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sábado, 26 de dezembro de 2020

Crítica: Small Axe: Education (2020), de Steve McQueen

*6/10*

Education é o quinto e último capítulo da minissérie Small Axe, de Steve McQueen. Depois de Mangrove, Lovers Rock, Red, White and Blue e Alex Wheatle, Education encerra a antologia de filmes sobre a comunidade das Índias Ocidentais em Londres, entre os anos 60 e 80.
 
Desta vez, somos apresentados a "Kingsley, de 12 anos, um menino com um fascínio por astronautas e foguetes. Quando Kingsley é chamado ao escritório do director por destabilizar a turma, fica chocado ao descobrir que vai ser transferido para uma escola para pessoas com 'necessidades especiais'. Ocupados a trabalhar em dois empregos, os pais não sabiam que existia uma política de segregação não oficial, que impedia a muitas crianças negras, de terem a educação que mereciam - até que um grupo de mulheres das Índias Ocidentais resolve o problema por conta própria".


Mais uma vez a discriminação e o preconceito intrincado na sociedade britânica são o foco da longa-metragem, desta vez direccionada para o ambiente escolar e a falta de oportunidades de aprendizagem para as crianças negras nas instituições de ensino. O desinteresse e constante antipatia de professores - e alguns alunos - é espelhado em Education, que revela o método pouco ortodoxo de como algumas escolas rotulavam estas crianças como tendo necessidades especiais. E McQueen é directo e cru ao retratar no grande ecrã o funcionamento destas "escolas" sem dedicação ou regras.

Steve McQueen enaltece, principalmente, as mulheres que quiseram mudar este regime, o qual predestinava as crianças negras ao insucesso escolar - e, posteriormente, profissional - e souberam fazer-se ouvir junto das famílias. Foi fundamental que as crianças pudessem ambicionar chegar mais longe, muito além das fronteiras que a sociedade britânica lhes impunha. Kingsley poderia finalmente sentir-se livre para seguir o seu sonho de chegar ao espaço.

Com Education, Steve McQueen encerra a antologia de filmes em que denunciou e deu a conhecer as dificuldades pelas quais as comunidades das Índias Ocidentais passaram, ao longo de várias décadas, numa Londres racista e injusta. Cinco filmes que testemunham a superação e a luta constante pela igualdade de oportunidades e de tratamento, numa sociedade retrógrada e humilhante.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Crítica: Small Axe - Alex Wheatle (2020), de Steve McQueen

*6/10*

Alex Wheatle é o quarto episódio da minissérie Small Axe, de Steve McQueen. O filme biográfico apresenta-nos a história verídica do escritor Alex Wheatle, desde a infância ao início da vida adulta.

"Depois de passar a infância num asilo institucional predominantemente branco, sem amor ou família, ele encontra pela primeira vez um sentido de comunidade em Brixton, assim como a descoberta da sua identidade e paixão pela música, tornando-se DJ. Ao ser preso durante a Revolta de Brixton de 1981, ele confronta o passado e vê um caminho para a cura."

O racismo intrínseco das instituições londrinas dos anos 70 e 80 volta a estar no centro desta longa-metragem de Steve McQueen. Seja pela polícia, seja na escola ou no orfanato, Alex é maltratado, injustiçado e subjugado. Apenas quando chega a Brixton a sua identidade começa a formar-se, com todos os erros e lições de vida que isso acarreta. É a partir da prisão que conhecemos a sua história,  através de vários flashbacks ao longo do filme, enquanto a recorda e relata ao seu colega de cela.

O estreante Sheyi Cole interpreta o protagonista, incorporando, com talento, as diversas mudanças na forma de estar, vestir, andar e até falar - uma estreia auspiciosa. A revolta transforma-se em vontade de crescer intelectualmente e compreender a sua própria origem e História.


Alex Wheatle não será o mais dinâmico filme desta antologia, mas traz-nos mais um testemunho real e brutal, destacando a perseverança e a vontade de vingar e percorrer os sonhos. Eis também uma oportunidade para conhecer melhor o premiado escritor e a sua obra.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Crítica: Small Axe - Red, White and Blue (2020), de Steve McQueen

*7/10*

Red, White and Blue é o terceiro episódio da antologia Small Axe, de Steve McQueen, uma longa-metragem que se foca num protagonista real, Leroy Logan, e na luta que travou para alcançar o sonho de ser polícia.

"O filme conta a verdadeira história de Leroy Logan, um jovem cientista forense que deseja fazer mais para além do seu trabalho de laboratório solitário. Quando vê o pai a ser agredido por dois polícias, relembra a sua ambição de infância de se tornar polícia - algo criado pela esperança ingénua de querer mudar atitudes racistas. Primeiro, Leroy tem que enfrentar as consequências da desaprovação do pai, assim como o racismo flagrante que encontra no seu novo papel de polícia desprezado, mesmo sendo um exemplo na Força Policial Metropolitana."


Regressamos às histórias reais e à relação da polícia com a população afro-caribenha (e não só) em Londres. A violência, o racismo e a revolta regressam ao ecrã, através da câmara de McQueen. John Boyega tem uma prestação segura e uma forte presença como Leroy Logan, ao lado de Steve Toussaint, o pai intransigente.

O preconceito em redor do jovem revelou-se da parte do pai que sempre quis que ele estudasse e que tem a surpresa da sua vida ao saber que o filho quer ser polícia - mesmo com estudos superiores -, mas igualmente da Polícia que achava que um negro não deveria ter um lugar fulcral na instituição. A força de vontade de Leroy levou-o a querer provar, tanto à família como aos colegas e superiores, que mesmo perante todas as adversidades, devemos lutar pelos nossos sonhos - por mais irrealistas que possam parecer.

Leroy queria que a polícia pudesse ter nos seus oficiais negros - e estrangeiros - uma forma de melhor compreender a população dos bairros onde actuavam, acabando, consequentemente, com o racismo institucionalizado e com os abusos policiais. As injustiças que vivenciou foram ficcionadas por Steve McQueen em Red, White and Blue, onde há uma sequência de perseguição entusiasmante e alguns planos que nos fazem sentir a presença do realizador apelando à ascensão do protagonista e da comunidade. Mais um exemplo de esperança e perseverança. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Crítica: Small Axe - Lovers Rock (2020), de Steve McQueen

*8.5/10*


Lovers Rock é o segundo filme da colecção Small Axe, de Steve McQueen. Desta vez, o ambiente é de celebração, com muito reagge, amor e alguns abusos.

A longa-metragem "conta uma história fictícia de amor jovem numa festa de Blues, em 1980. O filme é uma ode ao género musical reggae romântico chamado Lovers Rock e à juventude negra que encontrou liberdade e amor na música que ouvia nas festas em Londres, quando não era bem-vinda em discotecas 'brancas'."

Steve McQueen apresenta-nos agora um filme cheio de personalidade e garra, com um argumento simples mas uma atmosfera poderosa e, principalmente, inebriante. Através da lente do realizador, somos contagiados pela festa, pelas danças, pelas roupas, pela música, qual viagem no tempo cinematográfica - sem contudo deixar de tocar subtilmente em alguns dos problemas da comunidade, seja o racismo, a pobreza ou a violência.

Direcção artística, guarda-roupa e caracterização fazem um trabalho soberbo ao colocar-nos nesta realidade distante espaciotemporal. Ao mesmo tempo, o elenco proporciona-nos interpretações talentosas de actores em ascensão, com destaque para o casal protagonista: Amarah-Jae St. Aubyn e Micheal Ward.

Das jovens paixões avassaladoras, aos enganos, invejas, mas também com solidariedade e amizade, Lovers Rock é de uma beleza imensa, e uma obra de singular criatividade da parte do realizador.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Crítica: Small Axe - Mangrove (2020), de Steve McQueen

*6.5/10*

Small Axe é o conjunto de cinco filmes de Steve McQueen, com histórias independentes entre si, mas todos com uma temática comum: a comunidade das Índias Ocidentais em Londres, do final dos anos 1960 até meados dos anos 1980.

Mangrove é a primeira longa-metragem desta colecção, e baseia-se em acontecimentos reais.

"O filme centra-se em Frank Crichlow (Shaun Parkes), dono do restaurante caribenho Mangrove de Notting Hill, uma animada base comunitária para moradores, intelectuais e activistas. Durante um período de terror racista, a polícia local invadia Mangrove constantemente, levando Frank e a comunidade local a irem para as ruas num protesto pacífico em 1970. Quando nove homens e mulheres, incluindo Frank, a líder do Movimento dos Panteras Negras britânicos, Altheia Jones-LeCointe (Letitia Wright) e o activista, Darcus Howe (Malachi Kirby), são presos injustamente e acusados ​​de incitação a tumultos, segue-se um julgamento mediático, levando a uma vitória difícil para aqueles que lutam contra a discriminação."

Um início cheio de poder para esta antologia cinematográfica de McQueen. Mangrove é um hino anti-discriminação e anti-racismo. Um filme que clama justiça e igualdade perante a Lei e a Sociedade, Mangrove é mais uma denúncia da História vergonhosa que perdurou nos países colonizadores, mesmo depois da independência das colónias.

A corrupção da polícia de Notting Hill, as detenções ilegais e o clima de horror que se vivia nas ruas e dentro do restaurante de Frank Crichlow são captadas com realismo pela câmara do realizador. A preparação do julgamento, as reuniões da defesa - com tantas opiniões distintas sobre qual a melhor forma de agir perante o juiz conservador -, a tentativa de reunir um júri totalmente negro, os depoimentos em tribunal, alegações e todas as tensões que se geraram ao longo de várias semanas de julgamento, tudo é exemplarmente reconstituído em Mangrove.

Um elenco competente e cheio de emoção - com nomes como Shaun ParkesLetitia Wright, Malachi Kirby, Rochenda Sandall, etc. - em muito contribuiu para o resultado final do filme.

Um início empoderador para os capítulos que se seguem de Small Axe.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Sugestão da Semana #351

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Viúvas, de Steve McQueen.

Viúvas


Ficha Técnica:
Título Original: Widows
Realizador: Steve McQueen
Actores: Viola Davis, Michelle Rodriguez, Elizabeth Debicki, Cynthia Erivo, Liam Neeson, Robert Duvall, Colin Farrell, Brian Tyree Henry, Daniel Kaluuya, Jacki Weaver
Género: Crime, Drama, Romance
Classificação: M/14
Duração: 129 minutos

terça-feira, 1 de julho de 2014

O Filme da Minha Vida, por João Nuno Pinto

O Filme da Minha Vida
por João Nuno Pinto

Nunca gostei de listas. Sempre tive uma grande dificuldade em escolher o meu prato favorito, a minha cidade de eleição, as melhores férias, o filme da minha vida. Tirando as namoradas, por quem sempre me apaixonei louca e perdidamente elegendo-as imediatamente para numero 1 do mundo e universo (por mais efémera que fosse a eleição), todo o resto fazia parte de uma extensa lista de preferências e sempre achei que eleger um(a) em deterioramento de outro(a) seria uma falta de respeito por todas as outras coisas que de uma maneira ou de outra também eram, são e serão para sempre importantes na minha vida. Dito isto, a verdade é que aceitei o convite da Inês Moreira Santos e agora tenho mesmo que escolher um entre todos. Então que seja um que me surpreendeu e marcou profundamente num passado recente. Então que seja o Hunger, do Steve McQueen.

Estreado nos finais de 2008, Hunger é a primeira longa metragem do artista plástico Steve McQueen e retrata de uma forma brutal as últimas 6 semanas da greve de fome de Bobby Sands, desde a tomada de decisão até à sua morte. Estamos em 1981, na Irlanda do Norte, e o filme passa-se quase inteiramente dentro das paredes da prisão. Eu tinha terminado de filmar o América, também a minha primeira longa metragem, quando assisti ao filme e fiquei estarrecido com o murro no estômago que tinha acabado de levar. O filme era brilhante!, e eu senti-me o pior realizador do mundo pela comparação evidente... como era possível fazer um filme tão consistente e maduro logo na primeira obra? Ali não havia lugar para desculpas nem paternalismos geralmente associados às primeiras obras. Não, eu tinha acabado de assistir a um filme poderoso, maduro, brilhantemente filmado, que não teve medo de assumir riscos, quebrar convenções e criar momentos de verdadeira antologia cinematográfica. Ainda para mais dirigido por um fulano com o nome mais cool do mundo. Steve McQueen, não só não é irlandês, como eu pensava, como era um jovem britânico, negro, que fez todo o seu percurso como artista plástico. Como pode ele então dominar a técnica e a arte cinematográfica para ter feito um filme tão poderoso e verdadeiro sobre a questão irlandesa? Como pode alguém que à partida vem de um universo tão distante falar com tanta propriedade sobre um assunto tão delicado? Anos mais tarde tive a mesma experiência quando assisti a Lore (2012) de Cate Shortland, realizadora australiana que fez um maravilhoso filme sobre a questão da culpa e da mentira na ressaca da Segunda Guerra Mundial, através do ponto de vista de uma jovem adolescente nazi. Mais uma vez, alguém de fora a fazer um filme gigante sobre um tema difícil e sensível. O que une McQueen a Shortland é a extrema crueza e sensibilidade com que abordam estes temas, à partida tão incómodos. Sem cair em clichés, julgamentos ou moralismos eles olham o lado humano da questão, com todas as suas fragilidades, ambiguidades e beleza. A humanidade dos seus personagens contrasta com a monstruosidade do mundo que os rodeia. A beleza da sua cinematografia contrasta com a crueza do horror. E é isso que torna estes filmes tão desconcertantes.


Apesar de ser o seu primeiro filme, McQueen não teve receio em arriscar, em quebrar convenções e tudo aquilo que nos ensinam como o correcto na construção dramática. O personagem principal, brilhantemente interpretado por Michael Fassbender, só aparece depois do primeiro terço do filme – o que diriam a maior parte dos produtores que conheço se lhes apresentasse um guião assim?... Hunger é, na sua maioria, um filme de silêncios. No entanto tem um dos mais incríveis diálogos da história do cinema. Não só pelo diálogo em si e pela performance dos seus actores, como principalmente pela maneira como está filmado. Depois de mais de uma hora quase sem diálogos somos apanhados por uma torrente de diálogo entre Bobby Sands e um padre católico que o tenta demover da ideia da greve de fome. A cena é filmada em plano único, com a câmara fixa, durante cerca de 17 minutos. São 17 minutos de câmara fixa, olhando para dois actores sentados, imóveis, confrontando-se numa ininterrupta avalanche de palavras. E nós, enquanto espectadores, saímos sem nos apercebermos da sala de cinema e sentam-nos num teatro. O teatro da vida.

Hunger é um filme poderoso, visceral, bruto, trágico, feio e ao mesmo tempo lindo e brilhantemente fotografado, que acompanha de uma forma crua e íntima o lado humano de um conflito onde geralmente a tendência é abordar o lado político. E é exactamente aqui que reside a sua força. McQueen consegue mostrar beleza no meio do horror, onde as emoções e conflitos internos dos personagens sobrepõem-se à dimensão física das suas acções. É este olhar íntimo, intenso e cru, sem no entanto deixar de ter uma proposta artística vincada, que torna o filme tão poderoso e marcante. Não sei se é o filme da minha vida, mas é o filme que gostava de ter feito.

__________

João Nuno Pinto é realizador. Começou por realizar anúncios para televisão e videoclips, vencendo diversos prémios internacionais. Em 2008, a curta-metragem Skype Me marcou o seu início no cinema, e, em 2010, América foi a sua primeira longa-metragem, vencedora de diversos prémios em vários festivais nacionais e internacionais.

Agradeço ao João ter aceite o meu desafio!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Crítica: 12 Anos Escravo / 12 Years a Slave (2013)

"I don't want to survive. I want to live."
Solomon Northup

*8/10*

Steve McQueen magoa-nos como mais nenhum realizador consegue a cada filme que realiza. Depois de Fome e Vergonha, 12 Anos Escravo não foge à regra e continua a exercer uma forte pressão psicológica (e física) sobre personagens e audiência. McQueen chicoteia quem quer que esteja dentro ou fora do ecrã, a dor é permanente na sua filmografia e sempre abordada da forma mais crua e realista.

Com um tom muito mais comercial e uma produção muito superior a qualquer dos seus antecessores, 12 Anos Escravo conserva, no entanto, as fortes marcas de autor de McQueen, a começar pela temática forte, abordada sem pudor, aos planos longos e reflexivos.

Na pré-Guerra Civil dos Estados Unidos, Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro livre de Nova Iorque, é raptado e vendido como escravo. Enfrentando a crueldade, mas também momentos de inesperada bondade, Solomon luta não só para se manter vivo, mas para preservar a sua dignidade.


12 Anos Escravo é baseado numa história verídica, mais propriamente no livro escrito pelo verdadeiro Solomon Northup e este factor pode fazê-lo destacar-se de outros filmes do género. Apesar dos inevitáveis clichés, 12 Anos Escravo é cruel e, mais do que apelar ao sentimentalismo, prefere mostrar os factos objectivamente, sem juízos de valor, esses são deixados para a plateia.

As interpretações são outro ponto forte do filme de McQueen, que conta no elenco com inúmeros nomes de destaque. São, todavia, os actores secundários que nos oferecem os desempenhos mais aterradores: Michael Fassbender e Lupita Nyong'o. A dupla proporciona-nos momentos fortes e difíceis de digerir: ele na pele do desequilibrado dono de escravos Edwin Epps, ela ao encarnar a escrava Patsey, que sofre o dobro dos restantes escravos, por ser a preferida e alvo de um amor muito peculiar da parte de Epps e de uma inveja desmedida da parte da sua esposa. Já Chiwetel Ejiofor, o protagonista, tem uma prestação à altura da personagem, sofrida e corajosa, mas esperava-se um maior fôlego e entrega.


Tecnicamente, a fotografia, de Sean Bobbitt, joga bem com luz e sombra e potencia ainda mais as belas paisagens, McQueen mostra-se fiel a si mesmo na realização sem medo de filmar a dor e crueldade, e convidando à reflexão. A montagem alterna entre o passado de Solomon e o seu presente enquanto escravo. A ideia é interessante, mas torna-se, a certo ponto, cansativa, entre tantos recuos e avanços. Já a banda sonora de Hans Zimmer funciona bem no todo, mas não traz grande novidade ao trabalho do compositor.

12 Anos Escravo não supera Vergonha, mas é forte e sem moralismos. Certo é que McQueen bate-nos e nós gostamos, e queremos sempre mais filmes assim.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Sugestão da Semana #97

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana é quase óbvia e recai sobre o novo filme de Steve McQueen, 12 Anos Escravo. Um filme forte, que não se coíbe de nos magoar, com um elenco e interpretações de luxo, que todos deveriam ver. Não são por acaso as muitas nomeações que tem reunido.

12 ANOS ESCRAVO

Ficha Técnica:
Título Original: 12 Years a Slave
Realizador: Steve McQueen
Actores: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Lupita Nyong'o, Sarah PaulsonBenedict Cumberbatch, Paul GiamattiPaul Dano
Género: Biografia, Drama, História
Classificação: M/16
Duração: 134 minutos