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sábado, 28 de setembro de 2019

MOTELx'19: Ma (2019)

*5/10*


Tate Taylor, o realizador de As Serviçais e, mais recentemente, A Rapariga no Comboio, aventurou-se agora no terror e foi o seu filme, Ma, a fazer as honras de abertura do 13.º MOTELx.

Octavia Spencer - oscarizada pelo papel de Minny no filme de Taylor, de 2011 - surge ao comando de Ma, e é mesmo a actriz o ponto forte da longa-metragem. Ela é Sue Ann, uma mulher solitária e reservada a viver num bairro pacato no Ohio. Certo dia, cruza-se com um grupo de adolescentes que lhe perguntam se pode comprar-lhes álcool. Sue Ann vê nisto uma oportunidade de fazer novos amigos, apesar da diferença de idades, e oferece-lhes a cave da sua casa para conviverem, de forma a evitar que bebam e conduzam. 

Obviamente que nem tudo são rosas, e o que parece o paraíso dos jovens esconde segredos mais ou menos bem guardados e eis que o revenge movie se revela. A vingança e o ressentimento comandam os instintos psicopatas de Sue Ann e Octavia Spencer revela-se uma vilã desmesurada mas realmente assustadora. 


Entre a ingenuidade dos jovens - e até da própria história - e a passividade dos adultos, o ritmo de Ma intensifica-se e tudo se torna mais sangrento. Tate Taylor está longe de ser inesquecível com esta longa-metragem mas diverte-nos e consegue entreter.

sábado, 21 de setembro de 2019

MOTELx'19: The Golden Glove / Der goldene Handschuh (2019)

*6/10*


Talvez um dos títulos mais agressivos do MOTELx'19, The Golden Glove, de Fatih Akin, fez parte da secção Serviço de Quarto. A longa-metragem alemã é extremamente violenta e conta uma história real, de um serial killer, em Hamburgo, na Alemanha Ocidental dos anos 70.

The Golden Glove apresenta-nos um assassino em série que lança o medo na cidade de Hamburgo. O realizador Fatih Akin estreia-se no terror na adaptação do best-seller homónimo, de Heinz Strunk, baseado nos feitos macabros de Fritz Honka.

O jovem actor Jonas Dassler surge extremamente bem caracterizado e irreconhecível na pele do Honka, alcoólico, claramente misógino, que escolhe como vítimas as mulheres mais velhas e frágeis, normalmente prostitutas, que encontra no bar onde nunca entra o Sol, o Golden Glove. Dassler é arrepiante e repulsivo ao encarnar a personagem, violento e totalmente desprovido de humanidade. Vive para o álcool e para as mortes que vai concretizando. A recriação da casa do assassino é minuciosa e uma cópia atenta do original - como podemos comprovar nas imagens no final do filme.


A longa-metragem de Akin não é de fácil visualização. O ambiente decadente, sujo, conspurcado, triste e ainda muito marcado pela Guerra - os campos de concentração surgem nas conversas ao longo do filme - conduzem a plateia para um antro de maldade, pobreza e morte, onde os assassinatos se sucedem e tarda a chegada da justiça.

The Golden Glove é frio, quase gelado, e sórdido, que conta no grande ecrã uma terrível história verídica. Os sentimentos são contraditórios, mas Fatih Akin faz o seu trabalho sem remorsos nem culpa: apenas conta o que aconteceu. 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

MOTELx'19: The Wind (2018)

*4/10*



Na secção Serviço de Quarto do MOTELx'19, esteve The Wind, de Emma Tammi. Realizada por uma mulher, esta longa-metragem centra-se numa protagonista feminina, no final do século XIX. O ambiente é a grande força do filme, onde o terror se mistura com o western e a solidão.

Há muito que Elizabeth Macklin (Caitlin Gerard) sente uma presença maléfica nos seus terrenos, mas não há nada que faça o marido pensar que não sejam apenas superstições. Quando um casal se instala numa casa ao seu lado, começam a passar-se episódios estranhos e a paranóia em Elizabeth volta ao de cima. 

Entre alguns bons momentos de suspense surgem outros tantos previsíveis, é o cenário que conquista parte da nossa atenção e curiosidade. Entre a decadência e a solidão, o clima feroz e o marido ausente, Elizabeth debate-se com muitos dos dilemas das mulheres daquele tempo - e tantos que se mantêm até à actualidade - a gravidez, a maternidade, a submissão ao marido, o trabalho do campo e a guarda da casa na ausência do marido. As superstições adensam todos os tormentos que rodeiam a protagonista.


Pegando em elementos do folclore americano, das lendas, do papel da mulher na época e nos campos isolados a perder de vista, The Wind lança ideias mas nunca as chega a conduzir em qualquer direcção, soam apenas dispersas e ao sabor do vento que dá título e é personagem presente ao longo de todo o filme. Será ele o demónio da pradaria que Elizabeth tanto teme e com quem trava duras batalhas? Estará o mal encarnado em alguma das outras personagens? Ou será apenas tudo fruto da imaginação da protagonista? Eis algumas das inúmeras teorias e possibilidade apresentadas por Tammi.

The Wind é a estreia da realizadora na ficção e prova que sabe criar o ambiente perfeito para um filme de terror. O resto talvez funcione para a próxima.

MOTELx'19: Vencedores

O MOTELx'19 revelou os filmes vencedores desta 13.ª edição no passado Domingo, 15, na Sessão de Encerramento do festival, no Cinema São Jorge. Erva Daninha, Why Don't You Just Die! e Midsommar foram os filmes premiados.


Erva Daninha, de Guilherme Daniel, conquistou o Prémio MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa / Méliès d’Argent. O júri, composto por Samuel Úria, Howard David Ingham e Raquel Freire, explicou que Erva Daninha foi o filme que mais nos surpreendeu; ficámos fascinados e perturbados desde o início. Numa competição muito forte, soube comunicar verdadeiramente uma estranheza sobrenatural, e é um filme que nos dá a sensação de ser única e autenticamente Português”, destacando ainda as interpretações dos actores Daniel Viana e Isabel Costa. É a segunda vez que Guilherme Daniel ganha este prémio, depois de em 2018 ter vencido com a curta A Estranha Casa na Bruma

O júri atribuiu ainda uma Menção Especial a Häuschen – A Herança, de Paulo A. M. Oliveira e Pedro Martins, “uma versão moderna do clássico conto de fadas negro” que considerou “muito forte em todos os sentidos”, mas em particular pelo seu “final bem conseguido, construído de maneira a ser simultaneamente perturbador e satisfatório para o público”.

O Prémio MOTELx - Melhor Longa de Terror Europeia / Méliès d’Argent foi para o filme Why Don't You Just Die!, de Kirill Sokolov. O júri, composto por David Gregory, Miguel Gonçalves Mendes e Rita Anjos, justificou a escolha pela “grande frescura e audácia” do filme, com “múltiplos twists e humor negro”. Foi ainda atribuída uma Menção Especial a The Hole in the Ground, de Lee Cronin, pela “precisão e controlo da atmosfera de suspense” e por “interpretações excepcionais”.


 Já Midsommar, de Ari Aster - convidado especial desta edição -, venceu o Prémio do Público. O filme estreia nas salas de cinema a 26 de Setembro. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

A 13.ª edição do MOTELx decorreu entre os dias 10 e 15 de Setembro, em Lisboa.

domingo, 15 de setembro de 2019

Crítica: O Terramoto / The Quake (2018)

*6.5/10*


O Terramoto estreou na secção Serviço de Quarto do MOTELx (e logo de seguida nas salas de cinema) e trouxe o realizador norueguês, John Andreas Andersen, a Lisboa para apresentar a longa-metragem.

O filme apresenta-se como uma sequela do anterior Bolgen - Alerta Tsunami, de 2015, mas funciona bem sozinho e os factos anteriores são introduzidos de modo a que a plateia fique a par dos acontecimentos, sem ser exaustivo.

A longa-metragem norueguesa gira em torno da questão: Como seria se um terramoto de grande magnitude estivesse prestes a acontecer? Em 1904, um terramoto de 5.4 na escala de Richter abalou a cidade de Oslo. O epicentro foi o Rifte de Oslo, que atravessa a capital. Há registos diários de actividade sísmica neste rifte e há indícios de que terramotos de grande escala possam vir a ocorrer nesta zona, ainda que os geólogos não o possam confirmar com certeza.


Depois de ter sobrevivido ao tsunami, Kristian Eikjord (Kristoffer Joner) e a sua família estão de novo no centro de mais um desastre natural. Desta vez, o subsolo de Oslo apresenta alarmantes sinais de perigo iminente. Para geólogos como Kristian, o estudo do registo sísmico diário prova que já não é uma questão de "se", mas sim de "quando” vai haver o próximo evento catastrófico e será este mais devastador do que o terramoto que destruiu a cidade em 1904?

Dentro do subgénero disaster movie, O Terramoto não é perfeito mas encontra-se acima da média. A construção da história é muito boa até ao pequeno sismo inicial que confirma as suspeitas do protagonista. Depois disso, torna-se mais consistente, o suspense aumenta e há uma enorme tensão até ao final. Há momentos muito angustiantes para as personagens que são vividos com intensidade do outro lado do ecrã.

Tecnicamente é feito um bom trabalho, com imagens impressionantes, onde os efeitos especiais têm um papel fundamental. As interpretações são esforçadas e convincentes, conquistando facilmente a empatia da plateia.


Contudo, os grandes problemas do filme de John Andreas Andersen surgem, em especial, perto do fim, apressado e pouco provável. Há uma relativização da tragédia imensa que nos é relatada ao longo de mais de uma hora de filme, e, de repente, parece que nada de mais aconteceu. Cai por terra a seriedade inicial da temática dos desastres naturais.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

MOTELx'19: Horror Noire: A History of Black Horror (2019)

*7.5/10*


Na secção documental do MOTELx'19, Doc Terror, eis um dos filmes que mais curiosidade despertou: Horror Noire: A History of Black Horror, de Xavier Burgin.

O primeiro documentário original produzido pela plataforma de streaming Shudder,  leva-nos numa viagem pela História do cinema norte-americano, focando a forma como o terror aborda e retrata as pessoas negras. Começando com The Birth of a Nation, de 1915, onde um homem negro é o vilão capturado e enforcado pelo KKK, os heróis da narrativa; até aos dias de hoje, o documentário examina tendências problemáticas estabelecidas ao longo dos anos, utilizando entrevistas, excertos e montagens de filmes para também analisar o papel das pessoas negras neste género, seja como protagonistas, público ou criadores. Horror Noire: A History of Black Horror adapta o livro homónimo, de Robin R. Means Coleman.


Excelente resumo documental de um século de cinema de terror negro. Década a década encontramos de clássicos a filmes desconhecidos, desde o negro como vilão ou subjugado, mero assessório, passando pelo Blaxploitation, ao negro como protector do branco protagonista, e ao negro como herói. 

Horror Noire: A History of Black Horror apoia-se em muitos excertos de filmes como Ingagi, King KongNight of the Living DeadBlaculaAbby, Dr. Black, Mr. Hyde, ShiningA Nightmare on Elm Street 3: Dream WarriorsCandyman, Tales from the HoodVampire in BrooklynThe CraftBones, Attack the BlockAnnabelleThe Girl with All the Gifts, e tantos outros títulos a descobrir.


Vemos o reflexo dos tempos nos filmes, tendo Get Out, de Jordan Peele, como o grande impulsionador da igualdade racial no cinema de terror. Entre análises mais rebuscadas a outras claramente certeiras, Horror Noire faz um belo trabalho, com bons intervenientes que pensam e debatem os filmes de terror ao longo das décadas, sempre com o cenário socio-político como base para explicar o que se vê no grande ecrã.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

MOTELx'19 anuncia programação completa

Ma, de Tate Taylor, será o filme de abertura da 13.ª edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. A fechar estará Come to Daddy, de Ant Timpson.


O actor veterano Jack Taylor é mais um dos nomes confirmados a marcar presença no evento, a par do já anunciado Ari Aster. Taylor foi actor-fetiche do cinema exploitation espanhol dos anos 60 e 70, participou em filmes de John Milius, Ridley Scott e Milos Forman, e em Portugal contracenou com Johnny Depp em A Nona Porta (Roman Polanski). Nesta edição do MOTELx, serão exibidos o documentário Jack Taylor, Testigo del Fantástico (Diego López, 2018) e Necronomicon (Jesús Franco, 1968).

Protagonizado por Octavia Spencer, Ma, de Tate Taylor, abre o festival no dia 10 de Setembro. O filme conta a história de uma mulher solitária que decide acolher as festas de um grupo de adolescentes na sua cave – com regras muito particulares. Come to Daddy faz as honras de encerramento a 15 de Setembro e conta com Elijah Wood no papel principal. O filme de Ant Timpson mistura gore e humor negro para contar a história de um reencontro entre pai e filho que corre absurdamente mal.

Para o Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia/Méliès d’Argent concorrem oito filmes: Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida (Portugal); All the Gods in the Sky, de Quarxx (França); Extra Ordinary, de Mike Ahern e Enda Loughman (Irlanda, Bélgica); Finale, de Søren Juul Petersen (Dinamarca); Get In, de Olivier Abbou (França); A Good Woman is Hard to Find, de Abner Pastoll (UK, Bélgica, Irlanda); The Hole in the Ground, de Lee Cronin (UK); e Why Don’t You Just Die!, de Kirill Sokolov (Rússia).


A secção Serviço de Quarto mostra 26 longas internacionais. Destaque para o filme brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; The Gangster, the Cop, the Devil (Lee Won-Tae, Coreia do Sul); o japonês It Comes (Tetsuya Nakashima); o indiano Tumbbad (Rahi Anil Barve); o western feminista norte-americano The Wind (Emma Tammi); Nightmare Cinema, com Mickey Rourke no papel de projeccionista diabólico; da Europa, Lords of Chaos (Jonas Åkerlund), baseado na história real dos Mayhem, banda de black metal norueguesa com apetite para a destruição.

Na secção Doc Terror, encontramos documentários sobre dois lendários realizadores de filmes de terror série B, Jairo Pinilla em Jairo’s Revenge, de Simon Hernandez, e Al Adamson em Blood & Flesh, de David Gregory, e ainda o filme que analisa o papel dos afro-americanos no cinema de terror norte-americano, Horror Noire: A History of Black Horror, de Xavier Burgin.

O MOTELx'19 acontece de 10 a 15 de Setembro e os eventos de Warm-Up do festival estão marcados para 5, 6 e 7 de Setembro. Mais programação aqui e toda a informação pode ser encontrada em https://www.motelx.org/.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

MOTELx'19 vem com Sexta-feira 13 incluída

A 13.ª edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa traz à capital Ari Aster e o seu mais recente filme Midsommar.

O realizador vem a Lisboa apresentar Midsommar, bem como uma sessão especial da sua primeira longa, Hereditário.

A comemorar 13 anos de festival - esta será a primeira vez que o MOTELx calha numa Sexta-feira 13 -, estão prometidas surpresas e uma sessão especial de Friday the 13th para assinalar a data, a que se junta o 40.º aniversário de Alien. O documentário Memory: The Origins of Alien, de Alexandre O. Philippe, e a reposição do filme de Ridley Scott com cópia 4K restaurada serão duas formas de comemorar.

Entre as novidades anunciadas esta Terça-feira, estão filmes como Rabid, das irmãs Soska, remake do clássico de Cronenberg; The Quake, de John Andreas Andersen; The Lodge, de Veronica Franz e Severin Fiala; e o primeiro filme de terror de Fatih Akin, The Golden Glove.

Destaque para a estreia mundial do filme de terror português Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida (vencedor do Prémio MOTELx para Melhor Curta de Terror Portuguesa em 2017 com Thursday Night). Também em língua portuguesa teremos A Sombra do Pai, da brasileira Gabriela Amaral Almeida. Nos filmes menos recentes, a secção Quarto Perdido traz dois slashers à portuguesa: O Construtor de Anjos (1978), de Luís Noronha da Costa, e Rasganço (2001), de Raquel Freire.

O Prémio MOTELx - Melhor Curtas de Terror Portuguesa conta com 10 candidatos. São eles: Archosargus Probatocephalus, de David Vieira e Siavash Shahmoradi; Canção de Embalar, de João Pedro Frazão; Dig Another Grave, de Francisco Morais e Miguel Pinto; Do Outro Lado, de João Pereira; Don’t Feed These Animals, de Guilherme Afonso e Miguel Madaíl de Freitas; Erva Daninha, de Guilherme Daniel; Exulansis, de Jorge Santos; Feliz Natal, Sr. Monstro, de João Pais da Silva e André Rodrigues; Häuschen - A Herança, de Paulo A. M. Olveira e Pedro Martins; e Reverso, de Victor Santos.

Haverá ainda uma sessão de curtas portuguesas de terror com curadoria e apresentação de João Pedro Rodrigues, que faz parte da Carta Branca aos Realizadores Portugueses, promovida pela Agência da Curta-Metragem por ocasião do seu 20.º aniversário.


Entre os eventos paralelos desta 13.ª edição regressa o MOTELquiz, e haverá lugar para o lançamento de dois livros inéditos em Portugal: Profondo Nero, volume da série de banda-desenhada Dylan Dog escrito por Dario Argento, e As Histórias do Rei Amarelo, livro proibido de Robert W. Chambers que inspirou H.P. Lovecraft e os argumentistas da série True Detective. Um workshop orientado  pela rub-a-duckie vai ensinar a fazer adereços comestíveis e, para os fãs de efeitos especiais, haverá uma masterclass pelo estúdio Nu Boyana Portugal.

O MOTELx'19 acontece de 10 a 15 de Setembro e os eventos de Warm-Up do festival estão marcados para 5, 6 e 7 de Setembro.

terça-feira, 25 de junho de 2019

MOTELx'19: Lobo Mau com programação completa

O MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa já revelou a programação completa da secção do Lobo Mau, dirigida aos mais novos.


As crianças poderão participar em ateliers de expressão plástica de forma a enfrentar os seus medos em Maria Brinca à Sombra, por Sara Del Rio; e em O Meu Monstrinho, com Susana Albiero e Gwendolyn Van der Velden, terão a oportunidade de falar abertamente sobre os seus medos através da criação de monstros protectores.

De regresso estarão o Atelier de Cozinha com Ângela Pereira da rub-a-duckie e o Peddy Paper pelos bastidores do Cinema São Jorge. Novidade nesta edição é o Workshop Monstruoso, com Bernardo Gramaxo, onde as crianças poderão acompanhar as várias etapas de criação de um filme.

Nas sessões de cinema do Lobo Mau, os mais novos poderão assistir a O Pequeno Vampiro, de Richard Claus e Karsten Kiilerich, no dia 11 de Setembro, às 10h30, no Cinema São Jorge, e Um Susto de Família, de Holger Tappe, no dia 13 de Setembro, às 14h30, no Cinema São Jorge. Os Sustos Curtos (12 de Setembro, 14h30, Cinema São Jorge) também estarão de regresso com curadoria especial pela equipa do Lobo Mau.

Para mais informações através do email lobomau@motelx.org e do site https://www.motelx.org/lobo-mau. A 13.ª edição do MOTELx acontece de 10 a 15 de Setembro.