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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Estreias da Semana #699

Esta Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2026, chegaram aos cinemas as primeiras estreias do ano. São quatro os novos filmes em sala. A Criada e Miroirs No. 3 são dois dos filmes em destaque.

A Criada (2025)
The Housemaid
Millie é uma mulher lutadora e feliz por recomeçar a vida como empregada doméstica de Nina e Andrew, um casal rico. No entanto, logo percebe que os segredos da família são mais perigosos do que os seus.

A Hora Silenciosa (2024)
The Silent Hour
O detective Frank Shaw (Joel Kinnaman) volta ao serviço após uma lesão que o deixa com surdez permanente. Incumbido de ser o intérprete em língua gestual de Ava Fremont (Sandra Mae Frank), a mulher surda que testemunhou um homicídio brutal da parte de um gangue, dá consigo encurralado num prédio de apartamentos prestes a ser demolido quando os assassinos voltam para eliminar a testemunha. Isolados do mundo e sem conseguirem ouvir quem os persegue, Frank e Ava só contam um com o outro para sobreviver.

Miroirs No. 3 (2025)
Numa viagem de fim-de-semana ao campo, Laura (Paula Beer) sobrevive milagrosamente a um acidente de viação. Fisicamente ilesa, mas profundamente abalada, é acolhida por uma mulher que testemunhou o acidente e que passa a cuidar de Laura com devoção maternal. Quando o marido e o filho adulto desistem da resistência inicial à presença de Laura, os quatro constroem lentamente uma rotina familiar. Contudo, em breve não vão conseguir ignorar o passado.

Os Enforcados (2025)
Regina e Valério são um casal feliz que desfruta da sua fortuna a partir da luxuosa vivenda no topo das colinas do Rio de Janeiro. Desde a morte do pai de Valério, o maior mafioso da cidade, procura desesperadamente uma saída. O tio de Valério, Linduarte, insiste em que ele assuma as suas responsabilidades. Uma noite, ao tentar chamar Linduarte à razão, o casal mata-o acidentalmente. Caem então numa espiral de violência que os conduz ao mesmo caminho de que queriam escapar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Dia dos Namorados: Filmes Alternativos para Casais ou Solteiros

O Dia dos Namorados é apenas mais um dia no calendário do qual o marketing se apoderou, mas já que acabamos por ir nesta onda de romantismo forçada, nada como explorar alguns filmes alusivos à data, que tanto comprometidos como solteiros devem apreciar. O Hoje Vi(vi) um Filme deixa-vos uma lista um pouco mais alternativa, para todos os gostos.

Para quem gosta de dançar - Chico & Rita, 2010


Para os românticos incuráveis - Expiação (Atonement), 2007


Para os apaixonados pela vida - Assim é o Amor (Beginners), 2010


Para os mais marotos - O ABC do Amor (Everything You Always Wanted to Know About Sex * But Were Afraid to Ask), 1972


Para os eternamente apaixonados - Cold War - Guerra Fria, 2018


Para os sonhadores - Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), 2011


Para os que não largam a tecnologia - Her - Uma História de Amor, 2013


Para os dramáticos - Blue Valentine - Só Tu e Eu, 2010


Para quem faz da vida uma alegria - O Fabuloso Destino de Amélie (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain), 2001


Para os viajados - O Amor é um Lugar Estranho (Lost in Translation), 2003


Para os aventureiros - Bonnie & Clyde, 1967


Para os provocadores - A Criada (Ah-ga-ssi), 2016


Para os poetas - Al Berto, 2017


Para quem gosta de noitadas - Descarrilada (Trainwreck), 2015


Para os desencantados - A Lagosta (The Lobster), 2015


Para os ciumentos - De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut), 1999


Para os indecisos - Sr. Ninguém (Mr. Nobody), 2009


Para os gulosos - Chocolate (Chocolat), 2000


Para os amores adolescentes - Submarino (Submarine), 2010


Para os introvertidos - Lars e o Verdadeiro Amor (Lars and the Real Girl), 2007


Para os fora-da-lei - Amor Fora da Lei (Ain't Them Bodies Saints), 2013


Para os clássicos - Difamação (Notorious), 1946


Para os que quebram barreiras - Uma História de Amor (Loving), 2016


Feliz dia para todos!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Os Melhores do Ano: Top 20 [20º-11º] #2017

2018 já começou mas estamos sempre a tempo de fazer o balanço do ano que terminou. Sobre 2017, o Hoje Vi(vi) um Filme apresenta, como de costume, o seu top 20 (sempre tendo em conta a estreias no circuito comercial de cinema em Portugal ao longo do ano) do que de melhor se fez no cinema.

Aqui ficam os meus eleitos, do 20º ao 11º lugares.

Baseado no livro homónimo de Stephen King, It, realizado por Andy Muschietti, vem relembrar a todos que a maior fraqueza do Homem são os seus medos. Um filme de terror como já se tinha saudades, com um aterrador palhaço como vilão. Muschietti consegue criar um ambiente onde o perigo espreita nas sarjetas e faz-se acompanhar por um balão vermelho, tornando pesado e aterrorizante o dia-a-dia dos protagonistas. As cores fortes e alegres do palhaço contrastam fortemente com o que ele simboliza. Olhos bem abertos e cuidado! É preciso aprender a distinguir o real da alucinação.

Ele Vem à Noite constrói-se em redor da desconfiança permanente em que vive a família protagonista. Perante um inimigo invisível - será algo sobrenatural, a doença ou os humanos? - o estado de alerta é total e a tranquilidade não faz parte do dicionário. Uma única porta dá acesso ao exterior e quem por ali entra deve ser escrutinado até à exaustão. A mínima mudança na rotina pode arruinar a vida da família, que acredita que o perigo espreita entre as árvores da floresta. Ele Vem à Noite pode ser encarado como um retrato psicossocial hiperbolizado (mas não muito) da sociedade ocidentalizada. O medo é o demónio que aterroriza aquela casa e os monstros são cada um dos Homens.

A Força está com Rian Johnson e com Star Wars: Os Últimos Jedi, um filme emotivo desde o início, ou não fosse o último de Carrie Fisher enquanto a eterna Princesa Leia. Por outro lado, neste novo capítulo da saga, Rian Johnson segue um caminho ligeiramente diferente do seu antecessor. Cria excelentes momentos de humor, a par de uma história com bons plot twists e dá profundidade psicológica às personagens, desde as principais às secundárias. São duas horas e meia que passam a voar na sala de cinema mesmo que este seja o capítulo mais longo da saga que, por coincidência, completa 40 anos este ano. É uma excelente forma de comemorar a data.

17. A Cidade Perdida de Z (The Lost City of Z), de James Gray, 2016
James Gray regressou com uma fabulosa história de exploradores. Entre as florestas tropicais, o rio Amazonas, as tribos de índios e os perigos que por ali espreitam, A Cidade Perdida de Z acompanha a jornada de sonhos, lendas e muita força de vontade do inglês Percy Fawcett, no início do século XX. A par das imagens, as interpretações de Charlie HunnamRobert Pattinson adicionam valor a um filme que passou mais despercebido do que merecia.

É neste enredo simples de descoberta da amizade e do amor que surgem temas mais sensíveis como a morte, pedofilia, alcoolismo, toxicodependência, etc. A abordagem é directa e inocente, aos olhos de uma criança, onde o bem e o mal já começam a estar definidos. Cada um dos pequenos órfãos convive à sua maneira com a solidão que sente, bem como a falta de amor paternal, manifestando-o das mais distintas formas, desde a timidez à agressividade. E assim se forma aquela família de órfãos, professores e tutores, onde a felicidade das crianças vem acima de tudo. Ali cultivam-se valores e constroem-se personalidades fortes.

Podia ser uma simples história de amores proibidos mas não é. Está muito longe disso. Há personagens e atitudes sinistras por toda a parte, rituais desconhecidos, todos agem de forma estranha, fazendo-nos temer por Chris, mas, ao mesmo tempo, tratando-o o melhor possível. O telemóvel e a curiosidade do protagonista são duas armas poderosas à medida que o filme avança e que os segredos começam a ser revelados. Foge é um alerta, irónico e sarcástico, mas, igualmente adulto e singular na sua forma e propósito. Uma excelente surpresa na estreia de Jordan Peele na realização. 

Ao longo de mais de duas horas, aceitamos o convite para conhecer este mundo alienado, onde as drogas conduzem a diversão e a adrenalina, e os jovens, quais zombies modernos, passam as noites, sem dormir, sem fraquejar - fraquejos só são admitidos nas coisas do coração. Em transe, seguimos o rumo da história, que, tal como os jovens, não o tem. Acompanhamos conversas ilógicas, tentativas de conquista, sempre ao som da insistente banda sonora, inseparável companheira de festa.

Moonlight é um filme de auto-descoberta, com um argumento que explora a toxicodependência, o bullying e a homossexualidade. O filme de Barry Jenkins apregoa a liberdade de ser escolher e sonhar, para que todos possam brilhar como o luar, sem preconceitos.


Comovente, romântico e sonhador são qualidades do mais recente filme do empenhado Damien Chazelle. Só mesmo o argumento apressado quebra ligeiramente a magia do musical moderno que homenageia os veteranos. No entanto, é fácil deixarmo-nos levar pelas danças, música, nostalgia e, principalmente, pelo casal protagonista: Ryan Gosling e Emma Stone. O La La Land inesquecível chegaria daqui a uns anos, na sua plenitude. 

11. A Criada (Ah-ga-ssi; The Handmaiden), de Park Chan-wook, 2016
Park Chan-wook é surpreendente, assim como a dupla de actrizes que protagonizam A Criada. Um filme subversivo, violento, erótico e provocador, dividido em três partes que nos dão a conhecer a história a partir de diferentes pontos de vista. Surpreendente, viciante e tecnicamente exemplar, como o realizador já nos tem habituado.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sugestão da Semana #266

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Criada, do sul-coreano Chan-wook Park, realizador de Oldboy-Velho amigo (2003).

A CRIADA


Ficha Técnica:
Título Original: Ah-ga-ssi
Realizador: Chan-wook Park
Actores: Kim Min-Hee, Kim Tae-Ri, Ha Jung-Woo, Cho Jin-woong, Kim Hae-sook, Moon So-ri, Lee Dong-Hwi
Género: Drama, Mistério, Romance
Classificação: M/18
Duração: 144 minutos

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Estreias da Semana #266

Oito filmes chegaram às salas de cinema portuguesas na passada Quinta-feira. A Criada e Ghost in the Shell: Agente do Futuro são duas das estreias.

100 metros (2016)
Baseado na história de um espanhol com Esclerose Múltipla que tentou realizar uma prova de resistência Iron-Man consistindo em 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Antes, fora-lhe dito que não conseguiria sequer andar 100 metros.

A Criada (2016)
Ah-ga-ssi 
Na Coreia na década de 1930, durante o período da ocupação japonesa, Sookee é contratada para servir como criada de Hideko, uma herdeira japonesa que vive isolada numa enorme propriedade rural com o seu dominador tio, Kouzuki. Mas a criada guarda um segredo. Na verdade é uma ladra recrutada por um impostor que se faz passar por conde japonês. A sua missão é ajudá-lo a seduzir a senhora, convencê-la a casar com ele em segredo, roubar-lhe a fortuna e trancá-la num manicómio. O plano parece decorrer sem sobressaltos até ao ponto em que Sookee e Hideko descobrem emoções inesperadas.

Calabria (2016)
Calabria é um road movie funerário. Após a morte de um emigrante calabrês à procura de trabalho na suíça, dois cangalheiros, Jovan e José, viajam do norte para o sul de Itália para repatriar o defunto. Jovan, um cigano que foi cantor em Belgrado, acredita na vida depois da morte, ao passo que José, um português apaixonado pela cultura, só acredita no que vê. As surpresas e contingências que enfrentam na viagem são simultâneamente uma homenagem ao morto e uma celebração da vida.

Ghost in the Shell: Agente do Futuro (2017)
Ghost in the Shell
Num futuro próximo, enquanto a linha entre humanidade e tecnologia é cada vez menos clara, Major (Scarlett Johansson) torna-se na primeira da sua espécie: salva de um terrível acidente é transformada num híbrido de ser vivo e máquina e nomeada para liderar a força de combate ao crime Secção 9 que se dedica a perseguir e eliminar os criminosos mais perigosos do mundo. Quando a ameaça do terrorismo passa a incluir a capacidade de invadir e controlar as mentes e as memórias das pessoas, é Major a mais qualificada para enfrentar a ameaça. Enquanto se prepara para enfrentar o novo inimigo, descobre que lhe mentiram: a sua vida não foi salva, foi roubada. A partir desse momento, nada irá impedir Major de recuperar o seu passado, e descobrir os responsáveis.

Negação (2016)
Denial
O relato cinematográfico da batalha legal entre a historiadora Deborah E. Lipstadts (Rachel Weisz) e David Irving (Timothy Spall), que a processou após ela o ter acusado de negar o Holocausto. Como, segundo a legislação inglesa, o ónus da prova pertence aos acusados, coube a Lipstadt e à sua equipa de advogados, liderada por Richard Rampton (Tom Wilkinson) estabelecer para lá de qualquer dúvida que o Holocausto aconteceu realmente.

O Amigo Americano (1977)
Der Amerikanische Freund
Jonathan Zimmermann, um emoldurador em Hamburgo, é diagnosticado com leucemia. Ripley, um vendedor de arte americano envolvido em falsificações, usa este facto para fazer com que um contacto na máfia recrutar Zimmerman como assassino profissional. Este concorda pensando no futuro financeiro da sua família. Vê-se então num pesadelo de mentira e duplo jogo. A narrativa age como metáfora entre a cultura americana de Hollywood e a cultura alemã do pós-guerra, efeito evidenciado pelo aparecimento de vários realizadores de Hollywood em papéis secundários.

Smurfs: A Aldeia Perdida (2017)
Smurfs: The Lost Village
Um misterioso mapa leva Smurfina e os seus melhores amigos Sabichão, Trapalhão e Valentão, numa aventura pela Floresta Proibida, repleta de criaturas mágicas. O seu objectivo é encontrar uma aldeia perdida antes que o feiticeiro Gargamel o faça. Uma viagem, repleta de acção e perigo, onde os Smurfs irão descobrir o maior segredo da sua história!

Vale de Amor (2015)
La Vallée de l'amour
Dois actores famosos reúnem-se após a morte do filho e recebem uma carta que lhes pede para visitarem cinco locais no Vale da Morte.