sexta-feira, 17 de abril de 2026
Estreias da Semana #714
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Prémios Curtas 2026: Vencedores
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| Foto: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme |
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| Maria do Céu Guerra nos Prémios Curtas 2026 Foto: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme |
O júri desta edição contou com 15 elementos: Isabél Zuaa, artista multidisciplinar; Lília Lopes, actriz, escritora e apaixonada por vinhos; Rafael Fonseca, realizador e crítico de cinema; Rita Cadima de Oliveira, gestora de comunicação e criadora de conteúdos na FilmTwist e na Associação Festroia (Cinema Charlot); Samuel Andrade, cronista de cinema e projeccionista na Cinemateca Portuguesa; André Pereira, editor de vídeo, videógrafo e gestor de redes sociais; Bernardo Freire, crítico de cinema, apresentador e podcaster; Bruno Gascon, realizador e argumentista; Carolina Serranito, co-fundadora do Festival Triste Para Sempre e programadora de cinema; Francisco Rocha, blogger de cinema, programador e fotógrafo; Frederico Corado, realizador, encenador e programador; Hugo Gomes, crítico de cinema; Inês Moreira Santos, blogger de cinema/TV (aqui no Hoje Vi(vi) um Filme) e divulgadora cultural; Jasmim Bettencourt, crítico de cinema e realizador; e Rafael Félix, crítico de cinema.
Eis a lista completa dos vencedores dos Prémios Curtas 2026:
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| Atom & Void, de Gonçalo Almeida |
Curta de Ficção:
A Emancipação de Mimi
À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe
Atom & Void
Sol Menor
Tapete Voador
Curta de Animação:
Argumentos a Favor do Amor
Iris
Porque Hoje é Sábado
Sais de Prata
Sequencial
Curta Documental:
Em Reparação
Maria Henriqueta Esteve Aqui
Pássaro Azul
Sensible Soccers: Manoel
Stop - Salas de ensaio para um materialismo histórico
Curta Experimental:
Crua + Porosa
Enxofre
Maria Henriqueta Esteve Aqui
Rezbotanik
Tem Fé
Realização:
André Silva Santos, Sol Menor
Gonçalo Almeida, Atom & Void
Gonçalo Waddington, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe
Justin Amorim, Tapete Voador
Marcelo Pereira, A Emancipação de Mimi
Melhor Actor:
Filipe Vargas, O Compositor
Ivo Arroja, Tapete Voador
Marco Mendonça, Unicorn Hunting
Simão Fumega, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe
Tiago Schwabl, Sol Menor
Melhor Actriz:
Binete Undonque, Sabura
Cathia Sophia, Antígona, ou a História de Sara Benoliel
Custódia Gallego, O Peso da Pena
Maria Arrais, Um Beijinho
Teresa Madruga, Judite, ou A Primeira Revolta
Melhor Actor Secundário:
David Medeiros, Os Terríveis
Gonçalo Coré, Tapete Voador
Joãozinho da Costa, Sabura
Pedro Gil, Sol Menor
Vicente Gil, O Compositor
Melhor Actriz Secundária:
Anabela Moreira, Caio
Carla Madeira, Não Sei O Que Fazer Com As Mãos
Inês Castel-Branco, Tapete Voador
Isabel Costa, Noites Mais Fáceis
Joana Bernardo, Tapete Voador
Interpretação Infantil:
Agostinho Félix Trindade, A Emancipação de Mimi
Bartolomeu Figueira, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe
Catarina Machado, Os Terríveis
David Peixeiro, Rui Carlos
Mário Waddington, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe
Argumento:
Francisco Mira Godinho, Antígona, ou a História de Sara Benoliel
Francisco Mira Godinho e Justin Amorim, Tapete Voador
Gonçalo Waddington, À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe
Marcelo Pereira, A Emancipação de Mimi
Pedro Carneiro, Judite, ou A Primeira Revolta
Fotografia:
Alex Grigoras, Atom & Void
Joana Silva Fernandes, A Emancipação de Mimi
Leandro Valente e Pedro Koch, Calhau
Leonardo Simões e Mariana Santana, Claridade
Leonor Teles, Tapete Voador
Montagem:
Ágata de Pinho, Ângela Bismarck e Mariana Vilhena, Crua + Porosa
Cláudia Silvestre, Unicorn Hunting
Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, Enxofre
Pedro Carneiro e Renata Sancho, Judite, ou A Primeira Revolta
Ricardo Saraiva, Atom & Void
Banda Sonora:
Afonso Pinto e Gabriel Worm, O Compositor
André Carvalho, Atom & Void
Filipe Raposo, Sequencial
Gabriel Abrantes, Argumentos a Favor do Amor
Nicolas Snyder, Iris
Som/Efeitos Sonoros:
Bernardo Bento, Maria Henriqueta Esteve Aqui
Bernardo Theriaga e Miguel Martins, Calhau
Gonçalo Almeida e Tiago de Sousa, Atom & Void
João Gazua e Marcelo Tavares, A Emancipação de Mimi
Rui Lima e Sérgio Martins, Stop - Salas de ensaio para um materialismo histórico
Caracterização:
Catarina Santiago e Cris Severo, Unicorn Hunting
Cláudia Fonseca e Daniela Samuel, Borbulha
Guilherme Gamito e Sofia Frazão, Na hora de pôr a mesa, éramos cinco
Hugo Flores, Calhau
Roberta Lionello, Os Terríveis
Guarda-Roupa:
Catarina Campos, Rui Carlos
Eduardo Filipe, Judite, ou A Primeira Revolta
Isabel Castanho e Joana Lages, Unicorn Hunting
Nádia Henriques, Noites Mais Fáceis
Sara Soares, Tapete Voador
Direcção Artística:
Alex Grigoras, Gonçalo Almeida, Margarida Caetano Dias e Rafael Martins, Atom & Void
Ana Maria Simões e Ana Meleiro, Crua + Porosa
Daniela Pires e João Cordeiro, Os Terríveis
David Tutti dos Reis, Joana Lages, Lizzie Favaro e Miguel Afonso, Unicorn Hunting
Laura Gama Martins, A Emancipação de Mimi
Efeitos Visuais:
'Irmã Lúcia' e José André, Argumentos a Favor do Amor
'Irmã Lúcia' e Lexic White, Atom & Void
Daniel Moreira, Edward Fung Chun Lee, João Alves e Pedro Ferreira, Borbulha
Fernão Gonçalves, Mercúrio
Francisco Lacerda, YAZZA
Prémio Cintra Honorário:
Maria do Céu Guerra
Mais informações sobre os Prémios Curtas em https://premioscurtas.pt/.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Sugestão da Semana #713
sábado, 11 de abril de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Estreias da Semana #713
terça-feira, 7 de abril de 2026
Sugestão da Semana #712
sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Crítica: Entroncamento (2025)
"Também andas à procura de trabalho a sério?"
Nádia
*9/10*
Pedro Cabeleira voltou às longas-metragens depois de oito anos de interregno (com duas curtas pelo meio). Entroncamento foca-se na sua cidade natal e nos jovens que a habitam, os que chegam ou partem, todos eles perdidos e sem futuro à vista.
"Em fuga de um passado turbulento, Laura refugia-se no Entroncamento para reconstruir a sua vida. Dividida entre um emprego honesto e os esquemas do pequeno crime, cruza-se com uma juventude desencantada não muito diferente de si. Nas ruas da cidade ferroviária sobressaem as lealdades, a ganância, a violência e a má sorte, mas toda a gente só quer uma vida melhor."
Os jovens voltam a estar no centro da acção na nova longa de Cabeleira. Verão Danado (2017) retratava uma geração sem rumo, estagnada, alienada por drogas e música. Agora o realismo social entra em cena: como se Verão Danado fosse uma adolescência tardia e Entroncamento a vida adulta desesperançada. Desta vez, o foco são aqueles que a cidade e o Estado deixaram à sua sorte, sem oportunidades e à beira da pobreza.
São os homens que mandam no bairro e vivem entre ameaças, conflitos e violência (e, pelo meio, uns charros para desanuviar). Não há saídas, nem esperança, mas um círculo vicioso onde o tráfico de droga é a mais rápida forma de sustento. O Entroncamento, sempre com a estação de comboios como pano de fundo, é o cenário onde estas personagens, esquecidas pela sociedade, se movem, naquele pequeno mundo só seu. O preconceito, a discriminação e o racismo imperam dentro e fora da comunidade e condicionam, ainda mais, as poucas oportunidades.
Entre a denúncia de muito do que falha na lógica dos bairros sociais, território de exclusão e de "desempoderamento", Entroncamento tem um lado feminista bem vincado. As duas mulheres do filme, Laura (Ana Vilaça) e Nádia (Cleo Diára), assumem um papel preponderante: contra abusos, violência ou racismo, são elas quem luta para fugir das alternativas que têm pela frente: uma vida de pobreza, de vício ou de crime. O realizador coloca estas duas mulheres em situações mais associadas a personagens masculinas e mostra como a fórmula de Jean-Luc Godard "uma Mulher e uma Arma" continua a funcionar perfeitamente no Cinema.
As personagens são realistas, muito devido à grande dedicação de actores amadores e profissionais e à ligação que Pedro Cabeleira estabelece com e entre ambos. Há naturalidade nos diálogos, nos conflitos e nos olhares, sem qualquer tipo de esforço ou formalidade.
No elenco, há uma transfiguração dos actores profissionais e várias descobertas entre os, até então, amadores. Enorme destaque para a protagonista, a magnética Ana Vilaça. A actriz incorpora Laura carregando o peso de um passado deixado no Porto, com marcas visíveis de violência e a revolta escondida numa postura observadora e desafiante. A grande descoberta de Pedro Cabeleira é Henrique Barbosa, o ex-presidiário Gilinho, em busca de redenção e de estabilidade para a família que construiu com Nádia (Cleo Diára) e a sua filha. Gilinho é um solitário jovem cigano em cisão com a família de sangue, que o despreza por ter escolhido uma mulher negra como companheira de vida. Um novo actor a ter em grande conta.
No seu todo, o elenco merece elogios: Rafael Morais, Tiago Costa, Cleo Diára, Sérgio Coragem, André Simões, Maria Gil ou Ivo Arroja, entre outros, transformam Entroncamento num grande filme.
Tecnicamente irrepreensível, a câmara, irrequieta como as personagens, introduz a plateia no meio da acção, entre conversas, rivalidades, lágrimas e violência. A direcção de fotografia, mais uma vez a cargo de Leonor Teles, capta as cores incertas mas vívidas do dia e as sombras e luzes da noite, os reflexos de um passado que paira e assombra e o desalento de um futuro que não se vislumbra.
Entroncamento é uma obra pouco comum no cinema português, um filme desafiante, de denúncia da pobreza dos que são deixados à margem da sociedade, e que, ao mesmo tempo, consegue espelhar alguma esperança no meio do desalento. Os anos de amadurecimento do argumento fizeram bem à longa-metragem e revelam uma evolução e nova abordagem do realizador.
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A 98.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite deste Domingo, 15 de Março, no Dolby Theatre, em Los Angeles. O anfitrião foi novamente Conan...
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