domingo, 4 de junho de 2023
Sugestão da Semana #563
segunda-feira, 29 de agosto de 2022
Crítica: Nope (2022)
"What's a bad miracle?"
OJ Haywood
*8/10*
Jordan Peele continua a sua incursão pelo cinema de terror com Nope, a desbravar novos subgéneros, e onde a História do Cinema (desde logo a referência a Sallie Gardner at a Gallop, de 1878, de Eadweard Muybridge, em que 24 fotografias tiradas em rápida sucessão, mostram um cavaleiro negro a galope no cavalo que dá título ao conjunto de imagens em movimento) e as influências do realizador mantêm um papel preponderante.
"OJ e Emerald Haywood, interpretados por Daniel Kaluuya e Keke Palmer, são dois irmãos com personalidades opostas, que ficam encarregues de tomar conta do rancho, após a morte do seu pai, atingido por objetos aleatórios caídos do céu. Este acontecimento deixa OJ perturbado, desconfiando que se passa algo de muito estranho na, até então tranquila, localidade de Agua Dulce. Os irmãos empenham-se na resolução deste mistério na esperança de conseguirem a fotografia que lhes trará fama e dinheiro...".
domingo, 21 de agosto de 2022
Sugestão da Semana #522
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Crítica: Judas e o Messias Negro / Judas and the Black Messiah (2021)
"I am a revolutionary!"
Fred Hampton
*6/10*
Com um título sugestivo, Judas and the Black Messiah, de Shaka King, leva para o cinema um momento marcante da História recente dos EUA, centrando-se na vida e importância de Fred Hampton, líder dos Panteras Negras.
"O informador do FBI William O'Neal (LaKeith Stanfield) infiltra-se no Partido dos Panteras Negras do Illinois com a tarefa de vigiar o seu líder carismático, Fred Hampton (Daniel Kaluuya). Ladrão de carreira, O'Neal aprecia o perigo de manipular os seus companheiros de partido e o seu contacto no FBI, o agente especial Roy Mitchell (Jesse Plemons). As proezas políticas de Hampton aumentam ao mesmo tempo que se apaixona pela companheira de luta Deborah Johnson (Dominique Fishback). Enquanto isso, trava-se uma batalha pela alma de O'Neal, indeciso entre a fidelidade aos seus irmãos dos Panteras Negras e as ordens do director do FBI, J. Edgar Hoover (Martin Sheen)."
Judas and the Black Messiah é um filme competente, com bons momentos de acção, e mais um retrato da brutalidade policial contra os afro-americanos e do racismo endémico dos EUA. Os discursos de Fred Hampton são apresentados com a grandiosidade que merecem, graças também à interpretação de Daniel Kaluuya.
No filme, o actor mostra a sua capacidade de transformação, com um papel exigente também fisicamente - a transformação física é evidente -, na pele deste jovem revolucionário, uma das figuras centrais entre os activistas pelos direitos civis nos EUA. Entre a revolta, a emoção e o desejo de justiça, Kaluuya cativa o seu público dos dois lados do ecrã. Ao seu lado, LaKeith Stanfield distingue-se na pele do infiltrado que vive em constante dilema.
Judas and the Black Messiah destaca-se ainda pelo trabalho de Sean Bobbitt na direcção de fotografia, proporcionando planos envolventes - especialmente nocturnos - que nos levam numa viagem aos anos 60.
Shaka King capta bem o ambiente de desconfiança, chantagem e medo que rodeava Fred Hampton e os que lhe eram próximos. A perseguição cerrada por parte do FBI, injustiças e contradições são denunciadas no grande ecrã, num resultado dinâmico e honroso para a memória de Hampton.
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Oscars 2021: Os Actores Secundários
Passamos aos nomeados para o Oscar de Melhor Actor Secundário. É uma categoria com desempenhos muito equilibrados. Sem dúvida, há um actor que se destaca - até porque o seu desempenho poderia ser considerado de actor princial - e falo de Daniel Kaluuya. Sentimos a falta, contudo, de Jared Leto (The Little Things) e, principalmente, Delroy Lindo (Da 5 Bloods - Irmãos de Armas) nesta lista. Seria merecido e Lindo um justo vencedor. Eis os nomeados, por ordem de preferência.
1. Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah)
Como Fred Hampton, Daniel Kaluuya assumiu um papel exigente, onde também a transformação física é evidente, na pele de um jovem revolucionário, figura central entre os activistas pelos direitos civis nos EUA. Entre a revolta, a emoção e o desejo de justiça, Kaluuya cativa o público dos dois lados do ecrã, e dá voz aos discursos de Hampton com a grandiosidade que merecem.
2. Sacha Baron Cohen (Os 7 de Chicago / The Trial of the Chicago 7)
Sacha Baron Cohen é genial na comédia, mas é capaz de um excelente trabalho também no drama. Como Abbie Hoffman, carismático e desafiador, o actor mantém algum do seu humor intrínseco, todavia com um tom trágico.
3. Leslie Odom Jr. (Uma Noite em Miami / One Night in Miami...)
Leslie Odom Jr. tem dado cartas no teatro (vestiu a pele de Aaron Burr, o antagonista de Hamilton, na Broadway) e, aos poucos, tem surgido com maior protagonismo no cinema - e ainda bem. No filme de Regina King, alia a representação aos seus dotes musicais e interpreta o músico Sam Cooke. É de elogiar a confiança com que articula gestos e maneirismos, e o carisma que confere ao grupo de actores com quem contracena. Destacam-se inevitavelmente os debates acesos e convictos que a sua personagem trava com Malcolm X (Kingsley Ben-Adir), que quase abalam uma amizade.
Paul Raci foi uma das surpresas entre os nomeados deste ano, mas o reconhecimento é merecido. O actor, filho de pais surdos, interpreta Joe, um surdo-mudo com um papel fundamental para ajudar outros na mesma condição a deixar as drogas. Sem falar, Raci é capaz de nos transmitir muito: um homem exigente, dedicado e, à sua maneira, compreensivo.
5. Lakeith Stanfield (Judas and the Black Messiah)
Ao lado de Daniel Kaluuya, LaKeith Stanfield distingue-se na pele de Bill O'Neal, o infiltrado que vive no constante dilema, entre a sua colaboração com o FBI e a amizade que vai construindo com Fred Hampton. O actor tem uma interpretação competente, assente numa dualidade de carácter difícil de digerir.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Sugestão da Semana #351
Ficha Técnica:
sexta-feira, 2 de março de 2018
Oscars 2018: Os Actores Principais
1. Timothée Chalamet, Chama-me Pelo Teu Nome (Call Me By Your Name)
Timothée Chalamet retrata a inocência, os medos e a arrogância típicas da adolescência, a par da curiosidade imensa pelo que o rodeia. Como Elio, ele interioriza as dúvidas e a paixão avassaladora que é este primeiro amor. Vive e sofre com a mesma ânsia e deixa-nos arrebatados com uma interpretação tão adulta. Se um actor tão jovem é capaz de tanto, há que lhe dar o merecido valor.
2. Daniel Day-Lewis, Linha Fantasma (Phantom Thread)
Daniel Day-Lewis é metódico, elegante, encarna o estilista como se estivesse a fazer de si mesmo. Cada papel, cada novo Day-Lewis, ele que é um dos melhor actores da sua geração. Rígido mas frágil, apaixonado mas igualmente enlouquecido quando as emoções fogem ao seu controlo, é um homem aparentemente decidido mas que depende em demasia da irmã e de outras mulheres que compõem a sua vida. Ele esconde segredos nas bainhas, segredos que prefere partilhar com as roupas que desenha, mais do que com as pessoas que o rodeiam.
3. Gary Oldman, A Hora Mais Negra (Darkest Hour)
Gary Oldman desaparece na personagem e ganha todas as cenas em que entra. A caracterização fez um trabalho estupendo, e é mesmo difícil encontrarmos o actor, não fossem os olhos azuis e alguns trejeitos de boca. De resto, voz, movimentos, expressões estão totalmente entregues ao filme.
4. Daniel Kaluuya, Foge (Get Out)
Daniel Kaluuya, o protagonista Chris, mostra-se à altura do desafio. O actor é extremamente expressivo e cativa a audiência ao juntar na perfeição curiosidade, inocência e terror. Um estreante com potencial.
5. Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Sugestão da Semana #271
Ficha Técnica:
Actores: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Keith Stanfield
Crítica: Foge / Get Out (2017)
"If I could, I would have voted for Obama for a third term."Dean Armitage
Foge é um alerta, irónico e sarcástico, mas, igualmente adulto e singular na sua forma e propósito. Uma excelente surpresa na estreia de Jordan Peele na realização.
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...
























