sábado, 28 de dezembro de 2024
Crítica: Desconhecidos / All of us Strangers (2023)
domingo, 12 de março de 2023
Sugestão da Semana #551
quinta-feira, 9 de março de 2023
Crítica: A Voz das Mulheres / Women Talking (2022)
"Hope for the unknown is good. It is better than hatred of the familiar."
Ona
*8/10*
Em A Voz das Mulheres (Women Talking, no original), Sarah Polley criou um filme sobre o empoderamento feminino contra uma comunidade violenta e patriarcal. É inevitável vê-lo sem lembrar 12 Homens em Fúria, de Sidney Lumet. Só que, neste caso, a decisão de uma vida está nas mãos das Mulheres, as vítimas, reunidas num palheiro.
"Baseado no romance best-seller de Miriam Toews, A Voz das Mulheres retrata um grupo de mulheres que se encontram numa colónia religiosa isolada, enquanto lutam para reconciliar a sua fé com uma série de agressões sexuais cometidas pelos homens da colónia."
Sem luz eléctrica ou telefone, drogadas e violentadas anos a fio, privadas de aprender a ler ou escrever, tomadas como loucas, eis que chegou o dia em que a máscara dos homens começa a cair. Enquanto eles vão à polícia local, elas reúnem-se para decidir o que fazer a seguir: ficar e não fazer nada; ficar e lutar; ou ir embora da comunidade.
Estas mulheres podem não saber ler ou escrever mas são capazes de votar e de se unir para tomar uma decisão importante, esgrimindo argumentos a favor ou contra cada uma das opções. A Voz das Mulheres é a conquista deste empoderamento e da liberdade de escolha, mesmo no seio de uma comunidade patriarcal conservadora e extremamente religiosa.
A câmara de Polley envolve a plateia como parte da decisão, partilhando o espaço no palheiro, fitando, de rosto em rosto, quem apresenta os seus argumentos ou exprime emoções - ou apresentando, em flashbacks, o abuso que cada uma sofreu -, mas percorre igualmente os campos em volta e entra nas casas das protagonistas. A realizadora cria um ambiente de partilha de um segredo.
Neste filme, muito mais que as imagens, as palavras são tudo e também quem as diz: um elenco de mulheres talentosas, onde se destacam Claire Foy, Jesse Buckley e Sheila McCarthy.
Direcção artística e guarda-roupa cumprem bem o seu papel na representação de uma comunidade parada no espaço e no tempo, a par da discreta banda sonora, também da autoria de uma mulher, Hildur Guðnadóttir.
De tranças entrelaçadas ou de mãos dadas, partilham-se dilemas e o medo do desconhecido, mas todas sabem que urge tomar uma decisão. A Voz das Mulheres é todo sobre o futuro e uma intensa lição de união.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Globos de Ouro 2019: Red Carpet
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Crítica: O Primeiro Homem na Lua / First Man (2018)
O Primeiro Homem na Lua é, essencialmente, um filme de texturas, para além de uma lição de História com foco na vida familiar e dificuldades laborais dos astronautas. O filme poderia ter esperado mais uns meses e ser verdadeiro marco ao comemorar os 60 anos da chegada de Apolo 11 à Lua, mas teve pressa e não conquistou o buzz que merecia. Depois de La La Land, Damien Chazelle continua impaciente, mas igualmente talentoso.
Em plena sintonia com Os Eleitos (1983), de Philip Kaufman, O Primeiro Homem na Lua também foca em especial este lado mais intimo dos pilotos e suas ambições. As más condições de trabalho e os perigos que corriam são muito bem ilustrados nos dois títulos, que sugiro para uma double bill.
O filme de Chazelle retrata a história da missão da NASA de colocar o homem na lua, focando-se em Neil Armstrong (Ryan Gosling), entre os anos de 1961 a 1969. Um relato baseado no livro de James R. Hansen, que explora o sacrifício de Armstrong e de uma nação, numa das missões mais perigosas da história da humanidade.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Sugestão da Semana #347
Ficha Técnica:
terça-feira, 18 de setembro de 2018
MOTELx'18: Unsane (2018)
"I'm not f***ing crazy!"
Sawyer Valentini
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...














