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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os Melhores do Ano: Top 20 [10º-1º] #2013

Depois da primeira parte do TOP 20 de 2013 do Hoje Vi(vi) um Filme, aqui ficam os dez lugares que faltam, aqueles que foram os melhores do ano, estreados no circuito comercial de cinema em Portugal.

Eis o top 10:

10. Até Ver a Luz, de Basil da Cunha, 2013

O luso-suiço Basil da Cunha trouxe o melhor falado em português (e crioulo) do ano, que, infelizmente, muito pouca gente viu. Um protagonista que vive de noite, na Sombra que lhe dá o único nome que lhe conhecemos, é o nosso guia pelas estreitas ruas do bairro da Reboleira. Ele leva-nos ao centro dos conflitos e da festa, a uma realidade ficcionada mas com personagens de carne e osso, e com uma espiritualidade muito singular. Até Ver a Luz quase que funde o documentário com a ficção e o resultado é intimo e cheio de fantasia.



9. Dentro de Casa (Dans la maison), de François Ozon, 2012

Ozon joga com o espectador tal como Claude joga com a curiosidade do seu professor Germain. A dúvida persiste: onde está a fronteira entre realidade e ficção? A imaginação de aluno, professor e plateia irá muito longe, e o realizador leva-nos à mesma obsessão que os protagonistas. Entre um argumento construído de forma brilhante, onde as dúvidas são a chave, à perspicácia técnica, Dentro de Casa marcou o ano cinematográfico de forma muito positiva e original.



8. Lincoln, de Steven Spielberg, 2012

Lincoln é um retrato de uma época conturbada e cheia de dificuldades, quatro meses da luta de um dos homens mais importantes da história norte-americana apresentados sem tabus e onde o espectador tem um papel activo. Que todos os filmes históricos fossem tão sinceros e profundos.



7. Fuga (Mud), de Jeff Nichols, 2012

Matthew McConaughey incorpora um anti-herói apaixonado (numa prestação estrondosa), que se alia a duas crianças para recuperar a sua vida e o seu amor. Uma história profunda e inocente, que prova uma vez mais o talento de Jeff Nichols.




Uma grande surpresa, Bestas do Sul Selvagem é todo ele harmonia entre uma realidade dura e a fantasia que paira na mente de uma criança muito pouco comum. Hushpuppy faz-nos viajar entre o fantástico e o real, conhecendo e confrontando as mais temíveis criaturas, sejam elas fruto da nossa imaginação, os nossos medos ou a própria Natureza.



5. O Mentor (The Master), de Paul Thomas Anderson, 2012

Paul Thomas Anderson nunca é capaz de menos do que nos impressionar a cada novo filme. O Mentor é um estrondo visual, argumentativamente aberto a muitas e fortes interpretações, a que se juntam os desempenhos magistrais de Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman para um resultado deslumbrante.



4. Gravidade (Gravity), de Alfonso Cuarón, 2012

Não, Gravidade não é melhor que 2001: Odisseia no Espaço, nem tinha de o ser. São outros tempos, outras tecnologias, outras abordagens – bem longe das do filme de Kubrick -, outro realizador, afinal, é outro filme de ficção científica. Cuarón quis, acima de tudo, impressionar-nos com as mais belas imagens que poderemos ver no cinema este ano.



3. A Propósito de Llewyn Davis (Inside Llewyn Davis), de Ethan Coen e Joel Coen, 2013

Em A Propósito de Llewyn Davis, os Coen exploram o mundo do folk com uma simplicidade tremenda, mas com um carinho ainda maior. O gato e o homem aquecem-nos o coração num Inverno não tão rigoroso como o de Greenwich Village, em 1961, até onde viajamos e nos deixamos embalar, entre a tristeza, nostalgia e comoção. Porque toda a gente irá questionar se realmente a esperança é a última a morrer.



2. Só Deus Perdoa (Only God Forgives), de Nicolas Winding Refn, 2013

Refn traz-nos um filme difícil de digerir, que apela, acima de tudo, a uma forte reflexão sobre o conceito de justiça (divina?). Uma obra de uma beleza visual estonteante, repleta de uma violência estética que poucos nos proporcionam: Só Deus Perdoa, mas o público também.



1. Django Libertado (Django Unchained), de Quentin Tarantino, 2012

Violência, vingança, amor, coragem e muito sangue marcam o regresso de Quentin Tarantino. Original no meio de tantas referências e homenagens, Django Libertado tem presentes em si todas as marcas do realizador. Polémico, como não poderia deixar de ser, Tarantino afirma-se mais uma vez como o excelente autor que é, e prova que da sua mente e mãos nunca sairá um mau filme, bem pelo contrário.

domingo, 29 de dezembro de 2013

TOP: 10 Melhores Posters 2013

E depois dos piores, destacam-se agora aqueles que, para o Hoje Vi(vi) um Filme, são os melhores posters nacionais de 2013. Aqui ficam:

10. Noiva Prometida

9. O Frágil Som do Meu Motor

8. Só Deus Perdoa

7. Os Amantes Passageiros

6. Batalha do Pacífico

5. Django Libertado

4. The Master - O Mentor

3. Vénus de Vison

2. A Propósito de Llewyn Davis

1. O Grande Mestre

domingo, 22 de dezembro de 2013

Sugestão da Semana #95

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana do Hoje Vi(vi) um Filme recai indubitavelmente sobre o novo filme dos irmãos Coen, A Propósito de Llewyn Davis.

A PROPÓSITO DE LLEWIN DAVIS


Ficha Técnica:
Título Original: Inside Llewyn Davis
Realizador: Ethan Coen e Joel Coen
Actores: Oscar Isaac, Carey Mulligan, Justin Timberlake, John Goodman, Jerry Grayson, Adam Driver, Garrett Hedlund
Género: Drama, Música
Classificação: M/12
Duração: 105 minutos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Crítica: A Propósito de Llewyn Davis / Inside Llewyn Davis (2013)

*9/10*

A música folk marca o regresso dos irmãos Coen. Os realizadores fazem-se acompanhar por um protagonista solitário, um felino rebelde e uma história envolvente, no ambiente sombrio de Greenwich Village, dos anos 60. O resultado é um embalo de sentimentos, nostálgico e avassalador.

A Propósito de Llewyn Davis acompanha uma semana da vida de um jovem cantor no ambiente da cena musical folk de Greenwich Village, em 1961. Llewyn Davis (Oscar Isaac) encontra-se falido, de guitarra ao ombro, à mercê do rigoroso Inverno de Nova Iorque. Luta para vencer enquanto músico, apesar dos obstáculos que tem de enfrentar e vive da boa vontade dos amigos. As desventuras de Llewyn levam-no a aceitar os poucos trabalhos como músico que vão aparecendo e a fazer viagens a Chicago e por toda a Nova Iorque, sempre incapaz de se afirmar enquanto artista a solo, chegando ao momento em que é obrigado a confrontar-se com a improbabilidade das suas acções.

A Propósito de Llewyn Davis inspira-se na vida do músico Dave van Ronk, influência para Bob Dylan e Joni Mitchell. Mas aqui é Llewyn Davis o protagonista, este homem solitário, mais um entre tantos cantores que querem emergir na cena folk norte-americana. Ele guia-nos por esta jornada de poucos dias, durante o Inverno de 61, de casa em casa, à boleia com desconhecidos, a tentar a sua sorte em Chicago ou a fazer pequenos trabalhos e tocar em bares.

Uma companhia inesperada cruza-se no seu caminho - um simpático gato - que conquista o seu espaço ao longo do filme. Que par tão inesperado: Llewyn Davis, de viola ao ombro e mala na mão com um gato ao colo, pelas ruas e em viagens de metro (que nos proporcionam belos planos). E até que ponto o protagonista não pode ser comparado a este felino, tão só, tão nómada e, ao mesmo tempo, cheio de personalidade?


As relações que estabelece são fugazes e parecem estar a desfazer-se aos poucos. Cada vez são menos aqueles que lhe dão tecto - e sofá - e é nos desconhecidos que se vê obrigado a confiar. Entre aventureiras viagens à boleia, Llewyn vai conhecendo novos personagens e, cada vez mais, percebe como está sozinho - mais ainda desde que deixou de tocar em dupla. Sem apoio, sem casa, sem trabalho, sem dinheiro, será que lhe resta esperança?

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "A Propósito de Llewyn Davis: Um homem, um gato e o folk".

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Estreias da Semana #95

Seis filmes chegam hoje aos cinemas portugueses, entre eles duas reposições de clássicos - Hiroshima, Meu Amor e Casablanca. Entre as estreias, é A Propósito Llewyn Davis, dos irmãos Coen, que reúne as maiores atenções esta semana.

A Propósito de Llewyn Davis (2013)
Inside Llewyn Davis
A Propósito de Llewyn Davis acompanha uma semana da vida de um jovem cantor no ambiente da cena musical folk de Greenwich Village, em 1961. Llewyn Davis (Oscar Isaac) encontra-se falido, de guitarra ao ombro, à mercê do rigoroso Inverno de Nova Iorque. Luta para vencer enquanto músico, apesar dos obstáculos que tem de enfrentar e vive da boa vontade dos amigos. As desventuras de Llewyn levam-no a aceitar os poucos trabalhos como músico que vão aparecendo e a fazer viagens a Chicago e por toda a Nova Iorque, sempre incapaz de se afirmar enquanto artista a solo, chegando ao momento em que é obrigado a confrontar-se com a improbabilidade das suas acções.

Augustine (2012)
No Inverno de 1885, em Paris, no Hospital Salpêtrière, o Professor Charcot (Vincent Lindon) estuda uma misteriosa doença - a Histeria. A jovem Augustine (Soko), de 19 anos, torna-se o objecto de análise favorito de Charcot, principalmente para as suas demonstrações de hipnose. Mas de paciente de estudo, Augustine evolui gradualmente para objecto de desejo.

Casablanca (1942)
Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazis por uma rota que passava por Casablanca. O exilado Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma das principais casas nocturnas da região. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda os refugiados a fugir para os Estados Unidos. Quando um casal pede a sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, Ilsa (Ingrid Bergman). Este amor irá reacender-se e os dois farão de tudo para fugir juntos.

Chovem Almôndegas 2 (2013)
Cloudy with a Chance of Meatballs 2
O inventor Flint Lockwood é finalmente reconhecido e convidado por Chester V a juntar-se à Companhia The Live Corp, onde os mais brilhantes inventores do mundo criam tecnologias para o progresso da Humanidade. O braço direito de Chester – e uma das suas grandes invenções – é Barb, uma fêmea orangotango altamente evoluída com cérebro humano, que é também desonesta e manipuladora. Contudo, tudo muda quando Flint descobre que a sua máquina infame (que transforma água em comida) ainda funciona e está a criar animais-comida híbridos – comidimais! Com o destino da Humanidade nas suas mãos, Chester envia Flint e os seus amigos numa perigosa missão, onde lutam com tacodilos famintos, chimpacamarões, serpentartes de maçã, hamburgueranhas e outras criaturas estranhas para salvarem novamente o mundo.

Hiroshima, Meu Amor (1959)
Hiroshima Mon Amour
Uma actriz francesa (Emmanuelle Riva) conhece um arquitecto japonês casado (Eiji Okada) em Hiroshima, no pós-Guerra, e os dois envolvem-se intensamente. Este romance evoca o seu primeiro amor.

O Tempo dos Dinossauros: O Filme (2013)
Walking with Dinosaurs 3D
O Tempo dos Dinossauros: O Filme traz-nos uma aventura pré-histórica onde um pequeno dinossauro triunfa contra todas as probabilidades e pode tornar-se um reconhecido herói.