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domingo, 15 de março de 2026

Oscars 2026: Vencedores

A 98.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite deste Domingo, 15 de Março, no Dolby Theatre, em Los Angeles. O anfitrião foi novamente Conan O'Brien e o Hoje Vi(vi) um Filme esteve a acompanhar e a actualizar os vencedores em tempo real.

Batalha Atrás de Batalha (One Battle After Another) foi o grande vencedor da noite com seis Oscars, incluindo os de Melhor Filme, Realizador e Montagem. Pecadores (Sinners) seguiu-o de perto com quatro estatuetas, entre elas a de Melhor Actor para Michael B. Jordan.

Contra muitas expectativas, a zeros ficou Marty Supreme e O Agente Secreto. Valor Sentimental (Sentimental Value) conquistou o prémio para Melhor Filme Estrangeiro.

Aqui fica a lista completa de vencedores e nomeados:

Melhor Filme
Bugonia
F1
Frankenstein
Marty Supreme
One Battle After Another
The Secret Agent
Sinners
Train Dreams

Melhor Actor
Timothée Chalamet, Marty Supreme
Leonardo DiCaprio, One Battle After Another 
Ethan Hawke, Blue Moon
Michael B. Jordan, Sinners 
Wagner Moura, The Secret Agent

Melhor Actriz
Rose Byrne, If I Had Legs I’d Kick You
Kate Hudson, Song Sung Blue 
Emma Stone, Bugonia 

Melhor Actor Secundário
Benicio Del Toro, One Battle After Another
Jacob Elordi, Frankenstein
Delroy Lindo, Sinners
Sean Penn, One Battle after Another

Melhor Actriz Secundária 
Amy Madigan, Weapons 
Wunmi Mosaku, Sinners 
Teyana Taylor, One Battle After Another

Melhor Realizador
Josh Safdie, Marty Supreme
Paul Thomas Anderson, One Battle After Another
Ryan Coogler, Sinners

Melhor Argumento Original
Melhor Argumento Adaptado
Bugonia (Will Tracy)
Frankenstein (Guillermo del Toro)
One Battle After Another (Paul Thomas Anderson)
Train Dreams (Clint Bentley & Greg Kwedar)

Melhor Filme de Animação
Arco
Elio
KPop Demon Hunters
Little Amélie or the Character of Rain
Zootopia 2

Melhor Filme Estrangeiro
The Secret Agent / O Agente Secreto (Brasil)
The Voice of Hind Rajab (Tunísia)

Melhor Casting
Marty Supreme, Jennifer Venditti
One Battle After Another, Cassandra Kulukundis
The Secret Agent, Gabriel Domingues
Sinners, Francine Maisler

Melhor Fotografia
Frankenstein, Dan Laustsen
Marty Supreme, Darius Khondji
One Battle After Another, Michael Bauman
Sinners, Autumn Durald Arkapaw
Train Dreams, Adolpho Veloso

Melhor Montagem
F1, Stephen Mirrione
Marty Supreme, Ronald Bronstein and Josh Safdie
One Battle After Another, Andy Jurgensen
Sinners, Michael P. Shawver

Melhor Design de Produção
Frankenstein; Tamara Deverell e Shane Vieau
Marty Supreme; Jack Fisk e Adam Willis
One Battle After Another; Florencia Martin e Anthony Carlino
Sinner; Hannah Beachle e Monique Champagne

Melhor Guarda-Roupa
Avatar: Fire and Ash, Deborah L. Scott
Frankenstein, Kate Hawley
Marty Supreme, Miyako Bellizzi
Sinners, Ruth E. Carter

Melhor Caracterização
Frankenstein, Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey
Kokuho, Kyoko Toyokawa, Naomi Hibino e Tadashi Nishimatsu
Sinners, Ken Diaz, Mike Fontaine e Shunika Terry
The Smashing Machine, Kazu Hiro, Glen Griffin and Bjoern Rehbein
The Ugly Stepsister, Thomas Foldberg and Anne Cathrine Sauerberg

Melhor Banda Sonora Original
Bugonia, Jerskin Fendrix
Frankenstein, Alexandre Desplat
One Battle After Another, Jonny Greenwood
Sinners, Ludwig Goransson

Melhor Canção Original
“Dear Me” de Diane Warren: Relentless; Música e Letra por Diane Warren.
“Golden” de KPop Demon Hunters; Música e Letra por EJAE, Mark Sonnenblick, Joong Gyu Kwak, Yu Han Lee, Hee Dong Nam, Jeong Hoon Seon e Teddy Park
“I Lied to You” de Sinners; Música e Letra por Raphael Saadiq e Ludwig Goransson
“Sweet Dreams of Joy” de Viva Verdi! (Viva Verdi!); Música e Letra por Nicholas Pike
“Train Dreams” de Train Dreams; Música por Nick Cave e Bryce Dessner, Letra por Nick Cave

Melhor Som
F1
Frankenstein
One Battle After Another
Sinners
Train Dreams

Melhores Efeitos Visuais
Avatar: Fire and Ash
F1
Jurassic World Rebirth
The Lost Bus
Sinners

Melhor Documentário
The Alabama Solution
Come See Me in the Good Light 
Cutting Through Rocks
Mr. Nobody Against Putin
The Perfect Neighbor 

Melhor Curta Documental
All the Empty Rooms
Armed Only With a Camera: The Life and Death of Brent Renaud 
Children No More: “Were and Are Gone” 
The Devil Is Busy 
Perfectly a Strangeness

Melhor Curta de Animação
Butterfly 
Forevergreen
The Girl Who Cried Pearls
Retirement Plan
The Three Sisters

Melhor Curta (ex aequo)
Butcher’s Stain
A Friend of Dorothy
Jane Austen’s Period Drama
The Singers 
Two People Exchanging Saliva

*artigo actualizado às 03h11 de dia 16 de Março de 2026.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Sugestão da Semana #662

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana faz um destaque duplo: As Fado Bicha, documentário português cheio de música e comunhão na diversidade; e Pecadores, um thriller de acção norte-americano com muita substância.



Ficha Técnica:
Título Original: As Fado Bicha
Realizadora: Justine Lemahieu
Elenco: Lila Fadista, João Caçador
Género: Documentário
Classificação: M/14
Duração: 80 minutos



PECADORES


Ficha Técnica:
Título Original: Sinners
Realizador: Ryan Coogler
Elenco: Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Wunmi Mosaku, Miles Caton, Jack O'Connell, Jayme Lawson, Omar Benson Miller, Delroy Lindo, Li Jun Li, Lola Kirke
Género: Acção, Drama, Terror, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 137 minutos

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Crítica: Black Panther (2018)

"Guns... So primitive!"
Okoye


*6/10*

A Marvel chegou ao rol de nomeados para Melhor Filme com Black Panther, o nomeado mais inesperado(?) do ano. O filme de super-heróis distancia-se dos seus "parentes", em especial, pelo universo onde se insere a história que conta e pelo elenco maioritariamente de ascendência africana.

O realizador, Ryan Coogler, começou de mansinho mas cheio de talento com Fruitvale Station: A Última Paragem, onde iniciou a parceria com o actor Michael B. Jordan, que continuou em Creed: O Legado de Rocky. Agora, agarrou com coragem e empenho o desafio dos super-heróis (e lá está B. Jordan novamente).

Black Panther acompanha T'Challa (Chadwick Boseman), que após a morte do seu pai, o Rei de Wakanda, regressa a casa, uma isolada e tecnologicamente avançada nação africana, para tomar o seu lugar como Rei. No entanto, quando um velho inimigo reaparece, a força de T'Challa como Rei e Black Panther é testada, sendo atraído para um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo em risco. O jovem rei deve agora reunir os seus aliados e libertar o poder de Black Panther para derrotar os inimigos e garantir a segurança do seu povo.


No argumento - escrito com algum humor -, o mais interessante é a analogia feita entre a ficção e a realidade, onde países entram em guerra para roubar preciosos recursos naturais. Ao mesmo tempo, há um contraste muito bem conseguido na fusão entre o tribal e o futurista que se encontra em Wakanda - duas realidades tão diferentes coexistem com uma naturalidade que impressiona. Curiosamente, há também algum empoderamento feminino neste filme, com as mulheres a assumirem o papel de guerreiras - veja-se o exército que protege o Rei - e a irmã de T'Challa como uma prendada inventora.

A realização de Ryan Coogler destaca-se nos movimentos de câmara entusiasmantes e alguns planos sequência (falsos ou não, resultam) que potenciam os momentos de acção, sem demasiada confusão. A banda sonora é uma das grandes forças de Black Panther, composta por Ludwig Göransson e com temas de Kendrick Lamar. As equipas de efeitos especiais e de design de produção são fundamentais na criação de um universo tão diferente, com o paraíso africano a sobressair, no meio de cores vivas e inovação.


Michael B. Jordan regressa à parceria com Coogler em Black Panther, onde veste a pele de Erik Killmonger, um anti-herói muito especial. Um renegado que, no fundo, não é tão mau como aparenta. Ou pelo menos, há razão fortes por detrás do desejo de vingança e de não pertença que comandam as suas acções. Esta interpretação e personagem são, provavelmente, os pontos mais fortes do filme. No restante elenco, os destaques vão para Chadwick Boseman, o protagonista T'Challa / Black Panther que se revela à altura do desafio. Ao seu lado, Lupita Nyong'o foi bem escolhida para o papel de Nakia, uma doce espia, apaixonada por T'Challa, que se interessa pelas desigualdades no mundo. Ainda de elogiar é a personagem de Danai Gurira que interpreta a General Okoye, de presença forte e humor inteligente.

Apesar de cair em alguns dos lugares-comuns de filmes do género, Black Panther destaca-se entre os filmes da Marvel pela diversidade de temas que trata, tão actuais como pertinentes.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Crítica: Creed: O Legado de Rocky (2015)

"One step at a time. One punch at a time. One round at a time."
Rocky Balboa
*7/10*

Rocky regressou ao grande ecrã, mas desta vez o protagonismo passa para um jovem talento do boxe. Podia pensar-se que os filmes protagonizados por Sylvester Stallone já tinham a fórmula totalmente esgotada, mas desenganem-se. Creed: O Legado de Rocky não deixa o ídolo morrer e dá-lhe um papel tanto ou mais importante que o do costume: agora é treinador e conselheiro.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes de ele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Ali, Adonis localiza Rocky (Sylvester Stallone) e pede-lhe que seja seu treinador.


Aos 29 anos, Ryan Coogler está a saber construir o seu caminho enquanto realizador e, na sua segunda longa-metragem, alia-se novamente a Michael B. Jordan (Fruitvale Station: A Última Paragem) e tem Stallone como mentor. Atrás da câmara, Coogler cresceu exponencialmente. Envolve-nos em planos-sequência fabulosos e atordoa-nos, como se, dentro do ringue, fôssemos muito mais participantes do que seria suposto, quais boxeurs.

O argumento de Creed: O Legado de Rocky é simples, mas muito mais arriscado no que respeita ao futuro das personagens do que poderíamos esperar. Personalidades bem moldadas e uma história com a sua previsibilidade mas que contrabalança com um sentimento de nostalgia latente até ao final.


Nas interpretações, Stallone mostra um lado muito humano, a prova de como até os ícones envelhecem e são reais. Emociona-se e emociona-nos, este Rocky Balboa magoado pela vida, que parece descobrir em Adonis a força e vitalidade que os anos lhe roubaram. Por seu lado, Michael B. Jordan, apesar de não sair muito do registo de Fruitvale Station, tem um desempenho esforçado e sentido. Dá tudo o que tem ao incorporar a luta de Adonis, quer em cima do ringue, quer fora dele, na relação com a mãe adoptiva, com a namorada e com a notoriedade do pai. Quer assumir a sua identidade sem depender do sucesso do progenitor e batalha ao longo de mais de duas horas de filme por esse objectivo.

Creed: O Legado de Rocky fala-nos de sonhos, de lutar para os concretizar, sem nunca desistir. Dá-nos motivos para seguir em frente perante todas as adversidades e recorda-nos os velhos tempos de Rocky Balboa - ele ainda está aí para as curvas.