quarta-feira, 22 de abril de 2026

IndieLisboa 2026: Programa completo

O IndieLisboa regressa à capital de 30 de Abril a 10 de Maio, e a programação completa já foi revelada. O festival dividir-se-á entre Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Cinema Ideal, Cinema Fernando Lopes e Piscina da Penha de França.

The Loneliest Man in Town, de Tizza Covi e Rainer Frimmel, é o Filme de Abertura do festival e é exibido a 30 de Abril, às 19h00, no Cinema São Jorge. A encerrar, está The History of Concrete, de John Wilson, no dia 10 de Maio, às 21h30, na Culturgest.

18 Buracos para o Paraíso

Competição Nacional

Na Competição Nacional de Longas-metragens, destaque para a exibição dos novos filmes de João Nuno Pinto (18 Buracos para o Paraíso), João Nicolau (A Providência e a Guitarra) e Susana de Sousa Dias (Ford – Fordlândia Panacea). De referir ainda a estreia de Diogo Allen como realizador com Cochena, que acompanha o quotidiano de uma família cigana; e a estreia nas longas-metragens de Pedro Ramalhete com Óculos de Sol Pretos.

18 Buracos para o Paraíso, João Nuno Pinto

A Providência e a Guitarra, João Nicolau

Cochena, Diogo Allen – estreia mundial

Fordlândia Panacea, Susana de Sousa Dias

Fractais Tropicais, Leonardo Pirondi – estreia mundial

Kiss And Be Friends, Ana Baldini e Roly Witherow – estreia mundial

Óculos de Sol Pretos, Pedro Ramalhete

Segundo Amor, Rodrigo Braz Teixeira – estreia mundial


Nas curtas nacionais, este ano com 21 filmes - a maior selecção de sempre do IndieLisboa -, destaque para A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes; Computadora, de Alice dos Reis; Dois e Um Gato, a primeira obra da montadora Patrícia Saramago, que morreu no passado mês de Outubro (e que terá no final do mês de Abril um ciclo de homenagem na Cinemateca Portuguesa); Filme Pin, da dupla colombiana Maria Rojas Arias e Andrés Jurado; Vivomorto, de André Santos e Marco LeãoDog Day, de David BonnevilleOs Bravos, de Catarina Mourão; e Quietness, de Gonçalo Almeida.

o, Francisca Alarcão

A Solidão dos Lagartos, Inês Nunes

Como Mover uma Casa, Francisco Borges – estreia mundial

Computadora, Alice dos Reis

Coroa de Espinhos, Francisco Moura Relvas

Diário Antecipado, João Sarantopoulos – estreia mundial

Dog Day, David Bonneville – estreia mundial

Dois e Um Gato, Patrícia Saramago – estreia mundial

Filme Pin, Maria Rojas Arias e Andrés Jurado

Monstro, Nuno Baltazar – estreia mundial

Nabia, Sabrina D. Marques – estreia europeia

O Intruso, a partir dos textos de Jean-Luc Nancy, María Zambrano e da minha autobiografia, João Paulo Serafim – estreia mundial

O Meu Amor do Rancho, Miguel De – estreia mundial

Os Bravos, Catarina Mourão – estreia mundial

P’ra que Vivam, Carlos Lima – estreia mundial

Quietness, Gonçalo Almeida

Raw Material, James Newitt – estreia mundial

Sono Solto, Rodrigo Teixeira – estreia internacional

Vivomorto, André Santos & Marco Leão – estreia mundial

Venenus, Maria Fages

XYZ, Alexandre Alagôa

Frío Metal

Competição Internacional

Na Competição Internacional de longas-metragens, encontram-se alguns títulos envoltos em traumas familiares ou impasses da intimidade. Dry Leaf, do georgiano Alexandre Koberidze, narra a busca de um pai por uma filha que partiu para cumprir o seu projecto de longa-data: fotografar campos de futebol consumidos pelo tempo e vegetação. A longa de estreia de Sophy Romvari, Blue Heron, acompanha a mudança de uma família húngara para a Ilha de Vancouver, no Canadá. Fiz um Foguete Imaginando Que Você Vinha, a primeira longa da brasileira Janaína Marques, é uma viagem imaginada com o propósito de criar memórias felizes, que Rosa, deitada numa marquesa em plena ressonância magnética, não encontra dentro de si.

Anoche conquisté Tebas, Gabriel Azorín

Barrio Triste, Stillz

Blue Heron, Sophy Romvari

Bouchra, Meriem Bennani e Orian Barki

Conference of the Birds, Amin Motallebzadeh

Dry Leaf, Alexandre Koberidze

Fiz um Foguete Imaginando Que Você Vinha, Janaína Marques

Frío Metal, Clemente Castor

Holy Destructors, Aistė Žegulytė

The Plant from the Canaries, Ruan Lan-Xi


Entre as 33 curtas-metragens a concurso na Competição Internacional, destaque para títulos como The Apple Doesn’t Fall..., de Dean Wei; Intersecting Memory, de Shayma’ AwawdehFiction Contract, de Carolyn Lazard; e Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique.

A Small Fiction of My Mother in Beijing, Dorothea Sing Zhang – estreia europeia

Another Other, Bex Oluwatoyin Thompson

Buckskin, Mars Verrone – estreia europeia

Buda, Raphaël Kaddour

Busy Bodies, Kate Renshaw-Lewis

Certas Formas, Luiz Afonso Morêda – estreia mundial

Cycle of violence: Puppy Please!, Felicia Bergström

Détective Smiley et les amis perdus, Antoine Du Jeu – estreia internacional

El Cazador, Luciana Riso, Manuel Villa – estreia internacional

El oído absoluto, Rafael Federman – estreia mundial

Fanny à la plage, Raphaëlle Petit-Gille

Fiction Contract, Carolyn Lazard

Henry is a Girl Who Likes to Sleep, Marthe Peters

Home is where the heart is, Timothée Engasser

Honey, My Love, So Sweet, JT Trinidad

Horde, Janina Ksieska

Hotel Oblique, Merlin Flügel

How to Catch a Butterfly, Kiriko Mechanicus

I Am The Film Motherfucker, But I Am Real, MeowX2

Intersecting Memory, Shayma' Awawdeh

Ivar, Markus Tangre

Kontrewers, Zuza Banasińska

La Mort du poisson, Eva Lusbaronian

Last Tropics, Thanasis Trouboukis

Loynes, Dorian Jespers

O Rio de Janeiro Continua Lindo, Felipe Casanova

Os Arcos Dourados de Olinda, Douglas Henrique – estreia europeia

Paradaïz, Matea Radic

Son, Leona Cauklija

Stallion y la Bola de Cristal, Christian Avilés

The Apple Doesn't Fall..., Dean Wei

The Shining Tapestry, Kai Harlow

Tres, Juan Ignacio Ceballos

By Design

Silvestre

A secção Silvestre seleccionou sete longas de irreverência e singularidade estética e diegética. Em By Design, de Amanda Kramer, Camille (Juliette Lewis) troca de corpo com uma cadeira e percebe que toda a gente prefere esta sua versão. Erupcja, de Pete Ohs, passa-se em Varsóvia, onde Rob (Will Maiden) vai propor a sua namorada (Charli xcx) em casamento, mas Bethany tem outras ideias. My Wife Cries, de Angela Schanelec, é sobre o espaço, impossível de aniquilar, entre um casal na Berlim contemporânea. Lo demás es ruido, de Nicolás Pereda, é uma ode ao quotidiano como matéria-prima de excelência: uma entrevista televisiva, a hipocrisia e o sexismo no mundo da arte, as falhas de electricidade, o ladrar teimoso de um cão vizinho, a voz da Cidade do México.

By Design, Amanda Kramer

Erupcja, Pete Ohs

Lo demás es ruido, Nicolás Pereda

My Wife Cries, Angela Schanelec

Phantoms of July, Julian Radlmaier

Rose of Nevada, Mark Jenkin

The Bewilderment of Chile, Lucia Seles


As curtas-metragens Silvestre são 16, com especial destaque para a nova obra de Jan Soldat, Playing Drunk, em estreia mundial, que prossegue também aqui a exploração do fetiche e da sexualidade. Ainda Deep Cobalt, de Petna Ndaliko Katondolo, retrato da resistência de um grupo de mineiros de cobalto na República Democrática do Congo.

A South Facing Window, Lkhagvadulam Purev-Ochir

An Accident, Angelika Spangel

An Impossible Address, Suneil Sanzgiri

Deep Cobalt, Petna Ndaliko Katondolo

L'arrivée de la nuit, Marion Desseigne-Ravel – estreia internacional

Lover, Lovers, Loving, Love, Jodie Mack

Merrimundi, Niles Atallah

Normal Planet, Quentin L'helgoualc'h, Ekiem Barbier, Guilhem Causse

Notre terre d'enchantement, Annabelle Amoros – estreia mundial

OVERWORK, Celine Berger

Paper Trail, don hertzfeldt

Playing Drunk, Jan Soldat – estreia mundial

Ploo, Jon Frickey

Return to al-Main, Forensic Architecture

Taxi Moto, Gaël Kamilindi

Variations, Lur Olaizola Lizarralde – estreia internacional

Rose

Rizoma

A secção Rizoma, herdeira das Sessões Especiais, traz a esta edição do IndieLisboa 12 longas, uma série e quatro curtas, de cineastas de relevo e temáticas da actualidade. Destaque para obras como Rose, de Markus Schleinzer, protagonizado por Sandra Hüller; The Blood Countess, de Ulrike Ottinger, com Isabelle Huppert; os portugueses Auto da Casa, de Tiago Bartolomeu Costa; Esse Olhar que é só teu, de Luísa Sequeira; Mulheres de Abril, de Raquel Freire; Não Desviar o Olhar, de Júlio Alves; Noite Escura – Versão do Realizador, de João Canijo (numa homenagem ao realizador e a um filme que esteve em competição na primeira edição do IndieLisboa); e O Velho Salazar, de João Botelho.

Longas-metragens

À pied d'œuvre, Valérie Donzelli

Auto da Casa, Tiago Bartolomeu Costa – estreia mundial

Ghost in the Machine, Valerie Veatch

Le cri des gardes, Claire Denis

Mulheres de Abril, Raquel Freire – estreia mundial

Não Desviar o Olhar, Júlio Alves – estreia mundial

Noite Escura – Versão do Realizador, João Canijo

O Velho Salazar, João Botelho – estreia mundial

Pardo é Papel, Alexis Zelensky

Rose, Markus Schleinzer

The Blood Countess, Ulrike Ottinger

The Education of Jane Cumming, Sophie Heldman


Séries

Hal & Harper, Cooper Raiff


Curtas-metragens

Esse Olhar que é só teu, Luísa Sequeira – estreia mundial

Slet 1988, Marta Popivoda

This Suffocating Now, Vika Kirchenbauer

Vamps, Luis Miñarro – estreia internacional

Éramos Só Putos

Novíssimos

A secção Novíssimos, que apresenta trabalhos de jovens cineastas em arranque de carreira, apresenta 13 curtas a concurso. Destaque para Onde Nascem os Pirilampos, de Clara Vieira, que segue um grupo de amigos adolescentes que vai acampar; (as)sento, de Pedro Domingos, é um movimento experimental que sugere uma dança de objectos, no lugar das pessoas estão as cadeiras;  Reflexão, Improvisação, de Miguel Brás, documenta o processo de trabalho para o novo disco de Gabriel Ferrandini, um dos nomes maiores da bateria e da música de improvisação em Portugal; Éramos Só Putos, estreia do actor João Nunes Monteiro como realizador: um coming of age queer num campo de férias em 2007.

(as)sento, Pedro Domingos

A Culpa é da Água, Ana Leonor Guia, Marta Quintanito Roberto, Ruben Pinto e Tiago Magalhães

Abril de Helena, Maria Moreira e Victor Hugooli – estreia mundial

ALA, ALA, João Rebocho – estreia mundial

Ás, Matilde Maximino Dias

Búzio, Nádia Duarte

Dans un Souffle, Catarina Couto Gonçalves

Éramos Só Putos, João Nunes Monteiro – estreia mundial

I can see Jay there, Miguel Domingues – estreia internacional

Onde Nascem os Pirilampos, Clara Vieira – estreia mundial

Pequeno País, Nicolau Botequilha

Reflexão, Improvisação, Miguel Brás – estreia mundial

Turno da Noite, Pedro Cunha

The Blair Witch Project

Retrospectiva: Isto não é um documentário - mockymentary

Num programa construído em conjunto com a Cinemateca Portuguesa, a retrospectiva deste IndieLisboa intitula-se Isto não é um documentário – mockumentary, dedicada ao género que persegue a intersecção realidade-ficção. Na selecção, há objectos dos anos 20 e outros de 2025: de Peter WatkinsPunishment Park (1971), a This is Spinal Tap (1984), de Rob Reiner, ou Best in Show (2000), de Christopher Guest. Destaque ainda para o documento de found footage: The Blair Witch Project (1999), de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, ou as pérolas da primeira metade do século XX: Häxan (1922), de Benjamin Christensen, ou Las Hurdes (1933), Luis Buñuel.

Häxan (1922), Benjamin Christensen

Las Hurdes (1933), Luis Buñuel

The Connection (1961), Shirley Clarke

David Holzman’s Diary (1967), Jim McBride

Punishment Park (1971), Peter Watkins

The Girl Chewing Gum (1976), John Smith

Real Life (1979), Albert Brooks

Zelig (1983), Woody Allen

This is Spinal Tap (1984), Rob Reiner

Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado

C’est arrivé près de chez vous (1992), André Bonzel, Benoît Poelvoorde e Rémy Belvaux

The Blair Witch Project (1999), Daniel Myrick e Eduardo Sánchez

Best in Show (2000), Christopher Guest

[Rec] (2007), Jaume Balagueró e Paco Plaza

Real Snow White (2010), Pilvi Takala

Incident by a bank (2010), Ruben Östlund

A Story for the Modlins (2012), Sergio Oskman

Dick Johnson Is Dead (2020), Kirsten Johnson

Marcel the Shell with Shoes On (2021), Dean Fleischer Camp

Os Últimos Dias de Emanuel Raposo (2021), Diogo Lima

Memory of Princess Mumbi (2025), Damien Hauser


Director's Cut

No Director’s Cut, recupera-se cinco pérolas esquecidas, desempoeiradas pelas suas recentes cópias restauradas. Regarde, elle a les yeux grands ouverts (1982), de Yann Le Masson, um documentário sobre a MLAC (Mouvement pour la libération de l’avortement et de la contraception), uma organização francesa fundamental na luta pelo direito à interrupção voluntária da gravidez, vai ter a sua versão longa exibida pela primeira vez fora de França. Mamma (1982), de Suzanne Osten, é um tributo da realizadora à mãe, a crítica de cinema sueca Gerd Osten e ao seu sonho falhado de fazer filmes. The Red Spectacles (1987), de Mamoru Oshii, é um clássico noir onde soldados armados em exosqueletos são quem mais ordena numa Tóquio que é propriedade da Alemanha nazi. Espelho de Carne (1985), de Antonio Carlos da Fontoura, apresenta um espelho que dá inesgotável apetite sexual a quem o olha. E ainda Murdering the Devil (1970), único filme da checa Ester Krumbachová, sobre uma relação perversa entre o Diabo e uma mulher. À excepção deste último, todos os filmes em questão são primeiras exibições em Portugal.

Murdering the Devil (1970), Ester Krumbachová

Mamma (1982), Suzanne Osten

Regarde, elle a les yeux grands ouverts (1982), Yann Le Masson – Estreia internacional

Espelho de Carne (1985), Antonio Carlos da Fontoura

The Red Spectacles (1987), Mamoru Oshii

Quem Tem Medo de Zurita de Oliveira?

IndieMusic

O IndieMusic apresenta-se em 2026 com 10 longas-metragens e três curtas. Entre os títulos selccionados, encontram-se: Newport and the Great Folk Dream, de Robert Gordon, Butthole Surfers: The Hole Truth and Nothing Butt, de Tom Stern, The Blind Couple From Mali, de Ryan Marley, Massa Funkeira, de Ana Rieper, Quem Tem Medo de Zurita de Oliveira?, de Francisca Marvão, Rua (Isto não é um filme, é um cometa), de João Bigos Campaniço. Em parceria com a Fundação MEO, todas as sessões do IndieMusic vão ter audio-descrição.

Butthole Surfers: The Hole Truth and Nothing Butt (2025), Tom Stern

Bubbling Baby (2025), Sharine Rijsenburg

Massa Funkeira (2025), Ana Rieper – Estreia internacional

Newport and the Great Folk Dream (2025), Robert Gordon

PARA VIVIR The Implacable Time of Pablo Milanés (2025), Fabien Pisani

Percursos Alternativos – Ecos de Garagem: o Rock em Viseu nos anos 80 e 90 (2026), Rui Mota Pinto – Estreia mundial

Quem Tem Medo de Zurita de Oliveira? (2025), Francisca Marvão – Estreia mundial

Rua (Isto não é um filme, é um cometa) (2026), João Bigos Campaniço – Estreia mundial

Sun Ra: Do The Impossible (2025), Christine Turner

The Blind Couple From Mali (2026), Ryan Marley

Universo Circular – Jocy de Oliveira (2025), Dácio Pinheiro – Estreia mundial

Vintage Glitch. Cidades para acabar com todos os verões e crepúsculos (2026), Carlos Mendes, Carlos Miguel Ferreira, Jorge Ferraz, Vasco Bação e Vítor Inácio – Estreia mundial

WAB 6 11 23 30 33 51 52 (2025), Stefan Tiefengraber – Estreia mundial

Dracula

Boca do Inferno

Na polémica secção Boca do Inferno, o filme de abertura é Obsession, de Curry Barker, sobre uma amizade de infância que vira uma sinistra paixão ardente. Destaque para Fucktoys, primeiro filme de Annapurna Sriram, é uma corrida trashy, excessiva e provocatória de uma mulher à procura de se livrar de uma maldição; e para Dracula, de Radu Jude, que decorre numa Transilvânia contemporânea com pescoços mordidos e greves de trabalhadores.

Balearic (2025), Ion de Sosa

Camp (2025), Avalon Fast

Dracula (2025), Radu Jude

Fucktoys (2025), Annapurna Sriram

Homemade Gatorade (2025), Carter Amelia Davis

Index (2025), Radu Muntean

Interface (2026), Aya Kawazoe

Life of the Organoid (2025), Daan Lucas

Obsession (2025), Curry Barker

Tinsman Road (2025), Robbie Banfitch

Thanks To Meet You! (2025), Richard Hunter

Um (2025), Luis Nieto

Weird To Be Human (2025), Jan Grabowski

We Put the World to Sleep (2025), Adrian Țofei

Óculos de Sol Pretos

Smart7

A secção Smart 7 regressa para apoiar cineastas emergentes europeus, com sete filmes, de sete países, numa competição que viaja por sete festivais europeus. A representar Portugal, está o filme Óculos de Sol Pretos, de Pedro Ramalhete.

A River’s Gaze (2025), Andreea Cristina Borțun

As Liñas Descontinuas (2025), Anxos Fazáns

No Ghosts on Good Street (2025), Emi Buchwald

Óculos de Sol Pretos (2025), Pedro Ramalhete

Patty Is Such a Girly Name (2025), Giorgos Georgopoulos

The Visitor (2025), Vytautas Katkus

The Fires (2025), Ugla Hauksdóttir


IndieJúnior

O IndieJúnior, secção para os mais jovens e famílias, conta com um total de 45 filmes, com destaque para Olívia e o Terramoto Invisível, de Irene BorraA Emancipação de Mimi, de Marcelo PereiraCão Sozinho, de Marta Reis Andrade, e Rui Carlos, de Margarida Paias.

O programa expande-se para fora das salas de exibição. No dia 9 de Maio, acontece a Festa ao Ar Livre no jardim da Biblioteca Palácio Galveias, desta vez em conjunto com o Lisboa 5L – Festival Internacional de Literatura e Língua Portuguesa; com livros, cinema, família e amigos. 

A realizadora Zoe Schmidt, do filme Carrossel, dará uma oficina sobre o que é fazer cinema para crianças entre os 8 e os 12 anos. E, em parceria com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, acontecerá uma oficina que mescla galinhas, arquitectura e permacultura. No segundo dia de Open House Lisboa (10 de Maio), e a propósito do filme Chica (João Victor Silva e Matheus Malburg), esta actividade pretende dar a conhecer a crianças entre os 6 e os 12 anos a horta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, as galinhas que ali habitam e o seu papel determinante naquele ecossistema e naquela arquitectura natural que ali se ergue. 

O IndieJúnior terá como novidade um aumento dos recursos de acessibilidade nesta 23.ª edição, em parceria com a Fundação MEO, todas as sessões de 2º e 3º ciclos, bem como o filme Olívia e o Terramoto Invisível, vão ter legendagem descritiva e ILGP.

3.ª Ronda, Liesbeth De Mey

A Emancipação de Mimi (2025), Marcelo Pereira

A Luz é Grande (2025), Markus Duffner

A Quinta de Lena: Ninho Cheio (2025), Elena Walf

A Quinta de Lena: Sonho de Voar (2025), Elena Walf

A Rapariga do Banjo (2025), Kater Becker

A Sra. Armitage sobre Rodas (2024), Gerrit Bekers

A Vida de um Cão (2025), Sophie Olga de Jong e Sytske Kok

América (2025), Javier Arias-Stella

Ananásimos (2025), Anna Bawa

Baião Interior (2025), Héloïse Dorsan-Rachet

Carrossel (2025), Zoe Schmidt

Carrinho de Rolamentos (2025), Finn Walther

Chica (2025), João Victor Silva e Matheus Malburg – Estreia mundial

Cão Sozinho (2025), Marta Reis Andrade

Desenhos no Gelo (2025), Marion Auvin

Dueto (2025), Leo Brunel

Encontrei! (2025), Juliette Baily

Esta é a Minha Irmã (2025), Zoé Pelchat

Eu, Tu e o Fumo (2025), Rachel Shiloach

Experiências e aprendizagens. E parentalidade. (2025), Malgorzata Rybak

Fogo no Bolso (2025), Janka Feiner

Girino (2024), Julia Skala

Há muito, muito tempo (2025), Ayumu Hyodo – Estreia mundial

Já dei o berro (2025), Nawojka Wierzbowska

Juntar (2025), Brennan Bova

Morcegos e Insectos (2026), Lena von Döhren

Nozíssimo (2025), Nicolas Bianco-Levrin

Nublado (2018), Filip Diviak, Kateřina Čupová

Numa Noite Estrelada (2024), Masha Rumyantseva

O Carnaval dos Animais (2025), Emily Barbelin – Estreia mundial

O Outro Planeta (2023), 10 Children

O Verão de Eloise (2025), Lize Cuveele

Olívia e o Terramoto Invisível (2025), Irene Iborra

Os Pássaros da Rua de Trás (2025), Gertrūda Nemčauskaitė

Pat, Mat e o Ar Condicionado (2025), Marek Beneš

Peixe Nuvem (2025), Noe Garcia

Pequenino (2025), Marta Gennari

Primeiro Voo (2025), Adrian Jaffé

Quero Muito Ver-te (2025), Petronella Van Der Hallen, Sébastian Segers, Zaïde Bil

Rui Carlos (2025), Margarida Paias

Tatarang! (2024), Manri Kim

Uma Dor no Rabiosque (2025), Elena Walf

Ursinho Silencioso (2021), Māra Liniņa

Voo Raso (2024), Filip Dobeš


Cinema na Piscina e IndieByNight

Pela quarta edição consecutiva, vai decorrer o Cinema na Piscina, em parceria com a Piscina Municipal da Penha de França, nos dias 2 e 3 de Maio, e volta a proporcionar uma oferta para um espectro muito alargado de público: à noite, as longas metragens (Les vacances de Monsieur Hulot, 1953, Jacques Tati; Barbarella, 1968, Roger Vadim; Monty Python and the Holy Grail, 1975, Terry Gilliam e Terry Jones) mais idealizadas para adultos; e, na tarde de Sábado e na manhã e tarde de Domingo, uma selecção de curtas presentes na programação IndieJúnior para crianças e famílias. 

Também o IndieByNight está de volta. Os bares oficiais do IndieLisboa 2026 são a Casa do Comum e as Damas. A Festa de Encerramento, por sua vez, acontece na Casa Capitão.


Toda a informação sobre o IndieLisboa 2026 pode ser consultada em https://indielisboa.com/.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Sugestão da Semana #714

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme ¿De qué casa eres?, documentário de Ana Pérez-Quiroga, sobre a sua mãe, Angelita Pérez, uma das 3000 crianças espanholas exiladas na União Soviética durante a Guerra Civil em Espanha.

¿DE QUÉ CASA ERES?


Ficha Técnica:
Título Original: ¿De qué casa eres?
Realizadora: Ana Pérez-Quiroga
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 73 minutos

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Estreias da Semana #714

Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas nove novos filmes. Em reposição, estão três filmes de Hiroshi Shimizu: Crianças à Procura de Mãe (1956), O Idiota Sentimental (1956) e A Dançarina (1957).

¿De qué casa eres? (2025)
A história de Angelita Pérez, uma das três mil crianças espanholas exiladas na União Soviética durante a Guerra Civil Espanhola. Viveu em internatos russos dos 4 aos 24 anos, até concluir os estudos de medicina em Moscovo. Ana Pérez-Quiroga narra a história da sua mãe, uma história de resiliência, amor e identidade, que entrelaça passado e presente, história e memória. Juntas revisitam a jornada de Angelita que é, ao mesmo tempo, uma homenagem à sua força e uma declaração de amor.

A Múmia de Lee Cronin (2026)
Lee Cronin's The Mummy
A jovem filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar rasto. Oito anos depois, a família destroçada fica em choque quando ela regressa a casa, mas o que deveria ser um reencontro feliz transforma-se num pesadelo.

Fackham Hall (2025)
Sátira das clássicas histórias sobre grandes famílias inglesas, Fackham Hall acompanha Eric Noone (Ben Radcliffe), um carteirista que se infiltra como criado na imponente propriedade dos Davenport. Ambicioso e astuto, ascende rapidamente na hierarquia da casa e envolve-se num romance tão proibido quanto conveniente com a matriarca Rose (Thomasin McKenzie). Porém, quando um assassinato abala a propriedade, Eric passa de protegido a principal suspeito, colocando em risco não apenas o seu futuro, mas também a respeitável fachada de toda a família Davenport.

Fuori (2025)
Roma. Anos 80. Goliarda Sapienza trabalha há 10 anos naquela que será a sua obra-prima A Arte da Alegria, mas o manuscrito é rejeitado por todas as editoras. Desesperada, Sapienza comete um roubo que destrói a sua reputação e posição social. Reclusa na maior prisão de mulheres em Itália, conhece ladras, toxicodependentes, prostitutas e activistas políticas. Após ser libertada, continua a encontrar-se com estas mulheres com quem desenvolve uma relação que lhe devolve o desejo de viver e escrever.

Jungle Beat 2: Viagem ao Passado (2025)
Jungle Beat 2: The Past
Os animais da selva africana caem num portal temporal que os alienígenas se esqueceram de fechar atrás de si. Para regressarem ao futuro, os amigos precisarão da ajuda dos dinossauros. Mas os antigos répteis têm os seus próprios problemas. Afinal, o seu mundo está prestes a ser invadido por alienígenas das cavernas armados com paus.

La grazia (2025)
Filme centrado num presidente italiano fictício, Mariano De Santis, cujo mandato está a acabar. Conhecido como "Cemento armato" (betão armado) devido à sua natureza intratável e à abordagem demasiado cuidadosa da política, o presidente sente-se sozinho nos corredores do palácio presidencial, lamentando a perda da sua mulher e ouvindo hip-hop. Antes de regressar à vida civil, De Santis tem de tomar uma série de decisões - perdões presidenciais e um projecto de lei inovador - que irão assegurar o seu legado.

Mektoub, Meu Amor: Canto Segundo (2025)
Mektoub, My Love: Canto Due
Amin regressa a Sète após os seus estudos em Paris, ainda a sonhar com o cinema. Por acaso, um produtor americano de férias interessa-se pelo seu projecto – Os Elementos Essenciais da Existência Universal – e quer que a sua esposa, Jess, seja a heroína. Mas o caprichoso destino impõe as suas próprias regras... Terceiro filme da trilogia Mektoub, Meu Amor, após Canto Primeiro (2017) e Intermezzo (2019).

Perseguição em Taipei (2024)
Weekend in Taipei
Um ex-agente da DEA e uma ex-agente secreta reencontram o seu romance durante um fatídico fim-de-semana em Taipé, sem se aperceberem das perigosas consequências do seu passado.

Queridos Pais (2026)
Chers parents
Alice e Vincent Gauthier convocam de urgência os seus três filhos. Os irmãos aparecem em pânico, temendo uma desgraça, mas, para seu alívio, os pais afinal ganharam a lotaria. O problema é que não tencionam dar-lhes um cêntimo. Segredos enterrados, tensões não expressas e ciúmes profundos virão à tona, abalando a família até aos alicerces.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Prémios Curtas 2026: Vencedores

Os vencedores da 4.ª edição dos Prémios Curtas - que premeiam os filmes portugueses em curta-metragem - foram anunciados no Sábado, 11 de Abril, numa cerimónia que teve lugar no Fórum Lisboa, apresentada por Rui Alves de Sousa. Atom & Void, de Gonçalo Almeida, foi o grande vencedor da noite com sete prémios; Tapete Voador foi distinguido nas categorias de Melhor Actor (Ivo Arroja) e Melhor Actriz Secundária (Joana Bernardo); e Antígona, ou a História de Sara Benoliel, conquistou os prémios de Melhor Actriz (Cathia Sophia) e Melhor Argumento (Francisco Mira Godinho).

Foto: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme

A actriz e encenadora Maria do Céu Guerra marcou presença na cerimónia, onde foi distinguida com o Prémio Cintra de Carreira nesta edição dos Prémios Curtas, numa homenagem a mais de seis décadas de dedicação às artes performativas e à sua contribuição para a cultura portuguesa.

Maria do Céu Guerra nos Prémios Curtas 2026
Foto: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme

O júri desta edição contou com 15 elementos: Isabél Zuaa, artista multidisciplinar; Lília Lopes, actriz, escritora e apaixonada por vinhos; Rafael Fonseca, realizador e crítico de cinema; Rita Cadima de Oliveira, gestora de comunicação e criadora de conteúdos na FilmTwist e na Associação Festroia (Cinema Charlot); Samuel Andrade, cronista de cinema e projeccionista na Cinemateca PortuguesaAndré Pereira, editor de vídeo, videógrafo e gestor de redes sociais; Bernardo Freire, crítico de cinema, apresentador e podcasterBruno Gascon, realizador e argumentista; Carolina Serranito, co-fundadora do Festival Triste Para Sempre e programadora de cinema; Francisco Rochablogger de cinema, programador e fotógrafo; Frederico Corado, realizador, encenador e programador; Hugo Gomes, crítico de cinema; Inês Moreira Santosblogger de cinema/TV (aqui no Hoje Vi(vi) um Filme) e divulgadora cultural; Jasmim Bettencourt, crítico de cinema e realizador; e Rafael Félix, crítico de cinema.

Eis a lista completa dos vencedores dos Prémios Curtas 2026:

Atom & Void, de Gonçalo Almeida

Curta de Ficção:

A Emancipação de Mimi

À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe

Atom & Void

Sol Menor

Tapete Voador


Curta de Animação:

Argumentos a Favor do Amor

Iris

Porque Hoje é Sábado

Sais de Prata

Sequencial


Curta Documental:

Em Reparação

Maria Henriqueta Esteve Aqui

Pássaro Azul

Sensible Soccers: Manoel

Stop - Salas de ensaio para um materialismo histórico


Curta Experimental:

Crua + Porosa

Enxofre

Maria Henriqueta Esteve Aqui

Rezbotanik

Tem Fé


Realização:

André Silva Santos, Sol Menor

Gonçalo Almeida, Atom & Void

Gonçalo Waddington, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe

Justin Amorim, Tapete Voador

Marcelo Pereira, A Emancipação de Mimi


Melhor Actor:

Filipe Vargas, O Compositor

Ivo Arroja, Tapete Voador

Marco Mendonça, Unicorn Hunting

Simão Fumega, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe

Tiago Schwabl, Sol Menor


Melhor Actriz:

Binete Undonque, Sabura

Cathia Sophia, Antígona, ou a História de Sara Benoliel

Custódia Gallego, O Peso da Pena

Maria Arrais, Um Beijinho

Teresa Madruga, Judite, ou A Primeira Revolta


Melhor Actor Secundário:

David Medeiros, Os Terríveis

Gonçalo Coré, Tapete Voador

Joãozinho da Costa, Sabura

Pedro Gil, Sol Menor

Vicente Gil, O Compositor


Melhor Actriz Secundária:

Anabela Moreira, Caio

Carla Madeira, Não Sei O Que Fazer Com As Mãos

Inês Castel-Branco, Tapete Voador

Isabel Costa, Noites Mais Fáceis

Joana Bernardo, Tapete Voador


Interpretação Infantil:

Agostinho Félix Trindade, A Emancipação de Mimi

Bartolomeu Figueira, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe

Catarina Machado, Os Terríveis

David Peixeiro, Rui Carlos

Mário Waddington, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe


Argumento:

Francisco Mira Godinho, Antígona, ou a História de Sara Benoliel

Francisco Mira Godinho e Justin Amorim, Tapete Voador

Gonçalo Waddington, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe

Marcelo Pereira, A Emancipação de Mimi

Pedro Carneiro, Judite, ou A Primeira Revolta


Fotografia:

Alex Grigoras, Atom & Void

Joana Silva Fernandes, A Emancipação de Mimi

Leandro Valente e Pedro Koch, Calhau

Leonardo Simões e Mariana Santana, Claridade

Leonor Teles, Tapete Voador


Montagem:

Ágata de Pinho, Ângela Bismarck e Mariana Vilhena, Crua + Porosa

Cláudia Silvestre, Unicorn Hunting

Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, Enxofre

Pedro Carneiro e Renata Sancho, Judite, ou A Primeira Revolta

Ricardo Saraiva, Atom & Void


Banda Sonora:

Afonso Pinto e Gabriel Worm, O Compositor

André Carvalho, Atom & Void

Filipe Raposo, Sequencial

Gabriel Abrantes, Argumentos a Favor do Amor

Nicolas Snyder, Iris


Som/Efeitos Sonoros:

Bernardo Bento, Maria Henriqueta Esteve Aqui

Bernardo Theriaga e Miguel Martins, Calhau

Gonçalo Almeida e Tiago de Sousa, Atom & Void

João Gazua e Marcelo Tavares, A Emancipação de Mimi

Rui Lima e Sérgio Martins, Stop - Salas de ensaio para um materialismo histórico


Caracterização:

Catarina Santiago e Cris Severo, Unicorn Hunting

Cláudia Fonseca e Daniela Samuel, Borbulha

Guilherme Gamito e Sofia Frazão, Na hora de pôr a mesa, éramos cinco

Hugo Flores, Calhau

Roberta Lionello, Os Terríveis


Guarda-Roupa:

Catarina Campos, Rui Carlos

Eduardo Filipe, Judite, ou A Primeira Revolta

Isabel Castanho e Joana Lages, Unicorn Hunting

Nádia Henriques, Noites Mais Fáceis

Sara Soares, Tapete Voador


Direcção Artística:

Alex Grigoras, Gonçalo Almeida, Margarida Caetano Dias e Rafael Martins, Atom & Void

Ana Maria Simões e Ana Meleiro, Crua + Porosa

Daniela Pires e João Cordeiro, Os Terríveis

David Tutti dos Reis, Joana Lages, Lizzie Favaro e Miguel Afonso, Unicorn Hunting

Laura Gama Martins, A Emancipação de Mimi


Efeitos Visuais:

'Irmã Lúcia' e José André, Argumentos a Favor do Amor

'Irmã Lúcia' e Lexic White, Atom & Void

Daniel Moreira, Edward Fung Chun Lee, João Alves e Pedro Ferreira, Borbulha

Fernão Gonçalves, Mercúrio

Francisco Lacerda, YAZZA

 

Prémio Cintra Honorário:

Maria do Céu Guerra


Mais informações sobre os Prémios Curtas em https://premioscurtas.pt/.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Sugestão da Semana #713

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Nossa Terra, de Lucrecia Martel. O filme estreou no Doclisboa 2025, em Outubro passado.

NOSSA TERRA


Ficha Técnica:
Título Original: Nuestra tierra
Realizadora: Lucrecia Martel
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 123 minutos

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Estreias da Semana #713

Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas oito novos filmes. GiganteGood Boy - Terapia de Choque e Nossa Terra são algumas das estreias em destaque.

Cervantes: Antes de Dom Quixote (2025)
El cautivo
Argel, 1575. Miguel de Cervantes é mantido prisioneiro por corsários otomanos. Com o tempo a esgotar-se, uma morte cruel espera-o caso os seus compatriotas não paguem o resgate. Entre as paredes da cela, Cervantes descobre um refúgio inesperado: a arte de contar histórias.

Gigante (2026)
Giant
Hamed nascido nas ruas difíceis de Sheffield é descoberto por Ingle, ele próprio um trabalhador da indústria siderúrgica que se tornou treinador de boxe. A parceria improvável, o estilo pouco ortodoxo de Naz, a sua personalidade arrogante e o seu domínio absoluto no ringue impulsionaram-no ao topo da elite do boxe e a níveis sem precedentes de estrelato global, tudo isso em face da islamofobia e do racismo desenfreado da Grã-Bretanha dos anos 80 e 90.

Good Boy - Terapia de Choque (2026)
Good Boy
Tommy (Anson Boon) tem 19 anos e vive mergulhado em drogas, festas e violência. Numa noite de excessos com os amigos, perde-se do grupo e é raptado por uma figura desconhecida (Stephen Graham). Habituado a infligir violência, Tommy acorda acorrentado na cave de uma casa isolada nos subúrbios, o lar de Chris (Graham), da sua mulher quase espectral Kathryn (Andrea Riseborough) e do jovem filho do casal, Jonathan (Kit Rakusen). A família decide corrigir o indisciplinado Tommy, submetendo-o a implacáveis jogos psicológicos enquanto ele procura uma forma de escapar.

Nino (2025)
Nino é diagnosticado com um cancro. Daí a três dias, enfrentará o início do tratamento. Antes disso, os médicos atribuem-lhe duas tarefas vitais. Duas missões que levarão este jovem adulto numa viagem por Paris, forçando-o a voltar a ligar-se com o mundo e consigo próprio.

Nossa Terra (2026)
Nuestra tierra
Em 2009, um homem e dois cúmplices tentam expulsar elementos da comunidade indígena chuschagasta na Argentina. Alegando serem donos da terra, matam o líder da comunidade. O assassinato é filmado. São necessários nove anos de protestos até o processo judicial ser aberto, em 2018. Durante esse tempo, os assassinos permanecem em liberdade. O filme conjuga as vozes e fotografias da comunidade com imagens do tribunal para explorar a história do colonialismo e da expropriação de terras que levaram a este crime. 

O Barqueiro (2025)
Joaquim sai em liberdade condicional antes do fim da pena de dezasseis anos, mas não conta à família. Aceita trabalhar como barqueiro clandestino no Tejo, transportando apanhadores de marisco ilegais, como forma de comprar à sua filha o piano que lhe prometeu.

O Diário do Realizador (2025)
Zapisnaya knizhka rezhissyora / Director's Diary
Entre 1961 e 1995, Alexander Sokurov manteve um diário pessoal onde registou acontecimentos importantes e detalhes do quotidiano. Essas gravações sinceras ganham nova vida num documentário entrelaçado com imagens de filmes da época. Não se trata apenas da autobiografia de um realizador, mas um olhar íntimo sobre a história da segunda metade do século XX, repleto de reflexões e observações. (Devido à longa duração, o filme é exibido em duas partes, em sessões diferentes).

O Físico II (2025)
Der Medicus II / The Physician II
Ano 1050: Rob Cole regressa a Inglaterra para levar a luz médica do Oriente aos seus compatriotas, mas fracassa devido às intrigas dos médicos estabelecidos em Londres que se sentem ameaçados pelos novos conhecimentos. E não é só o corpo humano que está cheio de segredos aparentemente impenetráveis, a alma também guarda os seus próprios mistérios.