quinta-feira, 29 de julho de 2021

Conversa sobre Representatividade e Diversidade no Cinema e nas Artes em Portugal acontece online a 1 de Agosto

A Conversa sobre Representatividade e Diversidade no Cinema e nas Artes em Portugal acontece no dia 1 de Agosto, às 16h00, com transmissão em directo no Facebook, Instagram, Youtube, Twitter e Twitch da revista BANTUMEN.

A participar nesta conversa estarão o activista e representante da SOS Racismo Mamadou Ba, a performer e activista Melissa Rodrigues e o actor Mauro Hermínio; a moderação será da jornalista Marisa Rodrigues da BANTUMEN.

A iniciativa, organizada pela revista online BANTUMEN e pela distribuidora Alambique, surge por ocasião da estreia nos cinemas do filme A Noite dos Reis, de Philippe Lacôte - voz emergente do cinema africano actual. A longa-metragem "é uma experiência imersiva na MACA, a maior prisão de Costa de Marfim, numa noite de lua vermelha. O filme, entre mitos e rituais, procura reflectir no passado pré-colonial da Costa do Marfim e na situação actual do país". Estreia nas salas de cinema nacionais a 5 de Agosto.

Estreias da Semana #466

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses sete novos filmes. Destaque para Funeral de Estado, de Sergey Loznitsae Perdidos no Tempo, de M. Night Shyamalan. Na Netflix Portugal, há uma nova estreia.

A Flor (2019)
La flor
Produzido ao longo de uma década, La Flor, de Mariano Llinás, é composto por seis episódios distintos, cada um protagonizado pelas mesmas quatro actrizes: de um filme de monstros a um musical, de um thriller de espionagem ao remake de um clássico francês.

Aya e a Feiticeira (2020)
Âya to majo / Earwig and the Witch
Aya tem 10 anos e foi deixada num orfanato ainda bebé. Adora viver lá, sobretudo porque tem a incrível habilidade de fazer com que toda a gente faça exactamente o que quer. A última coisa que Aya deseja é ser adoptada pela feiticeira Bella Yaga, mas, pela primeira vez na vida, o seu desejo não é atendido. Apesar de contrariada e triste por deixar os amigos, coloca a sua melhor cara e um sorriso forçado e vai. Afinal sempre quis aprender magia! Mas Aya precisará de todo o seu engenho para, com a ajuda do gato de Bella Yaga, conseguir sobreviver e, sobretudo, florescer.

D'Artacão e os 3 Moscãoteiros (2021)
D'Artacán y los tres mosqueperros
França, século XVII, reinado de Luís XIII. D'Artacão é um impetuoso e inocente camponês da Gasconha, habilidoso espadachim, que viaja até Paris com o objetivo de realizar o seu sonho: ingressar no Corpo de Moscãoteiros da Guarda Real.

As notícias da morte de Josef Stalin, em Março de 1953 deixaram a URSS em estado de choque. A partir de imagens de arquivo, a maioria inéditas, Loznitza mostra os procedimentos - desde o anúncio da morte às cerimónias fúnebres. Alternando o preto e branco com a cor (em especial o vermelho associado ao regime), mas também os rostos tristes, as lágrimas, as pessoas de luto, o documentário revela o culto em torno da personalidade do líder soviético.

Jungle Cruise - A Maldição Nos Confins da Selva (2021)
Jungle Cruise
Filme inspirado no famoso passeio do parque temático da Disneyland, Jungle Cruise - A Maldição Nos Confins da Selva acompanha a Dra. Lily Houghton numa expedição científica ao longo do Rio Amazonas no velho barco do Capitão Frank Wolff, a fim de procurar uma árvore que poderá mudar para sempre o futuro da medicina.

Nas Tuas Mãos (2018)
Au bout des doigts
Um jovem de uma família modesta tem a rara hipótese de revelar o seu talento oculto para o piano, mas conseguirá ele encontrar a força e a coragem para enfrentar o desafio?

Presos no Tempo (2021)
Old
Uma família numa viagem aparentemente normal até uma praia isolada, descobre que o sítio tem efeitos ocultos nos seus corpos fazendo-os envelhecer rápida e inesperadamente, reduzindo toda a sua vida a um único dia.

Netflix Portugal

Estreia a 30 de Julho:

O Último Mercenário (2021)
Le Dernier Mercenaire
Richard Brumère, também conhecido como A Bruma, é um antigo agente especial dos serviços secretos franceses que se tornou mercenário. Quando uma operação da máfia ameaça a vida do seu filho, Richard recorre a antigos contactos e une forças com um bando de jovens imprudentes dos bairros sociais e com um excêntrico burocrata.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Porto/Post/Doc 2021: "Ideias para Adiar o Fim do Mundo" de 20 a 30 de Novembro

A 8.ª edição do Porto/Post/Doc acontece entre os dias 20 e 30 de Novembro, e vai pôr em debate as questões climáticas, sociais, políticas e ideológicas, em especial desde o surgimento da pandemia. Ideias para Adiar o Fim do Mundo é o tema que comanda a programação do festival em 2021.

Esta será também a temática orientadora do Fórum do Real, que integrará três painéis dedicados aos temas: A Terra, com moderação da jornalista Raquel Ribeiro; A Comunidade, com moderação do jornalista Abel Coentrão; e A Liberdade, com moderação do jornalista Ricardo Alexandre.

Inspirado no livro homónimo de Ailton Krenak, o programa Ideias para Adiar o Fim do Mundo pretende, tal como o activista e pensador indígena, "encontrar um paradigma inclusivo e promover uma acção conjunta e informada de conhecimento e humanismo". Será uma viagem por "ideias alternativas ao consumismo, desejos de uma realidade onde se derretem as diferenças e que alargam as formas de pensar a existência humana". Este programa inclui filmes como White Cube, de Renzo Martens; Who We Were, de Marc Bauders; Demain, de Cyril Dion e Mélanie Laurent; Nuestra voz de tierra, memoria y futuro, de Marta Rodríguez e Jorge Silva; e Antropocene: The Human Epoch, de Jennifer Baichwall. Junta-se ainda um programa de curtas-metragens que integra três trabalhos de Rosa Barba (Aggregate States of Matters, Bending to Earth e Disseminate and Hold) e Birds In the Earth, de Marja Helander

A abrir o Porto/Post/Doc 2021 estará um cine-concerto de homenagem ao cinema português: Maria do Mar, de José Leitão de Barros, musicado ao vivo pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa com direção musical de Vasco Pearce de Azevedo, a partir de uma partitura original de Bernardo Sassetti. A cópia restaurada é apresentada em estreia no Porto, numa parceria entre o festival, a Cinemateca Portuguesa, a Casa Bernardo Sassetti e o Teatro Municipal do Porto.

O Porto/Post/Doc terá lugar no Teatro Municipal do Porto - Rivoli, Passos Manuel, Coliseu Porto Ageas, Casa Comum da Reitoria da Universidade Porto e Planetário do Porto - Centro Ciência Viva. Tal como em 2020, o festival contará ainda com uma extensão ao online, onde será possível assistir a grande parte dos filmes seleccionados. 

Mais informações em http://portopostdoc.com/.

SELECÇÃO IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO

Aggregate States of Matters, Rosa Barba, Perú, Alemanha, 2019, DOC., EXP., 18'

Anthropocene: The Human Epoch, Jennifer Baichwal, Nicholas de Pencier, Edward Burtynsky, Canadá, 2018, DOC., 87'

Bending to Earth, Rosa Barba, EUA, Alemanha, 2015, DOC., EXP., 11'

Birds In The Earth, Marja Helander, Finlândia, 2018, DOC., 11'

Demain, Cyril Dion, Mélanie Laurent, França, 2015, DOC. 120'

Disseminate and Hold, Rosa Barba, Alemanha, 2016, DOC., EXP., 32'

Nuestra voz de tierra, memoria y futuro, Marta Rodríguez, Jorge Silva, Colômbia, 1981, DOC., 108'

White Cube, Renzo Martens, Holanda, Bélgica, DR Congo, 2020, DOC., 78'

Who We Were, Marc Bauder, Alemanha, 2021, DOC., 114'

Curtas Vila do Conde 2021: Vencedores da Competição Internacional em Análise

Depois de conhecidos os vencedores do Curtas Vila do Conde 2021, deixamos uma breve análise aos títulos que conquistaram os prémios da Competição Internacional: VO, de Nicolas Gourault, vencedor do Grande Prémio e candidato aos European Film Awards, indicado pelo CurtasI Gotta Look Good For The Apocalypse, de Ayce Kartal, vencedor do prémio para melhor filme de animação; Farrucas, de Ian de La Rosa, considerado o melhor documentário da competição; e a melhor curta de ficção, L'Enfant Salamandre, de Théo Dégen.


VO, Nicolas Gourault 

França - Vencedor do Grande Prémio, para o melhor filme em competição

"A ideia de um carro que seja capaz de conduzir-se a si próprio, de forma autónoma e sem intervenção humana, faz parte do imaginário da ficção científica há muito tempo. Recentemente, devido a diversos avanços tecnológicos e ao investimento de diversas empresas, que viam nesta hipótese uma solução para os seus negócios deficitários, este sonho parecia tornar-se realidade em breve. VO surge então como uma investigação quase forense ao que ocorreu de errado quando, em 2018, um dos testes desta nova tecnologia acabou em tragédia com enorme repercussão mediática: um erro da supervisão humana, uma falha da inteligência artificial, ou um misto dos dois?" 

Nicolas Gourault lança a reflexão sob vários pontos de vista, acerca da polémica questão dos carros autónomos. Através de excertos noticiosos, simulações gráficas e testemunhos de pessoas envolvidas, VO é um trabalho dinâmico, actual e cativante. 


I GOTTA LOOK GOOD FOR THE APOCALYPSE, Ayce Kartal 

Turquia/França - Prémio para Melhor Filme de Animação

"O ano cinemático que passou foi inevitavelmente contagiado pela inédita situação pandémica que se viveu a nível mundial. É também inevitável que esse contágio se manifeste sobre uma forma de comentário em relação ao sentimento de apocalipse mediático que todos atravessamos e as imagens únicas e inesperadas que surgiram, como por exemplo, de espaços subitamente vazios. Em I Gotta Look Good For The Apocalypse, Ayce Kartal recorre a algumas dessas imagens que marcaram este último ano, encontradas no Youtube ou noutras partes da Internet."

Ayce Kartal capta em animação alguns dos principais momentos que se viveram por todo o mundo desde o início da pandemia. Das ruas vazias, ao confinamento, do escape de alguns para a realidade virtual, à tensão familiar, até ao desconfinamento, aos poucos, e à adaptação à nova rotina. Uma experiência entre a melancolia e o humor, onde nem a corrida ao papel higiénico dos primeiros meses escapou.


FARRUCAS, Ian de la Rosa 

Espanha/EUA - Prémio para Melhor Documentário

"Uma viagem até El Puche, um bairro periférico esquecido nos subúrbios da cidade espanhola de Almería, revela pelo olhar atento de Ian de La Rosa uma irmandade notável entre quatro raparigas adolescentes. Orgulhosas das suas raízes marroquinas e espanholas – ou melhor, andaluzas –, elas estão conscientes das dificuldades e limitações que a sociedade lhes impõe, apenas por causa dessas origens."

Farrucas percorre sonhos e desilusões de quatro jovens de origens humildes, durante a celebração do aniversário de uma delas. O lixo, que rodeia o bairro onde vivem, denuncia a desesperança e a melancolia que paira sobre as lutas diárias que todas travam para alcançar as metas que tantos lhes negam. Em jeito de docuficção, o realizador Ian de La Rosa filma as protagonistas de forma íntima e muito próxima, reforçando a irmandade entre as quatro amigas, que passa para o outro lado do ecrã. 


L’ENFANT SALAMANDRE, Théo Dégen 

Bélgica - Prémio para Melhor Ficção

"Florian acreditava que podia comunicar com os mortos através do fogo, com o seu pai. Ele é a criatura mais estranha da aldeia onde vive. Por isso, é perseguido pelos jovens locais, que o maltratam, espancando-o e humilhando-o. De tanto ser julgado como um monstro, acaba por se transformar num e, doravante, terá muitas histórias para contar ao seu pai."

Seja um mundo mágico, invisível, paralelo, ou apenas a imaginação juvenil a trabalhar, certo é que L'Enfant Salamandre é um mergulho num surrealismo inocente, onde não faltam as agruras bem reais de um adolescente. Os bullies não dão descanso ao protagonista, mas nem eles demovem a sua dedicação em reencontrar o pai. No meio das aventuras e descobertas, há portas que se abrem, uma amizade que se constrói, e muitas histórias para contar.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

FUSO 2021 anuncia as 16 obras em competição

O FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa anunciou as 16 obras a concurso. O festival acontece entre 25 e 29 de Agosto, com sessões ao ar livre e de entrada gratuita.

FUSO  2021 regressa aos jardins e claustros dos museus de Lisboa, com sessões curatoriais e uma sessão composta pelos vídeos submetidos a concurso.

A Sessão Open Call é exibida na abertura do festival, no dia 25 de Agosto, no MAAT; já os vencedores são anunciados no encerramento, a 29 de Agosto, no Museu da Marioneta, em Lisboa.. Serão atribuídos dois prémios: Prémio Aquisição Fundação EDP / MAAT e Prémio Incentivo Ar.Co.

As 16 obras seleccionadas são: Equinox, de Bruno Carnide, que se passa nos subúrbios de Tóquio; Rio Negro, de Cristina Ataíde, resultado de um profundo fascínio pelo momento de encontro das águas dos rios; La Ermita, de Eduardo Brito, que conta com música de Legendary Tigerman; Sempre achei que fosse uma pessoa de cidade, de Ema Ramos, uma reflexão sobre os seus últimos dois anos; Quelimane, de Francisco Miguel, uma sinfonia visual que abraça a experimentação, questionando as fronteiras que o vídeo consegue ultrapassar; Milkshake, de Grégory Le Lay, um olhar crítico à indústria leiteira dos Açores; Transhumance, de Helena Inverno, Verónica Castro e Bouchra Ouizguen, um ponto de confluências das práticas das três artistas (dança, som e imagem em movimento); Café Central, de Nuno Nunes-Ferreira, com 2500 recortes de jornais em três minutos; Wash. Rinse. Repeat., de Paula Albuquerque, uma montagem de imagens térmicas, incluindo as geradas por drones bélicos e de vigilância; Entremãos, de Pedro Calapez; Coreografia numa pedreira, de Renata Bueno, onde trabalhadores e máquinas mudam a sua rotina e com a artista desenham no espaço uma coreografia; O caminho ao até, de Sally Santiago, que usa imagens de arquivo para retratar o processo da confecção do linho, na região de Viseu; Breathe a Little Bit Faster, now!, de Sara Bernardo, inspirada na obra 1984, de George Orwell; Lapso, de Sofia Arriscado e Costanza Givone, sobre espaço da dúvida e o tempo, e a quedas das fronteiras que separam o interior e o exterior do corpo; The Factory (bad Machines), de Susana Anágua, realizado a partir dos diálogos do filme Midnight Express, de Alan Parker; e Passagem, de Tânia Dinis, um filme-ensaio sobre o que fica para lá da memória que se perde.

O tema do FUSO 2021 é Na Fronteira, e a programação completa será revelada brevemente.

SELECCIONADOS OPEN CALL 2021

25 agosto - Fundação EDP / MAAT

Equinox, Bruno Carnide, 2019, 3’28’’

Rio Negro, Cristina Ataíde, 2020, 8’14’’

La Ermita, Eduardo Brito, 2021, 4’10’’

Sempre achei que fosse uma pessoa de Cidade, Ema Ramos, 1’26’’, 2021

Quelimane, Francisco Miguel, 2019, 4’08’’

Milk shake, Grégory Le Lay, 2020, 3’28’’

Transhumance, Helena Inverno, Verónica Castro e Bouchra Ouizguen, 2019, 7’14’’

Café Central, Nuno Nunes-Ferreira, 2021, 3’

Wash. Rinse. Repeat., Paula Albuquerque, 2020, 8’25’’

Entremãos, Pedro Calapez, 2021, 5’1’’

Coreografia numa Pedreira, Renata Bueno, 2021, 1’18’’

O caminho ao até, Sally Santiago, 2020, 4’48’'

Breathe a Little Bit Faster, now!, Sara Bernardo, 2021, 5’53’’

Lapso, Sofia Arriscado e ​​Costanza Givone, 2021, 9’24’’

The Factory (bad Machines), Susana Anágua, 2019, 2’17’’

Passagem, Tânia Dinis, 2021, 7’20’’

domingo, 25 de julho de 2021

Curtas Vila do Conde 2021: Vencedores

O Curtas Vila do Conde terminou este Domingo, dia 25 de Julho, e foram anunciados os vencedores desta 29.ª edição. VO, de Nicolas Gourault, e Madrugada, de Leonor Noivo, foram alguns dos títulos premiados do festival.


Eis a lista completa de vencedores:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL 

Grande Prémio, para o melhor filme em competição
VO
Nicolas Gourault · França · 2020 · DOC · 20’

Prémios para o melhor filme de cada categoria a concurso

Animação
I GOTTA LOOK GOOD FOR THE APOCALYPSE
Ayce Kartal · Turquia/França · 2021 · ANI/DOC · 6’

Documentário
FARRUCAS
Ian de la Rosa · Espanha/EUA · 2021 · FIC · 17’

Ficção
L’ENFANT SALAMANDRE
Théo Dégen · Bélgica · 2020 · FIC · 26’

Prémio do Público Fricon, para o filme da Competição Internacional com a melhor média de votação atribuída pelos espectadores
DAVID
Zach Woods · EUA · 2020 · FIC · 11’

Candidato aos European Film Awards indicado pelo Curtas Vila do Conde
VO
Nicolas Gourault · França · 2020 · DOC · 20’


COMPETIÇÃO NACIONAL

Melhor Filme
MADRUGADA
Leonor Noivo · Portugal · 2021 · FIC/DOC · 28’

Prémio do Público Canon 

Prémio Kino Sound Studio, para o melhor realizador português


COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL 

Prémio Centro de Arte Oliva para melhor filme desta competição
SURVIVING YOU, ALWAYS
Morgan Quaintance · Reino Unido · 2020 · EXP · 18’

Menção Honrosa:
BAKI TADU É
Kate Saragaço-Gomes, Calum MacBeath Morgan · Índia/ Dinamarca/Portugal · 2021 · EXP · 13’


COMPETIÇÃO TAKE ONE!

Prémio Showreel + Instituto Português do Desporto e da Juventude + Restart + Agência da Curta Metragem
FRUTO DO VOSSO VENTRE
Fábio Silva · Portugal · 2021 · DOC · 20’

Prémio Blit para o melhor realizador português nesta competição
(IN)QUIETUDE
Ana S. Carvalho · Portugal · 2021 · FIC · 15’


COMPETIÇÃO CURTINHAS 

Prémio para o melhor filme da competição Curtinhas
VANILLE
Guillaume Lorin · França/Suíça · 2020 · ANI · 29’

Menções Honrosas:
(M/3)
KIKI LA PLUME (KIKI O PASSARINHO)
Julie Rembauville, Nicolas Bianco-Levrin · 2020 · França · ANI · 6’

(M/6)
UMBRELLAS (GUARDA-CHUVAS)
José Prats, Álvaro Robles · França/Espanha · 2020 · ANI · 12’

(M/10)
À LA MODE (NA MODA)
Jean Lecointre · França · 2020 · ANI · 9’


MY GENERATION


COMPETIÇÃO VÍDEOS MUSICAIS 

STEREOBOY - YIPMAN
Luís Sobreiro · Portugal · 2021 · 9’.COLOCAR SESSões e extensões

Curtas Vila do Conde 2021: Competição Nacional em análise (Parte IV)

Para finalizar a análise à Competição Nacional do Curtas Vila do Conde, escrevemos sobre Sortes, de Mónica Martins Nunes, Oso, de Bruno Lourenço, e Terceiro Turno, de Mário Macedo. Apenas não tivemos possibilidade de assistir a Madrugada, de Leonor Noivo.


SORTES, Mónica Martins Nunes · Portugal/Alemanha · 2021 · DOC · 39’

"Velhos montes vão caindo vagarosamente sobre a terra. A mesma terra da qual um dia foram erguidos. E sem protesto, voltam a ser só chão, como se não tivessem abrigado gerações de gente lavrando, semeando, ceifando, amassando e comendo o fruto do duro trabalho. Fingindo não ter escutado as estórias, modas, décimas e outras poesias; e testemunhado a seca, o abandono, a fuga para a cidade. Sortes acompanha a vida dos restantes habitantes e seus animais, espalhados pela Serra de Serpa no Baixo Alentejo. Ao ritmo do trabalho do campo e pela voz dos poetas populares, torna-se retrato dos que ficaram e réquiem aos que foram."

Mónica Martins Nunes leva-nos pelas belas paisagens do Baixo Alentejo, entre a poesia e o trabalho que resiste. Se, por um lado, Sortes destaca a tristeza que a desertificação do Alentejo causa aos seus habitantes e às paisagens; por outro, revela nos resistentes a alegria e o empenho em manter agricultura, pecuária ou indústria. 

A curta-metragem, dedicada ao avô da realizadora, capta bem todas as dinâmicas do campo. A extração de cortiça, a cozedura do pão, os animais a pastar, os trabalhos agrícolas, a venda ambulante, mas também os momentos de partilha, em festa, o cante alentejano e até as dinâmicas entre donos e animais domésticos. Sortes é sobre o passado e o presente, e um símbolo de amor à terra e às suas gentes.


OSO, Bruno Lourenço · Portugal · 2021 · FIC · 29’

"Um urso é avistado num lugar no noroeste transmontano. O animal traz um natural alvoroço, mas a sua existência parece ser posta em causa por alguns." 

Bruno Lourenço leva-nos numa "caça ao urso", por entre paisagens naturais e desabafos de uma jovem, numa localidade isolada em que os homens têm tendência a beber demais. Filmado em película, captando os acontecimentos cómicos com uma aura quase mágica, Oso é, acima de tudo, um filme divertido onde a chegada de um urso vem agitar os dias e as noites.


TERCEIRO TURNO, Mário Macedo · Portugal · 2021 · FIC · 19’

"Numa pequena vila do norte de Portugal, Agostinho sobrevive à prisão da sua rotina. Certo dia, sofre um estranho ataque à saída da fábrica onde trabalha no turno da noite. Sem conseguir explicar o motivo da sua condição, regressa a casa, à namorada, aos amigos. Suprimindo os seus sonhos e preocupações, Agostinho espera a noite e, com ela, mais um turno."

Mário Macedo traz para o ecrã o desapontamento de quem vive uma vida que não avança. A doença do protagonista parece fazê-lo tomar consciência da passividade dos seus dias, mas a única acção que toma é conduzir pelas estradas vazias a alta velocidade. Os dias passam e todos parecem fartos da rotina. Terceiro Turno é um exercício introspectivo, num ambiente soturno, onde a iluminação nocturna se destaca.