Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Keaton. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Keaton. Mostrar todas as mensagens

domingo, 8 de setembro de 2024

Sugestão da Semana #630

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Beetlejuice Beetlejuice, de Tim Burton, que traz Michael Keaton de volta ao papel icónico.

BEETLEJUICE BEETLEJUICE


Ficha Técnica:
Título Original: Beetlejuice Beetlejuice
Realizador: Tim Burton
Elenco: Michael Keaton, Winona Ryder, Catherine O'Hara, Jenna Ortega, Justin Theroux, Willem Dafoe, Monica Bellucci
Género: Comédia, Fantasia, Mistério, Terror
Classificação: M/12
Duração: 104 minutos

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Crítica: O Caso Spotlight / Spotlight (2015)

"They knew and they let it happen! It could've been you, it could've been me, it could've been any of us."
Mike Rezendes
*7.5/10*

Quem não tem saudades de jornalismo de investigação "à séria"? E, já que não se pode pedir tanto, que tal um bom filme sobre jornalismo de investigação? O Caso Spotlight vem colmatar essa falha e apresentar-nos a investigação do jornal Boston Globe,  premiada com o Prémio Pulitzer.

Quando a pequena equipa de jornalistas denominada Spotlight investiga as alegações de abuso no seio da Igreja Católica, acaba por descobrir décadas de encobrimento aos mais altos níveis das instituições de Boston -  religiosas, legais, e mesmo do governo -, desencadeando uma onda de revelações por todo mundo.


O Caso Spotlight apodera-se desta história verídica e muito corajosa, colocando-a no grande ecrã com clareza e mestria. Tom McCarthy constrói um filme simples, mas bem estruturado e destemido, que segue, com um excelente ritmo, toda a investigação jornalística deste difícil caso. Jornalistas, vítimas, agressores, advogados, famílias, todos entram neste jogo perigoso que clamava silenciosamente por ser denunciado. O tema, só por si, podia ser arriscado, mas o realizador recorre aos métodos mais clássicos e conta a sua história sem percalços, sem ferir susceptibilidades.

No entanto, mais do que o argumento ou realização, os actores são um peça fundamental nesta longa-metragem. Michael Keaton, Mark Ruffalo (que veste a pele ao luso-descendente Michael Rezendes), Rachel McAdams, Liev Schrieber, John Slattery e Stanley Tucci são alguns dos nomes que dão nas vistas neste filme. O principal destaque nas interpretações vai para o trio Keaton, Ruffalo e McAdams. O primeiro é destemido e tem mais uma prestação merecedora de elogios, bem diferente da sua personagem em Birdman. Aqui, é um homem com os pés bem assentes na terra, que encara a profissão de jornalista com uma seriedade de que se sente falta. Ruffalo, por sua vez, tem possivelmente o desempenho mais forte do filme (até a postura e forma de se movimentar estão diferentes), na pele do jornalista luso-descendente, emocional, corajoso, persistente, sem papas na língua e verdadeiramente incomodado com o caso que investiga. Rachel McAdams encarna a mulher desta pequena equipa. Uma jornalista muito dedicada, sensível e perspicaz.


O Caso Spotlight não será certamente um filme especialmente marcante, mas é um excelente regresso aos filmes de jornalistas, dos bons. O realizador trouxe para o cinema uma das grandes investigações jornalísticas dos últimos tempos e conta-a ao mundo. Simples e eficaz, o filme de Tom McCarthy faz o que os jornalistas têm por regra fazer: contar um "estória" - com clareza e dedicação.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sugestão da Semana #205

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai em O Caso Spotlight, um filme de jornalistas como já tínhamos saudades.

O CASO SPOTLIGHT


Ficha Técnica:
Título Original: Spotlight
Realizador: Tom McCarthy
Actores: Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Stanley Tucci, Liev Schreiber, Billy Crudup, John Slattery, Jamey Sheridan, Len Cariou, Paul Guilfoyle
Género: Biografia, Drama, História, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 128 minutos

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: Os Actores Principais

Chega o momento de olhar e avaliar os nomeados para Melhor Actor. E mais uma vez, tenho a mesma sensação que com as actrizes: três grandes interpretações e duas muito menores.



Tive alguma renitência em aceitar que esta foi realmente a minha interpretação favorita dos nomeados para Melhor Actor, mas temos de ser justos: Eddie Redmayne sofreu e surpreendeu-me muito. Ao encarnar Stephen Hawking, o jovem actor entrega-se a uma performance extremamente física, que exigiu de si um treino esforçado. Perdeu peso, alterou a postura, e o resultado é surpreendente, mesmo nas parecenças com o original.



Entre os melhores - e praticamente colado ao meu favoritismo por Redmayne - está Keaton e o seu desequilibrado actor em decadência, Riggan Thomson, que sonha com altos voos. O actor tem uma interpretação muito acima da média e surpreende na pele deste protagonista com quem tem, inevitavelmente, algumas semelhanças. Ambos famosos por interpretar um super-herói, Michael Keaton distingue-se de Riggan por ter neste filme o papel que o traz de volta ao reconhecimento público, só lhe falta mesmo o Oscar!

3. Steve Carell por Foxcatcher


Mais um dos meus favoritos: o mauzão do lado dos nomeados para Melhor Actor (numa espécie de paralelismo com o lugar que a personagem de Rosamund Pike ocupa na mesma categoria feminina). Steve Carell dá uma lição de representação a todos os que apenas o viam como um cómico: transfigurado - onde até a voz não parece a mesma -, o actor encarna John du Pont com uma postura fria, frágil e, ao mesmo tempo, pouco confiável. Vamos ter pena dele mas igualmente receá-lo, no meio dos seus desequilíbrios e atitudes estranhas. Carell sai, contudo, em desvantagem nesta corrida para Melhor Actor, dado o carácter mais secundário da sua personagem - apesar de ser fulcral para o desenvolvimento da narrativa de Foxcatcher.

4. Benedict Cumberbatch por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)


Cumberbatch é competente em todos os papéis que encarna, contudo, como Alan Turing sente-se que poderia fazer melhor. O actor confere-lhe a fragilidade e o medo de que descubram o seu segredo, dotando-o de uma personalidade forte e de um génio muito característico, mas também de uma sobriedade em demasia que faz Cumberbatch brilhar menos do que provavelmente seria capaz.

5. Bradley Cooper por Sniper Americano (American Sniper)



Eis o nomeado mais fraco. Bradley Cooper tem uma prestação aceitável como Chris Kyle, mas longe de ser inesquecível. Não transmite muito, mas mostra-se à vontade nas cenas de guerra, com a concentração e o companheirismo que o protagonista pede. Está, no entanto, formatado com o nacionalismo americano, não deixando transparecer dúvidas morais, determinado a atingir os seus objectivos no exército, colocando-os assim como prioridade máxima na sua vida. O Chris Kyle de Cooper parece ser o modelo a seguir de soldado perfeito para os norte-americanos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Crítica: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) / Birdman (2014)

"Listen to me. I'm trying to do something important."
Riggan
*6.5/10*

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) voa alto mas não chega muito longe. A experiência de Alejandro González Iñárritu, onde a técnica predomina, não consegue sustentar-se apenas da sua estética, com o argumento a fazer tudo cair por terra (ou perder-se para sempre nos céus). 

Birdman apresenta-nos Riggan Thomson (Michael Keaton), um actor famoso por ter interpretado um super-herói icónico, que agora planeia montar uma peça de teatro numa tentativa de recuperar o reconhecimento de outros tempos. Nos dias que antecedem a noite de abertura, Riggan luta contra o seu ego e tenta recuperar a sua família, a sua carreira e ele próprio.

Entre o drama do desequilibrado actor cujos tempos de glória ficaram esquecidos e a crítica feita nada mais nada menos que aos críticos de arte, nada é consistente, nem mesmo os motivos que regem os actos do nosso protagonista. O argumento faz-nos entrar nos bastidores do teatro, mas foca-se essencialmente nos delírios de Riggan, este actor fracassado, rodeado ele mesmo de outros colegas (e familiares) com visíveis problemas psicológicos - cada um à sua maneira. E no meio de um antro de desequilíbrios mentais com vozes que nos perseguem e poderes telecinéticos, corridas a nu pela rua ou voos pelos céus como o super-herói que ficou no passado, o espaço de reflexão que é deixado à plateia é mínimo ou nem sequer existe. Não se extrai muito desta história, que podia ter verdadeiramente muito para dar, mas que se perde em delírios.


A acompanhar, a originalidade técnica não salva Birdman. É, sem dúvida, um prodígio de realização, filmado de forma a fazer-nos crer que tudo foi rodado num só take, com cortes quase invisíveis, acompanhado por uma direcção de fotografia sublime - mais uma vez Emmanuel Lubezki candidata-se fortemente a levar o Oscar para casa. O trabalho de direcção artística é excelente (estão lá todos os pormenores dos bastidores do teatro), os efeitos especiais adensam o imaginário alucinatório de Birdman e a banda sonora, onde a percussão domina, acompanha tudo na perfeição. Mas, neste caso, por muito perfeita que seja a forma, ela não faz valer o conteúdo. Denota-se um certo pretensiosismo de Iñárritu, que poderia realmente ter aqui uma obra inesquecível, mas que não a constrói com equilíbrio - o mesmo que falta às personagens.


Nas interpretações, destaque para Michael Keaton que se mostra muito acima da média e surpreende na pele do protagonista Riggan Thomson, com quem tem inevitavelmente algumas semelhanças. Ambos famosos por interpretar um super-herói, Keaton distingue-se de Riggan por ter neste filme o papel que o traz de volta ao reconhecimento público.

E assim chega Birdman, com um argumento fantasioso, que levanta interessantes mas preguiçosas questões, e cuja magia técnica não o consegue elevar ao mais alto dos céus, com ou sem as asas do protagonista.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sugestão da Semana #150

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o tão esperado Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância).

BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA)


Ficha Técnica:
Título Original: Birdman 
Realizador: Alejandro González Iñárritu 
Actores:  Michael Keaton, Zach Galifianakis, Edward NortonEmma StoneNaomi Watts
Género: Comédia, Drama
Classificação: M/12
Duração: 119 minutos