terça-feira, 5 de dezembro de 2023
Crítica: Napoleão / Napoleon (2023)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Crítica: Casa Gucci / House of Gucci (2021)
"Father, son and House of Gucci."
Patrizia
*6.5/10*
Ridley Scott trouxe para o grande ecrã o relato de três décadas de uma das mais famosas famílias da moda italiana. Casa Gucci comprova o talento do realizador para contar histórias e dirigir actores, desta vez, numa comédia dramática de enganos e traições.
"Quando Patrizia Reggiani (Lady Gaga), uma desconhecida de origem humilde, se casa com Maurizio Gucci (Adam Driver), a sua ambição desmedida começa a desencadear no legado da família uma imparável espiral de traição, destruição e vingança que culmina... num assassínio."
Personagens cliché, cheias de exageros, maneirismos e comicidade, de sotaque carregado e visual exuberante, eis a fórmula de Ridley Scott para conquistar a plateia. Em antítese com o drama real que retrata, o realizador coloca o foco no conflito de personalidades fortes e na sede de ganância, qual novela italiana.
É, portanto, no trabalho do elenco que residem as maiores forças de Casa de Gucci. Lady Gaga, como Patrízia, conquista o seu espaço e marca presença, catalisando para si todas as atenções enquanto está em cena. De sotaque carregado e voz de comando, Patrízia é decidida, ambiciosa e manipuladora. Al Pacino é extraordinário como Aldo Gucci, qual raposa matreira, transborda charme e exuberância, e a aparente familiaridade com que trata os sobrinhos esconde (como todos desta Casa de Gucci) interesses e segundas intenções.
Irreconhecível, Jared Leto surge com quase oito quilos de caracterização para encarnar Paolo Gucci, filho de Aldo, que todos têm como idiota. O actor transpôs todo o exagero da figura para a personalidade da personagem: infantil, mimado, ganancioso. E com um overacting propositado, Leto consegue ser um dos elementos mais cómicos do filme: mudou o tom de voz, muito mais agudo- para além, claro, do sotaque -, adoptou uma forma de rir hilariante e até os seus gestos ou forma de andar são caricaturais - tal como Ridley Scott construiu toda a longa-metragem.
Mais discretos, mas com a mesma energia, estão Jeremy Irons e Adam Driver, que interpretam pai e filho. Irons é o solitário e intransigente Rudolfo Gucci; Driver é Maurizio, a personagem que sofre uma maior alteração de personalidade ao longo do filme. Inicialmente manipulável e sem jeito para o negócio da família, vai-se formatando à medida da mulher e do tio, e deixando que o poder e o dinheiro o transformem.
Também a caracterização, guarda-roupa - não fosse este um filme sobre moda - e direcção artística em muito contribuem para a reconstituição da disfuncional família Gucci.
E é em jeito de tragicomédia que Ridley Scott nos leva numa visita guiada, qual viagem no tempo, às figuras que marcaram (e arruinaram) a História da família Gucci. Porque amor, dinheiro, poder e família, juntos, podem não dar bom resultado.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Crítica: Todo o Dinheiro do Mundo / All The Money in The World (2017)
"If you can count your money you're not a billionaire."J. Paul Getty
Uma história real sobre dinheiro, poder e família é adaptada ao cinema pela mão de Ridley Scott e o resultado é Todo o Dinheiro do Mundo. A longa-metragem ficou mais conhecida pelas polémicas em torno da troca de Kevin Spacey por Christopher Plummer a poucas semanas da estreia, mas há mais por detrás do escândalo.
Ridley Scott não tem conquistado a crítica nos últimos anos, muitas vezes injustamente. Todo o Dinheiro do Mundo está longe de ser um filme inesquecível, mas sabe cativar atenções e desperta a curiosidade da plateia para a história de J. Paul Getty e da sua fortuna. Os fãs do realizador conseguirão encontrar muitas das suas marcas autorais por entre o vento, a chuva e as sombras.
O argumento é um dos pontos positivos do filme, que constrói bem o suspense em volta da decisão do patriarca da família Getty. Seguimos atentos, mas a ritmo lento, as negociações em torno do rapto do neto de um dos homens mais ricos do planeta, nos anos 70, e chegamos ao fim apaixonados pela interpretação de Christopher Plummer. É ele, na realidade e ironicamente, a estrela do filme. O veterano é perfeito a interpretar esta personagem tão ambígua, um homem inteligente, arrogante, inacessível e avarento, que nutre grande amor pelo neto raptado. É neste paradoxo de características que reside o encanto da personagem que consegue ser desprezível mas igualmente calorosa.
Com uma boa interpretação encontramos também Michelle Williams como Gail, a mãe que sofre e é capaz de tudo para conseguir o resgate do filme. Ela que, aparentemente, é das personagens menos ligadas ao dinheiro ou poder.
Pode ser apenas "mais um filme" de Ridley Scott, mas é um daqueles que conta uma boa história e tem um Christopher Plummer de tirar o fôlego. Nada mau.
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Sugestão da Semana #311
Ficha Técnica:
Actores: Michelle Williams, Christopher Plummer, Mark Wahlberg, Charlie Plummer
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Crítica: Blade Runner 2049 (2017)
"Sometimes to love someone, you got to be a stranger."
Rick Deckard
Blade Runner 2049, a tão aguardada sequela do filme de 1982, chegou este ano. De Ridley Scott, a sequela sobre os replicantes passou para as mãos de Denis Villeneuve e ele tratou-a com dignidade, talento e ambição qb.
30 anos após os eventos do primeiro filme, K (Ryan Gosling), um novo blade runner, oficial da LAPD, desvenda um segredo há muito enterrado que pode potencialmente mergulhar no caos o que resta da sociedade.A descoberta de K leva-o numa missão para localizar Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo blade runner da LAPD, desaparecido há 30 anos.
Nas personagens, Harrison Ford regressa como Deckard sem muito mais a acrescentar, sendo ele próprio o segredo que une os dois filmes. O novo protagonista, o blade runner K, interpretado por Ryan Gosling, mostra-se isento de emoções e faz o que se espera dele. O replicante que parece, aos poucos, ir conquistando vontade própria, autonomia e sentimentos, vê crescer uma esperança - em si e na plateia - que tem muito de humano. Nos vilões, Jared Leto é totalmente ofuscado por Sylvia Hoeks, a vilã assistente, que nos faz esquecer a (mínima) presença do actor.
Não é possível destronar Blade Runner - tão único e vanguardista no seu tempo -, mas Denis Villeneuve, fiel ao visual original, consegue despertar no público grandes sentimentos de nostalgia e melancolia. O resultado, não sendo obrigatório, é positivo e satisfatório, em jeito de homenagem ao filme de Ridley Scott.
sábado, 13 de maio de 2017
Crítica: Alien: Covenant (2017)
"All of this to start our new life"Daniels
Ridley Scott regressou ao seu bebé - leia-se o Alien de 1979 -, que entretanto cresceu e multiplicou-se. E é mesmo o fenómeno da criação o grande mote de Alien: Covenant que peca por ser tão previsível neste regresso ao gore original.
Ridley Scott regressa em grande forma e irá satisfazer os fãs da saga que criou. Apesar das fraquezas do argumento, Alien: Covenant levanta curiosos simbolismos e paralelismos religiosos que são tão irónicos como eficazes.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Primeiro trailer de Blade Runner 2049
Blade Runner 2049 tem estreia prevista para 5 de Outubro de 2017, em Portugal.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Sugestão da Semana #188
Classificação: M/12
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Crítica: Perdido em Marte / The Martian (2015)
"Hi, I'm Mark Watney and I'm still alive... obviously."Mark Watney
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Caminho Largo: 1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição - Coragem
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Sugestão da Semana #91
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Parabéns, Ridley Scott!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Crítica: Prometheus (2012)
"Big things have small beginnings"David"How far would you go to get your answers? "David
Há quem não queira classificar o novo filme de Ridley Scott como prequela mas as semelhanças estão lá e há clara relação entre os dois filmes. Em termos temporais tudo bate certo. Prometheus passa-se em 2093, alguns anos antes de Alien - O 8.º Passageiro; temos uma vez mais uma protagonista feminina cheia de power e um robô a bordo; a nave Nostromos de Alien viaja até um planeta distante em resposta a um pedido de ajuda, deparando-se com o ser que dá nome ao filme, e Prometheus faz-nos crer que o local é comum aos dois filmes; há também momentos que se assemelham bastante em ambos, como, perto do fim, o momento em que Elisabeth regressa à nave e descobre não estar sozinha, tal como acontece no final de Alien com Ripley, e observam-se ainda objectos comuns a Prometheus e Alien.
Visualmente não há nada de negativo a apontar a Prometheus. Os planos, os cenários, a fotografia, os efeitos especiais... tudo se revela excelente, mesmo sem o 3D (que não posso avaliar pois a versão que vi foi em 2D). É no argumento que estão as grandes falhas desta prequela. Há muitas pontas soltas, porquês que não são respondidos e ficam perdidos literalmente no espaço. Há uma (ou duas) boa razão para fazer a expedição espacial de Prometheus - a descoberta dos arqueólogos (ou o verdadeiro motivo de Peter Weyland) - é certo. Contudo, há acontecimentos não justificados, momentos da acção que se perdem no filme e aos quais simplesmente não se regressa. Se houver uma sequela (o final de Prometheus leva-nos a aumentar essa possibilidade), talvez algumas dessas questões sejam respondidas, mas nunca irá justificar as fraquezas deste argumento.
No elenco, quatro eram os nomes que se destacavam logo à partida: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron e Guy Pearce. É Fassbender quem se distancia de longe dos restantes actores e surge como a estrela do filme. Uma interpretação extraordinária do robô David que consegue transportar em si uma frieza e uma simpatia singulares, que se conjugam da forma mais perfeita, em conjunto com os tiques e manias que se descobrem na personagem ao longo do filme. Noomi Rapace tem um desempenho razoável como protagonista, a heroína desta trama, uma mulher cheia de garra e capaz de enfrentar todos os medos. A Charlize Theron calhou uma personagem pouco interessante, mas a actriz encarnou-a com a elegância que lhe é característica. Já o protagonista de Memento, Guy Pearce, surge irreconhecível como o idoso Peter Weyland, que apesar do pouco tempo de antena é um elemento importante na acção.
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...
















