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domingo, 31 de outubro de 2021

Halloween 2021: Personagens Inesquecíveis

Mais um Dia de Halloween, num ano ligeiramente menos assustador que 2020 (relembra o nosso artigo do ano passado), todavia, ainda bastante estranho. E para animar - ou aterrorizar um bocadinho - a noite, nada como recordar algumas personagens marcantes do cinema de terror e suspense - algumas mais óbvias que outras.

O Gabinete do Doutor Caligari / Das Cabinet des Dr. Caligari (1920)

O hipnotizador Dr. Caligari.

Psycho (1960) e sequelas, o remake Psycho (1998) e a série Bates Motel (2013–2017)

Norman Bates, do Bates Motel.

Shining / The Shining (1980)

O sinistro Hotel Overlook.

Pesadelo em Elm Street / A Nightmare on Elm Street (1984) e sequelas

O assassino dos sonhos, Freddy Krueger.

Caçada ao Amanhecer / Manhunter (1986), O Silêncio dos Inocentes / The Silence of the Lambs (1991), Hannibal (2001) e Dragão Vermelho / Red Dragon (2002)


O canibal Hannibal Lecter (Lecktor, no filme de 1986)

Misery - O Capítulo Final (1990)


A fã obsessiva Annie Wilkes.

It (1990), It (2017) e It Capítulo 2 (2019)


O palhaço Pennywise, assassino de crianças.

Drácula de Bram Stoker / Dracula (1992), todos os que o antecederam e se seguiram


O Conde Drácula.

Entrevista Com o Vampiro / Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles (1994)


O implacável vampiro Lestat.

Gritos / Scream 1 (1996), 2 (1997), 3 (2000) e 4 (2011)


O famoso Ghostface, que foi assumindo várias identidades nos filmes da saga.

Psicopata Americano / American Psycho (2000)


O psicopata rico e vaidoso, Patrick Bateman.

Este País Não É Para Velhos / No Country for Old Men (2007)

O assassino a soldo Anton Chigurh.

Debaixo da Pele / Under the Skin (2013)


A alienígena sedutora.

A Bruxa: A Lenda de New-England / The Witch (2015)

Black Phillip, o bode preto da família protagonista.

Um Lugar Silencioso / A Quiet Place (2018) e Um Lugar Silencioso 2 / A Quiet Place Part II (2020)


As criaturas que caçam através do som.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2017

Como é hábito, no Hoje Vi(vi) um Filme celebramos o Dia Internacional do Beijo com os mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2017, aqui estão oito beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses). Um ano marcado tanto por histórias românticas como por beijos muito traiçoeiros. Nada como recordar (e cuidado com os spoilers se não viram os filmes).

La La Land - Melodia de Amor - Mia e Sebastian


Moonlight - Chiron e Kevin



A Bela e o MonstroBelle e o Monstro


Alien: Covenant - David e Walter



Mulher-Maravilha - Diana e Steve Trevor



Lady MacbethKatherine e Sebastian



It - Beverly e Bill



Blade Runner 2049 Agente K e Joi


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Os Melhores do Ano: Top 20 [20º-11º] #2017

2018 já começou mas estamos sempre a tempo de fazer o balanço do ano que terminou. Sobre 2017, o Hoje Vi(vi) um Filme apresenta, como de costume, o seu top 20 (sempre tendo em conta a estreias no circuito comercial de cinema em Portugal ao longo do ano) do que de melhor se fez no cinema.

Aqui ficam os meus eleitos, do 20º ao 11º lugares.

Baseado no livro homónimo de Stephen King, It, realizado por Andy Muschietti, vem relembrar a todos que a maior fraqueza do Homem são os seus medos. Um filme de terror como já se tinha saudades, com um aterrador palhaço como vilão. Muschietti consegue criar um ambiente onde o perigo espreita nas sarjetas e faz-se acompanhar por um balão vermelho, tornando pesado e aterrorizante o dia-a-dia dos protagonistas. As cores fortes e alegres do palhaço contrastam fortemente com o que ele simboliza. Olhos bem abertos e cuidado! É preciso aprender a distinguir o real da alucinação.

Ele Vem à Noite constrói-se em redor da desconfiança permanente em que vive a família protagonista. Perante um inimigo invisível - será algo sobrenatural, a doença ou os humanos? - o estado de alerta é total e a tranquilidade não faz parte do dicionário. Uma única porta dá acesso ao exterior e quem por ali entra deve ser escrutinado até à exaustão. A mínima mudança na rotina pode arruinar a vida da família, que acredita que o perigo espreita entre as árvores da floresta. Ele Vem à Noite pode ser encarado como um retrato psicossocial hiperbolizado (mas não muito) da sociedade ocidentalizada. O medo é o demónio que aterroriza aquela casa e os monstros são cada um dos Homens.

A Força está com Rian Johnson e com Star Wars: Os Últimos Jedi, um filme emotivo desde o início, ou não fosse o último de Carrie Fisher enquanto a eterna Princesa Leia. Por outro lado, neste novo capítulo da saga, Rian Johnson segue um caminho ligeiramente diferente do seu antecessor. Cria excelentes momentos de humor, a par de uma história com bons plot twists e dá profundidade psicológica às personagens, desde as principais às secundárias. São duas horas e meia que passam a voar na sala de cinema mesmo que este seja o capítulo mais longo da saga que, por coincidência, completa 40 anos este ano. É uma excelente forma de comemorar a data.

17. A Cidade Perdida de Z (The Lost City of Z), de James Gray, 2016
James Gray regressou com uma fabulosa história de exploradores. Entre as florestas tropicais, o rio Amazonas, as tribos de índios e os perigos que por ali espreitam, A Cidade Perdida de Z acompanha a jornada de sonhos, lendas e muita força de vontade do inglês Percy Fawcett, no início do século XX. A par das imagens, as interpretações de Charlie HunnamRobert Pattinson adicionam valor a um filme que passou mais despercebido do que merecia.

É neste enredo simples de descoberta da amizade e do amor que surgem temas mais sensíveis como a morte, pedofilia, alcoolismo, toxicodependência, etc. A abordagem é directa e inocente, aos olhos de uma criança, onde o bem e o mal já começam a estar definidos. Cada um dos pequenos órfãos convive à sua maneira com a solidão que sente, bem como a falta de amor paternal, manifestando-o das mais distintas formas, desde a timidez à agressividade. E assim se forma aquela família de órfãos, professores e tutores, onde a felicidade das crianças vem acima de tudo. Ali cultivam-se valores e constroem-se personalidades fortes.

Podia ser uma simples história de amores proibidos mas não é. Está muito longe disso. Há personagens e atitudes sinistras por toda a parte, rituais desconhecidos, todos agem de forma estranha, fazendo-nos temer por Chris, mas, ao mesmo tempo, tratando-o o melhor possível. O telemóvel e a curiosidade do protagonista são duas armas poderosas à medida que o filme avança e que os segredos começam a ser revelados. Foge é um alerta, irónico e sarcástico, mas, igualmente adulto e singular na sua forma e propósito. Uma excelente surpresa na estreia de Jordan Peele na realização. 

Ao longo de mais de duas horas, aceitamos o convite para conhecer este mundo alienado, onde as drogas conduzem a diversão e a adrenalina, e os jovens, quais zombies modernos, passam as noites, sem dormir, sem fraquejar - fraquejos só são admitidos nas coisas do coração. Em transe, seguimos o rumo da história, que, tal como os jovens, não o tem. Acompanhamos conversas ilógicas, tentativas de conquista, sempre ao som da insistente banda sonora, inseparável companheira de festa.

Moonlight é um filme de auto-descoberta, com um argumento que explora a toxicodependência, o bullying e a homossexualidade. O filme de Barry Jenkins apregoa a liberdade de ser escolher e sonhar, para que todos possam brilhar como o luar, sem preconceitos.


Comovente, romântico e sonhador são qualidades do mais recente filme do empenhado Damien Chazelle. Só mesmo o argumento apressado quebra ligeiramente a magia do musical moderno que homenageia os veteranos. No entanto, é fácil deixarmo-nos levar pelas danças, música, nostalgia e, principalmente, pelo casal protagonista: Ryan Gosling e Emma Stone. O La La Land inesquecível chegaria daqui a uns anos, na sua plenitude. 

11. A Criada (Ah-ga-ssi; The Handmaiden), de Park Chan-wook, 2016
Park Chan-wook é surpreendente, assim como a dupla de actrizes que protagonizam A Criada. Um filme subversivo, violento, erótico e provocador, dividido em três partes que nos dão a conhecer a história a partir de diferentes pontos de vista. Surpreendente, viciante e tecnicamente exemplar, como o realizador já nos tem habituado.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Crítica: It (2017)

"If you'll come with me, you'll float too." 
Georgie

*8/10*

Baseado no livro homónimo de Stephen King, It, realizado por Andy Muschietti, vem relembrar a todos que a maior fraqueza do Homem são os seus medos. Um filme de terror como já se tinha saudades, com um aterrador palhaço como vilão.

Muschietti consegue criar um ambiente onde o perigo espreita nas sarjetas e faz-se acompanhar por um balão vermelho, tornando pesado e aterrorizante o dia-a-dia dos protagonistas. As cores fortes e alegres do palhaço contrastam fortemente com o que ele simboliza em It. Olhos bem abertos e cuidado! É preciso aprender a distinguir o real da alucinação.

It conta a história de sete pré-adolescentes excluídos, que se auto-intitulam Clube dos Falhados. Cada um deles tem sido ostracizado e perseguido pelo grupo local de bullies… Todos eles já viram também os seus medos interiores ganharem vida, sob a forma de um predador antigo a que só conseguem chamar de It. Juntos durante um horrível, mas estimulante Verão, os “falhados” unem-se, de forma a acabar de vez com o ciclo de mortes que começa num dia chuvoso, com um pequeno rapaz a seguir um barco de papel, que é levado pela água para uma sarjeta e directamente para as mãos de Pennywise, o palhaço.


A curiosidade é o isco, o medo é o pecado, é desta forma que a cidade de Derry, no Maine, se vê assombrada há décadas por misteriosos desaparecimentos de crianças. Os adultos calam-se e preferem negar a realidade, os jovens sofrem na pele o fado desta cidade, mas alguém tem de ter a coragem de enfrentar o terror. A impassividade dos adultos cria uma revolta na plateia que quer ver os jovens em segurança.

A recriação do ambiente dos anos 80 é um dos pontos fortes de It, a que se junta o companheirismo entre o grupo de amigos que relembra outros filmes da década. A direcção de fotografia faz um trabalho excelente alternando entre o espaço bucólico e tranquilo onde as crianças brincam, sem preocupações, e o sombrio e decadente, onde os medos assombram e matam, e o perigo espreita desde os esgotos da cidade. It é um filme muito estético.

Por vezes, a montagem tira-nos o fôlego, sem dar descanso, percorrendo medos atrás de medos, atormentando cada uma das sete crianças - e a plateia. Em It, não há receio em mostrar sangue ou mortes brutais, nem mesmo com crianças por perto - mas, afinal, elas são mais fortes que muitos adultos.


No elenco, o casting dos jovens e vilão foi certeiro. Cria-se uma verdadeira ligação com os sete protagonistas, todos eles a revelarem-se excelentes actores. Sophia LillisJaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor e Finn Wolfhard merecem destaque. Bill Skarsgård como Pennywise é digno de elogios. Os seus olhos grandes e expressivos e lábios grossos - a reforçar o sorriso demoníaco adensado pela maquilhagem - são, provavelmente, os grandes responsáveis pelo temor que se sente ao olhar para o palhaço, os efeitos especiais e caracterização fazem o resto. Pennywise é verdadeiramente assustador na primeira cena em que surge. Depois disso já conhecemos o seu aspecto e as suas manhas, tememos, mais do que a sua forma, a ilusão que cria nas mentes mais inocentes.

O que torna It um filme de género acima da média muito se deve à equipa técnica, composta por nomes muito fortes: o director de fotografia é Chung-Hoon Chung (o mesmo de Oldboy - Velho Amigo, de 2003), o montador é Jason Ballantine (de Mad Max: Estrada da Fúria) e o guarda-roupa está a cargo de Janie Bryant (da série Mad Men).


Stephen King ganha assim mais uma boa adaptação cinematográfica (segundo dizem, já que ainda não li este livro) e para tal muito contribui também a equipa de argumentistas, com dois nomes sonantes Gary Dauberman (Annabelle e Annabelle 2: A Criação do Mal) e Cary Fukunaga (realizador de True Detective, Beasts of No Nation e Jane Eyre), e um estreante nas longas, Chase Palmer. Não é o melhor de sempre, mas é um bom filme de terror.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Estreias da Semana #290

Esta Quinta-feira foi dia de chegarem aos cinemas curtas e longas-metragens. Entre nove longas e três curtas portuguesas, a escolha é muita.

3 Novas Curtas Portuguesas (2017)
Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante (2016)
Coelho Mau, de Carlos Conceição (2017)
Farpões Baldios, de Marta Mateus (2017)

6 Dias (2017)
6 Days
Em Abril de 1980, um grupo de homens armados tomou de assalto a embaixada iraniana em Londres e fez reféns as pessoas que se encontravam no local. Ao longo de seis dias, teve lugar um tenso frente-a-frente, enquanto uma equipa de soldados de elite das SAS se preparava para um tipo de raide nunca antes visto.

Arranha-Céus (2015)
High-Rise
Robert Laing é um jovem médico que, em 1975, pouco tempo antes da subida de Margaret Thatcher ao poder, se muda para o novo arranha-céus desenhado pelo arquitecto visionário Anthony Royal. Seduzido pelo luxo e tecnologia de ponta que o novo edifício oferece, Laing tem esperança em conseguir começar uma nova vida. A Torre Elysium oferece aos seus inquilinos todas as comodidades da vida moderna, mas também os isola do mundo exterior.

Assassino Americano (2017)
American Assassin
Stan Hurley (Michael Keaton), agente das operações clandestinas da CIA e veterano da Guerra Fria, recebe a tarefa mais complexa da sua carreira quando lhe ordenam que treine Mitch Rapp (Dylan O'Brien), um antigo soldado das forças especiais psicologicamente devastado após a morte da noiva. Os dois recebem ordens da directora-adjunta Irene Kennedy (Sanaa Lathan) para investigar a onda de ataques aparentemente aleatórios a alvos militares e civis e acabam por descobrir um padrão nos actos de violência cometidos. A descoberta leva-os a uma missão conjunta com a mortífera agente turca Annika (Shiva Negar), a fim de impedirem que um misterioso agente (Taylor Kitsch) dê início a uma nova guerra no Médio Oriente.

Detroit (2017)
Um raide da polícia na cidade de Detroit, em 1967, desencadeia um dos maiores motins da história dos Estados Unidos.

First Kill: Caça ao Homem (2017)
First Kill
Um corretor de Wall Street é obrigado a fugir de um chefe de polícia que investiga o assalto a um banco enquanto tenta recuperar o dinheiro roubado em troca da vida do seu filho.

It (2017)
Numa pequena cidade no Maine, sete crianças conhecidas como O Clube dos Falhados enfrenta os problemas, os valentões e um monstro que toma a forma de um palhaço chamado Pennywise.

Reviver o Passado em Montauk (2017)
Rückkehr nach Montauk
O autor Max Zorn, agora na casa dos 60 anos, está numa digressão promocional em Nova Iorque quando se reencontra com a mulher que nunca conseguiu esquecer.

The Bad Batch - Terra Sem Lei (2016)
The Bad Batch
Num local desértico no Texas, uma comunidade de proscritos está entregue a si própria e um canibal musculado quebra uma regra importante: nunca brincar com a comida.

Um Rico Sovina (2016)
Radin!
François Gautier é um sovina que tem como objectivo na vida gastar o menos possível. Um belo dia apaixona-se e descobre que tem uma filha. Forçado a mentir para esconder o seu terrível defeito, François vê-se envolvido num monte de problemas. Porque a mentira pode sair cara.