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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Oscars 2021: Vencedores

A 93.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite de Domingo, 25 de Abril, num formato e contexto diferentes, devido à pandemia. Por aqui, estivemos a actualizar os vencedores em tempo real, como de costume.

Algumas surpresas - em especial nas categorias de actores principais - e um leque de prémios bem distribuídos, com Nomadland a sobressair com três Oscars: Melhor Filme, Melhor Actriz e Melhor Realizadora.


Aqui fica a lista completa de vencedores:

Melhor Filme
The Father (Sony Pictures Classics) 
Judas and the Black Messiah (Warner Bros.) 
Mank (Netflix) 
Minari (A24) 
Nomadland (Searchlight Pictures) 
Promising Young Woman (Focus Features) 
Sound of Metal (Amazon Studios) 
The Trial of the Chicago 7 (Netflix) 

Melhor Actor
Riz Ahmed (Sound of Metal
Chadwick Boseman (Ma Rainey’s Black Bottom
Anthony Hopkins (The Father
Gary Oldman (Mank
Steven Yeun (Minari

Melhor Actriz
Viola Davis (Ma Rainey’s Black Bottom
Andra Day (The United States v. Billie Holiday
Vanessa Kirby (Pieces of a Woman
Frances McDormand (Nomadland
Carey Mulligan (Promising Young Woman

Melhor Actor Secundário
Sacha Baron Cohen (The Trial of the Chicago 7
Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah
Leslie Odom Jr. (One Night in Miami
Paul Raci (Sound of Metal
Lakeith Stanfield (Judas and the Black Messiah)

Melhor Actriz Secundária 
Maria Bakalova (Borat Subsequent Moviefilm
Glenn Close (Hillbilly Elegy
Olivia Colman (The Father
Amanda Seyfried (Mank
Youn Yuh-jung (Minari

Melhor Realizador
Thomas Vinterberg (Another Round)
David Fincher (Mank
Lee Isaac Chung (Minari
Chloé Zhao (Nomadland
Emerald Fennell (Promising Young Woman

Melhor Argumento Original
Judas and the Black Messiah, Will Berson, Shaka King, Keith Lucas, Kenneth Lucas 
Minari, Lee Isaac Chung 
Promising Young Woman, Emerald Fennell 
Sound of Metal, Abraham Marder, Darius Marder, Derek Cianfrance 
The Trial of the Chicago 7, Aaron Sorkin 

Melhor Argumento Adaptado
Borat Subsequent Moviefilm, Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Jena Friedman, Anthony Hines, Lee Kern, Dan Mazer, Nina Pedrad, Erica Rivinoja, Dan Swimer 
The Father, Christopher Hampton, Florian Zeller 
Nomadland, Chloé Zhao 
One Night in Miami, Kemp Powers 
The White Tiger, Ramin Bahrani 

Melhor Filme de Animação
Onward (Pixar) 
Over the Moon (Netflix) 
Shaun the Sheep Movie: Farmageddon (Netflix) 
Soul (Pixar) 
Wolfwalkers (Apple TV Plus/GKIDS) 

Melhor Filme Estrangeiro
Another Round (Dinamarca) 
Better Days (Hong Kong)
Collective (Roménia) 
The Man Who Sold His Skin (Tunísia)
Quo Vadis, Aida? (Bósnia e Herzegovina) 

Melhor Fotografia
Judas and the Black Messiah, Sean Bobbitt 
Mank, Erik Messerschmidt 
News of the World, Dariusz Wolski 
Nomadland, Joshua James Richards 
The Trial of the Chicago 7, Phedon Papamichael 

Melhor Montagem
The Father, Yorgos Lamprinos
Nomadland, Chloé Zhao 
Promising Young Woman, Frédéric Thoraval 
Sound of Metal, Mikkel E.G. Nielsen 
The Trial of the Chicago 7, Alan Baumgarten 

Melhor Design de Produção
The Father, Peter Francis, Cathy Featherstone 
Ma Rainey’s Black Bottom, Mark Ricker, Karen O’Hara, Diana Stoughton 
Mank, Donald Graham Burt, Jan Pascale 
News of the World, David Crank, Elizabeth Keenan 
Tenet, Nathan Crowley, Kathy Lucas 

Melhor Guarda-Roupa
Emma, Alexandra Byrne 
Mank, Trish Summerville 
Ma Rainey’s Black Bottom, Ann Roth 
Mulan, Bina Daigeler 
Pinocchio, Massimo Cantini Parrini

Melhor Caracterização
Emma, Marese Langan 
Hillbilly Elegy, Eryn Krueger Mekash, Patricia Dehaney, Matthew Mungle 
Ma Rainey’s Black Bottom, Matiki Anoff, Mia Neal, Larry M. Cherry 
Mank, Kimberley Spiteri, Gigi Williams 
Pinocchio, Dalia Colli, Anna Kieber, Sebastian Lochmann, Stephen Murphy 

Melhor Banda Sonora Original
Da 5 Bloods, Terence Blanchard 
Mank, Trent Reznor, Atticus Ross 
Minari, Emile Mosseri 
News of the World, James Newton Howard 
Soul, Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste 

Melhor Canção Original
Fight for You, (Judas and the Black Messiah), Música: H.E.R. e Dernst Emile IILetra: H.E.R. e Tiara Thomas
Hear My Voice, (The Trial of the Chicago 7)Música: Daniel Pemberton; Letra: Daniel Pemberton e Celeste Waite
Húsavík, (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga)Música e Letra: Savan Kotecha, Fat Max Gsus e Rickard Göransson
Io Si (Seen), (The Life Ahead), Música: Diane Warren; Letra: Diane Warren e Laura Pausini
Speak Now, (One Night in Miami...)Música e Letra: Leslie Odom, Jr. e Sam Ashworth

Melhor Som
Greyhound, Odin Benitez, Jason King, Christian P. Minkler, Michael Minkler, Jeff Sawyer 
Mank, Ren Klyce, Jeremy Molod, David Parker, Nathan Nance, Drew Kunin 
News of the World, John Pritchett, Mike Prestwood Smith, William Miller, Oliver Tarney, Michael Fentum 
Soul, Coya Elliott, Ren Klyce, David Parker, Vince Caro 
Sound of Metal, Phillip Bladh, Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés, Carolina Santana 

Melhores Efeitos Visuais
Love and Monsters, Matt Sloan, Genevieve Camilleri, Matt Everitt, Brian Cox
The Midnight Sky, Matt Kasmir, Chris Lawrence, Dave Watkins, Max Solomon 
Mulan, Sean Faden, Anders Langlands, Seth Maury, Steve Ingram 
The One and Only Ivan, Nick Davis, Greg Fisher, Ben Jones, Santiago Colomo Martinez 
Tenet, Andrew Jackson, Andrew Lockley, Scott R. Fisher, Mike Chambers 

Melhor Documentário
Collective (Magnolia Pictures and Participant), Alexander Nanau e Bianca Oana
Crip Camp (Netflix), Nicole Newnham, Jim LeBrecht e Sara Bolder
The Mole Agent (Gravitas Ventures)Maite Alberdi e Marcela Santibáñez
My Octopus Teacher (Netflix), Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Time (Amazon Studios), Garrett Bradley, Lauren Domino e Kellen Quinn

Melhor Curta Documental
Colette (Time Travel Unlimited), Anthony Giacchino e Alice Doyard
A Concerto Is a Conversation (Breakwater Studios), Ben Proudfoot e Kris Bowers
Do Not Split (Field of Vision), Anders Hammer e Charlotte Cook
Hunger Ward (MTV Documentary Films), Skye Fitzgerald e Michael Scheuerman
A Love Song for Latasha (Netflix), Sophia Nahli Allison e Janice Duncan

Melhor Curta de Animação
Burrow (Disney Plus/Pixar), Madeline Sharafian e Michael Capbarat
Genius Loci (Kazak Productions), Adrien Mérigeau e Amaury Ovise
If Anything Happens I Love You (Netflix), Will McCormack e Michael Govier
Opera (Beasts and Natives Alike), Erick Oh
Yes-People (CAOZ hf. Hólamói), Gísli Darri Halldórsson e Arnar Gunnarsson

Melhor Curta
Feeling Through, Doug Roland e Susan Ruzenski
The Letter Room, Elvira Lind e Sofia Sondervan
The Present, Farah Nabulsi
Two Distant Strangers, Travon Free e Martin Desmond Roe
White Eye, Tomer Shushan e Shira Hochman


*Artigo actualizado às 04h32 de 26 de Abril de 2021.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Oscars 2021: Melhor Filme

Para finalizar a análise aos nomeados, eis as oito longas-metragens na corrida para o Oscar de Melhor Filme. No geral, temos um grupo com qualidade e competência, mas longe de ser um conjunto estrondoso. Há dois filmes muito bons, seguidos de perto por outros dois. Há um dos nomeados que se destaca pela negativa - um filme fraco que não merece a nomeação. Sentem-se as ausências de títulos como Another Round, Malcolm & Marie ou mesmo One Night in Miami..., que poderiam ocupar alguns dos lugares da lista de nomeados de 2021.

Mas é tudo uma questão de votos dos membros da Academia e de opinião. Aí ficam os nomeados para o Oscar de Melhor Filme, por ordem de preferência.

1. Sound of Metal (Amazon Studios)

Sound of Metal, de Darius Marder, leva-nos numa experiência sensorial ao universo da surdez. A violenta viagem que o realizador nos propõe é um confronto de emoções, ruídos e silêncio absoluto, numa aprendizagem permanente e restruturação pessoal total para voltar a viver. E mesmo sem ouvir, a música pode continuar presente - tal como a esperança.

2. O Pai / The Father (Sony Pictures Classics)
 

O Pai aborda uma história simples e realista de envelhecimento e perda - de faculdades, de memórias, de laços... -, mas igualmente de dedicação e mágoa de uma filha. Zeller cria um drama desolador, pincelado por momentos de humor requintado, porque na tristeza também se encontram alguns sorrisos e amparo. O filme é cruel na realidade que retrata, mas é igualmente humanizador na forma como o faz.

3. Nomadland - Sobreviver na América (Searchlight Pictures)

Chloé Zhao criou um road movie melancólico e realista, que convida à introspecção, enquanto viajamos estrada fora pelas planícies sem fim do Oeste dos EUA. Para além da crítica socio-político, o filme apela ao autoconhecimento, à relação dos humanos com a perda e à harmonia entre o Homem e a Natureza.

4. Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman (Focus Features)

Uma Miúda Com Potencial (Promising Young Woman) é um thriller em tons de rosa, onde Carey Mulligan encarna a vingança feminista. A estreia de Emerald Fennell na realização de longas-metragens alia a angústia ao humor sarcástico, num resultado extremamente desafiador. Um revenge movie no seu esplendor, com características que o tornam singular: provocador, sensual, feminino, delicado e inteligente (menos o seu final!). 

5. Os 7 de Chicago / The Trial of the Chicago 7 (Netflix)

Entre vinganças políticas, muita violência e um juiz incapaz de imparcialidade, constrói-se a acção de Os 7 de Chicago. Através do elenco que dá vida ao filme, Aaron Sorkin faz-nos olhar para o passado, através destas personagens, e constatar como há ainda tanto a fazer política e socialmente e, afinal, tão pouco mudou desde 1968.

6. Mank (Netflix)


David Fincher 
criou em Mank uma homenagem a um homem e a uma era do Cinema - os anos 30 do século XX. O processo de criação de Citizen Kane dá o mote para a exploração - em jeito de guião - do universo dos estúdios, numa Hollywood a sentir as sequelas da grande crise de 1929. Para além do retrato histórico, a longa-metragem destaca-se por ser tecnicamente irrepreensível, num excelente trabalho de som, fotografia e direcção artística.

7. Judas and the Black Messiah (Warner Bros.) 


Shaka King capta bem o ambiente de desconfiança, chantagem e medo que rodeava Fred Hampton e os que lhe eram próximos. A perseguição cerrada por parte do FBI, injustiças e contradições são denunciadas no grande ecrã, num resultado dinâmico e honroso para a memória de Hampton. O filme reúne bons momentos de acção, e é mais um retrato da brutalidade policial contra os afro-americanos e do racismo endémico dos EUA. Os discursos de Fred Hampton são apresentados com a grandiosidade que merecem, graças também à interpretação de Daniel Kaluuya

8. Minari (A24) 


Sensível mas nada provocador ou disruptivo, o filme de Lee Isaac Chung baseia-se na sua própria infância com a família, numa quinta no Arkansas. Não há nada de realmente novo em Minari: temos um drama familiar, uma família imigrante em busca de uma vida melhor nos EUA, a ideia do sonho americano frustrado sempre presente, a solidão e tentativa de integração na comunidade, o casamento em crise e a relação afectuosa entre avó e netos. Não há nenhum rasgo de inspiração. O realizador cria uma história simples, focada nas personagens e no ambiente que as rodeia e põe-nas à prova, repetidamente.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Crítica: Mank (2020)

"It's the best you've ever written."
Joe Mankiewicz

 
*7/10*

David Fincher criou em Mank uma homenagem a um homem e a uma era do Cinema - os anos 30 do século XX. O processo de criação de Citizen Kane dá o mote para a exploração - em jeito de guião - do universo dos estúdios, numa Hollywood a sentir as sequelas da grande crise de 1929.

Recuamos à década de 1930, onde acompanhamos, através da perspectiva do mordaz e alcoólico argumentista Herman J. Mankiewicz (Gary Oldman), as lutas e dissabores da indústria cinematográfica, enquanto tenta acabar o argumento de Citizen Kane, de Orson Welles, em contra-relógio.

Com argumento de Jack Fincher (pai do realizador, falecido em 2003), David Fincher cria um filme que lhe é íntimo e pessoal, numa homenagem ao pai e, por consequência, ao papel do argumento num filme. A acção desenrola-se em torno das experiências que Mankiewicz teve ao longo da década 30 e o inspiraram a escrever a história do filme de Orson Welles.


Entre flashbacks, assistimos a esses momentos-chave, onde somos capazes não só de construir a personalidade do protagonista; de perceber a sua relação com a mulher, mas igualmente com o irmão, actores, colegas ou patrões; acompanhar a dinâmica dos estúdios e ainda a época histórica em que tudo acontece: pós-Grande Depressão, ascensão do nazismo e início da Segunda Guerra Mundial. A política entra inevitavelmente em cena, não apenas pelas referências a Hitler, como pelo papel da propaganda do cinema na modelação do pensamento das massas.

Gary Oldman está irrepreensível nos maneirismos que incorpora para interpretar um homem frágil e doente, alcoólico e com gosto pelas apostas perigosas, que diz o que pensa sem receios. Na pele de Marion Davies, Amanda Seyfried tem um papel pequeno mas relevante para a acção. A elegância da actriz alia-se ao desalento de uma mulher que sente que a carreira está a perder fulgor e a idade vai passando.


Tecnicamente irrepreensível, Mank é realmente capaz de nos transportar para os filmes da época que retrata, quer por filmar a preto e branco, como pelo excelente trabalho de som. Caracterização e direcção artística compõem o que falta para esta viagem no tempo ser total.

Mank fará as delícias dos cinéfilos pelo mundo que retrata, com pormenores que apenas os mais conhecedores irão apreender, mas é acessível a todo o público, ao traçar uma biografia entusiasta de um nome pouco reconhecido na História do Cinema, precocemente desaparecido e afundado entre o álcool e os mitos que o rodearam.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Estreias da Semana #446

Esta Quinta-feira, chegaram três novos filmes aos cinemas portugueses. No dia 4 de Dezembro, a Netflix Portugal traz-nos duas estreias, entre elas o novo filme de David Fincher, Mank.

Apaga o Histórico (2020)

Effacer l'historique

Três amigos debatem-se com problemas relacionados com a omnipresença da Internet: Marie corre o risco de perder a credibilidade devido a um vídeo de carácter sexual que protagoniza com um desconhecido; Bertrand não sabe o que fazer para proteger a filha, que há muito sofre de bullying nas redes sociais; e Christine é uma motorista da Uber que não consegue de modo algum melhorar as avaliações dos seus clientes. Um dia, resolvem rebelar-se e enfrentar as grandes empresas tecnológicas que, segundo eles, apenas servem para arruinar a vidas de pessoas inocentes.


O Caso de Sarah e Saleem (2018)

The Reports on Sarah and Saleem

Sarah é israelita e leva uma vida simples e rotineira como dona de uma cafeteria em Jerusalém Ocidental. Saleem é um palestino que mora na parte oriental da cidade e trabalha como estafeta. Apesar de estarem em mundos separados, Sarah e Saleem arriscam tudo ao embarcar num romance proibido, mas acabam descobertos pelo marido de Sarah, um oficial do Exército de Israel que leva a situação a extrema pressão socio-política, deixando o casal preso numa teia de enganos que nem mesmo a verdade parece capaz de deter.


Super-Inteligência (2020)

Superintelligence

A vida de Carol Peters sofre uma reviravolta ao ser selecionada para observação pela primeira superinteligência do mundo que se parece muito como o James Corden e poderá vir a dominar o mundo.


Netflix Portugal

Estreia a 4 de Dezembro:

Mank (2020)

A Hollywood dos anos 30 é reavaliada através do olhar do mordaz crítico social e argumentista alcoólico Herman J. Mankiewicz, enquanto este tenta concluir o argumento de O Mundo a Seus Pés (Citizen Kane), para Orson Welles.

 

Natal Debaixo de Fogo (2020)

Wir Können Nicht Anders

Após uma escaldante noite de paixão, Edda convence Sam a visitar a aldeia natal dela, onde já não vai há cinco anos. A viagem natalícia leva-os até ao campo. O casal é separado, Sam interrompe uma tentativa de assassinato e foge dos criminosos com a potencial vítima. Quando Edda e Sam se voltam a encontrar, têm de sobreviver num ambiente hostil e descontrolado.