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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Cinemateca abre 2026 com ciclo de homenagem aos projecionistas e à sala escura

A Cinemateca Portuguesa começa 2026 com o Ciclo Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas. Ao longo do mês de Janeiro, os projeccionistas, a sala escura e a película são os homenageados.

O ciclo é composto por mais de 60 filmes, em sessões que enaltecem a experiência física de se ver cinema e de se viver em contacto com os "filmes enquanto filmes". As obras escolhidas são muito diversificadas, de diferentes períodos e latitudes, "sobre cinemas, sobre idas ao cinema, sobre adormecer no cinema ou ficar zangado no cinema, sobre se apaixonar no (e pelo) cinema, sobre os 'perigos' e os 'benefícios' dos filmes, sobre os erros e os acertos da projecção, sobre o seu efeito hipnótico, sobre a projecção enquanto evento e enquanto performance, sobre a cabine como espaço de reclusão, como espaço de protecção, espaço de caos, de perturbação e de transformação e, também, sobre o filme enquanto objecto, enquanto testemunho material de uma ocorrência, enquanto memória, enquanto assombração e celebração do que foi ou do que poderia ter sido", refere a Cinemateca Portuguesa, em comunicado.

Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas será a oportunidade de ver alguns títulos que passam pela primeira ver e, fundamentalmente,  "para se (re)descobrir grandes filmes projectados nos seus suportes de origem: de THE PURPLE ROSE OF CAIRO (em 35 mm), de Woody Allen, a THE FLICKER (em 16 mm), de Tony Conrad; da sessão dupla do realizador experimental (e projeccionista da Filmmaker’s Cinematheque criada por Jonas Mekas) Jerome Hiller à sessão Grindhouse (em 35 mm) de PLANET TERROR e DEATH PROOF, respectivamente, de Robert Rodriguez e de Quentin Tarantino; de uma sessão dupla em que um dos maiores directores de fotografia do cinema português, Acácio de Almeida, homenageia a matéria-prima do cinema, a luz, até aos dois GREMLINS, de Joe Dante (também em 35 mm); do compêndio de suportes que é WE CAN’T GO HOME AGAIN, de Nicholas Ray, rodado em 35 mm, 16 mm, Super 8 e  vídeo, ao regresso das três dimensões à M. Félix Ribeiro com CAVALCADE – 3D, de David Crosswaite, e DIAL M FOR MURDER – 3D, de Alfred Hitchcock", entre outros.

Estará ainda patente a exposição O Regresso do Cometa Halley – histórias de projeção e projecionistas, baseada nas colecções da Cinemateca, que ocupará vários espaços do edifício da Rua Barata Salgueiro, e haverá uma sessão em que a película é rainha, em que se instalarão quatro projectores diferentes (de 8 mm, 9.5 mm, 16 mm e 35 mm) na Sala M. Félix Ribeiro. O chefe da cabine José Martins irá, ao longo da sessão, explicar as diferenças entre os diferentes formatos, projectando pequenos filmes em cada um dos aparelhos. Reserva-se ainda uma Carta Branca muito especial a oito projeccionistas da Cinemateca, um Ciclo dentro do Ciclo, que espelha preferências pessoais, memórias e experiências marcantes vividas na sala escura.

O programa completo de Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas está disponível em https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/janeiro-26.pdf.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Doclisboa 2025 e Cinemateca Portuguesa apresentam Retrospectiva dedicada a William Greaves

O Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa apresentam, em Outubro, uma retrospectiva dedicada ao cineasta norte-americano William Greaves (1926–2014).

Nationtime (1972), William Greaves | Cartaz: Pedro Nora

Figura notável do cinema documental e experimental afro-americano, a obra de William Greaves reflecte um compromisso com a justiça social, a memória histórica e a liberdade. A retrospectiva que o Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa lhe dedicam é co-programada em conjunto com Scott MacDonald, um dos autores do livro William Greaves: Filmmaking as Mission, e oferece um olhar singular e revelador sobre o trabalho do actor, realizador, produtor e editor, e sobre o seu país, os Estados Unidos da América.

A Sessão de Antecipação da retrospectiva acontecerá, na esplanada da Cinemateca, a 4 de Julho, com a projecção do filme In the Company of Men (1969), um exercício psicodramático com trabalhadores negros e gestores brancos no Sul dos EUA. O programa completo dedicado a Greaves poderá ser descoberto de 16 a 26 de Outubro, no Doclisboa.

O cineasta começou a sua carreira nas artes performativas, antes de compreender “o poder do documentário como ferramenta de transformação social”, refere Scott MacDonald. Sem oportunidades para estudar realização documental nos EUA, mudou-se para o Canadá, e estudou no National Film Board. Regressa mais tarde ao seu país para criar a William Greaves Productions com a sua companheira, Louise Archambault Greaves.

Produziu, com um orçamento sempre reduzido, notícias para a US Information Agency, tendo sido produtor executivo e co-apresentador do Black Journal, episódios 1 – 24 (1968 – 1970), o primeiro programa de notícias transmitido por todo o país com foco na vida dos cidadãos afro-americanos. Greaves e o seu filho, David, documentaram ainda o primeiro combate entre Muhammad Ali e Joe Frazier, em Dezembro de 1970, que resultou no filme The Fight (1973).

O Doclisboa 2025 e a Cinemateca Portuguesa vão exibir, além dos já mencionados, filmes como The First World Festival of Negro Arts (1966), Space for Women (1981) e o filme-ensaio Symbiopsychotaxiplasm: Take One (1968), entre muitos outros.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

IndieLisboa 2025: Zodiac Killer Project (2025)

*8/10*

Zodiac Killer Project é um filme sobre o filme que Charlie Shackleton nunca chegou a realizar. O cineasta pretendia adaptar ao cinema o livro The Zodiac Killer Cover-Up: The Silenced Badge, de Lyndon E. Lafferty, mas o que parecia quase certo, acabou por não acontecer, por oposição da família do autor em ceder os direitos do livro.

"Tal como nunca se provou quem foi o Zodiac Killer, também Charlie Shackleton não conseguiu avançar com a adaptação ao grande ecrã do livro The Zodiac Killer Cover-Up: The Silenced Badge de Lyndon E. Lafferty, que acreditava saber a identidade do criminoso elusivo. Mas isso não impediu Shackleton de fazer um-filme-sobre-o-filme-que-iria-fazer, numa evocação cinematográfica do género true crime. Zodiac Killer Project é imaginativo, intrigante e uma desconstrução magistral com direito ao mais belo pôr-do-sol."

Filmado em película de 16mm, Zodiac Killer Project leva a plateia aos (possíveis) locais onde o realizador queria filmar, enquanto relata todas as ideias já planeadas para cada local, para cada personagem. Ao mesmo tempo, recorre a excertos de conhecidos documentário e séries de true crime (que Shackleton parece ter devorado ao longo dos anos), nos quais ponderaria inspirar-se, recorrendo aos maiores clichés do género. E todos eles surgem na muito dinâmica e mordaz montagem do documentário.

Este filme resulta da frustração de Shackleton, que tinha todas as ideias já bem definidas, aplicando-as no documentário com muita criatividade e humor. É ele quem narra - mais ou menos - espontaneamente cada cena, e como deveria ter sido filmada, nessa obra que nunca chegou a acontecer. O realizador consegue tornar toda a experiência de visualização de Zodiac Killer Project numa entusiasmante caça ao assassino nunca descoberto. Tal como Shackleton, a plateia alinha facilmente nas teorias de Lyndon, por mais improváveis e divertidas que possam ser.

O realizador Charlie Shackleton esteve presente na sessão de abertura do Foco dedicado a si pelo IndieLisboa, na Cinemateca Portuguesa, e respondeu a algumas questões da plateia.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Doclisboa 2024 e Cinemateca Portuguesa apresentam Retrospectiva de Paul Leduc

O Doclisboa, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, apresenta uma retrospectiva da obra do realizador mexicano Paul Leduc (1943-2020), e terá lugar durante a 22.ª edição do festival, de 17 a 27 de Outubro.

A retrospectiva terá por título Uma Dança para a Música do Tempo, conta com o apoio do FICUNAM e da Embaixada do México, e será a maior retrospectiva dedicada a Paul Leduc, realizada fora do seu país natal e a primeira no continente europeu. 

¿Cómo ves? (1986), de Paul Leduc

Para dia 5 de Julho, às 21h45, está agendada uma sessão de antecipação na Esplanada da Cinemateca, com a exibição de ¿Cómo ves?, retrato "quase documental sobre a vida dos jovens num dos bairros mais pobres da Cidade do México, em que não há protagonistas mas antes um fresco de micro-histórias, por vezes abstratas, que de uma forma quase irreconhecível se inspiram em textos de vários escritores, incluindo alguns autores seminais como José Agustín e José Revueltas. Estes fragmentos são colados por actuações ao vivo de bandas de rock e músicos mexicanos", refere o Doclisboa em comunicado.

"Paul Leduc é um nome de referência do cinema independente mexicano da década de 1970, cujo trabalho tem vindo a ser descoberto fora de portas ao longo dos últimos anos graças ao trabalho da Filmoteca da Universidade Nacional Autónoma do México. Autor de uma obra variada, Leduc retratou através dos seus filmes as grandes alterações políticas e socioculturais do seu país de origem na segunda metade do século XX e princípio do século XXI, assim como temas centrais para compreender a História da América Latina durante esse período: desde a herança da revolução mexicana às lutas dos camponeses contra a opressão dos caciques locais, passando pelas várias revoluções da América Latina e as consequências da globalização e das políticas neoliberais que assolaram o continente. No seu cinema, Leduc quis sempre levar aos limites as linguagens cinematográficas mais convencionais, cruzando elementos do documentarismo, poesia, dança, música e magia, resultando esse trabalho numa linguagem única, vanguardista e independente", acrescenta. 

Em Outubro, o Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa convidam à descoberta da sua obra, numa retrospectiva com curadoria de Boris Nelepo, programador do Doclisboa.

Mais informações em doclisboa.org.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

'A Promessa', de António de Macedo, chega à Filmin com colaboração da Cinemateca Portuguesa

A Promessa, de António de Macedo, chega em exclusivo à Filmin no dia 23 de Maio, com a colaboração da Cinemateca Portuguesa.

Em 2023, comemoram-se os 50 anos do primeiro filme português na Selecção Oficial do Festival de Cannes: A Promessa, realizado pelo cineasta António de Macedo, um dos fundadores do Cinema Novo português.

Integrado do Plano de Digitalização do Cinema Português (até 2025,a Cinemateca irá digitalizar mais de mil filmes portugueses de longa e curta-metragem), a Cinemateca Portuguesa realizou o processo de digitalização do filme A Promessa, uma obra "que marcou o cinema português pela sua irreverência devido às temáticas abordadas e a forma de apresentação dos corpos no grande ecrã", como refere a Filmin em comunicado. É neste contexto que surge a primeira colaboração da Cinemateca com a Filmin, celebrando a diversidade de formas de partilha deste património com o público.

A Promessa parte da peça de teatro homónima de Bernardo Santareno "e assenta num trabalho de investigação sociológica levado a cabo nas aldeias piscatórias em que decorre a acção, com produção do Centro Português de Cinema"

Os protagonistas são Maria do Mar (Guida Maria) e o seu marido, José (João Mota), jovens recém-casados que vivem numa aldeia de pescadores, Palheiros de Tocha, entre Aveiro e Figueira da Foz. A sua intimidade é perturbada por um voto de castidade que fizeram em consequência de uma tempestade que provocou o naufrágio do barco do pai do José, que conseguiu salvar-se. Ambos vivem em permanente tensão, originada pela presença do Labareda (Sinde Filipe), um cigano recolhido pelo casal, na sequência de uma disputa, em que foi esfaqueado.

"A Promessa ressalta uma dimensão social marcada no realismo documental das imagens da aldeia e dos pescadores e o confronto do cineasta com o tema da alienação religiosa, uma das constantes da obra de Macedo. O filme é o repositório de questões sexuais que constituem o eixo do mesmo, da impotência à necrofilia, passando pela violação. Alvo de grande polémica na recepção em Portugal, foi a primeira obra portuguesa a mostrar dois corpos nus."

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O Hoje Vi(vi) um Filme escreveu sobre A Promessa, aquando da sua exibição do festival MOTELx 2013. A crítica está disponível em: https://hojeviviumfilme.blogspot.com/2013/09/motelx13-promessa-1973.html

quinta-feira, 13 de abril de 2023

'O Cinema da Estónia: Um Ninho ao Vento' na Cinemateca Portuguesa de 14 a 26 de Abril

A Cinemateca Portuguesa recebe uma retrospectiva alargada do cinema da Estónia, intitulada O Cinema da Estónia: Um Ninho ao Vento, de 14 a 26 de Abril.

O ciclo O Cinema da Estónia: Um Ninho ao Vento (em referência à obra de Olav Neuland, a exibir neste programa) "revela a longevidade deste rico legado cultural, que celebrou 110 anos de existência em 2022". Pela primeira vez, poderá ser visto "um conjunto de filmes realizados entre as décadas de 60 e 80 que começa no período da 'escola nacional do cinema', após o fim da era estalinista, marcada pela imposição do realismo socialista na cinematografia estónia"

Esta retrospectiva mostra curtas e longas-metragens "que abordam, por um lado, as preocupações políticas deste cinema, crítico do regime comunista em obras como" POSTMARK/Carimbo Postal de Viena, HULLUMEELSUS/Loucura, ou MAN OF KIHNU/Homem de Kihnu, "mas também o lado mais saudoso" de KEVADE/Primavera, "filme semiautobiográfico que é uma das obras maiores do cinema do país", (cuja primeira sessão, no dia 14 de Abril, marcará a abertura do ciclo) ou a ficção científica de HUKKUNUD ALPINISTI HOTELL/O Hotel do Alpinista Morto. Serão exibidos um total de 22 filmes, incluindo seis curtas e uma longa-metragem de animação, a exibir na Cinemateca Júnior.

Todos os filmes serão apresentados em cópias digitais e são estreias absolutas na Cinemateca, numa colaboração com o Estonian Film Institute e o apoio da Embaixada da Estónia em Lisboa.

Outro destaque da programação será a conferência dedicada ao cinema da Estónia e às suas implicações sociopolíticas durante a era soviética - Negociando a Nação: Indústria e Imagem do Cinema Estónio Durante a Era Soviética (1940/1944-1991) - , que acontece no dia 15 de Abril pelas 18h00, por Eva Naripea, historiadora de cinema do país e actual directora da Cinemateca de Tallin.

Mais informações sobre este ciclo no site da Cinemateca Portuguesa.

Ao cinema da Estónia, Abril continuará com uma retrospectiva dedicada ao realizador e mestre da animação checa, Jan Švankmajer, numa colaboração da Cinemateca com o IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema, e que se estenderá até à primeira semana de Maio. 

segunda-feira, 13 de março de 2023

IndieLisboa 2023: Director's Cut e Retrospectiva Jan Švankmajer

O IndieLisboa 2023 anunciou os títulos que compõem a secção Director's Cut e uma retrospectiva da obra de Jan Švankmajer. O festival lisboeta regressa de 27 de Abril a 7 de Maio de 2023.

A Rainha Diaba

Em destaque entre as longas-metragens da secção Director's Cut encontra-se A Rainha Diaba, versão restaurada do filme de António Carlos da Fontoura, de 1974; também Ragtag, de Giuseppe Boccassini, "consiste numa colagem cronológica baseada num amplo corpus de filmagens tiradas da chamada era clássica do cinema americano que, nos anos 50, après la lettre, os críticos franceses rotularam de film noir"; e ainda o documentário Jeune Cinema, de Yves-Marie Mahé, embarca numa viagem ao festival de cinema de Hyères, na altura o mais importante festival logo após o Festiva de Cannes. Para além das longas metragens, há uma seleção de cinco curtas-metragens, entre elas, As Pioneiras do Cinema em Língua Portuguesa, de Luísa Sequeira.

Lista de filmes Director's Cut:

Longas metragens

L'Éden de La Ciotat, Alain Bergala , doc., França, 2022, 53'

Filme Particular, Janaína Nagata, doc., Brasil, 2022, 90'

Jeune Cinéma, Yves-Marie Mahé, doc., França, 2022, 74'

Prejudice & Pride – Swedish Film Queer, Eva Beling, doc., Suécia, 2022, 100'

Ragtag, Giuseppe Boccassini, doc./exp., Itália/Alemanha/França, 2022, 84'

A Rainha Diaba, António Carlos da Fontoura, fic., Brasil, 1973, 99'


Curtas metragens

Damned Queers, Olle Holm, doc., Suécia, 1977, 21'

The Film You Are About To See, Maxime Martinot, doc., França, 2023, 11'

GeoMarkr, Chloé Galibert Lainê, doc./exp., França, 2022, 22'

As Pioneiras do Cinema em Língua Portuguesa, Luísa Sequeira, doc., Portugal, 2023, 15'

Staging Death, Jan Soldat, doc./exp., Áustria, 2022, 8'


Na sua 20.ª edição, o IndieLisboa apresenta uma retrospectiva da obra de Jan Švankmajer, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, local onde serão exibidos os filmes deste programa.

Alice

"Em 1964, produziu a sua primeira curta-metragem, The Last Trick, que coloca actores a fazer de marionetas, abrindo as portas para uma outra dimensão onde o real dá lugar à ilusão. Hoje, o seu corpo de trabalho conta com mais de trinta filmes estilisticamente inesquecíveis pela sua riqueza e diversidade: combinam actores e animação, desenho, barro, colagem e fantoches, em obras subversivas que misturam o humor negro no sinistro. O ritmo de montagem dos seus filmes é essencial às suas criações episódicas, cujas temáticas falam-nos de comida, mas também de decomposição, levando-nos com frequência à memória da infância e ao mundo dos sonhos", refere o IndieLisboa em comunicado. 

Em 2022, Jan Švankmajer anunciou a sua retirada do cinema, e Kunstkamera (2022) será o seu último filme. O ciclo intitula-se Jan Švankmajer, O Surrealista e abre com Conspirators of Pleasure (1996), "uma comédia negra e grotesca sobre um grupo de hedonistas que mistura animação e live-action". Jaromír Kallista, habitual produtor e colaborador de Švankmajer, vai estar em Lisboa para uma conferência na Cinemateca

Lista de filmes da Retrospectiva Jan Švankmajer, O Surrealista

Longas metragens:

Alice, Jan Švankmajer, 1987, 84'

Faust, Jan Švankmajer, 1994, 90'

Conspirators of Pleasure, Jan Švankmajer, 1996, 75'

Little Otik, Jan Švankmajer, 2000, 127'

Lunacy, Jan Švankmajer, 2005, 118'

Surviving Life, Jan Švankmajer, 2010, 105' 

Insects, Jan Švankmajer, 2018, 98'

Athanor: The Alchemical Furnace, Adam Ol’ha/Jan Daňhel, doc., 2020, 117'

Kunstkamera, Jan Švankmajer, 2022, 51'


Curtas metragens:

The Last Trick, Jan Švankmajer, 1964, 10'

Johann Sebastian Bach: Fantasy in G minor, Jan Švankmajer, 1965, 8'

A Game with Stones, Jan Švankmajer, 1965, 8'

Punch and Judy, Jan Švankmajer, 1966, 10'

Et Cetera, Jan Švankmajer, 1966, 8'

Historia Naturae (Suita), Jan Švankmajer, 1967, 10'

The Garden, Jan Švankmajer, 1968, 19'

The Flat, Jan Švankmajer, 1968, 13'

Picnic with Weissmann, Jan Švankmajer, 1969, 13'

A Quiet Week in the House, Jan Švankmajer, 1969, 13'

Don Juan, Jan Švankmajer, 1970, 30'

The Ossuary, Jan Švankmajer, 1970, 10'

Jabberwocky, Jan Švankmajer, 1971, 12'

Leonardo's Diary, Jan Švankmajer, 1972, 10'

 Castle of Otranto, Jan Švankmajer, 1973, 17'

The Fall of the House of Usher, Jan Švankmajer, 1980, 15'

Dimensions of Dialogue, Jan Švankmajer, 1982, 11'

Down to the Cellar, Jan Švankmajer, 1982, 14'

The Pendulum, the Pit and Hope, Jan Švankmajer, 1983, 15'

Virile Games, Jan Švankmajer, 1988, 15'

Hugh Cornwell: Another Kind of Love, Jan Švankmajer, 1988, 4'

Meat Love, Jan Švankmajer, 1989, 1'

Darkness/Light/Darkness, Jan Švankmajer, 1989, 10'

Flora, Jan Švankmajer, 1989, 20"

The Death of Stalinism in Bohemia, Jan Švankmajer, 1990, 10'

The Food, Jan Švankmajer, 1992, 17'

Mais informações em https://indielisboa.com/.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

KINO 2023: Programação da 20.ª edição já disponível

A KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã celebra duas décadas e já tem programação fechada. O evento acontece de 2 a 18 de Fevereiro no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

Para além do que já havia sido anunciado, a KINO 2023 traz novidades que começam em Janeiro. É o caso do KINO Warm-Up que, durante todo o mês, disponibiliza gratuitamente 19 filmes da produção cinematográfica alemã dos últimos 20 anos na plataforma de streaming Goethe On Demand.

Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa

De 2 a 8 de fevereiro, a programação principal da mostra é apresentada no Cinema São Jorge, sob o tema Novos Começos (Neuanfänge, em alemão). Os 15 filmes aí exibidos têm em comum a ideia de "começar de novo", seja de que forma for.

Na secção Visões, destaque para Home, a estreia na realização da actriz Franka Potente; Córtex, estreia na realização do actor, Moritz Bleibtreu; o clássico Corre, Lola, corre, de Tom Tykwer, protagonizado. precisamente, por Franka Potente e Moritz Bleibtreu, e apresentado numa sessão especial em 35mm; Até podíamos estar mortos, de Natalia Sinelnikova; Os comuns, de Sophie Linnenbaum; e Raparigas dos escombros, de Oliver Kracht.

Corre, Lola, corre, de Tom Tykwer

A secção Perspetivas vai apresentar obras de estreia como Nico, de Eline Gehring; Geração sem compromissos, de Helena Hufnagel; Sobre a morte da minha mãe, de Jessica Krummacher; Os anos dourados, de Barbara Kulcsar; Sonne, de Kurdwin Ayub; e Framboesas com mostarda, de Ruth Olshan.

Na secção Realidades, ao filme de abertura da KINO 2023, Quando a primavera chegou a Bucha, juntam-se As insubmissas, de Törsten Körner; e Mutzenbacher, de Ruth Beckermann.

A 8 de Fevereiro, último dia de exibição no Cinema São Jorge, e após a sessão de encerramento, haverá uma festa com música e animação pela noite fora para comemorar os 20 anos da mostra.

De 9 a 18 de Fevereiro, a KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã segue para a Cinemateca Portuguesa, com um programa especial intitulado Foco - História(s) do Cinema AlemãoOlhos nos olhos – Uma história do cinema alemão, 66 Cinemas, Um truque de luz, Vem comigo ao cinema, De Caligari a Hitler Hitlers Hollywood são alguns dos títulos deste foco.

Um Truque de Luz, de Wim Wenders 

Oficina para Famílias e KINO em digressão

Nos dias 11 e 18 de Fevereiro, a Biblioteca do Goethe-Institut, em Lisboa, "recebe uma Oficina para Famílias: Irmãs Grimm debruça-se sobre os contos tradicionais e, em conjunto com as crianças, reescreve os papéis destinados às mulheres nessas histórias"

Nesta edição, a KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã estende-se pela primeira vez ao sul de Portugal, com apresentações na Biblioteca Municipal de Lagos, de 9 a 11 de Fevereiro, seguindo depois para o Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, nos dias 14 e 15 de Fevereiro, e para a Casa das Artes do Porto, de 2 a 23 de Março. 

Toda a informação sobre a KINO pode ser consultada em https://www.goethe.de/ins/pt/pt/kul/sup/kpo.html?wt_sc=portugal_kino.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

'O Quarto Perdido do MOTELx' apresentado na Cinemateca Portuguesa a 12 de Janeiro com sessão especial

O livro O Quarto Perdido do MOTELx - Os Filmes do Terror Português (1911-2006) será apresentado na Cinemateca Portuguesa, com direito a uma sessão especial, no dia 12 de Janeiro. 

A partir das 18h00, o livro será apresentado na Livraria Linha de Sombra, na Cinemateca Portuguesa, com a presença dos autores. Seguir-se-á uma Sessão Especial, na Sala Luís de Pina, às 19h30, com a exibição de A Caçada do Malhadeiro (Portugal, 1967), de Quirino Simões, antecedido do único excerto existente do filme perdido Três Dias Sem Deus (Portugal, 1946), de Bárbara Virgínia, a primeira mulher realizadora em Portugal.

A secção Quarto Perdido, que desde o início do MOTELx, se dedica "à pesquisa da cinematografia de terror nacional, transformou-se no ano passado em livro". O Quarto Perdido do MOTELX - Os Filmes do Terror Português (1911-2006) é uma antologia que reúne "textos de vários autores sobre a totalidade das obras portuguesas escolhidas e apresentadas à luz do género e, naturalmente, da contemporaneidade".

PROGRAMAÇÃO - 12 JAN 2023

18h00 | Apresentação do Livro | Livraria Linha de Sombra (Entrada Livre)

O Quarto Perdido do MOTELX - Os Filmes do Terror Português (1911-2006)

Coordenação de João Monteiro e Filipa Rosário


19h30 | Sessão Especial | Sala Luís de Pina

Três Dias Sem Deus (Portugal, 1946, 25'), de Bárbara Virgínia

A Caçada do Malhadeiro (Portugal, 1967, 82'), de Quirino Simões


Mais informações em https://www.cinemateca.pt/Programacao.aspx?id=15980&date=2023-01-12.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Ciclo de Cinema 'Nas Terras dos Faraós' na Cinemateca Portuguesa de 6 a 21 de Janeiro

O Ciclo de Cinema Nas Terras dos Faraós tem lugar na Cinemateca Portuguesa de 6 a 21 de Janeiro. Trata-se de uma colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, a propósito da exposição Faraós Superstars, "concebida em torno da figura do faraó e do imaginário do Antigo Egito".

O ciclo conta com a exibição de dez filmes: A Mulher do Faraó, de Ernst Lubitsch, estreado no ano da descoberta do túmulo de Tutankhamon, em 1922, Os Dez Mandamentos e Cleópatra, de Cecil B. DeMilleO Egípcio, de Michael Curtiz, Aida, de Clemente Fracassi, Terra de Faraós, de Howard Hawks, Cleópatra, de Vittorio Cottafavi, O Faraó, de Jerzy Kawalerowicz, Cleópatra, de Joseph L. Mankiewicz, e A Múmia, de Chadi Abdel Salam.

Mais informações sobre o ciclo Nas Terras dos Faraós em https://www.cinemateca.pt/Programacao.aspx?id=15935&ciclo=1573.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Jean-Luc Godard e Jean-Marie Straub marcam a programação da Cinemateca Portuguesa em Janeiro

Os realizadores Jean-Luc Godard e Jean-Marie Straub, recentemente falecidos, estarão no centro da programação da Cinemateca Portuguesa em Janeiro de 2023.

Com uma filmografia fundamental para a História do Cinema, de Godard, será apresentado um "vasto programa centrado em títulos menos vistos do realizador, sobretudo das décadas de 1970 e 1990, sem esquecer alguns dos filmes do início e do fim da obra do cineasta"

De Straub a solo e em dupla com a companheira Danièle Huillet, será apresentado um conjunto de filmes que vão desde a fase inicial, com Pequena Crónica de Anna Magdalena Bach, ao título derradeiro, La France Contre les Robots. "Um conjunto que testemunha a enorme, radical e solitária coerência de uma obra que se tornou num magnífico continente isolado na História do Cinema".

Para Janeiro, estão marcados já dois outros ciclos e uma evocação: o ciclo Nas Terras dos Faraós (organizado em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, a pretexto da exposição Faraós Superstars), uma homenagem a Gloria Grahame, no ano em que se assinala o centenário do nascimento da actriz, e uma breve evocação de António da Cunha Telles, nome fundamental do Cinema Português, desde o início da década de 60 em  como produtor, realizador, distribuidor e exibidor, falecido no passado mês de novembro.

Mais informações em https://www.cinemateca.pt/.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Cinemateca Portuguesa homenageia António da Cunha Telles com sessão de 'O Cerco' a 26 de Novembro

A Cinemateca Portuguesa presta homenagem a António da Cunha Telles, falecido no passado dia 23 de Novembro, com a exibição de O Cerco, este Sábado, dia 26 de Novembro, às 21h30. 

A sessão é de entrada livre, mediante levantamento de ingresso na bilheteira. O Cerco foi o primeiro filme realizado por Cunha Telles, em 1970, e conta com Maria Cabral, Miguel Franco, Zita Duarte e Ruy de Carvalho no elenco.

Citando Manuel Cintra Ferreira, no excerto partilhado pela Cinemateca Portuguesa, O Cerco é, antes de mais, um rosto. Depois uma paisagem. O rosto é Maria Cabral, a paisagem é Lisboa. Num caso como no outro, Cunha Teles apostou na diferença e na espontaneidade. Este corpo, diferente e novo no cinema de então, inscreve-se numa paisagem também diferente: Lisboa é a cidade dos corvos, mas este ex-libris toma uma conotação diferente da que lhe dá o emblema da cidade. São aves de rapina, mas sem coragem, que se afirmam na exploração dos mais frágeis”.

O filme inicialmente programado para este horário, Vanya on 42nd Street, da retrospectiva Louis Malle, mantém a sessão de 30 de Novembro, às 19h30, e passará na sala M. Félix Ribeiro. Já Les Années Lumière, de Alain Tanner, será exibido na sala Luís de Pina, no mesmo dia, às 19h00.

Mais informações em https://www.cinemateca.pt/.

domingo, 6 de novembro de 2022

Retrospectiva 'O Cinema Clássico de Dorothy Arzner' em Dezembro na Cinemateca Portuguesa

A Cinemateca Portuguesa apresenta a retrospectiva O Cinema Clássico de Dorothy Arzner, de 6 a 29 de Dezembro.

Esta que será a última retrospetiva de 2022 dará a conhecer a obra da cineasta americana Dorothy Arzner (1897-1979), "realizada entre finais dos anos 1920 e inícios dos 1940 em contracorrente, mas no seio do cânone de Hollywood que nas décadas posteriores a ignorou". Serão apresentadas 13 longas-metragens, restauradas e crescentemente divulgadas em anos recentes.

Em 1933, Dorothy Arzner foi a primeira mulher a integrar o Directors Guild of America e a única realizadora mulher a filmar regularmente nos estúdios de Hollywood durante a “idade de ouro”. Com muita experiência como argumentista e montadora, "Arzner teve de forçar a sua passagem à realização na Paramount, distinguindo-se pelo domínio do ofício, o talento para descobrir actores e actrizes que haviam de tornar-se grandes estrelas (entre os quais Fredric March, Clara Bow, Katharine Hepburn ou Joan Crawford) ou uma iniludível originalidade de perspectiva. Reconhecida pela sua personalidade vincada e por estar sempre 'à frente do seu tempo', assinou filmes marcados pela abordagem da experiência feminina e da sexualidade, questionando costumes, convenções e estereótipos".

Reunindo a obra actualmente existente da cineasta, as 13 longas-metragens, de Get Your Man, 1927, a First Comes Courage, 1943, a retrospetiva inclui ainda três outros títulos: The Red Kimona (Walter Lang, 1925, com a participação de Arzner como argumentista); o colectivo Paramount on Parade (1930, em que um dos segmentos é assinado por Arzner); o documentário alemão sobre a realizadora Sehnsucht Nach Frauen: Dorothy Arzner (Katja Raganelli, Konrad Wickler, 1983).

TÍTULOS PROGRAMADOS | RETROSPETIVA DOROTHY ARZNER, CINEMATECA, DEZEMBRO 2022

Get Your Man / À Procura de Um Noivo, prod. Paramount-Famous Players Lasky, 1927

The Wild Party / Louca Orgia, prod. Paramount-Famous Players Lasky, 1929

Sarah and Son, prod. Paramount-Famous Players Lasky, 1930

Anybody’s Woman, prod. Paramount, 1930

Honor Among Lovers / Honra de Amantes, prod. Paramount, 1931

Working Girls, prod. Paramount, 1931

Merrily We Go to Hell / Quando a Mulher se Opõe, prod. Paramount, 1932

Christopher Strong / O Que Faz o Amor, prod. RKO, 1933

Nana, prod. United Artists, 1934

Craig’s Wife / Egoísmo de Mulher, prod. Columbia, 1936

The Bride Wore Red / A Noiva de Vermelho, prod. MGM, 1937

Dance, Girl, Dance / Dança, Rapariga, Dança, prod. RKO, 1940

First Comes Courage / Crepúsculo Sangrento, prod. Columbia, 1943

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The Red Kimona, Walter Lang, prod. Mrs. Wallace Reid Productions, 1925 / Arzner participa na adaptação do argumento

Paramount on Parade / Paramount em Gala, 1930 co/r: Otto Brower, Edmund Goulding, Victor Heerman, Edwin Knopt, Rowland V. Lee, Ernst Lubitsch, Lothar Mendes, Victor Schertzinger, Edward Sutherland, Frank Tuttle, prod. Paramount, 1930 / Arzner realiza a sequência The Gallows Song – Nichavo

Sehnsucht Nach Frauen: Dorothy Arzner / Longing for Women: Dorothy Arzner, Katja Raganelli, Konrad Wickler, 1983 / documentário

IndieJúnior Porto acontece de 23 a 29 de Janeiro de 2023 no Batalha Centro de Cinema

A 7.ª edição do IndieJúnior Porto - Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil do Porto acontece entre 23 e 29 de Janeiro de 2023 no Batalha Centro de Cinema, e terá como tema central o Mar.

O evento regressa com uma "vasta programação de cinema, oficinas e outras atividades destinadas a crianças, jovens e famílias, em parceria com o projeto FILMar, operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, com o apoio do programa EEAGrants 2020-2024. Com o objetivo de digitalização e divulgação do património cinematográfico nacional, o projeto FILMar tem vindo a promover, desde 2020, a redescoberta e reinscrição de a títulos dos mais diferentes géneros, exemplificativos do modo como o mar foi estruturante para a  história do cinema produzido em Portugal".

A colaboração com o IndieJúnior leva ao Porto dez curtas-metragens, em cópias restauradas e digitalizadas, realizadas entre 1929 e 1956, "onde se exploram as relações da região com o mar, a cidade do Porto e sua zona costeira. Em todos eles procurou-se sublinhar o modo como estes filmes de arquivo expõem um olhar sobre a infância ou, a partir dele, comentam a sociedade e como foi sendo alterada"

Num trabalho paralelo, realizado pelo festival com a escola OSMOPE, "dois dos 10 filmes serão apresentados com sonorização produzida num atelier a realizar com alunos da instituição". A par das sessões de cinema esta parceria proporcionará também a alunos da Escola Secundária Inês de Castro, de Vila Nova de Gaia, uma visita ao ANIM - Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, da Cinemateca Portuguesa, mais propriamente ao laboratório FILMar, "onde poderão contactar com o processo de preservação e digitalização de filmes sobre os quais trabalharão em contexto escolar e até ao festival, assim como uma sessão formativa creditada, destinada à preparação e contextualização para  para professores a ter lugar a 9 de novembro na Casa Comum - Reitoria da UP, em parceria com o Plano Nacional de Cinema".

A imagem da 7.ª edição do IndieJúnior Porto foi criada pela professora, ilustradora e designer Catarina Gomes, seguindo a temática deste ano, "explorando, através da reinterpretação dos seus próprios desenhos, as ideias de grandiosidade e ciclicidade associadas ao oceano"

As inscrições para escolas nas sessões desenvolvidas especificamente para público escolar estão abertas em indiejunior.com/escolasporto.


INDIEJÚNIOR 2023

Sessões FILMar

Sessão 5 aos 8 anos

Conservas de Atum, Castelo Branco Mello (1929)

De Sol a Sol, Adolfo Quaresma (1933) 

Praias de Portugal, Gentil Marques (1952)


Sessão 8 aos 12 anos

Ar, Água e Luz, Fernando Garcia (1956) 

Férias à Beira Mar, Arthur Duarte (1942) 

O Naufrágio do Veronese, Invicta Filmes (1913)

Pesca do Bacalhau, Filmes Samnael (1931)


Sessão 12 aos 15

A Indústria Baleeira, José César de Sá (1932)

A Obra da Fragata D. Fernando "Educação para a Vida”, Ricardo Malheiro (1950)

Vinho do Porto, Adriano Ramos Pinto (1937) 

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Festa do Cinema Francês 2022: 'Louis Malle - O Rebelde Solitário', de 2 a 30 de Novembro, na Cinemateca

A Festa do Cinema Francês, em parceria com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, apresenta a retrospectiva Louis Malle - O Rebelde Solitário, de 2 a 30 de Novembro.

Serão 30 as obras exibidas na Cinemateca Portuguesa, entre longas e curtas-metragens, que abarcam cerca de quatro décadas da carreira do realizador Louis Malle (1932-1995), "que começou a sua carreira como ajudante de Jacques Cousteau, com quem realizou o documentário O Mundo do Silêncio (1956), o primeiro filme submarino comercializado e que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes". Dois anos depois, estreia-se a solo com Os Amantes, protagonizado por Jeanne Moreau, que se destacou "pela liberdade e ousadia com que Malle se atreveu a filmar o adultério e uma cena de sexo, nunca antes vista em cinema".

Em 1960, segue-se a comédia Zazie no Metro, em 1962, Vida Privada, com Brigitte Bardot e Marcello Mastroianni, e, em 1963, lança Fogo Fátuo. Ao todo, Louis Malle realizou 19 longas de ficção, vários documentários (em curta e longa-metragem), e ainda uma minissérie para a televisão francesa sobre a Índia, intitulada L’Inde Fantôme.

Em 1976, Malle muda-se para os EUA e realiza Menina Bonita (1978), com Susan Sarandon e Brooke Shields; Atlantic City, USA (1980), My Dinner with Andre (1981), Crackers (1984) e Alamo Bay (1985). "Numa última viagem profissional a França, realiza, em 1987, Adeus Rapazes, que lhe valeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza e o prémio da crítica em França, uma história autobiográfica da sua infância, passada numa escola católica e a amizade com um menino judeu levado pela Gestapo"; e Os Malucos do Maio, em 1990. Em 1992, realizou, em Londres, Relações Proibidas, e termina a carreira em Nova Iorque, em 1984, com Vanya, 42e Rue, um filme quase experimentar em que "capta, num teatro em ruínas, uma leitura/encenação da obra Tio Vânia, de Anton Tchékov"

A Festa do Cinema Francês realiza-se de 26 de outubro a 20 de novembro em dez cidades portuguesas. Mais informações em https://www.festadocinemafrances.com/.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Cinemateca Portuguesa apresenta Retrospectiva de Ariel de Bigault de 19 a 24 de Setembro

A Cinemateca Portuguesa apresenta uma retrospectiva à obra de Ariel de Bigault, de 19 a 24 de Setembro. A realizadora vai marcar presença nas sessões.

A cineasta francesa é grande conhecedora da história e cultura portuguesas, com uma filmografia muito ligada à relação de Portugal com o resto do mundo lusófono, como é o caso de Fantasmas do Império, que olha para os fantasmas do passado colonialista português a partir das imagens do cinema feito em Portugal, ou os filmes Afro Lisboa (1997) e Margem Atlântica (2006).

A obra de Bigault inclui ainda retratos de figuras da música afro-brasileira: da série Éclats noirs du samba, serão exibidos neste ciclo os filmes dedicados a Martinho da Vila, Zé da Velha, Zézé Motta e Gilberto Gil, e o documentário Canta Angola, "retrato da paisagem musical de Angola, a exibir numa sessão que incluirá um conjunto de videoclips com artistas ligados à cultura negra assinados pela cineasta".

De destacar é a sessão que reúne duas obras raras da realizadora, em 16mm, sobre a infância: Eduardo e Fernando documenta as brincadeiras e o mundo de duas crianças com síndrome de Down e Estão a Ver-nos? mostra os sonhos de uma criança cega.

No dia 24 de Setembro, às 18h00, a esplanada da Cinemateca recebe o debate Das Margens para o Foco, uma conversa com Ariel de Bigault, Ângelo Torres e outros participantes, sobre a presença e a visibilidade - no teatro, televisão e no cinema em Portugal – dos actores, guionistas, encenadores e realizadores originários das ex-colónias portuguesas.

O Ciclo Ariel de Bigault: Margens Atlânticas faz parte do programa da Temporada Portugal-França 2022. Mais informações no site da Cinemateca Portuguesa.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Doclisboa e Cinemateca Portuguesa apresentam retrospectiva de Carlos Reichenbach e há sessão de antevisão a 1 de Julho

A obra do cineasta brasileiro Carlos Reichenbach será alvo de uma retrospetiva integral em Outubro, numa parceria entre o Doclisboa 2022 e a Cinemateca Portuguesa, que vai revelar uma filmografia de cinco décadas, com vários filmes nunca antes mostrados fora do Brasil. 

Sangue Corsário, Carlos Reichenbach

A obra do realizador brasileiro junta-se à já anunciada retrospectiva A Questão Colonial. Para assinalar as duas retrospectivas, no dia 1 de Julho, às 21h45, o Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa vão apresentar uma sessão de antevisão, com a exibição de duas curtas do realizador brasileiro: Sangue Corsário Sonhos de Vida, e ainda Cabascabo, o primeiro filme realizado pelo cineasta nigerense Oumarou Ganda. As sessões acontecem na esplanada da Cinemateca.

Reichenbach foi um dos protagonistas do Cinema Marginal, importante movimento do cinema brasileiro, a par do Cinema Novo, nascido nos anos 60, em plena ditadura militar, no centro do bairro Boca do Lixo, São Paulo, como resposta à instabilidade vivida no país. Da filmografia do cineasta destacam-se títulos como Lilian M. (1974), Amor, Palavra Prostituta (1981), O Império do Desejo (1980), Filme Demência (1985), Anjos do Arrabalde (1987), e Alma Corsária (1994).

Carlos Reichenbach explorou géneros e estéticas tão distintas como o thriller, o pornográfico ou o experimental, "criando uma heterogeneidade estilística essencial para preservar a liberdade criativa face às condições sociopolíticas e económicas que enfrentava, colocando o cinema como um gesto de revolta contra o mundo estabelecido".

SESSÃO DE ANTEVISÃO DAS RETROSPECTIVAS

1 JULHO, 21H45 | ESPLANADA DA CINEMATECA PORTUGUESA

Sangue Corsário, de Carlos Reichenbach

Brasil, 1980, 10’

"Deambulando por São Paulo, dois antigos amigos encontram-se. Viveram juntos os loucos e psicadélicos anos 1960, mas as mudanças económicas e políticas das décadas seguintes afastaram-nos por caminhos de vida diferentes. Um continua a ser poeta, o outro é agora bancário. Homenagem à contracultura brasileira e à poesia de Orlando Parolini, actor em vários filmes de Reichenbach."


Sonhos de Vida, de Carlos Reichenbach

Brasil, 1979, 10’

"Duas operárias da periferia de São Paulo, interpretadas pelas musas da Boca do Lixo Patrícia Scalvi e Misaki Tanaka, decidem procurar alguma diversão mesmo com o pouco dinheiro que têm. Primeiro filme de Carlos Reichenbach que retrata o universo das mulheres operárias brasileiras, tema depois recorrente na sua obra."


Cabascabo, de Oumarou Ganda

França, Níger, 1969, 45’

"Oumarou Ganda, o Edward G. Robinson de Eu, um Negro, assina, dez anos mais tarde, este seu primeiro filme, obra seminal do cinema nigerense. Cabascabo, escrito, realizado e interpretado por Ganda, inspira-se na sua história pessoal de antigo combatente da Infantaria francesa na Guerra da Indochina. Num tom tragicómico, seguimos as desventuras de Cabascabo, que dilapida o seu soldo enquanto tenta encontrar o seu lugar na vida civil."

O Doclisboa 2022 acontece de 6 a 16 de Outubro. Mais informações no site do festival e no  site da Cinemateca Portuguesa.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Museu do Oriente assinala independência de Timor com Ciclo de Cinema e workshop

O Museu do Oriente assinala os 20 anos de história e luta pela independência de Timor com Ciclo de Cinema Timor-Amor e um workshop internacional, de 6 a 31 de Maio. 

Com curadoria de Maria do Carmo Piçarra, o ciclo vai apresentar sete sessões, com uma "pluralidade de olhares sobre Timor, do Estado Novo à autodeterminação e independência""obras raramente exibidas de arquivos públicos, visões contemporâneas de realizadores portugueses e obras de realizadores timorenses produzidas após a independência"

A 6 de maio, o ciclo abre com a sessão O Nascimento da Nação no Cinema, onde se destaca A Guerra de Beatriz, de Bety Reis e Luigi Aquisto (2013), a primeira-longa metragem timorense, e duas curtas documentais.

A 11 de Maio, Timor no Arquivo Militar e na Propaganda do Estado Novo aborda a propaganda luso-tropicalista da ditadura, e Timor Olhado por Realizadores Portugueses (21 Maio), apresenta A noiva do gigante (2007) e Flores amargas (1989), numa sessão com a presença dos realizadores Nuno Amorim e Margarida Gil. A 25 de Maio, Marta Lourenço, directora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, e investigadores do projecto Photoimpulse, vão comentar Timor no Arquivo ‘Etnográfico’.  

Seguem-se as sessões Timor no Arquivo Documental da Cinemateca e Timor Olhado por Realizadores Portugueses, a 26 e 27 de Maio, ambas na Cinemateca Portuguesa- Museu do Cinema, estas com entrada paga.  O ciclo encerra a 31 de Maio, com documentários de realizadores timorenses que revisitam a história do jovem país, na sessão Autodeterminação e Projecções do Futuro.

Em paralelo, de 16 a 19 Maio, o Museu do Oriente recebe o workshop internacional Solidariedade com a Luta de Timor-Leste pela Autodeterminação, no formato presencial e online, iniciativa que "propõe uma reflexão crítica aos agentes, instituições e contextos da solidariedade internacional com a causa timorense ao longo de duas décadas e meia". "Entre histórias, relatos e palestras, a audiência é convidada a conhecer o contexto do conflito através da lente daqueles que o testemunharam".


Timor-Amor. Os filmes

6, 11, 21, 25 e 31 Maio no Museu do Oriente, às 18h00. Entrada gratuita, mediante levantamento do bilhete no próprio dia e lotação do auditório.

26 e 27 de Maio na Cinemateca Portuguesa, às 21h30. Entrada paga.

Duração: 90 min. s/intervalo


Workshop Internacional

Solidariedade com a Luta de Timor-Leste pela Autodeterminação

Online e Presencial

16, 17, 18 e 19 Maio no Museu do Oriente

Das 9h30 às 18h45

Línguas de trabalho: português e inglês

Gratuito, mediante inscrição em Solidarity with Timor-Leste struggle for self-determination: actors, institutions, contexts (uc.pt)


Mais informações em foriente.pt.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Festa do Cinema Italiano 2022: De 1 a 10 de Abril e com Retrospectiva de Pasolini na Cinemateca Portuguesa

A 15.ª Festa do Cinema Italiano realiza-se em de 1 a 10 de Abril de 2022, no Cinema São Jorge, UCI El Corte Inglés, Cinemateca Portuguesa e Culturgest, em Lisboa. Para além da capital, o festival segue para mais de dez cidades portuguesas, estando já confirmado no Porto, Coimbra, Cascais, Setúbal, Penafiel, Alverca do Ribatejo, Beja, Aveiro, Leiria, Tomar, Almada, Caldas da Rainha, entre outras.

No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Pier Paolo Pasolini (1922-1975), a Festa do Cinema Italiano, fará uma homenagem ao autor e realizador, apresentando uma retrospetiva, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. Para além dos seus filmes como realizador, serão exibidos vários títulos onde Pasolini colaborou ou que foram inspiradas pela sua vida e obra, onde se incluem também documentários, num total de quase 25 filmes.

Na Culturgest, serão ainda apresentados alguns filmes, encontros e o espectáculo Orgia, de Pier Paolo Pasolini, com encenação de Nuno M. Cardoso e leituras sobre o universo poético e político de um dos mais importantes intelectuais do século XX.

Também a partir de Abril, em colaboração com a Risi Film, alguns dos mais emblemáticos filmes de Pasolini estarão em exibição na com novas cópias restauradas na Festa do Cinema Italiano e em algumas salas de cinema nacionais, em distribuição comercial. Alguns desses títulos são: Accattone (1961), Mamma Roma (1962), Comizi d'Amore (Assembleia de Amor) (1964), Il Vangelo secondo Matteo (O Evangelho Segundo S. Mateus) (1964), Uccellacci e Uccellini (Passarinhos e Passarões) (1966) e Edipo Re (Édipo Rei) (1976).

Mais informações em festadocinemaitaliano.com.

domingo, 14 de novembro de 2021

Cinemateca Portuguesa apresenta Retrospectiva de Allan Dwan de 2 de Dezembro a 31 de Janeiro

A Cinemateca Portuguesa recebe a maior retrospectiva de sempre dedicada a Allan Dwan, um dos mais prolíficos realizadores da História do Cinema, de 2 de Dezembro de 2021 a 31 de Janeiro de 2022.

The River's Edge

Serão 60 os títulos que compõem esta retrospectiva, a mais extensa da obra de Dwan (que algumas fontes creditam como tendo sido autor de cerca de 1600 títulos) realizada em qualquer parte do mundo até à data, representando todas as fases do seu trabalho, e "acompanhada por uma pequena edição dedicada ao cineasta, a primeira de uma nova colecção da Cinemateca de cadernos de apoio a ciclos de autores estrangeiros ou temas do cinema internacional".

A carreira de Allan Dwan teve início na década de 1910, "com filmes de uma bobina feitos ao ritmo de três por semana, segundo o próprio afirmava, que se estendeu até ao início dos anos 1960, data de estreia do seu último filme The Most Dangerous Man Alive"