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terça-feira, 7 de abril de 2026

Sugestão da Semana #712

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Drama, de Kristoffer Borgli, protagonizado por Zendaya e Robert Pattinson.

O DRAMA


Ficha Técnica:
Título Original: The Drama
Realizador: Kristoffer Borgli
Elenco: Zendaya, Robert PattinsonAlana Haim, Mamoudou Athie, Zoë Winters, Hailey Benton Gates
Género: Comédia, Romance
Classificação: M/14
Duração: 105 minutos

domingo, 9 de março de 2025

Sugestão da Semana #656

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mickey 17, de Bong Joon Ho, protagonizado por Robert Pattinson.

MICKEY 17


Ficha Técnica:
Título Original: Mickey 17
Realizador: Bong Joon Ho
Elenco: Robert Pattinson, Steven Yeun, Michael Monroe, Patsy Ferran, Cameron BrittonMark Ruffalo, Toni Collette
Género: Comédia, Drama, Fantasia, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 137 minutos

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Crítica: The Batman (2022)

"From your secret friend / Who? Haven't a clue / Let's play a game / Just me and you."

The Riddler

*6.5/10*

Matt Reeves trouxe um novo Batman aos cinemas, assumindo o risco de reescrever a história de uma personagem já inúmeras vezes retratada nos ecrãs. A surpreendente escolha de Robert Pattinson para o papel principal deu que falar e aumentou a curiosidade em torno de um filme que não era fundamental, mas foi capaz de revelar mais uma faceta do actor e de um realizador ainda com muitas cartas para dar.

"Há dois anos a assombrar as ruas como Batman (Robert Pattinson), incutindo medo no coração dos criminosos, Bruce Wayne foi forçado a mergulhar nas zonas mais sombrias da Cidade de Gotham. Com apenas alguns aliados de confiança - Alfred Pennyworth (Andy Serkis) e o tenente James Gordon (Jeffrey Wright) – entre a rede corrupta de funcionários e figuras proeminentes da cidade, o vigilante solitário estabeleceu-se como a personificação da vingança entre os seus cidadãos. Quando um assassino ataca a elite de Gotham com uma série de máquinas sádicas, um rasto de pistas misteriosas e obscuras levam o 'Maior Detetive do Mundo' a investigar o submundo, onde encontra personagens como Selina Kyle/Catwoman (Zoë Kravitz), Oswald Cobblepot/The Penguin (Colin Farrell), Carmine Falcone (John Turturro) e Edward Nashton/The Riddler (Paul Dano)".

Se por um lado, The Batman peca pelo excesso de personagens - Carmine Falcone, The PenguinThe Riddler e até um vislumbre de Joker - e enredos, que resultam num filme de quase três horas, por outro, há um grande enfoque no passado do protagonista e de Selina Kyle. A partilha da história familiar de cada um e as descobertas que ambos vão fazendo, tornam-nos mais humanos e próximos da plateia. Contrariamente, os vilões são mal explorados, bem como as suas motivações e passado.


Há bons momentos de acção - como uma perseguição de tirar o fôlego - e alguns planos e sequências impactantes, que sugerem a qualidade de Matt Reeves enquanto realizador - claramente condicionada pelo filme de grande orçamento. A opção da narração na primeira pessoa que é feita ao longo de todo o filme começa por estranhar-se, mas vai-se tornando mais natural com o decorrer da acção - ainda assim, ganharia muito se fosse  menos presente.

Destaque para a interpretação de Paul Dano que com pouco é capaz de tanto na pele do macabro Riddler. Também Robert Pattinson e Zoë Kravitz, que formam um par com muita química no ecrã, fazem uma positiva reconstrução das suas personagens, ambas marcadas pelo desgosto e pelo desejo de justiça.


No ambiente de crime e desconfiança de uma Gotham ainda mais obscura que o habitual, Matt Reeves acompanha The Batman, enquanto persegue criminosos e é ele mesmo perseguido pelo seu passado tormentoso. Eis mais uma investida cinematográfica no mundo do Cavaleiro das Trevas para experienciar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Crítica: Sempre o Diabo / The Devil All the Time (2020)

"Blessed are those that hunger and thirst for righteousness."

Rev. Preston Teagardin

*8/10*

Sempre o Diabo (The Devil All the Time), de Antonio Campos, é um retrato violento e trágico de uma América profunda de meados dos anos 50, onde personagens se cruzam e definem o destino umas das outras, numa narrativa circular.

Baseado no romance homónimo de Donald Ray Pollock - curiosamente, é ele o narrador da história -, não estamos perante um filme de fácil visualização. Acima de tudo, Sempre o Diabo leva-nos ao pior de cada ser humano, um mal que faz vítimas por onde vai passando.

"No pós-guerra, numa localidade do interior, assolada pela corrupção e pela brutalidade, um jovem dedica-se a proteger quem ama das personagens sinistras que o rodeiam."

Antonio Campos filma um retrato cruel de um local e da sua gente, dos seus costumes e ignorância, e a existência de uma família malfada pela religião obsessiva e cheia de vícios que a rodeia e sufocava.

Entre o fervor religioso, a guerra, os abusos, a doença, o bullying, serial killers, corrupção e muitas mortes, há uma justiça implacável que passou de pai para filho, e que comanda os actos do protagonista. A justiça e o amor à sua família são os motores que o fazem agir e continuar em frente, perante todas as adversidades.

Sempre o Diabo prima pelo argumento que se fecha num círculo perfeito. As histórias das personagens tocam-se nas coincidências mais prováveis, com naturalidade. Mas destaca-se também pelo ambiente pesado e sombrio que carrega em cada cena, e não augura felicidade. Filmado em 35mm (algo pouco habitual no streaming), a película adensa a ambiente "sujo" e soturno que se vive no ecrã.

A perversão das personagens deu aso de grandes desempenhos do elenco: Tom Holland é o jovem protagonista, magoado, duro, com valores bem vincados no seu carácter - um actor que vemos crescer e transformar-se no grande ecrã -; Robert Pattinson, como Reverendo Preston, é um monstro da transfiguração e o confirmar do grande actor em que se tornou; Bill Skarsgård está excelente na pele do apaixonado soldado marcado pelos horrores da guerra, que tenta reencontrar-se na religião; e Riley Keough transforma-se ao longo do filme, uma mulher em decadência física e psicológica, incapaz de fugir ao destino que escolheu.

Destinos cruzam-se neste ambiente hostil e brutal que Antonio Campos é tão bem capaz de transpor para o grande ecrã. Sempre o Diabo é uma experiência violenta e imersiva com interpretações de tirar o fôlego.

domingo, 30 de agosto de 2020

Sugestão da Semana #432

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Tenet, de Christopher Nolan. O filme está a dividir a crítica, mas nada como ver e tirar as dúvidas.

TENET


Ficha Técnica:
Título Original: Tenet
Realizador: Christopher Nolan
Elenco: John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Kenneth Branagh, Michael Caine, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy
Género: Acção, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 150 minutos


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Estreias da Semana #432

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas portugueses três novos filmes. Tenet, de Christopher Nolan, promete cativar as atenções. No dia 28 de Agosto, chegam mais duas estreias cinematográficas à Netflix Portugal.

A Fábrica dos Sonhos (2020)
Drømmebyggerne / Dreambuilders
Mina, de 12 anos e habituada a viver apenas com o pai, vê a sua vida transformar-se com a chegada de Jenny, a filha da nova namorada do pai e a sua nova "irmã". Jenny revela-se uma pestinha que quer tudo à sua maneira e Mina quer vê-la fora da sua vida. Uma noite, após adormecer, por acidente Mina descobre um mundo fantástico onde todos os sonhos são fabricados: a Fábrica dos Sonhos. Percebe então que, com a ajuda dos construtores de sonhos, pode influenciar a atitude de Jenny. Mas alterar os sonhos tem graves consequências e Mina vê-se obrigada a salvar Jenny e a sua família.

Os Novos Mutantes (2020)
The New Mutants
Num hospital isolado, um grupo de jovens mutantes está enclausurado para acompanhamento psiquiátrico. Quando estranhos acontecimentos têm lugar, as suas capacidades enquanto mutantes e as amizades entre eles serão postas à prova, enquanto lutam pela sobrevivência.

Tenet (2020)
Armado apenas com uma palavra – Tenet – e envolvido numa luta pela sobrevivência do planeta, o Protagonista (John David Washington) viaja pelo mundo sombrio da espionagem internacional numa missão que irá desvendar algo para além do tempo real. Mais do que viajar no tempo, trata-se de o inverter...

Netflix Portugal
Estreia a 28 de Agosto:

Origens Secretas (2020)
Orígenes secretos
Madrid, 2019. Um assassino em série está espalhar o caos pela cidade, matando pessoas anónimas sem qualquer relação aparente e recriando as primeiras aparições dos super-heróis mais conhecidos. Cosme é o melhor detective da sua esquadra e está prestes a reformar-se, contra a sua vontade. David é o seu substituto, mas é jovem e impulsivo. Juntos, irão abraçar a missão de juntar as peças de um jogo cujas regras desconhecem por completo. Nesta aventura irão contar com a ajuda de Jorge Elías, filho de Cosme e um nerd adorável que é proprietário de uma loja de banda desenhada, e Norma, a chefe de ambos e fã de manga e cosplay. Dizem que, por vezes, é preciso vestir a capa e sair para tornar este mundo um lugar melhor. Talvez esta seja uma dessas vezes.

Quase Uma Rockstar (2020)
All Together Now
Amber Appleton (Auli'i Cravalho) permanece optimista, mesmo que a sua vida pessoal seja bem menos estável que o que aparenta. Enquanto aluna de liceu com talento para a música, Amber tenta conciliar o seu adorado clube de teatro na escola - gerido pelo Sr. Franks (Fred Armisen) - com um complicado horário de trabalho numa loja de donuts, porque a sua mãe solteira (Justina Machado) não consegue sustentá-las sozinha. Também dedica algum tempo a um lar, onde presta cuidados e atenção à sua residente pessimista favorita (Carol Burnett). Quando surgem novos obstáculos que põem os seus sonhos em causa, Amber tem de aprender a contar com o apoio da família que escolheu para poder seguir em frente.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Ciclo 'Christopher Nolan' começa a 2 de Julho nos cinemas

Três filmes de Christopher Nolan estarão de regresso aos cinemas, a partir de 2 de Julho, num ciclo que antecede a estreia do mais recente Tenet.

Tenet
Dez anos depois do lançamento de A Origem (Inception), a Warner Bros. Pictures apresenta um ciclo dedicado ao realizador, nos cinemas a nível global. 

O filme de guerra Dunkirk (2017) marca o início do ciclo, no dia 2 de Julho. No dia 9, será reposto Interstellar (2014) e A Origem (2010) pode ser revisto a 30 de Julho, a assinalar 10 anos sob a sua estreia. Com o filme será também exibido conteúdo exclusivo: uma introdução do realizador; uma peça exclusiva sobre Tenet e ainda uma surpresa exclusiva, alusiva a um filme da Warner Bros. Pictures com estreia em 2020.

O evento antecipa a estreia do mais recente filme de Christopher Nolan, Tenet, agendada para 12 de Agosto. A longa-metragem de acção e ficção científica é protagonizada por John David Washington, numa viagem ao mundo da espionagem internacional, numa luta contra o tempo para tentar evitar a 3.ª Guerra Mundial e salvar a humanidade. O elenco conta também com Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy, Michael Caine e Kenneth Branagh.



* artigo actualizado a 26 de Junho com novas datas para a reposição de A Origem e estreia de Tenet.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Crítica: O Farol / The Lighthouse (2019)

"And I'm damn-well wedded to this here light, and she's been a finer, truer, quieter wife than any alive-blooded woman."
Thomas Wake


*8/10*

Das profundezas do Mar às entranhas dos Homens, Robert Eggers regressou para criar um ambiente fantasmagórico, suportado por dois actores de talento inesgotável, por um formalismo cheio de homenagens e com mitos e lendas a compor o argumento simples de O Farol (The Lighthouse).

Depois de A Bruxa (2015), o realizador regressa à atmosfera que confunde o sobrenatural com as crenças doentias, resultando num terror muito característico, essencialmente psicológico. Os animais e a Natureza voltam a ter um papel fulcral no decorrer da acção em ambos os filmes.

Em finais do século XIX, dois faroleiros, Ephraim Winslow (Robert Pattinson) e Thomas Wake (Willem Dafoe), chegam a uma remota ilha da Nova Inglaterra para cuidar do farol, mas a convivência não é fácil. Os dois tentam manter a sua sanidade, com álcool, danças e histórias misteriosas que atormentam a mente do mais jovem. Entretanto, uma tempestade despoleta, e o navio que os vem buscar tarda em chegar.


Mitos dos mares - sereias, polvos, gaivotas -, tensão sexual, segredos escondidos na luz do farol, solidão e isolamento, eis os ingredientes de O Farol, que Robert Eggers trabalha da melhor forma para construir um marco do terror contemporâneo, reforçando a sua visão, em continuidade com as ideias desenvolvidas em A Bruxa.

O argumento é simples: dois homens de diferentes gerações estão mais de um mês sozinhos numa ilha, onde têm de cuidar de um farol e estruturas adjacentes. A partir daí, as mentes de cada um trabalham sem parar e a loucura bate à porta. As superstições de Wake depressa chocam com o cepticismo de Winslow, mas enquanto o tempo passa, realidade e mitologia revelam semelhanças inesperadas. As ideias confundem-se, alucinações misturam-se com a realidade. E as experiências sucedem-se, bem como os segredos.


A plateia inquieta-se, mas aprecia as fabulosas interpretações de Willem Dafoe e Robert Pattinson - o veterano de talento consolidado e o jovem em ascensão capaz de qualquer papel - numa química que vai do companheirismo ternurento à mais violenta das relações. Prestações tão físicas como psicológicas, intimas, atordoantes.

Tecnicamente, Robert Eggers quis deixar marca. Filmou em 35 mm, a preto e branco, num formato poucas vezes utilizado (1.19 : 1), criando uma atmosfera de clausura, sem fuga possível - ou não estivéssemos numa ilha. O trabalho de direcção de fotografia de Jarin Blaschke joga com luzes e sombra de forma ímpar, fazendo-nos recuar no tempo, lembrando o expressionismo alemão. O terror ainda se adensa mais na banda sonora de Mark Korven, aterradora.


Herman Melville, Edgar Allan PoeH. P. LovecraftF. W. Murnau, todos espreitam pelas janelas de O Farol, quais gaivotas omnipresentes naquela ilha. Todos influenciam Eggers, que vai construindo uma personalidade forte enquanto realizador, perseguindo mitos, lendas e superstições.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Sugestão da Semana #416

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Farol, de Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson. O filme tem estreia limitada em Portugal, mas ainda o podes ver esta tarde, pelas 17h15, e no dia 18 de Fevereiro, às 22h00, no Espaço Nimas, em Lisboa, e esta Segunda-feira, 17, às 21h30, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.

O FAROL


Ficha Técnica:
Título Original: The Lighthouse
Realizador: Robert Eggers
Elenco: Robert Pattinson, Willem Dafoe
Género: Drama, Fantasia, Terror
Classificação: M/16
Duração: 109 minutos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Estreias da Semana #416

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses seis novos filmes. O Farol e A Vida Invisível são dois dos destaques desta semana. Já A Todos os Rapazes: P.S. Ainda Te Amo estreou na Netflix Portugal no dia 12 de Fevereiro.

A Ilha da Fantasia (2020)
Fantasy Island
O enigmático Sr. Roarke transforma em realidade os sonhos secretos dos seus sortudos convidados num luxuoso e remoto resort tropical. Mas quando as fantasias se transformam em pesadelos, os convidados têm de resolver o mistério da ilha para escaparem com vida.

A Vida Invisível (2019)
Rio de Janeiro, 1950. As irmãs inseparáveis Eurídice, de 18 anos, e Guida, de 20, vivem em casa dos pais, dois portugueses conservadores. Submersas numa vida tradicional, ambas acalentam um sonho: Eurídice quer ser uma pianista de renome, Guida procura o amor verdadeiro. Inesperadamente, os pais forçam-nas a viver longe uma da outra. Sozinhas, assumem controlo dos seus próprios destinos, sem nunca abandonarem a esperança de um dia se reencontrarem.

Amor à Segunda Vista (2019)
Mon inconnue
Quando Raphael (François Civil) conheceu Olivia (Joséphine Japy) no secundário, foi amor à primeira vista. Após 10 anos de casamento feliz e uma carreira próspera como autor de best-sellers, Raphael tem tudo – ou assim pensa. Após uma enorme discussão entre o casal, Raphael acorda numa vida paralela onde é solteiro, jogador de pingue-pongue e professor do ensino secundário, com uma vida pouco interessante e demasiado colada à do seu melhor amigo de infância. Percebendo que Olivia era tudo para si, Raphael terá de fazer o impossível para reconquistar o amor de sua vida - que neste mundo não faz a mínima ideia de quem ele é.

O Farol (2019)
The Lighthouse
A história de dois homens que guardam um farol numa remota e misteriosa ilha da Nova Inglaterra, em finais do século XIX.

Para Além da Memória (2019)
Confrontado com a morte do irmão que morre em circunstâncias suspeitas e perante a necessidade de proteger a casa dos pais, onde residem os resquícios de memória da mãe que sofre de Alzheimer, Alexandre, escritor com algum sucesso, pai de três filhas de mães diferentes, recorre a ajuda de um amigo, ministro, para lidar com as dívidas comprometedoras do irmão para com um indivíduo  relacionado com o governo português e angolano. Numa teia de ligações conhece Laura, que trabalha num peepshow e acabará por ser moeda de troca nesta relação de dívidas e comprometimentos sentimentais e familiares. Um filme que invoca e explora as ausências e presenças de uma doente de Alzheimer que não deixa de amar as netas, os filhos e a vida.

Sonic - O Filme (2020)
Sonic the Hedgehog
Baseado no videojogo da Sega, o filme conta a história do ouriço mais rápido do mundo a partir do momento em que  chega à sua nova casa – o planeta Terra. Sonic e o seu novo melhor amigo, Tom juntam-se para defender o planeta de um génio do mal.

Estreia Netflix Portugal - 12 de Fevereiro.

A Todos os Rapazes: P.S. Ainda Te Amo (2020)
To All the Boys: P.S. I Still Love You
Quando Lara Jean decide finalmente assumir a sua relação com Peter, outro destinatário das suas cartas de amor resolve aparecer...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Ads & Cinema #29

O Ads & Cinema traz hoje o anúncio da nova fragrância masculina Dior Homme 2020, com Robert Pattinson a dar novamente a cara pela marca. Eis que o actor surge mais maduro e sensual numa publicidade inspirada pelo tema I'm your man, de Leonard Cohen, que nos dá música.


Quanto ao perfume, as críticas dizem que o Original é melhor, mas "cada cabeça, sua sentença". Fica o anúncio:

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sugestão da Semana #381

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme de ficção científica da realizadora Claire Denis, High Life, protagonizado por Robert Pattinson. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme, aqui.

HIGH LIFE


Ficha Técnica:
Título Original: High Life
Realizadora: Claire Denis
Actores: Robert Pattinson, Juliette Binoche, André BenjaminMia GothAgata BuzekLars Eidinger, Claire TranGloria Obianyo
Género: Drama, Ficção Científica, Mistério
Classificação: M/16
Duração: 113 minutos

domingo, 18 de novembro de 2018

LEFFEST'18: High Life (2018)

"Do I look like my mother?"
Willow


*8/10*

Um futuro distópico traz-nos um pai e uma filha a viajar no espaço sem perspectiva de regresso à terra. O buraco negro que parece ser o seu destino assemelha-se ao que a vida daquele homem se tornou desde que embarcou naquela nave. High Life é a proposta violenta e aterradora de Claire Denis dentro da ficção científica, com Robert Pattinson, adulto e paternal, ao comando.

High Life carrega uma visceralidade totalmente distinta da que podemos facilmente associar a outros filmes de ficção científica. Abundam corpos e fluídos, mas igualmente amor e cuidado. A perversidade anda a par com a pureza, entre passado e presente.


Nos confins do espaço, muito além do nosso sistema solar, Monte (Robert Pattinson) vive isolado com a filha pequena, Willow, a bordo de uma nave espacial. Monte, um solitário que usa uma severa auto-disciplina como protecção contra o desejo – o seu e o de outros – tornou-se pai contra sua vontade. O seu esperma foi usado para inseminar Boyse (Mia Goth), uma jovem que deu à luz Willow. Ambos eram membros de uma tripulação de prisioneiros espaciais, condenados à pena de morte. Usados como cobaias pela perversa Dra. Dibs (Juliette Binoche), são enviados numa missão ao buraco negro mais próximo da Terra.

A sociedade parece ter encontrado uma nova forma de se livrar dos delinquentes e criminosos e essa não passa pela reinserção, pelo menos no planeta Terra. Curiosa analogia com os tempos extremistas que correm no globo. Em High Life, os condenados estão livres no espaço, mas totalmente aprisionados dentro de uma nave, à mercê de uma experiência perversa.

Um filme incómodo, repleto de abusos e com uma forma muito inusual de encarar a sexualidade e a reprodução - eis que estas surgem extremamente intrusivas e desesperançadas. Reduzem-se a pouco mais que processos químicos. É difícil definir o lugar do desejo e do prazer naquela nave tão doentia. Curiosamente, ali os alienígenas são seres humanos.


Rumo ao desconhecido, as emoções parecem sugadas para o vácuo, a personalidade de cada um vai-se perdendo, aos poucos, tal como a vontade de viver. Mas no meio da despersonalização dos indivíduos daquela nave, há um jardim que os liga à Terra e às emoções reais, às saudades de casa e de si próprios. E é este visual marcado da nave que também nos faz divagar entre a familiaridade das relações e sensações terrestres, à nave, tão descaracterizada. A direcção de fotografia sabe jogar com esta dualidade, criando ambientes totalmente distintos.

Juliette Binoche é Dibs, a doentia médica responsável pela experiência naquela nave. A actriz é fenomenal ao tornar a sua desequilibrada personagem totalmente repugnante para o espectador, encarnando uma mulher totalmente louca. O visual de cabelo escuro muito longo, bem como os seus movimentos, e as suas atitudes, passadas e presentes, revelam, ao longo de High Life o porquê dos restantes tripulantes a apelidarem de bruxa.


Já o protagonista, Robert Pattinson é o contido Monte, tão paternal e cuidador como resignado à sua sorte. A sua auto-disciplina ajuda-o a lidar com o passado que o persegue e o presente que se revela um desafio inesperado. O actor continua a mostrar-se capaz de enfrentar todo o tipo de papéis.

E, a navegar universo dentro, Claire Denis foi capaz de criar uma assustadora história que ultrapassa o habitual na ficção científica. Que surpresa perturbadora - mas verdadeiramente eficaz.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

LEFFEST'17: Q&A com Robert Pattinson

Foi no dia 25 de Novembro que Robert Pattinson esteve no Cinema Medeia Monumental para responder às perguntas dos fãs e apresentar o filme Good Time, de Benny e Josh Safdie, no Lisbon & Sintra Film Festival. Na noite anterior, o actor marcou presença no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, onde apresentou o filme Cosmopolis, de David Cronenberg.


Aqui fica um pequeno vídeo que regista o momento.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Crítica: Good Time (2017)

"I think something very important is happening and it's deeply connected to my purpose." 
Connie

*9/10*

Benny e Josh Safdie continuam a consolidar-se como nova dupla de talentosos irmãos realizadores. Good Time trouxe-lhes maior notoriedade, mais ainda com Robert Pattinson como protagonista, num desempenho impressionante.

É curiosamente também a história de dois irmãos de Queens que Good Time acompanha. Tudo começa com um assalto falhado a um banco que coloca Nick (Benny Safdie), o irmão mais novo de Constantine "Connie" Nikas (Robert Pattinson), na prisão. Agora, Connie embarca numa retorcida odisseia através do submundo da cidade de Nova Iorque numa tentativa cada vez mais desesperada e perigosa de tirar o irmão da cadeia. Falta dizer que Nick tem um problema mental que Connie insiste em não admitir.


Good Time tem desde o primeiro instante um sabor agridoce que nos diverte, mas também nos comove. No final, saímos derreados com uma história tão carregada de emoções e realismo.

Connie faz tudo pelo irmão, mas é inconsciente e inconstante, com ausência de valores. Para si, tudo é válido para alcançar um vida melhor para o irmão, contra a lei, contra o socialmente aceite. Curioso é que ele parece realmente não perceber o quão errado está e que, na realidade, nada do que faz é benéfico para Nick. É ingénuo, "pobre de espírito", e usa os outros, sem querer efectivamente prejudicar ninguém. Ele é criminoso com um propósito de fazer o bem, ou assim o acha.


Assistimos a situações tão caricatas e inacreditáveis que vamos rir com a desgraça alheia. mas Good Time está longe de ser uma comédia. É um filme que magoa e nos aproxima das personagens. Nós que somos ainda mais impotentes que os dois irmãos. Dois homens que provavelmente nasceram na família errada, no local errado - neste caso, em Queens -, sem as possibilidades que teriam, provavelmente, noutro contexto social. Eis aqui a forte crítica socio-política de Good Time.

Robert Pattinson tem uma interpretação poderosa, camaleónica. É tão ingénuo como manipulador, infringe a lei e faz-nos acreditar - tal como ele próprio - que tudo é por um bem maior: o seu irmão. É curiosa a simpatia que nutrimos por um delinquente. Benny Safdie é outro grande talento do filme, na pele do frágil irmão.


Num ambiente nocturno, a fotografia de Sean Price Williams tira partido das cores e luzes, potenciando o ambiente instável e soturno que rodeia o protagonista, numa noite de excessos e situações caricatas.

Com Good Time, os irmãos Safdie criaram uma longa-metragem intensa e certeira. Através do humor, toca temáticas desconfortáveis, abala a plateia e fá-la reflectir. Um filme extremamente poderoso.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Lisbon & Sintra Film Festival'17: Programação

O Lisbon & Sintra Film Festival começa no dia 17 e prolonga-se até 26 de Novembro em Lisboa e Sintra. Serão exibidos mais de 180 filmes e entre os convidados desta edição estão nomes como Isabelle Huppert, David Cronenberg, Robert Pattinson, Abel Ferrara e Willem Dafoe, entre muitos outros, fora os que ainda poderão aparecer.


Na Selecção Oficial - Em Competição, encontram-se 13 longas-metragens: Cocote, de Nelson​ ​Carlo​ ​de​ ​Los​ ​Santos, Geu-Hu ​(The Day After), de​ ​Hong​ ​Sangsoo, How to Talk to Girls at Parties, de ​John​ ​Cameron​ ​Mitchell, La Libertad del Diablo, de Everardo​ ​González, Lerd​ ​(A Man of Integrity)​, de Mohammad​ ​Rasoulof, Les Gardiennes, de Xavier​ ​Beauvois, Lucky, de​​ ​John​ ​Carroll​ ​Lynch, Šerkšnas (Frost), de Sharunas​ ​Bartas, Tesnota (Closeness), de ​Kantemir​ ​Balagov, Verão Danado, de Pedro Cabeleira, e Western, de ​Valeska​ ​Grisebach.

Também na Selecção Oficial mas Fora de Competição estão filmes muito esperados como A Hora mais Negra, de​​ ​Joe​ ​Wright, First Reformed, de Paul​ ​Schrader, I Love You, Daddy, do agora tão polémico ​Louis​ ​C.K., It Comes at Night, de Trey​ ​Edward​ ​Shults, Last Flag Flying, de Richard​ ​Linklater, Mektoub, My Love: Canto Uno, de Abdellatif​ ​Kechiche, ou Roda Gigante, de Woody Allen.


Para além das primeiras novidades anunciadas em Junho passado, sabemos agora que os artistas alvo de homenagens e retrospectivas são Isabelle Huppert, Abel Ferrara, Alain Tanner, Julian Schnabel, João Mário Grilo, José Vieira e Peter Brook.

O realizador pioneiro de uma filmografia dedicada à emigração - em especial aos portugueses que partiram para França nos anos 60 -, José Vieira, terá direito a uma Retrospectiva da sua obra no festival, onde marcará presença. Souvenirs d'un Futur RadieuxOs EmigrantesO Pão que o Diabo AmassouLe Bateau en Carton e A Ilha dos Ausentes são alguns dos títulos exibidos no LEFFEST

Nas sessões especiais, destaque para o Foco Mathieu Amalric, com​ ​a​ ​presença​ ​do​ ​realizador, e para The Exorcist Revisited que conta com a exibição do clássico do terror de William Friedkin, de 1973, O Exorcista, e com o documentário The Devil and the Father Amorth, onde o realizador conhece o Padre Gabriele Amorth, conhecido como "o exorcista do Vaticano", filmando o seu nono exorcismo.

O actor Robert Pattinson marcará presença no LEFFEST'17, no dia 23 de Novembro, para uma conversa com o público e com o escritor Don DeLillo, após a exibição do filme Cosmopolis, no Centro Cultural Olga Cadaval. A 25 de Novembro, o actor vem ao Monumental para uma sessão Q&A após a projecção de Good Time, dos irmãos Safdie.

No Teatro, o público do LEFFEST terá a oportunidade de assistir a Battlefield​,​ de​ ​Peter​ ​Brook​ ​e​ ​Marie-Hélène​ ​Estienne, Ensaio para uma Cartografia, de Mónica​ ​Calle, e Colecção de Amantes, de Raquel André.


Para conhecer o programa completo do Lisbon & Sintra Film Festival e horários é só consultar o site http://www.leffest.com ou o facebook do festival https://www.facebook.com/leffest/.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sugestão da Semana #292

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Good Time, de Ben e Joshua Safdie. Robert Pattinson é o protagonista.

GOOD TIME


Ficha Técnica:
Título Original: Good Time
Realizadores: Ben e Joshua Safdie
Actores: Robert Pattinson, Jennifer Jason Leigh, Barkhad Abdi, Ben Safdie, Marcos A. Gonzalez, Cliff Moylan, Rose Gregorio, Shaun Rey, Taliah Webster
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 101 minutos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Crítica: A Infância de Um Líder / The Childhood of a Leader (2015)

"I don't believe in praying anymore!"
Prescott

*7.5/10*

Estreante na realização, Brady Corbet recuou ao pós-primeira guerra e construiu um universo gelado de sentimentos, no meio das negociações do Tratado de Versalhes. Uma criança é o centro das atenções - das nossas, não tanto das dos pais -, e a sua educação é o que mais está em jogo.

A Infância de Um Líder baseia-se no conto homónimo de 1939, de Jean-Paul Sartre. Trata subtilmente a ascensão do fascismo no século XX, ao relatar a história de um rapaz americano a viver em França, em 1919. O pai trabalha para o governo dos EUA na criação do Tratado de Versalhes. O que o rapaz observa ajuda a moldar as suas crenças enquanto testemunhamos o nascimento de um terrível ego.


Ele observa, descobre, explora. É atrevido, quer expressar-se, mas é reprimido pela sociedade que o rodeia. Pouco desejado pela mãe e incompreendido pelo pai, é a ama quem lhe dá o carinho maternal de que tanto precisa e é ela quem ele admira e respeita. O pequeno vive envolto por segredos e mentiras, num país que não é o seu e a revolta acontece.

Subimos escadas, seguindo as personagens, quase sempre olhando para cima, para o futuro de liderança que o título nos anuncia. É para o alto que o olhar da câmara aponta, qual horóscopo.

Mesmo que o argumento não seja o ponto mais forte de A Infância de Um Líder, a sua aura pesada e obscura fazem valer a pena a visualização. Os tons escuros e frios distribuem melancolia e reflectem ainda a sombra da primeira guerra. A arrepiante banda sonora condiz com as cores e emoções que ali se vivem. O jovem protagonista desperta a curiosidade da plateia com um comportamento fora do comum, mudanças de humor e uma expressão carregada e intransigente.


O fascismo paira como um fantasma em redor da personalidade desta personagem que poucas emoções expressa. A interpretação do jovem estreante Tom Sweet é aterradora e é nele que se centram os elementos de terror psicológico desta longa-metragem. De destacar ainda são as interpretações sóbrias de Liam CunninghamBérénice Bejo Robert Pattinson.

Brady Corbet estreou-se com um filme sóbrio onde é o ambiente o grande responsável pelas sensações causadas no espectador. A Infância de Um Líder poderia ser a génese da investida das ditaduras europeias do século XX.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sugestão da Semana #146

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o mais recente filme de David Cronenberg, Mapas para as Estrelas, que convida a mergulhar num lado obscuro da fama com os fantasmas de cada um. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

MAPAS PARA AS ESTRELAS


Ficha Técnica:
Título Original: Maps to the Stars
Realizador: David Cronenberg
Actores: Julianne Moore, Mia Wasikowska, Robert PattinsonJohn CusackEvan BirdOlivia WilliamsSarah Gadon
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 111 minutos

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LEFFEST'14: Maps to the Stars (2014)

*7/10*

Os fantasmas de cada um surgem no lado mais obscuro da fama e David Cronenberg faz questão de mostrá-los no seu Maps to the Stars. No elenco deste pesadelo cinematográfico temos Julianne Moore, Mia Wasikowska, Robert Pattinson John Cusack.


O passado aqui define, efectivamente, o presente. Na Los Angeles actual, Maps to the Stars apresenta-nos uma jornada negra e satírica em volta de uma família de Hollywood, de uma actriz de meia idade e de um motorista que quer ser actor, entre encontros e desencontros, desequilíbrios e passados atormentadores.

Não simpatizaremos com ninguém, não tomaremos partido, mas ficaremos chocados com os bastidores da fama - aqui marcados pelo incesto. A introdução e ligação entre cada personagem é feita de forma brilhante e sarcástica, onde é o incesto que une os protagonistas desta longa-metragem. É muito o que têm em comum Havana SegrandAgatha Benjie e será neles que as principais atenções vão recair, também muito graças ao excelente desempenho dos seus actores. Julianne Moore tem aqui mais uma das suas grandes performances, na pele de uma mulher capaz de tudo por um papel e totalmente desequilibrada, com uma transformação física que não tem medo de mostrar o cansaço e as marcas da idade. Mia Wasikowska é a sinistra Agatha, numa das sua melhores interpretações, extremamente bizarra e parca de sentimentos. Uma boa revelação é Evan Bird como Benjie, o jovem actor que alcançou o sucesso cedo demais e se deixou deslumbrar pelas drogas e vida fácil, mas que vive atormentado por um passado que teima em não o deixar.


Sexo, drogas, obsessão, loucura, família, alucinações e morte são os ingredientes fulcrais deste Maps to the Stars, que apesar da superficialidade com que nos apresenta a história de cada personagem - queríamos saber mais sobre Havana, sem dúvida -, consegue perturbar e deixar-nos a pensar sobre o outro lado deste sonho que tantos ambicionam. E nesta Hollywood irónica e mordaz, encontramos facilmente marcas de Cronenberg, um pouco por toda a parte.

Depois de passar pelo LEFFEST'14, o filme chegará aos cinemas portugueses ainda este ano.