Hoje vi(vi) um filme: MOTELx: Entrevistas - Alex Barone

domingo, 8 de setembro de 2013

MOTELx: Entrevistas - Alex Barone

MOTELx começa já no dia 11 de Setembro e, aproveitando o momento, publico aqui as entrevistas que tenho realizado no âmbito do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, para o Espalha-Factos.
Para o Prémio Yorn MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013, o único galardão do festival, estão a concorrer nove curtas-metragens nacionais: Bílis Negra, de Nuno Sá PessoaDesespero, de Rui PilãoA Herdade dos Defuntos, de Patrick MendesLonge do Éden, de Carlos AmaralNico – A Revolta, de Paulo AraújoO Coveiro, de André Gil MataHair, de João SeiçaMonstro, de Alex Barone, e Sara, de Miguel Ângelo.

Entrevistei os nove realizadores, que apresentam os seus filmes, e falam sobre o actual estado do cinema português. Conhece, hoje, Alex Barone, realizador de Monstro.


De que trata Monstro? E de onde surgiu a ideia para esta curta-metragem?

Alex Barone – Monstro é um filme que trata a maldade e tudo aquilo que a mesma desencadeia. O filme acompanha um trio que decide assaltar uma estação de serviço. Quando as coisas começam a ficar fora de controlo, o trio chama um quarto elemento que, pela calada, revela ser alguém injustificavelmente cruel. Na altura, quando escrevi o argumento foi para apresentar para uma cadeira de segundo ano de licenciatura (Cinema e Audiovisual). A ideia por trás do argumento era criar uma pequena história em que a personagem principal fosse simplesmente má. A proposta era captar essa maldade e todas as reacções que a mesma provocaria, terminando o ciclo com as consequências dessas reacções. Depois de várias tentativas, cheguei à versão Monstro, apresentei em aula e o projecto foi escolhido para ser materializado. 

Como é ver Monstro seleccionado para a corrida ao prémio para Melhor Curta de Terror Portuguesa do MOTELx

AB – É óptimo, como seria de esperar. Acho que é este tipo de reconhecimento que motiva e que dá alento para que tenhamos folgo para continuar a trabalhar.

Qual é, para si, a importância do MOTELx - e dos festivais de cinema em geral - para a divulgação do trabalho dos jovens realizadores em Portugal?

AB – Acho que para a maioria dos jovens realizadores, como para aqueles que começam a dar os primeiros passos no cinema, os festivais funcionam como uma meta. Não falo necessariamente de uma meta para ganhar prémios, mas sim para ter os filmes em exibição, para ter um público. Não havendo propriamente um mercado para curtas-metragens o grande meio de divulgação destes pequenos projectos passam a ser os festivais de cinema, é ai que esta nova massa de realizadores tem a oportunidade de mostrar o seu trabalho, por isso é indiscutível a importância destes festivais. Quanto ao MOTELx acho que desempenha um papel muito particular e, ao mesmo tempo, muito importante no que toca ao panorama de festivais nacionais. Sendo um festival de género acaba por celebrar a diversidade que há no cinema e dá a oportunidade a filmes mais singulares de terem o seu público.

Quais as suas principais influências cinematográficas?

AB – As minhas principais influências são realizadores e argumentistas como Paul Thomas Anderson, Alejandro Iñárritu, Darren Aronofsky, Lars Von Trier, Terrence Malick, Gaspar Noé, os irmãos Coen, Charlie Kaufman, etc.


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