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terça-feira, 4 de março de 2025

Oscars 2025: Red Carpet

Depois da entrega das estatuetas e da vitória de Anora, de Sean Baker, numa cerimónia divertida mas muito comedida politicamente, faço a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Entre alguns modelos mais exuberantes, os principais destaques, para o meu gosto, vão para os vestidos em tons claros e para o fato mais elegante dos que desfilaram pela passadeira vermelha. 

Elle Fanning desfilou num vestido branco em renda Givenchy, com uma capa igualmente rendada e um cinto preto cruzado em laço. Completou o look com jóias Cartier.

Vencedora do Oscar de Melhor Actriz no ano passado, Emma Stone apresentou as nomeadas e vencedora na mesma categoria na cerimónia de 2025. Com o seu cabelo curto "à la garçonne", desfilou com um vestido Louis Vuitton de corte simples, mas com muito brilho, em tons de branco

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Monica Barbaro surgiu deslumbrante na passadeira vermelha com um volumoso vestido Dior rosa claro. O top de alças justo, cheio de brilhantes, define as suas formas, enquanto a saia de roda lhe dá um toque de princesa. Junta-se uma maquilhagem discreta e jóias Bulgari, a completar o look.

Lupita Nyong’o nunca desaponta na red carpet. Este ano, desfilou com um vestido de alças branco Chanel, de top justo e saia fluída. A acompanhar, jóias também Chanel.

Vencedora do Oscar de Melhor Actriz, Mikey Madison usou um vestido sem alças Christian Dior, rosa e preto, com um laço à frente e uma cauda. Uma opção muito clássica que destacou a jovialidade da actriz, complementada com jóias Tiffany & Co.

Nomeado para o Oscar de Melhor Actor, Colman Domingo é sempre um dos mais bem vestidos em qualquer passadeira vermelha por onde passe. Desta vez, surgiu num fato Valentino, com casaco vermelho com um cinto lateral e pormenores em preto, a condizer com as calças. Destaque ainda para as jóias Boucheron e o relógio Omega.

Demi Moore surgiu fabulosa, num escultural vestido prateado Giorgio Armani Privé, feito à mão, com cristais em toda a sua extensão. A dar ainda mais brilho à actriz estiveram as jóias Chopard, que incluíam um vistosos brincos de diamantes em ouro branco.

Selena Gomez desfilou com um dos visuais mais estonteantes dos Oscars 2025. A actriz e cantora usou um decotado vestido Ralph Lauren, repleto de cristais bordados à mão. A complementar o look, estavam jóias de diamantes Bulgari.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Sugestão da Semana #652

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Sing Sing, de Greg Kwedar. O filme está nomeado para três Oscars, incluindo o de Melhor Actor, pelo desempenho de Colman Domingo.

SING SING


Ficha Técnica:
Título Original: Sing Sing
Realizador: Greg Kwedar
Elenco: Colman Domingo, Clarence Maclin, Sean San Jose, Paul Raci, David "Dap" Giraudy, Patrick "Preme" Griffin, Mosi Eagle
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 107 minutos

domingo, 29 de agosto de 2021

Sugestão da Semana #470

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme de terror Candyman, de Nia DaCosta, protagonizado por Yahya Abdul-Mateen II.

CANDYMAN


Ficha Técnica:
Título Original: Candyman
Realizadora: Nia DaCosta
Elenco: Yahya Abdul-Mateen IITeyonah Parris, Tony Todd, Nathan Stewart-Jarrett, Colman Domingo, Vanessa Williams, Cassie Kramer
Género: Terror, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 91 minutos

domingo, 20 de dezembro de 2020

Crítica: Ma Rainey: A Mãe do Blues / Ma Rainey's Black Bottom (2020)

*7/10*

Ma Rainey: A Mãe do Blues (Ma Rainey's Black Bottom) estreou sob chancela da Netflix, numa adaptação cinematográfica da peça de teatro de August Wilson, realizada por George C. Wolfe.

"Chicago, 1927. A tensão e a temperatura estão ao rubro durante uma tarde de gravações enquanto a banda aguarda por Ma Rainey (Viola Davis). Atrasada, a feroz Ma envolve-se numa batalha com o agente pelo controlo da sua música. Enquanto a banda aguarda na pequena sala de ensaios, o ambicioso trompista Levee (Chadwick Boseman) - de olho na namorada de Ma e determinado a deixar a sua própria marca na indústria musical - incita os colegas a partilharem um mar de histórias reveladoras de verdades que vão alterar a vida de todos para sempre."

A componente teatral é característica vincada no filme de George C. Wolfe e faz todo o sentido que assim seja. Toda a acção passa-se apenas num dia, e o tempo corre entre ensaios, gravação, conversas e discussões acesas. A tensão está sempre presente, seja por pontos de vista distintos sobre música ou religião, formas de estar na vida e, claro, o controlo da música de Ma Rainey.

Viola Davis capta na perfeição movimentos, postura e modo de falar da artista, de presença forte e personalidade difícil, fazendo-se valer do seu talento para reivindicar os seus direitos. No entanto, mesmo que Ma Rainey: A Mãe dos Blues sugira que Davis é a grande estrela do filme, certo é que é Chadwick Boseman quem mais brilha e se destaca. O actor, falecido este ano, rouba todas as atenções quando está em cena, na pele de um trompetista ambicioso e traumatizado, com mudanças de humor capazes de aterrorizar. Um excelente desempenho no derradeiro filme de Boseman. O elenco de secundários tem igualmente prestações de destaque com Colman DomingoGlynn Turman e Michael Potts, na pele dos restantes músicos da banda, e Jeremy Shamos, que interpreta o agente de Ma.

George C. Wolfe traz-nos uma celebração do blues e da figura de Ma Rainey, num filme dinâmico, com bons diálogos e grandes desempenhos, onde caracterização, guarda-roupa e direcção artística dão o toque de mestre para a viagem no tempo acontecer.