terça-feira, 29 de setembro de 2026
Sugestão da Semana #737
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Queer Lisboa 2026: Vencedores
O filme La Gradiva, da francesa Marine Atlan, foi o grande vencedor da 30.º edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer. O evento aconteceu no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, de 18 a 26 de Setembro.
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| La Gradiva © Films du poisson, Bibi Film TV, Arte France Cinema |
A longa-metragem de estreia de Marine Atlan, La Gradiva, conquistou o Prémio de Melhor Longa-Metragem, bem como o Prémio do Público do festival. Corren las Liebres, de Lorena Ros, foi também duplamente premiado, conquistando o Prémio de Melhor Documentário e o Prémio do Público. Na mesma secção, o júri atribuiu uma menção honrosa ao documentário vietnamita Baby Jackfruit Baby Guava, de Nông Nhật Quang.
Uma seleção das curtas-metragens vencedoras do Queer Lisboa será exibida no dia 1 de Outubro, às 19h30, na Garagem da Vizinha, em Lisboa, numa sessão de entrada livre.
A 31.ª edição decorrerá entre 17 e 25 de Setembro de 2027. Ainda este ano, terá lugar a 12.ª edição do Queer Porto, entre 3 e 7 de Novembro, no Batalha Centro de Cinema, Casa Comum e Passos Manuel. A programação será anunciada em Outubro.
Eis a lista completa de vencedores do Queer Lisboa 2026:
COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
MELHOR FILME
La Gradiva, Marine Atlan (França, Itália, 2026, 145’)
PRÉMIO DO PÚBLICO
La Gradiva, Marine Atlan (França, Itália, 2026, 145’)
COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
MELHOR FILME
Corren las Liebres, Lorena Ros (Espanha, 2025, 71’)
MENÇÃO ESPECIAL
Baby Jackfruit Baby Guava, Nông Nhật Quang (Vietnam, Coreia do Sul, 2026, 105’)
PRÉMIO DO PÚBLICO
Corren las Liebres, Lorena Ros (Espanha, 2025, 71’)
COMPETIÇÃO QUEER ART
MELHOR FILME
Nuestro Cuerpo Es una Estrella que Se Expande, Semillites Hernández Velasco, Tania Hernández Velasco (México, 2025, 84’)
MENÇÃO ESPECIAL
Life Is about Losing Everything, Benjamin Ramírez Pérez, Stefan Ramírez Pérez (Alemanha, Países Baixos, 2026, 100’)
COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
MELHOR FILME
Je veux qu’on se souvienne de nous, Hélène Giannecchini (França, 2026, 26’)
PRÉMIO ALTCONTENT
Fronteriza, Nay Mendl, Rosa Caldeira (Brasil, Paraguai, 2025, 21’)
MENÇÃO ESPECIAL
Seek No Favor, Elle Clay, Leilah Weinraub (EUA, 2025, 14’)
PRÉMIO DO PÚBLICO
Xylella Fastidiosa, Thomas Colineau (França, 2025, 21’)
COMPETIÇÃO IN MY SHORTS – CURTAS-METRAGENS DE ESCOLAS EUROPEIAS
MELHOR FILME
Ãsheghetam, Filmsaaz (França, Suíça, Irão, 2026, 21’)
MENÇÃO ESPECIAL
Sunday Lunch, Lyndon Henley Hanrahan (Reino Unido, 2026, 15’)
Mais informações sobre o Queer Lisboa em https://queerlisboa.pt/.
sábado, 26 de setembro de 2026
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Estreias da Semana #737
terça-feira, 22 de setembro de 2026
MOTELx 2026: Nosferatu: O Vampiro da Noite / Nosferatu: Phantom der Nacht (1979)
"Death is not the worst. There are things more horrible than death."
Conde Drácula
*7.5/10*
Entre a sua vasta filmografia, Werner Herzog realizou Nosferatu: O Vampiro da Noite (1979), muito inspirado no filme de 1922, de F. W. Murnau, mas com uma visão muito própria da história do Conde Drácula, para além do livro de Bram Stoker.
"Jonathan Harker viaja até ao castelo do enigmático Conde Drácula, na Transilvânia, para o ajudar nas diligências da aquisição de uma nova propriedade. No entanto, sem que se aperceba, a sua visita desencadeia uma epidemia de terror na sua cidade natal, Wismar, onde Lucy, a sua esposa, o espera."
O primeiro plano do filme é talvez o mais arrepiante, pela forma realista (quase em estilo documental) com que Herzog o filma. E, afinal, é o pesadelo premonitório de Lucy. Apesar do pedido da esposa para ficar, e dos vários avisos que recebe durante a longa jornada com destino ao castelo de Drácula - inclusive as dicas da comunidade cigana com quem se cruza -, Jonathan é demasiado céptico e orgulhoso para acreditar em superstições e lendas... até que as sente na pele, e logo decide regressar para salvar a amada e a sua cidade. As lendas e mitos que pairavam acerca do Conde, que o protagonista desvalorizou, são afinal mais reais do que as histórias.
Werner Herzog representa Drácula como símbolo de doença. O mal eterno que encarna é a peste, transportada pelas centenas de ratos que o acompanham até Wismar e que tomam de assalto a cidade e suas gentes. A morte chega de barco, já Jonathan, por terra, vem a definhar e fora de si. Em Nosferatu: O Vampiro da Noite, Lilly é retratada como uma mulher perspicaz e capaz de interpretar os seus pesadelos para lá do medo e do terror. Ela quer fazer frente ao Conde e derrotá-lo, ele só a quer a ela, sedento do amor que a une a Jonathan.
Herzog constrói uma narrativa alternativa à de Nosferatu, de 1922, transformando a personagem de terror numa alegoria dos medos do Passado e do Presente: A peste arrasa tudo por onde passa e continuará a fazer vítimas. Será que uma estaca empunhada por Van Helsing é o suficiente para detê-la?
Destaque para as interpretações de Klaus Kinski, Isabelle Adjani e Bruno Ganz.
Nosferatu: O Vampiro da Noite foi um dos três filmes que compuseram o ciclo Falar Sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém), que o MOTELX 2026 apresentou em parceria com o Goethe-Institut Portugal. O ciclo propunha "uma reflexão sobre a morte através de painéis e três obras incontornáveis do cinema de terror alemão, que a encaram como metáfora, obsessão, destino e experiência existencial". O cineasta alemão Jörg Buttgereit (realizador dos outros dois filmes que compõem o ciclo) esteve presente na sessão, à qual se seguiu uma conversa com outros convidados sobre o tema.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Sugestão da Semana #736
domingo, 20 de setembro de 2026
sábado, 19 de setembro de 2026
Estreias da Semana #736
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Chicas Tristes , de Fernanda Tovar , e The Ground Beneath Our Feet , de Yrsa Roca Fannberg , foram os grandes vencedores do FEST - New Di...
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