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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2022

Em mais um Dia Internacional do Beijo, fizemos a selecção de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico, que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro de 2022 (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 


Stan Zeena (Bradley Cooper eToni Collette) em Nightmare Alley - Beco das Almas Perdidas (2021)


Julie Eivind (Renate ReinsveHerbert Nordrum) em A Pior Pessoa do Mundo / Verdens verste menneske / The Worst Person in the World (2021)

Batman e Catwoman (Robert Pattinson e Zoë Kravitz) em The Batman (2022)

Melinda e Vic (Ana de Armas e Ben Affleck) em Em Águas Profundas / Deep Water (2022)

Elvis e Priscilla (Austin Butler e Olivia DeJonge) em Elvis (2022)

Alice e Jack (Florence Pugh e Harry Styles) em Não Te Preocupes, Querida / Don't Worry Darling (2022)

Valerie Voze e Harold Woodman (Margot Robbie e John David Washington) em Amesterdão / Amsterdam (2022)

Tom e Patrick (Harry Styles e David Dawson) em My Policeman (2022)

Saul TenserTimlin (Viggo Mortensen Kristen Stewart) em Crimes do Futuro / Crimes of the Future (2022)

Lee e Maren (Timothée Chalamet e Taylor Russell) em Ossos e Tudo / Bones and All (2022)

domingo, 12 de março de 2023

Oscars 2023: Melhor Filme

A poucas horas da cerimónia dos Oscars 2023, fazemos uma análise aos nomeados para Melhor Filme.  São filmes muito equilibrados entre si, com a excepção nos últimos lugares, mais fracos - mas nem por isso com menos probabilidades de vencer na categoria. Não assisti a Avatar: The Way of Water, por isso, apenas destaco os outros nove filmes, ordenados pelo meu gosto pessoal.

Eis as dez longas-metragens na corrida:

Partindo de uma zanga entre dois amigos, Martin McDonagh faz uma reflexão sobre a existência em Os Espíritos de Inisherin. Uma comédia dramática, com um leve toque de nonsense, muito mais profunda do que possa parecer. 

A crueldade e a barbárie da guerra são retratadas com um realismo impressionante, num filme que ficará na memória pelo lado humano que capta, através de simples gestos ou olhares, e onde, afinal, todos foram vítimas.

Todd Field entra no mundo da música clássica para fazer balançar os lugares de poder. Ao mesmo tempo que aborda o assédio, transforma Tár numa espécie de filme de terror para as vítimas e para a protagonista. 

Steven Spielberg filma a sua magia do Cinema em Os Fabelmans, um épico autobiográfico em jeito de elogio à Sétima Arte e à família. Uma obra íntima e tocante, que reflecte a alma do seu autor. 

Eis um filme de acção como há muito não se via. Top Gun: Maverick é verdadeiramente feito para ver numa sala de cinema - câmara, som e montagem tudo fazem para dar a experiência mais realista possível, com o verdadeiro prazer de ver sequências de aviões em alta velocidade no grande ecrã.

Estas mulheres podem não saber ler ou escrever mas são capazes de votar e de se unir para tomar uma decisão importante, esgrimindo argumentos a favor ou contra cada uma das opções. A Voz das Mulheres é a conquista deste empoderamento e da liberdade de escolha, mesmo no seio de uma comunidade patriarcal conservadora e extremamente religiosa.

Fiel ao estilo extravagante e frenético que caracteriza os seus filmes, Baz Luhrmann escolheu também a personalidade certa para a sua mais recente longa-metragem: Elvis. Contagiado pelos passos de dança e pelo gingar do rei do Rock n'Roll, Luhrmann constrói um filme ritmado, repleto de música e potenciado pela prestação quase inacreditável de Austin Butler.

Imaginação - e referências - não falta a Daniel Scheinert e Daniel Kwan, que criam os mais inesperados multiversos e super-poderes, com humor e muito nonsense à mistura. Contudo, entre tantos acontecimentos, artes marciais e sonhos não cumpridos, o objectivo final do filme perde-se e torna-o inconsequente.
Dinheiro e Poder estão sempre ao comando deste barco, que está longe de ir a bom porto, e cujo Capitão alcoólico, interpretado por Woody Harrelson, será, porventura, a personagem mais entusiasmante da longa-metragem de Östlund. Uma Palma de Ouro de aborrecimento.

Avatar: O Caminho da Água / Avatar: The Way of Water
Não assistido

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Crítica: Elvis (2022)

«A reverend once told me, "When things that are too dangerous to say, sing."»
Elvis Presley


*6.5/10*

Fiel ao estilo extravagante e frenético que caracteriza os seus filmes, Baz Luhrmann escolheu também a personalidade certa para a sua mais recente longa-metragem: Elvis. Contagiado pelos passos de dança e pelo gingar do rei do Rock n'Roll, Luhrmann constrói um filme ritmado, repleto de música e potenciado pela prestação quase inacreditável de Austin Butler.

"O filme explora a vida e a música de Elvis Presley (Austin Butler) sob o prisma da complicada relação com o seu enigmático agente, Colonel Tom Parker (Tom Hanks). A história mergulha na complexa dinâmica entre Presley e Parker ao longo de 20 anos, desde o início da carreira de Presley até ao seu estrelato sem precedentes, contrastando com as mudanças culturais e a perda da inocência da América. No centro desta jornada está uma das pessoas mais importantes da vida de Elvis, Priscilla Presley (Olivia DeJonge)".


Elvis é eficaz ao retratar a ascensão de Presley, a revolução socio-cultural que criou e, posteriormente, a decadência da sua carreira, a dependência de fármacos e todas as más decisões que tomou, influenciadas por Parker.

O percurso de Elvis Presley é contado da perspectiva do seu agente, o charlatão Colonel Tom Parker. E é aqui que reside o grande problema do filme de Luhrmann. A personagem de Tom Hanks assume um protagonismo desnecessário (e nada meritório) e há momentos em que se tem dúvidas sobre qual dos dois é o verdadeiro centro da acção - Hanks assume uma omnipresença desconfortável que parece querer roubar as atenções de Butler.

E se Tom Hanks tem um overacting que enfraquece o filme, já Austin Butler é a grande revelação, criando uma réplica fiel de Elvis Presley, incorporando todos os movimentos, a voz e o olhar que sempre distinguiram o artista. Da ingenuidade inicial à inércia que tomou conta de si enquanto a carreira ia decaindo, o jovem actor nunca descura a personagem, dotando-a de fragilidade e realismo.


As equipas de guarda-roupa e direcção artística são responsáveis por recriar a era dos acontecimentos da longa-metragem, recuperando locais e fatos icónicos de Elvis, de cores vibrantes e a transbordar a energia e o ritmo da sua música. 

E apesar dos exageros de Baz Luhrmman (em que Tom Hanks é o maior de todos), Elvis é uma obra competente e cheia de ritmo, que Austin Butler comanda com a segurança de um veterano.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Estreias da Semana #513

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas oito novos filmes. Há também uma novidade no streaming.

Campo de Sangue (2022)
A personagem de um romance escrito no passado ganha vida no presente para atormentar a autora, revivendo e revisitando com ela a história do crime da Pensão da Avenida.

Deadlock - Sem Saída (2021)
Deadlock
Mack é um antigo soldado que se mudou para uma cidade, perto de uma central nuclear. Quase todos os habitantes trabalham na central e a vida é pacífica, até ao dia em que um bando de mercenários invade o reactor e faz reféns, incluindo um grupo de crianças numa viagem escolar. Agora, Mack inicia uma corrida contra o tempo para usar o seu treino militar e derrotar os mercenários antes que estes provoquem uma catástrofe irremediável. Pelo caminho, descobre o motivo do ataque e um enorme segredo escondido na cidade.

Elvis (2022)
A vida de Elvis Presley vista pelo ângulo da complexa relação com o seu enigmático agente, o Coronel Tom Parker.

O Telefone Negro (2022)
The Black Phone
Finney Shaw, um rapaz de 13 anos, tímido, mas perspicaz, foi raptado por um assassino em série que o prende numa cave à prova de som, manchada com o sangue de meia dúzia de outras crianças assassinadas. Um antigo telefone, há muito desligado, toca durante a noite com as vozes dessas vítimas, decididas a salvar Finney.

Criada em 1996, a Companhia de Teatro do Chapitô tem desenvolvido o seu trabalho, muitas vezes, sem a atenção devida dos seus pares. É a companhia de teatro portuguesa mais premiada internacionalmente. Durante cerca de um ano, entre 2020 e 2021, os realizadores acompanharam a companhia no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância. Uma viagem que olhou também para a história desses 25 anos através das muitas imagens de arquivo que a companhia registou ao longo do tempo.

Recreio (2021)
Un monde
Nora tem sete anos e vê Abel, o irmão mais velho, ser intimidado por outras crianças no recreio da escola. Apressa-se a protegê-lo, mas Abel obriga-a a permanecer em silêncio. Apanhada num conflito de lealdade, Nora tenta encontrar o seu lugar, dividida entre o mundo das crianças e o dos adultos.

Tão Perto, Tão Longe (2019)
Deux moi
Rémy e Mélanie têm 30 anos e moram no mesmo distrito de Paris. Ela multiplica compromissos perdidos nas redes sociais enquanto ele luta para se encontrar. São ambos vítimas dessa solidão das grandes cidades, numa era em que todos estão hiper ligados e onde deveria ser mais fácil encontrar alguém. Duas pessoas, dois caminhos. Sem saber, tomam estradas que os levam na mesma direção.

Um Iaque na Sala de Aula (2019)
Lunana: A Yak in the Classroom
Ugyen, um jovem professor da zona moderna do Butão, foge aos seus deveres enquanto planeia ir para a Austrália para se tornar cantor. Como castigo, os seus superiores mandam-no para a escola mais remota do mundo, numa aldeia chamada Lunana, para concluir o seu contrato. Ugyen dá por si afastado dos confortos ocidentais após uma dura caminhada de oito dias para chegar à aldeia. Em Lunana, não há electricidade, manuais, nem um quadro na sala de aula. Apesar de pobres, os aldeões recebem calorosamente o novo professor, mas ele tem a tarefa intimidante de ensinar as crianças sem materiais. Quer desistir e ir-se embora, mas começa a descobrir as dificuldades das crianças que ensina e a transformar-se através da incrível força espiritual dos aldeões.

Amazon Prime Video

Estreia a 24 de Junho:

My Fake Boyfriend (2022)
Andrew tem um grave problema: não pode afastar-se do namorado tóxico que acaba de o deixar. Os amigos intrometidos decidem ajudá-lo criando Cristiano, um falso namorado perfeito para ele partilhar nas redes sociais. O problema está resolvido, certo? Só que não.