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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sugestão da Semana #292

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Good Time, de Ben e Joshua Safdie. Robert Pattinson é o protagonista.

GOOD TIME


Ficha Técnica:
Título Original: Good Time
Realizadores: Ben e Joshua Safdie
Actores: Robert Pattinson, Jennifer Jason Leigh, Barkhad Abdi, Ben Safdie, Marcos A. Gonzalez, Cliff Moylan, Rose Gregorio, Shaun Rey, Taliah Webster
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 101 minutos

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sugestão da Semana #283

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Pesadelo em Férias. Pode ser um filme como tantos outros ou uma autêntica desilusão mas, em tempo de férias, o cérebro também precisa de descansar...

PESADELO EM FÉRIAS


Ficha Técnica:
Título Original: Extortion
Realizador: Phil Volken
Actores: Eion Bailey, Bethany Joy Lenz, Barkhad AbdiDanny Glover
Género: Acção, Aventura, Crime
Classificação: M/14
Duração: 108 minutos

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: Os Actores Secundários

O dia 2 de Março aproxima-se a passos largos e chovem opiniões e previsões sobre nomeados e possíveis vencedores dos Oscars 2014. Como de costume, farei uma breve análise dos nomeados das principais categorias, ordenando-os por ordem de preferência. Comecemos pelos actores secundários.

1. Jared Leto em O Clube de Dallas (Dallas Buyers Club)
Jared Leto passa anos sem fazer cinema, mas quando o faz prova que devia apenas e só dedicar-se à Sétima Arte. Pode ser que o Oscar o faça reconsiderar. Para esta personagem, o actor perdeu cerca de 14 kg. Sem preconceitos, o actor entregou-se a uma personagem polémica, um transexual com SIDA e toxicodependente. Ele é Rayon, o maior aliado do protagonista de O Clube de Dallas na luta pela vida. Leto oferece-nos uma interpretação delicada, mas fenomenal, numa batalha contra a sociedade, a doença, o vicio e a rejeição da família.

2. Michael Fassbender em 12 Anos Escravo (12 Years a Slave)
Ainda não deve ser desta que Fassbender leva o Oscar para casa. Colocando-o ao lado de Leto, quase não consigo dizer qual o mais fabuloso na sua personagem. Como Epps, Fassbender é louco, implacável, completamente desequilibrado, mas ao mesmo tempo frágil na sua demência. Odiamos a sua personagem pela crueldade que comporta, mas aplaudimos de pé o grande actor capaz de incorporá-la de corpo e alma.

3. Barkhad Abdi em Capitão Phillips (Captain Phillips)
Estreante no cinema, Abdi presenteia-nos com uma personagem curiosa, que alia pobreza, brutalidade e fragilidade como poucas. Apesar de tudo, estaremos sempre a torcer também por ele ao longo de Capitão Phillips. Faltou-lhe, todavia, um pouco mais de entrega para ser um dos melhores desta lista de nomeados. Provavelmente fará melhor em futuros projectos.

4. Jonah Hill em O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
Jonah Hill provou que, com DiCaprio, forma uma das mais hilariantes duplas do cinema. Nomeação muito merecida pelo grande trabalho que faz em O Lobo de Wall Street, não consegue contudo superar os desempenhos de Leto, Fassbender e Abdi.

5. Bradley Cooper em Golpada Americana (American Hustle)
Cooper oferece-nos uma interpretação divertida - especialmente pelo visual original que não dispensa a permanente - em Golpada Americana, mas que não passa muito disso mesmo. Continua por provar se o actor é realmente capaz de nos surpreender.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Crítica: Capitão Phillips / Captain Phillips (2013)

"I'm the captain now." 
Muse
*7/10*

Tom Hanks chega ao comando do navio e mergulha em mais uma interessante prestação como Capitão Phillips, no filme de Paul Greengrass. Capitão Phillips está nomeado para seis Oscars da Academia, incluindo Melhor Filme, mas, inesperadamente, escaparam ao protagonista e ao realizador as nomeações nas suas categorias.

A longa-metragem é baseada na história verídica do Capitão Richard Phillips e do assalto ao navio US MV Maersk Alabama por piratas da Somália, em 2009, o primeiro navio de carga a ser assaltado em 200 anos.

O argumento é actual, baseado num acontecimento real - quase regra ultimamente -, mas não traz grandes novidades ao cinema. Ainda assim, a narrativa é empolgante e está construída de forma a que sintamos a tensão que se vive entre piratas e tripulação e, inevitavelmente, chegaremos a temer pela vida de Phillips. Curiosa é a empatia que sentiremos igualmente por Muse, o pirata interpretado por Barkhad Abdi. Apesar de comandar o grupo de rebeldes, demonstra inexperiência e mesmo alguma ingenuidade, nunca conseguindo impor-se perante os seus colegas

Dos pontos mais curiosos da narrativa é a troca de posições que acontece entre Phillips e Muse, com o segundo a tomar o lugar de Capitão e ditar as ordens. "I'm the captain now", afirma de arma em punho, e, a partir dali, o jovem somali passa a deter o controlo da situação - ou assim o quer, contra todas as tentativas da tripulação de Phillips para colocar a vantagem do seu lado.


A partir do momento em que se sente a presença dos barcos dos somalis a perturbar a tranquila viagem do cargueiro, Phillips toma as medidas recomendadas para evitar que a sua embarcação seja atacada. Dos contactos de alerta - incrivelmente desvalorizados pela polícia marítima naquela altura em que os ataques eram menos comuns -, à activação de todas as medidas preventivas, a actividade torna-se frenética e a ansiedade das personagens é transmitida ao espectador, até que o inevitável acontece.

Tom Hanks veste na perfeição a pele do protagonista Phillips. A tensão que se gera, o medo que se apodera dele e a força de vontade em zelar pela vida dos seus subordinados, acima de tudo, mostra como Hanks é convincente e não deixa nenhum papel ficar mal. Por seu lado, o estreante Abdi - nomeado para Melhor Actor Secundário - presenteia-nos com uma personagem que alia pobreza, brutalidade e fragilidade como poucas.

A câmara móvel coloca-nos no cenário - quer no cargueiro, quer no salva-vidas onde grande parte do filme acontece -, sentimos o balanço do barco e a tensão apodera-se igualmente de nós. O trabalho de som é competente e adensa o ambiente pesado e o suspense.


Capitão Phillips não é um marco no cinema, mas revela-se um bom thriller e faz-nos temer. Paul Greengrass mostra-se à altura do desafio de contar uma história a quem não a viveu, e os actores incorporam o terror que, não tão estranhamente assim, se vive de ambos os lados: piratas e capitão - e mesmo na plateia.