domingo, 12 de março de 2023
Oscars 2023: Melhor Filme
sábado, 28 de janeiro de 2023
Os Melhores do Ano: Top 20 [10.º - 1.º] #2022
Depois da primeira parte do Top 20 de 2022 do Hoje Vi(vi) um Filme, revelamos agora os dez lugares cimeiros. Rebeldia, feminismo ou nostalgia são os principais ingredientes deste Top 10.
Eis os meus 10 favoritos de 2022 (estreados no circuito comercial de cinema e streaming, em Portugal).
X é nostalgia pura, um slasher moderno que é todo ele uma homenagem ao cinema de terror (e não só).
9.º Revolta (2022), de Tiago R. Santos
São apenas quatro actores dentro de uma casa, durante um jantar que não o chega bem a ser, assombrado pela pandemia, pelos filmes de John Carpenter, pelas redes sociais e por uma revolução nas ruas de Lisboa. Um filme minimalista e claustrofóbico, tal qual a época em que foi filmado.
8.º O Menu / The Menu (2022), de Mark Mylod
A experiência cinematográfico-gastronómica que O Menu, de Mark Mylod, proporciona não é para palatos sensíveis. Ralph Fiennes é o chef anfitrião, que dita as ordens neste pesadelo de emoções culinárias. E que delícia de comédia negra!
7.º Fogo-Fátuo (2022), de João Pedro Rodrigues
Provocador, sarcástico e eficaz, Fogo-Fátuo mantém e vai além dos temas que têm marcado a filmografia de João Pedro Rodrigues. O passado esclavagista português é indissociável da narrativa principal, mas igualmente a sexualidade, a política, os incêndios e o racismo. Assente essencialmente na estética, no culto dos corpos, o filme irá sempre despoletar sentimentos - sejam eles quais forem - na plateia, e ficará na cabeça - temas, imagens e canções - durante muito tempo.
Joachim Trier nunca traz temas fáceis para o seu cinema. Na aparente simplicidade dos seus filmes, há uma complexidade de emoções e sentimentos. A Pior Pessoa do Mundo é mais um exemplo - talvez o melhor da sua carreira - de como uma longa-metragem é capaz de criar um conflito de sentimentos na plateia, ao mesmo tempo que retrata as personagens com um realismo tão doce como cruel - tal qual a vida.
5.º Flee - A Fuga / Flugt (2021), de Jonas Poher Rasmussen
Flee - A Fuga revela na tela do cinema as confissões de uma vida e o sofrimento de um homem, guardado em segredo absoluto, ao longo de muitos anos. Jonas Poher Rasmussen cria um documentário, que junta a animação às imagens de arquivo, e conta ao Mundo a amarga história de superação de um jovem refugiado, de Cabul a Copenhaga.
3.º A Nossa Terra, O Nosso Altar (2020), de André Guiomar
Em A Nossa Terra, o Nosso Altar, André Guiomar entra no quotidiano e na intimidade das famílias do bairro do Aleixo (entretanto demolido), no Porto, ao longo de vários anos, seguindo a tensão e as mudanças impostas a uma comunidade unida por laços tão fortes como os de sangue.
2.º A Filha Perdida / The Lost Daughter (2021), de Maggie Gyllenhaal
Muito para além da maternidade, A Filha Perdida é também sobre liberdade de escolha, emancipação, arrependimento e redenção. Sem julgamentos, Maggie Gyllenhaal solidariza-se com as Ledas da vida real, contra expectativas desiguais.
1.º Drive My Car (2021), de Ryûsuke Hamaguchi
Ryûsuke Hamaguchi conduz-nos pela estrada sinuosa das emoções em Drive My Car e, na sua aparente simplicidade, chega aos mais profundos sentimentos, dentro e fora do ecrã. As três horas de filme propõem reflexão, introspecção e, todavia, nunca monotonia. Se, por um lado, uma morte precoce vem mudar a vida de várias personagens e o foco da acção, por outro, o Teatro - o texto e as palavras - tem um papel central na exorcização dos fantasmas que se teima em não deixar partir.
sábado, 21 de janeiro de 2023
Crítica: A Oeste Nada de Novo / Im Westen nichts Neues / All Quiet on the Western Front (2022)
"My son killed in the war. He doesn't feel any honor."
Matthias Erzberger
A Oeste Nada de Novo filma, com uma beleza aterrorizante, a Primeira Guerra Mundial do lado do inimigo - o dos alemães -, revelando a inutilidade de um conflito armado que ceifou milhões de vidas. É a terceira adaptação cinematográfica (as outras duas datam de 1930 e 1979) do livro homónimo de Erich Maria Remarque.
"Quando Paul, de 17 anos, se junta à Frente Ocidental na Primeira Guerra Mundial, o seu entusiasmo inicial é abalado pela dura realidade da vida nas trincheiras."
Edward Berger filma um épico de guerra que espelha, em cada cena, toda a brutalidade e desumanidade do conflito, que aumentava à medida que as negociações do armistício tardavam. Ao mesmo tempo, regista-se o paradoxo: no conforto e segurança dos gabinetes ou no comboio das negociações, oficiais cercados de mordomias e boa comida decidiam o futuro dos que morriam e passavam fome no campo de batalha.
E se a Primeira Guerra Mundial é poucas vezes levada para o grande ecrã, filmá-la sob a perspectiva dos derrotados é ainda mais raro. Nesta adaptação, o realizador coloca o espectador ao lado dos alemães dentro das trincheiras ou no ataque corpo a corpo, seguindo de perto o protagonista, Paul (grande prestação do estreante Felix Kammerer), e os seus amigos e companheiros de batalha.
A Oeste Nada de Novo é um filme visceral e sujo, potenciado por uma direcção de fotografia soberba, capaz de planos que espelham o horror: cenários repletos de lama, corpos e sangue a perder de vista, sobre os quais paira uma névoa cerrada em tons de castanho e vermelho. Ali, tudo é morte.
A crueldade e a barbárie da guerra são retratadas com um realismo impressionante, num filme que ficará na memória pelo lado humano que capta, através de simples gestos ou olhares, e onde, afinal, todos foram vítimas.
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Estreias da Semana #532
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"Também andas à procura de trabalho a sério?" Nádia *9/10* Pedro Cabeleira voltou às longas-metragens depois de oito anos de inte...
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O IndieLisboa 2026 já anunciou os vencedores desta edição. Barrio Triste , de Stillz , How to Catch a Butterfly , de Kiriko Mechanicus , e ...




























