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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Estreias da Semana #396

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas oito novos filme. Campo, Lupo, Midsommar - O Ritual e Ousadas e Golpistas são algumas das estreias e já têm crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

A Hora da Saída (2019)
L'Heure de la sortie
O professor Capadis atira-se da janela da sala de aula perante o olhar incrédulo dos alunos. Apenas seis deles permanecem estranhamente insensíveis. Pierre Hoffman, o professor substituto, depressa se apercebe do comportamento estranhamente violento desse grupo unido de seis. Precoces e dotados de uma inteligência rara, os adolescentes espalham hostilidade e medo por toda a escola. O novo professor descobre a sua visão sombria de um futuro condenado e o desprezo em relação aos adultos impotentes que já não podem protegê-los. Aos poucos, desenvolve uma obsessão por estes jovens intrigantes. Mas a sua vida transforma-se num pesadelo ao descobrir o extremo e perigoso objectivo do grupo.

Campo (2018)
A palavra "campo" vem do latim capere (capturar). Na Antiguidade, nos arredores de Roma ficava o "Campo de Marte", o terreno onde se treinavam os soldados. Hoje, nos arredores de Lisboa, fica a maior base militar da Europa. Neste campo, militares treinam missões fictícias, enquanto astrónomos observam estrelas e um rapaz toca piano para veados selvagens que espreitam os homens à noite. Campo reflecte sobre a natureza das coisas, físicas e humanas, transcendentes e mundanas, que aqui se confundem e completam.

Lupo (2018)
Um retrato documental sobre a vida de Rino Lupo, um dos pioneiros do cinema europeu e a sua morte trágica. Sete países, três pseudónimos, duas famílias e, emprego após emprego, Lupo foi alguém que fez o oposto do que a sociedade esperava. Um contador de histórias com uma veia rebelde, um realizador irrequieto com um sentido de aventura.

Midsommar
Um jovem casal viaja até à Suécia para visitar a cidade natal de um amigo e participar nas festividades tradicionais do meio do Verão. Mas o que começa como um retiro idílico rapidamente passa a ser uma competição violenta e bizarra às mãos de um culto pagão.

O Conto das Doninhas (2019)
El cuento de las comadrejas
Uma estrela da idade de ouro do cinema, um actor no crepúsculo da vida, um argumentista frustrado e um antigo realizador fazem o possível para preservar o mundo que criaram numa antiga mansão antes da chegada de dois jovens aventureiros que representam uma enorme ameaça.

Hustlers
A partir de um artigo de fundo publicado na New York Magazine, Hustlers conta como um grupo de strippers de um clube no turno de Nova Iorque empreendeu um elaborado esquema de vingança contra os corre tores de Wall Street que as enganaram.

Parasitas (2019)
Gisaengchung
O filme destaca as desigualdades entre classes sociais, aproveitando a história fictícia, mas realista, de duas famílias muito diferentes: os empobrecidos Ki-taeks, quase todos desempregados, e a rica família do Sr. Park, dono de uma empresa de informática. Quando o filho de Ki-taek usa um certificado falsificado e consegue emprego a ensinar inglês à filha de Park, o contacto entre as duas famílias leva a uma série de contratempos que não deixam ninguém incólume.

Rambo: A Última Batalha (2019)
Rambo: Last Blood
Quando a filha da sua governanta é sequestrada, Rambo cruza a fronteira dos EUA com o México para levá-la para casa, mas depara-se com a força de um dos mais implacáveis cartéis do México.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Crítica: Ousadas e Golpistas / Hustlers (2019)

"We're a family now. A family with money!"
Ramona


*7/10*

Um conjunto de mulher bonitas e resolvidas num filme que conta a história das strippers que deram o golpe a vários correctores de Wall Street. O crime aconteceu na realidade e Ousadas e Golpistas (Hustlers), de Lorene Scafaria, dá a conhecer as personagens que orquestraram um esquema onde, de certeza, ninguém estará a torcer pelas "vítimas".

A partir de um artigo de fundo publicado na New York Magazine, Ousadas e Golpistas conta como um grupo de strippers de um clube nocturno de Nova Iorque empreendeu um elaborado esquema de vingança contra os correctores de Wall Street.

A crise de 2008 arrasou a vida destas mulheres que ganhavam a vida nos clubes de strip. O número de clientes, que podem e querem pagar bem, reduz drasticamente e o trabalho escasseia. Estas mulheres entram em falência com os seus clubes aquando da crise. As dificuldades sucedem-se, até que surge a oportunidade de se reerguerem. 


Ousadas e Golpistas é claro em demonstrar as dificuldades iniciais da vida de uma stripper, através da personagem Dorothy/Destiny de Constance Wu. É quando conhece Ramona Vega (Jennifer Lopez) que a sua vida se transforma, para o bem e para o mal.

Elas gostam de poder, de controlo e de dinheiro. Acima de tudo, querem poder dar o melhor às suas famílias. Os correctores de acções tornam-se então o seu alvo. Afinal, como se pode ter pena de homens que arruinaram o país e não foram punidos? Moralmente, elas não estão a fazer nada que eles não merecessem, mesmo que seja ilegal. Ousadas e Golpistas consegue assim pôr-nos do lado das criminosas.

Nas interpretações, o  destaque vai para Constance Wu, na pele de uma mulher muito realista, que luta pelos seus e sabe bem o que quer. Frágil mas decidida, a protagonista faz uma excelente dupla com a poderosa Jennifer Lopez. Esta, apesar dos rasgados elogios da crítica, não faz nada que já não tenhamos visto. Tem um papel muito físico que terá exigido alguma dedicação mas não é inesquecível.


Visualmente, a longa-metragem de Lorene Scafaria emana sensualidade, luz e cor - mesmo que se passe maioritariamente à noite. É vibrante, conduz-nos por alguns planos sequência, tem uma montagem ritmada e dinâmica que cativa, e utiliza o humor nos momentos certos.

Ousadas e Golpistas transpira feminilidade por todos os poros, com um leque de actrizes multi-cultural, uma realizadora ao comando e um women power contagiante.