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terça-feira, 16 de setembro de 2025

Sugestão da Semana #683

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Surfista, de Lorcan Finnegan, protagonizado por Nicolas Cage.

O SURFISTA


Ficha Técnica:
Título Original: The Surfer
Realizador: Lorcan Finnegan
Elenco: Nicolas Cage, Julian McMahon, Justin Rosniak, Alexander Bertrand, Rahel Romahn, Nicholas Cassim, Finn Little
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 100 minutos

domingo, 30 de abril de 2023

Sugestão da Semana #558

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Renfield, de Chris McKay, com Nicholas Hoult, na pele do leal servo de Drácula, e Nicolas Cage como Príncipe das Trevas.

RENFIELD


Ficha Técnica:
Título Original: Renfield
Realizador: Chris McKay
Elenco: Nicholas Hoult, Nicolas Cage, Awkwafina, Ben Schwartz, Adrian Martinez, Jenna Kanell
Género: Comédia, Fantasia, Terror
Classificação: M/16
Duração: 93 minutos

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Crítica: Pig - A Viagem de Rob (2021)

"I'd like to speak to the chef."

Rob


*8/10*

Pig - A Viagem de Rob é a primeira longa-metragem de Michael Sarnoski, um filme cru e melancólico sobre solidão, perda e amor incondicional.

Rob (Nicolas Cage) vive na floresta isolada do Oregon, sozinho, com excepção da sua única amiga, uma fiel porca de procurar trufas. Rob vende as caras e raras trufas que forrageia a um jovem empresário (Alex Wolff), em troca dos poucos bens com que vive. Mas a vida tranquila de Rob termina quando forrageiros rivais o atacam violentamente e lhe roubam a porca, deixando-o ferido. Vê-se agora forçado a aventurar-se no submundo dos restaurantes de Portland, reencontrando também às memórias de um passado que abandonou.


Tão simples como comovente, o filme de Michael Sarnoski retira o melhor de cada cena e de cada personagem, numa incansável jornada para recuperar a companheira do protagonista, que bate de frente com um passado do qual fugiu há 15 anos. Pig é sombrio e frio, tal como a tristeza e nostalgia, que Rob carrega sobre si e se reflecte numa expressão fechada, poucas palavras e emoções reprimidas.

E, para além do resgate da porca raptada, toda a história gira em redor de um ingrediente caro e muito apreciado nos restaurantes, as tão raras e valiosas trufas. Os laços emocionais enfrentam a ambição e a ganância dos homens poderosos da cidade.


O lugar da gastronomia em Pig surge, desde logo, no título de cada capítulo - qual menu de degustação. E, no decorrer da longa-metragem, adensa-se o simbolismo da importância que uma refeição pode ter na vida de alguém. Todos estes e outros paralelismos e subtilezas narrativas tornam a obra de Michael Sarnoski emocionalmente superior. 

Nicolas Cage tem um desempenho exímio como Rob. A sua aparência suja e descuidada, as feições severas, que espelham tristeza e raiva, criam uma figura quase inatingível, que cria sentimentos de respeito, medo e admiração por onde quer que passe. A relação que vai criando com o jovem Amir, e a batalha que trava para recuperar a sua porca de estimação revelam o seu lado mais humano. No decorrer da acção, há um envolvimento inevitável com o protagonista e com a forma que encontrou para lidar com a dor e a memória.


A banda sonora, que alterna entre música clássica e country, acompanha personagens e plateia nesta viagem entre os dois mundos a que o protagonista está inevitavelmente ligado: a natureza e a alta gastronomia. E Sarnoski consegue enredá-los com subtileza e astúcia, qual prato de assinatura.

sábado, 29 de setembro de 2018

Crítica: Mandy (2018)

"That was my favorite shirt!"
Red Miller
*4/10*

Assim não. Mandy é estética pura e dura, é beleza de cor e luz, onde se cria uma dimensão paralela de êxtase ou pura vingança. Mas a estética não deve servir apenas para criar um ambiente de putrefacção que descamba - cedo de mais - para a comédia negra sem propósito. A vingança fica pelo caminho e entra-se numa estranha paródia da qual dificilmente conseguiremos desfrutar, a menos que as personagens partilhem connosco as suas drogas experimentais.

Em 1983, algures numa região isolada das Shadow Mountains, na Califórnia, o lenhador Red Miller  (Nicolas Cage) vive apaixonado pela encantadora Mandy Bloom (Andrea Riseborough). Mas a vida pacata que construiu para si mesmo desmorona-se súbita e tragicamente quando um grupo de fanáticos religiosos invade o seu paraíso. A existência de Red resume-se agora a um único pensamento: vingança.


Mandy é psicadélico, com um excepcional trabalho de fotografia, com cores neon e vibrantes, e sombras que denunciam tanto o terror como a paródia. A banda sonora de Jóhann Jóhannsson é aterradora e atordoante, combinando com o visual do filme de Panos Cosmatos.

A vingança, que comanda a narrativa - pouco consistente -, parece dotar o malfadado protagonista de super-poderes. E eis o super-herói coberto de sangue, que desfila pela floresta em busca das suas presas. Entretanto, vamos encontrando algumas referências a outros filmes de terror um pouco por toda a parte. O próprio visual de início dos anos 80 está bem construído e faz-nos esquecer, por vezes, que Mandy é um filme de 2018.

Sem qualquer dúvida que Nicolas Cage é o melhor de Mandy. Cage being Cage, e está tudo dito. O actor é multifacetado e assume qualquer papel com a mesma seriedade e respeito.


Apesar da eficiência estética, a violência sem propósito, a única intenção de espalhar gore e sangue por todo o ecrã, com a desculpa do humor negro como que para justificar aquilo que por vezes roça o ridículo (vamos lá medir a masculinidade dos personagens através de uma luta de motosserras, que tal?), Mandy não consegue sair do medíocre. Uma pena, num filme à primeira vista tão prometedor.