Hoje vi(vi) um filme: MOTELx'13: Eaten Alive (1977)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

MOTELx'13: Eaten Alive (1977)

*4/10*
Tobe Hooper foi o convidado de honra do MOTELx'13 e, entre os filmes que o tornaram famoso, surgem outros, menos conhecidos, que também marcaram presença no Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. Eaten Alive é um deles, pena ser um filme fraco e pouco marcante.


Datada de 1977, foi a longa-metragem que se seguiu a The Texas Chain Saw Massacre, tendo novamente o contributo de Kim Henkel no argumento e a interpretação de Marilyn Burns, para além da presença de Robert Englund, anos antes de Pesadelo em Elm Street. Também Eaten Alive esteve banido durante décadas no Reino Unido, incluído na lista dos “video nasties”.

A história gira em torno de Starlight, um decrépito hotel, e do seu dono, o carrancudo Judd. O hotel recebe poucos clientes, talvez por se localizar num remoto pântano no Texas ou pelas mudanças bruscas de humor do proprietário. Há relatos de desaparecimentos de pessoas na zona. Será que estão relacionadas com o animal de estimação do velho Judd, um crocodilo devorador de homens?


Eaten Alive distingue-se pela dupla de assassinos que comporta: um homem e um crocodilo. Qual deles o mais aterrador? Ao mesmo tempo, a longa-metragem de Hooper coloca o seu foco nas mulheres - uma prostituta, a sua irmã, uma mãe e a sua filha, são algumas das personagens femininas da história -, estando muito associado ao estilo exploitation quer pela nudez sem grande propósito ou a violência que têm lugar no decorrer do filme.

Todavia, Eaten Alive não prima pela qualidade, e não é, de todo, um filme memorável de Tobe Hooper. Apesar da ideia ter interesse, a concretização é vazia, com motivos por clarificar e personagens que pedem para ser dadas a conhecer - o que não acontece. Judd chega e sai do ecrã sem nos dizer nada. Não conhecemos de onde vem a sua obsessão, não percebemos o seu objectivo, ao fim de contas, não sabemos quem ele é e o que o move. Para além das mortes que se sucedem, nada mais o filme nos dá, apenas muito sangue.

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