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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Sugestão da Semana #681

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Apanhado a Roubar, de Darren Aronofsky, protagonizado por Austin Butler.

APANHADO A ROUBAR


Ficha Técnica:
Título Original: Caught Stealing
Realizador: Darren Aronofsky
Elenco: Austin Butler, Zoë Kravitz, Regina King, Matt Smith, Liev Schreiber, Vincent D'Onofrio, Griffin Dunne, Bad Bunny
Género: Comédia, Crime, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 107 minutos

quarta-feira, 15 de março de 2023

Crítica: A Baleia / The Whale (2022)

"I need to know that I have done one right thing with my life!"

Charlie

*8.5/10*

Darren Aronofsky está de regresso ao cinema opressivo e naturalista com que começou a construir a sua filmografia e personalidade enquanto cineasta. A Baleia lembra The Wrestler no protagonista decadente e com relações familiares frágeis que quer remediar a todo o custo.

"Num apartamento degradado no Idaho rural, rodeado de ecrãs e caixas de comida, um homem com mais de 200 quilos chamado Charlie come obstinada e determinadamente até à morte. À medida que o inevitável se aproxima, a sua amiga Liz, uma enfermeira ateia cínica, e Thomas, um jovem e esperançoso missionário mórmon, tentam encontrar em Charlie a vontade de ser salvo, física e espiritualmente. Contudo, só a amarga Ellie, a filha adolescente de Charlie, o pode fazer ver qualquer tipo de futuro para além do seu desespero actual."

Baseado na peça de teatro de Samuel D. Hunter, A Baleia é um filme degradante que mostra um homem a desistir de viver. Da casa desordenada onde se mexe com dificuldade, dá aulas online, sem mostrar a cara, e come incessantemente, num autoconfinamento. Uma interpretação de total entrega por um Brendan Fraser renascido, exímio ao mostrar a degradação física e psicológica da personagem, e que carrega o sofrimento e o peso das próteses e maquilhagem que a equipa de caracterização lhe colocava antes das filmagens.

O filme passa-se ao longo de uma semana particularmente agitada na vida do solitário Charlie. A enfermeira Liz tenta fazê-lo ir ao hospital, sem sucesso; o insistente missionário Thomas tenta salvá-lo pela fé; e a filha adolescente, Ellie, dá-lhe aquilo que ele já não parece ter: esperança. 

Aronofsky é exemplar em criar um ambiente claustrofóbico, optando desde logo por um formato de imagem quadrado (1.33) que enclausura movimentos, sentimentos e emoções, e uma banda sonora que acentua todas estas sensações. Com as janelas corridas, um ambiente sombrio em casa, muita comida, desarrumação e memórias fechadas à chave, é assim que Charlie (sobre)vive. Nos momentos de aflição, um texto sobre Moby Dick é a sua medicação. E eis uma das Baleias do título, sendo que a mais evidente será o protagonista obeso.

A Baleia é uma obra de redenção do protagonista, mas igualmente do realizador que voltou às origens e aos grandes filmes. 

domingo, 5 de março de 2023

Sugestão da Semana #550

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Baleia, de Darren Aronofsky, protagonizado por Brendan Fraser.

A BALEIA


Ficha Técnica:
Título Original: The Whale
Realizador: Darren Aronofsky
Elenco:  Brendan Fraser, Sadie Sink, Hong Chau, Ty Simpkins, Samantha Morton, Sathya Sridharan, Jacey Sink
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 117 minutos

terça-feira, 25 de outubro de 2022

LEFFEST 2022: The Whale, de Darren Aronofsky, junta-se à programação

O Lisbon and Sintra Film Festival anunciou que The Whale, de Darren Aronofsky, se juntou à programação desta edição, entrando na Selecção Oficial - Fora de Competição, que fica assim completa.

Protagonizado por Brendan Fraser, o filme estreou no Festival de Veneza e conta a história de Charlie, um professor de inglês que vive fechado em casa devido à sua condição de obesidade mórbida, e que, numa última tentativa de redenção, tenta reaproximar-se da filha adolescente. The Whale é baseado na peça homónima de Samuel D. Hunter, que Aronofsky quis adaptar ao cinema.

The Whale será exibido no Teatro Tivoli BBVA no dia 16 de Novembro, às 21h30. O LEFFEST acontece de 10 a 20 de Novembro. Mais informações sobre o festival em https://www.leffest.com/.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Crítica: mãe! / mother! (2017)

"I wanna make a Paradise." 
Mother

*4/10*

Darren Aronofsky atingiu o limite do pretensiosismo. mãe! é o novo projecto do realizador que parece trazer um certo terror psicológico, ao estilo de Cisne Negro, de regresso à sua obra, mas aparências iludem. O realizador apresenta um filme circular para o qual parece ter apenas uma interpretação: a sua, não permitindo à plateia fazer outras leituras.

Embalado por Noé - ou não -, Aronofsky mostra-se um pouco obcecado pela Bíblia nas suas intenções com este mãe! e apresenta ao público uma espécie de filme de terror que se vai desfazendo em cinzas. O lugar da mulher - que ainda por cima dá título ao filme - é relegado para um plano pouco simpático.

mãe! conta a história de um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) cuja relação é colocada à prova quando a visita de hóspedes estranhos vem afectar a sua convivência tranquila.


Depois do mais comercial Noé, mãe! é acima de tudo, um filme de autor. Estão lá muitas marcas do cinema de Aronofsky, que, contudo, parece ter perdido a inspiração que pôs em prática até Cisne Negro. Neste filme, a câmara continua a seguir as personagens de costas, os distúrbios psicológicos continuam a tomar conta delas, mas pouco mais se extrai. Ou melhor, os acontecimentos são tantos e em tal enxurrada que se torna difícil acompanhar. Muitas ideias, muita informação, muitas interpretações, momentos macabros, um autêntico caos e, no final, pouco mais fica do que o choque pela perda de tempo e um ligeiro tédio.

Do escritor com um bloqueio criativo, à mulher devota que tudo faz para agradar ao marido, passando pela enorme casa isolada que, de repente, recebe a visita de estranhos, ou mesmo a questão da maternidade, tudo são ideias interessantes - mas já muito exploradas no cinema - lançadas pelo realizador. A referência mais clara é a Roman Polanski e ao seu A Semente do Diabo (Rosemary's Baby), por exemplo. Mas nem perto nem longe dessa obra mãe! consegue chegar.


Javier Bardem está à vontade na pele do protagonista masculino com quem é difícil simpatizar. Jennifer Lawrence é digna de pena por lhe terem dado uma personagem que, para lá da coragem em explorar a casa e seus mistérios, não tem muito mais que se lhe diga, para além de agradar ao marido, chorar e gritar. A relação que parece criar com a casa que está a recuperar é um ponto de partida interessante, mas depressa perde o encanto. A actriz tem uma interpretação fraca, mas a personagem é a principal culpada por isso.

Darren Aronofsky acha-se dono da razão, por ser o autor de mãe!, mas nenhum realizador deve tomar o espectador por parvo e impingir-lhe a sua leitura da obra - como tem feito ao explicar quem é quem e o que isto ou aquilo significa. Não vão na sua conversa, porque aqui há muito para interpretar, apesar de pouco para retirar. O filme é dele, mas as leituras são nossas, é essa a magia do cinema. Este será, certamente, um filme para amar ou odiar.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Flashbacks #2

De regresso, a rubrica Flashbacks vem acompanhada de lágrimas. Tudo porque o bom Cinema nos coloca as emoções à flor da pele. E, até eu, que sou uma pedra de gelo e raramente choro, não me consegui conter na cena final do filme que hoje destaco. Um choro compulsivo e nervoso, pelas personagens, pela sequência de imagens - acompanhadas por uma banda sonora fabulosa -, por toda a história. Provavelmente foi a melhor forma de evitar um dia seguinte muito deprimente.

Filme Que Mais Me Fez Chorar


A Vida não é um Sonho (Requiem for a Dream), de Darren Aronofsky, 2000

terça-feira, 15 de abril de 2014

Sugestão da Semana #111

Dos filmes estreados na passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme destaca Noé, a mais recente longa-metragem de Darren Aronofsky.

NOÉ

Ficha Técnica:
Título Original: Noah
Realizador: Darren Aronofsky
Actores:  Russell Crowe, Jennifer Connelly, Anthony HopkinsEmma WatsonRay Winstone, Logan Lerman, Douglas BoothNick Nolte
Género: Acção, Aventura, Drama
Classificação: M/12
Duração: 138 minutos

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Momentos para Recordar #11

O 11º Momentos para Recordar aproveita o aniversário da actriz Ellen Burstyn, que completa hoje 80 anos, e destaca uma cena que espelha o excelente desempenho da veterana no extraordinário filme Requiem for a Dream, realizado por Darren Aronofsky.
A Vida não é um Sonho (Requiem for a Dream), Darren Aronofsky (2000)