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segunda-feira, 26 de maio de 2025

Sugestão da Semana #667

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Missão: Impossível - O Ajuste de Contas Final, de Christopher McQuarrie, o derradeiro filme da saga protagonizada por Tom Cruise.

MISSÃO: IMPOSSÍVEL - O AJUSTE DE CONTAS FINAL


Ficha Técnica:
Título Original: Mission: Impossible - The Final Reckoning
Realizador: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Hayley Atwell, Ving Rhames, Simon Pegg, Esai Morales, Pom Klementieff, Henry Czerny, Janet McTeer, Angela Bassett
Género: Acção, Aventura, Thriller
Classificação: M/12
Duração: 169 minutos

domingo, 25 de maio de 2025

Crítica: Missão: Impossível - O Ajuste de Contas Final / Mission: Impossible - The Final Reckoning (2025)

"I need you to trust me. One last time."

Ethan Hunt

*7/10*

E ao oitavo filme da saga, Missão: Impossível - O Ajuste de Contas Final, Tom Cruise ainda está aí para as curvas. O actor e o realizador Christopher McQuarrie anunciaram que este é o derradeiro filme Missão: Impossível, mas será mesmo assim?

"Após escaparem de um violento acidente de comboio, Ethan Hunt (Tom Cruise) e a sua equipa continuam a enfrentar o maior adversário de sempre: a Entidade, uma inteligência artificial implacável e manipuladora, capaz de alterar o mundo tal como o conhecemos. Hunt e os seus companheiros da IMF, Luther (Ving Rhames), Benji (Simon Pegg) e Grace (Hayley Atwell), esta última, entretanto, convertida à causa, enfrentam um futuro incerto. Perseguidos pelos agentes Briggs e Degas e enfrentando Gabriel, precisam da ajuda da antiga oponente Paris, enquanto tentam recuperar a única arma capaz de destruir a Entidade. Uma arma que se encontra sob o gelo da calota polar, no fundo do Mar de Bering, entre os destroços de um submarino russo afundado, o Sevastopol."

Com o poder desmedido da Inteligência Artificial como mote, e no seguimento do filme anterior, Missão: Impossível - O Ajuste de Contas Final traduz-se numa luta contra vários inimigos, sendo o mais perigoso deles invisível: a Entidade.

Assim que começa este oitavo filme de Tom Cruise como Ethan Hunt, percebe-se que há um saudosismo antecipado a pairar. Há um recordar - ligeiramente insistente - de missões anteriores e personagens, desde 1996 até à actualidade, especialmente na primeira metade do filme. A acção tarda em chegar, entre muitas conversas, ameaças ou teorias demasiado técnicas que fazem antever os desafios "impossíveis" que se seguirão. 

E eis que Ethan tem de salvar o Mundo e começa a verdadeira Missão. Christopher McQuarrie oferece fabulosas sequências de acção de suster o fôlego, seja a muitos metros de profundidade, nas águas geladas do Mar de Bering, explorando submarinos afundados, seja com os pés bem assentes na terra, a correr sem parar, ou a muitos metros de altura, fazendo acrobacias em avionetas. E, apesar de ser o protagonista que vive as mais entusiasmantes aventuras, o realizador não esquece a importância do trabalho em equipa, que tudo faz para que a Entidade não vença o Bem.

Tom Cruise, o motor desta saga com quase três décadas, mostra-se tão bem ou melhor do que quando tinha 33 anos, em 1996. A maturidade e a experiência deram-lhe o rigor e perfeccionismo que pretende alcançar a cada novo filme e, mais uma vez, não precisou de duplos.

Ainda no elenco, destaque para a presença poderosa - e quase política, tendo em conta os dias que correm - de Angela Bassett como Presidente dos Estados Unidos da América. Com o Mundo num autêntico caos, onde ninguém sabe o que é verdadeiro ou falso e os arsenais nucleares dos países em perigo, só o mais ponderado dos líderes saberá como reagir. 

Missão: Impossível - O Ajuste de Contas Final assume-se como uma despedida, construída com esse propósito, num início lento que resulta depois numa explosão de impossibilidades que só Tom Cruise é capaz de resolver. Fica a vaga esperança de que este fim possa, um dia, tornar-se num regresso.

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Crítica: Missão: Impossível – Ajuste de Contas Parte Um / Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One (2023)

"Your life will always matter more to me than my own."
Ethan Hunt


*7/10*

Cinco anos depois de Missão: Impossível - Fallout e com uma pandemia pelo meio, Missão: Impossível – Ajuste de Contas Parte Um chegou, por fim, às salas de cinema. 

O incansável Tom Cruise - verdadeiro defensor do projecto e do Cinema enquanto experiência em sala - dá, como sempre, tudo de si, quer em frente da câmara, quer no trabalho de bastidores. A trabalhar com Christopher McQuarrie desde Nação Secreta (2015), a dupla tem dotado os filmes de uma forte personalidade e unidade, tornando a saga mais sólida e coerente.


"Em Missão: Impossível – Ajuste de Contas Parte Um, Ethan Hunt (Tom Cruise) e a sua equipa IMF embarcam na missão mais perigosa de sempre: localizar uma nova e terrível arma que ameaça toda a humanidade, evitando que caia nas mãos erradas. O destino do mundo está em jogo. Com o controlo do futuro em risco e forças obscuras do passado de Ethan a aproximarem-se, começa uma corrida mortal à volta do globo. Confrontado por um inimigo misterioso e todo-poderoso, Ethan é forçado a considerar que nada pode ser mais importante do que a sua missão - nem mesmo as vidas daqueles com quem ele mais se preocupa."

Com a equipa de novo reunida e preparada para os maiores desafios, Missão: Impossível – Ajuste de Contas Parte Um começa de mansinho, ganhando intensidade e adrenalina a cada nova cena. Perseguições, explosões, inimigos sem fim - é, aliás, este um ponto menos forte da longa-metragem, com personagens secundárias que não param de surgir -, os perigos espreitam em cada esquina.


E, mais do que uma luta entre o bem e o mal - tudo isso é relativo -, há uma guerra entre a Inteligência Artificial e o analógico, entre a verdade e as notícias falsas e mentiras. Numa corrida contra o tempo e entre tiroteios no deserto, saltos de mota em queda livre, comboios desgovernados, corridas sem fim (como já é hábito para Tom Cruise) pelas ruas de Veneza ou condução perigosa entre o trânsito, já caótico, da cidade de Roma, Ethan e a sua equipa lutam para proteger os seus e, ao mesmo tempo, evitar todos os inimigos e que o mundo seja dominado por uma poderosa Entidade.


De regresso, saídas dos filmes mais recentes da saga, estão Vanessa Kirby (Viúva Branca) e Rebecca Ferguson (Ilsa Faust), a quem se junta uma nova e misteriosa mulher, a engenhosa ladra Grace, interpretada por Hayley Atwell, à altura dos seus pares.

Numa verdadeira roda viva de emoções, sequências de acção de tirar o fôlego e as já habituais cenas que desafiam a física ou a lógica, eis que surge a primeira parte de Missão: Impossível – Ajuste de Contas. Já sexagenário (ainda é difícil acreditar), Tom Cruise continua aí para as curvas. Que venha o próximo filme.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Crítica: Missão: Impossível - Fallout / Mission: Impossible - Fallout (2018)

"When the clock stops, Ethan Hunt will lose everyone he ever cared about." 
Solomon Lane


*7.5/10*

Ele corre, ele salta, ele cai, mas levanta-se sempre. Tom Cruise regressa como Ethan Hunt para mais uma missão impossível, talvez no melhor filme da saga, Missão: Impossível - Fallout. Ao comando da câmara regressa Christopher McQuarrie, depois de Nação Secreta. O argumentista de Os Suspeitos do Costume sobe a fasquia, criando uma narrativa com todos os ingredientes de acção inacreditável da saga, aliados a um bom senso de ritmo e suspense.

Não nos cansamos de ver Cruise correr. Gostamos de ver, ficamos presos, seguimos com entusiasmo as façanhas dos agentes e somos surpreendidos. O argumento é escrito com inteligência, sem deixar ficar mal os fãs da saga.


Em Fallout, Ethan Hunt (Tom Cruise) e a sua equipa IMF (Alec Baldwin, Simon Pegg, Ving Rhames), a quem se junta um agente da CIA, interpretado por Henry Cavill, encontram-se com alguns conhecidos aliados (Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan) numa corrida contra o tempo, depois de uma missão mal sucedida.

Ora, aqui temos um dos melhores filmes de acção do ano, com tempo para apreciar, muitos efeitos práticos e poucos duplos para Tom Cruise. Como sempre, o actor encarna a personagem até ao limite. E a emoção aumenta mais ainda ao sabermos que há mais realidade na ficção do que nos blockbusters "do costume". A montagem é consistente e ritmada, deixa-nos ver tudo com clareza e atenção.

A adicionar ao todo, temos um vilão forte, bastante equiparado a Ethan Hunt, que vem complicar a vida aos protagonistas; saltamos em queda livre; somos presenteados com uma espectacular luta numa casa de banho; e tantos outros grandes momentos.


Missão: Impossível - Fallout é para ver sem constrangimentos. É um filme para desfrutar em pleno da adrenalina e da acção, dos segredos que vão sendo desvendados e do impossível que Tom Cruise nos habituou a tornar possível e, muitas vezes, real.