terça-feira, 7 de abril de 2026
Sugestão da Semana #712
domingo, 9 de março de 2025
Sugestão da Semana #656
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mickey 17, de Bong Joon Ho, protagonizado por Robert Pattinson.
MICKEY 17
segunda-feira, 16 de maio de 2022
Crítica: The Batman (2022)
"From your secret friend / Who? Haven't a clue / Let's play a game / Just me and you."
The Riddler
*6.5/10*
Matt Reeves trouxe um novo Batman aos cinemas, assumindo o risco de reescrever a história de uma personagem já inúmeras vezes retratada nos ecrãs. A surpreendente escolha de Robert Pattinson para o papel principal deu que falar e aumentou a curiosidade em torno de um filme que não era fundamental, mas foi capaz de revelar mais uma faceta do actor e de um realizador ainda com muitas cartas para dar.
"Há dois anos a assombrar as ruas como Batman (Robert Pattinson), incutindo medo no coração dos criminosos, Bruce Wayne foi forçado a mergulhar nas zonas mais sombrias da Cidade de Gotham. Com apenas alguns aliados de confiança - Alfred Pennyworth (Andy Serkis) e o tenente James Gordon (Jeffrey Wright) – entre a rede corrupta de funcionários e figuras proeminentes da cidade, o vigilante solitário estabeleceu-se como a personificação da vingança entre os seus cidadãos. Quando um assassino ataca a elite de Gotham com uma série de máquinas sádicas, um rasto de pistas misteriosas e obscuras levam o 'Maior Detetive do Mundo' a investigar o submundo, onde encontra personagens como Selina Kyle/Catwoman (Zoë Kravitz), Oswald Cobblepot/The Penguin (Colin Farrell), Carmine Falcone (John Turturro) e Edward Nashton/The Riddler (Paul Dano)".
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Crítica: Sempre o Diabo / The Devil All the Time (2020)
"Blessed are those that hunger and thirst for righteousness."
Rev. Preston Teagardin
*8/10*
Sempre o Diabo (The Devil All the Time), de Antonio Campos, é um retrato violento e trágico de uma América profunda de meados dos anos 50, onde personagens se cruzam e definem o destino umas das outras, numa narrativa circular.
Baseado no romance homónimo de Donald Ray Pollock - curiosamente, é ele o narrador da história -, não estamos perante um filme de fácil visualização. Acima de tudo, Sempre o Diabo leva-nos ao pior de cada ser humano, um mal que faz vítimas por onde vai passando.
"No pós-guerra, numa localidade do interior, assolada pela corrupção e pela brutalidade, um jovem dedica-se a proteger quem ama das personagens sinistras que o rodeiam."
Antonio Campos filma um retrato cruel de um local e da sua gente, dos seus costumes e ignorância, e a existência de uma família malfada pela religião obsessiva e cheia de vícios que a rodeia e sufocava.
Entre o fervor religioso, a guerra, os abusos, a doença, o bullying, serial killers, corrupção e muitas mortes, há uma justiça implacável que passou de pai para filho, e que comanda os actos do protagonista. A justiça e o amor à sua família são os motores que o fazem agir e continuar em frente, perante todas as adversidades.
Sempre o Diabo prima pelo argumento que se fecha num círculo perfeito. As histórias das personagens tocam-se nas coincidências mais prováveis, com naturalidade. Mas destaca-se também pelo ambiente pesado e sombrio que carrega em cada cena, e não augura felicidade. Filmado em 35mm (algo pouco habitual no streaming), a película adensa a ambiente "sujo" e soturno que se vive no ecrã.
A perversão das personagens deu aso de grandes desempenhos do elenco: Tom Holland é o jovem protagonista, magoado, duro, com valores bem vincados no seu carácter - um actor que vemos crescer e transformar-se no grande ecrã -; Robert Pattinson, como Reverendo Preston, é um monstro da transfiguração e o confirmar do grande actor em que se tornou; Bill Skarsgård está excelente na pele do apaixonado soldado marcado pelos horrores da guerra, que tenta reencontrar-se na religião; e Riley Keough transforma-se ao longo do filme, uma mulher em decadência física e psicológica, incapaz de fugir ao destino que escolheu.
Destinos cruzam-se neste ambiente hostil e brutal que Antonio Campos é tão bem capaz de transpor para o grande ecrã. Sempre o Diabo é uma experiência violenta e imersiva com interpretações de tirar o fôlego.
domingo, 30 de agosto de 2020
Sugestão da Semana #432
Ficha Técnica:
Realizador: Christopher Nolan
Duração: 150 minutos
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Estreias da Semana #432
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Ciclo 'Christopher Nolan' começa a 2 de Julho nos cinemas
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| Tenet |
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
Crítica: O Farol / The Lighthouse (2019)
Das profundezas do Mar às entranhas dos Homens, Robert Eggers regressou para criar um ambiente fantasmagórico, suportado por dois actores de talento inesgotável, por um formalismo cheio de homenagens e com mitos e lendas a compor o argumento simples de O Farol (The Lighthouse).
Mitos dos mares - sereias, polvos, gaivotas -, tensão sexual, segredos escondidos na luz do farol, solidão e isolamento, eis os ingredientes de O Farol, que Robert Eggers trabalha da melhor forma para construir um marco do terror contemporâneo, reforçando a sua visão, em continuidade com as ideias desenvolvidas em A Bruxa.
O argumento é simples: dois homens de diferentes gerações estão mais de um mês sozinhos numa ilha, onde têm de cuidar de um farol e estruturas adjacentes. A partir daí, as mentes de cada um trabalham sem parar e a loucura bate à porta. As superstições de Wake depressa chocam com o cepticismo de Winslow, mas enquanto o tempo passa, realidade e mitologia revelam semelhanças inesperadas. As ideias confundem-se, alucinações misturam-se com a realidade. E as experiências sucedem-se, bem como os segredos.
A plateia inquieta-se, mas aprecia as fabulosas interpretações de Willem Dafoe e Robert Pattinson - o veterano de talento consolidado e o jovem em ascensão capaz de qualquer papel - numa química que vai do companheirismo ternurento à mais violenta das relações. Prestações tão físicas como psicológicas, intimas, atordoantes.
Tecnicamente, Robert Eggers quis deixar marca. Filmou em 35 mm, a preto e branco, num formato poucas vezes utilizado (1.19 : 1), criando uma atmosfera de clausura, sem fuga possível - ou não estivéssemos numa ilha. O trabalho de direcção de fotografia de Jarin Blaschke joga com luzes e sombra de forma ímpar, fazendo-nos recuar no tempo, lembrando o expressionismo alemão. O terror ainda se adensa mais na banda sonora de Mark Korven, aterradora.
Herman Melville, Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, F. W. Murnau, todos espreitam pelas janelas de O Farol, quais gaivotas omnipresentes naquela ilha. Todos influenciam Eggers, que vai construindo uma personalidade forte enquanto realizador, perseguindo mitos, lendas e superstições.
domingo, 16 de fevereiro de 2020
Sugestão da Semana #416
Ficha Técnica:
Elenco: Robert Pattinson, Willem Dafoe
Género: Drama, Fantasia, Terror
Duração: 109 minutos
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Estreias da Semana #416
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Ads & Cinema #29
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Sugestão da Semana #381
Ficha Técnica:
Actores: Robert Pattinson, Juliette Binoche, André Benjamin, Mia Goth, Agata Buzek, Lars Eidinger, Claire Tran, Gloria Obianyo
Classificação: M/16
Duração: 113 minutos
domingo, 18 de novembro de 2018
LEFFEST'18: High Life (2018)
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
LEFFEST'17: Q&A com Robert Pattinson
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Crítica: Good Time (2017)
"I think something very important is happening and it's deeply connected to my purpose."
Connie
Benny e Josh Safdie continuam a consolidar-se como nova dupla de talentosos irmãos realizadores. Good Time trouxe-lhes maior notoriedade, mais ainda com Robert Pattinson como protagonista, num desempenho impressionante.
É curiosamente também a história de dois irmãos de Queens que Good Time acompanha. Tudo começa com um assalto falhado a um banco que coloca Nick (Benny Safdie), o irmão mais novo de Constantine "Connie" Nikas (Robert Pattinson), na prisão. Agora, Connie embarca numa retorcida odisseia através do submundo da cidade de Nova Iorque numa tentativa cada vez mais desesperada e perigosa de tirar o irmão da cadeia. Falta dizer que Nick tem um problema mental que Connie insiste em não admitir.
Good Time tem desde o primeiro instante um sabor agridoce que nos diverte, mas também nos comove. No final, saímos derreados com uma história tão carregada de emoções e realismo.
Connie faz tudo pelo irmão, mas é inconsciente e inconstante, com ausência de valores. Para si, tudo é válido para alcançar um vida melhor para o irmão, contra a lei, contra o socialmente aceite. Curioso é que ele parece realmente não perceber o quão errado está e que, na realidade, nada do que faz é benéfico para Nick. É ingénuo, "pobre de espírito", e usa os outros, sem querer efectivamente prejudicar ninguém. Ele é criminoso com um propósito de fazer o bem, ou assim o acha.
Assistimos a situações tão caricatas e inacreditáveis que vamos rir com a desgraça alheia. mas Good Time está longe de ser uma comédia. É um filme que magoa e nos aproxima das personagens. Nós que somos ainda mais impotentes que os dois irmãos. Dois homens que provavelmente nasceram na família errada, no local errado - neste caso, em Queens -, sem as possibilidades que teriam, provavelmente, noutro contexto social. Eis aqui a forte crítica socio-política de Good Time.
Robert Pattinson tem uma interpretação poderosa, camaleónica. É tão ingénuo como manipulador, infringe a lei e faz-nos acreditar - tal como ele próprio - que tudo é por um bem maior: o seu irmão. É curiosa a simpatia que nutrimos por um delinquente. Benny Safdie é outro grande talento do filme, na pele do frágil irmão.
Num ambiente nocturno, a fotografia de Sean Price Williams tira partido das cores e luzes, potenciando o ambiente instável e soturno que rodeia o protagonista, numa noite de excessos e situações caricatas.
Com Good Time, os irmãos Safdie criaram uma longa-metragem intensa e certeira. Através do humor, toca temáticas desconfortáveis, abala a plateia e fá-la reflectir. Um filme extremamente poderoso.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Lisbon & Sintra Film Festival'17: Programação
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Sugestão da Semana #292
Ficha Técnica:
Actores: Robert Pattinson, Jennifer Jason Leigh, Barkhad Abdi, Ben Safdie, Marcos A. Gonzalez, Cliff Moylan, Rose Gregorio, Shaun Rey, Taliah Webster
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Crítica: A Infância de Um Líder / The Childhood of a Leader (2015)
"I don't believe in praying anymore!"Prescott
Estreante na realização, Brady Corbet recuou ao pós-primeira guerra e construiu um universo gelado de sentimentos, no meio das negociações do Tratado de Versalhes. Uma criança é o centro das atenções - das nossas, não tanto das dos pais -, e a sua educação é o que mais está em jogo.
Mesmo que o argumento não seja o ponto mais forte de A Infância de Um Líder, a sua aura pesada e obscura fazem valer a pena a visualização. Os tons escuros e frios distribuem melancolia e reflectem ainda a sombra da primeira guerra. A arrepiante banda sonora condiz com as cores e emoções que ali se vivem. O jovem protagonista desperta a curiosidade da plateia com um comportamento fora do comum, mudanças de humor e uma expressão carregada e intransigente.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Sugestão da Semana #146
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
LEFFEST'14: Maps to the Stars (2014)
Os fantasmas de cada um surgem no lado mais obscuro da fama e David Cronenberg faz questão de mostrá-los no seu Maps to the Stars. No elenco deste pesadelo cinematográfico temos Julianne Moore, Mia Wasikowska, Robert Pattinson e John Cusack.
Não simpatizaremos com ninguém, não tomaremos partido, mas ficaremos chocados com os bastidores da fama - aqui marcados pelo incesto. A introdução e ligação entre cada personagem é feita de forma brilhante e sarcástica, onde é o incesto que une os protagonistas desta longa-metragem. É muito o que têm em comum Havana Segrand, Agatha e Benjie e será neles que as principais atenções vão recair, também muito graças ao excelente desempenho dos seus actores. Julianne Moore tem aqui mais uma das suas grandes performances, na pele de uma mulher capaz de tudo por um papel e totalmente desequilibrada, com uma transformação física que não tem medo de mostrar o cansaço e as marcas da idade. Mia Wasikowska é a sinistra Agatha, numa das sua melhores interpretações, extremamente bizarra e parca de sentimentos. Uma boa revelação é Evan Bird como Benjie, o jovem actor que alcançou o sucesso cedo demais e se deixou deslumbrar pelas drogas e vida fácil, mas que vive atormentado por um passado que teima em não o deixar.
Sexo, drogas, obsessão, loucura, família, alucinações e morte são os ingredientes fulcrais deste Maps to the Stars, que apesar da superficialidade com que nos apresenta a história de cada personagem - queríamos saber mais sobre Havana, sem dúvida -, consegue perturbar e deixar-nos a pensar sobre o outro lado deste sonho que tantos ambicionam. E nesta Hollywood irónica e mordaz, encontramos facilmente marcas de Cronenberg, um pouco por toda a parte.
Depois de passar pelo LEFFEST'14, o filme chegará aos cinemas portugueses ainda este ano.
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"Eu trago a Guerra no pensamento e a Pátria no coração" Zacarias *9/10* Mosquito é o épico de guerra português, que...
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O IndieLisboa 2026 já anunciou os vencedores desta edição. Barrio Triste , de Stillz , How to Catch a Butterfly , de Kiriko Mechanicus , e ...












































