quarta-feira, 13 de março de 2024
Oscars 2024: Red carpet
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
Crítica: Saltburn (2023)
"Lots of people get lost in Saltburn."
Duncan
*7.5/10*
A mente delirante de Emerald Fennell regressou à realização e argumento com Saltburn, uma tragicomédia, cínica, mordaz e sem pudor.
"Enquanto luta para encontrar o seu lugar na Universidade de Oxford, o estudante Oliver Quick (Barry Keoghan) é atraído para o mundo do charmoso e aristocrático Felix Catton (Jacob Elordi), que o convida para um Verão inesquecível em Saltburn, a propriedade da sua excêntrica família."
Emerald Fennell já tinha mostrado o seu lado aguerrido atrás da câmara em Uma Miúda com Potencial (2020), e, se este filme ganhava pontos, em especial, pelo argumento, Saltburn é um prodígio visual, seja pelos planos impactantes, como pelo trabalho da direcção de fotografia, potenciado pelo uso da película, captando cores quase irreais e um trabalho de luz e sombras que torna a acção ainda mais tenebrosa e inebriante.
Por outro lado, e apesar da criatividade da narrativa, o argumento não é tão bem conseguido como o do filme anterior. Saltburn toca levemente em temas como bullying e luta de classes - mas não são estas as verdadeiras motivações do protagonista nem do enredo -, transformando-se numa história de ciúme e crime, repleta de muita excentricidade.
Não há clemência para com as personagens - nem plateia. O desejo de vingança ou a ambição desmedida do protagonista fá-lo ser capaz de tudo, com atitudes sempre inesperadas e, muitas vezes, chocantes. E Barry Keoghan interpreta-o com a naturalidade que o caracteriza como actor, proporcionando sempre grandes desempenhos em papéis doentios e arrepiantes q.b. O jovem actor alterna a postura consoante o momento e transforma-se, diversas vezes, entre o rapaz tímido e solitário, ao mais manhoso e manipulador.
Saltburn é um labirinto de perversidade e ambição que resulta numa experiência cinematográfica essencialmente sensorial. Emerald Fennell continua o seu percurso como realizadora com garra, sem medos nem tabus: o futuro só pode ser radioso - e agitado.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
Crítica: Maestro (2023)
domingo, 10 de dezembro de 2023
Sugestão da Semana #591
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Maestro, realizado e protagonizado por Bradley Cooper. Uma experiência que vale mesmo a pena não perder em cinema, antes de estrear na Netflix.
MAESTRO
domingo, 2 de maio de 2021
Sugestão da Semana #453
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Crítica: Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman (2020)
"Can you guess what every woman's worst nightmare is?"
Cassie
*8/10*
Uma Miúda Com Potencial (Promising Young Woman) é um thriller em tons de rosa, onde Carey Mulligan encarna a vingança feminista. A estreia de Emerald Fennell na realização de longas-metragens alia a angústia ao humor sarcástico, num resultado extremamente desafiador.
A sinopse é simples e directa: "Uma jovem assombrada por uma tragédia no seu passado, vinga-se nos homens que tenham o azar de se cruzar com ela."
quinta-feira, 15 de abril de 2021
Oscars 2021: As Actrizes Principais
Passamos às nomeadas para o Oscar de Melhor Actriz. 2020 foi um ano de grandes desempenhos femininos. Das cinco nomeadas, temos duas verdadeiramente arrebatadoras nos seus papéis, duas veteranas que nunca fazem mau trabalho e um papel tão físico como psicologicamente exaustivo. Ficaram de fora nomes como Zendaya (em Malcolm and Marie - assumidamente, uma das minhas favoritas) ou Rosamund Pike (I Care a Lot).
Eis a minha lista das nomeadas, por ordem de preferência.
1. Carey Mulligan (Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman)
Carey Mulligan revela-se surpreendente na pele desta personagem vingativa e corajosa. A aparente fragilidade e delicadeza da actriz, bem como a forma como é capaz de se transformar enquanto Cassie, fazem dela a mais acertada escolha para o papel. Ela consome-se, definha psicologicamente e revela traços de sociopatia; ao mesmo tempo que renasce sensual e decidida, comandada por um insaciável desejo de vingança.
2. Andra Day (Estados Unidos vs. Billie Holiday / The United States v. Billie Holiday)
Andra Day não é a primeira actriz a interpretar Billie Holiday, mas faz um trabalho fabuloso. Treinou a voz para conseguir o tom grave e rouco da cantora, começou a fumar e a beber, perdeu peso, entregou-se a uma interpretação tão física como psicológica, sem problemas com cenas de nudez, violência ou de consumo de heroína, e é capaz de dotar a personagem de um carisma imenso em palco e de uma incapacidade de amor próprio nos momentos de maior fragilidade. Andra é frágil e forte, dominada mas decidida, apaixonada, magoada, corajosa mas influenciável. A cantora e actriz percorre uma série de estados de alma, mas o olhar vazio e desalentado é capaz de nos arrebatar.
3. Vanessa Kirby (Pieces of a Woman)
Vanessa Kirby é realmente extraordinária como Martha. A actriz transfigura-se de forma especialmente realista durante o parto, entre dores, fraqueza e desespero, bem como nos meses seguintes, deprimida, magoada, desamparada, capaz contudo de fazer valer a sua palavra e a sua vontade. No meio de tanto sofrimento, a vida de Martha ressurge quando as sementes de maçã começam a germinar.
4. Frances McDormand (Nomadland - Sobreviver na América)
Sempre a reinventar-se, Frances McDormand tem um desempenho sóbrio e realista, na pele desta mulher nómada por natureza, independente e corajosa, que viaja pelo país à medida que as estações do ano passam e para onde o trabalho surja. Incapaz de criar raízes, estabelece laços com quem quer que se cruze, mas segue caminho, deixando em aberto potenciais - e quase certos - reencontros. Fern só se sente livre e feliz dentro da sua carrinha; ela não quer amarras, luta contra os sentimentos e, muitas vezes, foge como uma adolescente.
5. Viola Davis (Ma Rainey: A Mãe do Blues / Ma Rainey’s Black Bottom)
Viola Davis capta na perfeição movimentos, postura e modo de falar da artista, de presença forte e personalidade difícil, fazendo-se valer do seu talento para reivindicar os seus direitos. No entanto, mesmo que Ma Rainey: A Mãe dos Blues sugira que Davis é a grande estrela do filme, certo é que é Chadwick Boseman quem mais brilha e se destaca. Viola Davis torna-se secundária na acção, que roda muito mais em torno do actor.
sábado, 27 de março de 2021
Crítica: A Grande Escavação / The Dig (2021)
"From the first human handprint on a cave wall, we're part of something continuous. So, we... don't really die."
Basil Brown
*7.5/10*
A Grande Escavação (The Dig), de Simon Stone, faz um elogio a duas personalidades responsáveis por uma das maiores descobertas arqueológicas da História da Inglaterra. Ao mesmo tempo, o filme compõe um intenso quadro visual, enquanto os dilemas e receios de uma Segunda Guerra Mundial assombram todas as personagens.
"Com o aproximar da Segunda Guerra Mundial, uma viúva abastada contrata um arqueólogo amador para escavar antigas estruturas funerárias na sua propriedade. Quando fazem uma descoberta histórica, os ecos do passado britânico enfrentam um futuro incerto."
Baseado no romance de John Preston e adaptado para cinema por Moira Buffini, A Grande Escavação é um elogio à arqueologia e à sua importância para contar o passado longínquo às gerações presentes e futuras.
A preservação de artefactos dos antepassados de uma civilização, o reconhecimento por quem dedica a vida à descoberta de vestígios da História e a eminência da guerra e da morte a pairar são os focos da acção do filme de Simon Stone. A defesa da memória é a grande mensagem da longa-metragem que, para além das descobertas museológicas, destaca ainda a importância da fotografia como mais um suporte físico que perdura no tempo, testemunhando, para o futuro, tempos há muito passados.
Destaque para Carey Mulligan e Ralph Fiennes com duas prestações muito discretas mas carregadas de uma paixão comum - a arqueologia. E se Mulligan surge na pele de Edith Pretty, uma mulher frágil e doente, que vive para o filho e para os tesouros que acredita estarem escondidos debaixo dos montes de terra no seu terreno, Fiennes como Basil Brown será a esperança de os encontrar. Um homem dedicado, experiente, dos maiores conhecedores da terra (e dos astros), contudo desvalorizado pelos seus pares por não ter estudos.
Com direcção de fotografia de Mike Eley, A Grande Escavação oferece-nos planos dinâmicos e envolventes, e transforma paisagens tristes, simples e despidas, em imagens de grande beleza e vida, com especial foco na terra e nos céus, na vida e na morte.
Para além da homenagem que presta, Simon Stone eleva a fasquia e traz-nos muito mais do que um filme histórico: a memória colectiva divide-se entre a alegria da descoberta na escavação e o pavor da guerra, numa obra estimulante e carismática.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Sugestão da Semana #308
Actores: Garrett Hedlund, Carey Mulligan, Mary J. Blige, Jason Clarke, Jonathan Banks, Jason Mitchell, Rob Morgan
Crítica: Mudbound - As Lamas do Mississipi (2017)
"Violence is part and parcel of country life."
Laura McAllan
domingo, 4 de março de 2012
Crítica: Vergonha (2011)
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...






























