quarta-feira, 5 de março de 2025
Sugestão da Semana #655
terça-feira, 4 de março de 2025
Oscars 2025: Red Carpet
Depois da entrega das estatuetas e da vitória de Anora, de Sean Baker, numa cerimónia divertida mas muito comedida politicamente, faço a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Entre alguns modelos mais exuberantes, os principais destaques, para o meu gosto, vão para os vestidos em tons claros e para o fato mais elegante dos que desfilaram pela passadeira vermelha.
segunda-feira, 3 de março de 2025
Oscars 2025: Vencedores
Melhor Realizador
domingo, 2 de março de 2025
Oscars 2025: As Previsões
Crítica: Flow - À Deriva / Straume (2024)
*8/10*
Gints Zilbalodis mostra como um filme sem falas não tem de ser um filme mudo com Flow - À Deriva. Uma chamada de atenção para o futuro do planeta e seus habitantes e para o perigo das alterações climáticas.
"O mundo parece estar à beira do fim, marcado pelos vestígios deixados pela presença humana. Um gato, solitário por natureza, vê a sua casa ser destruída por uma cheia catastrófica. Encontra refúgio num barco habitado por diversas espécies, com as quais terá de colaborar, apesar das suas diferenças. Neste barco à deriva, que navega por entre paisagens místicas e inundadas, os animais terão de enfrentar os desafios e perigos de se adaptarem a um novo mundo."
Eis um futuro em que os animais sobrevivem aos humanos, sendo obrigados a adaptar-se ao novo mundo, às catástrofes naturais e a cada nova mudança. A personagem principal é um gato, que passa os dias entre a tranquilidade da casa de um antigo amante de gatos - não faltam esculturas em variados tamanhos a endeusarem os felinos -, o seu porto seguro, e a liberdade do campo, onde procura comida e água, e se depara com outros animais que ameaçam a sua segurança. Até ao dia do dilúvio, que o obriga a fugir e a sobreviver num barco, numa união necessária com espécies tão distintas da sua, qual arca de Noé sem humanos.
Nesta necessária união para a sobrevivência, há zangas, receios, mas também confiança e amparo. Os sons e expressões físicas de cada espécie - muito realistas e bem captadas - transmitem tudo o que não precisa ser dito por palavras, capaz de emocionar a plateia embevecida.
A animação é simples, mas extremamente bela e cuidada, retratando cada pequeno pormenor das atitudes dos animais - cães e gatos em particular -, e tratando a representação da água como se fosse real. A água que é, aliás, a maior agente de mudanças na narrativa de Flow - À Deriva, um bem tão precioso como potencialmente letal, em algumas situações.
Gints Zilbalodis foca-se na inesperada compreensão e entreajuda entre espécies diferentes. O carinho, a fidelidade aos seus, mas igualmente a mágoa por não se ouvir os mais experientes. O desejo de sobrevivência pode puxar pelo lado bom ou mau de cada ser, humano ou não. Aqui, o bem parece predominar, mas há instintos básicos que alguns não conseguem apagar da memória. Flow - À Deriva é uma lição para os humanos, em tempos tão instáveis e extremados.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
Sugestão da Semana #654
sábado, 22 de fevereiro de 2025
Crítica: Ainda Estou Aqui / I'm Still Here (2024)
"- O meu marido está em perigo!
- Todo o mundo está em perigo, Eunice."
*7.5/10*
Walter Salles regressa aos anos da ditadura brasileira para contar uma história real em Ainda Estou Aqui. O filme é inspirado no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva, sobre a história da sua família. Em tempos estranhos como os actuais, é ainda mais importante recordar os horrores das ditaduras do século XX.
"Rio de Janeiro, anos 70. No Brasil impera a ditadura militar iniciada em 1964 e que só terminaria em 1985. Rubens Paiva é um deputado do regime deposto, casado, pai de cinco filhos, engenheiro de profissão. Em janeiro de 1971, homens armados entram na sua casa e levam-no para interrogatório. Nunca regressou, sendo oficialmente considerado como 'desaparecido'. Ainda Estou Aqui é a história da sua família. A história de Eunice, uma mãe que procura incessantemente o marido desaparecido, empenhada em descobrir a verdade por detrás do 'desaparecimento', enquanto tudo faz para que a família tenha uma vida normal. A busca duraria 30 longos anos."
Num época de medo e perseguição, Walter Salles foca-se no desaparecimento de Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello), para mostrar (ou relembrar) como a ditadura assombrava e destruía famílias. O realizador cria um filme realista, comovente e fiel aos acontecimentos, e em que todo o visual do filme transporta a plateia para os anos 70, onde tudo começa.
Depois de levarem o ex-deputado, é a matriarca Eunice, interpretada por Fernanda Torres, quem toma as rédeas. Uma dona de casa que vivia para gerir a casa e os filhos e não se envolvia nas lutas políticas do marido, vê-se, de repente, sem rumo. E é então que muda totalmente de vida, torna-se a cara da luta de tantos brasileiros.
Depois de ser vigiada, presa, interrogada e de lidar com a tortura, Eunice percebe que é preciso expor o caso mediaticamente e lutar por todos os meios legais para conseguir as respostas que teimam em não chegar e, principalmente, justiça. E é aqui que Fernanda Torres toma conta do filme. Ela encarna a verdadeira Eunice nas suas lutas, ao longo de 30 anos, sem nunca desistir. Um sorriso para uma foto que se espera triste já é desafiar o sistema. E Eunice já não teme. Ela supera-se, reinventa-se, mostra que nunca é tarde para o que for e que desistir nunca será opção.
Ainda Estou Aqui é memória, melancolia, revolta e justiça. É daquelas obras que nunca deixarão de ser necessárias.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
Crítica: A Rapariga da Agulha / Pigen med nålen / The Girl with the Needle (2024)
domingo, 16 de fevereiro de 2025
Crítica: Anora (2024)
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Crítica: Conclave (2024)
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
Oscars 2025: Nomeados
Melhor Realizador
quinta-feira, 12 de setembro de 2024
'Grand Tour' é o candidato de Portugal a Melhor Filme Internacional dos Oscars 2025
O filme Grand Tour, de Miguel Gomes, é o candidato de Portugal à categoria de Melhor Filme Internacional, na 97.ª edição dos Oscars, os Prémios da Academia Americana de Cinema. A cerimónia acontece a 2 de Março de 2025, em Los Angeles (EUA).
Os membros da Academia Portuguesa de Cinema votaram, entre 13 de Agosto e 10 de Setembro, e Grand Tour foi o filme eleito com mais votos. Em consideração, estavam também A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora (Karõ Filmes), Manga d’Terra, de Basil da Cunha (Continue Walking e Akka Films), O Teu Rosto Será O Último, de Luís Filipe Rocha (Ukbar Filmes) e O Vento Assobiando Nas Gruas, de Jeanne Waltz (C.R.I.M.)
Realizado por Miguel Gomes e produzido pela produtora Uma Pedra no Sapato, Grand Tour "retrata a história de Edward (Gonçalo Waddington), um funcionário público do Império Britânico, em Rangum, Birmânia, no ano de 1918. No dia da chegada da sua noiva Molly (Crista Alfaiate) para o casamento, Edward foge, dando início a uma jornada pela Ásia onde o pânico cede lugar à melancolia. Durante a viagem, ele reflecte sobre o vazio da sua existência e questiona o que terá acontecido a Molly. Determinada a casar-se, Molly decide seguir o rasto de Edward neste Grand Tour asiático".
O filme de Miguel Gomes já conquistou o prémio de Melhor Realização no Festival de Cannes e está também entre as 29 primeiras obras seleccionadas para os Prémios do Cinema Europeu e é candidato à categoria de Melhor Filme Europeu na 39.ª edição dos Prémios Goya, de Espanha. Grand Tour tem estreia marcada nos cinemas portugueses para o próximo dia 19 de Setembro.
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...








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