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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Doclisboa'20: O que não se vê (2020), de Paulo Abreu

*7.5/10*

O que não se vê, de Paulo Abreu, é uma curta-metragem melancólica, com o Pico à vista - ou encoberto -, que regista a preparação de um filme capaz de criar outro. 

Para além dos imensos planos da mais alta montanha de Portugal - alguns especialmente bem conseguidos, mas todos dignos de serem vistos em grande ecrã -, a câmara do realizador eternizou momentos e conversas que não se poderão repetir.

"A ideia para este filme, rodado em 2 ilhas dos Açores, Pico e Faial, entre 2015 e 2016, aconteceu por acidente. Ao voltar às filmagens de uma repérage para um projecto anterior cancelado anos antes, outro filme foi encontrado. Um filme escondido, onde o poder da Natureza e o papel do acaso no processo criativo constroem uma narrativa sobre a amizade, o cinema e a influência do inesperado na criação artística."

O que não se vê é um elogio ao Pico e à amizade, mas também uma homenagem a um amigo que partiu.

domingo, 1 de novembro de 2015

Doclisboa'15: Raimundo (2015)

*7/10*

Mais uma docuficção no Doclisboa'15. A Competição Portuguesa recebeu o divertido Raimundo, de Paulo Abreu. Viajamos até São Miguel, nos Açores, com uma equipa de estudantes de cinema e acompanhamos o trabalho do polémico e misterioso realizador micaelense Raimundo Bicudo.


Há quem acredite em extraterrestres. Paulo Abreu aproveita a deixa e pega em alguns dos mitos já ligados ao arquipélago dos Açores, apoiando-se nos relatos de tripulações desaparecidas, na ideia de universos paralelos e da presença de OVNIS, que vivem - pelo menos - no imaginário de muitos - de Raimundo Bicudo, por exemplo.

Deambulamos entre a realidade e a ficção - a segunda parece predominar sobre a primeira -, desfrutamos de bonitos planos de São Miguel e de um trabalho sonoro cheio de jogos - que adensam o ambiente misterioso e irónico. A dúvida, essa, fica no ar...