A 24.ª edição do Doclisboa anunciou os vencedores das Competições Internacional, Portuguesa e Verdes Anos, bem como dos prémios transversais e dos prémios do público, no passado Sábado, dia 24 de Outubro. A cerimónia de entrega de prémios decorreu, na Culturgest, seguida da exibição de Thanks for Coming, de Alain Cavalier, filme de encerramento do festival.
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Doclisboa 2026: Vencedores
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Queer Lisboa 2026: Vencedores
O filme La Gradiva, da francesa Marine Atlan, foi o grande vencedor da 30.º edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer. O evento aconteceu no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, de 18 a 26 de Setembro.
![]() |
| La Gradiva © Films du poisson, Bibi Film TV, Arte France Cinema |
A longa-metragem de estreia de Marine Atlan, La Gradiva, conquistou o Prémio de Melhor Longa-Metragem, bem como o Prémio do Público do festival. Corren las Liebres, de Lorena Ros, foi também duplamente premiado, conquistando o Prémio de Melhor Documentário e o Prémio do Público. Na mesma secção, o júri atribuiu uma menção honrosa ao documentário vietnamita Baby Jackfruit Baby Guava, de Nông Nhật Quang.
Uma seleção das curtas-metragens vencedoras do Queer Lisboa será exibida no dia 1 de Outubro, às 19h30, na Garagem da Vizinha, em Lisboa, numa sessão de entrada livre.
A 31.ª edição decorrerá entre 17 e 25 de Setembro de 2027. Ainda este ano, terá lugar a 12.ª edição do Queer Porto, entre 3 e 7 de Novembro, no Batalha Centro de Cinema, Casa Comum e Passos Manuel. A programação será anunciada em Outubro.
Eis a lista completa de vencedores do Queer Lisboa 2026:
COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
MELHOR FILME
La Gradiva, Marine Atlan (França, Itália, 2026, 145’)
PRÉMIO DO PÚBLICO
La Gradiva, Marine Atlan (França, Itália, 2026, 145’)
COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
MELHOR FILME
Corren las Liebres, Lorena Ros (Espanha, 2025, 71’)
MENÇÃO ESPECIAL
Baby Jackfruit Baby Guava, Nông Nhật Quang (Vietnam, Coreia do Sul, 2026, 105’)
PRÉMIO DO PÚBLICO
Corren las Liebres, Lorena Ros (Espanha, 2025, 71’)
COMPETIÇÃO QUEER ART
MELHOR FILME
Nuestro Cuerpo Es una Estrella que Se Expande, Semillites Hernández Velasco, Tania Hernández Velasco (México, 2025, 84’)
MENÇÃO ESPECIAL
Life Is about Losing Everything, Benjamin Ramírez Pérez, Stefan Ramírez Pérez (Alemanha, Países Baixos, 2026, 100’)
COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
MELHOR FILME
Je veux qu’on se souvienne de nous, Hélène Giannecchini (França, 2026, 26’)
PRÉMIO ALTCONTENT
Fronteriza, Nay Mendl, Rosa Caldeira (Brasil, Paraguai, 2025, 21’)
MENÇÃO ESPECIAL
Seek No Favor, Elle Clay, Leilah Weinraub (EUA, 2025, 14’)
PRÉMIO DO PÚBLICO
Xylella Fastidiosa, Thomas Colineau (França, 2025, 21’)
COMPETIÇÃO IN MY SHORTS – CURTAS-METRAGENS DE ESCOLAS EUROPEIAS
MELHOR FILME
Ãsheghetam, Filmsaaz (França, Suíça, Irão, 2026, 21’)
MENÇÃO ESPECIAL
Sunday Lunch, Lyndon Henley Hanrahan (Reino Unido, 2026, 15’)
Mais informações sobre o Queer Lisboa em https://queerlisboa.pt/.
domingo, 13 de setembro de 2026
MOTELx 2026: Vencedores
O MOTELX 2026 está quase a terminar e já são conhecidos os vencedores desta 20.ª edição. A Hora do Chico! venceu o Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa. O Prémio Méliès d'argent – Melhor Curta Europeia foi entregue a Mancave e No Rest for the Wicked foi eleita a Melhor Longa-Metragem Europeia.
Entre os candidatos ao Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa (no valor de 5000€), foi A Hora do Chico!, de João Severo e Rafael Sá Carneiro, que conquistou o júri composto por Fernando Vasquez (programador), José Santiago (jornalista e programador) e Sandra Henriques (jornalista e autora). Consumido, de [carrozo], recebeu uma Menção Honrosa.
Atribuído pelo mesmo júri, o Prémio Méliès d'argent – Melhor Curta Europeia foi entregue a Mancave, do realizador norueguês Fredrik S. Hana. Já No Rest for the Wicked, do dinamarquês Kasper Kalle, foi distinguido com o Prémio Méliès d'argent – Melhor Longa-Metragem Europeia pelo júri composto por Isilda Sanches (jornalista e divulgadora musical), Leone Niel (realizador) e Teresa Nicolau (directora cultural e cronista).
No Prémio MOTELX - Melhor Guião de Terror Português, o júri composto por Catarina Araújo (guionista), Gonçalo Teles (argumentista, produtor e realizador) e Rita Benis (argumentista) escolheu Hóspede, de Miguel Monteiro Rico. Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa a A Ostra, de Pedro Garrido.
O júri Lobo Mau, composto por três jovens da Associação Passa Sabi — associação de raiz comunitária fundada pelos moradores do Bairro do Rego, em Lisboa, em 2014 —, Melissa Pereira, Simão Barbosa e Dinis Fernandes, premiaram Lexi (Espanha), do realizador português Bruno Simões.
Já o Prémio do Público MOTELX foi atribuído a Gunman, com realização e argumento do argentino Cris Tapia Marchiori.
Este Domingo, último dia do festival, conta com uma programação rica, com uma sessão dos premiados Méliès d'argent (20h45), a Sessão Surpresa MOTELX - FilmTwist (21h15), Colony, de Yeon Sang-ho (16h00) e Pinocchio: Unstrung, de Rhys Frake-Waterfield (23h45), entre outras.
O MOTELX já tem marcadas as datas do festival no próximo ano: será de 7 a 13 de Setembro de 2027. Mais informações sobre o festival em https://www.motelx.org/.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
MOTELx 2026 apresenta programação completa
![]() |
| Fall 2: Deadpoint (EUA/Reino Unido/Tailândia), Michael e Peter Spierig |
![]() |
| Ferine (Itália), de Andrea Corsini |
![]() |
| The Death King (1990), Jörg Buttgereit |
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Porto/Post/Doc regressa de 19 a 28 de Novembro sob o tema “No País dos Outros”
O Porto/Post/Doc: Film & Media Festival regressa de 19 a 28 de Novembro à cidade Invicta, sob o tema No País dos Outros.
Na sua 13.ª edição, o festival apresenta o "capítulo final da trilogia dedicada às deslocações humanas, às formas de pertença e às tensões entre território, identidade e memória", foi anunciado em comunicado. O programa propõe cinco filmes, que convidam a "uma reflexão sobre a experiência de habitar um outro lugar, entre a promessa de pertença e a realidade de uma aceitação sempre incompleta".
Todos Bons Compatriotas, de Vojtěch Jasný, "acompanha a transformação de uma aldeia checoslovaca durante a coletivização comunista, à medida que a confiança entre vizinhos dá lugar à vigilância e ao medo"; Eu Sou Cuba, de Mikhail Kalatozov, apresenta a Cuba pré-revolucionária através de uma linguagem visual que retrata um país dividido entre desigualdade, violência política e emancipação; Eu, Capitão, de Matteo Garrone, "acompanha a odisseia de dois jovens senegaleses rumo à Europa, num filme que devolve humanidade a um percurso tantas vezes reduzido a manchetes e estatísticas"; A Dupla Vida de Véronique, de Krzysztof Kieślowski, reflecte "sobre identidade, destino e acaso através da ligação invisível entre duas mulheres que nunca se conheceram"; e Se Fores Para o Chile, de Sebastián González e Amílcar Infante, "percorre as tensões provocadas pelo êxodo venezuelano no norte do Chile, observando as transformações sociais e humanas de um território fronteiriço".
Serão dez dias de Porto/Post/Doc com competições internacionais, programas especiais, retrospectivas, cinema em língua portuguesa, sessões para escolas e jovens públicos, experiências imersivas e encontros com realizadores e convidados. O festival acolhe ainda os Porto Industry Days, dedicado ao encontro entre profissionais, com um programa focado na formação, no desenvolvimento de projectos, na coprodução e no debate em torno do cinema e do audiovisual.
Mais informações em https://www.portopostdoc.com/.
PROGRAMA - NO PAÍS DOS OUTROS
A Dupla Vida De Véronique (The Double Life Of Véronique)
Krzysztof Kieślowski
FRA, POL, NOR, 1991, FIC, 97’
Eu, Capitão (I, Captain)
Matteo Garrone
ITA, BEL, FRA, 2023, FIC, 121’
Eu Sou Cuba (I Am Cuba)
Mikhail Kalatozov
CUB, SUN, 1964, FIC, 140’
Todos Bons Compatriotas (All Good Countrymen)
Vojtěch Jasný
CZE, 1968, FIC, 114’
Se Fores Para O Chile (Unwelcomed)
Sebastián González, Amílcar Infante
CHL, 2025, DOC, 70’
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Curtas Vila do Conde 2026: Vencedores
Os vencedores do Curtas Vila do Conde 2026 já são conhecidos. Nothing Happens After Your Absence, de Ibrahim Omar, venceu o Grande Prémio Internacional e From Silence to Word, de João Pedro Barriga, foi eleito Melhor Filme Nacional.
![]() |
| Nothing Happens After Your Absence, Ibrahim Omar |
Eis a lista completa de vencedores:
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL + COMPETIÇÃO NACIONAL
MELHOR FILME - GRANDE PRÉMIO DCN BEERS
Nothing Happens After Your Absence (2026)
Ibrahim Omar
Sudão, FIC - 15’
MELHOR FICÇÃO - MELHOR FILME DE FICÇÃO ESMAD - SPLIT AWARD
How to cook a chicken underground (2025)
Nacho Sánchez, Olivia Delcán
Espanha, FIC - 29’
MELHOR FICÇÃO - MELHOR FILME DE FICÇÃO ESMAD - SPLIT AWARD
Oh Boys (2025)
Antonio Donato
Itália, Reino Unido, EUA, FIC - 17’
MELHOR DOCUMENTÁRIO - MELHOR FILME DE DOCUMENTÁRIO ESMAD
Plan contraplan (2026)
Radu Jude, Adrian Cioflâncă
Roménia - DOC, 22’
MELHOR ANIMAÇÃO - MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO ESMAD
Dernier Printemps (2026)
Mathilde Bédouet
França - ANI, 15’
PRÉMIO DO PÚBLICO DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
What Do the Maknines Dream Of (2026)
Sarra Ryma
Argélia, França, FIC - 23’
![]() |
| From silence to word, João Pedro Barriga |
MELHOR FILME DA COMPETIÇÃO NACIONAL - CATÓLICA, PULSAR, TVCINE, FESTHOME
From silence to word (2026)
João Pedro Barriga
Portugal - DOC, 20’
PRÉMIO DO PÚBLICO COMPETIÇÃO NACIONAL
Vermelhos do Asfalto (2026)
João Niza Ribeiro
Portugal, França, DOC, FIC - 30’
EUROPEAN FILM AWARDS SHORT FILM PRIX VIMEO CANDIDATE 2027
Oh Boys (2025)
Antonio Donato
Itália, Reino Unido, EUA - FIC, 17’
EXPERIMENTAL
MELHOR FILME DA COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL
Morgenkreis (2025)
Basma Al-sharif
EAU - DOC, 20'
MENÇÃO HONROSA DA COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL
JIRAPO (2025)
Maria Rojas Arias
Colômbia, Portugal - EXP, 19’
TAKE ONE!
MELHOR FILME - SHOWREEL + IPDJ
Quelle Soif! (2025)
Francisco João
Portugal, FIC - 29’
MELHOR REALIZAÇÃO
Onde Nascem os Pirilampos (2026)
Clara Vieira
Portugal, FIC - 18’
MY GENERATION
MY GENERATION - AUDIENCE AWARD
Kiss kiss bang bang (2025)
Ollie Launspach
NL - DOC, 28’
CURTINHAS
MELHOR FILME CURTINHAS
O Lobito (2025) - M/6
Phillippe Kastner
CZ- ANI, 13’
MELHOR FILME CINECIÊNCIA
Rebentos a crescer (2026)
Béatrice Herzig
Suíça - ANI, 9’
MENÇÕES HONROSAS
M/3
Dueto (2025)
Léo Brunel
França - ANI, 1’
M/6
Na Floresta (2026)
Antonin Niclass
Suíça- ANI, 10’
M/9
O Sonho (2025)
Rémi Durin
Bélgica, França - ANI, 29’
MUSIC VIDEOS
MELHOR FILME - COMPETIÇÃO DE VÍDEOS MUSICAIS
A garota não + João Mota (Et toi Michel) - Tigre III
Amigos da Onça (2026)
Portugal, MV - 4’
Toda a informação sobre as Curtas Vila do Conde 2026 em https://curtas.pt/.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
MOTELX celebra 20 anos com muito terror de 3 a 13 de Setembro
O MOTELX - Festival Internacional de Terror de Lisboa faz 20 anos e a celebração acontece durante 11 dias, de 3 a 13 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Parte da programação desta 20.ª edição já foi revelada.
Serviço de Quarto, Prémio Noémia Delgado e Quarto Perdido
Na principal secção do festival, Serviço de Quarto, já estão anunciadas 10 longas-metragens internacionais: Fuck My Son! (EUA), de Todd Rohal; Game (Reino Unido), de John Minton; AnyMart (Japão), de Yusuke Iwasaki; Species (Bélgica/França), de Marion Le Correller; The Birthday Party (Bélgica/França), de Léa Mysius, com Monica Bellucci; Mum, I’m Alien Pregnant (Nova Zelândia), da dupla Thunderlips (Jordan Mark Windsor e Sean Wallace); The Furious (Hong Kong), de Kenji Tanigaki; Our Effed Up World (Austrália/Canadá), de Alice Maio Mackay; One Spoon of Chocolate (EUA), de RZA (Wu-Tang Clan); e Poultry Farm (Irão), de Mohammadreza Ardalan.
A cineasta sueca, naturalizada portuguesa, Solveig Nordlund é a segunda galardoada com o Prémio Noémia Delgado para Mulheres Notáveis no Terror, depois de, em 2025, o festival ter dado a distinção à produtora norte-americana Gale Anne Hurd. Nesta edição, o MOTELX distingue uma das mulheres pioneiras no cinema fantástico e de terror, cujo universo autoral é profundamente contaminado por H. P. Lovecraft e J. G. Ballard.
No Quarto Perdido, a obra de José de Sá Caetano estará em foco. O realizador português, nascido em Leiria, em 1933, fez parte do grupo fundador da cooperativa Cinequanon, ao lado de cineastas como José Fonseca e Costa, Luís Galvão Teles e António de Macedo. As Ruínas no Interior (1976) é a obra primordial de uma trilogia que viria a concluir com Azul Azul (1984), e pelo meio, Um S Marginal (1983), três filmes que comunicam entre si, onde personagens, situações e ecos narrativos estabelecem relações ténues, e que representa o grosso da sua filmografia. José de Sá Caetano permanece como uma das figuras mais esquecidas do cinema português, cujo universo surrealista merece uma redescoberta.
Novas Secções e Suite 13
Há uma nova secção do MOTELX, em parceria com a Cinemateca Portuguesa: Lost in Europe: O Terror por Detrás da Cortina de Ferro, um ciclo que, tal como o Quarto Perdido em relação ao cinema português, pretende resgatar e redescobrir cinematografias europeias esquecidas. Como o nome indica, o foco incide sobre os países da chamada Cortina de Ferro. Os seis filmes seleccionados são: The Singing, Ringing Tree (Das Singende, Klingende Bäumchen; República Democrática Alemã; 1957), de Francesco Stefani; Werewolf (Libahunt; URSS; 1968) de Leida Laius; The Rat Saviour (Izbavitelj; Jugoslávia; 1976), de Krsto Papic; Ferat Vampir (Checoslováquia; 1981) de Juraj Herz; Possession (França/República Federal da Alemanha; 1981), de Andrzej Żuławski; e Strangler vs Strangler (Jugoslávia; 1985) de Slobodan Šijan.
Outra nova secção, desta vez em conjunto com o Goethe-Institut Portugal, intitulada: Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém), com filmes de Werner Herzog e Jörg Buttgereit, faz uma reflexão sobre a única certeza da vida, através de vários painéis e de três obras centrais do cinema de género germânico: Nosferatu: O Vampiro da Noite (1979), de Herzog, e Nekromantik (1988) e The Death King (Der Todesking), de Buttgereit.
A secção Suite 13 (que segue a herança da história do cinema e os problemas que as suas transgressões podem colocar à actualidade) traz ao 20.º MOTELX um programa, idealizado pelo programador convidado Carlos Alberto Carrilho, intitulado Sergio Martino e Acid Giallo: Atmosferas que Turvam os Sentidos, a partir da confluência da obra do cineasta com a linguagem do subgénero, caracterizado por uma saturação cromática e sonora que promove o medo e o êxtase. Martino tem sido redescoberto recentemente após vários restauros dos seus filmes em 4K e menções de Quentin Tarantino e Guillermo del Toro pela influência que teve nas suas carreiras.
Prémios MOTELX, Méliès d'argent e Melhor Guião de Terror Português
O Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa, que atribui um prémio de 5000€, terá dez títulos em competição: amordemoura, de Tiago “Ramon” Santos; A Hora do Chico, de João Severo e Rafael Sá Carneiro; Final da Noite, de Duarte Gandum e Henrique Gandum; Tardo, de Carlos Calika; Consolatio, de Pedro M. Afonso; Estou Aqui, de Ana Rita Martins; Spirit Caller, de Vítor Dutta; Bruno, o Boneco, de Diogo dos Santos Oliveira; consumido, de [carrozo]; Royal, de Hinata Almeida e Tomás Pascoal.
Relativamente ao Prémio Méliès d’argent - Melhor Curta Europeia, destaque para as curtas portuguesas presentes na competição: Sweet Hearts, de Diogo Coutinho e Gonçalo Claro da Fonseca; Codec: ♥ Amanda ♥, de Rafaela Cardoso; Calhau, de Paulo Abreu; A Onda, de Ramón de los Santos; Olhos, Olhos, Nariz, Boca, de Sofia Santa-Rita; Quietud, de Gonçalo Almeida; Cure My Misery, de Kiril Savateev; e Katabasis, de João Silva.
Regressa ainda o Prémio MOTELX - Melhor Guião de Terror Português que, na sua quarta edição, volta a atribuir um prémio monetário de 2000€ e conta com sete argumentos de longas-metragens ainda não produzidas: A Ostra, de Pedro Garrido; Hóspede, de Miguel Monteiro Rico; O Silêncio que Fica, de Ana Lamas; Privação (Ou Coisas Ditas de Joelhos), de António Xavier Rodrigues; Púcaro Negro, de Maria Leonor Toscano e Raquel Cabaço Pereira; Rosa dos Ventos, de Alexandre Guedes de Sousa; e Todas as Respostas, de Stephane F. Oliveira.
Sala de Culto e SectionX
Este ano, a Sala de Culto apresenta dois filmes que se interligam pela dimensão insólita com que se relacionam com a tradução audiovisual e que justificam o subtítulo: Lost in Translation. Hen Dui Hen, título original de um filme taiwanês de artes marciais de 1974, estreou em Portugal como Kung Fu à Portuguesa onde, ao contrário do que aconteceu noutras nações, foi exibido com o áudio original em mandarim, mas com legendas escritas para o efeito por autores — Raúl Solnado e Pedro Bandeira-Freire — que desconheciam a língua e que, por isso mesmo, foram particularmente criativos. Já A Teia de Gelo, de 2012, realizado por Nicolau Breyner, resultou numa junção de um thriller de acção e o terror gótico. Com intenção de internacionalizar o filme, o realizador decidiu filmar duas versões integrais: em português e em inglês. O MOTELX apresenta a raríssima versão inglesa de uma obra que conta com Diogo Morgado, Margarida Marinho e Paula Lobo Antunes no elenco.
A secção SectionX (mais experimental e underground) traz consigo três realizadores cujos filmes dialogam através das dinâmicas poder institucional. Chronovisor (EUA), de Jack Auen e Kevin Walker, que se centra numa máquina inventada pelo monge beneditino Pellegrino Ernetti para filmar o passado; Variations on Violence (EUA), de Zachary Aaron Nichols; e Sunshine Express (Irão), uma alegoria kafkiana em formato reality show.
Lobo Mau, outros eventos e Warm-Up
A secção infantil do festival, O Lobo Mau, não falta à festa de aniversário do MOTELX. Ainda em Agosto, no dia 14, vai estar no Cinema ao Ar Livre integrado no Warm-Up de 2026, no Jardim das Amoreiras. Este ano, regressa o já tradicional Peddy Paper no Cinema São Jorge, o Atelier Sensorial ALMA, as sessões de Sustos Curtos para várias faixas etárias e há ainda uma longa-metragem em estreia nacional. Outra das novidades deste ano é o workshop de fotografia promovido por Bernardo Gramaxo em conjunto com a Associação Passa Sabi, onde oito jovens exploraram o Bairro do Rego com uma Instax na mão.
Nos outros eventos do MOTELX, haverá a exposição Hotel Pastiche, de João Telmo (Nova Companhia) que resgata o imaginário do hotel enquanto cenário de culto para o cinema e propõe a reinvenção de 10 cenas de filmes clássicos de terror (The Shining, Psycho, entre outros) decorridas num hotel. O Monster Day é outra das novidades destes 20 anos de festival, com o dia 5 de Setembro dedicado ao monstro enquanto figura representante do terror que começa com um workshop de monstros para os mais novos na secção Lobo Mau, mais tarde um Concurso de Monstros, com um prémio monetário de 500€ e uma festa/meet-up de monstros no Lounge do MOTELX.
O Warm-Up estende-se este ano pelos meses de Julho e Agosto para aquecer o público para o festival. No dia 31 de Julho, à meia-noite no Cinema Nimas, Saccharine (Austrália; Natalie Erika James) é exibido em mais uma sessão do Nimas Fora de Horas. No dia 1 de Agosto, há uma Sessão de Curtas + DJ Set na Casa do Comum, às 21h00. No dia 14 de Agosto, há Cinema ao Ar Livre, uma parceria entre o MOTELX e a Junta de Freguesia de Santo António: às 18h00, a Sessão Lobo Mau e, às 21h00, The Guest (EUA, 2014), de Adam Wingard, no Jardim das Amoreiras. No dia 27 de Agosto, o MOTELX une forças com o Black Cat Cinema — um projecto de cinema ao ar livre que instala telas em lugares inusitados de Lisboa — e exibe o clássico The Others (Espanha/Estados Unidos/França, 2001), de Alejandro Amenábar, no Palácio do Grilo, às 21h00.
Mais informações sobre a 20.ª edição do MOTELX em https://www.motelx.org/.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Queer Lisboa celebra 30 anos com filmes de Pedro Almodóvar, Jane Schoenbrun e outras novidades
O Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer regressa entre 18 e 26 de Setembro, ao Cinema São Jorge e à Cinemateca Portuguesa, para comemorar 30 anos dedicados ao cinema e à cultura queer em Portugal.
O festival anunciou os primeiros destaques da sua 30.ª edição: Sessões Especiais de antestreia e seis filmes da secção Panorama, fora de competição.
![]() |
| Amarga Navidad (Natal Amargo), de Pedro Almodóvar |
Ao Cinema São Jorge, no primeiro fim-de-semana do festival, chegam as antestreias portuguesas de Amarga Navidad (Natal Amargo), de Pedro Almodóvar, e Teenage Sex and Death at Camp Miasma, terceira longa de Jane Schoenbrun, protagonizada por Hannah Einbinder (Hacks) e Gillian Anderson (Ficheiros Secretos), o filme venceu a Queer Palm do Festival de Cannes.
Por sua vez, a secção Panorama conta já com seis títulos confirmados: o documentário Barbara Forever, de Brydie O’Connor, traça um retrato da cineasta feminista norte-americana Barbara Hammer (1939-2019), que revolucionou a linguagem do cinema queer com a sua abordagem experimental e intimista; outro documentário Un jeune homme de bonne famille, de Sébastien Lifshitz, com foco em Claude Loir, outrora figura do cinema pornográfico gay francês que, agora octogenário, recorda os altos e baixos da sua vida; Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicholas Athané, é uma animação de homenagem à comunidade queer e à subcultura bear, cujo protagonista, um ícone sexual e influencer da cena gay parisiense, vê a sua vida dar uma reviravolta quando contrai um estranho vírus que transforma os homens gays em… heterossexuais; Blue Film, segunda longa de Elliot Tuttle, entra no universo dos cam boys, do fetichismo e da pedofilia, concentrando num astuto huis clos as interpretações de Reed Birney e Kieron Moore; depois de Futur Drei, o realizador Faraz Shariat regressa com Prosecution, um thriller contemporâneo que tece uma aguçada crítica ao racismo infligido pela extrema-direita e às muitas deficiências do sistema judiciário alemão; destaque ainda para Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi, acompanha Vicente, 76 anos, que, após sofrer um AVC, deve trocar a sua vida na Gran Canária, com o seu companheiro, por um lar de idosos no norte de Espanha.
Brevemente, o Queer Lisboa anunciará a retrospectiva desta edição e a programação completa.
FILMES ANUNCIADOS DO QUEER LISBOA 30:
SESSÕES ESPECIAIS
Amarga Navidad (Natal Amargo), Pedro Almodóvar (Espanha, 2026, 112’)
Teenage Sex and Death at Camp Miasma, Jane Schoenbrun (EUA, Canadá, 2026, 112’)
PANORAMA
Barbara Forever, Brydie O’Connor (EUA, 2026, 102’)
Blue Film, Elliot Tuttle (EUA, 2025, 85’)
Jim Queen, Marco Nguyen, Nicolas Athané (França, 2026, 85’)
Maspalomas, Jose Mari Goenaga, Aitor Arregi (Espanha, 2025, 109’)
Prosecution, Faraz Shariat (Alemanha, 2026, 113’)
Un jeune homme de bonne famille, Sébastien Lifshitz (França, 2026, 87’)
Mais informações sobre o festival em www.queerlisboa.pt.
terça-feira, 14 de julho de 2026
Curtas Vila do Conde 2026: Cinema de Mohammad Rasoulof In Focus e mais novidades
O Cinema de Resistência do realizador iraniano Mohammad Rasoulof é um dos grandes destaques da secção In Focus da 34.ª edição do Curtas Vila do Conde, que decorre entre 17 e 26 de Julho.
Mohammad Rasoulof: In Focus
A retrospectiva dedicada ao cineasta reúne uma obra marcada pela censura, pela repressão política e pela defesa da liberdade de expressão, reafirmando o compromisso do festival com um cinema atento às questões do nosso tempo.
Rasoulof venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim com There Is No Evil (2020), filmado clandestinamente no Irão, e tem sido alvo de sucessivas condenações por parte do regime iraniano, incluindo penas de prisão, proibição de realizar filmes e restrições à sua circulação internacional. A sua mais recente longa-metragem, A Semente do Figo Sagrado (2024), segue essa reflexão ao retratar o impacto da repressão política no seio de uma família, revelando as tensões entre a esfera privada e o contexto social. Para além destas duas obras mais recentes, a retrospetiva irá revisitar também títulos como Iron Island (2005), The White Meadows (2009) e A Man of Integrity (2017). Às longas, junta-se ainda a curta-metragem Sense of Water (2026), na Competição Internacional do festiva.
![]() |
| A Semente do Figo Sagrado (2024) |
Neste âmbito, destaque para a sessão especial e conversa Irão, Cinema e Liberdade, com o jornalista Ricardo Alexandre, dedicada ao contexto político e cultural que molda o cinema iraniano contemporâneo. A sessão conta com três curtas Hidden, de Jafar Panahi (2020, Irão/França, DOC, 18’), Nazarbazi, de Maryam Tafakory (2021, Irão/Reino Unido, EXP, 19’), e The Doll, de Elahe Esmaili (2021, Irão, DOC, 33’).
Competições Nacional e Internacional
O júri das Competições Nacional e Internacional será composto pela produtora norte-americana Christine Vachon, actriz Cléo Diára, a crítica e programadora francesa Marie-Pauline Mollaret, o ensaísta espanhol Carlos Losilla e o realizador Guilermo Galoe.
Estas duas competições formam o eixo central da programação do Curtas Vila do Conde, reunindo uma selecção de obras que reflecte a vitalidade e a diversidade do cinema contemporâneo. Entre os títulos a concurso encontram-se: Flui, de Ana Fernandes e Joana Vieira da Costa (2026, Portugal, ANI, 10’), Massa Mãe, de Maria Novo (2026, Portugal, FIC, 21’), Porto2000, de Matilde Camacho (2026, Portugal, ANI/EXP, 8’), A Hora da Estrela, de Rita Barbosa (2026, Portugal, FIC, 20’), Algumas Coisas Que Acontecem ao Lado de um Rio, de Daniel Soares (2026, Portugal/França, FIC, 14’), A Nebulosa Romântica, de Pedro Ramalhete (2026, Portugal, FIC, 19’), Um Coração Incendiário, de Carlos Conceição (2026, Portugal, FIC, 54’), Lovely Butterfly, de Fairouz Hasan (2026, Territórios Palestinianos, DOC, 20’) e Champ de Mars, de Sergei Loznitsa (2025, Países Baixos, DOC, 12’).
A programação integra ainda a Competição Experimental e a Competição de Vídeos Musicais, bem como um conjunto de sessões especiais dirigidas a diferentes públicos, entre as quais Gesto, para a comunidade surda e ensurdecida, Pet Curtas, Curtas Midnight Madness, a abertura do Curtinhas em formato cineconcerto, e a estreia nacional de Virgem Fandango, acompanhada por coro ao vivo.
A programação do Curtas 2026 integra ainda os ciclos dedicados a Todd Haynes e Miranda Pennell, já anteriormente anunciados, bem como as secções Cinema Revisitado, Cinema Expandido e Stereo.
domingo, 12 de julho de 2026
FEST 2026: Vencedores
Chicas Tristes, de Fernanda Tovar, e The Ground Beneath Our Feet, de Yrsa Roca Fannberg, foram os grandes vencedores do FEST - New Directors New Films Festival, que decorreu de 20 a 28 de Junho, em Espinho.
![]() |
| Chicas Tristes, Fernanda Tovar |
Eis a lista completa de premiados:
LINCE DE OURO FICÇÃO
Para melhor longa-metragem de ficção
Chicas Tristes, Fernanda Tovar (MEX, FRA, ESP)
Menção honrosa
Truly Naked, Muriel d'Ansembourg (NLD, BEL, FRA)
LINCE DE OURO DOCUMENTÁRIO
Para melhor longa-metragem de documentário
The Ground Beneath Our Feet, Yrsa Roca Fannberg (ISL, POL)
LINCE DE PRATA FICÇÃO
Para melhor curta-metragem de ficção
Nobody Knows The World, Roddy Dextre (COL, MEX, PER, ESP)
Menção honrosa
Our Pantheons, Rosalie Charrier (FRA)
LINCE DE PRATA DOCUMENTÁRIO
Para melhor curta-metragem de documentário
Their Eyes, Nicolas Gourault (FRA)
LINCE DE PRATA ANIMAÇÃO
Para melhor curta-metragem de animação
Poor Marciano, Alex Rey (ESP)
Menção Honrosa
God Is Shy, Jocelyn Charles (FRA)
LINCE DE PRATA EXPERIMENTAL
Para melhor curta-metragem experimental
Water Sports, Whammy Alcazaren (PHL)
Menção Honrosa
Abortion Party, Julia Mellen (ESP)
GRANDE PRÉMIO NACIONAL
Para melhor curta-metragem de produção/realização nacional
Mofo, Carly Hanna (PRT)
Menção Honrosa
Leite das Monarcas, Francisco Nuno Rodrigues (PRT)
NEXXT
Para melhor curta-metragem de escola
First Summer, Heo Gayoung (KOR)
Menção Honrosa
Far From Beyrouth, Mon Dewulf (BEL)
PRÉMIO DO PÚBLICO
Longa-metragem
Truly Naked, Muriel d’Ansembourg (NLD, BEL, FRA)
PRÉMIO DO PÚBLICO
Curta-metragem
Ivar, Markus Tangre (NOR)
Mais informações sobre o FEST em https://site.fest.pt/pt.
domingo, 14 de junho de 2026
Curtas Vila do Conde 2026 anuncia foco na obra de Todd Haynes e Miranda Pennell
A 34.ª edição do Curtas Vila do Conde vai dedicar a secção In Focus ao realizador Todd Haynes e à artista visual Miranda Pennell. O festival, que acontece de 17 a 26 de Julho, anunciou ainda propostas para as secções Cinema Revisitado, Cinema Expandido e Stereo.
![]() |
| Todd Haynes |
Realizador de Safe (1995), Velvet Goldmine (1998) e Carol (2015), Todd Haynes é uma das grandes figuras do cinema independente norte-americano das últimas décadas. Colaboradora de longa data do realizador, a produtora Christine Vachon estará presente em Vila do Conde para apresentar a obra do realizador, bem como o seu trabalho enquanto produtora de cinema.
Artista visual, realizadora e professora, Miranda Pennell é reconhecida pelo modo como trabalha imagens de arquivo e investiga as relações entre memória, história e representação. A artista apresentará uma exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática, intitulada H is for History N is for Now, bem como uma selecção de filmes escolhidos pela própria, e ainda a palestra-performance Gestures of Love and Violence.
![]() |
| Miranda Pennell |
Cinema Revisitado, Cinema Expandido e Stereo
Este ano, a secção Cinema Revisitado propõe um foco em autores que continuam a desenvolver trabalho artístico e que regressam às suas obras em diálogo com o público. “Ao contrário de edições anteriores, centradas sobretudo na recuperação de obras de cineastas já afastados da atividade, este ano o diálogo entre filmes, autores e público assume um papel central”, refere o director artístico do Curtas, Nuno Rodrigues.
O programa inclui a realizadora norte-americana Bette Gordon, que apresentará Empty Suitcases (1980), obra do movimento No Wave Cinema, e o britânico John Smith, que assinala os 50 anos de The Girl Chewing Gum (1976), um dos títulos mais influentes do cinema experimental. Destaque para Seven Women, Seven Sins (1986), da artista e realizadora Maxi Cohen, cujo trabalho cruza cinema, activismo e questões de identidade cultural, racial e de género.
O Cinema Expandido, dedicado a projectos que exploram diferentes formas de relação entre cinema, espaço e performance. O Curtas apresenta propostas de Tânia Dinis, Francisca Dores e Henrik Ferrara, Charles-André Coderre e da Casa do Xisto – Residência de Cinema e Artes Visuais, reforçando a aposta em “novas formas de relação entre o público, a imagem e o espaço”.
A secção Stereo regressa com cineconcertos e criações originais. A abertura do festival contará com um cineconcerto de Bruno Miguel e Nuno Canavarro, a partir da obra de Germaine Dulac, figura pioneira do cinema experimental. A programação inclui um novo projecto do baterista e compositor Gabriel Ferrandini, em colaboração com o realizador Luís Costa, numa proposta que cruza música, memória e imagem.
As competições internacionais e nacionais mantêm-se no centro da programação, com destaque para as competições Take One!, dedicada a filmes realizados por estudantes portugueses de cinema e audiovisual, e My Generation, seleccionada por um comité de estudantes do ensino secundário e da ESMAD.
O Curtas Vila do Conde decorre em vários espaços da cidade, com sessões de cinema, conversas com realizadores, workshops e actividades para famílias e crianças. Mais informações em https://www.festival.curtas.pt/,
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Festival Mental celebra 10 anos e acontece de 14 a 17 de Maio em Lisboa
A 10.ª edição do Festival Mental - Cinema, Artes e Informação acontece de 14 a 17 de Maio, no Cinema São Jorge, na Quinta das Conchas e nas ruas de Lisboa com cinema, teatro, música e uma parada circense.
Ao longo de dez anos, o evento revelou-se um projecto pioneiro em Portugal na promoção da saúde mental, combate ao estigma e contribuição para a literacia nesta área, através da cultura. Este ano, o festival pretende revisitar temas marcantes de edições anteriores e o seu impacto, ao mesmo tempo que projecta os desafios do futuro.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
IndieLisboa 2026: Cochena (2026)
*6/10*
Cochena, a estreia de Diogo Allen na realização apresentou-se ao mundo (e venceu a Competição Nacional de Longas) no IndieLisboa 2026. A comunidade cigana está no centro do documentário que cruza tradição e modernidade na vida do casal protagonista e de quem o rodeia.
Maria e Arménio Romão conduzem Cochena através do seu quotidiano, seja em Lisboa e arredores, ou numa breve visita à família residente no Algarve. O realizador segue-os de perto, filmando cada momento-chave dos seus dias.
Seja junto da família mais próxima ou da mais afastada, recordam-se os que já partiram através de fotografias antigas e de lembranças saudosas, contam-se histórias. E no meio das recordações e do trabalho diário, ao documentário não falta música, nem um casamento tradicional, com vários dias de celebração.
Apesar da tradição ainda se manter em diversos costumes, Maria usa da sua experiência de vida para alertar as mais jovens que devem vestir o que gostarem e não o que os maridos mandam. Efectivamente, os tempos são outros. E mesmo mantendo algo de recolector, de trabalhar a terra e manter com ela uma forte ligação, Maria e Arménio já não são nómadas como os seus ancestrais. A sua caravana fica junto aos prédios do bairro onde vivem e segue com eles quando visitam a família.
A língua Caló que o casal fala, a certo momento, perante a câmara do realizador, sem legendas, deixa no ar curiosidade e surpresa. Entre Maria e Arménio há uma cumplicidade que tanto desafia o espectador como consegue escapar, por alguns momentos, aos netos irrequietos, que tanto chamam por eles.
Cochena peca pela forma como trabalha o tempo do filme. Sente-se que falta vitalidade à montagem, e que a longa não se funde na alegria e na música do povo cigano. Observa de perto, sem se deixar absorver ou contagiar.
Diogo Allen tem assim uma estreia discreta, onde oferece uma visão próxima de uma comunidade que ainda tem pouco destaque no cinema. Ficam na memória alguns planos marcantes, a música contagiante e um casal protagonista com muita personalidade.
domingo, 10 de maio de 2026
IndieLisboa 2026: Vencedores
-
"You see how this looks, right?" Chris Hansen *6.5/10* Muito antecipado, em especial pela prestação de Robert Pattinson , Primetim...
-
Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. O Veredito Social e Primetime são duas das estreias em destaq...
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.png)

.jpg)


.jpg)
.jpg)

.jpg)


.png)







.png)