quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Sugestão da Semana #741

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Clayface, de James Watkins, para começar os preparativos para o Halloween.

CLAYFACE


Ficha Técnica:
Título Original: Clayface
Realizador: James Watkins
Elenco: Tom Rhys Harries, Naomi Ackie, Eddie Marsan, Max Minghella, David Dencik, Francesca Corney, Ruby Sear, Wil Coban, Joshua James
Género: Ficção Científica, Terror, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 108 minutos

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Doclisboa 2026: Vencedores

A 24.ª edição do Doclisboa anunciou os vencedores das Competições Internacional, Portuguesa e Verdes Anos, bem como dos prémios transversais e dos prémios do público, no passado Sábado, dia 24 de Outubro. A cerimónia de entrega de prémios decorreu, na Culturgest, seguida da exibição de Thanks for Coming, de Alain Cavalier, filme de encerramento do festival. 


Eis a lista completa de vencedores:

Competição Internacional

Grande Prémio Cidade de Lisboa
Car la Lune, de Éric Baudelaire

Prémio Doclisboa do Júri da Competição Internacional
Noli me tangere, de Ghassan Salhab

Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal do Júri para Melhor Realização da Competição Internacional
João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, 13 Alfinetes

Competição Portuguesa

Prémio Doclisboa para Melhor Filme
A Voz de Todos – Jornal do Fundão, de Manuel Mozos

Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Portuguesa
Hipogeus, de Raul Domingues

Menção Honrosa
Povo e Poder, de Ico Costa

Prémio Escola – ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa
Povo e Poder

Competição Verdes Anos

Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme da Competição Verdes Anos
A Fossa, de Manuel Ferreira

Prémio Pedro Fortes para Melhor Filme Português nos Verdes Anos
Ponto de Fuga, de Rita Torres

Menção Honrosa
Square of the Unseen, de Theodore Selekos

Competições Transversais

Prémio Revelação UPF Barcelona School of Management –Barcelona Film Society
Promised Spaces, de Ivan Marković

Menção Honrosa
An Incomplete Calendar, de Sanaz Sohrabi

Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho)
Sometimes Sadness, Sometimes Rebellion, de María Aparicio

Prémio para Melhor Curta-Metragem
Chronicle of Tiredness, de Natalia Marín

Prémios do Público

Prémio RVA Legal Partners Direitos e Liberdades
Os Continuadores da Revolução, de Pedro Neves

Prémio do Público Canais TVCine
Casa do Artista - Não é Permitido Envelhecer, de Solveig Nordlund

No dia 30 de Outubro, às 20h00, terá lugar uma sessão de reposição de Povo e Poder, de Ico Costa, na Culturgest.

Na Cinemateca Portuguesa, prossegue, até dia 30 de Outubro, a retrospectiva dedicada a Lino Brocka.

O Doclisboa regressa em 2027, de 14 a 24 de Outubro.

sábado, 24 de outubro de 2026

Estreias da Semana #741

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema sete novos filmes. A Comédia Francesa, Clayface e Memórias de um Cárcere são algumas das estreias em destaque.

A Comédia Francesa (2026)
De la Comédie-Française
Na Comédie-Française há uma regra de ouro: o espectáculo nunca é cancelado. Infelizmente para Nina, a tradição parece desmoronar-se a apenas três horas da estreia da sua primeira encenação. Um actor fica retido num comboio, as tensões entre a equipa aumentam, o equipamento avaria, os egos entram em conflito e o pânico instala-se. Sem alternativa e com o tempo a esgotar-se, Nina terá de manter o espectáculo de pé a qualquer custo. Conseguirá chegar ao momento em que o pano se levanta?

A Desconhecida (2026)
L'inconnue
Com quase 40 anos, David Zimmerman é fotógrafo, mas ninguém sabe disso. Quando os amigos o arrastam para uma festa, David vê uma mulher no meio da multidão e não consegue tirar os olhos dela; segue-a… Algumas horas depois, acorda: está no corpo daquela mulher desconhecida.

A Quinta dos Animais (2025)
Animal Farm
Fábula satírica que acompanha uma revolução animal em que os porcos tomam o poder e a quinta mergulha numa ditadura implacável, cumprindo o aviso de George Orwell sobre os perigos do totalitarismo.

Clayface (2026)
Um conto de terror de Hollywood centrado num actor de filmes de série B que se injecta com uma substância e descobre que é capaz de moldar rosto e corpo, tornando-se numa verdadeira peça de argila ambulante.

Memórias do Cárcere (2026)
Acusados de adultério, Ana Plácido e Camilo Castelo Branco ficam presos por mais de um ano na Cadeia da Relação do Porto, após uma fuga aventureira da justiça pelas terras do Norte. Uma colecção de histórias extraordinárias de gentes com existências amarguradas – falsários, parricidas, infanticidas, e até um rei – que Camilo ali ouviu e contou, com o seu inesgotável génio criativo, no livro Memórias do Cárcere, que o filme adapta.

Operação Teerão (2026)
The Fix
Desiludidos com o fim da guerra no Afeganistão, um grupo de antigos agentes da CIA, desacreditados e marcados pelos traumas do conflito, parte para Teerão em busca de uma última operação capaz de mudar as suas vidas.

The Money Maker - O Falsificador (2026)
L'affaire Bojarski
Na França do pós-guerra, o refugiado polaco Jan Bojarski torna-se o maior falsificador de todos os tempos. Durante mais de 15 anos, o "Cézanne do dinheiro falso" leva uma vida dupla, sem o conhecimento da família, produzindo falsificações num barracão de jardim que eram "mais autênticas" do que as notas emitidas pelo Banco de França. Ao longo desses anos, este falsificador inigualável conseguiu escapar à polícia e tornou-se a obsessão do comissário Mattei.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Sugestão da Semana #740

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Vertigem Mortal 2, de Peter Spierig e Michael Spierig.

VERTIGEM MORTAL


Ficha Técnica:
Título Original: Fall 2: Deadpoint
Realizadores: Peter Spierig e Michael Spierig
Elenco: Harriet Slater, Arsema Thomas, Tom Brittney, Einar Haraldsson
Género: Aventura, Drama, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 98 minutos

sábado, 17 de outubro de 2026

Estreias da Semana #740

Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas seis novos filmes. A Queda da Baleia, O Pecado Mora em Cima e Vertigem Mortal 2 são algumas das estreias em destaque.

A Queda da Baleia (2026)
Whalefall
Jay Gardiner (Austin Abrams) mergulha na costa central da Califórnia em busca dos restos mortais do pai (Josh Brolin). Acidentalmente engolido por um cachalote, tem uma hora para escapar antes que o oxigénio se esgote. Subitamente, percebe que as lições duramente aprendidas que o pai lhe transmitiu, podem ser a chave para a fuga.

Histórias Paralelas (2026)
Histoires parallèles
À procura de inspiração para o seu novo romance, Sylvie (Isabelle Huppert) espia os vizinhos do prédio em frente através de um telescópio. Quando contrata o jovem Adam (Adam Bessa) para a ajudar nas tarefas do dia a dia, não imagina que ele vai virar a sua vida e o seu trabalho do avesso, até a ficção imaginada ultrapassar a realidade.

O Pecado Mora em Cima (2026)
Dois casais partilham o mesmo edifício, mas vivem em universos distintos. Iara (Marisa Orth) e Lusa (Miguel Falabella), brasileiros, enfrentam o silêncio e o desgaste de um casamento marcado pela rotina e pela distância. No andar de cima, Pedro (Pedro Carvalho) e Inês (Inês Aires Pereira), portugueses e mais jovens, vivem uma relação intensa, marcada por energia, impulsividade e uma intimidade ainda vibrante. Entre paredes finas, diálogos cortantes e mal-entendidos culturais, o convívio entre os casais transforma-se num palco de riso, desconforto e revelações.

Street Fighter (2026)
A narrativa decorre em 1993, onde Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo) voltam a cruzar destinos ao serem recrutados pela enigmática Chun-Li (Callina Liang). Juntos, enfrentam o torneio World Warrior, uma competição feroz que esconde uma conspiração letal e arrisca colocá-los frente a frente, tanto como adversários quanto diante dos seus próprios fantasmas.

Trapalhões (2025)
Allez Hëpp Hopp Hopp!
Holly vive escondida num velho farol com o seu irmão Peat. Enquanto Peat teme sair à rua e enfrentar novos perigos, Holly sonha descobrir o mundo. Um dia, decide partir numa aventura, mas acaba perseguida por uma gata que a confunde com um rato gigante com espinhos. Ao tentar fugir, Holly cruza-se com Walter, um coelho exausto pela vida familiar que a salva de um acidente. No entanto, Walter sofre uma pancada e perde a memória, passando a acreditar que é um herói destemido. Para Holly, esta é a oportunidade para viver uma aventura num mundo imaginário cheio de reinos, dragões e princesas, onde ambos terão de descobrir o herói que existe dentro de si.

Vertigem Mortal 2 (2026)
Fall 2: Deadpoint
Duas amigas enfrentam novos desafios na Tailândia, onde o terreno imprevisível, a exposição a elementos extremos e a ausência de qualquer refúgio tornam a luta pela sobrevivência mais perigosa do que nunca.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Crítica: Primetime (2026)

"You see how this looks, right?"

Chris Hansen

*6.5/10*

Muito antecipado, em especial pela prestação de Robert Pattinson, Primetime, de Lance Oppenheim, vive do actor principal e do trabalho técnico e estético. Um pouco mais de fôlego e maior foco na série To Catch a Predator poderiam ser a chave para um resultado final mais intenso e até violento.

Em 2006, o jornalista Chris Hansen (Robert Pattinson) prepara-se para mudar a história da televisão, quando a série, To Catch a Predator, que apresenta no programa Dateline NBC, passa a ser transmitida em horário nobre, após o sucesso de audiências que estava a ter. O foco da série era capturar predadores sexuais reais em flagrante, filmando todo o processo, até à sua detenção pelas forças de policiais.

Quer se conhecesse previamente ou não a série e o jornalista, ao assistir a Primetime, entende-se o potencial que a mesma tinha para gerar polémica. São muitas as questões éticas (e até legais) que se colocam ao fazer um reality show, aliciando potenciais abusadores de menores e prendendo-os assim que chegam ao local combinado na Internet.

Lance Oppenheim tinha em mãos um tema sensível e optou por destacar mais a figura do controverso jornalista do que a série propriamente dita. Se, por um lado, o realizador capta um Robert Pattinson totalmente camaleónico, que molda a voz e os gestos ao verdadeiro Chris Hansen, num desempenho arrepiante; por outro, a plateia espera ver mais tensão, mais potenciais suspeitos e reacções, maior conflito e mais emoções nos bastidores das filmagens.

As questões são lançadas mas pouco exploradas: a culpa que os "iscos" sentem; a legalidade das filmagens; os artifícios que Hansen usa para conseguir uma espécie de confissão ao vivo; e todos os dilemas éticos que esta "caça ao predador" levanta. E, apesar de nada disto ser aprofundado, Primetime tem ainda tempo para se focar na vida pessoal do apresentador que, para além da personalidade provocadora, vê um iminente escândalo prestes a rebentar.

Primetime promete mais do que oferece. Com uma temática tão pouco usual em mãos e muito para explorar - um reality show que apanha abusadores de menores não é algo de que se ouça falar todos os dias - o filme de Lance Oppenheim oferece muito menos do que o documentário de 2025 sobre o mesmo tema, Predators, de David Osit. A jóia da coroa da longa-metragem é mesmo a interpretação imperturbável de Robert Pattinson que se entrega de corpo e voz ao protagonista.