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domingo, 26 de fevereiro de 2023

'Ice Merchants', de João Gonzalez, venceu o Annie Award para Melhor Curta-metragem

O filme português Ice Merchants, de João Gonzalez, conquistou o prémio Annie para Melhor Curta-metragem na 50.ª edição dos Annie Awards - os mais importantes prémios norte-americanos de cinema de animação. 

Nas longas-metragens foi Pinocchio de Guillermo del Toro que se sagrou vencedor.

Ice Merchants tem ganho diversos prémios, um pouco por todo o mundo, e é o primeiro filme português nomeado para os Oscars, onde está na corrida pela estatueta para Melhor Curta-metragem de Animação.

A lista completa de vencedores dos Annie Awards pode ser consultada em https://annieawards.org/winners.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Crítica: Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas (2021)

"Find out what they're afraid of and sell it back to them."

Dr. Lilith Ritter

*6.5/10*

Em Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas, Guillermo del Toro segue as temáticas obscuras e místicas e adapta o romance de William Lindsay Gresham (que já tem precedente no cinema, no filme de 1947, protagonizado por Tyrone Power). As aberrações circenses que atraíam multidões, os mentalistas e os traumas do passado assombram as personagens e a narrativa, bem ao gosto de del Toro.

Após se juntar a um circo itinerante, o ambicioso Stanton Carlisle (Bradley Cooper) torna-se próximo da vidente Zeena (Toni Collette) e do seu marido mentalista Pete (David Strathairn). Com o conhecimento que os dois lhe transmitem, Stan encontra a chave para o sucesso, ludibriando a elite rica da sociedade de Nova Iorque dos anos 1940. Com Molly (Rooney Mara) lealmente ao seu lado, Stanton planeia enganar um perigoso magnata (Richard Jenkins) com a ajuda de uma psiquiatra misteriosa (Cate Blanchett) que pode passar rapidamente de aliada a adversária.

Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas não faz ressurgir um Guillermo del Toro primordial; longe da sua criatividade, o realizador tira o melhor partido de uma história que o intriga e explora os pontos que mais o inspiram: as macabras atracções circenses, o passado e a personalidade dúbia de Stanton, a psiquiatra femme fatal e todo o misticismo em torno da vida de enganos do protagonista. Explora as crenças e a questão metafísica, os traumas que assombram Stan, em sonhos e na realidade, bem como a sedução do dinheiro e dos vícios.

O que distingue verdadeiramente o filme de del Toro prende-se com todo o trabalho de direcção artística, direcção de fotografia e guarda-roupa (do luso-canadiano Luís Sequeira), com pormenores que a câmara capta com intenção bem definida, e numa fabulosa recriação da época, em que cada objecto (alguns bastante inesperados) tem a sua função no lugar em que se encontra.

No papel principal, Bradley Cooper assume um compromisso fiel com a sua personagem, numa entrega tão física como emocional. Um homem traumatizado e transtornado, que varia entre a ingenuidade e a ganância, a compaixão e a crueldade. 

Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas proporciona uma viagem pelo mundo das feiras itinerantes dos anos 40 e suas atracções, mas igualmente pela mente humana perturbada, doente e desesperada por perdão.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Sugestão da Semana #310

Hoje a Sugestão da Semana é a dobrar. Das estreias da passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme destaca os dois nomeados para o Oscar de Melhor Filme: A Forma da Água, de Guillermo del Toro, e Linha Fantasma, de Paul Thomas Anderson.

A FORMA DA ÁGUA


Ficha Técnica:
Título Original: The Shape of Water
Realizador: Guillermo del Toro
Actores: Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Doug Jones, Michael Stuhlbarg, Octavia Spencer
Género: Drama, Fantasia, Romance
Classificação: M/16
Duração: 123 minutos



LINHA FANTASMA


Ficha Técnica:
Título Original: Phantom Thread
Realizador: Paul Thomas Anderson
Actores: Daniel Day-Lewis, Lesley Manville, Vicky Krieps, Camilla Rutherford, Richard Graham, Jane Perry, Pip Phillips
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 130 minutos

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sugestão da Semana #73

Para esta semana, a sugestão recai num bom blockbuster de Verão, repleto de acção.

BATALHA DO PACÍFICO


Ficha Técnica:
Título Original: Pacific Rim
Realizador: Guillermo del Toro
Actores: Charlie Hunnam, Diego Klattenhoff, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day, Burn Gorman, Max Martini, Robert Kazinsky, Ron Perlman
Género: Acção, Aventura, Fantasia
Classificação: M/12
Duração: 131 minutos

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Crítica: Batalha do Pacífico / Pacific Rim (2013)

"Today we face the monsters that are at our door, today we are cancelling the apocalypse!"
Stacker Pentecost
*7/10*

O nome de Guillermo del Toro, só por si, chama todas as atenções e promete, sem dúvida, algo de grandioso. É o caso de Batalha do Pacífico, o blockbuster que, não sendo surpreendente, prima pela excelente capacidade de entretenimento e originalidade q.b.

Ninguém fica indiferente aos monstros “intra-terrestres” e aos robots criados pelos homens para os combater. Esta Batalha do Pacífico é grande e muito bem concretizada, cheia de acção e com um excelente toque de humor – até mesmo depois dos créditos.

Quando criaturas monstruosas – os Kaiju – começam a emergir do mar, tem início uma guerra que ameaça a humanidade. Para combater os Kaiju, os homens criam um novo tipo de arma, robots gigantes – os Jaegers – controlados simultaneamente por dois pilotos, cujas mentes estão presas numa ponte neutral. Quando até os Jaegers não estão à altura dos Kaiju, e à beira da derrota, tem de se convocar os melhores pilotos que ainda restam – entre eles um ex-piloto e uma inexperiente estagiária -, e que são a última esperança para salvar a humanidade.

2012 passou e o Apocalipse tomou uma nova forma este ano. As catástrofes de fim do mundo que nos trouxeram recentemente filmes como Procurem Abrigo (2012), Melancolia (2011),  Até que o Fim do Mundo nos Separe (2012) ou 4:44 Último Dia na Terra (2011), por exemplo, deram lugar a outro tipo de ameaças. Em 2013, há três filmes apocalípticos que se destacam: Esquecido, WWZ: Guerra Mundial e agora Batalha do Pacífico. É um facto que as ameaças à sobrevivência da humanidade estão mais fantasiosas – respectivamente, o típico domínio extra-terrestre, uma praga de zombies e os monstros intra-terrestres de Guillermo del Toro.


Comparações à parte – desde as semelhanças que têm vindo a ser apontadas com anime ou manga, ou mesmo com Godzilla -, certo e que há alguma originalidade neste blockbuster, recheado de acção e batalhas épicas. Longe está qualquer tipo de profundidade psicológica. Batalha do Pacífico é um filme que entretém, previsível e recheado de clichés, mas tem o toque autoral de del Toro que faz toda a diferença e vale por esses pequenos pormenores.