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terça-feira, 2 de agosto de 2022

CineEco 2022: De 8 a 15 de Outubro em Seia

A 28ª edição CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela acontece entre 8 e 15 de Outubro, em Seia. A selecção oficial do evento conta com 70 filmes.

Entre as temáticas presentes no programa desta edição estão "novas ‘pandemias’, doenças emergentes, fraudes alimentares, pecuária sustentável, luta de povos nativos", entre outras.

Taming the Garden, de Salomé Jashi

Na Competição Internacional de Longas-Metragens contam-se 11 documentários, entre os quais está EO, de Jerzy Skolimowski, uma adaptação do clássico de Robert Bresson, Au Hasard Balthazar. Da Papua Nova Guiné, chega 140 km à l'ouest du paradis, de Céline Rouzet, sobre “tribos locais presas entre rivalidades de clãs, políticos corruptos e multinacionais aparentemente cínicas”Taming the Garden, de Salomé Jashi, convida a  acompanhar a viagem de "uma árvore centenária transplantada, que atravessa o mar Negro para viver o resto dos seus dias no jardim particular do excêntrico milionário e ex-primeiro-ministro da Geórgia"; Aya, de Simon Gillard, segue o dilema de uma menina "confrontada com a inevitabilidade – abandonar a ilha de Lahou, na Costa do Marfim, devido à subida do nível da água do mar"; do Brasil chega a luta dos Yanomami em A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, e A Serra do Roncador ao Poente, de Armando Lacerda, que mostra a "arte rupestre dos clãs Xavante, os guardiões da Serra, que materializam os espíritos que os defendem quando “a civilização” se rebela contra eles e as suas terras".

Devil Put the Coal in the Ground, de Peter Hutchinson e Lucas Sabean, retrata, do ponto de vista dos nativos da Virginia Ocidental, "o sofrimento e a devastação provocada pela indústria do carvão, a economia em colapso na , as feridas provocadas pela epidemia dos opiáceos, a pobreza, a degradação ambiental e o desaparecimento dos Apalaches"; junta-se ainda, na competição internacional, La Fabrique des Pandémies, de Marie-Monique Robin, que viaja pela Ásia, América e África na companhia de Juliette BinocheAmuka, l'éveil des paysans congolais, de Antonio Spanò, acompanha "os 'ceifeiros da esperança', os agricultores da República Democrática do Congo que lutam diariamente contra inimigos invisíveis"; de Espanha, chegam dois documentários ao Cine Eco, Pedra I Oli (Stone and Oil), de Àlex Dioscorides, "sobre o desaparecimento do olival de montanha, na Serra de Tramuntana em Maiorca, e o abandono do trabalho do campo", e Ganado o Desierto (Livestock Or Desert), de Francisco Vaquero Robustillo, que "retrata o papel do gado na regeneração das pastagens, dos solos, das florestas e da água e documenta o papel do maneio e a pecuária sustentável como solução para o restauro dos ecossistemas e economias rurais".

A Competição Internacional de Curtas Metragens conta com 26 documentários e filmes de ficção; a categoria Séries e Reportagens Televisivas integra 11 obras "sobre temáticas tão diversas como a agricultura intensiva, fraude alimentar, novas oportunidades da agricultura sustentável, educação ecológica subaquática, o degelo, o papel das abelhas"; já na Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa estão na corrida quatro filmes de Portugal e Brasil; na Competição de Curtas Metragens concorrem 13 títulos e na Competição Panorama Regional, estão a concurso cinco trabalhos.

O CineEco 2022 tem como programadores Cláudia Marques Santos, Tiago Fernandes Alves e Daniel Oliveira.

Mais informações em www.cineeco.pt.

domingo, 17 de outubro de 2021

CineEco 2021: Vencedores

O CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela anunciou os premiados da sua 27.ª edição. Douce France, de Geoffrey Couanon, conquistou o Grande Prémio do evento.

A próxima edição do CineEco acontecerá entre 8 e 15 de Outubro de 2022. Mais informações sobre o festival em https://www.cineeco.pt/.

© Elzévir Films - De Deux Choses Lune, Douce France

Eis a lista completa de vencedores: 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE LONGAS-METRAGENS

GRANDE PRÉMIO AMBIENTE _ Câmara Municipal de Seia

DOUCE FRANCE, Geoffrey Couanon, França, 2020


PRÉMIO ANTROPOLOGIA AMBIENTAL _ Zurich Seguros

ARICA, Lars Edman e William Johansson Kalén, Suécia, Chile, Noruega, Bélgica e UK, 2020


MENÇÃO HONROSA LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL

OSTROV - LOST ISLAND, SVETLANA RODINA, Suíça, 2021


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS

PRÉMIO CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL _ Turistrela

FLIGHT TO EARTH, Ignacio Rodó, Espanha, 2021


PRÉMIO EDUCAÇÃO AMBIENTAL _ Associação Mares Navegados

#FISHINGTHEPLASTIC, Marina Lobo, Portugal, 2020


MENÇÃO HONROSA CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL

MIGRANTS, Hugo Caby, Antoine Dupriez, Aubin Kubiak, Lucas Lermytte e Zoé Devise, França, 2020

ACORNS, Bradley Furnish, Bradley Furnish, EUA, 2020

CENTRIFUGADORA, Ignacio Rodó, Espanha, 2020


COMPETIÇÃO DE SÉRIES E REPORTAGENS TELEVISIVAS

PRÉMIO TELEVISÃO

VERT DE RAGE, DU CHARBON DANS LES POUMONS (GREEN WARRIORS: COAL IN THE LUGS), Martin Boudot, França, 2021


MENÇÃO HONROSA TELEVISÃO

O LADO NEGRO DO AZEITE, Sandra Cóias e Pedro Rego, Portugal, 2021

DES LEGUMES DANS LA VILLE, Aurelien Francisco Barros, França, 2020

MIGRADORES DE LONGA DISTÂNCIA – ENTRE O TEJO E O ÁRTICO, Pedro Miguel Ferreira e Joaquim Pedro Ferreira, Portugal, 2020


COMPETIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA

PRÉMIO CAMACHO COSTA | LONGA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA _ Lipor

SOBRE SONHOS E LIBERDADE, Márcia Paraíso e Francisco Colombo, Brasil, 2020


MENÇÃO HONROSA LONGA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA

A NOSSA TERRA, O NOSSO ALTAR, André Guiomar, Portugal, 2020


PRÉMIO CURTA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA

OSO, Bruno Lourenço, Portugal, 2021


MENÇÃO HONROSA CURTA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA

A MALA, Diogo Pereira e Angelizabel Freitas, Portugal, 2021


PRÉMIO PANORAMA REGIONAL _ Casa da Passarella

UM QUADRO DE HISTÓRIA, Gabriel Ambrósio, Seia, Portugal, 2021


PRÉMIO VALOR DA ÁGUA _ Águas do Vale do Tejo

LIVING WATER, Pavel Borecký, Suíça, República Checa e Jordânia, 2020


JÚRI DA JUVENTUDE

PRÉMIO JUVENTUDE LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL

OPHIR, Alexandre Berman e Olivier Pollet, França e UK, 2020


MENÇÃO HONROSAS JUVENTUDE LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL

DOUCE FRANCE, Geoffrey Couanon, França, 2020

ARICA, Lars Edman e William Johansson Kalén, Suécia, Chile, Noruega, Bélgica e UK, 2020


PRÉMIO JUVENTUDE CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL

FLIGHT TO EARTH, Ignacio Rodó, Espanha, 2021


MENÇÃO HONROSA JUVENTUDE CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL

ACORNS, Bradley Furnish, EUA, 2020


PRÉMIO JUVENTUDE TELEVISÃO

O LADO NEGRO DO AZEITE, Sandra Cóias e Pedro Rego, Portugal, 2021


MENÇÃO HONROSA JUVENTUDE TELEVISÃO

PLÁSTICO, O NOVO CONTINENTE (EPISÓDIO 1), Catarina Canelas, TVI, Portugal, 2020


PRÉMIO JUVENTUDE LONGA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA

A NOSSA TERRA, O NOSSO ALTAR, André Guiomar, Portugal, 2020,


PRÉMIO JUVENTUDE CURTA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA

PARA CÁ DO MARÃO, José Mazeda, Portugal, 2020


MENÇÃO HONROSA JUVENTUDE CURTA-METRAGEM EM LÍNGUA PORTUGUESA

O QUE NÃO SE VÊ, Paulo Abreu, Portugal, 2020

ALMA, Mónica Santos, Portugal, 2020


PRÉMIO JUVENTUDE PANORAMA REGIONAL

UM QUADRO DE HISTÓRIA, Gabriel Ambrósio, Seia, Portugal, 2021


MENÇÃO HONROSA JUVENTUDE PANORAMA REGIONAL

O MEU VENTO É O NORTE, Mariana Silveira, UBI, Covilhã, Portugal, 2021

sábado, 2 de outubro de 2021

CineEco 2021: 'I am Greta' e 'La Croisade' em antestreia nacional e outros destaques

O CineEco 2021 - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela anunciou dois filmes fora de competição em antestreia nacional: I am Greta e La Croisade.

I Am Greta, de Nathan Grossman, tem estreia marcada para 13 de Outubro, às 21h30, na Casa Municipal da Cultura em Seia. O realizador acompanha a jovem activista Greta Thunberg, desde o início da greve escolar em 2018, antes mesmo da explosão mediática actual, até Setembro de 2019, durante a travessia do Atlântico num veleiro que a levou à sede das Nações Unidas. 

La Croisade, de Louis Garrel, será exibido a 16 de Outubro, pelas 21h30, após o anúncio dos vencedores do CineEco 2021. O filme retrata a história de Abel (Louis Garrel) e Marianne (Laetitia Casta), um casal que descobre que o filho de 13 anos vende secretamente bens preciosos para financiar um projeto ambiental.

Fora de Competição estarão ainda O Lago Sagrado – Uma viagem por uma estrada profunda e gelada, de Carla Varanda e Mário Lisboa - uma viagem pela maior massa gelada de água doce existente no mundo, na Rússia -, a abrir o festival, no dia 9 de Outubro; e o documentário de Inês Gil, Curtir a Pele - retrato de uma fábrica de curtume de pele na Beira Alta -, exibido a 15 de Outubro.

Mário Lisboa fotografou o lago Baikal, viajando cerca de 300 quilómetros ao longo da superfície gelada, com temperaturas entre -15º C e -30º C, e o seu trabalho resulta na mostra que estará patente nas galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia, de 9 de Outubro a 30 de Novembro.

A 27.ª edição do evento conta, pela primeira vez, com a exibição em simultâneo dos documentários Une Fois que tu Sais, de Emmanuel Cappellin, Ophir, de Alexandre Berman, e Arica, de Lars Edman e William Johansson, no FIC.A, Festival Internacional de Ciência, em Oeiras, que acontece no Palácio do Marquês do Pombal, entre os dias 12 e 17 de Outubro.

O CineEco 2021 acontece de 9 a 16 de Outubro. Mais informações em https://www.cineeco.pt/.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

CineEco 2021: Cinco Ecotalks, Antestreias Nacionais, Concertos e mais destaques da 27.ª edição

O CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental de Seia anunciou os principais destaques da 27.ª edição, que decorre entre 9 e 16 de Outubro. Estão já assegurados três filmes em ante-estreias nacionais, um destes está já confirmado: La Croisade, de Louis Garrel.

A abrir o evento, no dia 9 de Outubro, será exibido o documentário O Lago Sagrado, Uma viagem por uma estrada profunda e gelada, com a presença da realizadora Carla Varanda e do fotógrafo Mário Lisboa. Antes da sessão, será inaugurada a mostra fotográfica sobre o lago gelado de Baikal, na Rússia, patente de 9 de Outubro a 30 de Novembro. O concerto de abertura do CineEco estará a cargo dos Anaquim.

Nos dias 10, 11, 12, 14 e 15 de Outubro, haverá espaço para cinco Ecotalks sobre temáticas associadas ao cinema e ao ambiente, com a participação de nomes como Christiane Torloni, actriz brasileira e realizadora do filme Amazónia, o Despertar da Florestania, premiado na edição passada; Chico Guariba, director da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental de São Paulo; Jorge Pelicano, cineasta e repórter de imagem; Diogo Reffóios, nómada digital; Joana Sá, pianista, improvisadora e compositora; Cristina Branquinho professora de ecologia e investigadora, entre outros.

A 13 de Outubro, Dörte Schneider, especialista certificada em matéria de educação e sensibilização para uma produção mais verde, dará uma palestra sobre Green Shotting, com foco na adopção de práticas ambientais sustentáveis e integração de modelos de produção mais verdes.

De 9 de Outubro a 30 de Novembro estará também patente no Foyer Auditório a mostra Artes Plásticas – Projeto ReciclARTE, da companhia ASTA Teatro, que integra artes plásticas, teatro, música e lixo, para a criação de objectos artísticos e de forma a combater o insucesso escolar e educar para a reciclagem, reutilização e reaproveitamento de resíduos. 

A 16 de Outubro, em parceria com o Festival DME, poderá ser vista a instalação interativa Lugares Invisíveis, uma mostra com paisagens sonoras e visuais que visam a reflexão sobre o meio ambiente, diferentes níveis de poluição e a nossa relação com o planeta. 

Mais informações sobre o CineEco Seia em www.cineeco.pt.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

CineEco 2021: De 9 a 16 de Outubro em Seia; Selecção Oficial revelada

A 27.ª edição do CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela acontece de 9 a 16 de Outubro na Casa Municipal da Cultura de Seia, e já revelou a sua selecção oficial de filmes.

Hell or Clean Water, de Cody Westman

Os documentários em competição abordam temáticas como actual situação climática, o colonialismo tóxico, a pandemia e outras doenças, a luta de comunidades pela defesa dos ecossistemas regionais, o futuro sustentável, a poluição marítima, a justiça ambiental, entre outras. A direcção do CineEco destaca ainda a "forte componente de consciencialização e de necessidade da busca por novas soluções e ativismos, que possam garantir a perpetuação da nossa própria existência no futuro próximo”.

Na Competição Internacional de Longas-Metragens, estarão a concurso 11 filmes: Une fois que tu sais, de Emmanuel Cappellin, onde o realizador nos lança a questão: Como podemos seguir a nossa vida sabendo o que nos espera?; Ostrov - Lost Island, de Svetlana Rodina, oferece uma visão empática e comovente de uma família da ilha de Ostrov, no mar Cáspio, conhecido como o maior lago de água salgada do mundo, que sobrevive da caça ilegal; Legacy, notre héritage, de Yann Arthus-Bertrand, é um retrato vívido sobre as mudanças climáticas, o desenvolvimento sustentável e a preservação da biodiversidade; Living Water, de Pavel Borecký, fala-nos de uma bomba-relógio ambiental e da história de luta entre beduínos, engenheiros e agricultores pelo “ouro azul”, num dos países mais pobres em recursos de água, a Jordânia; Douce France, de Geoffrey Couanon, acompanha a investigação de um grupo de jovens estudantes sobre um polémico parque de lazer que ameaça as quintas perto de suas casas; Last Days at Sea, de Venice de Castro Atienza, faz uma viagem pelo Verão passado de Reyboy, um menino de 12 anos que mora numa pequena vila isolada de pescadores nas Filipinas; The Last Hillbilly, de Diane Sara Bouzgarrou e Thomas Jenkoe, transporta-nos pelas vivências de uma família que vive no coração dos montes Apalaches, após o encerramento das minas de carvão; Ophir, de Alexandre Berman e Olivier Pollet, conta a história da revolução indígena em Bougainville pela defesa da sua cultura, vida e terra numa das nações mais jovens do mundo, na Papua Nova Guiné; Mom, I Befriended Ghosts, de Shasha Voronov, leva-nos a uma pequena cidade na Sibéria presa há meses numa quarentena, fruto de uma doença misteriosa provocada pela água que os habitantes bebem; Hell or Clean Water, de Cody Westman, aborda a poluição marítima e uma luta desigual de um herói-mergulhador de Newfoundland e Labrador; e Arica, de Lars Edman e William Johansson Kalén, aborda um escândalo sobre o ‘colonialismo tóxico’ de um gigante mineiro sueco que chegou a despejar 20 mil toneladas de resíduos perigosos na cidade de Arica, no Norte do Chile, prejudicando a saúde dos seus habitantes.

The Last Hillbilly, de Diane Sara Bouzgarrou e Thomas Jenkoe

Na Competição Internacional Curtas-Metragens concorrem 45 documentários, sete dos quais produções nacionais: Hope, de Paulo Ferreira; Mulher como árvore (coprodução com Galiza, Espanha), de Alejandro Vázquez San Miguel, Carmen Tortosa, Daniela Cajías, Flávio Ferreira e Helder Faria; #fishingtheplastic, de Marina Lobo; Estrelinha do Geopark, de Luís Augusto Fonseca de Araújo; A última gota – Algarve, da Almargem - Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural do Algarve; Entre as abelhas e o pregado, de Ana Linnea Lidegran Correia; e Vale do Aurotni, de Graça Gomes.

O cinema ambiental em língua portuguesa volta também a estar em destaque na Competição Séries e Reportagens Televisivas.  No total dos filmes em Competição na 27ª edição do CineEco, 39 são documentários portugueses produzidos em 2020 e 2021.

Os programadores deste ano voltam a ser Bruno Manique, ex-Presidente do Centro Portugal Film Commission, Rúben Sevivas, realizador, produtor, formador, actor e programador cultural, e Tiago Alves, jornalista, realizador, apresentador, locutor de rádio e programador de cinema. O CineEco 2021 tem como padrinho oficial o apresentador Júlio Isidro e, como madrinha, a actriz Sofia Alves.

Mais informações sobre o festival em www.cineeco.pt.

domingo, 18 de outubro de 2020

CineEco 2020: Vencedores

O Que Arde, de Oliver Laxe, foi o vencedor do grande prémio do CineEco 2020 - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorreu entre os dias 10 a 17 de Outubro.

O Que Arde

Na Competição Internacional de Longas-Metragens, O Que Arde conquistou o Grande Prémio Ambiente – Município de Seia. Podes ler a crítica a este filme aqui. Na mesma categoria, El Tren de Los Pies Ligeros, de Miguel Coelho, arrecadou o Prémio Antropologia Ambiental – Zurich Seguros, um documentário que nos leva à Sierra Tarahumara, no México, onde vivem povos indígenas, com a sua visão peculiar do mundo e do que os rodeia. A Menção Honrosa foi para Castelo de Terra, de Oriane Descout.

Na Competição Internacional de Curtas-Metragens, Entre Baldosas, de Nicolas Conte, conquistou o Prémio Curta Metragem Internacional - Turistrela, e a animação portuguesa O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto, de Bruno Caetano, recebeu o Prémio Educação Ambiental – Associação Mares Navegados.

Na Competição de Séries e Reportagens Televisivas, o trabalho de Vera Moutinho, Anna Mergulha no Lixo para Combater o Desperdício Alimentar, uma narrativa sobre dumpster diving, conquistou o Prémio Televisão.

O Prémio Camacho Costa - Lipor, para melhor longa-metragem em língua portuguesa, foi para A Alma de Um Ciclista, de Nuno Tavares; e o Prémio Curta-Metragem em Língua Portuguesa foi atribuído a Vi(r)agens, de Patrícia Pedrosa. Já Tiago Cerveira volta a receber o Prémio Panorama Regional – Casa da Passarella, com A Máscara de Cortiça, depois de em 2019 ter conquistado o mesmo galardão por Pagar a Promessa.

 O Prémio Valor da Água – Águas do Vale e do Tejo foi atribuído a Henry M. Mix e Boas Schwarz com On Thin Ice, um documentário sobre os efeitos das alterações climáticas no Ártico russo.

O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto

O Júri da Juventude atribuiu os seguintes galardões: Prémio da Juventude Longas Metragens Internacionais – The Village and the Wildfire, de Kathrin Reichwald; Prémio da Juventude Curta-Metragem Internacional – O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto, de Bruno Caetano; Prémio da Juventude para Série e Reportagem de TV - Malcata – Conto de uma Serra Solitária, de Miguel Cortes Costa e Ricardo Guerreiro; Prémio da Juventude Longa-Metragem em Língua Portuguesa – A Alma de um Ciclista, de Nuno Tavares; Prémio da Juventude Curta-Metragem em Língua Portuguesa – Átomos de Luz, de Leonor Teixeira; Prémio da Juventude Panorama Regional – Barro Preto, Cultura e Tradição, de Edmundo Marquês e Vítor Pereira.

A 27.ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela terá lugar de 9 a 16 de outubro de 2021, em Seia. Mais informações sobre o CineEco em https://cineeco.pt/.

sábado, 22 de agosto de 2020

CineEco 2020: De 10 a 17 de Outubro em Seia

A 26.ª edição do CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela acontece de 10 a 17 de Outubro na Casa Municipal da Cultura, em Seia.

Em competição estarão 78 filmes e documentários, de mais de 25 países, e o cinema ambiental português estará em destaque este ano.


Na Competição Internacional de Longas-Metragens encontramos: O Que Arde, do espanhol Oliver Laxe, que aborda os fogos florestais na Galiza; The Village and the Wildfire, da alemã Kathrin Reichwald, debruça-se sobre o grande incêndio de 2017 em Portugal e os projectos inovadores de reconstrução; The Great Green Wall, de Jared P. Scott, dá a conhecer uma jornada pela Grande Muralha Verde de África; Sockeye Salmon Red Fish, de Dmitriy Shpilenok, apresenta o salmão selvagem, espécie ameaçada; Santuário, de Alvaro Longoria, conta-nos a história da campanha científica, política e mediática dos irmãos Javier e Carlos Bardem, dedicada a preservar a Antárctida; O Vegetariano, do italiano Roberto San Pietro, quer reflectir sobre uma cultura dominante ou uma consciência emergente; Joel et Krystel Our Life to Live, do francês Guillaume Mazeline, conta a história de um casal que muda completamente de vida, para se dedicar aos vinhos e à busca da liberdade; El Tren de los Pies Ligeros, de Miguel Coelho, fala sobre as comunidades indígenas; Cholitas, de Jaime Murciego Tarrago, relaciona a Mulher, a tradição e a Natureza; A New Era, do realizador chinês Boris Svartzman, retrata o desalojamento de dois mil moradores de uma ilha, devido a projectos urbanísticos modernos; e ainda Castelo de Terra, de Oriane Descou, nos conduz pela vivência pessoal da realizadora francesa quando decide abandonar a vida na Europa e reencontrar-se em Minas Gerais, no Brasil.

O Que Arde, Oliver Laxe
Na competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa destacam-se três documentários portugueses: Silêncio - Vozes de Lisboa, de Judit Kalmár e Céline Coste Carlisle; Cerro dos Pios, de Miguel de Jesus; e A Alma de Um Ciclista, de Nuno Tavares. Junta-se a estes títulos O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível, do brasileiro Tiago Carvalho.

Já na competição de Curtas-Metragens em Língua Portuguesa concorrem 12 obras e na competição de Séries e Reportagens televisivas, sete dos nove trabalhos apresentados têm assinatura portuguesa. O CineEco conta, ainda, com oito curtas na competição Panorama Regional, de realizadores locais e/ou de temáticas ligadas à região.

As Ecotalks (conversas de 50 minutos sobre questões relacionadas com o cinema e o ambiente) serão adaptadas à situação actual. De forma a diminuir o número de pessoas no auditório, serão transmitidas através de plataforma digital a anunciar, para que todos os interessados possam participar. Estão previstas cinco conversas com temas ainda por divulgar, sempre às 17h00. Dentro das actividades paralelas está previsto ainda um concerto na abertura do festival, duas exposições de fotografia e cinema.

Dado o actual contexto de pandemia por COVID-19, o festival tem vindo a trabalhar em consonância com todas as recomendações da DGS, e o acesso do público a espaços fechados será limitado. Estão também garantidas as normas de segurança e higiene, o distanciamento social e a distribuição de postos de higienização nos principais espaços onde decorrerá o CineEco.

Mais informações sobre o CineEco em www.cineeco.pt.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

CineEco 2018: De 13 a 20 de Outubro em Seia

O 24º CineEco Seia - Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela acontece entre 13 e 20 de Outubro. Em mais uma edição, o evento traz uma selecção de filmes que reflectem sobre o lugar do homem, da economia e da acção individual nas temáticas de preservação ambiental. 


Sob o tema dos quatro elementos, a selecção oficial para as secções de competição internacional propõe 50 filmes que vão da arquitectura sustentável, à economia colaborativa, da desconstrução de rotinas à denúncia de algumas das mais poluidoras indústrias mundiais.

A abrir o festival está Mentiras Verdes, de Werner Boote, estreado no Festival de Berlim. Um filme que mapeia as relações entre a economia e a ecologia, que discute e revela os erros de políticas das empresas relativamente aos produtos verdes e promove a necessidade de um consumo e gestão sustentável dos recursos para consumidores.

Na Competição Internacional de Longas Metragens estarão 10 filmes. Desde o apanhado histórico da herança negativa deixada pela plantação de seringueiras na Amazónia pela Ford Company, fazendo o paralelo para as culturas de sucesso dos nossos dias em Muito Além da Fordlândia, de Marcos Colón, à luta de um homem, Anote Tong (presidente do Kiribati), contra a aniquilação do seu país e da sua cultura em A Arca de Anote, de Matthieu Rytz; passando por Ponto sem Retorno, de Noel Dockstader e Quinn Kanaly, uma viagem em torno do primeiro voo inteiramente alimentado a energia solar. O Negócio do Leite, de Andreas Pichler, desconstrói a indústria ligada à produção de leite, de lobbyistas, a produtores de gado, de ONGs a cientistas, pondo a descoberto algumas das verdades de um sistema que gera riquezas à custa da sustentabilidade e preservação do ambiente. (A)Social – 10 dias sem telemóvel, de Lucio Laugelli, reflecte sobre o uso do telemóvel e das redes sociais, enquanto que Utopia Revisitada, de Kurt Langbein, explora modelos alternativos ao sistema capitalista globalizado, através da voz e projectos de quatro empreendedores e activistas sociais que criaram espaços onde é possível cooperar, compartilhar e preservar a natureza. Histórias inspiradoras as de Didi Contractor – Casando a Terra com a Arquitectura, de Steffi Giaracuni, sobre uma arquitecta de 86 anos que continua a trabalhar diariamente para implementar novas soluções de habitação com menos impacto ambiental, ou As Pequenas Galochas Amarelas, de John Webster, uma mensagem deixada por um avô à sua neta sobre o lugar que cada um ocupa no mundo. O debate essencial em torno da exploração comercial da água numa Europa a braços com sucessivas crises é assumido por Até à Última Gota – A Guerra Secreta na Europa, de Yorgos Avgeropoulos; enquanto em DRVO – A Árvore, de André Gil Mata, se dissecam as cicatrizes da guerra na Bósnia.

Utopia Revisitada, de Kurt Langbein

O CineEco 2018, em colaboração com a Green Film Network (GFN) e a Turismo do Centro, vai organizar também o 1º Fórum Internacional de Festivais de Cinema de Ambiente. Esta iniciativa tem já assegurada a presença de 37 directores de festivais de cinema com esta temática, além de outros oradores internacionais. O objectivo será reunir os 40 festivais de cinema de ambiente mais importantes do mundo, com vista a reforçar os laços e promover o debate e a reflexão sobre a importância das plataformas audiovisuais que promovem mudanças sociais e de sustentabilidade.

Mais informação sobre o CineEco em: https://www.cineeco.pt/