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domingo, 12 de março de 2023

Sugestão da Semana #551

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Voz das Mulheres, de Sarah Polley. O filme já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

A VOZ DAS MULHERES


Ficha Técnica:
Título Original: Women Talking
Realizadora: Sarah Polley
Elenco: Rooney Mara, Claire Foy, Jessie Buckley, Ben Whishaw, Judith Ivey, Sheila McCarthy, Michelle McLeod, Kate Hallett, Liv McNeil, August Winter
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 104 minutos

quinta-feira, 9 de março de 2023

Crítica: A Voz das Mulheres / Women Talking (2022)

"Hope for the unknown is good. It is better than hatred of the familiar."

Ona

*8/10*

Em A Voz das Mulheres (Women Talking, no original), Sarah Polley criou um filme sobre o empoderamento feminino contra uma comunidade violenta e patriarcal. É inevitável vê-lo sem lembrar 12 Homens em Fúria, de Sidney Lumet. Só que, neste caso, a decisão de uma vida está nas mãos das Mulheres, as vítimas, reunidas num palheiro.

"Baseado no romance best-seller de Miriam Toews, A Voz das Mulheres retrata um grupo de mulheres que se encontram numa colónia religiosa isolada, enquanto lutam para reconciliar a sua fé com uma série de agressões sexuais cometidas pelos homens da colónia."

Sem luz eléctrica ou telefone, drogadas e violentadas anos a fio, privadas de aprender a ler ou escrever, tomadas como loucas, eis que chegou o dia em que a máscara dos homens começa a cair. Enquanto eles vão à polícia local, elas reúnem-se para decidir o que fazer a seguir: ficar e não fazer nada; ficar e lutar; ou ir embora da comunidade.

Estas mulheres podem não saber ler ou escrever mas são capazes de votar e de se unir para tomar uma decisão importante, esgrimindo argumentos a favor ou contra cada uma das opções. A Voz das Mulheres é a conquista deste empoderamento e da liberdade de escolha, mesmo no seio de uma comunidade patriarcal conservadora e extremamente religiosa.

A câmara de Polley envolve a plateia como parte da decisão, partilhando o espaço no palheiro, fitando, de rosto em rosto, quem apresenta os seus argumentos ou exprime emoções - ou apresentando, em flashbacks, o abuso que cada uma sofreu -, mas percorre igualmente os campos em volta e entra nas casas das protagonistas. A realizadora cria um ambiente de partilha de um segredo.

Neste filme, muito mais que as imagens, as palavras são tudo e também quem as diz: um elenco de mulheres talentosas, onde se destacam Claire Foy, Jesse BuckleySheila McCarthy.

Direcção artística e guarda-roupa cumprem bem o seu papel na representação de uma comunidade parada no espaço e no tempo, a par da discreta banda sonora, também da autoria de uma mulher, Hildur Guðnadóttir.

De tranças entrelaçadas ou de mãos dadas, partilham-se dilemas e o medo do desconhecido, mas todas sabem que urge tomar uma decisão. A Voz das Mulheres é todo sobre o futuro e uma intensa lição de união.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Crítica: Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas (2021)

"Find out what they're afraid of and sell it back to them."

Dr. Lilith Ritter

*6.5/10*

Em Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas, Guillermo del Toro segue as temáticas obscuras e místicas e adapta o romance de William Lindsay Gresham (que já tem precedente no cinema, no filme de 1947, protagonizado por Tyrone Power). As aberrações circenses que atraíam multidões, os mentalistas e os traumas do passado assombram as personagens e a narrativa, bem ao gosto de del Toro.

Após se juntar a um circo itinerante, o ambicioso Stanton Carlisle (Bradley Cooper) torna-se próximo da vidente Zeena (Toni Collette) e do seu marido mentalista Pete (David Strathairn). Com o conhecimento que os dois lhe transmitem, Stan encontra a chave para o sucesso, ludibriando a elite rica da sociedade de Nova Iorque dos anos 1940. Com Molly (Rooney Mara) lealmente ao seu lado, Stanton planeia enganar um perigoso magnata (Richard Jenkins) com a ajuda de uma psiquiatra misteriosa (Cate Blanchett) que pode passar rapidamente de aliada a adversária.

Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas não faz ressurgir um Guillermo del Toro primordial; longe da sua criatividade, o realizador tira o melhor partido de uma história que o intriga e explora os pontos que mais o inspiram: as macabras atracções circenses, o passado e a personalidade dúbia de Stanton, a psiquiatra femme fatal e todo o misticismo em torno da vida de enganos do protagonista. Explora as crenças e a questão metafísica, os traumas que assombram Stan, em sonhos e na realidade, bem como a sedução do dinheiro e dos vícios.

O que distingue verdadeiramente o filme de del Toro prende-se com todo o trabalho de direcção artística, direcção de fotografia e guarda-roupa (do luso-canadiano Luís Sequeira), com pormenores que a câmara capta com intenção bem definida, e numa fabulosa recriação da época, em que cada objecto (alguns bastante inesperados) tem a sua função no lugar em que se encontra.

No papel principal, Bradley Cooper assume um compromisso fiel com a sua personagem, numa entrega tão física como emocional. Um homem traumatizado e transtornado, que varia entre a ingenuidade e a ganância, a compaixão e a crueldade. 

Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas proporciona uma viagem pelo mundo das feiras itinerantes dos anos 40 e suas atracções, mas igualmente pela mente humana perturbada, doente e desesperada por perdão.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Ads & Cinema #26

O destaque do Ads & Cinema de hoje vai para Rooney Mara, o rosto do novo perfume L'Interdit, da Givenchy Parfums. Em 1957, fora criado em exclusivo para Audrey Hepburn, agora foi reinventado e é Rooney Mara que o apresenta ao mundo.


Todd Haynes realiza o clip publicitário, o mesmo realizador que dirigiu Mara no belíssimo filme Carol, onde contracena com Cate Blanchett. A escolha foi certeira. O realizador e a actriz trabalham numa bela fusão de sensibilidade e magnetismo. O spot foi filmado em Paris, onde a actriz surge com um bonito vestido preto e se refugia numa estação de metro, onde procura desafiar as regras.

Eis o clip:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: As Actrizes Secundárias

Continuamos com os Oscars. Analiso agora as nomeadas para Melhor Actriz Secundária. Bons desempenhos, com especial destaque para Rooney Mara. Das cinco, a mais fraca acaba por ser Kate Winslet, apesar de ter fortes hipóteses de levar o Oscar para casa. Eis as nomeadas, por ordem de preferência.

Carol dá-lhe a sua segunda nomeação para os Oscars. Rooney Mara é a jovem Therese, na inocência da descoberta da paixão e da sexualidade, é uma mulher tímida, mas segura e com muito menos tabus que a sociedade que a rodeia. Deixa-se conquistar e sabe bem o que quer. A actriz continua a provar o seu grande talento e não tem medo de desafios: supera sempre as expectativas. 

2. Jennifer Jason Leigh por Os Oito Odiados
A mulher no meio dos homens. Jennifer Jason Leigh é fabulosa no filme de Tarantino. Perigosa mas hilariante, a actriz rouba as atenções a alguns dos outros sete odiados e tem aqui a merecida nomeação para o Oscar.

Talvez a nomeação para Alicia Vikander fosse mais justa por Ex Machina, mas foi ao lado de Eddie Redmayne que a Academia a destacou. A actriz entrega-se a Gerda, companheira de todos os momentos, efectivamente a responsável pela tomada de consciência da sexualidade do marido, sofre com ele e por ele. Vê-se obrigada a abdicar do amor da sua vida pela felicidade dele - haverá maior prova de amor?

McAdams tem surpreendido pela sua versatilidade. Como jornalista também não desilude. Ela é Sacha Pfeiffer, a mulher desta pequena equipa de investigação jornalística. Muito dedicada, sensível e perspicaz.

5. Kate Winslet por Steve Jobs
A mais fraca das interpretações nomeadas, para mim, é mesmo a de Kate Winslet. Como Joanna Hoffman, a actriz é competente mas não sai do seu registo habitual.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Crítica: Carol (2015)

*8/10*


Duas mulheres de fibra, numa sociedade cruel, constroem o delicado e amargo Carol, com Todd Haynes ao comando. A câmara, o ambiente e as protagonistas unem-se numa viagem de emoções, onde os olhares sussurram juras de amor.

Na Nova Iorque dos anos 50, Therese Belivet (Rooney Mara) trabalha num armazém de Manhattan e sonha com uma vida como fotógrafa, quando conhece Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher sedutora presa a um casamento fracassado. Uma ligação imediata nasce entre as duas mulheres e a inocência do primeiro encontro dá lugar a uma relação mais profunda. Quando o envolvimento de Carol com Therese é descoberto, o marido de Carol retalia contestando a sua competência como mãe. Enquanto Carol e Therese se refugiam na estrada, deixando as suas respectivas vidas para trás, um confronto emerge que irá testar os pressupostos e compromissos mútuos.


Em Carol, a narrativa simples é ofuscada pelo ambiente e pelas cores que remetem para a época, onde guarda-roupa e direcção artística fazem um trabalho exímio. O romance cresce através de olhares, sorrisos e poucas palavras. São mais os corpos e os gestos a contar a história. O ritmo lento, intensificado por planos longos de rostos e trocas de olhar fazem os sentimentos tomar uma dimensão muito maior do que se possa esperar.

Todd Haynes aposta em planos fortes e intensos onde predominam as emoções. Muitas vezes, observamos as personagens ao longe, através das divisões da casa ou entre outras pessoas que passam. Os vidros são uma constante, com a câmara a vincar ainda mais as barreiras e preconceitos que rodeiam e separam as protagonistas. Ainda o enfoque e repetição do toque das mãos nos ombros das personagens são uma tímida expressão de sentimentos fortes que estão bem guardados do conservadorismo da época e vão muito além do simples carinho.


É dos pormenores que Carol vive, com uma banda sonora a lembrar a época dos acontecimentos a acompanhar. E, nesta história de amor, são as actrizes que a fazem brilhar, com a sua contenção e coragem. Rooney Mara é a jovem Therese, na inocência da descoberta da paixão e da sexualidade, é uma mulher tímida, mas segura e com muito menos tabus que a sociedade que a rodeia. Deixa-se conquistar e sabe bem o que quer. A actriz continua a provar o seu grande talento e não tem medo de desafios: supera sempre as expectativas. Ao seu lado, Cate Blanchett é a mulher madura, Carol, sensual, charmosa, que está presa a um casamento que acabou há muito e que a faz reprimir sentimentos. Numa interpretação comedida como a sua personagem, Blanchett transborda elegância e entrega-se sem pudor às cenas mais íntimas. Dois desempenhos memoráveis do amor entre duas mulheres fora do seu tempo.

Carol podia chamar-se Therese. O nascimento da relação entre as duas é contado através da lente de Todd Haynes, com sensibilidade, discrição e muito amor.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sugestão da Semana #103

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre o filme de Spike Jonze, Uma História de Amor (Her). Tecnologia e romance aliam-se nesta longa-metragem e provam a originalidade e o sarcasmo do realizador. Ao mesmo tempo, Joaquin Phoenix oferece-nos uma excelente prestação. Podes reler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

UMA HISTÓRIA DE AMOR


Ficha Técnica:
Título Original: Her
Realizador: Spike Jonze
Actores: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson, Rooney Mara
Género: Drama, Ficção Científica, Romance
Classificação: M/16
Duração: 126 minutos

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Crítica: Uma História de Amor / Her (2013)

"She's not just a computer."
Theodore

*7/10*

O pessimismo e a nostalgia invadem uma sociedade futurista, onde as emoções deixam de ser tão realistas como deviam. Uma História de Amor (Her, no original) é uma mordaz crítica social ao modo como o humano se relaciona com a tecnologia e, cada vez menos, com o seu semelhante.

Numa Los Angeles de um futuro próximo, Theodore Twombly é um homem complexo e sentimental que ganha a vida a escrever cartas pessoais para outros. De coração partido, após o fim de um longo relacionamento amoroso, Theodore fica intrigado com um novo sistema operativo, que promete ser uma entidade intuitiva em si mesma, com uma adaptação individualizada ao utilizador. Quando o inicia, fica encantando por conhecer Samantha, uma voz feminina perspicaz, sensível e divertida, que lhe parece muito real. À medida que as suas necessidades e desejos crescem, em sintonia com os de Theodore, esta amizade transforma-se numa espécie de história de amor.

Spike Jonze escreve e realiza e tem no argumento o ponto forte da sua mais recente longa-metragem. A distopia que apresenta em Uma História de Amor pode facilmente confundir-se com isso mesmo - uma história de amor -, mas, longe do romantismo, é muito mais uma história de seres humanos que deixaram de ser capazes de lidar com emoções reais. No futuro idealizado por Jonze a solidão invade os espaços cheios de gente. São raras as conversas entre amigos, colegas, vizinhos, é raro o olhar para o outro, a sociabilização quase deixa de existir. As atenções centram-se nos aparelhos electrónicos, tão evoluídos, em que já nem precisamos tocar, basta falar, ordenar.


Viver com e para a tecnologia é cada vez mais uma realidade nos dias que correm. Desde cedo que o cinema antecipou o crescendo tecnológico e o poder que esta ferramenta começaria a ter. Jonze leva ao extremo a ideia de um sistema operativo conseguir ter emoções e querer evoluir - mais do que devia -, tal como um ser humano. Com o surgimento desta inovação e de Samantha - ironicamente feita à medida do seu utilizador, Theodore -, tudo se torna ainda mais bizarro. O coração partido de Theo parece encontrar apenas ali a forma - muito fantasiosa - de superar o fim do casamento, a separação da mulher que tanto amou. Mais ainda, surpreendentemente, o facto de um homem namorar com um programa de computador é encarado com extrema naturalidade.

No entanto, Uma História de Amor encaminha-se, em certos momentos, por terrenos menos felizes. O encontro às cegas do protagonista faz-nos perder algum interesse, reforçando a ideia de que, no futuro, ninguém parece saber lidar com sentimentos e relações. A crítica é quase certeira, mas perde-se um pouco na baixa probabilidade deste futuro próximo, e por delegar à maioria da população um espírito muito fraco e nulidade de emoções reais - o pessimismo no que toca ao amor e às emoções é verdadeiramente arrepiante, o que, por outro lado, pode jogar a favor do filme.

Por sua vez, a evolução de Samantha, que tanto questiona e ambiciona ser, torna-a menos ideal do que o previsto, revelando uma faceta egoísta do sistema operativo - que, como em tantos outros filmes, parece querer dominar e superar o humano -, trazendo, no desenrolar da narrativa, muito pouco de aliciante à ideia base. A voz que apaixona o protagonista precisa de algo mais substancial e credível para nos conquistar e, neste caso, apenas nos poderá fazer deixar de acreditar no amor.

Joaquin Phoenix oferece-nos uma interpretação surpreendente - escapou-lhe este ano a nomeação para o Oscar (injustamente, mas há apenas cinco lugares para o muito talentoso ano 2013). Após o desequilibrado e atormentado pelo passado Freddie Quell, em The Master, o actor entrega-se agora ao seu oposto: o solitário romântico, deprimido, refém da tecnologia e com fortes dificuldades em sociabilizar. O seu emprego denota um lado sensível e sentimental, ao mesmo tempo que prenuncia a relação muito pouco saudável e irreal que desenvolve com Samantha. Phoenix transpira sensibilidade e uma timidez arrebatadora.


A amizade de Theodore com Amy, interpretada por Amy Adams - que cada vez mais se revela camaleónica e eficaz em todos os papéis - é, contudo, uma das características mais humanas de Uma História de Amor. A actriz surge com um visual diferente e incorpora uma mulher aparentemente decidida, mas sentimental, que, tal como o protagonista, não sabe lidar com o final de uma relação. Amy, que cria tecnologia, acaba por também, ironicamente, se refugiar nela. Um último destaque para Scarlett Johansson, que apesar de entrar no projecto com ele quase concluído (a actriz substituiu Samantha Morton), assume-se como fundamental, com a sua voz sexy e dominadora - muito longe das habituais robóticas a que se está habituado.

Visualmente, os tons claros de ambiente predominam, e contrastam fortemente com as cores garridas do guarda-roupa (numa sociedade tão distópica, as emoções tinham de estar em algum lado, nem que seja na alegria reprimida de uma camisa vermelha). A banda sonora - nomeada para o Oscar - é um ponto muito forte de Uma História de Amor: melancólica, romântica, nostálgica, e, contudo, tornando-se rapidamente frenética, a transbordar tecnologia e a incorporar a ideia de um computador ou jogo de vídeo.

Um futuro pouco feliz, e com uma aterrorizante dependência sentimental das máquinas, é o que nos traz Spike Jonze em época de romance. Todavia, Uma História de Amor apaixona pouco, serve sim como alerta para a valorização das emoções reais. Não vá Samantha bater-nos à porta um dia destes.

sábado, 13 de julho de 2013

Ads & Cinema #5

David Fincher alia-se uma vez mais a Rooney Mara, desta vez para a campanha do novo perfume da Calvin KleinDowntown. Depois de Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres, de 2011, realizador e actriz juntam-se, agora, num anúncio sóbrio, com uma fotografia excelente, e onde Mara deslumbra com os seus mais simples gestos e expressões.

A acompanhar, está o tema Runaway dos Yeah Yeah Yeahs. Aqui fica o vídeo e o poster de Downtown.


sábado, 13 de abril de 2013

Dia Internacional do Beijo: Os melhores beijos de 2012

Hoje é o Dia Internacional do Beijo, e à semelhança do que fiz o ano passado aqui no Hoje Vi(vi) um Filme, é um óptimo dia para recordar alguns dos melhores beijos do cinema do ano passado. Aqui vos deixo a minha selecção dos cinco melhores, de entre os filmes estreados em Portugal em 2012.

5. Millennium 1: Os Homens que Odeiam as MulheresRooney Mara e Daniel Craig:




4. As Vantagens de Ser Invisível: Logan Lerman e Ezra Miller



3. Anna Karenina:  Keira Knightley e Aaron Taylor-Johnson




2. Sr. NinguémJared LetoDiane Kruger


(dos 0:00 aos 0:37 e dos 3:19 aos 4:55 - para evitar spoilers)


1. AttenbergAriane LabedEvangelia Randou


domingo, 10 de março de 2013

Sugestão da Semana #54

Após uma Quinta-feira recheada de estreias interessantes, a Sugestão da Semana destaca a mais recente e última (diz-nos o realizador) longa-metragem cinematográfica de Steven Soderbergh

EFEITOS SECUNDÁRIOS


Ficha Técnica:
Título Original: Side Effects
Realizador: Steven Soderbergh
Actores: Rooney Mara, Channing Tatum, Jude Law, Catherine Zeta-Jones
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 106 minutos

sexta-feira, 8 de março de 2013

Crítica: Efeitos Secundários / Side Effects (2013)

"Depression is the inability to construct a future."
Dr. Jonathan Banks
*8/10*
Steven Soderbergh diz-nos que Efeitos Secundário será o seu último projecto cinematográfico mas nós preferimos não acreditar, principalmente depois de assistir a esta longa-metragem. Sempre fiel a si, o realizador traz-nos um thriller original, que prende todas as atenções da plateia até ao último minuto.

Não somente os medicamentos têm Efeitos Secundários, estes podem igualmente aplicar-se a outras situações da vida. E são eles o centro do novo filme do realizador norte-americano, que promete perturbar e surpreender. O elenco é competente, com quatro nomes sonantes: Rooney Mara, Jude Law, Channing Tatum e Catherine Zeta-Jones.

Emily (Rooney Mara) e Martin Taylor (Channing Tatum) são um casal jovem, saudável e bonito, que tem uma vida bem sucedida, com uma mansão e todos os luxos que o dinheiro pode comprar, até Martin ser preso. Quatro anos mais tarde, Emily aguarda a sua libertação num pequeno apartamento na zona norte de Manhattan, mas esta revela-se tão devastadora quanto a sua encarceração e a jovem entra em profunda depressão. Depois de uma tentativa de suicídio falhada, o psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law) é chamado para consultar o caso de Emily. Para não ser hospitalizada, ela concorda em ter consultas com o psiquiatra e iniciar um tratamento à base de antidepressivos, uma decisão que pode mudar a vida de todos os envolvidos.
O ponto de partida é extremamente apelativo, e o argumento é bem sustentado e construído até ao fim. Seremos levados no balanço de toda a narrativa de Efeitos Secundários e nunca esperaríamos um twist tão surpreendente e inesperado, que deixará qualquer um boquiaberto. O que parece um filme sobre a indústria farmacêutica, psiquiatras, medicamentos e possíveis efeitos secundários, revela-se muito mais do que isso, numa enorme teia de conspiração. O realizador “troca-nos as voltas” e de forma muito competente.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Actrizes do Ano #2012

Depois dos homens, é a vez de percorrer os filmes vistos e descobrir quem foram as actrizes que nos proporcionaram as melhores interpretações de 2012. Poucas são as que nos marcaram verdadeiramente este ano, mas, ainda assim, encontram-se seis nomes que merecem ser destacados.


6º - Meryl Streep 
Meryl Streep dispensa apresentações e sabemos que poucas vezes desilude quando encarna uma personagem. Este ano ganhou (mais) um Óscar, pela sua interpretação de Margaret Thatcher em A Dama de Ferro e, apesar de ser uma das mais sobrevalorizadas do ano, a actriz, que também pudemos ver em Terapia a Dois, merece figurar nos destaques de interpretações de 2012. Não ser soberba como Thatcher, Streep veste-lhe a pele de forma competente e dá algum brilho a um filme que pouco tem a seu favor.



5º - Rooney Mara
Um nome que surpreendeu: Rooney Mara foi Lisbeth Salander em Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres, o remake realizado por David Fincher do filme sueco com o mesmo nome. Mara  (também nomeada para um Óscar este ano) provou merecer ter sido a escolhida para um papel já tão bem desempenhado por Noomi Rapace.  Inteligente, dura, forte, ela sente e sofre de forma arrepiante.



4º - Elizabeth Olsen 
A irmã mais nova das gémeas Olsen provou que afinal há talento na família. Martha Marcy May Marlene foi a prova disso mesmo com Elizabeth Olsen a encarnar de forma fabulosa a jovem Martha, que passou pelas mais terríveis experiências, ficando marcada da forma mais profunda.



3º - Michelle Williams
Michelle Williams tem, ao longo dos anos, demonstrado a excelente actriz que é. A Minha Semana com Marilyn veio reforçar esse facto com uma fiel interpretação do ícone Marilyn Monroe, que lhe valeu mais uma nomeação aos Oscares. O filme vale, principalmente, por Williams, que para além das semelhanças físicas, consegue parecer-se com Monroe nos gestos, forma de andar, falar, e incorpora tudo o que é preciso: o desencanto, a depressão ou a instabilidade emocional.



2º - Tilda Swinton
Tilda Swinton surgiu nos cinemas este ano em dois filmes: Temos de Falar sobre Kevin, no qual nos ofereceu o grande desempenho da sua carreira, e Moonrise Kingdom, onde não lhe deram uma personagem à sua altura. Falemos apenas do primeiro, onde a actriz é Eva, uma mãe que coloca as suas ambições e carreira de parte para dar à luz Kevin, com quem desenvolve uma relação difícil. Swinton vive de tal forma esta personagem que o próprio espectador partilha o seu drama e vive tão intensamente como Eva todos os acontecimentos. Ela entrega-se de corpo e alma à mulher corajosa que representa e dá-lhe a credibilidade necessária para que nos seja impossível ficar indiferentes à história mesmo depois dela acabar.



1º - Emmanuelle Riva 
Entre Swinton e Riva e escolha foi difícil. No entanto a actriz de Amor merece todos os destaques. Emmanuelle Riva, com 85 anos, encarna um papel extremamente exigente como Anne. Sem articular uma palavra, a actriz consegue transmitir inúmeras emoções e sentimentos e, a cada cena, é notório o desgaste físico e emocional que terá sido vestir a pele desta personagem.