sábado, 30 de outubro de 2021
Doclisboa 2021: Vencedores
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
Doclisboa 2021: 11 Filmes a não perder
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Doclisboa 2021 anuncia programa completo
A 19.ª edição do Doclisboa já tem programação fechada. O festival decorre entre 21 e 31 de Outubro, na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, Cinema Ideal, Cinema City Campo Pequeno, Museu do Oriente e Museu do Aljube.
A Competição Internacional conta com 13 filmes muito diversos, onde se contam as mais recentes obras de Elisabeth Perceval e Nicolas Klotz, Thiago B. Mendonça, Sebastian Mihăilescu, Mengqi Zhang, Aline Lata e Helena Wolfenson, Vadim Kostrov, Roberto Santaguida, Clément Abbey, Arantza Santesteban, Aïssata Ouarma, Eva Neymann, Baya Medhaffar, Thunska Pansittivorakul e Phassarawin Kulsomboon.
Há nesta edição, 46 filmes portugueses, 11 deles na Competição Nacional. Entre os realizadores, encontram-se Anna Artemyeva, Catarina Botelho, João Lameira, Salomé Lamas, Melanie Pereira, Leonardo Mouramateus, José Oliveira e Marta Ramos, Pedro Figueiredo Neto e Ricardo Falcão, Tiago Afonso, José Vieira e Silas Tiny.
O Doclisboa anunciou também a programação da secção Riscos, este ano com uma homenagem ao cineasta colombiano Luis Ospina, com um programa que inclui The Eye of the Tourist, obra póstuma e recém terminada de Ospina, assim como dois filmes que contaram com a sua colaboração ou inspiração. Os realizadores convidados desta secção são Michael Pilz (que dedica o seu mais recente With Love #3 a Khosrow Sinai) e Edgar Pêra (que invoca a espectralidade e a natureza imersiva no cinema através das imagens 3D do seu último filme e programando Jackass 3D). O festival apresenta ainda Mulheres Egípcias no Cinema: Perspectivas de 1970 até hoje, com a curadoria da investigadora Mathilde Rouxel que, a partir do trabalho de três cineastas egípcias, reflecte sobre o povo egípcio e as formas de luta no passado e no presente.
No âmbito do projecto FILMar, operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema e integrado no Mecanismo Financeiro de Apoio EEA Grants, será exibida a cópia restaurada de Nazaré, Praia de Pescadores, de José Leitão de Barros. A sessão será acompanhada ao piano pelo compositor Filipe Raposo, que apresentará, em estreia mundial, a partitura de sua autoria, composta para o filme.
Entre os cineastas que marcarão presença no Doclisboa 2021 estão Ulrike Ottinger - que acompanhará a sua retrospectiva -, Avi Mograbi, Vitaly Mansky, Helke Misselwitz, Nicolas Klotz, Elisabeth Perceval, Marta Popivoda, Sergio Silva e Boris Lehman.
O espaço de networking do Doclisboa, o Nebulae, em formato híbrido, convida os profissionais da indústria cinematográfica a juntar-se novamente em Lisboa (de 21 a 25 de Outubro) para participarem nas actividades presenciais. As actividades online estendem-se até 31 de Outubro, a partir da plataforma digital do Nebulae.
A programação do festival e outras informações estão disponíveis em https://doclisboa.org/2021/.
sábado, 18 de setembro de 2021
Doclisboa 2021: a-ha, Charlotte Gainsbourg e Steve McQueen entre as novidades a 19.ª edição
O Doclisboa anunciou os filmes de Abertura e Encerramento, e outras novidades que trazem a-ha, Charlotte Gainsbourg e Steve McQueen à programação de 2021.
A abrir a 19.ª edição do festival lisboeta estará Landscapes of Resistance, de Marta Popivoda, sobre uma das primeiras mulheres a fazer parte da resistência jugoslava contra o Nazismo. Na mesma sessão, será também exibido A Terra Segue Azul Quando Saio do Trabalho, de Sérgio Silva, realizador e ex-programador da Cinemateca Brasileira, que traz um olhar sobre o arquivo cinematográfico e a efemeridade do património. Sérgio Silva apresentará ainda uma sessão, por si programada, dedicada à Cinemateca Brasileira.
The Tale of King Crab, de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis, fará as honras de encerramento do Doclisboa 2021. Entre a história e a mitologia, o filme cria "uma ficção sobre a lenda de Luciano, um complexo anti-herói exilado da sociedade medieval em Itália que parte para a Terra do Fogo em busca de um tesouro".
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| Landscapes of Resistance, de Marta Popivoda |
Heart Beat
a-ha The Movie, de Thomas Robsahm e Aslaug Holm, marca a abertura da secção Heart Beat. A obra acompanha a trajectória da banda norueguesa desde a sua formação à ascensão e reconhecimento internacional até à sua ruptura.
Jane by Charlotte, o primeiro filme de Charlotte Gainsbourg enquanto realizadora, onde se "propõe a filmar a sua mãe, Jane Birkin, num documentário que vai traçando uma história tão complexa quanto íntima da relação entre ambas".
Em estreia mundial estarão três filmes portugueses: Nada Pode Ficar, de Maria João Guardão, "acompanha o processo de desocupação de João Fiadeiro no espaço habitado pela sua companhia, o Atelier RE. AL, nos últimos 15 anos, ao mesmo tempo que percorre a memória desse trabalho, indissociável do panorama da dança contemporânea portuguesa"; Eunice ou Carta a Uma Jovem Actriz, de Tiago Durão, "partilha o seu olhar cúmplice e familiar sobre Eunice Muñoz enquanto actriz, mulher, mãe e avó"; e Dispersos pelo Centro, de António Aleixo, "viaja até ao centro de Portugal num documento que luta pela memória colectiva deste lado invisibilizado do país".
Ainda de destacar, The Poet’s Wife, de Helke Misselwitz, chega ao festival em estreia mundial, e entra na "obra e sabedoria da pintora turca Güler Yücel e o seu amor pela vida"; Ailey, de Jamila Wignot, "homenageia o legado do lendário coreógrafo e activista afro-americano Alvin Ailey"; Becoming Cousteau, de Liz Garbus, foca-se na vida e legado do explorador Jacques Cousteau; The Man Who Paints Water Drops, de Oan Kim & Brigitte Bouillot, mapeia "a vida e as explorações artísticas do importante pintor coreano Kim Tschang-Yeul"; e O Bom Cinema, de Eugenio Poppo, "viaja pela história do cinema pós-novo brasileiro".
Na programação da secção estão ainda: From the 84 Days, de Philipp Hartmann, Charm Circle, de Nira Burstein, Você Não Sabia de Mim, de Alan Minas Silva, e Captains of Zaatari, de Ali Elarabi.
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| a-ha The Movie, de Thomas Robsahm e Aslaug Holm |
Da Terra à Lua
A secção Da Terra à Lua conta com a apresentação integral dos três episódios de Uprising, de Steve McQueen e James Rogan. A série, produzida pela BBC, "é um tríptico que parte do incêndio de 1981 em New Cross, onde 13 jovens afro-britânicos perderam as suas vidas, para retratar um país profundamente mergulhado nas tensões entre as comunidades negras e o crescimento do partido de extrema-direita National Front, à sombra do governo Thatcher".
Em Channel 54, o realizador Lucas Larriera "parte para uma investigação sobre uma transmissão paralela à da chegada do homem à Lua", "onde a natureza e a veracidade da imagem são o ponto de partida para uma série de teorias de conspiração". Já Closing Words, de Gaëlle Hardy e Agnès Lejeune, "reflecte sobre a escolha do fim da vida, atravessada pelos questionamentos e generosidade por parte dos cuidadores".
Encontram-se ainda duas produções portuguesas em estreia mundial: Jamaika, de José Sarmento Matos, uma visão da realidade do bairro, nos arredores de Lisboa, "durante o período de isolamento devido à pandemia Covid-19, onde a segregação e a falta de políticas públicas intensifica as fragilidades" do momento; e Do Bairro, de Diogo Varela Silva, "um retrato do passado e presente dos bairros de Alfama e Mouraria".
Destaque ainda para The Story of Looking, de Mark Cousins, "que reflecte sobre a forma como a realidade é percepcionada através do olhar"; Minamata Mandala, de Kazuo Hara, sobre "o desastre ambiental na cidade japonesa de Minamata e a longa batalha jurídica de décadas levada a cabo pela comunidade"; e From The Wild Sea, de Robin Petré, acerca da "crise climática e a crescente destruição da vida animal marinha". A estes títulos, juntam-se ainda Mother Lode, de Matteo Tortone, A Midsummer Night's Road, de Noga Chevion, You Can’t Show My Face, de Knutte Wester, e The Spark, de Antoine Harari & Valeria Mazzucchi.
O Doclisboa regressa às salas de 21 a 31 de Outubro. Mais informações em https://doclisboa.org/2021/.
sábado, 31 de julho de 2021
Doclisboa 2021: Avi Mograbi, Bill Morrison, Lydia Lunch, Lucio Dalla entre as primeiras novidades
O Doclisboa revelou as primeiras novidades da programação da sua 19.ª edição. Avi Mograbi, Bill Morrison, Lydia Lunch e Lucio Dalla estão entre os destaques do festival em 2021.
Entre os títulos confirmados estão nove filmes da secção Da Terra à Lua (que apresenta um conjunto de olhares críticos sobre o mundo), e novo filmes do Heart Beat (com foco no universo artístico).
Questões políticas e territoriais são também o foco do novo filme dos cineastas brasileiros Carolina Canguçu, Roberto Romero, Sueli e Isael Maxakali, Nūhū Yãg Mū Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!. Trata-se de "um manifesto que, através do registo das práticas e rituais etnográficos, procura compor uma cartografia visual do espaço físico, histórico e mitológico do território, ao mesmo tempo que denuncia a acção política governamental que os tenta silenciar". Também do Brasil, Tentehar - Arquitetura do Sensível, de Paloma Rocha e Luís Abramo, tem estreia internacional no Doclisboa. O filme "parte das eleições presidenciais brasileiras de 2018 para investigar e debater a identidade do país que se encontra cada vez mais dividido na dicotomia política".
Theo Anthony apresenta o seu mais recente All Light, Everywhere, e Bill Morrison regressa ao Doclisboa com The Village Detective: a song cycle.
Muita política na secção Da Terra à Lua: a vida do último líder soviético em Gorbachev. Heaven, de Vitaly Mansky, a espionagem cubana nos anos 90 em Castro’s Spies, de Ollie Aslin e Gary Lennon, o modelo pós-socialista e as crescentes forças económicas capitalistas de Factory to the Workers, de Srđan Kovačević, e as questões políticas e cívicas prementes na vida dos cidadãos da Geórgia em Sunny, de Keti Machavariani, são os títulos já confirmados.
Na secção Heart Beat, Lydia Lunch - The War is Never Over, de Beth B, é um dos destaques desta edição. O documentário mostra a vida da "cantora, poeta e actriz norte-americana, cruzando imagens de arquivo, fotografias, performances e entrevistas, numa estética cinematográfica em simbiose perfeita com a inesgotável energia punk de Lydia Lunch". For Lucio, de Pietro Marcello, leva-nos "ao imaginário poético e irreverente de Lucio Dalla, num tributo à figura emblemática da música italiana cujas composições e letras reverberam as várias transformações sociais que atravessaram o país nas décadas após a Segunda Guerra Mundial".
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| Lydia Lunch - The War is Never Over, Beth B |
O Doclisboa 2021 apresenta, em estreia mundial, a Trilogia de Narodnaya (Narodnaya, After Narodnaya e Comet), de Vadim Kostrov. São "três filmes que documentam a criação de uma galeria sazonal numa pequena localidade industrial russa que rapidamente se transforma num importante pólo de cultura underground onde diversos artistas urbanos e músicos ali se unem impulsionados pela liberdade de espírito".
O festival apresenta ainda Gallant Indies, de Philippe Béziat, "sobre um grupo de dançarinos que prepara a adaptação contemporânea da obra-prima barroca que dá título ao filme e que cruza diferentes danças urbanas com o canto lírico para invadir a Ópera da Bastilha em Paris", e Firestarter - The Story of Bangarra, de Nel Minchin e Wayne Blair sobre a companhia de dança australiana aborígene, um marco na história do movimento da luta pelos direitos dos aborígenes e contra as discriminações raciais.
High Maintenance: The Life and Work of Dani Karavan, de Barak Heymann, lança um olhar sobre a vida e legado do escultor israelita Dani Karavan, falecido em Maio deste ano.
Ainda Famille FC, de André Valentim Almeida, terá estreia mundial no Doclisboa. Um documentário que acompanha o associativismo desportivo organizado pelos emigrantes portugueses que residem em Île-de-France.
O Doclisboa regressa às salas de 21 a 31 de Outubro. Mais informações em https://doclisboa.org/.
quarta-feira, 14 de julho de 2021
Doclisboa'21: Obra de Cecilia Mangini em retrospectiva e sessão de antecipação na Cinemateca
O cinema de Cecilia Mangini é o foco da segunda retrospectiva do Doclisboa 2021, que acontece em Outubro. Em jeito de antecipação, no dia 6 de Agosto, o festival lisboeta e a Cinemateca Portuguesa apresentarão uma sessão que conta com a exibição de Ignoti alla città, Stendalì (Suonano Ancora) e La Canta delle Marane, os três primeiros filmes da cineasta.
Falecida no início de 2021, a realizadora italiana Cecilia Mangini é um dos nomes maiores do documentário em Itália, sendo uma das mulheres pioneiras na realização de documentários no pós-Guerra. "Os seus filmes preservam uma actualidade importante pois exploram temas urgentes, como a condição da mulher, comunidades periféricas e marginalizadas, as raízes do fascismo, a imigração ou a injustiça social. A obra de Mangini é permeada pela poesia e pela beleza mas é, acima de tudo, a história de uma vida dedicada a pensar o cinema como uma ferramenta de resistência", refere o Doclisboa em comunicado.
A retrospectiva vai incluir também um conjunto de títulos assinados pelo seu marido, o realizador Lino Del Fra, onde a cineasta foi argumentista ou colaboradora influente.
No dia 6 de Agosto, a sessão de antecipação na Cinemateca Portuguesa, para além de apresentar os três primeiros filmes da cineasta, fruto de uma colaboração com Pier Paolo Pasolini, vai exibir ainda Laokoon & Söhne, a primeira obra de Ulrike Ottinger - a outra realizadora em retrospectiva no Doclisboa 2021 -, co-realizada com Tabea Blumenschein.
O 19.º Doclisboa acontece entre 21 e 31 de Outubro.
SESSÃO DE ANTECIPAÇÃO DAS RETROSPECTIVAS
6 AGOSTO | CINEMATECA PORTUGUESA
Ignoti alla città
Cecilia Mangini | Itália | 1958 | 10’
"O primeiro filme de Mangini, retirado de circulação pela censura da altura, retrata a vida, problemas e esperanças de um grupo de rapazes dos subúrbios marginais e pobres de Roma. Pier Paolo Pasolini, então escritor e amigo da realizadora, contribui com as palavras que nos guiam pelas imagens de Mangini."
La Canta delle Marane
Cecilia Mangini | Itália | 1961 | 10’
"Visão vibrante e sensual sobre a dissolução de fronteiras, La canta delle marane acompanha um grupo de rapazes que brinca à beira de um rio nos subúrbios de Roma. Toma a forma de um poema visual dedicado àquela zona periférica, que teve um papel importante nas narrativas de Pier Paolo Pasolini. Este filme inspira-se no romance de Pasolini, Ragazzi di vita [Meninos da Vida]."
Stendalì (Suonano Ancora)
Cecilia Mangini | Itália | 1960 | 11’
"Em Salento, no sul de Itália, mulheres vestidas de preto lamentam os mortos. Em Stendalì, Mangini retrata esta tradição num ritmo frenético, quase alucinatório, amplificado pela música vanguardista de Egisto Macchi."
Laokoon & Söhne
Ulrike Ottinger e Tabea Blumenschein | RFA | 1972-73 | 48’
"Num país imaginário, habitado apenas por mulheres, Esmeralda del Rio empreende uma série de transformações, tornando-se viúva na tundra gelada, patinadora no gelo e até o gigolô Jimmy. Este primeiro filme de Ottinger, raramente projetado, é em si um acto de metamorfose, com a autora a passar para o cinema após trabalhar como artista e fotógrafa. O turbilhão excêntrico de imagens, acompanhado de uma narração divertida e caprichosa, é um exercício surrealista, um ritual e um jogo requintado tão sério como só os jogos o podem ser. 'Os contos de fadas estão a chegar; os contos de fadas vieram para ficar.'"
quarta-feira, 21 de abril de 2021
Doclisboa encerra em sala de 5 a 10 de Maio
O Doclisboa regressa à Culturgest de 5 a 10 de Maio para o encerramento da 18.ª edição do festival, que começou em Outubro e se prolongou com sessões presenciais e online ao longo dos meses.
Entre os destaques deste regresso à sala de cinema, está a projecção da cópia restaurada de Grand Opera: An Historical Romance, de James Benning, e a estreia mundial de Visões do Império, de Joana Pontes, que revisita o passado colonial e reflecte sobre a história e legado do império português, a partir de registos fotográficos familiares.
Será exibido o filme Fé, Esperança e Caridade, numa homenagem à realizadora e encenadora do filme, Maria João Rocha, falecida em Outubro de 2020. Em estreia mundial, estará Mata-Ratos ao Vivo na Academia de Linda-a-Velha, de Patrick Mendes, que passará com Enterrado na Loucura - Punk em Portugal 78-88 - A Segunda Vaga, de Hugo Conim e Miguel Newton.
João Pedro Barriga apresentará o mais recente filme Lembra-me da Vida Ali, que conta com a presença de realizadoras portuguesas como Catarina Mourão, Catarina Alves Costa ou Susana Sousa Dias; Ricardo Moreira regressará com Terraformar, e Irina Oliveira estreará Semear, Fluir, Ouvir, vencedor do Prémio Sophia Estudante 2021 para Melhor Curta-Metragem Experimental.
A cerimónia de encerramento do Doclisboa acontece a 10 de Maio, com a apresentação do filme Paris Calligrammes, de Ulrike Ottinger, onde a realizadora cruza as suas memórias pessoais sobre a Paris dos anos 60 e o lado mais político, social e cultural daquele período. Para além do anúncio do vencedor do Prémio Fernando Lopes (atribuído a uma primeira-obra portuguesa apresentada no festival), o Doclisboa vai revelar na cerimónia de encerramento novidades sobre a programação da 19.ª edição, que terá lugar entre 21 e 31 de Outubro de 2021.
Podes consultar a programação completa do festival em doclisboa.org.
quarta-feira, 24 de março de 2021
Doclisboa 2021 - 'Eu Vim de Longe': 5 Filmes a Não Perder
A terminar a programação online do 18.º Doclisboa estão sete sessões do momento Eu Vim de Longe, disponíveis de 25 a 31 de Março. O Hoje Vi(vi) um Filme deixa-te algumas sugestões de filmes que não deves perder.
A Revolt Without Images (Una revuelta sin imágenes), de Pilar Monsell
A Maior Massa de Granito do Mundo (The Largest Mass of Granite in the World), de Luis Felipe Labaki
"Em 1953, o governo de São Paulo patrocinou a construção do Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, concebido em 1920 em homenagem às expedições bandeirantes. Ainda hoje, os rostos de granito ouvem ecos do discurso oficial por trás do monumento."
Luz nos Trópicos (Light in the Tropics), de Paula Gaitán
"O filme tece uma trama densa de enredos, cronologias e localizações entremeados com cosmologias indígenas, diários de viagem e escritos antropológicos. Acompanha um jovem de origem indígena em viagem rio acima através da selva brasileira a caminho de uma aldeia e um grupo de colonos europeus também em viagem rio acima, recolhendo, tomando posse e procurando uma posição de onde sondar a floresta e o rio. As duas narrativas distam cerca de 150 anos. Um tributo à vegetação abundante da região amazónica, aos bosques da Nova Inglaterra no Inverno e às populações indígenas das duas Américas."
City Hall, de Frederick Wiseman
"A gestão municipal toca quase todos os aspectos das nossas vidas. A maior parte de nós desconhece ou não questiona serviços necessários como os da polícia, bombeiros, saneamento, relacionados com veteranos de guerra, apoio aos idosos, jardins, licenciamento de várias actividades profissionais, registo de nascimentos, casamentos e mortes assim como centenas de outras actividades que prestam apoio aos residentes e visitantes. O filme mostra os esforços da administração municipal de Boston para prestar esses serviços e ilustra as muitas maneiras de o Município dialogar com os seus cidadãos."
Jean-François Stévenin – Simple Men (Jean-François Stévenin – Simple Messieurs), de Laurent Achard
"Num restaurante, perante uma plateia, Jean-François Stévenin fala sobre a sua vida de cineasta e sobretudo acerca do filme que não realizou sobre Lucette Destouches."
Mais informações sobre o festival em https://doclisboa.org/2020/.
segunda-feira, 22 de março de 2021
Doclisboa 2021: 'Eu Vim De Longe' de 25 a 31 de Março com 7 sessões online
A 18.ª edição do Doclisboa vai apresentar sete sessões online do momento Eu Vim De Longe, de 25 a 31 de Março, em online.doclisboa.org.
Trata-se de uma selecção de filmes "que se inscrevem na perseverança e resistência às adversidade que os atravessam". Destaque para Tiempos de Deseo, de Raquel Marques, Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán, With Love – Volume One 1987-1996, de Michael Pilz, e City Hall, de Frederick Wiseman. Mantêm-se os debates online com os realizadores dos filmes, que terão lugar diariamente, em exclusivo para os portadores dos bilhetes das respectivas sessões.
O festival retomará a programação presencial na Culturgest em Maio, altura em que apresentará a estreia mundial de Visões do Império, de Joana Pontes, a cópia restaurada de Grand Opera: An Historical Romance, de James Benning, e Mata-Ratos ao Vivo na Academia de Linda-a-Velha, filme-concerto de Patrick Mendes, entre outros.
A cerimónia de encerramento trará a exibição de Paris Calligrammes, o mosaico de memórias e imagens de arquivo que compõem a autobiografia parisiense da cineasta alemã Ulrike Ottinger. Será ainda anunciado o vencedor do Prémio Fernando Lopes, que distingue uma primeira-obra portuguesa apresentada no festival.
Em Maio será ainda apresentada a Mostra Origens - Práticas e Tradições no Cinema, desenhada em colaboração com a Fundação Inatel, a ter lugar no Cinema Ideal. O ciclo O cinema para uma luta anti-racista, programado pela SOS Racismo no contexto do Cinema de Urgência, decorrerá em Julho no Padrão dos Descobrimentos.
A programação completa e actualizada poderá ser consultada em breve em doclisboa.org.
Programação Eu Vim de Longe - 25 a 31 de Março:
LETTER FROM A FILMMAKER TO HIS DAUGHTER
Eric Pauwels
Bélgica | 2002 | 47'
TIEMPOS DE DESEO
Raquel Marques
Espanha | 2020 | 60'
A REVOLT WITHOUT IMAGES
Pilar Monsell
Espanha | 2020 | 15'
A MAIOR MASSA DE GRANITO DO MUNDO
Luis Felipe Labaki
Brasil | 2020 | 15'
UNTITLED SEQUENCE OF GAPS
Vika Kirchenbauer
Alemanha | 2020 | 13'
PLAYBACK. ENSAYO DE UNA DESPEDIDA
Agustina Comedi
Argentina | 2019 | 14'
LUZ NOS TRÓPICOS
Paula Gaitán
Brasil | 2020 | 260'
CITY HALL
Frederick Wiseman
EUA | 2020 | 272'
EVERYTHING MAY GO AWRY
Christophe Derouet
França | 2020 | 33'
JEAN-FRANÇOIS STÉVENIN - SIMPLE MEN
Laurent Achard
França | 2020 | 59'
WITH LOVE – VOLUME ONE 1987-1996
Michael Pilz
Áustria | 2020 | 102'
A FAREWELL TO MEMORY
Nicolás Prividera
Argentina | 2021 | 90'
Os filmes estão disponíveis para visionamento a qualquer momento durante este período. Os bilhetes têm o valor de 2.50€ por sessão. Pode ser adquirido também um Passe Semanal por 14.00€, que garante o acesso exclusivo a todo o conteúdo online do respectivo programa (filmes e debates com os realizadores) ou um Pack Especial (passe + saco 18.º Doclisboa) por 20.00€. Cada sessão tem um limite de 300 bilhetes.
A programação completa pode ser consultada em online.doclisboa.org.
quinta-feira, 11 de março de 2021
Doclisboa'21 - 'De Onde Venho, Para Onde Vou': 5 Filmes a Não Perder
O Doclisboa continua a programação online, agora com sete sessões do momento De Onde Venho, Para Onde Vou, disponíveis de 11 a 17 de Março. O Hoje Vi(vi) um Filme deixa-te algumas sugestões de filmes que não deves perder.
Just a Movement (Juste un mouvement), de Vincent Meessen
"Interpretação livre de Vincent Meessen de La Chinoise, o filme de 1967 de Jean-Luc Godard, e um 'filme no processo de se fabricar' em Dacar. É concebido como uma operação de remontagem do filme de Godard, redistribuindo os papéis e as personagens e actualizando o enredo. Apesar de já não estar vivo, Omar Blondin Diop, o único verdadeiro estudante maoista no original, torna-se agora no protagonista."
Me and the Cult Leader, de Atsushi Sakahara
"Gravemente ferido durante o ataque terrorista no metro de Tóquio com gás sarin em 1995, perpetrado pelo culto apocalíptico Aum, o realizador embarca numa viagem íntima e exigente com um executivo do culto, Hiroshi Araki, para registar os caminhos de vida paralelos de uma vítima e de um agressor."
The Annotated Field Guide of Ulysses S. Grant, de Jim Finn
"Durante quatro anos na década de 1860, metade dos EUA ficou refém de uma república supremacista branca não reconhecida. Rodado em 16mm em parques militares nacionais, pântanos, florestas e nas zonas de expansão suburbana que atravessam antigos campos de batalha, o filme segue o caminho do general Grant na sua libertação do sul dos EUA. Diário de viagem, filme ensaio e documentário de paisagem, vai da fronteira entre o Texas e o Luisiana a uma ilha prisão na costa de Nova Inglaterra. O som e a música inspiram-se nos filmes policiais dos anos 1970, para celebrar a destruição da Confederação."
Schlingensief – A Voice that Shook the Silence (Schlingensief – In das Schweigen hineinschreien), de Bettina Böhler
"Os filmes, performances, instalações e produções provocadoras de teatro, televisão e ópera de Christoph Schlingensief moldaram o discurso cultural e político na Alemanha durante duas décadas antes da sua morte, em 2010, com apenas 49 anos. O filme procura documentar de forma exaustiva o vasto espectro da obra deste artista excepcional, traçando o seu percurso de realizador púbere com uma sede de sangue artística a encenador revolucionário em Berlim e Beirute a, por fim, 'artista nacional' alemão, supostamente venerado por todos e convidado a criar o Pavilhão da Alemanha para a Bienal de Veneza 2011."
Medium, de Edgardo Cozarinsky
"Uma pianista de 90 anos tem uma relação especial com Brahms, cuja música toca desde o seu primeiro concerto. Ao mesmo tempo, vem participando em apresentações que combinam teatro e música de vanguarda, uma experiência que lhe proporciona uma nova abordagem à música clássica. As suas memórias de infância alimentam o seu trabalho criativo. Mantém contacto com alunos jovens e por via da sua amizade estes herdam a experiência completa de uma vida dedicada à música. Um filme sobre música e o desejo de viver uma vida mais plena, velhice e juventude promissora e o poder duradouro da passagem de testemunho."
Mais informações sobre o festival em https://doclisboa.org/2020/.
domingo, 7 de março de 2021
Doclisboa 2021: 'De Onde Venho, Para Onde Vou' com 7 sessões online de 11 a 17 de Março
O Doclisboa apresenta sete sessões do programa De Onde Venho, Para Onde Vou de 11 a 17 de Março em online.doclisboa.org.
Estes filmes debatem-se "com diferentes momentos chave da vida que a câmara regista e que, individual ou colectivamente, nos incitam a declarar quem somos e de onde vimos, apresentando uma reflexão sobre esse ímpeto da viragem e os caminhos que estão ainda por descobrir". Continuam ainda, diariamente, os debates online com os realizadores dos filmes, em exclusivo para os portadores dos bilhetes das respectivas sessões:
JUST A MOVEMENT, dir. Vincent Meessen
Bélgica, França | 2020 | 111'
LE TEMPS PERDU, dir. María Álvarez
Argentina | 2020 | 102'
ME AND THE CULT LEADER, dir. Atsushi Sakahara
Japão | 2020 | 114'
PICNIC FREE, dir. Kevin Jerome Everson
EUA | 2020 | 12'
INVENTORY, dir. Kevin Jerome Everson
EUA | 2020 | 5'
MOCKINGBIRD, dir. Kevin Jerome Everson
EUA | 2020 | 4'
THE ANNOTATED FIELD GUIDE OF ULYSSES S. GRANT, dir. Jim Finn
EUA | 2020 | 62'
SCHLIGENSIEF – A VOICE THAT SHOOK THE SILENCE, dir. Bettina Böhler
Alemanha | 2020 | 126'
SWAMP, dir. Nancy Holt, Robert Smithson
EUA | 1971 | 6'
HOMELANDS, dir. Jelena Maksimović
Sérvia | 2020 | 64'
MEDIUM, dir. Edgardo Cozarinsky
Argentina | 2020 | 73'
Os filmes estão disponíveis para visionamento a qualquer momento durante este período. Os bilhetes têm o valor de 2.50€ por sessão. Pode ser adquirido também um Passe Semanal por 14.00€, que garante o acesso exclusivo a todo o conteúdo online do respectivo programa (filmes e debates com os realizadores) ou um Pack Especial (passe + saco 18.º Doclisboa) por 20.00€. Cada sessão tem um limite de 300 bilhetes.
A programação completa pode ser consultada em online.doclisboa.org.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
Doclisboa'21: The Exit of the Trains / Ieşirea trenurilor din gară (2020), de Radu Jude e Adrian Cioflâncă
*8/10*
No Doclisboa 2021, The Exit of the Trains (Ieşirea trenurilor din gară), de Radu Jude e Adrian Cioflâncă, são quase três horas que espelham a crueldade de que o ser humano é capaz. Um marco de História, um documentário brutal sobre o papel da Roménia no Holocausto. Um alerta fortíssimo para que nada se volte a repetir.
Já em I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians, de 2018, Radu Jude tinha abordado as atrocidades que marcam o passado recente romeno. Desta vez, o resultado é muito mais impactante, recorrendo aos arquivos, entre imagens e a leitura de testemunhos reais.
"Um ensaio totalmente constituído por fotografias de arquivo e documentos do primeiro grande massacre de judeus na Roménia: na cidade de Iași, a 29 de Junho de 1941, foram mortos mais de 10 000 – primeiro, à bala; depois, por asfixia em comboios de mercadorias. Na primeira parte do filme, fotografias das pessoas que acabaram por ser mortas pelo exército romeno e por civis são acompanhadas por vozes que recitam os documentos relacionados com o destino do massacre. A segunda parte é uma montagem das restantes fotografias do massacre em si (tiradas na sua maioria por soldados alemães que estavam na cidade)."
O poder da memória que as imagens guardam tem em si um impacto surpreendente. The Exit of the Trains comove e revolta, pela violência que descreve e ilustra. Não há palavras que descrevam a dimensão do documentário, bem como do massacre levado a cabo em 1941.
Através de um exaustivo trabalho de pesquisa, Radu Jude e Adrian Cioflâncă criam o filme que todos deviam ver - sejam romenos ou não -, num confronto grotesco com um Passado que tantos fazem por esquecer. Urge lembrar e denunciar os horrores, honrar as vitimas e lutar para que nunca volte a acontecer.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
Doclisboa'21: Radio Silence / Silence radio (2019), de Juliana Fanjul
*7/10*
Radio Silence, de Juliana Fanjul, traz-nos um relato da luta pela liberdade de imprensa no México e a jornada de coragem de uma das maiores jornalistas do país. O documentário faz parte do programa Ficaram Tantas Histórias Por Contar do Doclisboa 2021.
"México, Março de 2015. Carmen Aristegui, jornalista incorruptível, é despedida da estação de rádio onde trabalha há anos. Mas Carmen prossegue com a sua batalha: consciencializar e lutar contra a desinformação. O filme conta a história dessa missão difícil e perigosa, mas essencial para a saúde da democracia. Uma história em que a resistência se torna numa forma de sobrevivência."
Do despedimento da rádio pública ao desenvolvimento do novo projecto online, onde Carmen quis continuar a investigar e a expor a corrupção na política mexicana, a realizadora Juliana Fanjul acompanhou a jornalista durante quatro anos. Testemunhou e experienciou, na primeira pessoa, o clima de terror e perseguição que os jornalistas e quem os acompanha vivem diariamente no México. Registou as batalhas de Carmen e dos seus colegas; a comoção de assistir às notícias do assassinato de um colega, sem saber se tal algum dia calhará a outro jornalista; mas filmou também a esperança optimista deste grupo, que não desiste, e a admiração total de quem acompanha o seu trabalho.
Juliana Fanjul deixou-se contagiar pela coragem de Carmen Aristegui e Radio Silence é mais uma voz contra a censura, contra os desaparecimentos e mortes no México. É uma denúncia ao mundo que clama por Verdade e Justiça.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Doclisboa'21 - Ficaram Tantas Histórias por Contar e Arquivos do Presente: 9 Filmes a Não Perder
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...











































