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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

LEFFEST'16: Animais Noturnos / Nocturnal Animals (2016)

"Do you ever feel like your life is turning into something you never intended?"

Susan
*9/10*

Estética, montagem e argumento fundem-se num filme uno, sofisticado e marcante. Tom Ford dota de elegância o seu trabalho - não só na moda, mas também no cinema - e, depois de Um Homem Singular, Animais Noturnos segue a mesma linha, num ambiente bem mais obscuro e violento.

A longa-metragem apresenta-nos a Susan (Amy Adams), dona de uma galeria de arte, que se vê assombrada pelo livro do seu ex-marido, um thriller violento que ela interpreta como um conto de vingança cheio de simbologia relacionada com a separação de ambos.

Muito mais do que um história de amor, em que a primeira paixão regressa muitos anos depois, Animais Noturnos é literatura, é moda, é arte, é cinema, é vingança. Uma inquietude insistente teima em nos acompanhar e nós, no fundo, não queremos que ela nos largue.


Animais Noturnos oferece-nos a história principal e aquela que Susan vai lendo, a acção está dentro da acção. Edward (Jake Gyllenhaal), o ex-marido, é o fantasma que assombra as duas narrativas de Animais Noturnos, ele é o motor, a causa, o desencadear de toda a acção. Ele é o passado, o presente e, quem sabe, o futuro de Susan. É a ficção e a realidade.

A construção da acção é certeira ao criar suspense e incerteza a cada momento. As imagens sugam-nos a atenção, são violentas e apaixonantes. E a realidade de Susan, noctívaga, triste, sóbria e elegante, contrasta totalmente com as cores vivas e cheias de Sol do romance que lê. Uma vingança em cores quentes oferecida a uma mulher gelada.


A par da realização, a montagem de Joan Sobel e a direcção de fotografia de Seamus McGarvey fazem um trabalho soberbo. É hipnotizante a forma como McGarvey ilumina as cenas nocturnas, como potencia a pouca luz de que dispõe, captando planos absorventes. A acompanhar as imagens, a banda sonora de Abel Korzeniowski deixa-nos embalados entre a nostalgia e a tensão das leituras e do passado de Susan. Ainda o guarda-roupa e o design de produção estão repletos de exuberância - como as obras de arte com que Susan trabalha -, num esgar irónico do realizador para todo o mundo de aparências que Animais Noturnos critica.

E como tudo é grandioso neste filme, falta falar nos actores. Num elenco cheio de talento e personagens complexas, destaque para Amy Adams, como talvez nunca a tenhamos visto: madura, triste, magoada, solitária, totalmente insatisfeita com as opções que tomou. Vive das aparências que criticava em jovem, entre sonhos desfeitos e assombrada por um passado que não quer lembrar. É com ela que lemos o livro do ex-marido, seguimos as suas reacções, as suas mudanças. Ao seu lado, numa dupla interpretação de tirar o fôlego (tem coleccionado muitas nos últimos anos), Jake Gyllenhaal é Edward e Tony e, em ambos, se entrega de corpo e alma. Entre o homem frágil que clama por vingança e o sensível destroçado que agora regressa à vida de quem o atraiçoou, o actor não descuida nenhum papel. Ainda dignos de nota são Aaron Taylor-Johnson, na pele do marginal doentio Ray, e Michael Shannon, o incansável polícia texano Bobby.


Num mundo de aparências, mentiras e traições, haverá forma de recuperar os erros do passado e alcançar a redenção? Animais Noturnos responde-nos em toda a sua subtil exuberância, na sua crueldade viciante.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

LEFFEST'16: Dogs / Câini (2016)

*7.5/10*

Bogdan Mirica estreou-se nas longas-metragens com Dogs, sem medo de embarcar numa Roménia desolada e sem lei. O filme faz parte da Competição do Lisbon & Estoril Film Festival.

Roman, um rapaz da cidade, viaja até uma aldeia remota da Roménia para vender a terra que herdou do seu avô. À chegada, Roman depara-se com uma série de estranhos acontecimentos que lhe revelam que o avô era, afinal, um criminoso muito poderoso na região. Para vender a terra, o jovem tem de enfrentar os representantes do seu avô, agora liderados por Samir, um tártaro afável e carismático. Entretanto, Hogas, um agente da polícia, investiga o misterioso aparecimento de um pé amputado, mas a sua verdadeira intenção é a de vingar-se a todo o custo de Samir, o seu eterno rival.

Um lugar esquecido no tempo, de terrenos até perder de vista, uma casa sem água canalizada, guardada por uma cadela chamada Polícia. Ingredientes suficientes para nos deixar curiosos, a nós e a Roman, que se perde entre a caça aos faróis de carros que vê ao longe, no seu terreno, e aos javalis ameaçadores que a circundam.


Roman surge como um intruso nos estranhos negócios do grupo do seu falecido avô - uma espécie de máfia na zona. O seu interesse em vender casa e terrenos não deixam ninguém satisfeito, e o suspense começa. É à noite que os segredos bem guardados naquelas terras espreitam, para lá da vedação que cerca a casa. E é neste jogo do escuro da noite e da luz das lanternas e faróis que todo o ambiente, já de si incómodo e inseguro, se adensa mais ainda, cada vez mais inquietante.

Dogs é violento e inesperado, feito de silêncios que anunciam medos e perigos. Quem está sempre alerta é mesmo a nossa Polícia - o animal -, em contraste com a polícia da região, cada vez com menos recursos, apesar dos esforços do agente Hogas.


A planície até perder de vista, com estradas de terra batida, a noite escura e as lanternas que espreitam e pouco a iluminam, as luzes dos faróis, o pó que as rodas levantam, todos são bons elementos para fabricar planos marcantes e intensos para o espectador. O director de fotografia Andrei Butica faz um trabalho excelente, potenciando ao máximo a beleza da desolação do local. Por seu lado, Mirica captura essa beleza em planos longos e contemplativos.

Bogdan Mirica criou um filme duro, com alguns momentos de humor, onde a crítica sócio-política está bastante presente, a corrupção domina e a lei parece não conseguir impor-se. Uma excelente estreia do realizador romeno. A Roménia rural de Dogs, pode dizer-se, não é para os novos.

sábado, 5 de novembro de 2016

LEFFEST'16: Elle (2016)

"I killed you by coming here"
Michèle
*8/10*

Doentio, perturbador e viciante, assim é Elle, de Paul Verhoeven. A longa-metragem partilha algumas características com a sua protagonista. Cuidado com ela!

Michèle (Isabelle Huppert) aparenta ser indestrutível. É directora de uma grande empresa de vídeo-jogos, adopta uma atitude implacável tanto nos negócios como na sua vida amorosa. Quando é atacada em casa por um assaltante desconhecido, a vida de Michèle muda para sempre. Persegue-o resolutamente e os dois acabam por ser arrastados para um jogo singular e emocionante, que pode, a qualquer momento, fugir do seu controlo.

Verhoeven regressa sem se desapegar da violência e da sensualidade. As personagens são misteriosas, escondem segredos escabrosos, vivem de aparências. Sem moral, sem valores, sem dignidade. Ninguém é bom, mas todos nos conquistam a atenção e aguçam a curiosidade sobre o seu passado. Em especial, claro, a nossa protagonista Michèle, a mulher de meia idade que vive sozinha numa casa enorme com o seu gato (figura de especial simbolismo), divorciada, mas surpreendentemente sexual.


Michèle - Elle - tem uma aparência tão frágil que contrasta com a frieza de carácter que é a sua maior arma. Ela é agredida e não reage como se espera, é imprevisível. Todos são psicologicamente complexos neste filme: a protagonista, marcada fortemente por um macabro episódio da sua infância,  o agressor, que encontra o prazer na violência, o filho de Michèle, que procura ser pai a todo o custo, entre tantos outros casos que conhecemos ao longo do filme

Verhoeven volta à ribalta com força e, mesmo que em alguns momentos o argumento possa ser pouco original, não queremos tirar os olhos do ecrã, com a câmara a conduzir-nos no suspense e na loucura.


Por seu lado, Isabelle Huppert mostra como é uma das melhores actrizes da sua geração e está preparada para todos os papéis, sem pudor, cheia de entrega. Fria, inteligente, matreira, egoísta, perturbada, ela conquista-nos a nós e a todos os que a rodeiam. Ninguém lhe resiste, ninguém lhe faz frente.

Elle está em Competição no Lisbon & Estoril Film Festival. Foi hoje exibido às 15h30, no Casino Estoril, e repete esta noite, às 22h00, na sala 4 do Monumental.

LEFFEST'16: Essential Killing – Matar para Viver (2010)

*6.5/10*

Do conceituado realizador polaco Jerzy Skolimowski (The Departure, 1967; The Shout, 1978; Moonlighting, 1982; The Light Ship, 1985), este filme é um thriller perturbador, onde a luta pela sobrevivência se sobrepõe a qualquer outro valor e onde os instintos mais primitivos vêm ao de cima (como o próprio título indica). Apesar da temática da guerra estar inevitavelmente presente, bem como as questões políticas a si associadas, estas não são, de todo, a alma do filme.

A fotografia e os cenários deslumbrantes, a que se junta a realização de Skolimowski e a incrível interpretação de Vincent Gallo, fazem esquecer por momentos o argumento pouco forte, que deixa a desejar.

Essential Killing – Matar para Viver pretende mostrar Mohammed (Vincent Gallo) que, após matar três soldados americanos no Afeganistão, é capturado pelo exército americano e transferido para uma base militar na Europa. Contudo, a carrinha onde é transportado despista-se e Mohammed consegue fugir, refugiando-se numa floresta gelada, onde terá de lutar pela sobrevivência, tentando escapar do exército que o continua a querer capturar, ao mesmo tempo que tem de enfrentar outros perigos.


O argumento de Skolimowski e de Ewa Piaskowska, apesar de interessante, não se revela suficiente. Há muito pouca história e não se cria uma ligação ao protagonista que, a meu ver, seria necessária. Assiste-se a toda a luta de Mohammed pela sobrevivência, perante situações arrepiantes que, de uma forma ou de outra, irão mexer com as emoções de quem assiste, todavia, não se conhece a história do protagonista.

O seu passado é apresentado de forma muito ténue, através de flashbacks, recordando a mulher e o filho. Nada mais se sabe sobre o seu passado, se cometeu algum outro crime, não se percebe porque é que as tropas americanas o querem capturar vivo, que segredos ele saberá… Tudo isto são questões que se vão colocando e que nunca serão respondidas. Mais ainda, Essential Killing não dá quaisquer dados objectivos quanto ao espaço, apesar de ser intencional por parte do realizador, facto é que também não ajuda à compreensão do filme.


Quanto às questões políticas que, como referi, não são o que interessa “reter” aqui, elas estão presentes e não se lhes consegue ficar indiferente. A forma como os homens capturados são tratados (e torturados) dá que pensar e não deixa de levantar polémica.

Filmado em Israel, Polónia e Noruega, a longa-metragem apresenta cenários incríveis, tanto no que respeita às paisagens geladas europeias, como aos tons quentes do médio oriente. Aliada a isso, a direcção de fotografia, a cargo de Adam Sikora, está brilhante. A realização de Jerzy Skolimowski utiliza frequentemente a handcamera e proporciona uma experiência diferente ao público que, por vezes, está a “ver” o mesmo que o protagonista e, em outras, o segue. Vive-se o filme tão intensamente, ao ponto de se tornar “sufocante”, no melhor sentido possível.

A interpretação de Vincent Gallo é fabulosa, apesar de não lhe ouvirmos sequer uma fala. É surpreendente como o actor, apesar de não falar, consegue transmitir tudo o que é preciso. E, afinal, um homem à margem da sociedade, para quem tudo vale para sobreviver, precisaria dizer o que mais que as imagens já por si não dissessem? Trata-se de um desempenho forte, selvagem e perturbador.


Apesar de Essential Killing – Matar para Viver não ser brilhante, sendo o argumento o grande responsável pela desilusão que o filme pode provocar, há um conjunto de pontos fortes, principalmente em termos visuais, que valem a pena ser apreciados. Não é, claramente, um filme para todos, mas o choque que algumas cenas provocam apenas demonstra como o Homem pode tornar-se animalesco quando a sobrevivência está em jogo.

Texto originalmente publicado em https://espalhafactos.com/2011/06/23/missao-sobreviver/ a 23 de Julho de 2011, por ocasião da estreia comercial do filme. Recupero-o agora dada a sua exibição no LEFFEST'16, na Retrospectiva de Jerzy Skolimowski.

sábado, 29 de outubro de 2016

LEFFEST'16: Monica Bellucci, Gérard Depardieu e Fanny Ardant marcam presença no festival

Monica Bellucci, Gérard Depardieu e Fanny Ardant são presenças confirmadas na 10.ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival, juntando-se aos restantes convidados já anunciados.

O Divã de Estaline, de Fanny Ardant, tem estreia mundial marcada no Lisbon & Estoril Film Festival 2016 e contará com a presença da realizadora e do protagonista Gérard Depardieu. Já Monica Bellucci virá apresentar Malèna, um filme protagonizado e escolhido por si, e conversar com o público. 

O Divã de Estaline conta ainda no elenco com nomes como Emmanuelle Seigner, Joana de Verona e Paul Hamy. O filme adapta para o cinema o romance de Daniel BaltassatLe divan de Staline, e foi rodado integralmente em Portugal. A longa-metragem tem estreia no LEFFEST no dia 13 de Novembro, às 15h30, no Cinema Medeia Monumental, Sala 4, e será apresentada pela realizadora e pelo protagonista. 

A escolha de Monica Bellucci, Malèna, é um filme de Giuseppe Tornatore e conta uma história passada durante a Segunda Guerra Mundial, numa pequena vila na Sicília, Castelcuto. Ali vive Renato, um rapaz de 13 anos que, de repente, tem a sua vida radicalmente transformada por uma descoberta que irá marcá-lo para sempre. A longa-metragem será exibida no dia 5 de Novembro, às 14h00, na Sala 4 do Cinema Medeia Monumental. Haverá tempo também para uma conversa com a actriz sobre a sua carreira. Bellucci estará ainda presente na Gala de Abertura do festival. 

Muito já se especulava sobre a possível presença de Bellucci, com um dos seus filmes no programa do festival (On The Milky Road, o mais recente filme de Emir Kusturica) e após as notícias de ter recentemente comprado casa em Lisboa.

Mais informações sobre o LEFFEST, aqui.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LEFFEST'16: Programa e convidados anunciados

A comemorar uma década de existência, o Lisbon & Estoril Film Festival regressa de 4 a 13 de Novembro com antestreias e convidados, percorrendo, como de costume, mais artes para além da sétima.


O Herói de Hacksaw Ridge de Mel Gibson, fará as honras de abertura do LEFFEST'16 e Nocturnal Animals, de Tom Ford, será o filme de encerramento. Dentro das principais títulos Fora de Competição, encontramos ainda Uma História Americana, de Ewan McGregor, Até Nunca, de Benoit Jacquot, Bacalaureat, de Cristian Mungiu, Certain Women, de Kelly Reichardt, Gimme Danger e Paterson, de Jim JarmuschLa Fille Inconnue, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, Ma Loute, de Bruno Dumont, On the Milky Road, de Emir Kusturica, Os Belos Dias de Aranjuez de Wim WendersThe Salesman, de Asghar Farhadi, entre outros. Em Competição encontramos títulos como American Honey, de Andrea Arnold, Dogs, de Bogdan Mirica, Nocturama, de Bertrand Bonello, ou Elle, de Paul Verhoeven, por exemplo.

Jean-Luc Godard, Jerzy Skolimowski, Emir Kusturica, Teresa Villaverde, Pascal Bonitzer, Agustin Díaz Yanes e Daniel Rosenfeld serão alvo de homenagens e retrospectivas das suas obras, nesta edição.

Este ano, o LEFFEST comemora os 30 anos do filme Blue Velvet, de David Lynch, cuja projecção fará parte do programa, bem como a exibição Blue Velvet Revisited, de Peter Braatz. Na secção Descobertas, destaque para o novo filme de Gabe Klinger, Porto, e para O Bosque dos Quincôncios, do actor Grégoire Leprince-Ringuet.


O habitual Simpósio Internacional, este ano com o tema "Godard Vu Par...", vai realizar-se na Sala Luís de Freitas Branco, no CCB, nos dias 11, 12 e 13 de Novembro. Os realizadores Alex Ross Perry, Benoît Jacquot, Daniel Rosenfeld, Jerzy Skolimowski, Olivier Assayas, entre outros cineastas, ensaístas e críticos, participarão no simpósio.

Haverá ainda espaço para um Encontro Internacional de Escolas de Cinema, muita música, literatura (o poeta Adonis vem lançar a antologia poética O Arco-Irís do Instante), teatro, exposições, encontros, debates e masterclasses.

Entre os convidados que marcarão presença no festival encontram-se os realizadores Jim JarmuschJerzy SkolimowskiEmir KusturicaTeresa VillaverdePascal BonitzerBenoit JacquotAlex Ross Perry, Bertrand Bonello, Cristian Mungiu, Elia SuleimanDaniel Rosenfeld, os escritores Adonis, Peter Handke, Enrique Villa-Matas, os actores Willem Dafoe, Anna Karina, Marisa Paredes, Nicoletta Braschi, entre muitos outros nomes das artes.

Este ano, o festival vai dividir-se entre o Cinema Medeia Monumental, Espaço Nimas, Casino Estoril, Centro Cultural de Belém, Centro Cultural de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro da Trindade, Casa das Histórias Paula Rego, Cinemateca Portuguesa, Cinema NOS - Cascais Shopping e P31 - Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

Mais informações sobre a 10.ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival, aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

LEFFEST'16: Jean-Luc Godard e Jerzy Skolimowski homenageados

Na sua 10.ª edição, o Lisbon & Estoril Film Festival vai homenagear os cineastas Jean-Luc Godard e Jerzy Skolimowski. O evento irá decorrer entre 4 e 13 de Novembro.


As obras de Godard e Skolimowski serão alvo de uma retrospectiva integral durante o festival. O trabalho do realizador francês será igualmente tema de discussão no simpósio internacional desta edição. Figuras do mundo cinematográfico, das artes, da literatura e da crítica internacional vão partilhar com o público a influência que o cineasta teve em cada um e nas gerações futuras.  Jerzy Skolimowski, por sua vez, e após ter conquistado o prémio para Melhor Filme do LEFFEST'15 com 11 Minutos, regressa para ser homenageado e ainda para fazer parte do júri da Selecção Oficial em Competição. Também a obra da realizadora portuguesa Teresa Villaverde será alvo de uma retrospectiva integral.

No que ao teatro diz respeito, o LEFFEST'16 vai apresentar Dias Felizes, peça de Samuel Beckett, onde a actriz italiana Nicoletta Braschi interpreta o papel de Winnie. A encenação é de Andrea Renzi, que veste a pele de Willie, e será apresentada no Teatro Nacional D. Maria II, nos dias 10 e 11 de Novembro.

Nesta 10.ª edição, poderemos ver a exposição fotográfica Chema Prado/Series que inclui retratos de grande formato de personalidades do cinema, como John Malkovich, Manoel de Oliveira, António Banderas, Pedro Almodóvar, Stephen Frears, Jim Jarmusch, Robert de Niro, entre outros. Trata-se de uma série de fotografias espontâneas de autoria de Chema Prado, que dirigiu durante 30 anos a Cinemateca Espanhola.