segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
Globos de Ouro 2024: Red Carpet
terça-feira, 28 de dezembro de 2021
Crítica: Não Olhem para Cima / Don't Look Up (2021)
"You guys, the truth is way more depressing. They are not even smart enough to be as evil as you're giving them credit for."
Kate Dibiasky
*5.5/10*
A crítica mordaz que tem caracterizado os últimos filmes de Adam McKay esmoreceu neste disaster movie; já a sua subtileza é agora a mesma que a de "um elefante numa loja de porcelanas". Não Olhem Para Cima faz um gritante anúncio do fim do mundo e, por mais que os cientistas tentem, ninguém quer saber do que eles dizem - onde é que já ouvi isto?
Adam McKay segue o seu ritmo acelerado e crítico, mas não é certeiro no disparo. O filme vive de altos e baixos, perde-se a meio e reencontra-se num final que poderia ser bom - não fossem duas cenas cómicas exta, totalmente desnecessárias e forçadas, a concluir o enredo.
Não Olhem para Cima tem um início promissor, bem como a ideia geral do argumento, mas perde-se em fait divers, pormenores irrelevantes e até clichés, e o foco passa do espaço para as mesquinhices da humanidade - tal como na mundo real, efectivamente. Os escândalos da política, as quezílias entre países poderosos e, claro, os EUA como o centro do mundo e das suas decisões são pouco entusiasmantes para a acção e fazem a longa-metragem cair nos mesmos erros que tenta satirizar.
DiCaprio é um cientista hipocondríaco a quem a fama sobe à cabeça, Meryl Streep surge numa versão feminina de Donald Trump, e Jonah Hill, longe do seu esplendor cómico, veste a pele do seu filho e chefe de gabinete. Só a personagem de Jennifer Lawrence parece ter os pés bem assentes na terra em todos os momentos da acção e é, sem dúvida, a única capaz de criar empatia com a plateia.
E porque ver para crer parece ser a máxima da população mundial, eis que o melhor momento de Não Olhem para Cima começa realmente quando todos olham para o céu e largam as redes sociais e teorias da conspiração. Entretanto, extrapola-se o realismo, abusa-se do absurdo e, no final, resta muito pouco do filme de Adam McKay.
domingo, 12 de dezembro de 2021
Sugestão da Semana #485
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Crítica: Let Them All Talk (2020)
*5.5/10*
Let Them All Talk é a curiosa experiência de Steven Soderbergh a filmar a bordo de um navio, ao longo de uma viagem transatlântica. Um filme de reencontros, mágoas e confrontação com um passado comum.
"Uma escritora famosa reúne as amigas para se divertir e sarar feridas antigas num cruzeiro, com a companhia do seu sobrinho para guardar as senhoras e se apaixonar por uma jovem agente literária."
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Crítica: Mulherzinhas / Little Women (2019)
Clássica e feminina, Greta Gerwig emancipou-se a par das suas Mulherzinhas, numa adaptação cinematográfica especialmente bem concretizada. Enquanto realizadora, cresceu a olhos vistos e começa a ganhar identidade; como argumentista ganhou uma maturidade inspiradora.
Louisa May Alcott era uma mulher à frente no seu tempo e ver, em pleno século XXI, a adaptação cinematográfica de um romance do século XIX, sentindo-o tão actual, com problemáticas feministas que ainda hoje se colocam, de uma forma ou de outra, mostra como Greta incorporou bem as ideias da autora norte-americana e adaptou-as ao ecrã de um modo moderno e singular.
Jo é a feminista emancipada que sonha ser independente através do seu dom para a escrita e está decidida que não precisa de casar para ser feliz. Tão focada na sua independência e individualidade enquanto mulher, de repente, vê-se rodeada de solidão. O talento para a escrita desvanece-se a par dos laços, esses que a inspiravam e a motivavam a criar histórias, sem esforço. Saoirse Ronan encaixa perfeitamente na personagem, destemida, corajosa e cheia de garra - com o orgulho por vezes a prejudicá-la. Emma Watson é Meg, a mais velha e mais tradicional das quatro irmãs. Apaixonada pelo teatro, ambiciona casar e ter filhos, com alguém que realmente ame, independentemente do dinheiro que possua. Amy é a mais nova, quer ser pintora mas cedo percebe que pintar nunca lhe garantirá o futuro. Uma jovem mimada, apaixonada, por vezes maliciosa, mas especialmente esclarecida. Florence Pugh interpreta-a com a fúria e clarividência que a personagem pede. Beth, num desempenho doce e tranquilo de Eliza Scanlen, é frágil mas apaziguadora, dotada para a música, protectora e protegida das irmãs. Laura Dern - numa interpretação contida mas dotada de emoção - é a mãe protectora e compreensiva, uma mulher sempre pronta a ajudar o próximo. Aparentemente feliz e paciente, guarda em si preocupação e raiva que insiste em não revelar. Meryl Streep é a Tia March, uma mulher rica, mas solitária e desagradável, que faz questão de relembrar as sobrinhas do fado que espera uma mulher sem dinheiro.
As personagens femininas são apaixonantes e inspiradoras. Modernas na sua concepção clássica. As suas personalidades transformam esta versão de Mulherzinhas num trabalho singular. Os planos sequência, os diálogos aguerridos, o guarda-roupa pensado ao pormenor e a banda sonora de Alexandre Desplat, tudo se funde para criar este clássico moderno do século XXI.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
Sugestão da Semana #414
Ficha Técnica:
Elenco: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Timothée Chalamet
Género: Drama, Romance
Duração: 135 minutos
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Sugestão da Semana #356
Ficha Técnica:
sexta-feira, 2 de março de 2018
Oscars 2018: As Actrizes Principais
1. Frances McDormand, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)
Frances McDormand é uma força da Natureza na pele de Mildred Hayes, uma mãe-justiceira, sem medo de consequências, sem remorsos, sem papas na língua. Ela nunca sorri, é fria, dura, mas também chora. Já foi vítima, mas aprendeu a não se sentir intimidada por nada, desafia a autoridade e as provocações e protege os seus como pode.
Margot Robbie reinventa-se na pele da protagonista Tonya, expressiva e camaleónica. A actriz assusta-nos (no bom sentido) com alguns olhares e sorrisos, mais ameaçadores e tresloucados do que de simpatia, e revela-se empenhada na pele desta mulher que, desde cedo, viveu num ambiente desequilibrado.
3. Sally Hawkins, A Forma da Água (The Shape of Water)
Sally Hawkins encarna uma mulher muda, corajosa e altruísta que parece descobrir a sua razão de viver e luta por ela. Aparenta uma imensa fragilidade mas revela-se muito desafiadora. Uma interpretação tão consistente sem dizer uma palavra não é para todos.
4. Saoirse Ronan, Lady Bird
Saoirse Ronan continua talentosa e nem o sotaque americano a deixa ficar mal. A actriz é uma força da Natureza e prova que ainda tem muito para mostrar. Na pele de Lady Bird sabe convencer-nos de que é, verdadeiramente, uma adolescente insolente e criativa, cheia de sonhos.
5. Meryl Streep, The Post
É grande o destaque que o Spielberg dá ao papel de Katherine Graham, a mulher entre os homens, alvo de desconforto da parte masculina e de admiração das mulheres que ainda não conseguiram a emancipação. Meryl Streep representa bem esta mulher pioneira em cargos de poder, perturbada com o dilema em que a sua posição a coloca. Contudo, está a tornar-se demasiado frequenta a presença da actriz entre os nomeados. Certo que ela faz bem qualquer papel que lhe dêem, mas nem todos são dignos de nomeações, é o caso deste.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Crítica: The Post (2017)
"The press was to serve the governed, not the governors."
Nos tempos áureos em que o jornalismo era o quatro poder, os jornais norte-americanos coleccionaram histórias de denúncia das mentiras dos governos ou outros órgãos de poder e influência na sociedade. Ao longo dos anos, sucedem-se os filmes - inspirados ou não em factos reais - sobre casos onde o jornalista foi um herói: o recente O Caso Spotlight (2015), Boa Noite, e Boa Sorte (2005), O Informador (1999), Os Homens do Presidente (1976), A Última Ameaça (1952), O Grande Carnaval (1951), O Mundo a Seus Pés (1941), O Grande Escândalo (1940), entre tantos outros.
Katharine Graham (Meryl Streep) do Washington Post, a primeira mulher na liderança de um dos principais jornais norte-americanos, alia-se a Ben Bradlee (Tom Hanks), o editor do jornal, e entram na corrida com o New York Times para expor um dos maiores segredos governamentais que durou três décadas e passou por quatro presidentes americanos. Os dois protagonistas têm de ultrapassar as suas diferenças enquanto arriscam as carreiras e a própria liberdade para desenterrar verdades há muito escondidas do público.
Mais um hino à liberdade de imprensa, contra qualquer censura, onde a guerra do Vietname é a temática secreta para o governo de Nixon (e seus antecessores). De repente, a censura queria entrar, em plenos anos 70, pelas redacções e proibir a publicação de factos. Os então chamados Pentagon Papers foram ouro nas mãos dos jornalistas.
Spielberg conta esta história que opõe jornalistas ao governo e fá-lo bem à sua maneira. Sucedem-se os planos sequência, onde seguimos as personagens, a direcção de fotografia faz-nos entrar ecrã adentro directamente para a época do filme, num trabalho estupendo de Janusz Kaminski.
É grande igualmente o destaque que o realizador dá ao papel de Katherine Graham, a mulher entre os homens, alvo de desconforto da parte masculina e de admiração das mulheres que ainda não conseguiram a emancipação. Meryl Streep e Tom Hanks estão à vontade nas suas personagens. Ela, uma mulher pioneira em cargos de poder, perturbada com o dilema em que a sua posição a coloca. Ele, decidido e corajoso, o editor que tem a verdade nas mãos.
The Post é um bom filme de jornalistas, mais um que se junta ao rol acima enunciado. Não é o melhor Spielberg de sempre mas traz-nos o cineasta, fiel a si mesmo, com uma equipa de peso a acompanhá-lo.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Oscars 2017: As Actrizes Principais
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Globos de Ouro 2017: Os Vencedores
Moonlight
Isabelle Huppert, Ela (Elle)
La La Land: Melodia de Amor
Emma Stone, La La Land: Melodia de Amor
Ryan Gosling, La La Land: Melodia de Amor
Zootrópolis (Zootopia)
Ela (Elle)
Aaron Taylor Johnson, Animais Noturnos (Nocturnal Animals)
La La Land: Melodia de Amor, Justin Hurwitz
City of Stars, La La Land: Melodia de Amor
Meryl Streep
Artigo actualizado pela última vez às 4h05.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Oscars 2015: Red Carpet
Também a lembrar uma princesa esteve Felicity Jones, nomeada para o Oscar de Melhor Actriz este ano. A britânica vestiu um bonito modelo Alexander McQueen em tons de prata.
Sempre elegante e mais uma vez nomeada, Meryl Streep surgiu na red carpet de preto e branco num bonito modelo Lanvin. Mesmo discreta, ninguém consegue tirar os olhos da actriz recordista de nomeações para os Oscars.
O bom gosto de Jenna Dewan-Tatum continua a revelar-se e os Oscars 2015 foram mais uma confirmação do mesmo. A esposa de Channing Tatum surgiu de branco, com um vestido Zuhair Murad, de decote em v, com uma fila de brilhantes.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Oscars 2015: As Actrizes Secundárias
2. Meryl Streep por Caminhos da Floresta (Into the Woods)
Sabemos que ela faria esta personagem na perfeição mesmo com uma perna às costas, mas certo é que o seu talento é notável em todas as personagens e a Academia rende-se a Meryl Streep quase todos os anos. Em Caminhos da Floresta, a veterana é uma bruxa, responsável por grande parte das peripécias do filme. Entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, até quer ajudar o casal protagonista a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos.
3. Keira Knightley por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)
Numa interpretação simples e muito ao seu jeito elegante, mas sensabor, temos Keira Knightley. Ela é Joan Clarke, provavelmente a mais interessante personagem de O Jogo da Imitação: a mulher entre os homens, tão inteligente ou mais que eles, a mulher emancipada e decidida. Não que a actriz lhe dê toda a vivacidade que ela pede, mas será ao percurso de Joan no filme que daremos maior atenção.
4. Emma Stone por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Eu adoro a Emma Stone mas esta nomeação não se justifica. Uma única boa cena em Birdman não consegue desculpar a ausência de nomes como Jessica Chastain (ou mesmo Oprah Winfrey, que em pouco mais de cinco minutos no ecrã em Selma, merecia mais a nomeação que Emma). Stone é a desequilibrada filha do protagonista de Birdman e pouco mais há a dizer...
5. Laura Dern por Livre (Wild)
E depois de questionar a nomeação de Emma Stone, que dizer de Laura Dern? Os sorrisos e simpatia de uma mãe lutadora e dedicada aos filhos em curtíssimos flashbacks não chegam para me convencer.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Crítica: Caminhos da Floresta / Into the Woods (2014)
"I wish..."
Um lado mais obscuro da Disney, onde a música não podia faltar: Caminhos da Floresta é um divertido musical que cruza algumas das mais famosas histórias de encantar e nos desafia a pensar que, se calhar, nada foi como nos contaram na infância.
O trabalho da direcção de fotografia - do oscarizado Dion Beebe - adensa o mistério da floresta onde se perdem e se cruzam as personagens e, aliado à caracterização - Meryl Streep está uma bruxa muito convincente -, é um dos aspectos mais fortes da componente técnica. No elenco, é mesmo Streep quem se destaca: entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, ela até quer ajudar o casal a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos. Emily Blunt revela-se neste filme uma boa actriz de musicais, com uma faceta cómica especialmente agradável, e proporcionando dos melhores momentos de Caminhos da Floresta. É a sua personagem e o seu marido que, na busca da "vaca tão branca como o leite", da "capa tão vermelha como o sangue", do "cabelo tão amarelo como o milho" e do "sapatinho tão puro como o ouro", são o elo de ligação entre histórias e são os principais responsáveis pelas inacreditáveis mudanças nos enredos que tão bem conhecemos.
sábado, 1 de março de 2014
Oscars 2014: As Actrizes Principais
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Actrizes do Ano #2012
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...





































