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sábado, 13 de março de 2021

Curtas de José Pedro Lopes realizadas durante a pandemia exibidas na TV

Zoom In e Um Conto de Natal Pandémico, de José Pedro Lopes, são as duas curtas-metragens portuguesas de terror, filmadas durante a pandemia da Covid-19, que serão exibidas a 15 de Março, às 23h45, na SIC Radical, e a 7 de Abril, às 22h30, no Canal Q, respectivamente.

A ideia resulta de uma colaboração da produtora A Raposa Branca e do realizador José Pedro Lopes (A Floresta das Almas Perdidas), e faz parte de uma trilogia de filmes sobre a pandemia, que integra ainda Quarentenando, lançada do Verão de 2020.

A ideia surgiu durante o primeiro confinamento. O realizador e o actor João Delgado Lourenço resolveram "experimentar fazer um filme através do WhatsApp", contou José Pedro Lopes ao Hoje Vi(vi) um Filme. "Juntou-se a nós a Lília Lopes e então começamos a compor a troca de vídeos romântica que criou Quarentenando (curta exibida na SIC Radical em Junho e disponível agora no Vodafone Indieworld)".

Em Dezembro, deram continuidade à ideia com Conto de Natal Pandémico, "que foi filmado presencialmente, mas com todas as restrições: o actor sozinho no set, a equipa pequena e de máscara preparava tudo antes", adiantou. 

Com o novo confinamento decidiram concluir a trilogia: "Eu, o João e o Paulo Próspero (que produziu os três filmes) escrevemos uma história entre as conversas descontraídas de grupos no Zoom (tão típicas dos nossos confinamentos)". Surgiu assim _Zoom In: Pequenas Maldições entre Amigos, com "um toque de terror", como o realizador gosta.

Com os filmes criados, a equipa apresentou-os aos canais de televisão, que "foram super abertos a dar-nos uma janela para o grande público", elogiou José Pedro Lopes.

Em Zoom In, uma curta-metragem criada à distância, "um grupo de amigos reúne-se por zoom durante o novo confinamento - mas um deles tem um plano maléfico para animar o encontro"Um Conto de Natal Pandémico leva-nos "à noite de Natal de 2020, onde um pai e um filho falam por vídeo sobre uns inquietantes monstros que, aproveitando as ruas vazias, andam a circular no seu bairro".

Mais informações sobre as curtas-metragens na página de Facebook da produtora A Raposa Brancahttps://www.facebook.com/araposabrancaprodutora/.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Crítica: A Floresta das Almas Perdidas (2017)

"A tristeza durará para sempre"


*5.5/10*

Há quanto tempo não se encontrava em cartaz uma longa-metragem de terror portuguesa? A produtora Anexo 82 apostou no género mais arriscado em Portugal e traz aos cinemas um filme de terror independente de produção nacional, A Floresta das Almas Perdidas, de José Pedro Lopes.

É a preto e branco que o realizador se estreia nas longas, sem medo de correr riscos, e cativa-nos a atenção, em especial, pelo visual muito estético que preenche o filme. A Floresta das Almas Perdidas transporta-nos para o local mais popular para a prática do suicídio em Portugal, uma floresta densa e remota, onde dois estranhos se conhecem. Ele é um pai de família à procura do local onde a filha morreu. Ela é uma jovem com uma paixão pela morte. Mas um deles não é quem diz ser.

A Floresta das Almas Perdidas destaca-se, acima de tudo, pelas imagens que oferece. Com um forte sentido estético, a fotografia (a cargo de Francisco Lobo) é muito competente, repleta de planos que ficarão na memória, como é o caso da ponte inacabada, qual cenário de contos de fadas, aliás, como toda a floresta onde estas almas se perdem. A acompanhar a acção, a banda sonora de Emanuel Grácio fica no ouvido.


José Pedro Lopes parte de uma premissa muito interessante que, contudo, se perde após o twist inicial - sem dúvida, inesperado. Sente-se falta de mais presença da "floresta" propriamente dita, e talvez a acção ganhasse mais ao estar concentrada apenas no local que dá título ao filme. Ao mesmo tempo, a personagem principal tem em si uma maldade latente que ganharia em ser mais desenvolvida. A Floresta das Almas Perdidas funcionaria melhor, para já, como curta-metragem, como longa, deveria atingir mais alguma maturidade.

O texto é um pouco inocente, com algumas frases feitas - que talvez resultem em inglês -, e uma poesia inerente que o liga aos cenários. No conjunto, aqui temos um sinal para estarmos atentos a futuros trabalhos de José Pedro Lopes.


A Floresta das Almas Perdidas merece que lhe reconheçamos todo o mérito, como filme corajoso e persistente que é. Tem conquistado festivais internacionais e conta já com distribuição garantida em diversos países (EUA, Canadá, Espanha, Suécia e Reino Unido). Não é todos os dias que o filme português consegue um percurso destes.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

M is for Macho na corrida pelo The ABCs of Death 2

A curta-metragem portuguesa M is for Macho, escrita e realizada por José Pedro Lopes, está na corrida pelo The ABCs of Death 2.


M is for Macho foi desenvolvida para participar no concurso mundial para o 26º lugar na antologia The ABCs of Death 2, uma longa-metragem composta por 26 curtas de terror correspondendo cada um delas a uma letra por alfabeto. Tal como no original The ABCs of Death, que estreou em Portugal no MOTELx'13, nesta sequela 25 curtas são feitas por realizadores convidados e 1 delas vem de uma competição online.

O filme, de 3 minutos, é produzido pela produtora portuense Anexo 82, e conta a história de dois amigos que se desafiam a jogar basquetebol com zombies. Mafalda Banquart e Agostinho Santos são os protagonistas.

Desde ontem, dia 1 de Outubro, que a curta-metragem M is for Macho pode ser vista online AQUI. A competição está a ser promovida em Portugal pelo MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Lisboa.