domingo, 19 de novembro de 2023
Sugestão da Semana #588
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
Crítica: A Lenda do Cavaleiro Verde / The Green Knight (2021)
"I fear I am not meant for greatness."
Gawain
Depois de Amor Fora da Lei (2013), A Lenda do Dragão (2016), História de Um Fantasma (2017) e O Cavalheiro com Arma (2018), David Lowery regressa com mais uma faceta cinematográfica, desta vez para adaptar uma história de fantasia medieval, oriunda da corte do Rei Arthur, com A Lenda do Cavaleiro Verde.
Sir Gawain (Dev Patel), o impulsivo e obstinado sobrinho do Rei Arthur, embarca numa ousada viagem para enfrentar o Cavaleiro Verde, um forasteiro gigante de pele esmeralda que testa os adversários até ao limite. Gawain luta contra fantasmas, gigantes, ladrões e conspiradores, numa jornada que lhe definirá o caráter e o valor aos olhos da família e do reino, perante o mais temível dos adversários.
Gawain é-nos apresentado como um rapaz preguiçoso e cobarde que, num impulso imaturo (e uns pozinhos de uma mãe adepta de bruxaria), entra num desafio que terá de ser cumprido. Ao embarcar na jornada até ao seu adversário, um ano depois, o jovem segue convicto de alcançar honra e glória, para que, finalmente, possa singrar no reino. A viagem é marcada por provações e tentações, qual Cristo em plena travessia do deserto, e muita magia negra.
Entre encontros com personagens inesperadas, objectos simbólicos e delírios, David Lowery arrasta-nos ao longo de mais de duas horas de filme sem justificação plausível para tal. Nada se retira de A Lenda do Cavaleiro Verde, sem ser o ligeiro enriquecimento de carácter que Gawain conquista ao longo da jornada. Não aterroriza, não intimida, e não fica connosco para lá da visualização.
Com o argumento tão desperdiçado e inconsistente, consolemo-nos com o grande trabalho da direcção de fotografia de Andrew Droz Palermo, capaz de proporcionar planos marcantes, numa experiência visual acima da média. A acompanhar, a banda sonora de Daniel Hart, capta totalmente o ambiente da época e o tom sombrio do filme.
Numa versão mais obscura e menos inspirada do que o poema original, de autor anónimo, A Lenda do Cavaleiro Verde não honra Camelot, nem a filmografia de Lowery.
terça-feira, 10 de agosto de 2021
Opinião: Séries - A Estrada Subterrânea / The Underground Railroad - Temporada 1 (2021)
domingo, 31 de dezembro de 2017
Sugestão da Semana #305
Actores: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., Riley Keough
domingo, 19 de novembro de 2017
Crítica: Ele Vem à Noite / It Comes at Night (2017)
Um dos pontos mais fortes do filme de Trey Edward Shults é a abordagem à psicologia das personagens, que faz o filme aproximar-se do género terror, produzindo, ao mesmo tempo, uma curiosa crítica social ao mundo actual. O homem transforma-se num monstro perante o desconhecido, com o medo a tomar conta de si. A fronteira é ténue entre pesadelos e realidade. Afinal, a desconfiança é uma doença e faz vir ao de cima o que de mais primitivo existe em cada um. Por outro lado, o cão da família é quem demonstra maior coragem, quebrando todos os protocolos criados pelo pai da família.
A par do silêncio incómodo que rodeia esta casa no meio da floresta, o trabalho da direcção de fotografia de Drew Daniels é excelente ao tirar partido da noite e da escuridão, e em muito contribui para aumentar o ambiente de isolamento e receios que enchem os espaços vazios.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Sugestão da Semana #200
Classificação: M/12
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Crítica: Black Mass - Jogo Sujo (2015)
É a história biográfica de Black Mass - Jogo Sujo que traz a grande oportunidade ao actor de voltar a brilhar. O filme de Scott Cooper conta-nos uma interessante história de mafiosos, mas não consegue atingir o estatuto de obra-prima do género. Tem bons momentos de acção, tem por base a história verídica de James Bulger, contudo não a explora da melhor forma, recorrendo a uma ritmo demasiado lento, deixando-se apenas conduzir pela excelente interpretação de Depp.
John Connoly (Joel Edgerton) e James "Whitey" Bulger (Johnny Depp) cresceram juntos nas ruas de South Boston. Em meados de 1970, os seus caminhos iriam cruzar-se novamente. Até então, Connolly era uma figura importante no escritório do FBI em Boston e Whitey havia-se tornado padrinho da máfia irlandesa. O que aconteceu depois - uma conspiração para derrubar a máfia italiana em troca de protecção para Bulger - levaria a uma espiral de assassinatos, tráfico de droga, acusações de extorsão, e, em última análise, ao maior escândalo de sempre envolvendo informadores do FBI.
Depois de, em 1997, ter estado do outro lado, na pele de um agente do FBI infiltrado na máfia, em Donnie Brasco, quase 20 anos depois (e depois de já ter interpretado gangsters também em Profissão de Risco e Inimigos Públicos), Depp regressa como o vilão dos vilões com uma aliança com o FBI, este mafioso implacável, e interpreta-o de corpo e alma.
No entanto, sem Depp, dificilmente Black Mass teria a notoriedade que tem alcançado. Tem alguns bons diálogos e interpretações (Joel Edgerton esforça-se bastante na pele de um agente pouco ortodoxo), mas falta-lhe o envolvimento que outros filmes conseguem desenvolver no espectador e, mais ainda, um ritmo de maior eficácia e melhor apropriação da história de Bulger. A banda sonora, contudo, relaciona-se bem com a personalidade do protagonista e é outro ponto forte.
A longa-metragem de Scott Cooper é bom entretenimento e só supera ligeiramente essa fasquia graças ao transfigurado Johnny Depp como já tínhamos saudades.
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...














