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domingo, 4 de novembro de 2012

Sugestão da Semana #36

Mais uma sugestão da semana a chegar. Desta vez, de entre os filmes estreados na passada Quinta-feira, o destaque vai para um excelente documentário.




Ficha Técnica:
Titulo Original: Shut Up and Play the Hits
Realizador: Will Lovelace e Dylan Southern
Género: Documentário, Musical
Classificação: M/12
Duração: 108 minutos

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Estreias da Semana #36

Sete são as estreias deste feriado do 1 de Novembro, com filmes para os mais variados gostos.

A Moral Conjugal (2012)
De Portugal, A Moral Conjugal chega aos cinemas. Manuela é uma sensual delegada de propaganda médica que vive habituada a trilhar os caminhos da infidelidade, envolvendo-se inconsequentemente com médicos. Suspensa entre o sonho de um grande amor e uma vida de conforto, oscila num limbo entre um homem que tem que ataques de pânico cada vez que se apaixona e um terrorista romântico que jamais perdoará uma traição. Numa escalada de ansiedade, mentira e criatividade Manuela vai tentar evitar desesperadamente as consequências conjugais.

As Palavras (2012)
The Words
Um escritor no auge de seu sucesso literário descobre o alto preço que vai pagar por roubar o trabalho de outro homem. Bradley Cooper protagoniza este As Palavras.

Actividade Paranormal 4 (2012)
Paranormal Activity 4
Passados cinco anos do desaparecimento de Katie e Hunter, uma família suburbana começa a testemunhar estranhos acontecimentos quando uma mulher e o seu misterioso filho se mudam para o bairro. O quarto filme de Actividade Paranormal chega esta Quinta-feira aos cinemas.

César deve morrer (2012)
Cesare deve morire
Depois de passar pelo Doclisboa'12, agora César deve Morrer estreia no circuito comercial de cinema. Numa sala de teatro na prisão de Rebibbia em Roma, uma encenação de Júlio César de Shakespeare chega ao fim no meio de grandes aplausos. As luzes baixam e os actores, que se transformam novamente em presos, são acompanhados às suas celas.

Dos Homens sem Lei (2012)
Lawless
Com um elenco de luxo (Shia LaBeouf, Tom Hardy, Jessica Chastain, Mia Wasikowska, Guy Pearce ou Gary Oldman) e realizado por John Hillcoat, Dos Homens Sem Lei é a verdadeira história dos infames irmãos Bondurant, contrabandistas do estado da Virgínia que tentaram a sua sorte durante a lei seca. Neste épico de foras da lei, inspirado nos contos verídicos de Matt Bondurant, retratados no romance The Wettest Country In the World, a lealdade dos três irmãos é posta à prova num dos mais notórios cenários de crime da história dos EUA.

Manteiga (2011)
Butter
Laura Pickler, esposa de Bob, o histórico campeão de esculturas de manteiga do Iowa, tem gozado, durante 15 anos, do destaque de ser a bonita e leal companheira do campeão estadual. Mas quando Bob é pressionado a retirar-se para dar hipótese de glória a outra pessoa, Laura fica indignada por perder o seu prestigio e decide entrar na competição. Apesar de ser a primeira a inscrever-se, vê as suas hipóteses de vitória caírem por terra com a chegada de outro candidato: Destiny, uma rapariga de 10 anos, filha adoptiva do casal Julie e Ethan. Brooke, uma stripper e pretendente a amante de Bob, entra igualmente na competição, acompanhada pela sua fã Carol-Ann. Obrigada a enfrentar três adversários, ridicularizada pela sua enteada Kaitlen e furiosa com o marido, Laura resolve fazer tudo o que for preciso para ganhar. Mesmo que isso signifique recorrer à sabotagem e recrutar o seu ex-namorado Boyd como co-conspirador.

O Fim dos LCD Soundsystem (2012)
Shut Up and Play the Hits
A 2 de Abril de 2011 os LCD Soundsystem deram o seu último concerto com casa cheia. James Murphy tomou a decisão de acabar com uma das mais célebres e influentes bandas da sua geração no auge da popularidade, assegurando que a mesma se retirava em grande, com o maior e mais ambicioso concerto da sua carreira, que esgotou rapidamente. Foram quatro horas emocionantes que levaram os milhares de espectadores às lágrimas, de alegria e de tristeza. Shut Up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem acompanha o último concerto da banda no Madison Square Garden, e o dia seguinte do vocalista James Murphy.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Crítica: Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem (2012)


*9/10*
Um espectacular e comovente documentário sobre o fim dos LCD Soundsystem que acompanha o último concerto da banda no Madison Square Garden, e o dia seguinte do vocalista James Murphy. Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem é, para além de tudo isso, uma experiência visualmente soberba e passou na passada Quinta-feira, no Lux, no âmbito da programação do Doclisboa’12. O filme tem estreia comercial agendada para dia 1 de Novembro no Cinema Nimas.


Os realizadores Will Lovelace e Dylan Southern fizeram, sem dúvida, a melhor opção ao acompanhar o anunciado fim da banda norte-americana. A 2 de Abril de 2011 os LCD Soundsystem deram o seu último concerto com casa cheia. Murphy tomou a decisão de acabar com uma das mais célebres e influentes bandas da sua geração no auge da popularidade, assegurando que a mesma se retirava em grande, com o maior e mais ambicioso concerto da sua carreira, que esgotou rapidamente. Foram quatro horas emocionantes que levaram os milhares de espectadores às lágrimas, de alegria e de tristeza.

Primeiramente, não é preciso ser fã dos LCD Soundsystem para ver o documentário, longe disso. A longa-metragem consegue emocionar-nos, mesmo que pouco tenhamos ouvido falar da banda, cujo fim chegou cedo demais. Todo o ambiente parece preparado para nos envolver nas emoções e sentimentos que passam na cabeça de Murphy, de forma a nos contagiarmos por eles. O que ele sente e a explicação das suas opções vão-nos sendo apresentadas através de uma entrevista, dias antes do concerto, e quando entramos na sua intimidade, acompanhando-o ao longo do dia seguinte à grandiosa despedida da banda.


Na entrevista que vai acompanhado os vários momentos do documentário, James Murphy vai-se dando a conhecer, ao mesmo tempo que parece encontrar respostas para si mesmo. Ele que toma a decisão de acabar com os LCD Soundsystem, por diversos motivos, entre eles o não querer ser “famoso” ou o querer ter uma família, acaba por se deparar com um dilema, assumindo que o maior fracasso da banda tenha sido, talvez, acabar.

Visualmente, Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem é brilhante. Planos intimistas nos momentos certos, e que mostram o vazio do dia seguinte, tanto ainda em casa de James Murphy, quando este acaba de acordar, sempre na companhia do seu cão, ainda meio perdido no meio das muitas emoções do dia anterior; como no inesquecível momento em que regressa ao local onde se encontra todo o material da banda, e onde as câmaras nos aproximam do desconforto e tristeza que o vocalista vive naquele espaço de recordações. Por outro lado, a alegria, luz, cor e movimento das imagens do concerto, onde assistimos a músicas inteiras da banda, alternando entre imagens do público, já saudoso, em êxtase, e dos elementos dos LCD Soudsystem a dar o tudo por tudo em cima do palco, para tornar o momentos inesquecível. Os muitos planos picados do público criam um impacto muito forte na visualização das imagens do concerto, a par da utilização da luz, tornando toda esta experiência ainda mais electrizante. Para tal, muito contribuem também os planos que percorrem o público no recinto, culminando no palco, em James Murphy.


São muitos os temas completos tocados no Madison Square Garden, a que assistimos na íntegra, mas, muito mais do que um filme-concerto, Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soudsystem é um retrato do próprio vocalista e de como este lida com o final, que ele próprio escolheu, do grupo musical. O tema final New York, I Love You But You’re Bringing Me Down espelha todas as emoções de um último tema tocado ao vivo, não só da parte de Murphy mas de todos os elementos da banda. Um mix de emoções, bem à flor da pele, lágrimas, sorrisos e memórias de dez anos que terminam ali.

“Se é um funeral… que seja o melhor de sempre!” é a máxima que serve não só para o derradeiro concerto, mas também para este Shut up and Play the Hits: O fim dos LCD Soudsystem: provavelmente ambos estão entre os melhores de sempre.


Crítica originalmente publicada no Espalha-Factos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Estrear: Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem

"Se é um funeral... que seja o melhor de sempre!"

Um espectacular e comovente documentário sobre o fim dos LCD Soundsystem que acompanha o último concerto da banda no Madison Square Garden, e o dia seguinte do vocalista James MurphyShut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem é, para além de tudo isso, uma experiência visualmente soberba.


Foi a 2 de Abril de 2011 que os LCD Soundsystem deram o seu último concerto. Murphy tomou a decisão de acabar com uma das mais célebres e influentes bandas da sua geração no auge da popularidade, assegurando que a mesma se retirava em grande, com o maior concerto da sua carreira, que esgotou rapidamente. O concerto de quatro horas levou os milhares de espectadores às lágrimas, de alegria e de tristeza.

A longa-metragem consegue emocionar-nos também a nós, que assistimos a este fim que chegou cedo demais. As explicações e emoções de Murphy vão-nos sendo apresentadas através de uma entrevista, dias antes do concerto, e ao entrarmos na sua intimidade, acompanhando-o ao longo das horas seguintes à grandiosa despedida da banda.


No dia 25 de Outubro, às 23h00, Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem tem exibição no Doclisboa, em múltiplos ecrãs no Lux. O filme tem estreia comercial a 1 de Novembro, no Cinema Nimas. Em breve, a minha crítica estará aqui e no Espalha-Factos.