Mostrar mensagens com a etiqueta Meryl Streep. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Meryl Streep. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Globos de Ouro 2024: Red Carpet

E depois dos prémios entregues, olhamos para os visuais que mais se distinguiram na red carpet da 81.ª edição dos Globos de Ouro. Eis os favoritos do Hoje Vi(vi) um Filme entre os que desfilaram na passadeira vermelha na noite passada.


O arrojo de Timothée Chalamet fá-lo figurar diversas vezes nas listas dos mais bem vestidos. Nomeado para os Globos de Ouro 2024 pelo seu papel como Willy Wonka, o actor desfilou com um conjunto preto Celine, onde se destacava o casaco brilhante. A acompanhar o visual estava um colar Cartier.


A cantora Taylor Swift deu nas vistas com um vestido de alças, verde brilhante com lantejoulas, da Gucci, acompanhado de jóias De Beers.



A nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz em Série de Comédia ou Musical, Rachel Brosnahan surgiu toda em tons de vermelho, num distinto vestido de Sergio Hudson, com botões de cima a baixo, e saia com abertura lateral. A acompanhar o visual estavam jóias Swarovski.


Em estilo princesa desfilou Elle Fanning com um vestido branco, sem alças, Pierre Balmain. As jóias Cartier completaram o look.


Super elegante e arrojada, Meryl Streep usou um fato Valentino, de casaco e saia em preto brilhante, com lantejoulas. O visual ficou completo com jóias Fred Leighton.


Vencedor do Globo de Ouro para Melhor Actor em Série de Comédia ou Musical pelo seu papel em The BearJeremy Allen White usou um fato preto Prada, onde o casaco revelava uma camisa preta transparente, a dar um toque de destaque ao visual.


Vencedora do Globo de Ouro para Melhor Actriz de num Filme Dramático, Lily Gladstone surgiu glamourosa na passadeira vermelha. A actriz desfilou num bonito vestido branco, com uma volumosa capa preta, Valentino. Um apanhado elegante e maquilhagem discreta acompanharam o look, que ficou completo com jóias Bulgari, e brincos da designer indígena Lenise Omeasoo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Crítica: Não Olhem para Cima / Don't Look Up (2021)

"You guys, the truth is way more depressing. They are not even smart enough to be as evil as you're giving them credit for."

Kate Dibiasky

*5.5/10*

A crítica mordaz que tem caracterizado os últimos filmes de Adam McKay esmoreceu neste disaster movie; já a sua subtileza é agora a mesma que a de "um elefante numa loja de porcelanas". Não Olhem Para Cima faz um gritante anúncio do fim do mundo e, por mais que os cientistas tentem, ninguém quer saber do que eles dizem - onde é que já ouvi isto?

"Kate  Dibiasky  (Jennifer  Lawrence),  uma  estudante  de  astronomia,  e  o  seu  professor,  o  Dr. Randall  Mindy  (Leonardo  DiCaprio),  descobrem  um  cometa  em  rota  de  colisão  directa  com  a Terra. E, para piorar a situação, ninguém mais se parece importar, porque não é fácil informar a humanidade acerca de algo do tamanho do Evereste que está prestes a destruir a Terra. Com a ajuda do Dr. Oglethorpe (Rob Morgan), Kate e Randall partem numa digressão mediática para falar com a indiferente Presidente Orlean (Meryl Streep) e o bajulador filho e chefe de gabinete desta, Jason (Jonah Hill), e participar num animado programa das manhãs apresentado por Brie (Cate  Blanchett)  e  Jack  (Tyler  Perry).  Faltam  seis  meses  para  o  impacto,  mas  gerir  o  ciclo mediático de 24 horas e conseguir a atenção de um público obcecado com as redes sociais prova ser chocantemente cómico."

Adam McKay segue o seu ritmo acelerado e crítico, mas não é certeiro no disparo. O filme vive de altos e baixos, perde-se a meio e reencontra-se num final que poderia ser bom - não fossem duas cenas cómicas exta, totalmente desnecessárias e forçadas, a concluir o enredo. 

Não Olhem para Cima tem um início promissor, bem como a ideia geral do argumento, mas perde-se em fait divers, pormenores irrelevantes e até clichés, e o foco passa do espaço para as mesquinhices da humanidade - tal como na mundo real, efectivamente. Os escândalos da política, as quezílias entre países poderosos e, claro, os EUA como o centro do mundo e das suas decisões são pouco entusiasmantes para a acção e fazem a longa-metragem cair nos mesmos erros que tenta satirizar.

DiCaprio é um cientista hipocondríaco a quem a fama sobe à cabeça, Meryl Streep surge numa versão feminina de Donald Trump, e Jonah Hill, longe do seu esplendor cómico, veste a pele do seu filho e chefe de gabinete. Só a personagem de Jennifer Lawrence parece ter os pés bem assentes na terra em todos os momentos da acção e é, sem dúvida, a única capaz de criar empatia com a plateia.

E porque ver para crer parece ser a máxima da população mundial, eis que o melhor momento de Não Olhem para Cima começa realmente quando todos olham para o céu e largam as redes sociais e teorias da conspiração. Entretanto, extrapola-se o realismo, abusa-se do absurdo e, no final, resta muito pouco do filme de Adam McKay.

domingo, 12 de dezembro de 2021

Sugestão da Semana #485

Das estreias da passada Quarta-feira, a Sugestão da Semana destaca o novo filme de Adam McKay, Não Olhem Para Cima, protagonizado por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence.

NÃO OLHEM PARA CIMA


Ficha Técnica:
Título Original: Don't Look Up
Realizador: Adam McKay
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Cate Blanchett, Rob Morgan, Jonah Hill, Mark Rylance, Tyler Perry, Timothée Chalamet, Ariana Grande
Género: Comédia, Drama, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 138 minutos

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Crítica: Let Them All Talk (2020)

*5.5/10*

Let Them All Talk é a curiosa experiência de Steven Soderbergh a filmar a bordo de um navio, ao longo de uma viagem transatlântica. Um filme de reencontros, mágoas e confrontação com um passado comum.

"Uma escritora famosa reúne as amigas para se divertir e sarar feridas antigas num cruzeiro, com a companhia do seu sobrinho para guardar as senhoras e se apaixonar por uma jovem agente literária."


Let Them All Talk
tem um registo leve e descontraído, com os dilemas do escritor em leve debate. Todavia, as conversas recaem principalmente numa reflexão sobre o passado e na forma como este influenciou a vida actual, quer das personagens mais velhas como das mais novas.

Com três grandes actrizes no elenco, o trabalho do realizador fica facilitado e, realmente, Meryl StreepCandice Bergen e Dianne Wiest são a luz de Let Them All Talk. Streep é Alice, a escritora contida e cansada, cujo snobismo actual intriga as amigas de juventude; Candice Bergen é Roberta, a mais extrovertida, incansável na busca por um homem rico, que guarda um rancor doentio por Alice que quer - e não quer - esclarecer; e Wiest é Susan, a amiga apaziguadora, mais introvertida e altruísta, é o elo pacificador do grupo.


Soderbergh cria um filme de reencontros e (tentativas de) reconciliação, de amores perdidos e recordações de uma juventude juntas. Mas também com invejas e actos falhados a compor a narrativa. O tom nunca é de alegria sincera, mas uma junção de melancolia e saudade do tempo que já não volta.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Crítica: Mulherzinhas / Little Women (2019)

"I can't get over my disappointment at being a girl."
Jo March


*8/10*

Clássica e feminina, Greta Gerwig emancipou-se a par das suas Mulherzinhas, numa adaptação cinematográfica especialmente bem concretizada. Enquanto realizadora, cresceu a olhos vistos e começa a ganhar identidade; como argumentista ganhou uma maturidade inspiradora.

Louisa May Alcott era uma mulher à frente no seu tempo e ver, em pleno século XXI, a adaptação cinematográfica de um romance do século XIX, sentindo-o tão actual, com problemáticas feministas que ainda hoje se colocam, de uma forma ou de outra, mostra como Greta incorporou bem as ideias da autora norte-americana e adaptou-as ao ecrã de um modo moderno e singular.

As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) vivem a passagem da infância para a vida adulta, enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Vivem com dificuldades com a mãe (Laura Dern). Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer, unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras.


O filme de Gerwig começa quando as irmãs são já adultas, recuando depois sete anos. A partir daí, a acção desenrola-se em duas linhas temporais distintas. As cores quentes contrastam com as frias, numa clara diferenciação temporal, entre os felizes tempos da infância, cheios de sonhos, e a dureza da vida adulta, com desgostos e perdas.

Os papéis importantes estão nesta história destinados às mulheres - ao contrário do que ainda hoje continua a acontecer na sociedade real -, as personagens masculinas dependem de uma maneira ou de outra destas mulheres para viverem ou serem felizes. Esta constatação é irónica, mais ainda quando todas as personagens femininas têm um carácter muito mais forte e complexo que os homens. Alcott fê-lo há quase dois séculos, Gerwig reafirma-o. Estas mulheres são artistas, de ideias claras e informadas, e o seu discurso prova-o.


Jo é a feminista emancipada que sonha ser independente através do seu dom para a escrita e está decidida que não precisa de casar para ser feliz. Tão focada na sua independência e individualidade enquanto mulher, de repente, vê-se rodeada de solidão. O talento para a escrita desvanece-se a par dos laços, esses que a inspiravam e a motivavam a criar histórias, sem esforço. Saoirse Ronan encaixa perfeitamente na personagem, destemida, corajosa e cheia de garra - com o orgulho por vezes a prejudicá-la. Emma Watson é Meg, a mais velha e mais tradicional das quatro irmãs. Apaixonada pelo teatro, ambiciona casar e ter filhos, com alguém que realmente ame, independentemente do dinheiro que possua. Amy é a mais nova, quer ser pintora mas cedo percebe que pintar nunca lhe garantirá o futuro. Uma jovem mimada, apaixonada, por vezes maliciosa, mas especialmente esclarecida. Florence Pugh interpreta-a com a fúria e clarividência que a personagem pede. Beth, num desempenho doce e tranquilo de Eliza Scanlen, é frágil mas apaziguadora, dotada para a música, protectora e protegida das irmãs. Laura Dern - numa interpretação contida mas dotada de emoção - é a mãe protectora e compreensiva, uma mulher sempre pronta a ajudar o próximo. Aparentemente feliz e paciente, guarda em si preocupação e raiva que insiste em não revelar. Meryl Streep é a Tia March, uma mulher rica, mas solitária e desagradável, que faz questão de relembrar as sobrinhas do fado que espera uma mulher sem dinheiro.


As personagens femininas são apaixonantes e inspiradoras. Modernas na sua concepção clássica. As suas personalidades transformam esta versão de Mulherzinhas num trabalho singular. Os planos sequência, os diálogos aguerridos, o guarda-roupa pensado ao pormenor e a banda sonora de Alexandre Desplat, tudo se funde para criar este clássico moderno do século XXI.

Curiosamente, Greta Gerwig estava grávida do primeiro filho enquanto filmava Mulherzinhas, num desafio a dobrar que parece ter sido inspirador. A realizadora desabrochou e, depois da adolescência problemática de Lady Bird, mostra uma imensa maturidade e respeito pela obra que adapta, afirmando-se como uma das grandes realizadoras da actualidade.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Sugestão da Semana #414

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mulherzinhas, de Greta Gerwig. A mais recente adaptação do romance de Louisa May Alcott conta com Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep e Timothée Chalamet no elenco.

MULHERZINHAS


Ficha Técnica:
Título Original: Little Women
Realizadora: Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Timothée Chalamet
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 135 minutos

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Sugestão da Semana #356

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Regresso de Mary Poppins. Querem melhor filme para o Natal?

O REGRESSO DE MARY POPPINS


Ficha Técnica:
Título Original: Mary Poppins Returns
Realizador: Rob Marshall
Actores: Emily Blunt, Lin-Manuel Miranda, Ben Whishaw, Meryl Streep, Emily Mortimer, Colin Firth, Julie Walters, Dick Van Dyke, Angela Lansbury
Género: Comédia, Família, Fantasia
Classificação: M/6
Duração: 130 minutos

sexta-feira, 2 de março de 2018

Oscars 2018: As Actrizes Principais

Mais um ano de interessantes personagens femininas. As duas primeiras da lista têm desempenhos muito fortes, a quinta nomeada parece já ter lugar cativo, roubando sempre a vaga para alguém que realmente merece. Este ano, Kate Winslet, por Roda Gigante, é uma das principais esquecidas. Aqui fica a minha listagem das nomeadas, por ordem de preferência.

1. Frances McDormand, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)


Frances McDormand é uma força da Natureza na pele de Mildred Hayes, uma mãe-justiceira, sem medo de consequências, sem remorsos, sem papas na língua. Ela nunca sorri, é fria, dura, mas também chora. Já foi vítima, mas aprendeu a não se sentir intimidada por nada, desafia a autoridade e as provocações e protege os seus como pode.



Margot Robbie reinventa-se na pele da protagonista Tonya, expressiva e camaleónica. A actriz assusta-nos (no bom sentido) com alguns olhares e sorrisos, mais ameaçadores e tresloucados do que de simpatia, e revela-se empenhada na pele desta mulher que, desde cedo, viveu num ambiente desequilibrado.

3. Sally Hawkins, A Forma da Água (The Shape of Water)


Sally Hawkins encarna uma mulher muda, corajosa e altruísta que parece descobrir a sua razão de viver e luta por ela. Aparenta uma imensa fragilidade mas revela-se muito desafiadora. Uma interpretação tão consistente sem dizer uma palavra não é para todos.

4. Saoirse Ronan, Lady Bird


Saoirse Ronan continua talentosa e nem o sotaque americano a deixa ficar mal. A actriz é uma força da Natureza e prova que ainda tem muito para mostrar. Na pele de Lady Bird sabe convencer-nos de que é, verdadeiramente, uma adolescente insolente e criativa, cheia de sonhos.

5. Meryl Streep, The Post


É grande o destaque que o Spielberg dá ao papel de Katherine Graham, a mulher entre os homens, alvo de desconforto da parte masculina e de admiração das mulheres que ainda não conseguiram a emancipação. Meryl Streep representa bem esta mulher pioneira em cargos de poder, perturbada com o dilema em que a sua posição a coloca. Contudo, está a tornar-se demasiado frequenta a presença da actriz entre os nomeados. Certo que ela faz bem qualquer papel que lhe dêem, mas nem todos são dignos de nomeações, é o caso deste.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Crítica: The Post (2017)

 "The press was to serve the governed, not the governors."

*7/10*

Nos tempos áureos em que o jornalismo era o quatro poder, os jornais norte-americanos coleccionaram histórias de denúncia das mentiras dos governos ou outros órgãos de poder e influência na sociedade. Ao longo dos anos, sucedem-se os filmes - inspirados ou não em factos reais - sobre casos onde o jornalista foi um herói: o recente O Caso Spotlight (2015), Boa Noite, e Boa Sorte (2005), O Informador (1999), Os Homens do Presidente (1976), A Última Ameaça (1952), O Grande Carnaval (1951), O Mundo a Seus Pés (1941), O Grande Escândalo (1940), entre tantos outros.

Claro que quando a ficção tem por base casos verídicos, as atenções são ainda maiores. The Post tem esse bónus e ainda é realizado por Steven Spielberg e protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks. Eis os ingredientes ideais para um filme de sucesso.


Katharine Graham (Meryl Streep) do Washington Post, a primeira mulher na liderança de um dos principais jornais norte-americanos, alia-se a Ben Bradlee (Tom Hanks), o editor do jornal, e entram na corrida com o New York Times para expor um dos maiores segredos governamentais que durou três décadas e passou por quatro presidentes americanos. Os dois protagonistas têm de ultrapassar as suas diferenças enquanto arriscam as carreiras e a própria liberdade para desenterrar verdades há muito escondidas do público.

Mais um hino à liberdade de imprensa, contra qualquer censura, onde a guerra do Vietname é a temática secreta para o governo de Nixon (e seus antecessores). De repente, a censura queria entrar, em plenos anos 70, pelas redacções e proibir a publicação de factos. Os então chamados Pentagon Papers foram ouro nas mãos dos jornalistas.


Spielberg conta esta história que opõe jornalistas ao governo e fá-lo bem à sua maneira. Sucedem-se os planos sequência, onde seguimos as personagens, a direcção de fotografia faz-nos entrar ecrã adentro directamente para a época do filme, num trabalho estupendo de Janusz Kaminski.

É grande igualmente o destaque que o realizador dá ao papel de Katherine Graham, a mulher entre os homens, alvo de desconforto da parte masculina e de admiração das mulheres que ainda não conseguiram a emancipação. Meryl Streep e Tom Hanks estão à vontade nas suas personagens. Ela, uma mulher pioneira em cargos de poder, perturbada com o dilema em que a sua posição a coloca. Ele, decidido e corajoso, o editor que tem a verdade nas mãos.


The Post é um bom filme de jornalistas, mais um que se junta ao rol acima enunciado. Não é o melhor Spielberg de sempre mas traz-nos o cineasta, fiel a si mesmo, com uma equipa de peso a acompanhá-lo.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Oscars 2017: As Actrizes Principais

Este ano, qualquer uma das cinco nomeadas para Melhor Actriz mereceria o Oscar. As quatro primeiras da minha lista seguem-se umas às outras de muito perto e é mesmo muito difícil escolher uma favorita. A quinta nomeada já teve a sua conta de Oscars e nomeações, por muito talentosa que continue a ser. Não que não volte a vencer, mas não por este papel. Fora da lista ficaram nomes como Rebecca Hall por Christine, Amy Adams por Animais Noturnos ou O Primeiro Encontro ou mesmo Taraji P. Henson por Elementos Secretos. Se houvesse mais de cinco nomeadas, elas teriam de lá estar. Aqui fica a minha listagem, por ordem de preferência.

Isabelle Huppert é extraordinária. Se conseguir roubar o Oscar à Emma Stone (aquela que todos têm como mais provável vencedora), vencerá com todo o mérito. Em Ela, Huppert mostra como é uma das melhores actrizes da sua geração e está preparada para todos os papéis, sem pudor, cheia de entrega. Fria, inteligente, matreira, egoísta, perturbada, ela conquista-nos a nós e a todos os que a rodeiam. Ninguém lhe resiste, ninguém lhe faz frente.

Natalie Portman é perfeita como Jacqueline Kennedy e apresenta-nos o outro lado da ex-primeira dama americana, muito mais do que estilo e elegância. A actriz transforma-se de tal forma que, ao olharmos para a sua interpretação, apenas vemos Jackie. A sua forma de andar, a voz e entoação, o sorriso, tudo nos leva à retratada. Um papel exigente e duro, onde a actriz passa para a tela o desespero, insegurança e, ao mesmo tempo, a coragem e perspicácia suficientes para organizar as cerimónias fúnebres do marido num momento de profundo choque. Portman apresenta-nos essa mulher de garra e cheia de personalidade, que foi muito além da mulher que vestia o seu fato cor-de-rosa manchado de sangue, no dia fatídico, que todos recordam.

A muito expressiva Emma Stone confirma aqui, por completo, o seu talento para a comédia, mostrando ainda como também sabe emocionar nos momentos dramáticos. Ao lado do seu sempre cúmplice par romântico, canta, dança e representa como só ela sabe. Que lhe dêem mais papéis como este.

4. Ruth Negga por Loving
Poucos tinham dado por ela, até que Loving a fez brilhar. Ruth Negga emana uma doçura capaz de conquistar qualquer um. A sua personagem, Mildred, é uma sofredora nata, cheia de amor pelo marido e filhos, a quem se dedica totalmente. Amargurada por estar condenada a viver longe da sua terra e família, ela não desiste e, entre as lágrimas que caem dos seus enormes e expressivos olhos, vão surgindo tímidos sorrisos de esperança.

5. Meryl Streep por Florence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Meryl Streep dispensa apresentações, mesmo quando veste a pele da pior cantora de ópera de sempre. Por muito caricatural que Florence possa ser, Streep adapta-se e reinventa-se a cada personagem e tanto nos oferece a maior gargalhada como, no momento seguinte, nos consegue comover. Ela é a melhor actriz da actualidade, mas não tem sempre de ganhar Oscars, Há que dar a oportunidade a outras, de vez em quando.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Globos de Ouro 2017: Os Vencedores

A 74.ª edição dos Globos de Ouro acontece na madrugada de Domingo, em Los Angeles. Por aqui, estaremos a actualizar em tempo real os vencedores das categorias de cinema.


Melhor Filme - Drama
O Herói de Hacksaw Ridge
Hell or High Water - Custe o Que Custar
Lion - A Longa Viagem para Casa
Manchester by the Sea
Moonlight

Melhor Actriz - Drama
Amy AdamsO Primeiro Encontro (Arrival)
Jessica ChastainMiss Sloane
Isabelle Huppert, Ela (Elle)
Ruth NeggaLoving
Natalie PortmanJackie

Melhor Actor - Drama
Casey AffleckManchester by the Sea
Joel EdgertonLoving
Andrew GarfieldO Herói de Hacksaw Ridge
Viggo Mortensen, Capitão Fantástico (Captain Fantastic)
Denzel WashingtonVedações (Fences)

Melhor Filme - Comédia ou Musical
Mulheres do Século XX (20th Century Women)
Deadpool
La La Land: Melodia de Amor
Florence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Sing Street

Melhor Actriz - Comédia ou Musical
Annette BeningMulheres do Século XX (20th Century Women)
Lily CollinsRules Don't Apply
Hailee SteinfeldEdge of Seventeen
Emma StoneLa La Land: Melodia de Amor
Meryl StreepFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)

Melhor Actor - Comédia ou Musical
Colin FarrellA Lagosta (The Lobster)
Ryan GoslingLa La Land: Melodia de Amor
Hugh GrantFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Jonah HillOs Traficantes (War Dogs)
Ryan ReynoldsDeadpool

Melhor Filme de Animação
Kubo e as Duas Cordas (Kubo and the Two Strings)
Vaiana (Moana)
My Life as a Zucchini (Ma vie de Courgette)
Cantar! (Sing!)
Zootrópolis (Zootopia)

Melhor Filme Estrangeiro
Divines
Ela (Elle)
Neruda
O Vendedor (The Salesman)
Toni Erdmann

Melhor Actriz Secundária
Viola Davis, Vedações (Fences)
Naomie HarrisMoonlight
Nicole KidmanLion - A Longa Viagem para Casa
Octavia SpencerElementos Secretos (Hidden Figures)
Michelle WilliamsManchester by the Sea

Melhor Actor Secundário
Mahershala AliMoonlight
Jeff BridgesHell or High Water - Custe o Que Custar
Simon HelbergFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Dev PatelLion - A Longa Viagem para Casa
Aaron Taylor JohnsonAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)

Melhor Realizador
Damien ChazelleLa La Land: Melodia de Amor
Tom FordAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)
Mel Gibson, O Herói de Hacksaw Ridge
Barry JenkinsMoonlight
Kenneth LonerganManchester by the Sea

Melhor Argumento
Damien ChazelleLa La Land: Melodia de Amor
Tom FordAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)
Barry JenkinsMoonlight
Kenneth LonerganManchester by the Sea
Taylor SheridanHell or High Water - Custe o Que Custar

Melhor Banda Sonora Original
MoonlightNicholas Brittell
La La Land: Melodia de AmorJustin Hurwitz
O Primeiro Encontro(Arrival), Jóhann Jóhannsson
Lion - A Longa Viagem para CasaDustin O'Halloran e Hauschka
Elementos Secretos (Hidden Figures)Benjamin Wallfisch, Pharrell Williams e Hans Zimmer

Melhor Canção Original
Can't Stop the FeelingTrolls
City of StarsLa La Land: Melodia de Amor
FaithCantar! (Sing!)
GoldGold
How Far I'll GoVaiana (Moana)

Prémio Cecil B. DeMille
Meryl Streep

Artigo actualizado pela última vez às 4h05.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: Red Carpet

Como de costume, depois de entregues os prémios da grande noite do cinema é por aqui tempo de eleger os meus modelos favoritos que desfilaram pela passadeira vermelha. Sim, porque se todos querem saber quem leva os Oscars para casa, também todos querem ver quem é o/a mais bem vestido/a. 

Não foi um ano especialmente rico em vestidos que me agradassem, mas aqui ficam os que mais me cativaram (como sempre, com a ressalva de que não percebo nada de moda).

A vencedora do Oscar de Melhor Actriz, Julianne Moore, surgiu lindíssima e muito elegante num vestido branco da Chanel, num belo contraste com o seu cabelo ruivo, apanhado, e com pormenores que dão ainda mais brilho à talentosa actriz.

Lupita Nyong'o causa sempre furor em todas as cerimónias pela indumentária que apresenta e os Oscars não foram excepção. A actriz oscarizada desfilou com um vestido branco repleto de pérolas da Calvin Klein Collection e foi uma das mais bem vestidas da noite.

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, Rosamund Pike surgiu com um bonito vestido da Givenchy, que ficou especialmente bem com o seu cabelo loiro, apanhado.

Scarlett Johansson surgiu discreta, mas extremamente bonita, com um vestido verde da Versace. A gargantilha, a condizer, deu que falar, mas por aqui, gostámos de ver.

Deslumbrante esteve a actriz e cantora Jennifer Lopez, capaz de roubar as atenções a muitas colegas. O seu vestido cor de pele, com brilhantes, e de decote acentuado em v da Elie Saab deu-lhe um toque de princesa, a condizer com a maquilhagem leve e discreta.

Também a lembrar uma princesa esteve Felicity Jones, nomeada para o Oscar de Melhor Actriz este ano. A britânica vestiu um bonito modelo Alexander McQueen em tons de prata.

Dakota Johnson está nas bocas do mundo pela sua participação no filme As Cinquenta Sombras de Grey. Na red carpet dos Oscars distinguiu-se pelo bom gosto no modelo com que desfilou, um vestido vermelho da Saint Laurent. A cor caiu-lhe bem, contrastando com o seu tom de pele clara e condizendo com o batom, e dotou-a de uma figura elegante.

Sempre elegante e mais uma vez nomeada, Meryl Streep surgiu na red carpet de preto e branco num bonito modelo Lanvin. Mesmo discreta, ninguém consegue tirar os olhos da actriz recordista de nomeações para os Oscars.

Também de preto e branco surgiu Patricia Arquette, a vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária, com um bonito vestido Rosetta Getty.

O bom gosto de Jenna Dewan-Tatum continua a revelar-se e os Oscars 2015 foram mais uma confirmação do mesmo. A esposa de Channing Tatum surgiu de branco, com um vestido Zuhair Murad, de decote em v, com uma fila de brilhantes.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: As Actrizes Secundárias

Depois das actrizes e actores principais, passemos a uma breve análise a uma das categorias mais fracas desta edição dos Oscars: Melhor Actriz Secundária. Um desempenho interessante, dois medianos e outros dois muito fracos. Eis as nomeadas:

1. Patricia Arquette por Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)


Aqui está o desempenho mais merecedor da estatueta dourada. Patricia Arquette é esta sofrida mãe que acompanhamos ao longo de 12 anos, cuja interpretação é a que mais se destaca em Boyhood. Sem medo nem vergonha de abraçar um projecto que mostra o seu envelhecimento, as mudanças físicas - e psicológicas - e a sua total entrega à personagem, a mãe sempre presente, que escolhe mal os maridos, Arquette oferece-nos uma das melhores prestações femininas do ano (não foram assim tantas, é verdade). É com ela que vamos lamentar a passagem do tempo - tão rápida - e compartilhar a revolta e explosão de sentimentos desta mãe, perto do final.

2. Meryl Streep por Caminhos da Floresta (Into the Woods)



Sabemos que ela faria esta personagem na perfeição mesmo com uma perna às costas, mas certo é que o seu talento é notável em todas as personagens e a Academia rende-se a Meryl Streep quase todos os anos. Em Caminhos da Floresta, a veterana é uma bruxa, responsável por grande parte das peripécias do filme. Entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, até quer ajudar o casal protagonista a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos.

3. Keira Knightley por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)



Numa interpretação simples e muito ao seu jeito elegante, mas sensabor, temos Keira Knightley. Ela é Joan Clarke, provavelmente a mais interessante personagem de O Jogo da Imitação: a mulher entre os homens, tão inteligente ou mais que eles, a mulher emancipada e decidida. Não que a actriz lhe dê toda a vivacidade que ela pede, mas será ao percurso de Joan no filme que daremos maior atenção.

4. Emma Stone por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)



Eu adoro a Emma Stone mas esta nomeação não se justifica. Uma única boa cena em Birdman não consegue desculpar a ausência de nomes como Jessica Chastain (ou mesmo Oprah Winfrey, que em pouco mais de cinco minutos no ecrã em Selma, merecia mais a nomeação que Emma). Stone é a desequilibrada filha do protagonista de Birdman e pouco mais há a dizer...

5. Laura Dern por Livre (Wild)



E depois de questionar a nomeação de Emma Stone, que dizer de Laura Dern? Os sorrisos e simpatia  de uma mãe lutadora e dedicada aos filhos em curtíssimos flashbacks não chegam para me convencer.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Crítica: Caminhos da Floresta / Into the Woods (2014)

"I wish..."
*7/10*

Um lado mais obscuro da Disney, onde a música não podia faltar: Caminhos da Floresta é um divertido musical que cruza algumas das mais famosas histórias de encantar e nos desafia a pensar que, se calhar, nada foi como nos contaram na infância.

Rob Marshall (Chicago, Nove) regressa assim aos musicais, desta vez com a adaptação de uma peça da Broadway (de Stephen Sondheim - encontramos facilmente sonoridades semelhantes a Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street, por exemplo) ao cinema. As histórias infantis são contadas sob um ponto de vista bem diferente em Caminhos da Floresta, mais apropriado para um público adulto. Não faltarão gargalhadas, momentos hilariantes e bem contraditórios ao esperado e, acima de tudo, um texto bem construído, que resulta muito bem na tela do cinema.

O filme de Rob Marshall é, essencialmente, uma abordagem moderna dos contos dos irmãos Grimm, combinando os enredos de algumas das suas histórias e explorando as consequências dos desejos e feitos das personagens. O musical acompanha os contos de Cinderela (Anna Kendrick), o Capuchinho Vermelho (Lilla Crawford), João e o Pé de Feijão (Daniel Huttlestone) e Rapunzel (MacKenzie Mauzy), unidos numa história original que envolve um padeiro e a sua mulher (James Corden e Emily Blunt), o seu desejo de iniciar uma família e a sua interacção com a bruxa (Meryl Streep) que os amaldiçoou.


Os ingredientes estão lá e tudo funciona melhor do que se poderia esperar. Com um tom sarcástico e bem mais realista que os contos de fadas, Caminhos da Floresta não receia expor ao ridículo príncipes encantados, nem trocar o rumo das histórias que todos conhecem. E essa imprevisibilidade - principalmente para quem não conhece, de todo, o texto que dá origem ao filme - é um dos pontos mais fortes da longa-metragem. Os desejos de cada um são o fio condutor e levam-nos a saltar entre contos, até que, por fim, todos se cruzam, com todas as consequências que tal acarreta. Porque é preciso muito cuidado com o que se deseja.

O trabalho da direcção de fotografia - do oscarizado Dion Beebe - adensa o mistério da floresta onde se perdem e se cruzam as personagens e, aliado à caracterização - Meryl Streep está uma bruxa muito convincente -, é um dos aspectos mais fortes da componente técnica. No elenco, é mesmo Streep quem se destaca: entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, ela até quer ajudar o casal a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos. Emily Blunt revela-se neste filme uma boa actriz de musicais, com uma faceta cómica especialmente agradável, e proporcionando dos melhores momentos de Caminhos da Floresta. É a sua personagem e o seu marido que, na busca da "vaca tão branca como o leite", da "capa tão vermelha como o sangue", do "cabelo tão amarelo como o milho" e do "sapatinho tão puro como o ouro", são o elo de ligação entre histórias e são os principais responsáveis pelas inacreditáveis mudanças nos enredos que tão bem conhecemos.


Caminhos da Floresta surge como um  musical bem estruturado, com temas que ficarão no ouvido e momentos hilariantes. Apenas a duração poderá estragar a divertida experiência que o filme proporciona, com reviravoltas que se sucedem e fazem com que a plateia sinta que o musical se arrasta.

É no meio da floresta que descobrimos o outro lado das personagens quase perfeitas que conhecemos desde sempre. E se a vida não é um conto de fadas, afinal, parece que as histórias da nossa infância também não. 

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: As Actrizes Principais

Depois dos actores, as actrizes principais são alvo de análise. Aqui ficam as cinco nomeadas, por ordem de preferência.

1. Meryl Streep em Um Quente Agosto (August: Osage County)
Talvez possa parecer este um inesperado primeiro lugar, mas Meryl Streep é fabulosa e, quando pensamos que já nos mostrou tudo, volta ainda mais forte para nos contrariar e tirar do sério. Em Um Quente Agosto, a actriz veste a pele de uma mulher doente, com um passado traumático, arrogante e desequilibrada, mas mais ciente daquilo que a rodeia do que qualquer outra pessoa. Frágil e implacável são duas características que só mesmo Meryl Streep conseguiria incorporar tão perfeitamente na mesma personagem.

2. Sandra Bullock em Gravidade (Gravity)
Goste-se ou não de Sandra Bullock, tem de se reconhecer que a sua interpretação em Gravidade é algo de grandioso. Ela é a solitária Ryan Stone que se vê na sua primeira missão espacial, onde não se sente à vontade. Ryan odeia o espaço – ela própria o diz -, e ficar perdida nele não podia ser mais irónico. Bullock - sozinha na maior parte do filme - dá tudo de si, física e psicologicamente, e o resultado é um desempenho forte e comovente.

3. Cate Blanchett em Blue Jasmine
Mais ou menos em pé de igualdade com Bullock, mas num género bem diferente, está Cate Blanchett. A desequilibrada Jasmine assentou na perfeição à actriz que mergulha na mais profunda depressão ao longo do filme de Woody Allen. Blanchett transfigura-se, e alterna entre a elegância e o desespero com uma facilidade impressionante. Sem dúvida, uma das mais fortes nomeadas.

4. Amy Adams em Golpada Americana (American Hustle)
A única nomeada que ainda não venceu um Oscar - apesar de não lhe faltarem nomeações -, Amy Adams surge deslumbrante e é provavelmente o melhor desempenho de Golpada Americana. Ela é fabulosa, sedutora e uma farsante de alta qualidade. Seduz e engana os dois homens fortes da longa-metragem, apesar do amor incondicional pelo seu parceiro de falcatruas. Na pele de Sydney, Amy ama, sofre, transforma-se. Contudo, isso não chega contra uma concorrência tão forte.

5. Judi Dench em Filomena (Philomena)
Judi Dench junta mais uma nomeação à sua lista com uma interpretação contida mas arrepiante, na pele de Philomena, uma mulher simples, corajosa e persistente. A actriz é doce, divertida e emociona-nos na pele desta mulher a quem separaram do filho. Ainda assim, Dench já fez muito melhor.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Actrizes do Ano #2012

Depois dos homens, é a vez de percorrer os filmes vistos e descobrir quem foram as actrizes que nos proporcionaram as melhores interpretações de 2012. Poucas são as que nos marcaram verdadeiramente este ano, mas, ainda assim, encontram-se seis nomes que merecem ser destacados.


6º - Meryl Streep 
Meryl Streep dispensa apresentações e sabemos que poucas vezes desilude quando encarna uma personagem. Este ano ganhou (mais) um Óscar, pela sua interpretação de Margaret Thatcher em A Dama de Ferro e, apesar de ser uma das mais sobrevalorizadas do ano, a actriz, que também pudemos ver em Terapia a Dois, merece figurar nos destaques de interpretações de 2012. Não ser soberba como Thatcher, Streep veste-lhe a pele de forma competente e dá algum brilho a um filme que pouco tem a seu favor.



5º - Rooney Mara
Um nome que surpreendeu: Rooney Mara foi Lisbeth Salander em Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres, o remake realizado por David Fincher do filme sueco com o mesmo nome. Mara  (também nomeada para um Óscar este ano) provou merecer ter sido a escolhida para um papel já tão bem desempenhado por Noomi Rapace.  Inteligente, dura, forte, ela sente e sofre de forma arrepiante.



4º - Elizabeth Olsen 
A irmã mais nova das gémeas Olsen provou que afinal há talento na família. Martha Marcy May Marlene foi a prova disso mesmo com Elizabeth Olsen a encarnar de forma fabulosa a jovem Martha, que passou pelas mais terríveis experiências, ficando marcada da forma mais profunda.



3º - Michelle Williams
Michelle Williams tem, ao longo dos anos, demonstrado a excelente actriz que é. A Minha Semana com Marilyn veio reforçar esse facto com uma fiel interpretação do ícone Marilyn Monroe, que lhe valeu mais uma nomeação aos Oscares. O filme vale, principalmente, por Williams, que para além das semelhanças físicas, consegue parecer-se com Monroe nos gestos, forma de andar, falar, e incorpora tudo o que é preciso: o desencanto, a depressão ou a instabilidade emocional.



2º - Tilda Swinton
Tilda Swinton surgiu nos cinemas este ano em dois filmes: Temos de Falar sobre Kevin, no qual nos ofereceu o grande desempenho da sua carreira, e Moonrise Kingdom, onde não lhe deram uma personagem à sua altura. Falemos apenas do primeiro, onde a actriz é Eva, uma mãe que coloca as suas ambições e carreira de parte para dar à luz Kevin, com quem desenvolve uma relação difícil. Swinton vive de tal forma esta personagem que o próprio espectador partilha o seu drama e vive tão intensamente como Eva todos os acontecimentos. Ela entrega-se de corpo e alma à mulher corajosa que representa e dá-lhe a credibilidade necessária para que nos seja impossível ficar indiferentes à história mesmo depois dela acabar.



1º - Emmanuelle Riva 
Entre Swinton e Riva e escolha foi difícil. No entanto a actriz de Amor merece todos os destaques. Emmanuelle Riva, com 85 anos, encarna um papel extremamente exigente como Anne. Sem articular uma palavra, a actriz consegue transmitir inúmeras emoções e sentimentos e, a cada cena, é notório o desgaste físico e emocional que terá sido vestir a pele desta personagem.