sábado, 11 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Estreias da Semana #726
Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas seis novos filmes. O Convite e Vaiana (agora com actores de carne e osso) são duas das estreias em destaque.
Evil Dead Burn (2026)
Após a perda do marido, uma mulher procura consolo junto dos sogros na casa de família. À medida que, um a um, vão sendo possuídos por demónios, ela descobre que os votos que fez em vida persistem após a morte.
Franz (2025)
Filme biográfico sobre o escritor checo Franz Kafka acompanha o seu percurso desde o nascimento, na Praga do século XIX, até à morte em Viena, após a Primeira Guerra Mundial.
George Washington (2026)
Young Washington
Filme levemente inspirado na juventude de George Washington. Com 22 anos, após o início da Guerra Franco-Indígena, Washington é forçado a enfrentar o fracasso pessoal, uma perda devastadora e o peso da responsabilidade.
O Convite (2026)
The Invite
O casamento de Joe e Angela está por um fio. Quando convidam os seus enigmáticos vizinhos do andar de cima para um jantar, a noite toma rumos inesperados. Terão reacendido a chama, ou acendido o fósforo que fará tudo arder?
Pelo Adam (2025)
L'Intérêt d'Adam
Perante o desespero de uma jovem mãe e do seu filho, uma enfermeira decide fazer tudo o que pode para os ajudar, mesmo que isso implique desafiar a sua hierarquia.
Vaiana (2026)
Moana
Na antiga Polinésia, uma terrível maldição lançada por Maui atinge a ilha de um impetuoso chefe tribal. A sua obstinada filha responde ao chamamento do oceano para procurar o semideus e corrigir a situação.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Sugestão da Semana #725
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana faz duplo destaque: Mínimos e Monstros e Tuner - Ouvido Absoluto, Mão Leve.
MÍNIMOS E MONSTROS
Ficha Técnica:
Título Original: Minions & Monsters
Título Original: Minions & Monsters
Realizador: Pierre Coffin
Elenco: Pierre Coffin, Trey Parker, Allison Janney, Romesh Ranganathan, Christoph Waltz, Jeff Bridges, Jesse Eisenberg
Género: Animação, Aventura, Comédia, Fantasia
Classificação: M/6
Duração: 90 minutos
TUNER - OUVIDO ABSOLUTO, MÃO LEVE
Ficha Técnica:
Título Original: Tuner
Título Original: Tuner
Realizador: Daniel Roher
Elenco: Leo Woodall, Dustin Hoffman, Havana Rose Liu, Tovah Feldshuh, Jean Reno, Lior Raz, Nissan Sakira, C.S. Lee, Gil Cohen
Género: Crime, Thriller
Classificação: M/12
Duração: 107 minutos
sábado, 4 de julho de 2026
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Estreias da Semana #725
Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. Mínimos e Monstros, Letras Roubadas e Mogwai: Se as Estrelas Tivessem Som são algumas das estreias em destaque.
L'aventura (2025)
Férias de Verão. Sardenha, Itália. Uma viagem de família. Claudine, com 10 anos, decide contar as histórias das suas aventuras ao seu irmão Raoul, de três anos. Isto é, quando ele deixa…
Letras Roubadas (2026)
Power Ballad
Um cantor de casamentos e uma estrela pop em declínio colaboram numa canção, dando origem a uma série de consequências cómicas.
Mínimos e Monstros (2026)
Minions & Monsters
A história turbulenta e disparatada de como os Mínimos conquistaram Hollywood, se tornaram estrelas de cinema, perderam tudo, libertaram monstros e, finalmente, se uniram numa tentativa desesperada de salvar o planeta do caos que eles próprios criaram.
Mogwai: Se as Estrelas Tivessem Som (2024)
Mogwai: If The Stars Had A Sound
Com mais de 25 anos de carreira e dez álbuns de estúdio, os Mogwai definiram um som próprio, combinando intensidade sonora com uma delicadeza melódica rara. O filme acompanha o percurso da banda desde os seus primeiros passos, em meados dos anos 1990, até à criação do décimo álbum durante o confinamento de 2020, em Glasgow - um disco que, contra todas as expectativas, viria a fazer história.
O Rei da Internet (2026)
Daniel destacou-se como um dos maiores hackers do Brasil, fez parte de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais, viveu intensamente e foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Tudo isto antes de completar 17 anos.
Tin Soldier: Agente Infiltrado (2025)
Tin Soldier
Após regressar da guerra profundamente marcado pelo trauma, o ex-sargento Nash Cavanaugh (Scott Eastwood) cai sob a influência de uma seita paramilitar liderada pelo enigmático e manipulador Bokushi (Jamie Foxx), um antigo combatente que promete ajudar soldados com stress pós-traumático. No interior do complexo fortificado onde vivem os Shinjas, combatentes fanáticos treinados para obedecer cegamente ao líder, Nash apaixona-se por Evoli (Nora Arnezeder), desafiando as regras impostas pela organização. Quando ambos tentam fugir, são separados tragicamente, levando Nash a acreditar que ela e o filho que esperavam morreram. Consumido pela culpa, pelo alcoolismo e por alucinações, Nash é recrutado por uma operação secreta do governo destinada a derrubar Bokushi. Mas ao descobrir que Evoli pode afinal estar viva, Nash decide regressar ao coração da seita para enfrentar o homem que destruiu a sua vida.
Tuner - Ouvido Absoluto, Mão Leve (2025)
Tuner
A vida de um talentoso afinador de pianos muda radicalmente quando descobre que a sua precisão meticulosa na afinação de pianos pode ser igualmente aplicada a abrir cofres.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Sugestão da Semana #724
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Broken English, de Iain Forsyth e Jane Pollard, documentário sobre Marianne Faithfull.
BROKEN ENGLISH
Ficha Técnica:
Título Original: Broken English
Título Original: Broken English
Realizadores: Iain Forsyth e Jane Pollard
Elenco: Tilda Swinton, Marianne Faithfull, George MacKay, Calvin Demba, Zawe Ashton, Sophia Di Martino, Suki Waterhouse, Beth Orton, Courtney Love, Jehnny Beth, Nick Cave
Género: Documentário
Classificação: M/14
Duração: 98 minutos
domingo, 28 de junho de 2026
Crítica: 18 Buracos para o Paraíso (2025)
"Isto é o prenúncio do fim..."
*8/10*
João Nuno Pinto distingue-se no cinema português pela forma diferenciadora de filmar e pela criatividade com que tem construído a sua, ainda curta, filmografia. À terceira longa-metragem, o realizador continua a não desiludir. 18 Buracos para o Paraíso é um espelho do seu estilo provocador e muito actual.
"Numa herdade portuguesa assolada pela seca, proprietários e empregados relatam a mesma história a partir de visões opostas, expondo as feridas, contradições e fragilidades de um mundo à beira do colapso."
18 Buracos para o Paraíso acontece em pleno Verão, no Alentejo, onde uma reunião familiar, com vista à venda da propriedade que três irmãos herdaram do pai, se transforma numa história de sobrevivência, quer pelo grande incêndio que deflagra muito perto, quer pela luta de classes que, de repente, toma lugar.
Retrato hiperbolizado do mundo actual (ou talvez a realidade ainda seja pior), o filme lança temas "sensíveis", como a pressão imobiliária, a seca, a desertificação do interior e as culturas intensivas no Alentejo. Descobrem-se segredos, desafiam-se as personagens, que se revelam, pouco a pouco, quanto mais quente e seco o ambiente se torna. A tensão é crescente, e tudo fica cada vez mais incómodo e sujo (no sentido mais físico da palavra), com o calor, o fumo e falta de água a contribuírem para esse resultado. Prende-se ao ecrã a plateia, curiosa, que, inesperadamente, é conduzida por um caminho incómodo e para um desenlace desafiador.
Há um lado de alerta ambiental muito forte em 18 Buracos para o Paraíso - primeiro filme português com a certificação internacional Green Film, que reconhece práticas ambientalmente responsáveis na área audiovisual -, e mesmo que esse não seja o principal foco da longa-metragem, é o grande influenciador das cisões da trama.
Muito influenciado pelo seu percurso da publicidade, a obra de João Nuno Pinto apresenta um dinamismo pouco comum no panorama cinematográfico nacional. Ao mesmo tempo, as influências de outros cineastas denotam-se em muitos planos ou movimentos de câmara mais arrojados.
E mesmo que haja alguns clichés aparentemente evitáveis - quase todos na personagem do irmão da família, interpretado por Jorge Andrade -, estes também servem para agudizar o fosso entre ricos e pobres em redor da herdade. Os que servem e os que são servidos, os que têm tudo e querem mais e os que pouco têm e ainda continuam a dar aos outros.
A forma tripartida de contar a mesma história funciona especialmente bem na primeira e terceira partes - os pontos de vista de Francisca e de Susana -, com a conclusão épica na cena final, uma espécie de pintura em movimento. Tecnicamente, 18 Buracos para o Paraíso é irrepreensível, com uma fabulosa direcção de fotografia, efeitos especiais de invejar e um trabalho de som muito bem conseguido. Também a certeira banda sonora da compositora Ginevra Nervi acompanha a acção e a tensão crescente como poucas.
O filme de João Nuno Pinto distingue-se ainda por ter três protagonistas femininas, algo que rareia no cinema. Margarida Marinho, Beatriz Batarda e Rita Cabaço são as três mulheres fortes da história (onde também Luísa Ortigoso e Joana Bernardo se destacam), todas elas com interpretações marcantes.
Como Francisca, Margarida Marinho surge livre para se entregar a uma personagem que deambula entre a extravagância e a loucura, com o álcool a comandar grande parte dos seus dias, demonstrando um humanismo que os irmãos não partilham consigo; já a enfermeira Susana, de Rita Cabaço, a filha da empregada da casa, mostra uma extraordinária capacidade de tomar as rédeas da acção quando tudo parece perdido, num desespero e raiva latentes e um amor que chega a magoar. As duas actrizes são magnéticas e entregam-se totalmente a 18 Buracos para o Paraíso.
E, depois de América (2010) e Mosquito (2020), João Nuno Pinto não desilude. 18 Buracos para o Paraíso é o espelho da criatividade do seu autor e da sua forma diferenciadora de filmar. Um filme provocador, que mantém o suspense, segue rumos inesperados e nunca deixa a plateia num lugar seguro.
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sábado, 27 de junho de 2026
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