva, paisagem e território. No festival serão exibidos os filmes: Jaime (1974), Trás-os-Montes (1976), Ana (1985) e Rosa de Areia (1989), num programa que reafirma a importância do seu trabalho no contexto de um país entregue à ditadura e sua influência no cinema português actual.

Dedicado ao tema Ficções do Real, o seminário Fórum do Real incluirá ainda o painel Rever Reis e Cordeiro. Nesta edição, o fórum propõe um debate em torno dos cruzamentos entre os registos da ficção e do documental.

O festival promove também um workshop orientado pela investigadora e realizadora britânica Laura Mulvey. Com inscrições até ao final de Setembro, o workshop teórico com duração de três dias (27, 28 e 29 de Novembro) terá como foco principal as questões de género no cinema, estudadas por Mulvey há vários anos.

O Porto/Post/Doc vai acontecer no Teatro Municipal do Porto - Rivoli, Cinema Passos Manuel, Cinema Trindade, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Maus Hábitos e Universidade Católica Portuguesa (Porto).

Mais informações em http://portopostdoc.com/.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Animais Cinéfilos #4

Um filme original e tão meigo como os seus protagonistas, Ilha dos Cães (Isle of Dogs) faz jus ao trocadilho do seu próprio nome - I love dogs - e torna-se um dos filmes mais indicados para destacar nesta rubrica.


Contra todos os que maltratam animais, a favor de Wes Anderson pela beleza que aqui criou. Hoje, no Animais Cinéfilos vamos juntar-nos ao pequeno Ataru Kobayashi, de 12 anos, contra o corrupto Kobayashi, o Presidente da Câmara de Megasaki City, que mandou exilar todos os cães numa lixeira chamada Trash Island. Ataru voa até à ilha em busca do seu cão Spots. E ele não desiste. Querem maior prova de amizade e fidelidade?

Curtas Vila do Conde 2018: Programa

O 26.º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema acontece de 14 a 22 de Julho, e apresentará 90 sessões e mais de 200 filmes.

Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, será o filme de abertura do festival e da secção Da Curta à Longa (que inclui também Le Monde est à toi, de Romain Gavras, The Green Fog, de Guy Maddin, Evan Johnson e Galen Johnson, e Un couteau dans le coeur, de Yann Gonzalez - que apresentará ainda uma carte blanche intitulada Midnight Madness Avant-Garde, com um conjunto de obras de cinema de vanguarda, a maioria em película de 16mm).


O cineasta israelita Nadav Lapid é o realizador em foco na 26.ª edição do Curtas Vila do Conde e será alvo de uma retrospectiva integral da sua obra. O cineasta vem ao festival e estará no debate de dia 21 de Julho às 15h00, no Teatro Municipal de Vila do Conde, integrado na 3.ª edição do Workshop de Crítica de Cinema promovido pelo Curtas.

A selecção oficial da Competição Nacional inclui, no total, 17 filmes: 3 Anos Depois, de Marco Amaral; À Tona, de Filipe Abranches; Agouro, de David Doutel e Vasco Sá; Água Forte, de Mónica Baptista; Anteu, de João Vladimiro; Aquaparque, de Ana Moreira; Declive, de Eduardo Brito; Entre Sombras, de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos; Equinócio, de Ivo M. Ferreira; Madness, de João Viana; Nevoeiro, de Daniel Veloso; Onde o Verão Vai (Episódios da Juventude), de David Pinheiro Vicente; Pas de Confettis, de Bruno Ferreira; Pixel Frio, de Rodrigo Areias; Placenta, de Paulo Lima; Sara F., de Miguel Fonseca e Sheila, de Gonçalo Loureiro.

A Competição Internacional conta com 31 curtas-metragens, com filmes de cineasta como Ben Rivers e Ben Russell, Bertrand Mandico, Helena Girón e Samuel M. Delgado e João Paulo Miranda Maria. A Competição Experimental reúne 17 filmes de realizadores como Matthias Müller, Morgan Fisher, Manuel Knapp e Makino Takashi. A Competição de Vídeos Musicais, integrada na secção Stereo e dedicada a celebrar a relação entre música e cinema, apresenta uma sessão com o melhor do género a nível nacional. Por fim, a Competição Take One!, este ano alargada a mais seis países europeus, além de Portugal, dedica-se à descoberta daquilo que melhor se faz nas escolas de cinema.

O Curtinhas apresenta também uma secção competitiva, dividida em três faixas etárias (M/3, M/6 e M/10), além de vários workshops e outras actividades didácticas dedicadas aos mais novos. The Incredibles 2: Os Super-Heróis abre a secção logo no dia 14 de Julho.

A música nacional também marca presença do Curtas Vila do Conde. O programa Stereo cruza música e cinema, através de filmes-concertos, concertos com live vídeo e uma competição de vídeos musicais. A 19 de Julho, a artista, compositora e activista norte-americana Moor Mother sobe ao palco com Jonathan Uliel Saldanha (HHY & The Macumbas) para apresentar um espectáculo inédito que será o resultado de uma residência artística em Vila do Conde. Já os realizadores André Tentugal e Vasco Mendes ficarão a cargo da criação da componente visual do concerto. Linda Martini, B Fachada, Joana Gama e Luís Fernandes e Black Bombaim são os outros nomes deste programa.

Mais informações sobre o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema e programação completa podem ser encontradas em http://festival.curtas.pt.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Sugestão da Semana #332

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli.

NICO, 1988


Ficha Técnica:
Título Original: Nico, 1988
Realizadora: Susanna Nicchiarelli
Actores: Trine Dyrholm, John Gordon Sinclair, Anamaria Marinca, Sandor Funtek, Thomas Trabacchi, Calvin Demba, Karina Fernandez, Francesco Colella
Género: Biografia, Drama, Música
Classificação: M/16
Duração: 93 minutos

22º Queer Lisboa: Primeiras Novidades

A 22.ª edição do Queer Lisboa acontece entre os dias 14 e 22 de Setembro e já se conhecem as primeiras novidades. Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, e Bixa Travesty, Claudia Priscilla e Kiko Goifman, serão os filmes de abertura e encerramento do festival.


Um dos grandes destaques deste ano é um programa multidisciplinar em redor da temática do VIH/sida, com o título O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida, que reúne um ciclo de cinema, uma exposição e o lançamento de um livro de ensaios. O ciclo pretende dar a conhecer os realizadores do vídeo-activismo do VIH/sida, colocando estas obras de emergência em diálogo com algumas das longas-metragens mais emblemáticas sobre este tema. Destaque para La Pudeur ou l’impudeur (1992), de Hervé Guibert, Buddies (1985), de Arthur J. Bressan, Jr., primeira ficção sobre o VIH/sida, que será apresentada em versão restaurada, Kids (1995), de Larry Clark, ou Bright Eyes (1986), de Stuart Marshall, um dos primeiros documentários sobre a sida.

No dia 15 de Setembro é lançado o livro O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida, com coordenação de António Fernando Cascais e João Ferreira, que reúne um conjunto de ensaios quase, todos inéditos, onde diferentes personalidades convidadas – médicos, activistas, programadores, críticos de cinema.

O Queer Lisboa lançou ainda o convite ao artista plástico Thomas Mendonça para que ele desafiasse um conjunto de outros jovens artistas a conceberem uma peça à volta da temática do VIH/sida e dos filmes programados, procurando uma perspectiva de como a epidemia é interpretada por uma nova geração. A exposição O vírus é inaugurada também a 15 de Setembro, na Galeria FOCO, onde poderão ser vistas as obras de Christophe dos SantosCláudia SofiaDiego MachargoFernanda FeherJoão Gabriel, João ViegasMauro VenturaMarta PomboRui Palma e Thomas Mendonça.

O festival antecipa a 51.ª edição da ModaLisboa e apresenta três documentários que revelam a importância da cultura queer na moda e de como a moda tem contribuído para o esbatimento de noções heteronormativas de género. We Margiela (2017), sobre o nascimento da casa de moda dirigida por Martin Margiela, responsável por uma verdadeira revolução nesta indústria, é um dos filmes programados, e que dará lugar a um debate com a presença de Eduarda Abbondanza, directora da ModaLisboa Rui Palma, fotógrafo de moda. O documentário Kevyn Aucoin - Beauty & the Beast in Me (2017), de Lori Kaye, um retrato do maquilhador Kevyn Aucoin, e a estreia nacional do documentário George Michael: Freedom - Director’s Cut (2018), de George Michael e David Austin, são os restantes destaques.

Fora de competição, na secção Panorama, o Queer Lisboa 22 vai apresentar Disobedience (2017), de Sebastián Lelio e protagonizada por Rachel WeiszRachel McAdams e Alessandro Nivola, L’Amour Debout, Michaël Dacheux.

O 22.º Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer irá decorrer no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.

 Mais informações sobre o festival em http://queerlisboa.pt.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Estreias da Semana #332

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas 12 filmes. América em Chamas, Leviano Jogo da Apanhada são algumas das estreias.

América em Chamas (2017)
Kings
Los Angeles, 1992. Millie (Halle Berry) é solteira e mãe adoptiva de uma dúzia de crianças, incluindo Jesse e William, que disputam o afecto de Nicole, que recentemente fugiu de casa. Ao mesmo tempo, decorre o julgamento de Rodney King, o afro-americano espancado por quatro polícias sob o olhar de uma câmara amadora. Quando os polícias são ilibados em tribunal, o caso torna-se num poderoso símbolo do racismo nos EUA, a cidade explode e as atribulações amorosas dos três jovens terão de coexistir com o fogo da agitação social que deflagra pelo país.

Artemis - Hotel de Bandidos (2018)
Hotel Artemis
É uma noite de Quarta-feira no ano 2028 e as ruas do centro de Los Angeles estão  intransitáveis. Com os motins mais violentos da história da cidade na sua terceira noite, a força policial privatizada está a espancar os manifestantes com pinturas de guerra azuis que só exigem água potável. No meio do caos, quatro homens com máscaras de caveira encontram-se a meio do assalto a um banco. Sherman Atkins (Sterling K. Brown) leva o irmão, Lev Atkins (Brian Tyree), e os seus outros dois companheiros para a rua e directamente para um tiroteio com a polícia. Ferido e sem outra opção, Sherman leva-os ao local onde poderão ter alguma esperança de sobreviver... o Hotel Artemis.

As Filhas de Abril (2017)
Las hijas de Abril
Valeria tem 17 anos e está grávida. Mora em Puerto Vallarta com Clara, a meia-irmã. Durante algum tempo, Valeria tentou que Abril, a mãe há muito ausente, não soubesse da gravidez, mas a falta de dinheiro e a enorme responsabilidade de ter um bebé em casa, fazem com que Clara decida telefonar à mãe. April chega, disposta a ajudar as filhas, mas depressa se compreende a razão por que Valeria preferia que ela ficasse longe.

Contos Cruéis da Juventude (reposição) (1960)
Seishun Zankoku Monogatari
No Japão, em 1960, o irrequieto estudante universitário Kyoshi (Yusuke Kawazu) seduz a bonita adolescente Makoto (Miyuki Kuwanu) e rapidamente a convence a fazer parte de um esquema obscuro e cruel, tanto para conseguir dinheiro fácil como para afastar o tédio. Kyoshi e Makoto começam a atormentar homens de meia-idade que facilmente se rendem aos encantos da jovem para acabarem chantageados. A frustração crescente do casal com o mundo que se comprime à sua volta empurra-os para um comportamento cada vez mais implacável.

Jogo da Apanhada (2018)
Tag
Ano após ano, desde a escola primária, cinco amigos muito competitivos dedicam um mês das suas vidas a um jogo da apanhada sem limites onde colocam em risco as suas vidas, os empregos e até as suas relações pessoais. Este ano, o jogo coincide com o casamento do melhor de entre eles. Os restantes julgam que será um alvo fácil. Mas ele sabe bem o que o espera e está pronto. Baseado numa história real, Jogo Da Apanhada mostra o quão longe alguém consegue ir para vencer uma simples brincadeira entre amigos.

Leviano (2018)
Na entrevista mais esperada do ano, as irmãs Adelaide, Carolina e Júlia Paixão unem-se à mãe, Anita, para contarem passo-a-passo os acontecimentos que deram origem a um violento crime. Um ano antes, a chegada dos três irmãos Silva à cidade, a relação secreta e destrutiva de Adelaide com o seu professor de ténis e o desaparecimento misterioso de Anita durante a festa do seu 50.º aniversário vão conduzir a um evento que mudará as suas vidas para sempre.

Na Praia de Chesil (2018)
On Chesil Beach
Estamos no verão de 1962 e em Inglaterra falta ainda um ano para as grandes mudanças sociais: a Beatlemania, a revolução sexual e os Swinging Sixties. Florence e Edward, um jovem casal de 20 e poucos anos, recém-casados, decidem passar a lua-de-mel num hotel abafado e enfadonho perto da praia de Chesil, em Dorset. À medida que se aproximam da consumação do casamento, a conversa fica tensa e incómoda e resulta numa discussão entre os dois. É então que confrontam as diferenças entre si - as suas diferentes origens, atitudes, temperamentos, e segredos. Na praia de Chesil, no fatídico dia do casamento, um deles toma uma decisão importante que mudará radicalmente as suas vidas para sempre.

Nico, 1988 (2017)
Vencedor da secção Orizzonti no Festival de Veneza, Nico, 1988 acompanha a última fase da vida de Nico, ícone feminino dos Velvet Underground e musa de Andy Warhol. O filme retrata a vocalista naquela que seria a última digressão a solo, enquanto tenta restabelecer a relação com o filho e lidar com a sua toxicodependência e depressão.

O Meu Amigo Pete (2018)
Lean on Pete
Charley Thompson tem 15 anos. Deseja um lar, comida na mesa e um liceu que possa frequentar durante todo o ano. Sendo filho de um pai sozinho que trabalha em armazéns pelo Pacífico Noroeste, a estabilidade é difícil de encontrar. Esperando um novo começo, mudam-se para Portland, onde Charley aceita um emprego de Verão e se torna amigo de um antigo cavalo de corrida, Lean on Pete.

Plano de Fuga Hades (2018)
Escape Plan 2: Hades
Anos depois de ter conseguido escapar de uma prisão à prova de fuga, Ray Breslin (Sylvester Stallone) organizou uma nova força de segurança de elite. Mas quando um dos seus elementos desaparece, Breslin vê-se obrigado a regressar ao inferno de onde já uma vez fugiu para salvar o amigo da brutal arena de combate conhecida como Hades.

Prometo Falhar - O Filme (2018)
“Como se torna num filme o livro mais sublinhado de sempre? Como se conta a história de um livro que tem nele todas as histórias que o leitor pode encontrar? Como se assume a responsabilidade de apresentar a centenas de milhares de leitores o filme de um dos seus livros preferidos, de um dos livros da sua vida? Quem é suficientemente louco para achar que pode estar à altura de uma das tarefas mais difíceis de sempre: não defraudar o leitor com “o filme” do seu livro preferido? Comecei esta aventura sem ter as respostas para estas perguntas. E continuo sem as ter. No fundo, e vendo bem a situação, porque deveria eu ter medo “de falhar”? Encontrei-me pela primeira vez com a Bárbara e com o Pedro num restaurante no Porto, à frente de uma francesinha. Nervoso? Pois, quem não estaria? Estava a falar com a Bárbara! Finalmente conhecia a fonte de inspiração do Pedro. Pensei: eu também já tive uma Bárbara. Quem me dera voltar a ter uma na minha vida! O dia em que os conheci entrou imediatamente na lista mais marcantes da minha vida. Ao falarmos apercebi-me imediatamente de que seria um enorme desafio conseguirmos transmitir tudo o que este livro verdadeiramente representa através de um filme. Mas não me manifestei nesse sentido, bem pelo contrário. Apenas lhes disse: vamos fazê-lo! E foi assim que tudo começou!” - Alberto Rocco, realizador.

Semana Sim, Semana Não (2017)
Garde alternée
Sandrine, casada há 15 anos, com dois filhos, descobre que Jean, o seu marido, tem uma relação com outra mulher. Passado o choque, decide conhecer a rival, Virginia, e faz-lhe uma estranha proposta: ficarem com Jean em regime alternado, semana sim, semana não. As duas mulheres chegam a acordo e impõe ao homem esta nova forma de vida.

Opinião - Séries: The Young Pope (2016)

"There's only one thing I can do for you: Forgive you. Forgive you always." 
Lenny Belardo


*8/10*

Agora, que se fala com alguma regularidade sobre a segunda temporada de The Young Pope, é a melhor altura para recordar a série, iniciada em 2016, com Jude Law como protagonista.

Não pensei gostar tanto de uma série sobre o Vaticano e a Igreja, mas Paolo Sorrentino e Jude Law formaram a dupla certeira para me conquistar. O sarcasmo presente do primeiro ao último episódio, o cinismo, a crítica obrigatória, mas igualmente a abordagem séria dos milagres da compreensão e da iluminação, do autoconhecimento. Eis que surge The Young Pope. Assumo-o muito mais como uma tentativa de compreensão dos meandros do Vaticano, mais do que uma afronta à religião.


O mote é o início do pontificado de Lenny Belardo, agora Papa Pio XIII, o primeiro papa americano da História. Jovem, bonito, controverso, retrógrado. Toda a esperança que poderia advir de um novo Papa, desvanece-se rapidamente. Ele é vaidoso, descrente, arrogante e, ao mesmo tempo, guarda uma mágoa difícil de superar. Ao seu lado, uma freira - quase uma mãe -, a Irmã Mary, que o conhece melhor que ninguém, sabe os seus segredos e fraquezas, aconselha-o mas ainda consegue surpreender-se.

A série cativa-nos aos poucos, mas ao chegar-se a meio será impossível resistir a ver até ao último episódio. Quanto mais perto do fim, mais intenso, mais extasiante.


Paolo Sorrentino deixa a sua marca em cada plano, levando-nos por vezes para as festas loucas de A Grande Beleza (2013), para os excessos e ostentação. Jude Law dá tudo o que a personagem quer, e tanto o vamos adorar como odiar. Tanto o vamos admirar como desprezar. Ele não se coíbe de nada, muito menos de usar todos os poderes que cabem ao Chefe da Igreja. Ao seu lado, Diane Keaton é a figura maternal, uma freira cheia de poder entre os cardeais, uma mulher destemida e com um enorme carinho pelo Papa. Também de destacar são as interpretações de Silvio Orlando (que participa em situações hilariantes), Javier Cámara (com os momentos mais emotivos) e James Cromwell (na pele do ambicioso mentor de Lenny)

Convido-vos, sem mais revelar, a entrar nesta inesperada visita ao Vaticano e ao pontificado mais surreal e desafiante para clérigos e cristãos... Seja o que Pio XIII quiser...