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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Sugestão da Semana #615

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Furiosa: Uma Saga Mad Max, de George Miller, protagonizado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth. O filme já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

FURIOSA: UMA SAGA DE MAD MAX


Ficha Técnica:
Título Original: Furiosa: A Mad Max Saga
Realizador: George Miller
Elenco: Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke, Lachy Hulme, Angus Sampson, Nathan Jones, Quaden Bayles, Daniel Webber
Género: Acção, Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 148 minutos

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Estreias da Semana #615

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. Furiosa: Uma Saga Mad Max, de George Miller, domina as atenções e já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

A Maldição do Queen Mary (2023)
Haunting of the Queen Mary
Explora os acontecimentos misteriosos e violentos que envolvem a viagem de uma família na noite de Halloween de 1938 e o seu destino cruzado com o de outra família a bordo do célebre transatlântico nos dias de hoje.

Barranco do Inferno (2023)
Uma banda de Glam Rock Portuguesa, condenada ao fracasso, decide gravar um videoclipe no deserto. Uma viagem a Espanha, uma série de concertos improváveis, um vocalista gravemente doente, uma manager manipuladora. Os ingredientes perfeitos para que algo corra mal. Quando finalmente chegam ao deserto, Francis (o vocalista da banda) cai por terra, desfalecido. Valentina, a manager, é desviada pelas suas verdadeiras motivações e acaba por abandonar o protagonista entregue ao seu destino. Estará Francis morto? Será o Rock N' Roll eterno?

Furiosa é raptada de um local mítico, verdejante e fértil. Acaba por cair nas mãos de um senhor da guerra chamado Dementus que conduz a Grande Horda de Motociclistas. Enquanto deambulam pela Terra Desolada, deparam-se com a Cidadela governada por Immortan Joe. Os dois tiranos lutam pelo domínio e Furiosa tem de sobreviver a várias provações enquanto reúne meios para tentar o regresso a casa.

Garfield - O Filme (2024)
The Garfield Movie
Garfield, o gato preguiçoso que odeia Segundas-feiras e adora lasanha, está prestes a ter uma louca aventura ao ar livre. Depois de um reencontro inesperado com o pai há muito desaparecido – o gato de rua Vic Garfield e o seu amigo Odie são forçados a deixar a vida mimada dentro de casa para se juntarem a Vic numa aventura hilariante de alto risco.

MMXX (2023)
Em 2020, no início da pandemia de COVID-19, uma psicóloga, o irmão, o marido e um quarto homem que investiga uma rede criminosa, encontram-se envolvidos numa complexa trama familiar à medida que as suas histórias se desenrolam. Cada um é confrontado com os seus medos e com o julgamento que emitem e recebem dos outros, num contexto global extraordinário que pôs à prova indivíduos e comunidades. Assumindo os constrangimentos do período histórico em questão, MMXX marca o regresso de Cristi Puiu a uma reflexão sobre a condição humana, desta vez sobre o pano de fundo do drama, discurso, parafernália e estilo de vida colectivos que marcaram a era pandémica.

Nada a Perder (2023)
Rien à perdre
Sylvie vive sozinha com os filhos – o adolescente Jean-Jacques e Sofiane. Apesar do contexto familiar pouco comum em que vivem, formam uma família muito unida e que se ama. Uma noite, enquanto Sofiane está sozinho em casa, tem um acidente na cozinha e sofre uma queimadura grave. Quando Jean-Jacques chega a casa, leva o irmão para o hospital, enquanto Sylvie está incontactável e só acorre em auxílio depois da polícia a ir buscar à discoteca onde trabalha. O acidente é reportado pelo hospital à entidade de protecção de menores e Sylvie perde a guarda de Sofiane, que é levado para uma instituição. Com o apoio da sua advogada, dos irmãos e munida do amor dos filhos, Sylvie começa uma luta legal e burocrática que testará todos os seus limites.

O Paraíso Queima (2023)
Paradiset brinner
Numa zona operária da Suécia, três irmãs menores de idade vivem sozinhas, deixadas à sorte por uma mãe ausente. Com o Verão à porta e sem pais por perto, a vida é selvagem e despreocupada, viva e anárquica. Mas quando os serviços sociais convocam uma reunião, Laura tem de encontrar alguém que se faça passar pela mãe, ou as raparigas serão levadas para um lar de acolhimento e separadas. Laura mantém a ameaça em segredo para não preocupar as irmãs mais novas. Mas à medida que o momento da verdade se aproxima, surgem novas tensões, obrigando-as a negociar a linha ténue entre a euforia da liberdade total e a dura realidade do crescimento.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Crítica: Furiosa: Uma Saga Mad Max / Furiosa: A Mad Max Saga (2024)

"Remeber me?"
Furiosa


*8/10*

Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o regresso em grande forma de George Miller à saga que iniciou em 1979 (Mad Max - As Motos da Morte), e que recuperou, em 2015, com Mad Max: Estrada da Fúria. Eis mais um capítulo ecologista e anti-machista da saga, agora com Furiosa - celebrizada por Charlize Theron no filme de 2015 - ao comando das operações. O filme mostra as origens da personagem feminina que brilhou mais que o protagonista no filme de 2015, agora interpretada por Anya Taylor-JoyAlyla Browne, nas suas versões mais jovens.

"À medida que o mundo desabava, a jovem Furiosa é retirada do Lugar Verde das Muitas Mães e cai nas mãos de uma grande Horda de Motociclistas liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Varrendo o Deserto, deparam-se com a Cidadela presidida por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos guerreiam pela supremacia, Furiosa tem de sobreviver a muitas provações enquanto reúne os meios para encontrar o caminho de volta a casa."


George Miller sabe dar algo de fresco e novo a cada novo filme, fazendo com que Mad Max seja muito mais do que o filme de 1979. Depois de Estrada da Fúria, a história de Furiosa está novamente muito ligada à ecologia e ao esgotamento dos recursos do planeta, já que a protagonista foi criada num lugar de abundância, onde não faltava floresta, alimentos, água potável, energias renováveis e, principalmente, saúde. Em total contraste estão os restantes locais no deserto sem fim em que acontece a longa-metragem e onde, paradoxalmente, o petróleo continua a ser um dos recursos mais explorados e invejados.

Nesta fictícia era pós-apocalíptica, Miller não poupa na violência, como já é imagem de marca de Mad Max, nem faltam motas, carros e outras viaturas a motor, como o grande camião escoltado por War Boys, sempre prontos para o sacrifício.


A calmaria do deserto contagia George Miller que é capaz, como poucos, de encontrar o equilíbrio certo entre grandiosas cenas de acção e batalhas, tiros e explosões, e o silêncio ensurdecedor da solidão que rodeia Furiosa.

Destaque, uma vez mais, para banda sonora poderosa de Tom Holkenborg, a acompanhar a destreza técnica (direcção de fotografia, montagem, som, direcção artística e caracterização são fundamentais para o resultado final) de Furiosa: Uma Saga Mad Max, com planos de tirar o fôlego num deserto sem fim, e as sequências de acção, tão bem filmadas.


Nas interpretações, Anya Taylor-Joy tem poucas linhas de diálogo, mas os seus olhos e expressão transmitem muito mais que palavras. A isso junta-se toda uma capacidade física que terá sido, provavelmente, o maior desafio da actriz. Também na pele de Furiosa, mais jovem, Alyla Browne demonstra um carisma imenso e a capacidade de exprimir um misto de emoções fortes, sejam elas tristeza, raiva ou resiliência.

Do lado dos "maus", o foco está na grande interpretação e transformação de Chris Hemsworth, como Dr. Dementus. Entre a maldade doentia, a fúria e desejo de poder, junta-se uma leve componente cómica que o actor transmite de forma, muitas vezes, hilariante no meio da tragédia. Fica subentendido que também ele foi marcado por traumas que se espelham no pequeno urso de peluche que traz sempre consigo.


George Miller não pára de se reinventar, sem nunca esgotar a fórmula. Furiosa: Uma Saga Mad Max é a mais recente prova de como, em parceria com o argumentista Nick Lathouris, o realizador e criador de Mad Max ainda tem muito para oferecer.