quinta-feira, 31 de maio de 2012

Crítica: Cosmopolis (2012)

"Show me something I don't know"
Eric Packer

O desejo de liberdade, nas suas formas mais selváticas, vagueia por Manhattan, no novo filme de David Cronenberg. Ao protagonista Robert Pattinson é dada a oportunidade de se afastar da personagem que o tornou famoso, na saga Twilight, entrando num projecto muito diferente de qualquer um em que já tenha estado envolvido. Já o realizador, parece ter voltado às origens com este Cosmopolis.

Com produção portuguesa, de Paulo Branco, o filme trouxe Cronenberg, Pattinson e Don Dellilo, o autor do livro que lhe deu origem, a Lisboa, que marcaram presença nas duas antestreias da passada terça-feira. Cosmopolis tem dividido a crítica um pouco por todo o mundo, mas é certo que ninguém lhe fica indiferente.

Depois de Um Método Perigoso, filme que se afastou um pouco da originalidade característica do realizador, Cosmopolis é, claramente, um regresso ao passado e aos filmes que marcaram a carreira de Cronenberg, como Videodrome (Experiência de Alucinante). Aqui, não há medo de mostrar nada, nem obsessões, nem violência, nem sexo. Ainda assim, o mestre parece estar ainda algo “tímido” em Cosmopolis.


4 comentários:

C. disse...

li ontem no metro :) e fiquei curiosa!

Inês Moreira Santos disse...

É um filme interessante. :) Merece visualização.

Cumprimentos cinéfilos.

O Narrador Subjectivo disse...

Tenho de ver isto, parece mesmo o Cronenberg num regresso à forma e à irreverência de outros tempos :)

Inês Moreira Santos disse...

Tens de ver. :) É um regresso ao "velho" Cronenberg, ainda que não na totalidade. :)

Cumprimentos cinéfilos.