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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Sugestão da Semana #639

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana chega a dobrar e destaca dois filmes portugueses: Estamos no Ar, de Diogo Costa Amarante, e Por ti, Portugal, eu Juro!, de Sofia da Palma Rodrigues e Diogo Cardoso. Os dois filmes têm crítica no Hoje Vi(vi) um Filme (Estamos no Ar e Por ti, Portugal, Eu Juro!).



Ficha Técnica:
Título Original: Estamos no Ar
Realizador: Diogo Costa Amarante
Elenco: Carloto Cotta, Sandra Faleiro, Valerie Braddell, Anabela Moreira, Cucha Carvalheiro, João Pacola, Marco Paiva, Pedro Almendra, Romeu Runa, Sónia Balacó
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 92 minutos





Ficha Técnica:
Título Original: Por ti, Portugal, Eu Juro!
Realizadores: Diogo Cardoso, Sofia da Palma Rodrigues
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 98 minutos

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Doclisboa 2024: Por ti, Portugal, eu juro! (2024)

*7/10*

Na secção Da Terra à Lua do Doclisboa 2024, encontra-se o documentário Por ti, Portugal, eu juro!, de Sofia da Palma Rodrigues e Diogo Cardoso, filme baseado na reportagem multimédia homónima da DIVERGENTE.

"Durante a Guerra Colonial, milhares de africanos combateram ao lado das Forças Armadas Portuguesas e arriscaram a vida por uma pátria que acreditavam ser a sua. Depois do 25 de Abril, quando Portugal se retirou dos territórios que ocupava em África, estes militares foram deixados para trás. Cinquenta anos depois, contam, pela primeira vez, a sua história e acusam o Estado português de abandono e traição."

A partir dos testemunhos de alguns homens que fizeram parte dos Comandos Africanos da Guiné - uma tropa de elite do exército português -, criados pelo então Governador António de Spínola, tendo combatido por Portugal durante a Guerra Colonial, constrói-se uma parte da História, tão poucas vezes falada. A estas declarações, sentidas e sofridas - muitos nunca tinham falado sobre a experiência na guerra e da luta nos anos que se seguiram -, juntam-se imagens de arquivo da época.

Fica o registo histórico de um momento terrível para tantos, mas, igualmente, o espelho da mágoa e dos terrores que nunca deixaram de assombrar estes ex-soldados. Foram obrigados a combater por Portugal e Portugal abandonou-os à sua sorte, perseguidos pelo PAIGC, e sem as pensões de sangue e invalidez que lhes foram prometidas. As promessas foram caindo por terra com a aprovação de novas leis, que anularam as anteriores, e estes homens viram as suas vidas arruinadas por uma guerra em que embarcaram, apesar praticamente a desconhecerem.

Por ti, Portugal, eu juro! faz, inevitavelmente, reflectir sobre o polémico tema das reparações às ex-colónias. Uma obra dura e real sobre o que nunca vem nos livros de História da escola.