Hoje vi(vi) um filme: IndieLisboa'15: Les gants blancs

sexta-feira, 1 de maio de 2015

IndieLisboa'15: Les gants blancs

*6.5/10*

A secção Director's Cut do IndieLisboa apresentou esta Quinta-feira, na Cinemateca Portuguesa, Les gants blancs, de Louise Traon, que nos oferece um intimo olhar sobre o trabalho da sua mãe, Valérie Loiseleux, montadora de muitos dos filmes de Manoel de Oliveira.


Desde as luvas brancas que os montadores usam para trabalhar os filmes em película - cortes e recortes até à montagem final -, ao digital que exige agora uma atenção diferente, com as imagens a serem vistas e revistas no ecrã, Les gants blancs debruça-se sobre este trabalho fundamental, e muitas vezes esquecido quando se vê um filme: a montagem. Aqui, o centro das atenções é Loiseleux (Vale Abraão, 1993; O Convento, 1995; Vou Para Casa, 2001; Espelho Mágico, 2005; O Estranho Caso de Angélica, 2010; O Gebo e a Sombra, 2012; etc.), acompanhada pelos filmes de Oliveira - com maior destaque para O Estranho Caso de Angélica.

Seguimos mãe e filha por Lisboa, assistimos às suas conversas, relembramos outros trabalhos de realizador e montadora - O Quinto Império é algumas vezes lembrado - e Valérie Loiseleux recorda a genialidade do cineasta, curiosidades e momentos passados com ele.

Apesar da narração de Luís Miguel Cintra manter Oliveira muito presente, sentimos ainda assim a falta de uma maior presença física do realizador neste Les gant blancs, que apenas surge por breves minutos. É verdade que Louise Traon nos trouxe um filme simples e pertinente - com este foco no montador -, mas fazia-nos esperar um pouco mais, soube-nos a pouco.

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