segunda-feira, 6 de maio de 2024
Sugestão da Semana #612
sábado, 11 de março de 2023
Crítica: Tár (2022)
"If you tell another Adult about this Conversation, they will not believe you. Because I am an Adult."
Lydia Tár
*8/10*
Todd Field regressou à realização, 16 anos depois, com Tár, um filme tenso sobre poder, assédio e música.
Lydia Tár é "a pioneira maestrina de uma ilustre orquestra alemã. Conhecemos Tár no auge da sua carreira, enquanto se preparara para o lançamento de um livro e para uma extremamente antecipada performance ao vivo da Sinfonia n.º 5 de Mahler. Ao longo das semanas subsequentes, a vida de Tár começa a desenrolar-se de uma maneira singularmente moderna. O resultado é uma abrasadora análise do poder e do seu impacto e durabilidade na sociedade contemporânea".
Todd Field constrói um filme opressivo, com uma forte tensão a pairar, seja pelo ritmo frenético da vida de Lydia Tár, pelos boatos que a assombram, pelos fantasmas mais ou menos reais que lhe passeiam pela casa, ou pelas pontas soltas que a maestrina tem deixado ficar no seu passado.
Com um curriculo fulgurante, Lydia não cria empatia com a plateia, é uma mulher fria, calculista e centrada em si e nos seus prazeres e necessidades - a única excepção é a filha pequena, Petra. Não cativando simpatias, é contudo possível olhá-la de uma forma realista, mais ainda quando surgem acusações de assédio sexual contra si. Uma mulher de poder, que diversas vezes assume o lugar habitualmente associado ao sexo masculino, seja na profissão ou em relação à escola da filha, não espanta que possa assediar subordinadas.
O que torna Tár tão singular é toda a aura, quase metafísica, que paira ao longo da acção e a transformação que Lydia vai sofrendo, até ao final do filme. E aí, Cate Blanchett é magistral. É capaz de encarnar a explosão de emoções da maestrina enquanto dirige a orquestra, mas igualmente quando, dia após dia, vê a sua vida a fugir-lhe do controlo. E eis mais um filme com grandes interpretações femininas - destaque ainda para a contenção de Noémie Merlant, como Francesca, e de Nina Hoss, como Sharon, ambas de alguma forma vítimas da personalidade de Lydia.
Todd Field entra no mundo da música clássica (há que destacar a banda sonora da islandesa Hildur Guðnadóttir a condizer com os clássicos interpretados pela orquestra) para fazer balançar os lugares de poder. Ao mesmo tempo que aborda o assédio, transforma Tár numa espécie de filme de terror para as vítimas e para a protagonista.
domingo, 12 de fevereiro de 2023
Sugestão da Semana #547
domingo, 24 de janeiro de 2021
KINO 2021: Irmãzinha / Schwesterlein (2020)
*7.5/10*
As realizadoras Stéphanie Chuat e Véronique Reymond criaram um drama familiar intenso, em que dois irmãos gémeos lutam para lidar com um cancro. Irmãzinha (Schwesterlein) é um retrato de amor fraternal e uma batalha atenuada pela paixão pelo teatro.
"Um actor de teatro, cuja doença em estado terminal o afasta do grande palco, e a sua irmã gémea, que tenta reiniciar a sacrificada carreira do irmão com um último guião escrito para ele."
terça-feira, 21 de abril de 2015
Sugestão da Semana #164
Género: Drama, Histórico
Duração: 98 minutos
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...







