segunda-feira, 27 de junho de 2022

FEST – Novos Realizadores | Novo Cinema 2022: Vencedores

Imaculat, de Monica Stan e George Chiper, é o grande vencedor da 18.ª edição do FEST - Novos Realizadores | Novo Cinema. O Grande Prémio Nacional foi para Mansa, de Mariana Bártolo.

A 19ª edição do FEST – Festival Novos Realizadores | Novo Cinema já está marcada e acontecerá de 19 a 26 de Junho de 2023. Mais informações em https://site.fest.pt/pt.

Eis a lista completa de vencedores e júri do FEST 2022:

Lince de Ouro – Ficção

Alinhoa Rodriguez (ESP) - Realizadora

Caprice Crawford (EUA/DEU) - Actriz e agente

Miguel Nunes (POR) - Actor

Imaculat

Menção Honrosa Direcção de Fotografia – Utama

Menção Honrosa Realização – A Piece of Sky

 

Lince de Ouro Documentário

Alberto Valverde (ESP) - Relações Internacionais DA

Nino Kovacic (CRO) - Programador e Crítico de Cinema

Alis


Lince de Prata – Ficção

Luísa Alvão (POR) - Programadora

Meltse Van Collie (BEL) - Realizadora

Niels Putman (BEL) Programador e Critico de Cinema

Mona & Parviz

Menção Honrosa – A Man Trembles

 

Lince de Prata Documentário

Alberto Valverde (ESP) - Relações Internacionais DA

Nino Kovacic (CRO) - Programador e Crítico de Cinema

Even Though They Streal My Dreams

Menção Honrosa - My Period is Late

 

Grande Prémio Nacional

Christopher Nunn (GBR) - Académico

Tomek Popakul (POL) - Realizador

Mansa

Menção Honrosa - Da Sala ao Cinema a Rua

Menção Honrosa - A Rapariga de Saturno

 

Lince de Prata – Animação

Christopher Nunn (GBR) - Académico

Tomek Popakul (POL) - Realizador

Terra Incógnita

Menção Honrosa - Toothless'

Menção Honrosa - Fall of the Ibis King'

 

Lince de Prata – Experimental

Christopher Nunn (GBR) - Académico

Tomek Popakul (POL) - Realizador

Woman As Image, Man As Bearer of the Look

Menção Honrosa - The Empty Sphere

Menção Honrosa - Apocalypse Baby, We Advertise The End of the World

 

NEXXT – Competição Académica

Rubén Sevivas (POR) - Realizador

Tiago Santos (POR) - Programador

Headfish

Menção Honrosa – Frida

 

FESTinha #Sub10

Big Box

 

FESTinha #Sub12

Life Expectancy

 

FESTinha #Sub16

Spotless

 

Voto Público

Lince de Ouro - Daughters Of Abdul-Rahman (Zaid Abu Hamdan)

Lince de Prata - Unter der Welle (Veronika Hafner)

domingo, 26 de junho de 2022

Curtas Vila do Conde 2022 com programa fechado

 A 30.ª edição do Curtas Vila do Conde já tem programação fechada. O festival acontece entre os dias 9 e 17 de Julho.

The Potemkinists, Radu Jude

Na Competição Internacional, destaque para os novos filmes de Radu Jude, Antonin Peretjatko, Hlynur Pálmason, Yann Gonzalez e Tsai Ming-liang. Fora de competição, encontram-se estreias nacionais da secção Da Curta à Longa como Fogo Fátuo, de João Pedro Rodrigues, O Joelho de Ahed, de Nadav Lapid, e Saudade do Futuro, de Anna Azevedo Gomes. Os três realizadores estarão em Vila do Conde para apresentarem as sessões e conversarem com o público. 

Em foco, na secção New Voices, estará a realizadora francesa Céline Devaux, num programa que integra, entre outros, Toda a Gente Gosta de Jeanne, uma coprodução portuguesa que estreou na última edição do Festival de Cannes, rodada em Lisboa. 

Fogo Fátuo, João Pedro Rodrigues

Radu Jude vai marcar presença em Vila do Conde para apresentar The Potemkinists, "uma comédia sobre a arte, a memória e a força da resistência". Já Tsai Ming-Liang traz ao Curtas 2022, The Night, "retrato sobre o ritmo, a beleza e as mudanças da cidade de Hong Kong". Em Hideous, de Yann Gonzalez, acompanha "a estrela pop Oliver Sim (membro dos The XX) enquanto uma entrevista num talk show se transforma numa viagem surreal de amor, vergonha e massacre". Por outro lado, o islandês Hlynur Pálmason filma Nest, "uma história onde três irmãos constroem juntos uma casa na árvore durante um ano". Em Yellow SaturdayAntonin Peretjatko regista "dois anos de Coletes Amarelos vistos pelos olhos de um homem com a mesma idade de Emmanuel Macron"

Na Competição Nacional, destaque as estreias nacionais de Aos Dezasseis, de Carlos Lobo; Ice Merchants, de João Gonzalez; Garrano, de David Doutel e Vasco SáSkola di Tarafe, de Sónia Vaz Borges e Filipa César, See You Later Space Island, de Alice dos Reis. Em estreia mundial, o Curtas passará O Casaco Rosa, de Mónica Santos, O Teu Peso em Ouro, de Sandro Aguilar, , de Margarida Vila-Nova, Saturno, de Luís Costa e André Guiomar; Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho, As Sacrificadas, de Aurélie Oliveira Pernet, Heitor sem Nome, de Vasco Saltão, Raticida, de João Niza Ribeiro, e Segunda Pessoa, de Rita Barbosa

Ice Merchants, João Gonzalez

Fora de competição, o Curtas Vila do Conde vai exibir O Homem do Lixo, de Laura Gonçalves, Azul, de Ágata Pinto, Tornar-se Um Homem na Idade Média, de Pedro Neves Marques, By Flávio, de Pedro Cabeleira, e Catraias, de Tânia Dinis

A Competição Experimental apresentará 19 obras em estreia nacional, entre as quais When There Is No More Music To Write, And Other Roman Stories, de Eric Baudelaire, e A Human Certainty, de Morgan Quaintance

À 30.ª edição do Curtas regressam o programa especial desenvolvido para jovens e público familiar (Curtinhas e My Generation), a competição Take One!, dedicada a filmes de escola, e ainda uma selecção de curtas proposta pela European Film Academy. Ao programa Stereo, junta-se a exibição de Da Weasel: Agora e Para Sempre, documentário sobre a história e percurso da banda portuguesa. 

Destaque ainda para Curtas 30 Anos, Exposição Documental, que leva o público numa "viagem pela história e evolução do Curtas, através de um conjunto de folhetos, cartazes, catálogos, livros e outras publicações que marcaram estes últimos 30 anos".

O programa completo da 30.ª edição do Curtas de Vila do Conde pode ser consultado em www.curtas.pt.

Sugestão da Semana #514

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o documentário português sobre os 25 anos da Companhia de Teatro do Chapitô, Os Grandes Criadores, de de Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro, que já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: Os Grandes Criadores
Realizadores: Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro
Elenco: Jorge CruzPaulo CunhaSofia de PortugalEduardo Faria, José Carlos GarciaTânia Melo, Carlos MoránFernando Mota, John MowatSusana NunesRicardo Peres
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 84 minutos

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Estreias da Semana #513

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas oito novos filmes. Há também uma novidade no streaming.

Campo de Sangue (2022)
A personagem de um romance escrito no passado ganha vida no presente para atormentar a autora, revivendo e revisitando com ela a história do crime da Pensão da Avenida.

Deadlock - Sem Saída (2021)
Deadlock
Mack é um antigo soldado que se mudou para uma cidade, perto de uma central nuclear. Quase todos os habitantes trabalham na central e a vida é pacífica, até ao dia em que um bando de mercenários invade o reactor e faz reféns, incluindo um grupo de crianças numa viagem escolar. Agora, Mack inicia uma corrida contra o tempo para usar o seu treino militar e derrotar os mercenários antes que estes provoquem uma catástrofe irremediável. Pelo caminho, descobre o motivo do ataque e um enorme segredo escondido na cidade.

Elvis (2022)
A vida de Elvis Presley vista pelo ângulo da complexa relação com o seu enigmático agente, o Coronel Tom Parker.

O Telefone Negro (2022)
The Black Phone
Finney Shaw, um rapaz de 13 anos, tímido, mas perspicaz, foi raptado por um assassino em série que o prende numa cave à prova de som, manchada com o sangue de meia dúzia de outras crianças assassinadas. Um antigo telefone, há muito desligado, toca durante a noite com as vozes dessas vítimas, decididas a salvar Finney.

Criada em 1996, a Companhia de Teatro do Chapitô tem desenvolvido o seu trabalho, muitas vezes, sem a atenção devida dos seus pares. É a companhia de teatro portuguesa mais premiada internacionalmente. Durante cerca de um ano, entre 2020 e 2021, os realizadores acompanharam a companhia no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância. Uma viagem que olhou também para a história desses 25 anos através das muitas imagens de arquivo que a companhia registou ao longo do tempo.

Recreio (2021)
Un monde
Nora tem sete anos e vê Abel, o irmão mais velho, ser intimidado por outras crianças no recreio da escola. Apressa-se a protegê-lo, mas Abel obriga-a a permanecer em silêncio. Apanhada num conflito de lealdade, Nora tenta encontrar o seu lugar, dividida entre o mundo das crianças e o dos adultos.

Tão Perto, Tão Longe (2019)
Deux moi
Rémy e Mélanie têm 30 anos e moram no mesmo distrito de Paris. Ela multiplica compromissos perdidos nas redes sociais enquanto ele luta para se encontrar. São ambos vítimas dessa solidão das grandes cidades, numa era em que todos estão hiper ligados e onde deveria ser mais fácil encontrar alguém. Duas pessoas, dois caminhos. Sem saber, tomam estradas que os levam na mesma direção.

Um Iaque na Sala de Aula (2019)
Lunana: A Yak in the Classroom
Ugyen, um jovem professor da zona moderna do Butão, foge aos seus deveres enquanto planeia ir para a Austrália para se tornar cantor. Como castigo, os seus superiores mandam-no para a escola mais remota do mundo, numa aldeia chamada Lunana, para concluir o seu contrato. Ugyen dá por si afastado dos confortos ocidentais após uma dura caminhada de oito dias para chegar à aldeia. Em Lunana, não há electricidade, manuais, nem um quadro na sala de aula. Apesar de pobres, os aldeões recebem calorosamente o novo professor, mas ele tem a tarefa intimidante de ensinar as crianças sem materiais. Quer desistir e ir-se embora, mas começa a descobrir as dificuldades das crianças que ensina e a transformar-se através da incrível força espiritual dos aldeões.

Amazon Prime Video

Estreia a 24 de Junho:

My Fake Boyfriend (2022)
Andrew tem um grave problema: não pode afastar-se do namorado tóxico que acaba de o deixar. Os amigos intrometidos decidem ajudá-lo criando Cristiano, um falso namorado perfeito para ele partilhar nas redes sociais. O problema está resolvido, certo? Só que não.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Crítica: Os Grandes Criadores (2022)

*7/10*

Os Grandes Criadores, de Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro, entra na intimidade da Companhia de Teatro do Chapitô, desde a sua formação, em 1996, acompanhando o processo criativo e disruptivo dos actores, as longas tournées e o que tem mudado ao longo dos seus 25 anos de existência, comemorados em 2021.

O documentário entra nas rotinas da companhia de teatro e, durante um ano, entre 2020 e 2021, acompanha-a "no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância". Ao mesmo tempo, Os Grandes Criadores conta a História desses 25 anos através de imagens de arquivo, que a companhia foi registando, e de testemunhos de actores, programadores culturais, directores artísticos, que os admiram e muito aprenderam com eles.


Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro realizaram um documentário enriquecedor e que honra todo o trabalho árduo e fora de série que a Companhia de Teatro Chapitô tem feito ao longo de mais de duas décadas.

Cada excerto das imagens de arquivo das suas peças aguça a curiosidade dos que desconheciam o seu trabalho, e aumenta a vontade de regressar aos que já os acompanham. O filme faz despertar múltiplas emoções na plateia: entre a admiração por uma criatividade sem fim, a vontade de partilhar o espaço com os actores, o sentido de humor provocador e inventivo, e até uma espécie de contágio pelo espírito livre desta forma de encenar e de fazer teatro.


Imparáveis ao longo de 25 anos, há momentos em que os actores também param e pensam no futuro, e a câmara dos realizadores (ou o público) é o ouvinte atento e compreensivo, que em menos de hora e meia de filme, percorreu com eles mais de duas décadas de esforço e dedicação - e muitos quilómetros no país e além fronteiras, numa intimidade e partilha de companheiros.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Doclisboa e Cinemateca Portuguesa apresentam retrospectiva de Carlos Reichenbach e há sessão de antevisão a 1 de Julho

A obra do cineasta brasileiro Carlos Reichenbach será alvo de uma retrospetiva integral em Outubro, numa parceria entre o Doclisboa 2022 e a Cinemateca Portuguesa, que vai revelar uma filmografia de cinco décadas, com vários filmes nunca antes mostrados fora do Brasil. 

Sangue Corsário, Carlos Reichenbach

A obra do realizador brasileiro junta-se à já anunciada retrospectiva A Questão Colonial. Para assinalar as duas retrospectivas, no dia 1 de Julho, às 21h45, o Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa vão apresentar uma sessão de antevisão, com a exibição de duas curtas do realizador brasileiro: Sangue Corsário Sonhos de Vida, e ainda Cabascabo, o primeiro filme realizado pelo cineasta nigerense Oumarou Ganda. As sessões acontecem na esplanada da Cinemateca.

Reichenbach foi um dos protagonistas do Cinema Marginal, importante movimento do cinema brasileiro, a par do Cinema Novo, nascido nos anos 60, em plena ditadura militar, no centro do bairro Boca do Lixo, São Paulo, como resposta à instabilidade vivida no país. Da filmografia do cineasta destacam-se títulos como Lilian M. (1974), Amor, Palavra Prostituta (1981), O Império do Desejo (1980), Filme Demência (1985), Anjos do Arrabalde (1987), e Alma Corsária (1994).

Carlos Reichenbach explorou géneros e estéticas tão distintas como o thriller, o pornográfico ou o experimental, "criando uma heterogeneidade estilística essencial para preservar a liberdade criativa face às condições sociopolíticas e económicas que enfrentava, colocando o cinema como um gesto de revolta contra o mundo estabelecido".

SESSÃO DE ANTEVISÃO DAS RETROSPECTIVAS

1 JULHO, 21H45 | ESPLANADA DA CINEMATECA PORTUGUESA

Sangue Corsário, de Carlos Reichenbach

Brasil, 1980, 10’

"Deambulando por São Paulo, dois antigos amigos encontram-se. Viveram juntos os loucos e psicadélicos anos 1960, mas as mudanças económicas e políticas das décadas seguintes afastaram-nos por caminhos de vida diferentes. Um continua a ser poeta, o outro é agora bancário. Homenagem à contracultura brasileira e à poesia de Orlando Parolini, actor em vários filmes de Reichenbach."


Sonhos de Vida, de Carlos Reichenbach

Brasil, 1979, 10’

"Duas operárias da periferia de São Paulo, interpretadas pelas musas da Boca do Lixo Patrícia Scalvi e Misaki Tanaka, decidem procurar alguma diversão mesmo com o pouco dinheiro que têm. Primeiro filme de Carlos Reichenbach que retrata o universo das mulheres operárias brasileiras, tema depois recorrente na sua obra."


Cabascabo, de Oumarou Ganda

França, Níger, 1969, 45’

"Oumarou Ganda, o Edward G. Robinson de Eu, um Negro, assina, dez anos mais tarde, este seu primeiro filme, obra seminal do cinema nigerense. Cabascabo, escrito, realizado e interpretado por Ganda, inspira-se na sua história pessoal de antigo combatente da Infantaria francesa na Guerra da Indochina. Num tom tragicómico, seguimos as desventuras de Cabascabo, que dilapida o seu soldo enquanto tenta encontrar o seu lugar na vida civil."

O Doclisboa 2022 acontece de 6 a 16 de Outubro. Mais informações no site do festival e no  site da Cinemateca Portuguesa.

domingo, 19 de junho de 2022

Sugestão da Semana #512

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Um Outro Mundo, de Stéphane Brizé, protagonizado por Vincent Lindon.

UM OUTRO MUNDO



Ficha Técnica:
Título Original: Un autre monde
Realizador: Stéphane Brizé
Elenco: Vincent Lindon, Sandrine Kiberlain, Anthony Bajon, Marie Drucker
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 96 minutos